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[música suave]
[trovão retumba]
[música cessa]
SEME - FRONTEIRA ENTRE NIGÉRIA E REPÚBLICA DO BENIN - 1H30
[música intrigante]
[homem] Eu saí de Seme tem muito tempo.
Agora, eu tô em Ajara Badagry.
Vou procurar um atalho aqui pra evitar dar de cara com a polícia, tá?
[pneus cantam]
[homem, ao telefone] Por isso que tu é o melhor.
O melhor motorista. Tokunbo é o cara! [ri]
[Tokunbo] O carro tá quase sem gasolina.
[homem, ao telefone] O imposto desse carro é alto aqui na Nigéria.
- [Tokunbo] Chefe, é uma coisa que cansa. - [porta abre e fecha]
O governo nigeriano dificulta a vida de todo mundo.
[passos]
Pensa só.
[força maçaneta]
A alfândega cobra mais de 50% de imposto de importação no custo do carro.
É. Você compra o carro por um milhão
e paga 800 mil de imposto de importação.
- Onde é que isso acontece? - [porta bate]
[homem, ao telefone] Não liga pra eles.
Não querem que os pobres sobrevivam.
[Tokunbo] Quero ver como é que a gente vai comer
contrabandeando carros usados. [ri]
- Por isso, a gente tá nas ruas. - [homem, ao telefone] Meu irmão!
[Tokunbo] É por isso que sempre digo.
[faróis ligando]
Ô chefe, o senhor…
Ô chefe…
[sirene]
Ih, sujou.
Os homens, os homens, os homens! A polícia!
- [música jocosa] - [sirenes]
- [motor acelera] - [sirenes se intensificam]
[música jocosa continua]
- [celular tocando] - [motor ronca]
[Tokunbo gagueja] Ô amor.
- Ô Amor, você está bem aí? - Não, não, não! Minha bolsa estourou!
- [gagueja] Como que é o negócio? - Tokunbo, o bebê tá vindo!
- Tá vindo pra onde? - [grita] Tokunbo!
[Tokunbo] Calma, calma!
[gagueja] É…
♪ Baby shark tu tu ru tchu ♪
- ♪ Baby shark tu tu ru… ♪ - Cala a boca!
Não sei o que fazer, meu amor!
[mulher] Não faz nada, só vem logo. Cala a boca!
- Cala a boca! - Ô amor, já te ligo, tá?
- [mulher] Não, não! - Eu já ligo pra você.
[mulher] Não desliga o telefone. Se desligar…
[pneus cantam]
- [sirenes] - [música de ação]
- Jamil? - [Jamil] Tô na linha de frente.
Descobriram a gente. Monta aí um 4-4-2, compadre.
- [motor roncando] - [pneus cantam]
[baque]
[música de ação cessa]
[sirenes]
[música dramática]
Tamo junto, cara!
POLÍCIA DE FRONTEIRA
[alarme da polícia]
[carro acelera]
[alarme da polícia continua tocando]
[Jamil] Se acalma!
[policial] O cara escapou.
- [policial 2] É ladrão profissional. - [policial] Calma, vira à esquerda.
Vamos reto.
[policial 2] Não é reto, não. É pra direita, direita.
[policial] Olha só, vamos voltar pra delegacia. O cara sumiu.
[policial 2] O que a gente vai falar? Tá doido?
- [policial] Quer contar que escapou? - [policial 2] Vamos voltar.
[policial] É um desgraçado.
[policial 2] Por que tá dirigindo igual a uma velhinha?
[policial] Tá maluco? Não sabia que queria dirigir!
[policial 2] Acelera.
[celular tocando]
J'ADORE LIGANDO
[celular continua tocando]
Alô? Alô?
[homem] Você teve um belo menininho.
[gritando] Aê!
É nóis!
RESTAURANTE E MERCADO DA IYA
[música animada]
- [Tokunbo] Iya Muli! Iya Muli! - Tokunbo.
- Minha mulher teve o bebê! - Que Deus o abençoe e o proteja!
Tô chegando, tô chegando. Tô chegando aí!
[música animada continua]
Olha esse chão. Precisa dar um jeito, tá muito sujo.
- Ei! TK, é o cara. Chega aí, meu mano! - Tranquilo?
- Fala, parceiro. - [Tokunbo] Tranquilo?
Olha lá. O pai tá on.
[Tokunbo] Maravilha.
Tranquilidade, né?
Fala aí.
[música animada continua]
[Tokunbo] Gaza.
[música cessa]
[música tensa]
Meu cara.
Hum…
Você disse que ia ser sua última entrega, não foi?
Porque você quer ser um homem de família.
Tudo bem.
Sabe que sempre vai ter alguém pra substituir você, não é?
Tá na hora de enfrentar o que vem por aí. O que que tu acha?
Tá tranquilo.
[música tensa continua]
[contando notas]
Que parada é essa aqui, meu irmão?
O que que foi?
Tem dinheiro faltando.
Faltando vinte pau.
Faltou grana?
Não foi tu que queimou pneu?
Tenho que comprar pneus novos!
Tenho que comprar um monte de coisinhas que você estragou no carro!
[desdenha]
Ainda preciso dizer isso, é?
Tá certo, não.
Não tá certo, Gaza.
[rapaz] Irmão Tokunbo…
[choraminga] Por favor, intercede em meu nome com o Gaza.
Eu não roubei a grana dele. Eu não roubei, não.
Ô moleque…
[rapaz chorando] Fala com o Gaza por mim.
Tu roubou minha grana e fugiu.
[chorando] Eu não roubei a sua grana, não.
[Gaza] Nunca mais vai roubar minha grana.
Se algum dia te roubei, que eu não viva pra ver o amanhã.
Não esquenta, não.
Tu vai ver o amanhã.
Mas não vai ser inteiro, não. Tá?
Calma aí, cara.
[grita]
- [sangue escorrendo] - [grito desesperado]
[música tensa continua]
Ué? Você…
ainda tá aqui?
[música intrigante]
[música cessa]
[chamado à oração na mesquita em árabe]
18 MESES DEPOIS
[alarme do despertador]
[chamado na mesquita continua]
[suspira]
[linha chamando]
[música intrigante]
[Tokunbo] Amor.
Acordei você?
Desculpa. Como é que você tá?
Conseguiu dormir?
Lisa.
Você devia estar descansando.
[expira]
[expira]
Pra não desabar também.
[ofegando]
[expira]
Eu vou fazer um ogi.
- E vou comprar um acarajé pra viagem. - [chaleira apita]
Por favor, não diz que não.
Você tem que comer.
- Lisa, eu te garanto… - [toque do celular]
- …tudo vai dar certo. - [bipe no celular]
[motor dá partida]
[música intrigante continua]
Quem pediu corrida aí?
[homem] Eu.
- Senhor Adenuga? - Sim.
Bom dia, senhor.
[burburinho]
[Tokunbo] Vamos começar a viagem, tá?
[diálogos animados indistintos]
Senhor.
CRIPTOMOEDAS: NOVA DIRETORA IMPÕE RESTRIÇÕES
Ô Senhor, o que que o senhor quer que coloque no rádio?
Notícias?
É… Um pagodinho, jazz ou hip-hop?
Hip-hop não, é reggae.
Por favor, põe nas notícias.
[música melancólica]
[Tokunbo] Certo, senhor.
[mulher, no rádio] A Srta. Folashade Balogun-Smith sustenta
que sua política de linha de frente é para garantir o crescimento da Naira
e enxerga que a sanção proposta às empresas de comércio de criptomoedas
é fundamental para travar o mercado não regulamentado.
A recém-nomeada diretora do Banco Central defendeu e facilitou
várias políticas revolucionárias
ao longo de sua carreira de 15 anos na Organização Mundial do Comércio.
Está preparada para trazer sua experiência para transformar
o ramo do comércio e das finanças da Nigéria.
[monitor cardíaco bipando]
Continuando, o governo federal garantiu ao público em geral
que está trabalhando para garantir a sustentabilidade…
[música melancólica se intensifica]
[Tokunbo] Essa manhã, eu vou ver o tio Efe.
Com certeza, vai fazer alguma coisa.
[monitor cardíaco bipando]
[mulher] Depois da sua reunião com executivos da empresa,
vamos ao aeroporto pra chegar em Abuja
a tempo da sua coletiva de imprensa.
[Folashade] Ótimo. Obrigada, Aziba.
[Aziba] A senhora vai arrasar nessa nova posição.
Poxa, essa nova política…
é tudo.
É pra mudar as coisas.
Enquanto isso, eu posso começar a organizar sua mudança pra Abuja?
Ai, eu acho que você sabe que não tenho cabeça pra fazer isso agora.
- O que acha, verde ou dourado? - Dourado.
Obrigada.
Meu Deus! Aziba, seu sapato!
Isso é…
Senhora, eu…
Me desculpa.
É que eu… É que eu não dormi em casa essa noite.
Não fala mais nada, tá?
[criança] Aiá!
- [Folashade] Lá vamos nós. [ri] - [menina] Bom dia, mamãe.
Minha particular Bruce Ali. Iá!
Como você tá?
- Tô bem. - Bom saber.
Não arranca o dente de ninguém chutando com sua perninha.
- Você tá com medo, mãe? - Tô tremendo. [ri]
[música suave]
Hum… Srta. Aziba, adorei seu sapato.
Eu não concordo nem um pouco.
[celular tocando]
[murmura] Obrigada.
- Ó só… Toma amor, o papai tá ligando. - [menina se surpreende]
Papai!
Oi, papai.
[pai] Oi, princesa, como você está?
Tô bem, e você?
[pai] Eu tô bem,
mas com saudade.
[menina] Tô com saudade também.
- Mas adivinha só? - [pai] O quê?
Tô treinando pra competição de natação da nossa escola! [vibra]
[pai] Ah, que maravilha!
Tomara que ganhe.
É claro que vou ganhar. Não confia mais em mim?
Então, você vem me ver logo?
[pai] Hum… Em breve, meu amor.
Ok.
[pai] Por favor, passa o telefone pra mamãe?
Eu te amo, papai.
[pai] Te amo mil milhões.
Te amo. Mãe!
Tá na hora de ir. Tchau tchau, meu amor. [beija]
Tchau.
- Bom dia, Sr. Jamil. - Olá, Nike. Vamos.
Tchau. [ri]
[Folashade] Uhum.
Sim.
Sim. [ri]
É.
[hesita]
Banky, podemos falar disso noutra hora?
Eu não quero me atrasar pra reunião, tá bem?
Tá, tchau.
- [toque de desligar] - [suspira]
Obrigada.
[porta abre]
[música suave continua]
[porta fecha]
[porta do carro fecha]
[música suave esvanece]
[tique-taque do relógio]
[música angustiante]
[tique-taque do relógio]
[toques no celular]
ACEITAR - RECUSAR
ENCONTRANDO VIAGENS
[música angustiante continua]
Ô moça, será que pode avisar pra ele que eu tô aqui?
Senhor…
já disse que meu chefe não tá aqui. Fica aí sentado e tenha paciência.
[música angustiante continua]
[toque no celular]
ACEITAR - RECUSAR
[toques no celular]
Ô irmã…
aquele carro ali fora é dele.
Meu chefe não tá aqui.
Volta depois.
[música angustiante continua]
Valeu.
[música se torna tensa]
[bandido, com voz alterada] Por que o atraso?
Você tá trabalhado nisso nas últimas 24 horas.
Você e sua equipe
têm duas horas pra entregar.
A hora está passando.
- [bipe no celular] - [música tensa continua]
[exala]
[burburinho]
Nove ponto cinco milhões.
[hesita] Irmãozinho…
valeu por confiar em mim.
Mas eu não tenho a grana.
Ah, Chukwudi…
quebra esse galho, cara.
Fica com meu carro.
Quando eu tiver com a grana, venho aqui te pagar.
Faz isso por mim?
Irmãozinho…
eu não tenho.
[buzinas ao longe]
Olha a minha loja.
Toda a mercadoria aqui dentro não soma nove ponto cinco milhões.
Mas pera aí.
Você procurou o San Siro?
Eu prefiro morrer do que ter que ir lá.
[Chukwudi] É a vida do seu filho que está em jogo.
[burburinho continua]
[mulher] Sr. Chukwudi, cadê meu carburador?
Sr. Chukwudi!
Já falei que o produto ainda não chegou!
Tokunbo!
Oi, há quanto tempo!
- Iya Muli! - Como você tá?
Iya Muli!
- Tokunbo. - [Tokunbo] Como é que você tá?
Meu restaurante fica bem ali.
Mas você não veio me ver.
- Iya Muli, não é isso, não. - Qual é? Me deixa em paz.
Para de me bajular. Rá, rá, rá…
Como tá sua mulher e seu filho?
- Tão bem. - É mentira!
[fica confusa]
- Que foi? - O bebê tem problema no coração.
- [música tensa] - [surpreende-se]
Agora, nesse momento, ele precisa de nove ponto cinco milhões.
Ah, meu Deus do Céu!
Foi por isso que disse pra ele procurar o Gaza.
Gaza?
Já esqueceu quem é o Gaza?
Eu sei que o Gaza é um cara mau.
Mas é que…
A gente tá falando do filhinho do Tokunbo.
[suspira]
[gritando] Godwin!
Godwin!
[Godwin] Quê?
Vem cá, vem cá, vem cá.
- Vem, vem. - [Godwin] Fala, tia.
[Iya] Vem.
Tokunbo…
você tava lá no dia?
Ou você se esqueceu?
[nota dramática]
[música tensa continua]
Você já pode ir.
Ele é filho da minha irmã que morreu.
Que eu tava cuidando.
[suspira]
Eu vou te falar.
Foi o Gaza que me deu a grana
que eu usei pra abrir o meu negócio.
[efeito dramático]
Eu paguei a ele de volta cada centavo.
Gaza, é o seu dinheiro.
[assusta-se]
[música tensa amplifica-se]
Gaza, por favor.
[voz trêmula] Por favor, Gaza.
[geme assustada]
Qual o seu problema, mulher? Fala.
Há? Por que quer fugir do meu pau, hein?
Tá agindo como se quisesse fugir do meu pau. Qual é o problema?
[choraminga] Gaza, por favor.
- Vem com o papai, mulher. - Gaza, por favor.
- Gaza! Gaza, eu te imploro. - Não faz isso. Vem.
Vem comigo!
Gaza, por favor. Por favor, eu te peço. Por favor.
Aí! Se comporta.
- Gaza, por favor! Não! - Vem cá.
[Gaza geme] Ah… Essa mulher vai me fazer gozar.
[Gaza gemendo] Deixa eu…
- [Gaza gemendo alto] - [Iya choraminga]
[Gaza] Ah… Eu gozei. [ri]
- Eu gozei… [zomba] - [Iya] …ainda tô pagando a dívida.
- [Iya chora] - [Gaza suspira alto]
Eu não tô pagando só em dinheiro.
Eu juro, Iya Mulika, você vai acabar com a minha vida em Lagos! [ri]
É!
Aí, tão rindo por quê?
[gritando] Vamos, voltem pro trabalho agora!
[música tensa continua]
Não importa o quanto as coisas estiverem ruins…
jamais volte pro Gaza.
[música torna-se angustiante]
[celular tocando]
[celular continua tocando]
[médico] Olha, senhor, sei que não tem muito dinheiro.
Mas, se quiser dar a ele a chance de uma vida normal,
tem que fazer o possível pra levantar o dinheiro pra cirurgia.
Seja forte.
[música angustiante continua]
[música torna-se tensa]
As coisas não estão fáceis, não, Tokunbo.
A comida não é suficiente.
Eu te imploro, Gaza.
Se eu não tivesse no desespero, eu não estaria aqui, cara.
Você é o meu cara. Eu ia mentir pra você? Hein?
- Tem pobreza por todo lado. - Gaza, qual é?
Pô, o meu carro tá aí, cara. Fica com ele.
Quando tiver a grana, eu pago a você.
[ruído de máquina]
[desdenha]
Tokunbo, eu não tenho.
Não esquenta, fica com seu carro, tá?
Fica com o carro.
Eu não tenho dinheiro. Nenhum.
[máquina conta dinheiro]
Tá ouvindo?
Aí, aí.
Não me faz ter que mandar alguém pra te lembrar de trazer minha comida.
- Desculpa. - Desculpa o cacete.
[Iya] Tokunbo, como você está?
Estou bem.
Bundinha gostosa, hein?
Ah! Gostosa!
[celular tocando]
[Gaza] É, esse outro serviço.
É, eu tenho o cara pro serviço.
[música tensa continua]
[Gaza] Ele é teimoso, mas ele faz a coisa, sim.
Não, não, não. É esperto. É esperto.
[toque no celular]
[Gaza] Tudo bem. Vai ser feito, chefe.
Sim, chefe.
Tudo bem.
[música animada]
[mulheres riem]
[mulher] Vamos lá, amiga.
- [mulher 2] Isso! - [mulher] É isso aí! Se anima.
[mulher] Vem aqui, garoto!
- [rapaz] Não! - Seu cabelo tem que ficar mais arrumado!
- [rapaz] Não quero isso, não! - Tá todo desalinhado!
Olha, tá tudo muito ruim!
Se quiser ir pra Idumota, vai levar oito horas,
quando não estiver passando pro Kwara State. Hein, meu filho?
[música fica abafada]
Olha só… Se liga, presta atenção.
Pera aí, pera aí. E se a gente fizesse uma placa?
[música com efeito dramático]
[buzinadas]
[celular tocando]
[música sinistra]
[música torna-se intrigante]
[celular bipa]
ENTREGA PARA… TARIFA: CEM… - PEGAR PIZZA
[música intrigante continua]
[veículo buzina]
[música intrigante continua]
[carro acelera e freia bruscamente]
[relógio bipa]
[celular tocando]
[música intrigante continua]
ENTREGUE PARA O CARA DA MOTO AZUL
[moto liga]
[música intrigante continua]
[celular tocando]
[bipe no celular]
COLETA: CYNERGY TOWERS ENTREGA…
PAGAR 250 MIL NÃO ACEITAR SE O LACRE ESTIVER VIOLADO
Tão me zoando?
- Amor. - [motor dá partida]
Olha, eu tenho uma notícia boazona.
Ah, você vai se amarrar.
Não, não. Quando chegar aí, eu te conto direitinho, tá?
Eu vim aqui apresentar os meus argumentos pessoalmente.
Pra vocês entenderem que isso não é uma caça às bruxas.
[música inquietante]
O FMI e a CVM tão dentro, e eu preciso do apoio de vocês.
[mergulho na água]
[água borbulhando]
[homem] Bom, e como é que a gente fica?
Quer dizer que você quer reprimir todo o nosso esforço,
e depois espera que a gente te apoie?
Eu tô vendo que o senhor tá olhando pro copo meio vazio, Sr. Falano.
Bom, eu sou realista.
Olha, eu não sou o inimigo aqui.
Eu só estou apenas tentando garantir que tenhamos uma economia próspera,
da qual todos possam se beneficiar.
Se não regularmos isso agora,
a nossa moeda vai continuar a despencar.
Então, o que você quer é controle?
Porque eu nunca vejo como a sua política
beneficia alguém nessa mesa,
tirando você.
- [música inquietante continua] - [Folashade desdenha]
O mercado de criptomoedas
é muito grande.
Um mercado com grande potencial.
Mas, é claro, só se o Banco Central puder regulá-lo.
[motor do carro roncando]
[motor desliga]
[Folashade] Não podemos permitir que se deixe algo que tem a capacidade
de afundar o valor de mercado da Naira nas mãos de poucas pessoas.
Então, que incentivos o Banco Central vai oferecer às pessoas
cujos negócios serão afetados de maneira adversa por essa política?
Obrigada por levantar essa questão, Dra. Udezie.
Como mencionei mais cedo, isso não é uma caça às bruxas.
Nós estamos buscando um jeito viável
de incentivar a nossa economia.
E, por isso, estamos preparados para oferecer resgates.
[homem 2] Resgates?
Como isso vai resolver alguma coisa aqui?
[Folashade] É um pouso tranquilo
comparado…
à implementação de uma política sem nenhum incentivo.
- O senhor não acha? - Hum…
[música inquietante continua]
Estou bem ciente que a senhora quer deixar
a sua marca como a primeira diretora mulher do Banco Central.
Mas não vai querer fazer inimigos.
[Folashade] Isso é uma ameaça?
Só estou dizendo
que está desperdiçando seu tempo.
[música inquietante continua]
[Folashade] Olha, eu vim aqui
por vontade própria,
com a intenção
de ter uma conversa produtiva.
Ao que parece,
eu cometi um erro.
Agora, eu vou anunciar a adoção
desta política oficialmente hoje à noite,
e então ela vai voar.
Ou vocês embarcam nesse trem em movimento,
ou não.
Vocês podem me olhar e me desprezar por ser só uma mulher,
mas eu quero que todos saibam
que eu mereci esse cargo.
E não vou ficar aqui enquanto vocês me atazanam
pra deixar de lado uma política
que eu sei que vai ser proveitosa pra nossa economia.
Bom dia, senhoras e senhores.
[diálogos inaudíveis]
[música inquietante continua]
[bipe no relógio]
[toques no celular]
[bipe no celular]
ENTREGUE PARA O CARA NO RANGE ROVER BRANCO
O PRÓXIMO PACOTE VAI SER ENTREGUE EM SEU CARRO
[música inquietante continua]
Isso aí é cocaína?
[Folashade] Vou ter que ensinar adultos a fazer a coisa certa.
Todos eles só pensando no próprio bolso. Ninguém tá pensando no país!
Por quê? Porque a corrupção é a ordem do dia.
[música sombria]
[mulher dá grito agudo]
[bipes desaceleram no monitor cardíaco]
[bipe contínuo no monitor cardíaco]
[campainha do elevador]
- Ignore eles, senhora. - [Folashade suspira]
A opinião deles não importa.
Aqui, a declaração pra imprensa.
Obrigada, Aziba. Vou dar uma olhada no carro.
- Enviou o arquivo pro Raymond? - Enviei, sim.
Ótimo. Marque uma reunião com ele e outros vice-diretores pra amanhã.
- Teve que tirar uma licença. - Sério?
Manda pra sala dele mesmo assim.
ENTREGA NA FRONTEIRA DE SEME. TEM 3 HORAS. PAGAMENTO: 10 MILHÕES
ENTREGA
[música dramática]
VOCÊ TEM TRÊS HORAS
[fala inaudível]
[música dramática continua]
Ei! Ei!
Ei!
De quem é essa criança? Pega ela. Não deixa aqui, não.
[pneus cantam]
[motor acelera]
[música dramática continua]
[ofega]
[celular tocando]
[ofegando]
[arfa]
Oi, meu amor.
[esposa] Tokunbo, eu tô com medo.
Tokunbo, eu não quero perder meu filho.
[esposa chorando] Eu não quero perder meu filho.
[esposa funga]
Não vamos perder.
[esposa chora]
[música dramática continua]
[celular desliga]
[suspira]
[grito ecoa]
[celular tocando]
Alô?
Sim?
Onde ela tá?
O quê?
[música sombria]
[música se torna inquietante]
[linha ocupada]
[linha ocupada]
PRECISO FALAR COM VOCÊ, SEJA LÁ QUEM FOR
[música inquietante continua]
[celular tocando]
Alô?
Quem é?
[bandido, voz alterada] Seu benfeitor.
O que me fez entregar cocaína e sabe-se lá o que mais, né?
Trezentos e cinquenta mil nairas por essas coisinhas simples.
É uma boa grana, não acha?
Quero saber quem é você.
E quem é a garota no banco traseiro do meu carro?
Quanto menos souber, melhor.
[música inquietante continua]
[pneus cantando]
[veículo acelera]
É mesmo?
Só que eu vou deixar ela agora mesmo na delegacia.
Pra tu ficar de boa.
[bandido ri]
Tokunbo Adesanya.
O menino que veio pelo mar
só pra ser abandonado pelo pai.
Não acho que seria uma boa ideia levá-la a uma delegacia.
Ainda mais pra um homem na sua posição.
Fala quem é o senhor.
[bandido] Eu ofereci dez milhões pelo inconveniente.
Agora estou disposto a triplicar a quantia só porque eu posso.
Entregue ela na fronteira em três horas…
e vai receber 30 milhões em dinheiro vivo.
E se eu recusar?
[bandido] Obviamente que você tem uma personalidade inflexível.
Talvez vá querer prova da negociação.
Dá uma olhada no seu celular.
[celular vibrando]
[ruído desconcertante]
[homem] Olá, Shade.
Cadê a minha filha?
[música inquietante continua]
Como assim, cadê a sua filha?
Eu não tenho tempo pra isso, Bankole. Cadê a Nike?
Minha filha sumiu?
Minha filha tá sumida,
e você tá me ligando pra me acusar de ter sequestrado ela?
Não se atreva a tentar ficar me manipulando.
Você já fez isso antes!
[Bankole] Isso é algum tipo de piada?
Tem certeza de que tá raciocinando direito?
[bandido] O som do silêncio.
Sou um homem benevolente, Tokunbo,
e é por isso que os 30 milhões que ofereci ainda estão na mesa.
Não pra você, mas pelo seu filho moribundo.
Tá me chantageando?
Você tem um minuto pra decidir.
[Bankole] Ah, por favor.
Só levei minha filha pra tomar sorvete, e a babá sabia exatamente pra onde eu ia.
Ah, tá.
Você tá sempre querendo tirar ela de mim.
[efeito desconcertante]
[efeito desconcertante]
[suspira]
[música inquietante continua]
- Eu vou fazer. - [bandido] Esplêndido.
Você passou cinco minutos negociando.
Agora você tem duas horas
e cinquenta e cinco minutos no relógio.
Tem um saco contendo sedativos.
Ela precisa de uma injeção a cada hora.
A próxima dose
é em 25 minutos.
- Boa sorte. - [celular desliga]
[bufa]
[expira]
[música inquietante continua]
[suspira]
[suspira]
[expira]
[expira]
[Bankole] Olha você, se fazendo de desentendida.
Apontando o dedo pra todo mundo, menos pra você.
Já te ocorreu pensar nos inimigos que está acumulando
com seu cargo e suas políticas novas?
[homem] Por favor, pessoal, pode vir aqui?
[Bankole] Se alguma coisa acontecer com a minha filha… Se qualquer coisa…
- Cala a boca, Bankole. Fica quieto. - Senhora.
Senhora, vamos olhar as filmagens. Por favor, me acompanhe.
Tá bem.
[música sombria]
[música sombria continua]
[celular tocando]
Senhora, o comissário de polícia.
Alô?
[comissário] Senhora diretora,
é um sequestro.
Temos que ir à imprensa
e fechar a cidade.
Imediatamente.
[Folashade] Sim, sim.
Por favor, faça tudo que puder.
- Obrigada. - [celular desliga]
E atenção a todos.
A filha da recém-nomeada diretora do Banco Central da Nigéria,
Nike Balogun-Smith, foi sequestrada.
[homem, na TV] …foi sequestrada numa academia de natação
localizada na área de Lekki.
[apresentador] Ela tem dez anos, participava de um evento de natação,
onde foi sequestrada.
Que jogo tão assistindo?
Era um jogo de futebol antes de mudar pras notícias.
[sirenes]
[menina peida]
[peidando]
[mulher] Esse tráfego de Lagos acorda até defunto.
Acha que isso aí é o tráfego normal de Lagos?
Não tá vendo a polícia ali, não? Não sabe de nada!
Soube que sequestraram a filha de um maluco podre de rico.
Tô te falando, tia.
- [mulher] Que é isso? - [homem] Esse país não tem mais jeito.
[mulher] Não vou ser vítima, em nome de Jesus.
- [mulher 2] Deus me livre. - [mulher] …nunca nessa vida.
[hip-hop tocando]
[música tensa]
[celular tocando]
Me liga, por favor.
[celular tocando]
E aí? O que que tá rolando agora?
Tá cheio de polícia na área.
Tem bloqueio pra todo lado aqui. O que que tá rolando?
[bandido] Isso foi rápido.
Tomara que não tenha nada a ver com o seu pacote.
Quem é essa criança, cara?
[bandido] A filha de uma amiga.
Por que sequestraria a filha da sua amiga?
[bandido] Como eu disse…
quanto menos souber, melhor.
- [celular desliga] - Pera, pera, pera. Alô? Alô? Alô? Alô?
Bicho doido, pô.
[música tensa continua]
[mulher, no rádio] …últimas atualizações sobre o sequestro de Nike Balogun-Smith,
- a soma de 5 milhões foi oferecida… - [Nike] Esse é o meu nome.
- [pneus cantam] - [motor desliga]
Quem, quem é você e como eu entrei no seu carro?
Você me sequestrou?
Sequestrador! Sequestrador! Socorro! Socorro!
Ele me sequestrou. Alguém me ajuda. Me larga! Me larga!
- [Tokunbo grunhe] - [Nike grita]
Ai! Você não sabe no que se meteu!
Se minha mãe te pegar, eu juro que você… vai ver só.
[ofegando]
O que foi, senhora?
O que tá acontecendo aí?
Ela não tá passando bem. Tô aqui, cuidando dela.
- O que é que ela tem? - Eu tô…
Tô achando que ela tá doente.
- É sua filha? - É. É minha filha.
Leva ela pro hospital. Ela é tão bonita.
É.
Leva essa criança pro hospital.
É que ela tem medo de injeção.
[música tensa]
Conhece alguém que poderia querer sequestrar sua filha pra te atingir?
[hesita] Mais cedo, hoje…
tive uma discussão com um dos executivos da empresa durante a minha reunião.
É Sr. Falano.
Parecia uma ameaça, mas eu não dei muita atenção.
Entendi, senhora, mas precisamos de todas as pistas possíveis.
[Aziba] Senhora…
é o vice-diretor Raymond.
Ah, Raymond.
[hesita] Com licença. Por favor, senhor.
Raymond?
[Raymond] Sra. Folashade. Graças a Deus que está bem.
Tentei falar com a senhora assim que ouvi as notícias.
- Como está? - Raymond.
Raymond, sua ligação é como um sopro de ar fresco pra mim agora.
Eu sinto como se o mundo inteiro estivesse desabando em cima de mim.
[Raymond] Só imagino o trauma mental, a tortura que está passando.
Isso é tão injusto. Vou pegar o próximo voo pra Lagos.
Não! Raymond, preciso de você aí em Abuja.
Não, você é uma das poucas pessoas em quem eu realmente posso confiar.
Segure as pontas pra mim, até eu conseguir resolver isso.
[Raymond] Se tiver qualquer coisa que queira que faça, me avise.
Estamos rezando por você.
Obrigada, Raymond.
- [celular desliga] - [Folashade suspira]
[celular tocando]
[Folashade expira]
[celular continua tocando]
Alô?
[bandido, voz alterada] Folashade Balogun-Smith.
Quem tá falando?
Parabéns pela sua nomeação, vossa excelência.
Vossa excelência é realmente osso duro de roer.
[música de suspense]
Inteligente.
Escrupulosa.
Toda certinha.
Quem é você e o que você quer?
Vamos dizer
que eu sou o homem por trás das últimas notícias.
Habilita o viva-voz. Viva-voz.
Chama os técnicos. Vai. Rápido.
NÚMERO PRIVADO
[bandido] Sua filha é muito bonita, devo dizer.
Igualzinha à mãe dela.
[Folashade] Quais são suas exigências?
[bandido] Ah, direto aos negócios então.
Olha, eu acho sua rigidez altamente louvável.
Quer dizer, você conseguiu se segurar firme tanto tempo.
Um recorde e tanto pro seu cargo.
Mas, com certeza, você não iria querer se meter no meu caminho.
Olha, não me importa que jogo é esse que você acha que tá jogando,
mas, se alguma coisa acontecer com a minha filha…
[bandido] Ah, não vem com essa fala de filme de novo.
Você me perguntou o que eu quero,
e minhas exigências são bem simples.
Mas não vou revelar quais elas são agora.
Mas eu tenho um presente pra você.
Olha a sua caixa de entrada.
[respira nervosamente]
Alô? Alô?
- [celular bipa] - Alô?
Olha a caixa de entrada.
[comissário] Conseguiu rastrear a ligação?
- Não, senhor. - [Folashade lamenta]
[suspira]
[música dramática]
- Me deixa em paz! - Larga o volante!
[baque]
- [Tokunbo] Ei! Volta aqui! - Me deixa em paz!
Volta! Volta aqui!
- Vem cá! Ai! - Me solta. Me deixa em paz.
Pestinha!
[Nike gritando]
[música dramática continua]
[Nike ofegando]
- [Tokunbo arfa] - [Nike ofegando]
[Tokunbo ofega]
[ofegando]
[gemendo e arfando]
Puta que pariu. [ofega]
[Chukwudi grunhe]
Ai, que bonito.
- [celular tocando] - [resmunga]
[resmungando] Alô?
Cara, me ajuda. Tô precisando de você.
- Tô comendo. - [Tokunbo] Meu carro quebrou.
Por favor, traz o seu carro.
Preciso fazer uma coisa rapidinho.
Por favor, tá? Que tipo de problema é?
É bem grande.
- [celular desliga] - [resmunga]
[teclas bipam]
[sobressalta-se]
Aziba.
Você tá bem?
Sim, eu…
Eu tô bem, senhora.
Eu tô bem. É que…
essa história toda me deixou um pouco nervosa.
[música melancólica]
ÁREA DE ESPERA
Obrigada…
por estar aqui.
Eu tô feliz de estar ao seu lado.
É, é…
Pode me trazer um café?
Sim, claro.
- Dois cubos. - Dois cubos.
Sem creme.
Banky.
Hum…
Olá, querida.
Não se preocupe.
- Ah, não, senhor. Por favor, deixa… - Não se preocupe, eu faço.
[porta fecha]
[carro se aproxima]
Poxa, eu te agradeço. Valeu, hein, cara?
Espera aí. Não me agradece ainda.
- Como aconteceu esse acidente? - Acontece. Acontece.
Pera aí que já volto.
[música tensa]
[porta fecha]
Segura a viola aí que amanhã eu pego ele, tá?
- Pera aí. - Agora não dá.
Você tá levando a criança? Pera aí! Tá vendo esse carro, hein?
Esse carro, por favor, é o meu Bentley.
É o meu Bentley. Não bate com ele, não, hein?
- Dirige com cuidado. - Tranquilo.
Não vira o volante assim.
[resmunga] Quer destruir meu carro?
[celular tocando]
[bandido] Onde você está?
[Tokunbo] Tô na estrada.
O radiador quebrou, eu tive que trocar de carro.
Não fica brincando comigo, Tokunbo.
Não vai terminar bem.
[celular desliga]
[efeito desconcertante]
[motor acelerando]
[música intrigante]
[burburinho ao longe]
[Chukwudi] Iya Mulika!
[resmunga]
Iya Mulika!
[conversas no ambiente]
Cadê essa mulher? Iya Mulika!
Chukwudi.
Por favor, olha só, me traz uma garrafa geladinha de cerveja.
- [Iya] Tá bem. - Bem gelada mesmo.
[Iya] Sabe que cuido de você.
- É. - [Iya] Tô indo.
- Confio em você. Como estão? - [Iya] Como tá o trabalho?
- Estamos bem. - A coisa não tá fácil.
- [Iya] Chukwudi, e o trabalho? - A coisa não tá fácil. É, tô, é… [hesita]
- Iya Mulika. - [Iya] Toma aqui.
- [Iya] E o trabalho? Vendeu alguma coisa? - Vendi. Sabe como é o comércio.
Quem é que tá jogando?
- Barça e Real Madrid. - Barça e quem?
- Real Madrid. - Barça e Madrid?
[desdenha] Barça joga bola? Conhece o Enyimba de Aba?
Por favor.
[anúncio na TV]
- [homem] Por que mudaram o canal? - Que tipo de coisa é essa?
[mulher, na TV] A soma de cinco milhões de nairas foi oferecida
como recompensa para quem tiver informação importante
que possa levar ao resgate da vítima.
Quem tiver informações importantes
deve ligar para o 080-11-99-99-99.
Ainda estamos tentando rastrear
a torre de celular que alimentou o celular que ligou pra você.
Mas, por algum motivo, ele fica roteando pra outras localizações.
Ok. Então, o que exatamente o senhor tá me dizendo?
[gagueja] O que vai ser feito?
Alguma coisa deve ser feita.
A minha filha tá sumida, minha filha tá em perigo.
O senhor não entende isso?
Nós trouxemos o Sr. Falano pra interrogatório hoje mais cedo,
mas nós acreditamos que ele não está envolvido nisso.
Então o que exatamente o senhor está fazendo nesse momento
pra ajudar a achar nossa filha?
Ainda há postos de controle e bloqueios em toda a cidade.
- Meus homens estão em toda parte. - [celular tocando]
[comissário] Bota no viva-voz.
[bandido] Minha exigência é simples.
Reagende a coletiva de imprensa das sete horas,
e sua filha vai viver.
[celular desliga]
[música sombria]
[expira]
[respira nervosamente]
[fungando]
[chorando]
[soluçando]
[música melancólica]
[Aziba] Ela vai ser encontrada.
[Folashade continua chorando]
O que eu vou fazer?
- Xiu, xiu. Tá tudo bem. Está tudo bem. - Eu. Não…
Nós vamos encontrá-la.
[soluçando]
[Folashade continua soluçando]
O que você quer fazer?
Eu não… não sei,
mas eu não vou perder a minha filha.
[música melancólica continua]
- [inspira] - Eu quero que saiba…
Não importa…
o resultado…
eu vou estar
do seu lado.
- Certo? - [chora]
Ok.
[soluçando]
[Chukwudi] Fui eu que levei o carro pra ele em Festac.
Depois, trouxe o carro dele pra minha loja.
Olha só…
[diálogo indistinto]
Vejam a foto que eu tirei com o meu carro domingo.
[diálogos indistintos ao fundo]
Viu a menina no carro?
Ah, com esses dois olhos que a terra há de comer.
Quando eu vi na TV,
reconheci a menina.
Reconheci a menina.
Mas tem alguma coisa errada, com certeza, porque meu amigo é uma pessoa boa.
Tem a foto do seu amigo?
Ah, ele quase não tira foto.
Aham. Olha.
É foto antiga. Ele não costuma tirar.
Senhor, tá tudo bem. Só vem pra esse lado.
Eu vou pra esse lado?
Se eu for pra aí, quer dizer que eu sou criminoso.
Por favor, eu sou um bom samaritano.
O meu amigo tá usando meu carro, e vocês querem me envolver?
Onde eu errei?
Só vem pra esse lado. A polícia é sua amiga.
Policial, se a polícia é minha amiga, vamos conversar assim.
Conversar como amigos.
Quando eu for pra esse lado, a história muda.
Quer dizer que sou ladrão.
A POLÍCIA É SUA AMIGA
Ah! A polícia é amiga. Quer dizer que eu sou seu amigo!
- Eu sou criminoso? - Bora. Vem!
- Disse que eu era seu amigo. - [homem] Não quero nada com ninguém.
- A polícia é sua amiga. - [policial] Fica aí. Cala a boca!
Fica aí. Quietinho.
[policial 2] Você faz muito barulho. Senta aí.
[bandido] Você tem que completar a transação hoje, Sr. John.
Qual é a pressa?
A transação vai ser aprovada amanhã, como combinado.
[bandido] O atraso está me custando fechar um grande negócio.
Tem algum jeito de agilizar essa ação?
[John] Eu sinto muito, mas, segundo o nosso acordo,
não podemos processar a transação mais rápido.
[veículo acelera]
[celular tocando]
Chukwudi.
[Chukwudi] Alô?
- Onde é que você tá? - Dirigindo. O que foi?
[resmunga] Seu rosto tá saindo na imprensa.
Que tipo de trabalho é esse?
Onde é que você tá? Me diz.
Eu tô na linha de frente.
- [celular desliga] - Merda! Merda, merda, merda!
Alô? TK, Tokunbo?
É. Desligou.
É mesmo?
É, sim. É.
Ou será que ele vai ligar de volta?
[celular tocando]
É ele, é ele.
[música tensa]
[celular continua tocando]
[bandido] Acho que teve bastante tempo para considerar minhas exigências.
Alô. Eu sou Gabriel Ayoola,
e eu gostaria de propor um acordo.
Entregue a criança e eu…
[bandido] Ei, devolva o celular para a mulher,
mãe da criança que está comigo.
[Folashade limpa a garganta] É, eu tô aqui.
Folashade…
eu não gosto de inconsistência.
Agora, você está dentro ou precisa ser persuadida?
Eu quero falar com a minha filha.
[bandido] Não vai rolar.
[hesita] Eu quero vê-la, eu preciso saber que ela tá viva.
Você não está em posição de fazer exigências.
Ou você me dá uma prova de vida, ou…
Ou o quê? Não vai cumprir as exigências?
Deixa eu desenhar pra você.
Se você não der a coletiva de imprensa esta noite,
vai ficar conhecida como a mulher inconsistente.
E, se eu matar sua filha,
todo mundo vai conhecer você
como a mãe que escolheu a carreira
em vez da própria filha.
E, pra uma mulher como você, que prospera com a perfeição,
nenhuma das duas opções é palatável.
Seu desgraçado.
Vou te mandar um vídeo, só porque tô me sentindo generoso.
Aceite e vai receber sua filha às 8h esta noite.
Mas não se engane: se fizer aquela coletiva de imprensa,
vou arrancar as tripas do seu anjinho,
e vou ficar olhando ela se asfixiar com o próprio sangue.
Talvez até te envie um souvenir.
Seu lunático desgraçado!
Por que não mostra a cara pra ver se eu não acabo com você?
[bandido] Esse é o ex-marido, não é?
Patético.
Enfim, tenho que desligar agora
antes que sua estupidez me faça mudar de ideia.
[desdenha]
[Bankole grunhe]
- Ela não tá com ele. - E quer que eu acredite?
Olha, ele apresentou provas, apresentou provas em vídeo.
Mas ele conseguir uma prova de vida tá parecendo difícil,
o que quer dizer que ele não tá com a garota.
Então onde ela está?
Provavelmente em trânsito.
E, se ainda estiver sendo transportada, nós vamos achá-la.
[música tensa continua]
- [inspira e expira] - [celular tocando]
[bandido] Faça um vídeo da garota
e manda pra tokunboadesanya@003.com.
Não dá. Tá cheio de polícia aqui.
Tô tentando fugir dos controles.
Eu disse: grava um vídeo pra mim.
Eu já disse que não.
[bandido] Você é um homem engenhoso, Tokunbo.
Vai dar um jeito.
A não ser…
que nunca mais queira ver sua mulher e filho de novo.
Oi, policial. Tudo tranquilo?
Na paz.
Valeu.
[sirenes soando]
[bandido] Agora me faça um vídeo da garota
e manda pra tokunboadesanya@003.com.
Não! Minha mulher e meu bebê, não!
Minha mulher e meu neném não! Não, porra! Não!
- [pneus cantam] - Caralho!
- [freada] - [grita] Filho da puta!
[respira ofegante]
[Nike] Por que é tão violento?
Tá tentando me assustar? Não tá funcionando.
[música tensa]
E qual é seu nome?
Você não quer responder. Ok.
Quero fazer xixi e comer.
[geme]
Tá achando que vou fazer xixi aqui?
Não viu que eu sou uma moça?
Hum?
Ok, não quero fazer xixi, quero fazer cocô.
[respira nervosamente]
[Nike] É sério, quero fazer cocô.
Ó, se eu fizer no seu carro,
nenhum lavador vai conseguir tirar o cheiro.
[suspira]
[música suave]
Ó, eu te prometo…
que eu não vou mais te dar nenhuma injeção.
Eu vou até comprar alguma coisa pra comer no caminho.
Mas eu preciso fazer um vídeo seu.
Por quê?
Depois explico pra você.
Palavra mágica.
Por favor.
É assim que você vai dizer?
Seja gentil pedindo.
Por favor?
Ok.
Deita aí e finge que tá dormindo.
Ei, ei, ei!
Tá me estressando. Nem tá me pagando, por que o estresse?
Ótimo.
[comissário] Ainda estão em trânsito. Pode chegar à fonte do vídeo?
[policial] Posso, senhor, mas vai levar um tempinho.
[Bankole] Quanto tempo?
- [policial] Algumas horas. - [Bankole] Não temos algumas horas.
Então, se ainda estão em trânsito,
como é que nenhum dos seus homens conseguiram achá-lo?
[comissário] Estamos rastreando eles.
Mas veja, senhora, é como procurar uma agulha no palheiro.
[gritando] Eu não ligo!
[música tensa]
Mas, senhora, essas coisas…
Você não tá me entendendo, não é?
Eu tô à beira de perder minha única filha, Sr. Salim!
Por que sou eu que tenho que fazer das tripas coração por homens
que só querem levar esse país pro buraco?
Eu nem teria de ter que escolher
entre manter minha filha viva
e fazer deste país um lugar melhor pra se viver
se você fizesse a droga do seu trabalho!
[música emotiva]
[policial] Senhor?
Ele voltou ao radar.
[soluça]
Todas as unidades, todas as unidades…
[funga]
[música emotiva continua]
[homem] O que que foi?
Que que foi?
[grito abafado]
[grita]
[grita em desespero] Meu filho! Meu filho! O meu filho!
Meu filho não tá respirando! Não tá respirando!
Meu filho!
[música emotiva continua]
Por favor, por favor, por favor. Por favor!
Meu Deus!
[grita em desespero]
Não! Não! Não!
[gritando] Ai!
Por favor, volta aqui! Volta aqui agora! Volta!
[grita e chora]
[passos se aproximam]
Senhor…
A gente teve um contratempo ali dentro. O menino parou de respirar.
[chorando]
[toque no celular]
[gritando] Homem mau! Homem mau!
Você matou meu filho!
ELE FOI LOCALIZADO
Por favor! Eu só quero pegar meu filho!
Eu só quero pegar o meu filho!
Por favor, por favor, por favor!
[música de ação]
O que você quer mais? Hein?
- [bandido] Se livra do celular. - O quê?
[hesita]
- Alô? - Eu disse pra se livrar do celular.
- [motor acelera] - [desliga celular]
[celular vibra]
DIRETORA
[fala sem distorção] Alô, senhora diretora.
[Folashade] Raymond, os sequestradores estão pedindo
pra eu cancelar a coletiva de imprensa desta noite
ou eu perco a minha filha.
O que que eu faço?
Você sabe o que fazer.
[ruído inquietante]
Quanto mais está disposta a perder para provar sua competência?
[música tensa]
Essa é uma decisão que vai ter que tomar.
Ninguém mais pode tomar por você.
[efeito dramático]
[Nike] Então, seu bebê tá doente, e você precisa de dinheiro pra salvar ele.
E, por isso, me sequestrou pra um homem que tá te ligando.
Esse mesmo homem sequestrou sua mulher e seu filho também.
Hum.
Seus problemas precisam de intervenção divina.
[sorve]
[música melancólica]
Você conhece esse homem?
E como ele te conhece?
Tem certeza de que, se me entregar pra ele,
ele vai devolver sua esposa e o dinheiro pro seu filho?
Não sei, não.
Mas eu tenho que tentar.
O que ele quer da minha mãe afinal?
Eu não faço ideia.
Por que a gente não vai pra polícia?
Se eu chamar a polícia, ele vai matar minha família.
Hum, que maldade.
Pois é.
Gente do mal é assim.
[sorve]
Vem, que não tenho tempo. Vamos sair daqui.
Vem. Vamos embora.
Vamos embora, entra aí.
[motor dá partida]
[música tensa]
[choro inaudível]
POLÍCIA
Bota o cinto.
[pneus cantam]
[sirenes]
[música de ação]
Digam pra todas as unidades da área pra irem atrás deles agora!
E alguém providencia um helicóptero! Vamos!
[policial] Sim, senhor!
Equipe aérea, se prepara. Preparem os helicópteros.
[sirenes]
[chorando]
[geme e soluça]
[soluçando]
[música de ação continua]
[linha chamando]
Oi, amor! Olha, eu te ligo já…
[esposa chorando]
[soluçando] Tokunbo, o Chris morreu.
[Nike] Aonde você tá indo?
[ecoando] Freia! Freia!
[música de ação continua]
[grito inaudível]
- [carro acelera] - [sirenes tocando]
[grito inaudível]
[música de ação continua]
[sirenes]
[gritos inaudíveis]
[música esvanece]
[Aziba] O que mais quer que eu faça?
[música tensa]
Não, mas eu te dei todas as informações que eu tinha.
Não, eu cuidei da diretora.
Ok, eu.
Você só tinha que garantir que a garota fosse entregue a você.
Não. Não, Raymond.
Não é culpa minha o seu Tokunbo ter estragado tudo.
Não é culpa minha!
Eu fiz tudo que eu podia por você.
Porra, eu dei meu melhor!
[música torna-se melancólica]
Você é um explorador do cacete.
Eu espero que apodreça no Inferno.
[celular desliga]
[suspira]
[guindaste bipando]
[música melancólica continua]
[metal rangendo]
[guindaste bipando]
[sirenes ao longe]
[mulher] O sequestrador, que foi identificado como Tokunbo Adesanya,
bateu o carro no parapeito da ponte no auge da perseguição policial.
Mas parece que os dois corpos, tanto o de Nike Balogun-Smith,
filha da recém-nomeada diretora do Banco Central da Nigéria,
Folashade Balogun-Smith, quanto do seu sequestrador, não foram encontrados.
[música tensa]
[cigarras cantando]
[água escorrendo]
[grunhe]
[ofegando]
[grunhindo]
Nike! Nike! Nike!
Nike! Nike! Nike!
[música melancólica]
[Nike tossindo]
[Nike] Sinto muito pelo seu filho.
[Tokunbo ofegando]
Eu acho que você é uma boa pessoa.
Você é um bandido, mas um bom.
Sabe, você vai ter um bebê algum dia,
mas não um bandido.
Iya Muli. Preciso que me ajude a cuidar dessa criança.
Cuida dela. Cuida aí que já volto. Volto já.
- Tokunbo! - Cuida aí, segura a viola.
[Iya] O que tá havendo?
[música tensa]
[sirenes]
[música melancólica]
[tenta dar partida]
[motor dá partida]
[motor acelera]
[vidros se estraçalham]
[sirenes]
[música melancólica continua]
[Raymond] Quando o acordo for concluído,
seus 5% estão garantidos.
Vai te deixar bem.
[Aziba] Não tem a ver com grana, Ray.
Sabe que faria qualquer coisa por você.
Não é?
[música melancólica continua]
- [Aziba] Vice-diretor Raymond. - [Folashade] Raymond.
[Raymond] Sra. Folashade. Graças a Deus que está bem.
Eu tentei falar com a senhora assim que ouvi as notícias. Como está?
Raymond, a sua ligação é como um sopro de ar fresco agora.
Sinto como se o mundo inteiro estivesse desabando ao meu redor.
Só imagino o trauma mental, a tortura que está passando.
Isso é tão injusto. Vou pegar o próximo voo pra Lagos.
Ah, não, não, não! Raymond, eu preciso de você aí em Abuja.
Você é uma das poucas pessoas em quem eu posso confiar agora.
Por favor, segure as pontas pra mim.
- Fique calma. - Uau.
- [chora] - Ok?
[chora] Raymond.
Você? Dentre todas as pessoas?
Como…
pôde fazer isso comigo?
- Hã? - Se acalma.
[Folashade] Eu confiei em você!
São só negócios.
Negócios, seu bandido? Eu perdi a minha filha!
- Minha única filha! - [Bankole] Preciso de você.
[chora]
- O quê? Como é que é? Como? - O quê? Nike?
A Nike tá viva? Nike?
- Nike. [chora] - A Nike tá viva?
- A Nike Tá viva! - Ela…
- A Nike… A Nike tá viva! - Tá viva!
Sorte sua.
[inspira]
[sirenes ao longe]
Vou te ver por aí.
Aziba.
Aziba, você?
Sério?
Por que você fez isso?
Cadê? Cadê a Nike? Cadê?
[batimentos cardíacos]
[batimentos aceleram]
[borbulha]
[afogando]
[arfa]
[música tensa]
[água escorrendo]
Tá acordado?
Cadê a menina?
[respira agitadamente]
Mergulha.
- [Gaza] Tira. - [ofegando]
Uma pequena entrega.
Uma pequena entrega comum como essa,
você não conseguiu.
Você é o meu cara. Eu ia mentir?
Não esquenta. Fica com o seu carro.
Isso, eu tenho o cara pro serviço.
Não, não, não. Ele é esperto, é esperto.
[arfando]
[Gaza] Você estragou tudo,
como você estraga tudo na porra da sua vida.
Gaza.
Então é você?
[grita]
Olha só, se esse serviço fosse meu,
e você fizesse uma merda dessa…
eu teria degolado você.
[música tensa continua]
Eu ia pegar essa sua cabecinha,
colocar ela numa estaca
e botar ela bem lá no centro de Labule.
Os carros que você contrabandeava pra mim…
[Tokunbo desespera-se]
- …e que te davam a grana… - [ofegando]
Era o Agba que cuidava disso.
- Tá vendo Labule? - [chora]
Toda Labule que você vê,
onde tudo anda tranquilo…
[geme]
É o Agba que controla tudo isso.
[música tensa continua]
Vê Iya Mulika,
Gabriel, Chukwudi, Alhaji Tenten…
Adamu Yaro?
Se não fosse pelos contatos do Agba,
que negócios iriam pra frente nesse lugar?
[chora]
Mas você…
Entregar uma menininha.
Você estragou.
Menos de vinte e quatro horas pra fechar esse grande negócio.
E você…
estragou tudo.
Cadê a menina?
Nunca vai achar!
Você nunca vai achar a menina!
Nunca vai achar!
Mergulha ele.
Nunca vai achar!
[música tensa continua]
[grunhe]
[geme, ofega]
[homem] Chefe Gaza.
[música se torna melancólica]
[Gaza gargalhando]
[continua gargalhando]
Olha pra você.
Eu sabia que ia ser assim.
Você é amaldiçoado, Tokunbo.
[Tokunbo chora]
Porque você, Tokunbo,
deveria saber que é o Gaza
que é o dono dessa área toda aqui.
Nada se move,
nada vem, ou nada vai, ou nada respira,
nada mija, nada acontece
aqui em Labule…
sem que o Gaza saiba.
[música melancólica continua]
Agora que você já não é mais útil pra mim…
- [facão zune] - …eu vou arrumar um anel pra você.
[fala inaudível]
Gaza…
à custa do meu filho?
Não passa de um covarde!
Larga o cutelo se você se garante.
Se afasta dos seus capangas e sai na mão comigo.
Faz comigo na mão, cara!
Quero ver se você se garante!
[ri]
Tu quer lutar com o Gaza?
Hã?
Tu quer lutar comigo?
[ruído metálico]
- [Iya se desespera] - [golpe]
[golpe]
Vamos nessa.
[música se torna tensa]
[coro] Gaza! Gaza! Gaza! Gaza! Gaza…
[coro continua]
[efeito de ação]
[Tokunbo grunhindo]
[Gaza grunhindo]
[coro continua]
[Tokunbo grita]
[Tokunbo geme]
[homens continuam com o coro]
[ambos grunhem]
[coro continua]
- [vidro se estraçalha] - [buzina]
- [música tensa continua] - [ruído agudo]
[coro continua]
[coro continua]
[baque]
[trovão]
[homens continuam com o coro]
- [música se torna dramática] - [trovão retumba]
[trovão retumba]
[baque]
[música dramática continua]
[golpeia]
[baque]
[trovão retumba]
[golpeia]
[trovão retumba]
[golpeia]
- [baque] - [homens em coro] Gaza! Gaza!
[todos] Gaza! Gaza! Gaza! Gaza…
[trovão retumba ao longe]
Vamos ver quem vai te ajudar agora.
[música se torna melancólica]
[coro continua]
Se tu não tivesse sido um tolo como o teu pai foi…
Como é que teu filho ia morrer daquele jeito?
Hã?
Como deixou teu filho morrer?
Hã?
Olha só pra você!
Como teu filho ia morrer daquele jeito?
Tu acha que é homem
porque fodeu e teve um filho.
Tu se acha homem?
Agora o teu filho morreu.
Dá pra ver que tu não é homem!
Tu não é nem um pouco homem.
Tu não é homem.
Tu vai morrer nas minhas mãos hoje.
[grita]
[Gaza grunhe]
[grunhe]
[sufocando]
[gemendo]
[grunhe]
[grunhindo]
[grunhe]
[sufocando]
[tossindo]
[música tensa]
[gritando] Me dá o cutelo!
Desgraçado!
[tiro]
[música cessa]
[trovão retumba]
[música melancólica]
[sirenes ao longe]
[música melancólica continua]
[choro inaudível]
[inaudível]
[diálogos inaudíveis]
[música melancólica continua]
[música animada]
[coro] Vai, Nike! Vai, Nike! Vai, Nike! Vai, Nike!
[todos comemoram]
[risos e comemoração]
Ah, meu amor!
- [risos] - [mulher] Isso aí, Nike!
[pessoas vibram e apoiam]
Pula aí, minha campeã. Uh!
Vai, amor. Vai, filha! Vai! Vai! Vai!
Vai, vai! [vibra]
- Adivinha quem tá aí? - Quem? O papai?
Tenta de novo.
- [música suave] - [Nike surpreende-se]
- Fala, chefia. [ri] - Sr. Tokunbo! [ri]
- Bandido. - O quê?
Nada, você sabe que eu só sinto amor por você.
[Tokunbo] Ah, garota esperta!
- [todos riem] - É! Obrigada, mãe, por soltar ele! Valeu!
- Ela não sossegou enquanto não conseguiu. - [Tokunbo] Eu sei.
Então, o que você é agora? Nosso motorista?
[hesita] Não.
Eu acho que você pode me chamar de seu guarda-costas pessoal.
Como é? Você, guarda-costas pessoal?
Você que levou uma surra do bandidão?
Não esquenta, você tem a mim. Vou te ensinar uns golpes de kung fu.
- Kung fu? Você? - Sim.
- Quero ver. - Agora.
- [Nike] Iá! - [grita e ri]
[Nike] Então, como tá a Lisa?
[Tokunbo] Ah, obrigado por perguntar. Ela tá bem. Tá bem.
Ó, e não conta pra ninguém, mas tem um pãozinho no forno.
- [Nike] Uau, isso foi rápido! - [Tokunbo] Foi é?
- [Folashade] Adenike! - [Tokunbo] Nike.
[Nike] Poxa, somos todos adultos.
- [Folashade] Você e quem são adultos? - [Tokunbo ri]
- [Nike] Eu só sinto amor por você! - [risos]
- [Tokunbo] Ah, garota… - [Nike] Eu só sinto amor por você!
- [Folashade] Vamos, vamos! [diverte-se] - [Tokunbo ri]
[música animada]
[música emotiva]
[música cessa]
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