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Meu cunhado, venha, est� pronto.
Eu vou cham�-la para vir comer.
H�ctor.
O que aconteceu?
Eles venceram, H�ctor.
Eu sou como eles agora.
M�rquez! M�rquez! M�rquez! M�rquez! M�rquez!
Ele foi morto por minha culpa.
-Temos de pegar o menino. -Que menino?
O filho de Minerva corre perigo.
It�lia, onde voc� aprendeu a aguentar uma coisa dessas?
Como assim?
Voc� sabe o que quero dizer. N�o se fa�a de tonta.
Se voc� trabalha para quem eu desconfio...
tenho informa��es que podem interessar a ela.
O que � isso?
Eu n�o sei.
Voc� acha que � Tet�?
Sra. M�rquez, um coment�rio, por favor.
-O Sr. M�rquez est� morto? -Identificaram o agressor?
O meu marido, Federico M�rquez...
prometeu devolver a paz e a seguran�a a este pa�s.
Se ele n�o puder, prometo fazer isso por ele.
Isso � tudo por agora. Boa-noite.
Alberto n�o pode ter feito isso.
Voc� n�o pode dizer a ningu�m quem � o pai dele.
Leve-o para este endere�o.
Diga-lhes que a professora enviou.
-� dinheiro demais. -Vamos, n�o temos muito tempo.
V�o at� a casa de Alberto G�mez e tragam-me o filho da esposa dele.
De Minerva Ter�n.
Sim, enviarei o perfil do atirador. O nome dele � Alberto G�mez.
Washington quer saber a lista dos poss�veis substitutos.
Nada mudou, senhores.
Vivo ou morto, Federico M�rquez ainda �...
um l�der pol�tico e moral desta na��o.
Senhores, eu trouxe este CD das c�meras de vigil�ncia.
E existem mais de duas testemunhas...
que afirmam que uma mulher atirou nele antes de Alberto G�mez.
Senhores.
Deixe-me ver.
Mas que droga!
Teresa Lagos tem atuado todo esse tempo...
e ningu�m aqui sabia de nada!
Eu assumo minha responsabilidade, Dom �ngel.
De que adianta assumir sua responsabilidade?
Seu trabalho era matar Teresa Lagos e voc� falhou.
Sua maldita suicida s� nos fez perder tempo.
N�o � hora de lamentar nossos erros...
mas sim corrigi-los.
Tampouco � hora de cometer outro erro, Al�s.
Lembre-se disso.
Temos de decidir como lidar com essa mulher.
Eu quero v�-la morta hoje mesmo!
Tome um pouco disto.
Tome.
-Eu n�o quero. -Por que n�o?
D�-me algo que me ajude a enfrentar o amanh�.
Como o qu�?
Vitaminas, esteroides, anabolizantes.
C�lulas-tronco ou o que seja. Voc� � o m�dico, caramba.
N�s j� falamos disso.
Tudo que alimenta seu corpo tamb�m alimenta seu c�ncer.
Neste pa�s, todo dia � Dia de Finados.
Federico sobreviveu?
Eu nunca vi nada assim em meus 25 anos como cirurgi�o.
A bala percorreu uma dist�ncia de 30cm em seu peito.
Poderia ter perfurado a aorta os pulm�es ou o cora��o.
Foi por mil�metros.
Al�m disso, foi sorte a bala ter sido calibre 38.
Se fosse uma calibre 22...
teria viajado em ziguezague por todo o peito...
e ele agora estaria morto.
Obrigado, doutor.
-Com licen�a. -Claro.
Voc� � protegido dos deuses, meu filho.
Bem-vindo ao clube de l�deres...
que sobreviveram a atentados.
Como Hitler, Reagan, e o Papa Jo�o Paulo II.
Como assim, desapareceu? Descubra onde ele est�.
Eu preciso do menino antes de interrogar a mulher.
Temos uma situa��o, doutor. � It�lia Meneses.
Eu n�o aguento mais. N�o me sinto bem.
N�o se preocupe.
Eu sei que � dif�cil, mas o Dr. Al�s vai cur�-la.
Voc� estava com ela.
Foi mesmo um ataque card�aco ou foi uma bala?
Eu n�o sei. Eu n�o estava l�.
N�s vimos quando voc� saiu com ela.
Mas isso n�o impedir� que ela venha puxar seu p�.
N�o seja idiota. Ela sofreu um infarto.
Emma Luisa n�o est� morta.
Ela foi transferida para outra penitenci�ria.
Voc� o conhece?
� o meu marido.
Por que colocou a foto dele a�?
Porque ele ganhou.
Ele foi baleado ontem � noite...
quando atentou contra a vida de Federico M�rquez.
Voc� sabe de alguma coisa?
Tenho raz�es para n�o acreditar em voc�.
Santiago Mar�n n�o era seu advogado?
Santiago Mar�n?
O que ele tem a ver com isso?
Parece que o seu marido era um acess�rio...
das pessoas que planejaram o atentado...
contra Federico M�rquez.
Algu�m mais...
tem algo a acrescentar em rela��o a este assunto?
O que acontecer� aqui em Capadocia...
nas pr�ximas horas � total responsabilidade da Sra. Minerva.
Aonde voc� est� me levando?
Meneses.
Um juiz do Estado do M�xico pede que voc� se apresente...
para dar uma declara��o no 1� Tribunal de Toluca.
Em Toluca?
Mas por qu�?
S� um minuto.
V�o lhes aplicar a Lei do Linchamento...
como fizeram com Emma Luisa.
Quem pediu a transfer�ncia? O que ele vai fazer com Minerva?
Diga-me, tem algo a ver com o atentado contra Frederico?
Eu n�o vou descer com voc�.
Eu vou contar ao Dr. Al�s tudo que sei.
Diga uma palavra e eu juro que voc� e seu filho morrem.
Podem lev�-la.
Santiago Mar�n era seu advogado, certo?
E amigo do seu marido.
Voc� o conhecia bem?
Voc� conheceu a esposa dele?
Teresa Lagos?
Nunca tive nada com essas pessoas antes de chegar aqui.
-Eu n�o sei de nada. -De verdade?
Parece que seu marido trabalhava para eles.
H� seis meses que n�o sei nada de Alberto.
Ele desapareceu. Ele me trocou por outra.
Se ele teve alguma coisa a ver com Santiago Mar�n...
ou qualquer outra pessoa, eu n�o sei.
Voc� n�o vai perguntar sobre seu filho?
Aconteceu alguma coisa com ele?
Ainda n�o.
Mas se voc� n�o cooperar...
-eu n�o posso garantir nada. -Eu n�o sei nada, caramba!
Nada!
Se eu soubesse, j� teria dito!
Por favor.
Se for fazer algo comigo, fa�a-o j�! N�o tenho medo de voc�!
Voc� n�o tem medo da morte. Nem da sua e nem a do seu filho.
Tem raz�o, Minerva.
A morte assim, em preto e branco...
n�o assusta ningu�m.
Mas a morte, em tempo real...
em cores...
a que entra pelos seus olhos...
e pelos ouvidos...
pelo nariz...
essa voc� conhece, n�o �?
Quando voc� quiser falar...
� s� me avisar.
Sofi.
Para onde levaram It�lia e Minerva?
Para a readapta��o.
Readapta��o nada.
Coloque ali no altar.
Imagine isso.
Ele, sozinho no limbo por toda a eternidade.
Coitadinho.
Parem com isso. Parem.
Parem! Parem! Agora!
Mandei parar com isso!
Chega, Hortensia. Pare com isso.
J� me cansei de voc�s!
Aprendam a se comportar! Idiotas!
-Por que essa raiva toda? -V� cuidar da sua vida.
Voc� est� bem?
Melhor n�o sair, Sr. M�rquez.
� preciso descansar. O senhor tomou anestesia geral.
Eu tenho de enfrentar a m�dia.
Pode fazer isso amanh�, sem arriscar sua vida.
N�o, tem de ser agora.
D�i?
Espere, espere, espere.
Ajude-me a ficar de p�.
Obrigado.
Bom-dia.
-Senhor. -Obrigado.
O atentado contra sua vida seria vingan�a do Sr. Mar�n?
O senhor n�o teme outro atentado � sua vida?
Eu n�o farei especula��es irrespons�veis.
Nem explorarei este atentado para meu ganho pol�tico.
Eu quase morri ontem � noite.
E...
esse tipo de experi�ncia...
muda o modo de voc� ver as coisas.
O que mudou na perspectiva de Federico?
Minha mais profunda convic��o foi totalmente refor�ada...
de que � preciso uma nova ordem no M�xico.
Precisamos de um punho de ferro contra o crime.
Adequar as leis para a grave situa��o que vivemos agora.
Isso � tudo, obrigado por terem vindo. Eu estou bem.
E eu vou me recuperar.
Eu estou bem.
Muito obrigado a todos.
Obrigado.
Obrigado.
M�RQUEZ SUPERA PROVA DE FOGO
Ser� que ningu�m mais viu Teresa no est�dio?
Alberto chamou toda a aten��o...
mas eu n�o sei se algu�m viu.
N�o me interessa se me viram.
Eles j� devem saber que eu atirei nele.
N�s chegamos a um ponto sem retorno.
Eu estou morrendo e n�o h� mais ningu�m para proteg�-los.
O ataque contra minha casa ontem foi uma mensagem de �ngel.
O pacto est� rompido.
As vidas de H�ctor, It�lia, e a sua, Teresa, n�o valem nada.
Voc�s correm risco de vida.
Portanto, voc�s tr�s precisam sair agora.
Conversamos sobre It�lia sair mas...
� uma ordem, H�ctor. E por favor...
ela n�o pode saber nada do que est� acontecendo comigo.
Fernando, eu n�o vou a lugar algum.
Temos muito que fazer para evitar que Federico chegue � presid�ncia.
As detentas que tiveram uma rela��o pessoal...
com Teresa Lagos...
s�o Sof�a L�pez...
Adriana Ponce, Antonia Salgado.
E Ana Moreno, claro.
"La Negra".
Claro, ela foi a guarda-chefe quando a Sra. Lagos estava aqui.
O que vamos fazer, doutor?
Interrog�-las?
Em vez disso, vamos propiciar o ambiente certo...
para que elas mesmas adiantem o servi�o.
H�ctor!
A intima��o...
O general conseguiu com seus antigos contatos.
V� se trocar.
Trocar-me? Eu n�o devia sair de Capadocia.
Pensei que fossem me aplicar...
a Lei do Linchamento, como Emma Luisa.
-� s�rio, Minerva Ter�n... -Conte-me no caminho.
-Troque de roupa. -Cad� Fernando?
Depois de cinco meses sem ouvir de voc�s...
-querem me tirar para... -Para salvar a sua vida.
Temos de nos apressar.
Temos de ter cuidado. Podem estar nos observando.
Estela tomar� o seu lugar.
Seu novo nome � It�lia Meneses.
Ningu�m pode saber quem foram seus pais...
nem que ela tem liga��o comigo.
Vou enviar dinheiro todo m�s para seu sustento e estudos.
Isto � tudo.
Fernando.
Est�...
Mais velho a cada dia, eu sei. Venha, n�o temos muito tempo.
Est�o nos esperando.
Teresa.
H�ctor me contou o que aconteceu com sua fam�lia.
Eu sinto muit�ssimo.
Mas o que eles querem fazer com isso?
N�o seja intrometida e cumpra as ordens.
Eu n�o entendo.
Basta dizer se voc� conhece algu�m...
que sabia da tentativa de assassinato.
Que cheiro � esse?
Que horror! Quem morreu agora?
Cruze as pernas, Antonia, por favor.
Tomem.
Ou�am.
S� foi poss�vel salvar isso da explos�o.
Nem tudo est� perdido.
O servidor ainda est� l�. Certo, It�lia?
Deve estar.
Eu s� fiz desativ�-lo...
para que n�o fosse rastreado, como voc� me instruiu.
As notas e imagens que nos enviou...
deram uma ideia clara do que Al�s est� fazendo.
Mas tamb�m se perderam com a explos�o.
Preciso que voc� tente se lembrar de tudo que puder...
principalmente o tempo em que perdemos contato.
E qualquer coisa que possamos usar para culpar Al�s.
Al�s...
� um monstro.
Talvez encontrem essas provas nos registros dele.
Ele tem um controle cientificamente detalhado...
de todas as suas atrocidades.
Seus m�todos...
s�o muito sutis.
Por�m, muito mais perversos.
A cela inteligente est� na nova ala que Al�s construiu.
As �nicas �reas sem c�meras de vigil�ncia...
s�o os banheiros, algumas partes do p�tio...
e certos cantos das celas que as c�meras n�o alcan�am.
Adela, sil�ncio!
Soltem Minerva!
Tirem Minerva da�!
Tenham calma!
Sentadas!
Sentadas!
Aos seus lugares! Mandei voc�s se sentar!
Agora!
Agora! Agora mesmo!
E as detentas?
Alguma delas cooperaria conosco?
Sofia, por exemplo, ou Antonia?
Sofia � porta-voz de Al�s.
Acho que ela acredita na doutrina mais do que ele mesmo.
Antonia tamb�m � leal a ele.
Al�s a manipula dando ou negando...
os horm�nios que a mant�m como mulher.
E h� outras que voc� conhece, como Adriana...
que vive aterrorizada e evita fazer qualquer coisa...
que possa lev�-la � cela inteligente.
E La Negra?
Ela h� meses vive supostamente afetada...
por umas drogas que Sofia lhe deu depois que 16 presas morreram.
Mas eu sei que ela est� fingindo.
Ela sabe.
Ou, pelo menos, pressente que eu trabalho com voc�.
Ela sabe que eu estou viva?
Eu n�o sei.
Mas ontem � noite ela fez algumas perguntas...
Ela n�o mencionou seu nome, mas...
ela disse que tinha informa��es que poderiam lhe interessar.
Acho que ela s� jogou verde para colher maduro.
Al�s pode estar por tr�s disso.
Al�s n�o sabia que Teresa sobreviveu � explos�o.
Pelo menos at� ontem � noite.
La Negra conhece o passado de Federico melhor que ningu�m.
Foi aliada incondicional dele por muito tempo...
embora agora tenha motivos para odi�-lo.
Federico teve a ver com a morte do marido?
Perguntei-lhe uma vez e ela negou.
Mas eu acho que ela estava mentindo.
Por outro lado...
se La Negra � t�o perigosa, por que n�o a mataram ainda?
Talvez porque ela seja informante de Al�s.
Ou porque Federico...
tem pavor do que ela pode saber sobre ele.
Cale essa boca!
Agora chega.
Quem � c�mplice dessa assassina de beb�s?
Quem souber, diga logo ou eu acabo com todas.
Voc�, maldito travesti!
Emma Luisa era sua amiga. Fale, nojenta!
Eu n�o sei de nada.
Sua fofoqueira.
-O que voc� sabe? Fale! -Solte-me.
Vamos l� agora mesmo contar a Al�s que foi voc�.
N�o fui eu.
� tudo culpa sua, sua doida.
Nem se atreva.
Como voc� aguenta isso?
Ter nascido em meio a dejetos tem seus benef�cios.
Em um dos v�deos que voc� enviou, Al�s disse: "Tudo que d�i..."
Mate.
Exatamente, � a mesma coisa que Luz Abigail digitou...
na sua �ltima conversa no site Destruir.
Silvia, a m�e dela, desapareceu justamente quando tentava...
alertar as pessoas sobre essas mensagens.
Tudo leva a Al�s.
Seus arquivos s�o vitais para destruir a Fraternidade e Federico.
O que voc� quer que n�s fa�amos?
N�s j� estamos com gente demais, It�lia.
Estou colocando Teresa no comando.
Voc� deixar� o pa�s esta noite.
-Mas general... -� uma ordem.
Venha, Teresa.
Fernando.
N�o vai mesmo contar a It�lia o que est� havendo?
Feche a porta.
Nem mesmo meus filhos sabem.
Eles est�o me esperando no exterior.
O m�nimo que posso fazer por It�lia � proteg�-la.
Para que nada aconte�a com ela.
Eu quero que voc� guarde uma coisa.
Algo que talvez um dia resolva mostrar para It�lia.
Podemos conversar, Fernando?
Eu vou deix�-los a s�s.
Voc� n�o pode me tirar agora. Trabalhei a vida toda para isso.
N�o � justo que me pe�a para fugir.
It�lia...
a �nica raz�o de eu t�-la trazido aqui...
foi para dar a Teresa...
todas as informa��es que voc� tem de Capadocia.
-Voc� fez o seu trabalho. -Ent�o � isso?
Eu deixei uma mulher em perigo l�.
Sim e voc� tamb�m deixou outra mulher...
que pode saber que voc� trabalha para n�s...
e que pode estar contando tudo de voc� para Al�s.
� o c�ncer, n�o �?
Est� piorando?
Quanto tempo?
Muitas vezes voc� me pediu para contar-lhe a sua hist�ria.
Tome.
Depois de ler isso...
vamos ver se voc� se sentir� da mesma maneira.
Qual � o problema?
Eu fiz isso, Negra. Eu fiz isso pelo meu filho.
Eu fiz isso pelo meu filho.
Eu trazia recados para It�lia.
E levava os cart�es das c�meras para...
Que cart�es? Que mensagens? Para quem?
Teresa.
Teresa Lagos.
Eu n�o aguento mais. Vou contar tudo a Al�s.
Voc� n�o vai fazer isso.
Se voc� abrir o bico, n�o vai se ver com ele...
voc� vai se ver comigo.
N�o, Negra, por favor.
A S�tima Sede do Comando do Secret�rio de Defesa...
anuncia que os soldados, patrulhando a 5� Zona Militar...
foram atacados por cinco guerrilheiros...
comandados por Le�n Aquino Meraz...
conhecido como "Jaguar"...
com outros quatro membros de sua c�lula.
Entre eles, sua esposa Of�lia Salas, conhecida como "La Ni�a"...
recrutada no CCH Sul, no ano de 1974.
O grupo foi localizado pelo capit�o Fernando Miranda...
e cercado �s 15 horas, na ter�a-feira, dia 18 deste m�s.
Durante esta opera��o...
uma mina explodiu, matando o soldado Refugio Jara.
Durante o tiroteio, quatro guerrilheiros foram eliminados...
incluindo o comandante da c�lula, Le�n Aquino Meraz...
e sua esposa Of�lia Salas.
O que foi, Fernando?
O que � isso?
Eu vim lhe trazer um presente.
Uma oferta de paz.
Vamos entrar.
Uma vez assegurada a �rea, entrei na cabana...
onde fui agredido pela guerrilheira Ofelia Salas...
que fingia estar morta.
Disparei instintivamente em autodefesa.
Ali mesmo, dentro da cabana...
encontramos o corpo da menor Libertad Aquino Salas...
de tr�s anos de idade...
filha do casal vitimado e morta por fogo cruzado.
Dom Fernando n�o quis contar que voc� havia sobrevivido.
Eles enterraram os corpos ali em uma cova comum.
Ningu�m perguntou de voc�.
Dom Fernando levou voc� direto para o rancho.
A guerra � assim.
A guerra � assim?
Voc� acha que eu n�o sei?
J� vi pessoas mais jovens do que eles morrer.
Eu devia estar acostumada.
Mas voc� pode me explicar como lidar com o fato...
de que o homem que eu mais respeito e admiro no mundo...
� aquele que matou meus pais?
N�o h� nada que explicar.
Guerra � guerra.
Eu estava muito preocupado.
Voc� n�o retornou minhas chamadas.
Eu procurei no r�dio, na TV, internet.
Eu quase fui para o hospital.
Eles teriam matado n�s dois.
Eu estou bem.
Foi por um triz.
Mas nada aconteceu.
Agora eu realmente me sinto... imortal.
Todo-poderoso.
Depois dessa experi�ncia...
n�o preciso de nada nem de ningu�m.
Nem mesmo de mim?
Eu sempre amei esse jogo de xadrez.
Por isso lhe trouxe de presente.
Sa�de, Fernando.
Sa�de.
Voc� bem sabe que Teresa Lagos...
impossibilita qualquer acordo de paz entre n�s.
Eu sei.
Mas eu n�o vim pedir nada por ela.
-Por quem, ent�o? -Por minha fam�lia.
Cheque.
Meus filhos.
Meus netos.
E por Hector Bola�os.
Voc� est� me deixando ganhar.
Tem tanto medo assim de mim?
�ngel.
Voc� j� ganhou.
Federico vai ser presidente.
Teresa lhe fez o maior favor.
Por favor, �ngel.
Eu estou morrendo e voc� sabe.
S� quero morrer em paz, sabendo que meu pessoal est� seguro.
O seu pessoal, e principalmente Teresa Lagos...
est�o mortos.
Assim como voc�.
Cheque...
e mate.
Obrigado pelo presente, Fernando.
Adeus.
Obrigada por estar sempre a meu lado.
Eu sempre estive.
Desde o primeiro dia que a vi no acampamento...
pensei que nunca mais a veria novamente.
A�, eu a vi na casa do general.
Pensei que nunca iria v�-la de novo, quando foi para El Salvador.
E ent�o, quando voc� foi para Capadocia.
Mas por alguma raz�o o destino nos uniu novamente.
Hoje temos de dizer adeus outra vez.
Uma vez mais.
Vamos.
Aonde?
Por favor, diga que voc� sair� do pa�s como Dom Fernando disse.
It�lia, por favor.
O ponto fraco dele � a arrog�ncia, Teresa.
Nunca se esque�a disso.
Ele gostou tanto de me ver humilhado...
que ele nem sequer parou para pensar...
sobre o verdadeiro motivo de eu ter ido l�.
Tome.
Esta � a frequ�ncia...
que permitir� que voc� receba o sinal do microfone.
Meu querido general.
Eu falhei em minha luta contra a Irmandade...
porque eu sou como eles.
Mas voc� � diferente.
E � por isso que voc� pode derrot�-los.
Voc� n�o vai seguir minhas ordens?
N�o, senhor.
Achei que lealdade n�o existia, at� o dia em que o conheci, H�ctor.
Boa sorte.
E voc�?
Voc� veio dizer adeus?
Ou o qu�?
Guerra � guerra.
Ajudem-me.
Eu quero caminhar um pouco.
Eu nunca pensei que fosse morrer em casa.
Mais ou menos em paz.
Eu n�o mere�o isso.
Mais uma prova de qu�o injusta a vida pode ser.
� copal.
Est� sentindo o cheiro?
Como eu gostaria de comer doce de ab�bora.
Ningu�m o faz como a minha m�e.
General.
Anosmia.
� esse o nome.
Insensibilidade total do olfato.
Isso aconteceu com voc� depois do acidente?
Ou voc� sempre teve isso?
Foi depois.
Isso explica uma por��o de coisas.
Entre elas, sua incapacidade de sentir...
medo...
raiva...
�dio.
Ou at� mesmo afeto.
Voc� n�o ama nem odeia ningu�m.
Certo?
Muito bem, Ana Moreno.
Agora voc� tem duas op��es.
Uma � continuar alimentando esse mito absurdo...
da ex-guarda que fritou os miolos...
esperando que M�rquez Federico...
n�o acabe com voc� ao se tornar presidente.
Ou...
aliar-se aos fortes.
Tornar-se a l�der que voc� merece ser.
A posi��o que voc� tinha...
quando era a poderosa chefe da guarda de Capadocia.
O que eu preciso fazer?
Ser meus olhos e meus ouvidos.
Ir aonde minhas c�meras de vigil�ncia n�o chegam.
Aqui � onde terminam todas as batalhas.
A guerra termina aqui.
As batalhas s�o di�rias.
Ganha-se algumas, perde-se outras.
E Fernando disse...
que o mais importante era saber quando se retirar.
Voc�s j� se despediram?
Sim.
J� pensaram no que v�o fazer?
Caminhe na faixa vermelha.
Est� tudo em ordem, senhor.
Ela deu seu depoimento �s 14h40.
Ent�o, uma de suas v�timas...
a identificou �s 16h30.
A audi�ncia foi �s 20h15.
Ela n�o falou com mais ningu�m.
Raposa velha.
�ngel Lazcano logo descobrir� o microfone.
Vamos aproveitar ao m�ximo o nosso dispositivo.
N�o � s� isso que temos sobre Federico.
Passei todos esses meses atr�s dele...
desde antes de ele come�ar na Ecso at� hoje.
Agora...
precisamos usar tudo isto de maneira inteligente.
Federico.
Assassino.
Voc� est� sonhando.
Est� tudo bem.
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