Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Abra, pelo amor de Deus!
Eu fui atacado por bandidos.
Turcos?
Turcos, moldavos, gregos, que diferen�a faz?
Me deixem entrar, por favor!
Aqueles b�rbaros mataram minha escolta.
Roubaram minha bagagem, meu cavalo.
Eu estou ferido.
Eu n�o tenho mais nada.
Siga em frente, senhor. N�o abrimos esta porta para ningu�m.
Encontre abrigo para a noite, e amanh�, ao amanhecer,
tome o caminho para oeste.
Caminhe sem parar.
Voc� encontrar� a morada do velho Gorcha.
Ele lhe fornecer� provis�es
e um cavalo para sua jornada.
Gorcha, voc� disse?
Tudo bem.
O que quer que aconte�a, n�o pare no meio do caminho.
Esta floresta � cheia de perigos.
Adeus, senhor.
N�o me machuque!
Senhora, eu sou...
Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�.
Enviado diplom�tico do Rei da Fran�a.
Me desculpe, senhor, eu...
Sou um viajante perdido. Procuro a morada do velho Gorcha.
Foi-me dito que ele poderia me ajudar.
O que aconteceu aqui?
Isso � trabalho dos turcos?
O que aconteceu com os habitantes?
Sente-se.
Ele quer ver o velho.
Muito obrigado. Eu estou faminto.
Senhora, permita-me me apresentar. Eu sou...
Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�, enviado diplom�tico do...
Ol�!
Anja?
Piotr?
Vlad!
Seu pai voltou.
Gra�as a Deus!
Jegor!
Como senti tua falta!
O que h� com essa roupa de novo?
O pai est� acordado?
Quem � esse?
Eu sou o Marqu�s Jacques-Antoine Saturnin d'Urf�,
enviado diplom�tico do Rei da Fran�a.
Um incidente infeliz me causou perder minha escolta e minha bagagem.
Foi-me dito que Gorcha poderia me providenciar um cavalo para seguir minha viagem.
Claro, uma vez chegado em seguran�a, vou garantir que este cavalheiro seja...
ricamente compensado.
Voc� est� na casa do velho Gorcha.
Somos seus filhos.
Sou Jegor, filho mais velho.
E esta � minha esposa, Anja.
Nosso filho, Vlad.
Meu irm�o, Piotr.
E minha irm�, Sdenka.
N�o estamos acostumados com visitantes, senhor.
Especialmente n�o da sua posi��o.
Mas voc� � bem vindo aqui.
Faremos o nosso m�ximo para ajud�-lo.
Mas Jegor! N�s n�o temos cavalos.
Anja.
Eles nos tiraram tudo.
Eu sei aonde encontrar um.
Vou buscar um para voc� amanh�.
Obrigado, senhor.
Muita gentileza sua.
Voc� deve ter percebido:
nossa aldeia foi pilhada pelos turcos,
pouco mais de um m�s atr�s.
Defendi minha fam�lia e meu lar o melhor que pude.
Ap�s isto,
juntei-me aos poucos sobreviventes que decidiram pegar em armas.
N�s os seguimos.
Preparamos uma armadilha para eles.
E tivemos nossa vingan�a.
N�s massacramos cerca de dez deles.
Infelizmente, seu l�der,
o infame Alibek, nos escapou.
Interessante. Acontece que...
Eu tamb�m perten�o a uma fam�lia conhecida por suas fa�anhas militares.
N�o contra os turcos, claro, mas contra os Senhores de Beaujeu.
No s�culo XIII.
Vou cumprimentar meu pai agora,
e ter certeza de que ele pode lhe receber.
Pai?
Seu quarto est� vazio. Aonde ele est�?
Me responda. Aonde ele est�?
Ele saiu.
Como assim, saiu?
Ele foi lutar.
Lutar.
Ele pegou seu velho arcabuz e saiu.
Ele n�o queria que ningu�m o chamasse de covarde.
Mas isso � loucura.
Como voc� o deixou fazer isso?
Na idade dele! Na condi��o dele!
Pra onde ele foi? Em que dire��o?
O que ele disse?
Meus filhos.
Estou partindo.
Esperem por mim seis dias.
Se ap�s seis dias, eu n�o tiver retornado,
fa�am uma ora��o em minha mem�ria,
pois ent�o, eu terei sido morto em batalha.
Mas se por acaso,
que Deus me livre,
eu retornar depois que estes seis dias tenham passado,
eu lhes ordeno que esque�am que sou seu pai,
e n�o permitam que eu entre, n�o importa o que eu diga ou fa�a,
pois ent�o, eu n�o seria nada al�m de um Vourdalak amaldi�oado.
Que est�ria � essa?
Voc�s todos enlouqueceram?
Quando ele saiu?
Ser�o exatamente seis dias esta noite, �s seis horas.
Nesse caso, estejamos prontos para receb�-lo.
Anja, prepare o jantar. N�o poupe nada.
Sdenka, v� buscar algumas amoras.
E voc�, v� se trocar.
Vamos.
Obrigado pelo caldo. Estava uma del�cia.
Posso lhe servir mais?
N�o, obrigado.
Com licen�a. Posso lhe fazer uma pergunta?
Eu ouvi uma palavra mais cedo. N�o sei o que significa.
O que � um Vourdalak?
N�o sei.
Sua cunhada Sdenka n�o � muito amig�vel.
No entanto, foi isso que a arruinou.
Como assim?
A pobre coitada!
Apaixonar-se, assim, pelo primeiro andarilho!
Por aqui, todo mundo sabe.
� por isso que ningu�m quis se casar com ela.
Infelizmente.
Ela tem que ficar aqui.
Conosco.
Para sempre.
O que n�o nos incomoda, na verdade.
Mas ela passa o tempo sonhando acordada.
Murmurando ora��es.
E fazendo coisas estranhas.
Eu acho que ela enlouqueceu.
Bem, muito obrigado pelo caldo.
Que imagem encantadora.
Precisa de ajuda com a coleta?
Voc� gosta de amoras?
Sim, adoro.
Eu as desprezo.
Voc� deve estar muito preocupada com seu pai.
N�o.
Diga-me, o que � um Vourdalak?
Qual o raz�o? Voc� nem acreditaria.
Continue. Eu gosto de descobrir coisas novas.
Existem coisas das quais � melhor n�o falar.
Se voc� diz.
Sdenka.
Bela Sdenka.
Seus olhos s�o como duas tochas que iluminam...
Tome.
Uma ma��.
Tenha cuidado em n�o nos julgar, desconhecido.
Ent�o, vamos nos abster de fazer o mesmo em rela��o a voc�.
Toma.
Por que me atormentar tanto, menina camponesa?
Por que tal crueldade?
Venha aqui.
Ningu�m nos ver�.
Espere.
Primeiro, vou te mostrar uma coisa.
Este � o lugar onde eu gosto de me banhar em segredo.
Siga-me
Ei, me espere.
Aonde voc� est�?
Siga minha voz.
Imagine se algu�m ca�sse.
Imagine o cr�nio deles batendo nas pedras l� embaixo.
Voc� j� ouviu o horr�vel esmagamento de ossos?
� assustador, n�o �?
Eu teria oferecido meu bra�o,
mas parece que voc� j� est� farto disso por hoje.
Voc� n�o tem nada a invejar as coquetes malvadas da corte.
- A corte da Fran�a? - Sim.
Por que? Voc� est� interessada?
V� em frente.
Qual � o sentido, senhora.
Existem coisas das quais � melhor n�o falar.
Sinto falta da corte.
Mas do que mais sinto falta � da culin�ria francesa.
Os jantares...
e especialmente das conversas com mulheres bonitas.
Porque n�o h� muitas por aqui.
Eu concordo bastante com voc�.
A prop�sito, voc� provou a comida de Anja?
Tamb�m sinto falta das festas.
Os bailes.
E a dan�a.
O que voc� est� fazendo?
A sarabanda ou o minueto.
Isso � rid�culo! Para.
Certamente n�o. � delicioso demais.
Gostaria de experimentar?
Jamais.
O que � isso?
O mapa da Europa.
Olha.
Pode-se ver todas as estradas.
As estradas, as montanhas, os rios, sim.
Veja, a Fran�a est� aqui.
E n�s estamos...
por aqui.
Eu gostaria de sair daqui.
At� pra lugar nenhum.
Apenas tristeza e brutalidade florescem em nossas terras.
Por que voc� fica?
Pra onde eu iria?
Todas a minhas mem�rias est�o aqui.
Este penhasco � meu �nico amigo.
E eu me jogarei de suas bordas no dia em que meu infort�nio estiver completo.
Eu amo a vida, mas n�o � o que prefiro.
Mas o que voc� est� dizendo?
O nome dele era Jovan.
Ele n�o era daqui e n�o tinha futuro ou dinheiro para oferecer.
Mas eu o amava.
N�s quer�amos fugir para longe de tudo isso.
Infelizmente, algu�m descobriu.
T�nhamos combinado de nos encontrar � meia-noite no penhasco.
Eu esperei muito tempo.
Mas ouvi o tiro.
Voltei para a cama.
� aonde o enterraram.
� aonde meus sonhos agora repousam.
Mas meus sonhos ainda falam comigo.
Tudo fala para aqueles que sabem ouvir.
At� os mortos.
Me d� tua m�o.
Minha m�o?
Toma.
Que horror!
Enfim, eu n�o acredito em destino.
�bviamente, voc� n�o tem um.
Sdenka.
O sino.
S�o seis em ponto.
Ele n�o voltou.
Nosso pai n�o existe mais.
N�o h� provas de que ele est� morto.
Ele mesmo disse.
Cala a boca, seu idiota.
N�o � a sua vez de falar.
N�o fale com ele assim. Sil�ncio, todos.
Eu sou o mais velho.
Voc�s me devem obedi�ncia.
Meu Deus, pai!
Ele est� respirando!
Esperem.
H� quanto tempo ele est� aqui?
Tenho certeza que ele est� aqui h� dias.
Nosso pr�prio pai!
N�o fa�a isso, Jegor.
Voc� deveria ter vergonha!
Pai, voc� est� ferido?
Senta. Ele precisa de ar.
Pai, voc� pode me ouvir?
Esse cachorro! Esse cachorro!
Fa�a-o parar de latir!
N�o.
Piotr, obede�a.
Bem, ent�o...
Voc� devia comer alguma coisa, pai.
Eu vou enterr�-lo.
Voc� est� muito doente, pai.
Mas que loucura te deu, de ir lutar sozinho com os turcos!
Na tua idade...
eu j� estava em batalha.
Alibek.
Voc� vai pendurar isso acima da porta.
Assim, todos ir�o saber que ele n�o existe mais.
E que foi pela m�o de Gorcha que ele morreu.
Como isso � poss�vel?
Voc� est� rindo de mim, pequeno?
Sim, vov�, voc� est� engra�ado.
Boo!
Como eu amo essa crian�a!
Existe um tesouro mais puro neste mundo do que este olhar inocente?
Vamos, est� tarde
- N�o. - Vlad, v� para a cama.
Pai, eu devo te dizer. Temos um convidado � nossa mesa.
� um desconhecido.
Um lorde rico que se perdeu em nossas terras.
Ele n�o tem cavalo.
Espero que o lorde perdoe a mod�stia de minha casa.
Somos apenas pessoas humildes.
E se nossas maneiras parecerem rudes,
lembre-se que n�o estamos acostumados a ter em nossa mesa
cortes�os empoados.
- Em p� o qu�? - Ah, estou muito cansado.
Por favor, me desulpe, meu lorde. N�s conversaremos amanh�.
Leve-me para o meu quarto e me coloque na cama.
C�es n�o pensam.
Seus c�rebros, mais estreitos que os dos humanos, n�o lhes permitem...
fazer julgamentos ou formar conjecturas.
Entretanto, quando um c�o te ama,
� com amor incondicional.
Independentemente de quem voc� �.
Independentemente de como voc� possa aparecer para aqueles que pensam,
formam conjecturas,
se permitem fazer julgamentos.
Toma.
Voc� perdeu isso.
Obrigado, senhor.
Venha.
Eu lhe mostrarei seu quarto.
Aqui est�.
Espero que seja de seu agrado.
Sim, est� perfeito.
Muit�ssimo obrigado.
- Boa noite, senhor. - Boa noite, Piotr.
O que voc� est� fazendo aqui?
Estou dan�ando, por que?
Levanta.
Jegor quer falar com voc�.
Bom dia.
Ah senhor, entre.
Jegor, seu filho. Eu n�o sei o que h� de errado com ele.
Agora n�o, Anja.
Eu n�o entendo.
Fiquei ao lado da cama dele a noite toda.
Acho que devo ter cochilado por uma hora, duas no m�ximo.
Se voc� soubesse como me sinto envergonhado.
Se algo de ruim acontecer a ele, eu...
Eu devo ir procur�-lo.
Deixe-me ir com voc�.
N�o, eu irei sozinho.
Claro, voc� tem que esperar pelo seu cavalo.
Eu entendo.
Jegor, por favor. Me escute.
Ele est� febril.
N�o est� comendo.
Anja, acalme-se. Deixe-me passar.
Voc� est� pronto para abandonar seu filho pelo seu pai?
- Que tipo de homem voc� �? - Anja!
� s� uma febre. Coloque-o na cama.
Estarei de volta de noite. N�o se preocupe.
Obrigado, senhor.
Tenho medo de estar enlouquecendo.
Qual o problema?
Tive um sonho terr�vel na noite passada.
Eu ouvi alguma coisa.
Como uma voz sussurrando l� no quarto de Vlad.
Eu me levantei.
Estava esperando meus olhos se acostumarem a escurid�o.
Mas n�o adiantou.
Eu queria chamar por Vlad.
Mas n�o ousei, aterrorizada com a ideia de que algu�m pudesse ouvir.
E de repente, de longe,
um barulho, um barulho obsceno e repulsivo.
Como um mastigar molhado.
Minhas m�os sentiram alguma coisa.
Era a caminha dele.
Mas Vlad n�o estava mais nela.
Eu procurei e n�o achei nada mas um len�ol �mido e sujo.
E ent�o o ar ficou cheio de um fedor...
insuport�vel. Com licen�a.
- O que a crian�a tem? - Nada.
� estranho. Eu tamb�m tive um sonho perturbador na noite passada.
Venha.
Ele vai morrer?
Se n�o fizermos nada, � muito prov�vel.
O que voc� disse?
Precisamos de galhos de espinheiro,
flores de alho e madeira de �lamo tremedor.
�lamo... Eu sei aonde isso cresce.
Aonde n�s vamos?
Este ramo � sua esquerda, esse servir�.
Piotr, retire os galhos e afie-os o mais afiado poss�vel.
Voc� finalmente vai me contar o que estamos fazendo?
Uma estaca.
Uma estaca?
Que seja.
As coisas do t�mulo devem ficar l�.
Nosso pai n�o � mais nosso pai.
Ele � um cad�ver vil,
devolvido a n�s com o �nico prop�sito de sugar nosso sangue.
Um Vourdalak n�o ataca qualquer um, senhor.
Ele particularmente se deleita com o sangue de seus parentes pr�ximos
e daqueles que lhe s�o queridos.
Pessoas que, uma vez falecidas, retornam.
Fam�lias, aldeias inteiras, foram exterminadas.
At� o amor � uma maldi��o por aqui.
Alguns dizem que, para absorver a baba,
mastigam a mortalha
em que foram enterrados.
Eles mastigam como porcos, nos observando.
Voc� est� falando s�rio?
S�o sanguessugas sorrateiras e mal�volas, senhor.
Que nada pode matar.
Para evitar que eles fa�am o mal,
� preciso queimar a casa deles,
borrif�-los com �gua benta por um homem de Deus,
ou ent�o imobiliz�-los.
J� que os mortos tentam ressuscitar,
nossa �nica salva��o
� preg�-los ao ch�o.
Vamos voltar, est� na hora.
Esperem por mim.
Voc�s n�o est�o pensando em matar seu pai, est�?
Recupere o f�lego, senhor.
De qualquer forma, voc� anda em um bom ritmo.
Voc� poderia facilmente distanciar meus amigos da corte.
Seja o que for que voc� pense de mim, eu tamb�m tenho amigas,
de quem sou muito pr�ximo e respeito muito.
Bom pra voc�!
� muito divertido.
Andam muito pouco, s� se movem de uma poltrona para outra.
Bom pra eles!
Para longas dist�ncias, eles pedem at� uma liteira.
� fascinante, realmente.
E este � precisamente o momento de me contar sobre a corte.
Todos voc�s t�m essa intelig�ncia formid�vel na Fran�a?
Venha.
Ol�?
Eu n�o entendo.
Procurei por toda parte.
Nenhum sinal dele.
Deixaremos as lanternas acesas,
e a porta da frente aberta.
Caso ele volte durante a noite.
- Quanto ao seu cavalo, senhor... - Isso n�o � prioridade.
N�o se preocupe.
O que � isso? Afaste-se.
O que voc� fez com meu filho?
Jegor!
Responda!
Solte-o.
Voc� sabe muito bem o que est� acontecendo.
O pr�prio velho nos avisou.
Aqueles que se recusam a abrir os olhos s�o respons�veis pelo infort�nio que os espera.
E tire esse casaco. N�o � seu.
Eles est�o enlouquecendo com essas hist�rias de velhinhas.
E pensar que meu irm�o tamb�m acredita nisso.
Bem, isso n�o me surpreende.
Voc� sabe com o que ele brincava quando crian�a?
Com fitas.
Voc� deve nos considerar brutos, meu pai e eu.
Mas saiba que se esta fam�lia ainda est� viva,
� gra�as a n�s,
e com certeza n�o gra�as a seus amuletos e can��es.
Voc�, sendo um homem educado,
n�o me diga que acredita na exist�ncia desses Vourdalaks?
Eu n�o sei.
N�o, claro que n�o.
Por que n�o vampiros, j� que estamos nisso?
Chegue mais perto.
Pequeno!
Volte, aonde voc� vai?
Acorda.
Voc� me ouviu?
Aonde voc� est�?
Apare�a, senhor.
Senhor, se eu n�o estivesse t�o grato pela sua hospitalidade,
teria s�rias d�vidas sobre a sua s inten��es em rela��o a esta crian�a.
� mesmo?
Eu lhe pro�bo de se aproximar dele.
Estou avisando, estou armado.
E com o qu�.
Este florete lend�rio acompanhou meu ancestral nas guerras da It�lia.
Eu n�o vou hesitar em usar.
Agora mesmo!
Ent�o � para proteger a minha fam�lia que o meu senhor permanece entre n�s?
Meu senhor � muito gentil.
Mas n�o s�o as saias da minha filha
que o retem?
Voc� n�o seria o primeiro, sabe.
Voc� est� enganado, senhor.
Minhas inten��es s�o as mais honrosas.
Na verdade, eu tenho um profundo afeto por Sdenka.
Ela n�o tem culpa alguma.
Eu sei disso.
Meu senhor � admir�vel.
Seu cora��o � puro.
Seu sangue � nobre.
E se ele persistisse, al�m disso, permanecendo entre n�s,
eu n�o teria escolha sen�o
aceit�-lo como um dos nossos,
e eu provavelmente acabaria amando-o.
Jegor, seu filho, seu pai.
A v�bora est� em seu ninho
E o lobo dorme esta noite
Est� tudo calmo, minha pequena
N�o fa�a nenhum barulho
Isto � fruto de nossa neglig�ncia.
Pai, Deus seja louvado, voc� voltou.
O que fizemos com esta crian�a?
O que fizemos com o sol da nossa velhice?
Ele era o melhor entre n�s.
Infelizmente, nossas l�grimas n�o o trar�o de volta.
Seja forte, meu filho.
Meu Senhor.
Voc� chegou em boa hora, senhor.
J� que voc� � o chefe desta fam�lia,
parece que cabe a voc� aben�oar este t�mulo.
Voc� ouviu?
Aben�oe este t�mulo imadiatamente, eu te ordeno.
Voc� ordena?
Piotr, como voc� se atreve?
Um filho dando ordens no pai?
Isso j� foi visto?
- Diga a ora��o. - E se eu recusar?
- Voc� n�o � mais nosso pai. - Pare, Piotr, pare!
Eu n�o sou mais seu pai?
Ent�o, quem eu sou?
Agora, Piotr, fa�a!
Bem, e o que voc� est� esperando?
Fa�a!
Eu sabia!
Garotinha!
Que vergonha!
Me atacar!
Eu, que nada tenho al�m de amor por voc�.
At� por voc�, minha filha.
Voc� que nos desonrou t�o vergonhosamente com aquele vagabundo.
Felizmente meu velho bacamarte cuida desta fam�lia.
Mas deixe Jegor cumprir seu dever como pai.
Vamos para dentro.
Nada � mais doce para um pai do que a paz do lar.
Sente a� e fique quieta.
Sua casa deve fazer muita falta para meu senhor.
Como poder�amos aliviar sua tristeza?
J� sei: vamos dan�ar!
V� em frente e dance com minha filha. Voc� est� morrendo de vontade.
Dance, estou te dizendo!
Ali.
- Aonde est� a estaca? - Est� com o Piotr.
Eu vou pegar.
Os bezerros do meu senhor devem ser bastante vis�veis,
para as jovens da corte da Fran�a.
Eu os entendo.
Meu filho, pelo menos voc� est� aqui.
N�o pegue um resfriado.
Toma.
Venha.
Venha comigo.
Olha.
Veja como voc� parece orgulhoso!
Voc� � como eu, Jegor. Voc� � um vencedor.
Voc� � um homem.
Corra, salve-se.
Tenho sido duro com voc�.
Mas eu n�o me arrependo...
Volte, cad�ver!
Mesmo na morte, voc� ainda nos atormenta!
Voc� est� acabado, monstro.
Jegor, Sdenka, prendam-no.
Se um pai n�o � tudo para seus filhos, ele n�o � nada.
Enterre-o com o cachorro dele.
Escute-me, Sdenka.
Eu sinto muito. N�s temos que ir.
Tire suas m�os da minha irm�.
Tudo estava bem antes de voc� chegar.
Foi voc� quem trouxe infort�nio para nossa fam�lia.
Eu sou um homem de honra.
Minha palavra � minha garantia.
Amanh� de manh�, voc� ter� seu cavalo.
Voc� partir� e nunca mais voltar�.
Se acontecer de eu v�-lo novamente, senhor,
eu n�o hesitarei em mat�-lo.
Mam�e.
Ma,�e.
Anja.
Corra, Anja.
Este n�o � seu filho.
Vlad, meu filho.
Anja!
Escute-me: v� para casa.
Jegor!
� in�til.
Ele n�o pode te ouvir. Est� de cara cheia.
Este n�o � teu filho, Anja.
Voc� mesma o enterrou.
Voc� acha que eu o esqueci?
Ent�o corra. Corra!
Voc� sabe t�o bem quanto eu o que ele se tornou.
Voc� acha que a morte de todos os dem�nios do inferno
poderiam, por um segundo apenas,
impedir uma m�e de beijar
a crian�a que foi arrancada dela?
Seu bruto!
Voc�s s�o todos brutos!
M�e, estou com frio.
Meu pequeno.
Um p�ssaro.
Um p�ssaro.
Voc� ouviu?
Escute.
Canta para minha chegada.
O que voc� disse?
Piotr, meu querido irm�o!
Voc� me enviou isso.
S� voc� me manteve entre os vivos.
Voc� alcan�ou um porto seguro. E estou me juntando a voc�.
Eu tran�ei o espinheiro. O c�rculo finalmente se fecha.
Oh, que belo p�ssaro.
V� dizer ao meu penhasco para abrir seus bra�os acolhedores.
Em vapores de s�lvia e incenso,
me atirarei de suas bordas.
Vai passarinho! Voe!
Minha jornada est� completa. Meu infort�nio acabou.
Sdenka, n�o fa�a isso pelo amor de Deus.
Sdenka, volte. Solte-me, eu te imploro.
Ent�o meu irm�o pode te matar? Que �tima ideia!
Espere pelo seu cavalo e v� embora.
- Ser� melhor para todos. - N�o.
N�o fa�a nada. N�s vamos embora juntos.
Eu te levarei para corte.
Eu te mostrarei os jardins, os bailes.
Voc� ser� feliz.
Eu juro.
A corte.
Eu teria adorado...
Infelizmente.
Adeus, Sdenka!
Adeus, obrigado pela noite.
Gra�as a Deus!
Venha. Temos que ir.
O que voc� est� fazendo? Recomponha-se.
Sdenka, esta n�o � realmente a hora.
Meu senhor, gosto requintado!
Por que?
Sdenka! Aonde voc� est�?
Ah, senhor, aqui est� finalmente!
Eu te devo desculpas.
Deixei-me levar pelo meu temperamento.
Lamento profundamente, meu amigo.
Volte, meu amigo, volte.
Espere.
N�o fique com raiva de mim, belo estranho.
N�o me odeie por n�o ter sido capaz de ser livre.
Destino cruel.
Se eu tivesse te conhecido antes,
qu�o diferente minha vida teria sido!
Eu te amo.
Maldito seja!
N�o pule, Sdenka.
N�o me resta muito tempo.
Mas voc� � livre.
Se voc� tem qualquer amizade para mim,
escute o que tenho a dizer.
N�o deixe este mundo antes de conhec�-lo.
Ele � vasto e maravilhoso.
Ele vai te agradar.
V� para a corte francesa.
Sim por que n�o?
Venha mostrar para essas pessoas o que � a beleza,
o que � a nobreza.
Viva como quiser.
Desculpe.
Com licen�a.
EXTRA�DO DO DI�RIO DA DUQUESA DE GRAMONT
Versailles, 7 de junho de 17...
Por volta das quatro horas da manh� minha empregada
entrou na companhia da criatura mais singular do mundo:
uma estranha perdida e p�lida como uma vela que parecia pedir minha prote��o.
Sem hesitar eu a acolhi.
Deus! Que tristeza neste olhar e ainda assim que gra�a nestas maneiras!
Conhe�o esta pobre crian�a h� apenas algumas horas,
mas j� sinto por ela a mais profunda ternura.
Eu acho que ela tamb�m est� come�ando a amar...
Legenda: .:MGross:.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.