All language subtitles for The world at war - extras - Ep.00 - The Making of por

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Original subtitles

O MUNDO EM GUERRA

O "MAKING OF" DA S�RIE

Para contarmos a hist�ria da Segunda Guerra Mundial

em 26 horas de filme para televis�o,

cada programa ser� uma disserta��o sobre um aspecto da guerra.

Iremos abordar tanto os combates,

como as experi�ncias sociais e pol�ticas dos pa�ses envolvidos.

Apresentaremos a guerra da Gr�-Bretanha,

iremos compar�-la e contrast�-la

com o esfor�o e o sofrimento de outras na��es.

Queremos cativar diferentes p�blicos de v�rias faixas et�rias

e apresentar os eventos �queles que os viveram,

se poss�vel sob uma nova perspectiva,

e aos seus filhos, livres da capa de nostalgia de uma outra gera��o.

N�o queremos omitir nada que tivesse consequ�ncias extremas,

mas muito ter� de ser posto de lado,

por n�o querermos condensar de mais no pouco tempo dispon�vel.

Queremos produzir programas que valha a pena ver

e que nos ajudem a entender os tempos em que vivemos.

� isto que eu e os meus colegas da Thames Television

pretendemos alcan�ar com "O Mundo em Guerra".

A s�rie j� foi comprada e vista em todo o mundo.

Nos EUA, desde que foi terminada, nunca mais saiu de emiss�o.

� sobre a produ��o da s�rie que vos vou falar.

Em 1939 eu tinha 7 anos.

A maioria das pessoas que trabalhou comigo na s�rie

eram mais novos do que eu,

e nasceram, como mais de tr�s quartos dos alem�es e japoneses de hoje,

ap�s a guerra ter come�ado ou mesmo depois de ter terminado.

�ramos poucos os que sab�amos alguma coisa sobre a guerra.

Com uma gera��o a separar-nos, n�o est�vamos interessados

em mais uma velha hist�ria de soldados dos nossos pais.

Os velhos esquecem, sobretudo quando d�i recordar.

Mas na Gr�-Bretanha havia muitos com boas mem�rias da guerra.

Lembravam-se do entusiasmo, do perigo, da camaradagem, da divers�o.

Mas a Gr�-Bretanha foi bombardeada,

n�o foi invadida nem ocupada, nem sequer conquistada.

A guerra da Gr�-Bretanha n�o foi a da Pol�nia nem a da R�ssia.

Os Ratos do Deserto do Afrika Korps partilharam uma experi�ncia comum.

A guerra deles foi limpa, sem civis a estorvar.

A guerra deles foi muito diferente

da guerra dos polacos, jugoslavos ou ucranianos,

que sofreram sob as tropas da Gestapo e da SS.

A maioria da nossa equipa de produ��o era brit�nica,

mas tent�mos fazer justi�a � experi�ncia mais cruel dos outros.

Houve bravura, hero�smo e at� gl�ria,

mas a Segunda Guerra Mundial provocou um enorme sofrimento

e custou muitos milh�es de vidas.

Era importante que a s�rie come�asse tal como quer�amos avan�ar

e "O Mundo em Guerra" come�ou assim.

Nesta estrada, num dia de Ver�o de 1944,

chegaram os soldados.

J� ningu�m vive aqui.

Permaneceram apenas umas horas.

Depois de partirem,

uma comunidade que existira durante mil anos tinha perecido.

Estamos em Oradour-sur-Glane, em Fran�a.

No dia em que os soldados chegaram, a popula��o foi reunida.

Os homens foram levados para garagens e quintas,

mulheres e crian�as seguiram por esta rua

e foram conduzidas para esta igreja.

Aqui ouviram o tiroteio, em que morreram os seus maridos.

Depois tamb�m foram mortas.

Algumas semanas depois, muitos dos que mataram,

tamb�m tinham morrido em batalha.

Oradour nunca foi reconstru�da.

As suas ru�nas s�o um memorial.

O seu mart�rio representa milhares e milhares de outros mart�rios

na Pol�nia, na R�ssia,

na Birm�nia, na China,

num mundo em guerra.

O MUNDO EM GUERRA

Come��mos a trabalhar em Abril de 1971 .

Foi a altura certa.

Algumas testemunhas vitais j� tinham falecido quando come��mos

e todos estavam a envelhecer.

Os nossos investigadores ouviam frequentemente:

"Se tivesse ligado na semana passada..."

Um indiv�duo que procuravam morrera apenas uns dias antes.

O primeiro problema com que nos depar�mos foi o que deixar de fora.

N�o era poss�vel, n�o havia espa�o em 26 horas de emiss�o televisiva

para se fazer justi�a a todos.

N�o sou um historiador militar.

Pedi ao nosso consultor de Hist�ria, o Dr. Noble Frankland,

ent�o director do Museu lmperial da Guerra,

para escrever numa folha de papel,

tendo ele acabado por usar um envelope,

no m�ximo 15 campanhas decisivas que eu n�o podia omitir.

Queria que cada filme que fiz�ssemos contasse apenas uma hist�ria,

como acontece nos bons filmes.

E pedi uma lista de apenas quinze temas militares,

porque tinha outros planos para os restantes doze programas.

Um programa seria sobre as causas da guerra.

Outro trataria apenas das consequ�ncias.

Haveria programas sobre a economia e a pol�tica de guerra

e o estado de esp�rito de cada um dos cinco principais intervenientes:

EUA, Gr�-Bretanha, Alemanha, Jap�o e a Uni�o Sovi�tica.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra total.

Os civis estiveram presentes na linha da frente,

nas f�bricas e ao alcance das bombas.

Eles sofreram tantas baixas como os homens e mulheres de farda.

Na Primeira Guerra Mundial, segundo A.G.P. Taylor,

a not�cia de que um familiar tinha morrido,

chegava atrav�s de telegrama directamente da Frente,

informando uma esposa que ficara vi�va.

Na Segunda Guerra Mundial, era frequente acontecer o contr�rio.

O soldado brit�nico destacado em �frica, It�lia ou Fran�a,

era informado atrav�s de uma carta vinda do seu pa�s,

que os seus pais ou esposa tinham sido mortos

no Blitz contra Londres, Coventry ou Plymouth.

Muitos dos combatentes alem�es que estavam por exemplo na frente leste,

ter�o sido informados que tinham perdido as suas fam�lias

nos fogos de Hamburgo, Col�nia e Dresden,

e talvez passassem a combater com mais empenho ainda.

Iria haver um programa sobre a Europa Ocupada.

As escolhas morais enfrentadas por aqueles que viviam sob a tirania,

exercem um grande fasc�nio sobre mim e, penso eu, sobre todos n�s.

O que teria eu feito, perguntamo-nos.

Teria falado, agido, arriscado a minha vida?

Teria arriscado a vida da minha fam�lia? Permaneceria calado?

N�o faria nada ou talvez colaborasse?

Na Europa Nazi Ocupada todos tinham de fazer uma op��o.

Ir�amos ter um programa

sobre o que a doutrina da supremacia racial nazi fez aos judeus.

Isto n�o � um tema militar, n�o consta nas hist�rias militares,

mas eu n�o podia deix�-lo de fora.

O nosso consultor de Hist�ria

escreveu uma lista de temas militares essenciais numa folha de papel.

Nela constavam o ataque da Alemanha � Pol�nia;

o ataque da Alemanha a Ocidente levando � queda da Fran�a;

a batalha de Inglaterra; a invas�o alem� da R�ssia;

Pearl Harbour; a "limpeza" japonesa em Singapura;

as batalhas da guerra atl�ntica contra o submarino alem�o;

a guerra no deserto ocidental;

Estalinegrado, a primeira grande derrota da Alemanha;

o raide a�reo dos aliados � Alemanha

e as grandes vit�rias da R�ssia de 1943,

nomeadamente a de Koursk, a maior batalha de tanques da Hist�ria.

Era �bvio que um dos objectivos da s�rie

seria consciencializar as pessoas da import�ncia da Frente Leste;

das imensas baixas russas e alem�s que l� ocorreram,

batalhas em que milh�es lutaram em ambos os lados.

Dois ter�os dos soldados alem�es combateram na Frente Leste.

A campanha em It�lia;

a invas�o dos aliados na Europa, na Normandia, em Junho de 1944;

o raide terrestre na pr�pria Alemanha, na batalha para conquistar Berlim;

a guerra a�rea no Pac�fico;

o poder industrial americano, bem como os efectivos russos

que garantiram a vit�ria em ambas as guerras, na Europa e na �sia;

o lan�amento da bomba at�mica.

Cada um destes grandes temas teria apenas uma hora.

A Birm�nia foi inclu�da, porque j� fora esquecida

e tinha um aspecto diferente. O filme submergiu na mon��o.

Mas n�o havia espa�o para a Abiss�nia, a S�ria, ou Dachau

e apenas constaria uma refer�ncia a Dieppe e aos comboios do �rctico

e nada sobre a Jugosl�via,

em que milh�o e meio perderam a vida na guerra civil e na resist�ncia.

E nada se falaria sobre o destino dos ciganos europeus,

quase exterminados.

N�o haveria nenhum filme sobre a Pol�nia,

embora, segundo certas estimativas, 1 em cada 3 polacos tivesse morrido.

N�o ir�amos conseguir tratar

as experi�ncias de alguns regimentos ou divis�es.

Por�m, quando acab�mos, muita gente nos escreveu a dizer

que tinha pertencido ao melhor esquadr�o a�reo

ou regimento de combate durante a Segunda Guerra Mundial.

O nosso estilo seria simples,

nada de narra��o para as c�maras,

nem autoridade para manipular a vis�o do espectador,

tal como eu estou a olhar para v�s neste momento.

N�o � preciso recorrer a uma pe�a directa para a c�mara

ao relatar a Hist�ria do s�culo XX,

pois h� muitos documentos e testemunhas oculares.

J� n�o � t�o f�cil no que toca aos s�culos anteriores.

Nem quer�amos aventurar-nos no perigoso terreno das reconstitui��es.

No caso de n�o existirem registos visuais de um acontecimento,

procur�vamos testemunhas oculares.

Caso nenhuma fosse adequada para relatar a hist�ria em televis�o,

ou caso n�o encontr�ssemos outra forma fidedigna de relat�-la,

talvez tiv�ssemos de optar por deixar de parte o tema em quest�o.

A Resist�ncia na Europa sofreu enquanto entidade,

mas n�o h� imagens que o retratem, por isso quase n�o toc�mos no tema.

As batalhas no mar tamb�m foram bastante intensas.

S�o poucos os registos audiovisuais das batalhas no mar,

bem como das batalhas travadas � noite.

Por isso recorremos a diagramas e gr�ficos

para representar um ataque de submarino a um comboio de navios.

As nossas regras eram as seguintes: n�o inventar, n�o reconstituir,

n�o usar material que sab�amos ter sido reconstitu�do,

a n�o ser que fosse mesmo necess�rio,

e, nesse caso, informando que o t�nhamos feito.

Quando o ex�rcito alem�o fechou o cerco a Von Paulus

e ao 6�- ex�rcito alem�o em Estalinegrado,

existem filmagens que mostram dois ex�rcitos

a avan�ar um em direc��o ao outro,

em longas filas pela neve, ao estilo de Eisenstein,

cumprimentando-se com abra�os af�veis,

mesmo � frente da c�mara sovi�tica das Actualidades.

Dissemos onde quer�amos chegar ao usar as filmagens.

Para o filme sobre o deserto ocidental,

n�o us�mos as filmagens da vit�ria no deserto

que foram filmadas em Pinewood.

Est�vamos um pouco renitentes,

mas, por vezes, us�mos filmagens de batalhas

em que a c�mara estava estranhamente est�vel

ou parecia segura numa posi��o supostamente perigosa.

Conhecemos alguns seguidores de Robin dos Bosques

que combateram de Alamein a T�nis e de Anzio a Roma.

Mas um dos encontros mais assustadores foi com a "Pathe Gazette".

Fomos retirados da... Na altura j� est�vamos fora.

Parte da Entrevista n�o Usada

Claro que o... N�o me lembro que oficial era.

Destacou tantos de n�s para irmos para um local num cami�o

e quando cheg�mos l� deu-nos...

Disse: "Vistam isto."

Eram fardas verdes alem�s e capacetes nazis.

Mas que raio era aquilo, pensei eu.

Ser� que nos iam p�r outra vez na frente alem�?

Ele disse que estava tudo bem.

Ele disse: "Tomem l� isto." Deu-nos uma caixa de foguetes.

Deu-nos uns explosivos, era assim que se chamavam.

Ele disse para irmos para a mata e agirmos como alem�es.

Quando um pelot�o tentar capturar-vos,

atirem estes explosivos.

Assim que os virem aproximar-se, atirem os explosivos.

� claro que o pelot�o brit�nico capturou-nos.

Sa�mos todos da mata com ar de quem estava com um medo de morte,

com as m�os no ar.

E estava um indiv�duo em cima do cami�o

com uma c�mara da "Pathe Gazette".

Tornou-se uma not�cia brit�nica e ter� passado no cinema em casa.

A reconstru��o da Hist�ria em filme

n�o s� � ilus�ria, a n�o ser que esteja devidamente classificada,

como tamb�m desvaloriza o material verdadeiro usado em conjunto.

Existiam muitas filmagens.

O Museu Imperial da Guerra disse-nos possuir 20 milh�es de p�s.

Esperavam que n�s vision�ssemos tudo e fiz�ssemos um relat�rio.

Obviamente n�o tivemos tempo para o fazer.

Por um lado, porque era muito,

por outro, porque visionar filmes armazenados em cofres

era um processo inc�modo, embora, no fundo, produtivo.

A c�mara n�o mente,

mas quem usa as filmagens, sobretudo em tempo de guerra,

s�o t�o francos como qualquer um de n�s.

As Actualidades da Segunda Guerra Mundial

foram feitas por corajosos operadores de c�mara,

usando equipamento volumoso.

C�maras de 35 mil�metros, muitas vezes com trip�s.

Foram muitos os operadores de c�mara que perderam a vida.

Mas � importante reter que o material que eles corajosamente filmaram,

foi montado e censurado na montagem

de forma a revelar apenas o que o Governo queria.

Propaganda para animar o pa�s,

seduzir os neutrais e assustar o inimigo.

Vejam dois exemplos de filmagens,

um brit�nico, outro alem�o, no Ver�o de 1940.

A Fran�a rendera-se.

Hitler em Julho de 1940,

regressando triunfante de Fran�a,

estava no auge do seu poder.

A rapidez e firmeza das vit�rias espantaram at� os seus generais.

As d�vidas estavam esclarecidas, a oposi��o podia ser descurada.

Teria sido neste momento que Hitler lhes confidenciou

que de seguida seria a vez da R�ssia.

Os brit�nicos estavam preparados para a invas�o.

Os soldados de infantaria deslocam-se agora de outra forma.

Em vez de andar a p�, passaram a ter uma moto de �ltima gera��o.

Os rapazes do ''esquerda, direita''

tiraram os dois p�s do ch�o ao mesmo tempo.

Pertencem aos poderosos oficiais motorizados da Gr�-Bretanha,

ansiosos por receber Adolfo,

quando ele aparecer para um ch� e bolinhos.

Um batalh�o de infantaria sobre rodas � um exerc�cio,

uma for�a de ataque em movimento que n�o ser� boa para o inimigo.

E aprenderam a lidar com as dificuldades

em circunst�ncias que poder�o encontrar no servi�o activo.

Para cima e para baixo,

mas ao contr�rio dos Hunos, est�o sempre no bom caminho.

Sempre no bom caminho, ch� e bolinhos.

N�o sei o que estes coment�rios faziam ao inimigo,

mas a mim assustavam-me!

Embora acrescent�ssemos coment�rios �s filmagens alem�s,

para ficarem integradas na nossa narrativa,

conseguem perceber facilmente a inten��o de cada um deles.

Os alem�es mostram Hitler triunfante.

A na��o alem�, como a conhecemos agora, est� muito confiante.

Os brit�nicos a assobiar de forma absurda para manter o �nimo.

Disse-nos Anthony Eden, que n�o havia tanques no sudeste de Inglaterra.

O contraste do estilo � interessante.

A Alemanha nazi aperfei�oara a arte dos filmes de propaganda,

para servir como instrumento pol�tico para unir o povo alem�o ao seu l�der.

Uma profus�o de t�cnicas de c�mara e montagem

que culminaram em "Triunfo da Vontade", foram aqui aplicadas.

Ter�amos de usar Actualidades, pois sem elas n�o haveria s�rie.

Mas tent�mos us�-las de forma criteriosa.

Tendo em conta que a guerra que as filmagens apresentavam

� uma guerra aceit�vel.

N�o mostram sangue, nem ferimentos,

nem apresentam gritos de dor

ou o fedor dos cad�veres.

A maioria das filmagens � feita por ex�rcitos vencedores.

Mostram as vit�rias, mas n�o os custos.

Por acaso, as Actualidades da Segunda Guerra Mundial

mostram mais a prepara��o para a batalha do que a pr�pria batalha.

Mostram os nossos homens na vit�ria

e os rapazes deles na derrota,

muitos prisioneiros e poucos captores.

Mostram como lidam com a morte.

Tiros de armas, avi�es a cair a pique,

lan�amento de bombas...

As Actualidades n�o mostram os mortos e moribundos.

Os censores normalmente cortavam essas partes.

As mais fidedignas s�o as filmagens sem edi��o dos operadores

se as conseguirmos obter,

ou seja, a mat�ria prima que o editor, sob supervis�o,

vai cortar de forma a ficar curta, concisa e directa

e juntar-lhe efeitos, m�sica e narra��o para depois chegar ao ecr�.

A maioria das filmagens sem edi��o dos operadores � destru�da,

mas algumas sobrevivem.

Depois dos alem�es e os seus anos de vit�ria,

as melhores filmagens da Segunda Guerra Mundial

foram feitas por outra grande na��o

com uma cultura cinematogr�fica avan�ada: os EUA.

Vamos ver os marines em Fevereiro de 1945, em Iwo Jima.

Como j� repararam...

� silencioso...

Um jornalista da r�dio poderia ter usado um microfone nesta praia,

mas o operador de c�mara passou bem sem ele.

Pois quando algu�m fosse fazer uso dele,

uma narra��o e provavelmente uma m�sica estridente,

teriam sido acrescentados.

Parece tudo desajeitado.

Foi filmado a cores.

Os americanos, sobretudo nos �ltimos 18 meses de guerra,

filmaram praticamente tudo a cores.

H� bombas, mas n�o se ouvem barulhos.

Os barulhos s�o acrescentados depois.

No nosso trabalho,

tent�mos manter a imperfei��o, a repeti��o das filmagens,

fazendo-lhes corresponder as vozes daqueles que l� estiveram

e de quem se lembrava do caos e do inferno que fora.

Na televis�o n�o � comum ver-se filmagens sem edi��o.

Se tiv�ssemos mais filmagens sem edi��o

t�-las-�amos mostrado sobretudo nos primeiros epis�dios,

uma guerra n�o t�o limpa.

Ao verem "O Mundo em Guerra" n�o estar�o a ver o meu trabalho,

mas sim o esfor�o de muitos, cerca de 50 pessoas,

que trabalharam juntas durante tr�s anos.

Escritores, produtores, investigadores,

t�cnicos de imagem, editores de imagem, de som

e um sonoplasta.

Vejam como ficaram as filmagens sem edi��o, depois de tratadas.

Todos os sons que ouvirem, fomos n�s que acrescent�mos.

Est�vamos em Junho de 1944, nas ilhas Marianas,

e esta � a nossa vers�o da grande batalha a�rea no mar das Filipinas.

A primeira filmagem � falsa.

Muitos pilotos japoneses

eram novatos sem experi�ncia de batalha.

As aeronaves deles estavam mal equipadas.

Os aviadores americanos picavam sobre os inimigos.

Era t�o f�cil como matar perus.

Ap�s o primeiro confronto

voltaram todos os avi�es americanos, excepto um.

Com mais muni��es e combust�vel,

os americanos estavam prontos para o pr�ximo ataque japon�s.

Mas havia ainda dois ataques a enfrentar.

Por�m, os americanos tinham quase 900 porta-avi�es,

o dobro dos japoneses.

O ''ataque aos perus'' nas ilhas Marianas durou apenas oito horas.

Num dia, o poder a�reo dos japoneses seria virtualmente destru�do.

O total de 430 avi�es foi reduzido para cerca de 100.

Comparativamente, os danos americanos foram poucos.

Os pilotos eram mais importantes do que os avi�es.

Espero que tenham notado a diferen�a

do filme que acab�mos de ver

e as filmagens sem edi��o com que come��mos,

das quais tir�mos o som antes de come�ar a trabalhar.

Por vezes, apareciam excep��es, filmes que n�o precisavam de edi��o

e que foram usados como estavam, como as filmagens sem edi��o.

O pr�ximo clip

foi usado para um filme que fiz no final da s�rie chamado "Remember".

O nosso investigador de filmagens, Ray Farr,

encontrou-o numas latas num canto do arquivo de Koblenz,

onde mais ningu�m os procurara.

As filmagens foram feitas

por um operador de c�mara alem�o na R�ssia, n�o na frente,

mas calmamente posicionado na retaguarda das linhas alem�s.

E tamb�m n�o tem som.

Achamos que este operador excepcional

tinha licen�a para filmar tudo o que lhe interessasse.

Talvez um dia tencionasse fazer um document�rio.

Parece-nos que dois soldados e um cabo, nesta aldeia,

est�o a separar os homens das mulheres e crian�as,

ou seja, a dividir fam�lias.

Os homens, ou talvez as mulheres,

estejam a ser escolhidos para trabalhos for�ados.

Creio eu...

Seja como for, parecem achar que n�o voltar�o a ver-se.

Se repararem bem, daqui a pouco, ver�o um c�o.

Prest�vamos aten��o aos c�es nas filmagens sem edi��o.

Ali est� ele e n�o se ouvem latidos.

Roosevelt, Estaline e Churchill tinham morrido,

logo n�o estavam dispon�veis para uma entrevista.

Os marechais tinham publicado as suas mem�rias

e pouco mais tinham a acrescentar.

As testemunhas que procur�mos, eram de postos inferiores.

Pelas suas experi�ncias pessoais,

est�vamos interessados nos homens e mulheres simples.

Podiam contar-nos o que lhes acontecera.

Para a nossa narrativa

precis�vamos de testemunhas de grandes acontecimentos.

O homem que estava sempre ao lado do comandante,

o indiv�duo no gabinete pessoal do chefe de Estado.

Os nossos investigadores conseguiram uma longa lista.

A secret�ria pessoal de Churchill, os ajudantes de Roosevelt e Truman,

membros do conselho de ministros de Hirohito,

a amante de Eisenhower, a dactil�grafa de Hitler,

o oficial de Himmler.

Alguns historiadores duvidam da capacidade das televis�es

para lidar com essas testemunhas como material de trabalho.

Temos de fazer o nosso melhor

e comparar o que dizem as testemunhas

com o que dizem as outras pessoas.

Vamos ouvir o falecido John P. McCloy.

A Am�rica estava prestes a derrotar o Jap�o.

Junt�mos os documentos e come��mos a sair.

O Sr. Truman viu-me e disse:

"Sr. McCoy, ningu�m sai desta sala sem votar, sem se expressar.

Secret�rio Ministro da Guerra - 1945 Acha que eu tenho alternativa?"

Olhei para o Coronel Stimson...

Gostava de ser tratado por coronel.

Fora coronel de um regimento na Primeira Guerra Mundial.

Olhei para o Stimson,

ele acenou com a cabe�a e disse: "Fale."

Ent�o eu disse...

que achava que ser�amos loucos

se naquela altura n�o pens�ssemos em termos pol�ticos,

tanto como em termos militares.

Disse que apresentava condi��es,

enviava a mensagem com todas as nossas condi��es.

Lembro-me que o Sr. Truman disse: "Quais s�o as suas condi��es?"

N�o estava propriamente preparado para enumerar os termos de rendi��o,

mas l� comecei a dizer...

Primeiro disse que podiam ficar com o MacArthur,

mas teria de ser um monarca constitucional.

A partir de agora teriam de ter uma forma representativa de governo,

poderiam ter acesso, mas n�o controlo,

sobre a mat�ria-prima, de modo a terem uma economia vi�vel.

Disse-o da melhor forma que sabia.

Para al�m disso, temos uma nova for�a

ou seja, um novo tipo de energia...

que ir� revolucionar a guerra,

trata-se de uma destrui��o sem compara��o e referi a bomba.

Mencionar a bomba mesmo entre aquele grupo restrito, era como se...

Ficaram todos chocados, porque o segredo estava bem guardado.

Era como falar de caveiras e ossos em Yale, algo que n�o se podia.

O Sr. Truman disse: "� mesmo esse tipo de abordagem que pretendo.

Desembuche tudo!"

Nesse momento, o Stimson tamb�m se meteu na conversa.

Mais tarde, o Sr. Burns, ent�o secret�rio de Estado,

que n�o estava presente, vetou a ideia de oferecer o MacArthur.

S� podemos especular quanto ao que podia ter acontecido

se a mensagem tivesse chegado ao governo japon�s,

com o que eu indiquei, incluindo o MacArthur.

Sempre achei que se tiv�ssemos a informa��o

de que havia a tend�ncia por parte de alguns militares impetuosos do Jap�o

para achar que esta seria a melhor sa�da,

talvez assim consegu�ssemos evitar o lan�amento da bomba.

O Sr. McCoy parece-me franco.

Uma das nossas investigadoras, Sue McConeky,

que fala fluentemente alem�o, ficou encarregada da tarefa mais dif�cil:

encontrar ex-membros da SS

e convenc�-los a falar para a s�rie.

A sua pesquisa mais dif�cil e longa

foi a do oficial de Himmler, Karl Wolf.

Vou citar o que ela disse sobre esta pesquisa.

"Quase um ano depois, ap�s v�rias chamadas telef�nicas

"e uma carta atrav�s de uma terceira pessoa,

"finalmente conheci o velho homem.

"Mas n�o foi em casa dele, continuava sem saber onde era,

"mas sim num hotel em Berlim.

"Era encantador,

"muito diferente da fant�stica personagem que imagin�ramos.

"E assim come�ou o longo processo de estabelecer confian�a.

"Fui a casa dele v�rias vezes.

"Concordou em falar de temas de que afirmava ter conhecimento directo.

Quis explicar-nos a ideologia da SS."

Foi redigido um contrato

que lhe conferia a oportunidade de ler a transcri��o de toda a entrevista,

para verificar a precis�o factual do que dissera.

A entrevista foi longa e dif�cil.

Durou um dia inteiro.

"Depois do almo�o..."

Afirma Sue McConeky e isto estava a ser filmado:

"Depois do almo�o pedi-lhe para repetir a hist�ria

"que me contara certa noite enquanto jant�vamos,

"sobre um incidente em Minzk em que ele estivera presente.

"Cem pessoas foram abatidas para uma vala comum

"como demonstra��o para Himmler, que ficou maldisposto ao ver.

"Wolf parecia um pouco surpreendido.

"Esquecera-se de que mencionara isso.

"Depois a bobina acabou.

"Perguntei-me se, depois de ter tempo para pensar,

"voltaria a contar a hist�ria. Mas contou.

Fiquei aliviada", diz a nossa investigadora,

"n�o s� por ter obtido a hist�ria,

"mas por ter tido tempo para pensar nas consequ�ncias de tal decis�o.

"Assim, eu sentir-me-ia menos respons�vel,

caso ele acabasse num tribunal depois da s�rie ser emitida."

Sempre que surgem as mentiras

de que n�o houve uma chacina aos judeus, nem holocausto,

fico grato pelos arquivos mundiais

estarem ao dispor de Sue McConeky e dos seus pares,

pelo esfor�o que ela fez para conseguir registar a entrevista com Karl Wolf.

Ela passou dias com homens da SS

e noites a ter pesadelos com eles.

Ouviu-os, sem os julgar e eu tamb�m n�o o fiz.

Decidi deixar as cr�ticas de todas as testemunhas

para si, o espectador.

N�o posso garantir que eles contem toda a verdade

ou at� a verdade que voc� est� disposto a aceitar.

Mostraremos tr�s alem�es muito diferentes.

Um deles � Albert Speer, o ministro da guerra de Hitler,

contando como sabiam o que sabiam

e o que pensavam poder fazer para salvar os judeus da Europa.

O marido de Cristobel Billenberg era um conspirador contra Hitler.

Ele estava fora,

quando pediram � mulher para dar abrigo a dois judeus.

Ela pediu a opini�o a uma vizinha.

Fiquei espantada, completamente devastada

com a resposta que obtive da minha vizinha.

Disse-me que em circunst�ncia alguma podia dar abrigo �quela gente.

Dar abrigo a judeus significava campo de concentra��o

n�o s� para mim, mas para o meu marido e talvez os meus filhos.

Lembro-me de ir v�rias vezes � estrada

e surgiu... uma voz da escurid�o.

Sabia que estava l� algu�m. Uma voz dizia...

Significa: "J� tomou uma decis�o?"

Simplesmente n�o podia dizer que n�o.

Ent�o respondi:

"S� podem ficar durante dois dias."

Deixei-os ir para a cave.

Ficaram durante dois dias

e, no segundo dia,

devem ter sa�do � noite.

Na manh� seguinte ela j� n�o estava l�,

a cave estava vazia,

a cama que eu pusera l� estava feita

e eles j� n�o estavam l�.

Soube mais tarde

que foram apanhados a comprar um bilhete na esta��o de comboios

e foram levados para Auschwitz.

Digo que esta � a hist�ria que mais me custa contar,

porque ap�s a partida deles,

apercebi-me de que Hitler me tinha transformado numa assassina.

Certo dia, em 1944,

o sub-chefe de distrito Hanke entrou no meu gabinete

e disse-me que visitara um campo de concentra��o na Sil�sia do Norte

e avisou-me para nunca ir a um campo de concentra��o,

pois l� aconteciam coisas horr�veis.

Isto, juntamente com outras pistas que recebia, deviam ter-me...

Deviam ter-me levado imediatamente junto de Hitler ou de Himmler,

para lhes perguntar o que se passava.

Devia ter tomado as minhas pr�prias medidas.

Mas n�o o fiz e n�o o ter feito, penso eu hoje em dia,

foi o maior erro da minha vida.

Ach�vamos que as pessoas deviam saber o que se passava.

Dona de Casa de Berlim

Tive uma experi�ncia certo dia,

estava eu na fila para comprar legumes ou coisa parecida.

Disse �s minhas vizinhas que estavam ali,

que tinham come�ado a matar os judeus

nos campos de concentra��o

e que n�o era verdade que eram levados s� para viver l�,

tal como viviam aqui, como lhes fora dito.

S�o mortos e at� fazem sab�o com os restos mortais deles.

Eu sei!

Elas disseram-me:

"Sra. Bonhoeffer, se n�o p�ra de contar essas hist�rias horr�veis,

"ainda vai parar a um campo de concentra��o

"e ningu�m a poder� ajudar.

"N�o � verdade o que est� a dizer e n�o devia acreditar nessas coisas.

"Ouviu isso nas emiss�es noticiosas estrangeiras.

S� dizem isso para a Alemanha ter mais inimigos."

Respondi : "N�o � das transmiss�es, eu sei de fonte directa e segura.

Podem ter a certeza de que isso acontece."

Voltei para casa e � noite contei ao meu marido.

N�o ficou nada contente comigo, muito pelo contr�rio.

Disse: "Minha querida, desculpa o que vou dizer-te,

"mas � absolutamente absurdo o que est�s a fazer.

"Tenta compreender

"que a ditadura � como uma serpente.

"Se lhe pisas a cauda,

"se a pisares, ela morde-te

"e assim n�o ajudas ningu�m.

Tens de atacar a cabe�a."

Creio que estas testemunhas revelam algo de genu�no.

N�o os julg�mos, mas um pouco de justaposi��o ajuda.

O marido de Emmi Bonhoeffer, Klaus, e o seu cunhado, Dietrich,

estavam entre os grandes oponentes de Hitler

e ambos pagaram com a vida pela sua coragem.

Que tipo de hist�ria � "O Mundo em Guerra"?

� uma hist�ria narrativa televisiva.

N�o prop�e interpreta��es diferentes de uma s�rie de acontecimentos,

mas pesa todas as provas,

convidam-no a reflectir sobre todas enquanto as apresentamos

e eventualmente fixa uma das provas e d�-lhe mais relev�ncia.

A Hist�ria escrita faz isto

e o leitor pode voltar � p�gina anterior

ou at�, se quiser, ao cap�tulo anterior,

para verificar algo que n�o tenha compreendido.

Mas a televis�o, como a m�sica, ocorre em tempo real

e o espectador, a n�o ser que esteja a ver uma cassete de v�deo,

n�o pode voltar atr�s.

Assim, o produtor do programa,

tem de relatar os factos de forma clara para o espectador poder seguir.

Quando tent�mos responder a uma pergunta

que sempre confundiu os historiadores da guerra,

decidimos apresentar aquilo em que acreditamos e apresentamos isso.

Mas � importante que v�s, espectadores,

compreendam que n�s, os produtores, fizemos a selec��o.

Temos no��o de que a verdadeira hist�ria

� sempre mais complexa do que n�s a apresentamos.

H� apenas duas mil palavras de narra��o

na maioria dos epis�dios da s�rie.

Temos no��o, esperamos que v�s tamb�m,

da quantidade de factos que tivemos de deixar de parte.

Tent�mos ser claros

e tamb�m tent�mos n�o ser demasiado simplistas.

Quisemos ouvir diversas experi�ncias e diversas opini�es.

No c�mputo geral, creio que a s�rie resulta bem,

pois est�o impl�citas na linha narrativa

contrastes e at� contradi��es.

Por exemplo, os que bombardearam a Alemanha e o Jap�o,

fizeram o trabalho que lhes competia.

Os bombardeados, entre os quais muitos inocentes, sofreram.

A percep��o tardia permite a ambos os lados

ver como os outros agiram e sofreram,

de uma forma que na altura n�o entenderam.

Tivemos de deixar de parte algumas das hist�rias que nos contaram.

Mas como eram demasiado boas,

fizemos epis�dios mais longos, onde as inserimos.

Cristobel Billenberg recorda-se de um estranho incidente

que ocorreu na sua vida, na Alemanha nazi.

A guerra estava a terminar

e o horror do que fora feito e ainda era feito,

j� n�o podia ser ocultado.

Quase no final da guerra,

tive de viajar de Berlim at� � Floresta Negra.

Por casualidade,

viajei na mesma carruagem que um oficial da SS.

Tinha come�ado um raide e o comboio come�ou a andar.

A maioria das pessoas saiu da carruagem.

Entretanto, ouvi uma voz dizer: "Era melhor ficarmos quietos.

O comboio deve retomar a viagem e ficamos s� n�s na carruagem."

E, realmente, na carruagem fiquei s� eu e o oficial da SS.

Fic�mos s� n�s durante muitas horas de viagem.

Ele disse-me que ia para a frente.

O seu �nico desejo era ser morto.

Ele tentara vezes sem conta,

mas conseguira sempre sobreviver em todas as batalhas que participou.

Ele fora transferido para a Waffen SS,

ou seja, as tropas militares da SS,

esteve sempre no meio das batalhas, mas sobrevivera sempre.

Contou-me que, na Pol�nia, eles tinham...

Ele pertencera a um dos comandos

que se chamavam comandos de exterm�nio.

Numa determinada ocasi�o,

em que os judeus estavam reunidos num semic�rculo,

com covas meio abertas por detr�s deles,

as metralhadoras estavam a postos e das fileiras...

de judeus que estavam l�,

um indiv�duo bem parecido aproximou-se dele,

lembro-me que ele disse que tinha cabelo comprido, devia ser um padre.

E ele disse: "Deus est� a ver o que voc�s est�o a fazer."

Disse-me que o abateram antes de ele voltar ao semic�rculo.

Outro rapazinho, antes de acontecer aquele epis�dio,

perguntara-lhe: "Estou direitinho, Tio?"

Confidenciou-me que jamais iria esquecer aquelas coisas.

Ent�o o seu �nico desejo era, como eu j� disse, morrer.

Viajei com aquele homem a noite toda.

A carruagem n�o tinha janelas, por isso fazia muito frio.

Lembro-me de acordar a meio da noite

e, por estranho que pare�a, tinha a minha cabe�a apoiada no seu ombro.

E ele tinha-me coberto os joelhos com o seu casaco de pele de ovelha.

Quando voltei a acordar, ele j� l� n�o estava.

A cabe�a dela no ombro dele e o casaco dele a cobrir-lhe os joelhos.

Pormenores como este n�o se encontram em livros de Hist�ria.

Mas s�o hist�rias como esta que tornam popular a Hist�ria na TV.

A Segunda Guerra Mundial custou mais de 50 milh�es de vidas

e moldou o mundo em que vivemos.

Os EUA sa�ram do isolamento,

tornando-se a maior pot�ncia no palco mundial.

Tamb�m a Uni�o Sovi�tica emergiu do isolamento

e imp�s a sua influ�ncia em metade da Europa.

A Alemanha ficou dividida.

Houve paz na Europa durante mais de 50 anos.

A hist�ria da Segunda Guerra Mundial,

� uma hist�ria com um in�cio negro, mas um final feliz.

O fascismo de Mussolini, o militarismo do Jap�o

e o nazismo de Hitler foram destru�dos.

Ganharam os bons.

Tradu��o e legendagem Magda Campos / SlNTAGMA - CCBS

Legendas ripadas e adaptadas por: boi_cavalo

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