All language subtitles for The.Vourdalak.2023.1080p.WEBRip.x264.AAC-WORLD

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Original subtitles

Abra, pelo amor de Deus!

Eu fui atacado por bandidos.

Turcos?

Turcos, moldavos, gregos, que diferen�a faz?

Me deixem entrar, por favor!

Aqueles b�rbaros mataram minha escolta.

Roubaram minha bagagem, meu cavalo.

Eu estou ferido.

Eu n�o tenho mais nada.

Siga em frente, senhor. N�o abrimos esta porta para ningu�m.

Encontre abrigo para a noite, e amanh�, ao amanhecer,

tome o caminho para oeste.

Caminhe sem parar.

Voc� encontrar� a morada do velho Gorcha.

Ele lhe fornecer� provis�es

e um cavalo para sua jornada.

Gorcha, voc� disse?

Tudo bem.

O que quer que aconte�a, n�o pare no meio do caminho.

Esta floresta � cheia de perigos.

Adeus, senhor.

N�o me machuque!

Senhora, eu sou...

Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�.

Enviado diplom�tico do Rei da Fran�a.

Me desculpe, senhor, eu...

Sou um viajante perdido. Procuro a morada do velho Gorcha.

Foi-me dito que ele poderia me ajudar.

O que aconteceu aqui?

Isso � trabalho dos turcos?

O que aconteceu com os habitantes?

Sente-se.

Ele quer ver o velho.

Muito obrigado. Eu estou faminto.

Senhora, permita-me me apresentar. Eu sou...

Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�, enviado diplom�tico do...

Ol�!

Anja?

Piotr?

Vlad!

Seu pai voltou.

Gra�as a Deus!

Jegor!

Como senti tua falta!

O que h� com essa roupa de novo?

O pai est� acordado?

Quem � esse?

Eu sou o Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�,

enviado diplom�tico do Rei da Fran�a.

Um incidente infeliz me causou perder minha escolta e minha bagagem.

Foi-me dito que Gorcha poderia me providenciar um cavalo para seguir minha viagem.

Claro, uma vez chegado em seguran�a, vou garantir que este cavalheiro seja...

ricamente compensado.

Voc� est� na casa do velho Gorcha.

Somos seus filhos.

Sou Jegor, filho mais velho.

E esta � minha esposa, Anja.

Nosso filho, Vlad.

Meu irm�o, Piotr.

E minha irm�, Sdenka.

N�o estamos acostumados com visitantes, senhor.

Especialmente n�o da sua posi��o.

Mas voc� � bem vindo aqui.

Faremos o nosso m�ximo para ajud�-lo.

Mas Jegor! N�s n�o temos cavalos.

Anja.

Eles nos tiraram tudo.

Eu sei aonde encontrar um.

Vou buscar um para voc� amanh�.

Obrigado, senhor.

Muita gentileza sua.

Voc� deve ter percebido:

nossa aldeia foi pilhada pelos turcos,

pouco mais de um m�s atr�s.

Defendi minha fam�lia e meu lar o melhor que pude.

Ap�s isto,

juntei-me aos poucos sobreviventes que decidiram pegar em armas.

N�s os seguimos.

Preparamos uma armadilha para eles.

E tivemos nossa vingan�a.

N�s massacramos cerca de dez deles.

Infelizmente, seu l�der,

o infame Alibek, nos escapou.

Interessante. Acontece que...

Eu tamb�m perten�o a uma fam�lia conhecida por suas fa�anhas militares.

N�o contra os turcos, claro, mas contra os Senhores de Beaujeu.

No s�culo XIII.

Vou cumprimentar meu pai agora,

e ter certeza de que ele pode lhe receber.

Pai?

Seu quarto est� vazio. Aonde ele est�?

Me responda. Aonde ele est�?

Ele saiu.

Como assim, saiu?

Ele foi lutar.

Lutar.

Ele pegou seu velho arcabuz e saiu.

Ele n�o queria que ningu�m o chamasse de covarde.

Mas isso � loucura.

Como voc� o deixou fazer isso?

Na idade dele! Na condi��o dele!

Pra onde ele foi? Em que dire��o?

O que ele disse?

Meus filhos.

Estou partindo.

Esperem por mim seis dias.

Se ap�s seis dias, eu n�o tiver retornado,

fa�am uma ora��o em minha mem�ria,

pois ent�o, eu terei sido morto em batalha.

Mas se por acaso,

que Deus me livre,

eu retornar depois que estes seis dias tenham passado,

eu lhes ordeno que esque�am que sou seu pai,

e n�o permitam que eu entre, n�o importa o que eu diga ou fa�a,

pois ent�o, eu n�o seria nada al�m de um Vourdalak amaldi�oado.

Que est�ria � essa?

Voc�s todos enlouqueceram?

Quando ele saiu?

Ser�o exatamente seis dias esta noite, �s seis horas.

Nesse caso, estejamos prontos para receb�-lo.

Anja, prepare o jantar. N�o poupe nada.

Sdenka, v� buscar algumas amoras.

E voc�, v� se trocar.

Vamos.

Obrigado pelo caldo. Estava uma del�cia.

Posso lhe servir mais?

N�o, obrigado.

Com licen�a. Posso lhe fazer uma pergunta?

Eu ouvi uma palavra mais cedo. N�o sei o que significa.

O que � um Vourdalak?

N�o sei.

Sua cunhada Sdenka n�o � muito amig�vel.

No entanto, foi isso que a arruinou.

Como assim?

A pobre coitada!

Apaixonar-se, assim, pelo primeiro andarilho!

Por aqui, todo mundo sabe.

� por isso que ningu�m quis se casar com ela.

Infelizmente.

Ela tem que ficar aqui.

Conosco.

Para sempre.

O que n�o nos incomoda, na verdade.

Mas ela passa o tempo sonhando acordada.

Murmurando ora��es.

E fazendo coisas estranhas.

Eu acho que ela enlouqueceu.

Bem, muito obrigado pelo caldo.

Que imagem encantadora.

Precisa de ajuda com a coleta?

Voc� gosta de amoras?

Sim, adoro.

Eu as desprezo.

Voc� deve estar muito preocupada com seu pai.

N�o.

Diga-me, o que � um Vourdalak?

Qual o raz�o? Voc� nem acreditaria.

Continue. Eu gosto de descobrir coisas novas.

Existem coisas das quais � melhor n�o falar.

Se voc� diz.

Sdenka.

Bela Sdenka.

Seus olhos s�o como duas tochas que iluminam...

Tome.

Uma ma��.

Tenha cuidado em n�o nos julgar, desconhecido.

Ent�o, vamos nos abster de fazer o mesmo em rela��o a voc�.

Toma.

Por que me atormentar tanto, menina camponesa?

Por que tal crueldade?

Venha aqui.

Ningu�m nos ver�.

Espere.

Primeiro, vou te mostrar uma coisa.

Este � o lugar onde eu gosto de me banhar em segredo.

Siga-me

Ei, me espere.

Aonde voc� est�?

Siga minha voz.

Imagine se algu�m ca�sse.

Imagine o cr�nio deles batendo nas pedras l� embaixo.

Voc� j� ouviu o horr�vel esmagamento de ossos?

� assustador, n�o �?

Eu teria oferecido meu bra�o,

mas parece que voc� j� est� farto disso por hoje.

Voc� n�o tem nada a invejar as coquetes malvadas da corte.

- A corte da Fran�a? - Sim.

Por que? Voc� est� interessada?

V� em frente.

Qual � o sentido, senhora.

Existem coisas das quais � melhor n�o falar.

Sinto falta da corte.

Mas do que mais sinto falta � da culin�ria francesa.

Os jantares...

e especialmente das conversas com mulheres bonitas.

Porque n�o h� muitas por aqui.

Eu concordo bastante com voc�.

A prop�sito, voc� provou a comida de Anja?

Tamb�m sinto falta das festas.

Os bailes.

E a dan�a.

O que voc� est� fazendo?

A sarabanda ou o minueto.

Isso � rid�culo! Para.

Certamente n�o. � delicioso demais.

Gostaria de experimentar?

Jamais.

O que � isso?

O mapa da Europa.

Olha.

Pode-se ver todas as estradas.

As estradas, as montanhas, os rios, sim.

Veja, a Fran�a est� aqui.

E n�s estamos...

por aqui.

Eu gostaria de sair daqui.

At� pra lugar nenhum.

Apenas tristeza e brutalidade florescem em nossas terras.

Por que voc� fica?

Pra onde eu iria?

Todas a minhas mem�rias est�o aqui.

Este penhasco � meu �nico amigo.

E eu me jogarei de suas bordas no dia em que meu infort�nio estiver completo.

Eu amo a vida, mas n�o � o que prefiro.

Mas o que voc� est� dizendo?

O nome dele era Jovan.

Ele n�o era daqui e n�o tinha futuro ou dinheiro para oferecer.

Mas eu o amava.

N�s quer�amos fugir para longe de tudo isso.

Infelizmente, algu�m descobriu.

T�nhamos combinado de nos encontrar � meia-noite no penhasco.

Eu esperei muito tempo.

Mas ouvi o tiro.

Voltei para a cama.

� aonde o enterraram.

� aonde meus sonhos agora repousam.

Mas meus sonhos ainda falam comigo.

Tudo fala para aqueles que sabem ouvir.

At� os mortos.

Me d� tua m�o.

Minha m�o?

Toma.

Que horror!

Enfim, eu n�o acredito em destino.

�bviamente, voc� n�o tem um.

Sdenka.

O sino.

S�o seis em ponto.

Ele n�o voltou.

Nosso pai n�o existe mais.

N�o h� provas de que ele est� morto.

Ele mesmo disse.

Cala a boca, seu idiota.

N�o � a sua vez de falar.

N�o fale com ele assim. Sil�ncio, todos.

Eu sou o mais velho.

Voc�s me devem obedi�ncia.

Meu Deus, pai!

Ele est� respirando!

Esperem.

H� quanto tempo ele est� aqui?

Tenho certeza que ele est� aqui h� dias.

Nosso pr�prio pai!

N�o fa�a isso, Jegor.

Voc� deveria ter vergonha!

Pai, voc� est� ferido?

Senta. Ele precisa de ar.

Pai, voc� pode me ouvir?

Esse cachorro! Esse cachorro!

Fa�a-o parar de latir!

N�o.

Piotr, obede�a.

Bem, ent�o...

Voc� devia comer alguma coisa, pai.

Eu vou enterr�-lo.

Voc� est� muito doente, pai.

Mas que loucura te deu, de ir lutar sozinho com os turcos!

Na tua idade...

eu j� estava em batalha.

Alibek.

Voc� vai pendurar isso acima da porta.

Assim, todos ir�o saber que ele n�o existe mais.

E que foi pela m�o de Gorcha que ele morreu.

Como isso � poss�vel?

Voc� est� rindo de mim, pequeno?

Sim, vov�, voc� est� engra�ado.

Boo!

Como eu amo essa crian�a!

Existe um tesouro mais puro neste mundo do que este olhar inocente?

Vamos, est� tarde

- N�o. - Vlad, v� para a cama.

Pai, eu devo te dizer. Temos um convidado � nossa mesa.

� um desconhecido.

Um lorde rico que se perdeu em nossas terras.

Ele n�o tem cavalo.

Espero que o lorde perdoe a mod�stia de minha casa.

Somos apenas pessoas humildes.

E se nossas maneiras parecerem rudes,

lembre-se que n�o estamos acostumados a ter em nossa mesa

cortes�os empoados.

- Em p� o qu�? - Ah, estou muito cansado.

Por favor, me desulpe, meu lorde. N�s conversaremos amanh�.

Leve-me para o meu quarto e me coloque na cama.

C�es n�o pensam.

Seus c�rebros, mais estreitos que os dos humanos, n�o lhes permitem...

fazer julgamentos ou formar conjecturas.

Entretanto, quando um c�o te ama,

� com amor incondicional.

Independentemente de quem voc� �.

Independentemente de como voc� possa aparecer para aqueles que pensam,

formam conjecturas,

se permitem fazer julgamentos.

Toma.

Voc� perdeu isso.

Obrigado, senhor.

Venha.

Eu lhe mostrarei seu quarto.

Aqui est�.

Espero que seja de seu agrado.

Sim, est� perfeito.

Muit�ssimo obrigado.

- Boa noite, senhor. - Boa noite, Piotr.

O que voc� est� fazendo aqui?

Estou dan�ando, por que?

Levanta.

Jegor quer falar com voc�.

Bom dia.

Ah senhor, entre.

Jegor, seu filho. Eu n�o sei o que h� de errado com ele.

Agora n�o, Anja.

Eu n�o entendo.

Fiquei ao lado da cama dele a noite toda.

Acho que devo ter cochilado por uma hora, duas no m�ximo.

Se voc� soubesse como me sinto envergonhado.

Se algo de ruim acontecer a ele, eu...

Eu devo ir procur�-lo.

Deixe-me ir com voc�.

N�o, eu irei sozinho.

Claro, voc� tem que esperar pelo seu cavalo.

Eu entendo.

Jegor, por favor. Me escute.

Ele est� febril.

N�o est� comendo.

Anja, acalme-se. Deixe-me passar.

Voc� est� pronto para abandonar seu filho pelo seu pai?

- Que tipo de homem voc� �? - Anja!

� s� uma febre. Coloque-o na cama.

Estarei de volta de noite. N�o se preocupe.

Obrigado, senhor.

Tenho medo de estar enlouquecendo.

Qual o problema?

Tive um sonho terr�vel na noite passada.

Eu ouvi alguma coisa.

Como uma voz sussurrando l� no quarto de Vlad.

Eu me levantei.

Estava esperando meus olhos se acostumarem a escurid�o.

Mas n�o adiantou.

Eu queria chamar por Vlad.

Mas n�o ousei, aterrorizada com a ideia de que algu�m pudesse ouvir.

E de repente, de longe,

um barulho, um barulho obsceno e repulsivo.

Como um mastigar molhado.

Minhas m�os sentiram alguma coisa.

Era a caminha dele.

Mas Vlad n�o estava mais nela.

Eu procurei e n�o achei nada mas um len�ol �mido e sujo.

E ent�o o ar ficou cheio de um fedor...

insuport�vel. Com licen�a.

- O que a crian�a tem? - Nada.

� estranho. Eu tamb�m tive um sonho perturbador na noite passada.

Venha.

Ele vai morrer?

Se n�o fizermos nada, � muito prov�vel.

O que voc� disse?

Precisamos de galhos de espinheiro,

flores de alho e madeira de �lamo tremedor.

�lamo... Eu sei aonde isso cresce.

Aonde n�s vamos?

Este ramo � sua esquerda, esse servir�.

Piotr, retire os galhos e afie-os o mais afiado poss�vel.

Voc� finalmente vai me contar o que estamos fazendo?

Uma estaca.

Uma estaca?

Que seja.

As coisas do t�mulo devem ficar l�.

Nosso pai n�o � mais nosso pai.

Ele � um cad�ver vil,

devolvido a n�s com o �nico prop�sito de sugar nosso sangue.

Um Vourdalak n�o ataca qualquer um, senhor.

Ele particularmente se deleita com o sangue de seus parentes pr�ximos

e daqueles que lhe s�o queridos.

Pessoas que, uma vez falecidas, retornam.

Fam�lias, aldeias inteiras, foram exterminadas.

At� o amor � uma maldi��o por aqui.

Alguns dizem que, para absorver a baba,

mastigam a mortalha

em que foram enterrados.

Eles mastigam como porcos, nos observando.

Voc� est� falando s�rio?

S�o sanguessugas sorrateiras e mal�volas, senhor.

Que nada pode matar.

Para evitar que eles fa�am o mal,

� preciso queimar a casa deles,

borrif�-los com �gua benta por um homem de Deus,

ou ent�o imobiliz�-los.

J� que os mortos tentam ressuscitar,

nossa �nica salva��o

� preg�-los ao ch�o.

Vamos voltar, est� na hora.

Esperem por mim.

Voc�s n�o est�o pensando em matar seu pai, est�?

Recupere o f�lego, senhor.

De qualquer forma, voc� anda em um bom ritmo.

Voc� poderia facilmente distanciar meus amigos da corte.

Seja o que for que voc� pense de mim, eu tamb�m tenho amigas,

de quem sou muito pr�ximo e respeito muito.

Bom pra voc�!

� muito divertido.

Andam muito pouco, s� se movem de uma poltrona para outra.

Bom pra eles!

Para longas dist�ncias, eles pedem at� uma liteira.

� fascinante, realmente.

E este � precisamente o momento de me contar sobre a corte.

Todos voc�s t�m essa intelig�ncia formid�vel na Fran�a?

Venha.

Ol�?

Eu n�o entendo.

Procurei por toda parte.

Nenhum sinal dele.

Deixaremos as lanternas acesas,

e a porta da frente aberta.

Caso ele volte durante a noite.

- Quanto ao seu cavalo, senhor... - Isso n�o � prioridade.

N�o se preocupe.

O que � isso? Afaste-se.

O que voc� fez com meu filho?

Jegor!

Responda!

Solte-o.

Voc� sabe muito bem o que est� acontecendo.

O pr�prio velho nos avisou.

Aqueles que se recusam a abrir os olhos s�o respons�veis pelo infort�nio que os espera.

E tire esse casaco. N�o � seu.

Eles est�o enlouquecendo com essas hist�rias de velhinhas.

E pensar que meu irm�o tamb�m acredita nisso.

Bem, isso n�o me surpreende.

Voc� sabe com o que ele brincava quando crian�a?

Com fitas.

Voc� deve nos considerar brutos, meu pai e eu.

Mas saiba que se esta fam�lia ainda est� viva,

� gra�as a n�s,

e com certeza n�o gra�as a seus amuletos e can��es.

Voc�, sendo um homem educado,

n�o me diga que acredita na exist�ncia desses Vourdalaks?

Eu n�o sei.

N�o, claro que n�o.

Por que n�o vampiros, j� que estamos nisso?

Chegue mais perto.

Pequeno!

Volte, aonde voc� vai?

Acorda.

Voc� me ouviu?

Aonde voc� est�?

Apare�a, senhor.

Senhor, se eu n�o estivesse t�o grato pela sua hospitalidade,

teria s�rias d�vidas sobre a sua s inten��es em rela��o a esta crian�a.

� mesmo?

Eu lhe pro�bo de se aproximar dele.

Estou avisando, estou armado.

E com o qu�.

Este florete lend�rio acompanhou meu ancestral nas guerras da It�lia.

Eu n�o vou hesitar em usar.

Agora mesmo!

Ent�o � para proteger a minha fam�lia que o meu senhor permanece entre n�s?

Meu senhor � muito gentil.

Mas n�o s�o as saias da minha filha

que o retem?

Voc� n�o seria o primeiro, sabe.

Voc� est� enganado, senhor.

Minhas inten��es s�o as mais honrosas.

Na verdade, eu tenho um profundo afeto por Sdenka.

Ela n�o tem culpa alguma.

Eu sei disso.

Meu senhor � admir�vel.

Seu cora��o � puro.

Seu sangue � nobre.

E se ele persistisse, al�m disso, permanecendo entre n�s,

eu n�o teria escolha sen�o

aceit�-lo como um dos nossos,

e eu provavelmente acabaria amando-o.

Jegor, seu filho, seu pai.

A v�bora est� em seu ninho

E o lobo dorme esta noite

Est� tudo calmo, minha pequena

N�o fa�a nenhum barulho

Isto � fruto de nossa neglig�ncia.

Pai, Deus seja louvado, voc� voltou.

O que fizemos com esta crian�a?

O que fizemos com o sol da nossa velhice?

Ele era o melhor entre n�s.

Infelizmente, nossas l�grimas n�o o trar�o de volta.

Seja forte, meu filho.

Meu Senhor.

Voc� chegou em boa hora, senhor.

J� que voc� � o chefe desta fam�lia,

parece que cabe a voc� aben�oar este t�mulo.

Voc� ouviu?

Aben�oe este t�mulo imadiatamente, eu te ordeno.

Voc� ordena?

Piotr, como voc� se atreve?

Um filho dando ordens no pai?

Isso j� foi visto?

- Diga a ora��o. - E se eu recusar?

- Voc� n�o � mais nosso pai. - Pare, Piotr, pare!

Eu n�o sou mais seu pai?

Ent�o, quem eu sou?

Agora, Piotr, fa�a!

Bem, e o que voc� est� esperando?

Fa�a!

Eu sabia!

Garotinha!

Que vergonha!

Me atacar!

Eu, que nada tenho al�m de amor por voc�.

At� por voc�, minha filha.

Voc� que nos desonrou t�o vergonhosamente com aquele vagabundo.

Felizmente meu velho bacamarte cuida desta fam�lia.

Mas deixe Jegor cumprir seu dever como pai.

Vamos para dentro.

Nada � mais doce para um pai do que a paz do lar.

Sente a� e fique quieta.

Sua casa deve fazer muita falta para meu senhor.

Como poder�amos aliviar sua tristeza?

J� sei: vamos dan�ar!

V� em frente e dance com minha filha. Voc� est� morrendo de vontade.

Dance, estou te dizendo!

Ali.

- Aonde est� a estaca? - Est� com o Piotr.

Eu vou pegar.

Os bezerros do meu senhor devem ser bastante vis�veis,

para as jovens da corte da Fran�a.

Eu os entendo.

Meu filho, pelo menos voc� est� aqui.

N�o pegue um resfriado.

Toma.

Venha.

Venha comigo.

Olha.

Veja como voc� parece orgulhoso!

Voc� � como eu, Jegor. Voc� � um vencedor.

Voc� � um homem.

Corra, salve-se.

Tenho sido duro com voc�.

Mas eu n�o me arrependo...

Volte, cad�ver!

Mesmo na morte, voc� ainda nos atormenta!

Voc� est� acabado, monstro.

Jegor, Sdenka, prendam-no.

Se um pai n�o � tudo para seus filhos, ele n�o � nada.

Enterre-o com o cachorro dele.

Escute-me, Sdenka.

Eu sinto muito. N�s temos que ir.

Tire suas m�os da minha irm�.

Tudo estava bem antes de voc� chegar.

Foi voc� quem trouxe infort�nio para nossa fam�lia.

Eu sou um homem de honra.

Minha palavra � minha garantia.

Amanh� de manh�, voc� ter� seu cavalo.

Voc� partir� e nunca mais voltar�.

Se acontecer de eu v�-lo novamente, senhor,

eu n�o hesitarei em mat�-lo.

Mam�e.

Ma,�e.

Anja.

Corra, Anja.

Este n�o � seu filho.

Vlad, meu filho.

Anja!

Escute-me: v� para casa.

Jegor!

� in�til.

Ele n�o pode te ouvir. Est� de cara cheia.

Este n�o � teu filho, Anja.

Voc� mesma o enterrou.

Voc� acha que eu o esqueci?

Ent�o corra. Corra!

Voc� sabe t�o bem quanto eu o que ele se tornou.

Voc� acha que a morte de todos os dem�nios do inferno

poderiam, por um segundo apenas,

impedir uma m�e de beijar

a crian�a que foi arrancada dela?

Seu bruto!

Voc�s s�o todos brutos!

M�e, estou com frio.

Meu pequeno.

Um p�ssaro.

Um p�ssaro.

Voc� ouviu?

Escute.

Canta para minha chegada.

O que voc� disse?

Piotr, meu querido irm�o!

Voc� me enviou isso.

S� voc� me manteve entre os vivos.

Voc� alcan�ou um porto seguro. E estou me juntando a voc�.

Eu tran�ei o espinheiro. O c�rculo finalmente se fecha.

Oh, que belo p�ssaro.

V� dizer ao meu penhasco para abrir seus bra�os acolhedores.

Em vapores de s�lvia e incenso,

me atirarei de suas bordas.

Vai passarinho! Voe!

Minha jornada est� completa. Meu infort�nio acabou.

Sdenka, n�o fa�a isso pelo amor de Deus.

Sdenka, volte. Solte-me, eu te imploro.

Ent�o meu irm�o pode te matar? Que �tima ideia!

Espere pelo seu cavalo e v� embora.

- Ser� melhor para todos. - N�o.

N�o fa�a nada. N�s vamos embora juntos.

Eu te levarei para corte.

Eu te mostrarei os jardins, os bailes.

Voc� ser� feliz.

Eu juro.

A corte.

Eu teria adorado...

Infelizmente.

Adeus, Sdenka!

Adeus, obrigado pela noite.

Gra�as a Deus!

Venha. Temos que ir.

O que voc� est� fazendo? Recomponha-se.

Sdenka, esta n�o � realmente a hora.

Meu senhor, gosto requintado!

Por que?

Sdenka! Aonde voc� est�?

Ah, senhor, aqui est� finalmente!

Eu te devo desculpas.

Deixei-me levar pelo meu temperamento.

Lamento profundamente, meu amigo.

Volte, meu amigo, volte.

Espere.

N�o fique com raiva de mim, belo estranho.

N�o me odeie por n�o ter sido capaz de ser livre.

Destino cruel.

Se eu tivesse te conhecido antes,

qu�o diferente minha vida teria sido!

Eu te amo.

Maldito seja!

N�o pule, Sdenka.

N�o me resta muito tempo.

Mas voc� � livre.

Se voc� tem qualquer amizade para mim,

escute o que tenho a dizer.

N�o deixe este mundo antes de conhec�-lo.

Ele � vasto e maravilhoso.

Ele vai te agradar.

V� para a corte francesa.

Sim por que n�o?

Venha mostrar para essas pessoas o que � a beleza,

o que � a nobreza.

Viva como quiser.

Desculpe.

Com licen�a.

EXTRA�DO DO DI�RIO DA DUQUESA DE GRAMONT

Versailles, 7 de junho de 17...

Por volta das quatro horas da manh� minha empregada

entrou na companhia da criatura mais singular do mundo:

uma estranha perdida e p�lida como uma vela que parecia pedir minha prote��o.

Sem hesitar eu a acolhi.

Deus! Que tristeza neste olhar e ainda assim que gra�a nestas maneiras!

Conhe�o esta pobre crian�a h� apenas algumas horas,

mas j� sinto por ela a mais profunda ternura.

Eu acho que ela tamb�m est� come�ando a amar...

Legenda: .:MGross:.

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