All language subtitles for The.Haunted.1991

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Original subtitles

A hist�ria a seguir � a dramatiza��o das reais experi�ncias que...

aconteceram � Jack e Janet Smurl e sua fam�lia.

Gostosuras ou travessuras. Gostosuras ou travessuras.

Enquanto eventos do sobrenatural est�o sujeitos � controv�rsias,

o sofrimento dessa fam�lia foi considerado real e documentado por v�rias fontes.

As cenas seguintes s�o retiradas do livro "The Haunted: One Family's Nightmare".

Entrevistas com os participantes e not�cias da m�dia.

Alguns personagens e datas foram modificados para o prop�sito da dramatiza��o.

- Gostosuras ou travessuras. - Ei, olha o que eu ganhei.

Olha o que eu ganhei. Ganhei um "MilkWay".

Tudo o que eu sonhava era me tornar uma princesa,

encontrar meu pr�ncipe e viver feliz para sempre no pal�cio.

Mas o �nico pal�cio ao redor era a velha casa dos Timley.

Os adultos falavam que � vezes coisas estranhas aconteciam l�.

Tudo o que eu sabia era que n�o era como nenhuma outra casa na cidade.

Eu tinha me esquecido daquele lugar...

at� eu crescer e me mudar para a Jay Street.

A Casa das Almas Perdidas

No final dos anos 70, meu marido e eu perdemos nossa casa e tudo que tinha dentro...

quando as enchentes do furac�o Agnes atingiram a Pensilv�nia.

Como muitos dos nossos vizinhos, procuramos um lugar seco para viver.

O �nico lugar que pod�amos pagar era na cidade de West Pittston.

Pai? Ei, pai?! � daqui a uma quadra.

Oh, droga!

Estou muito velha para me mudar de novo.

Bem, voc� est� se mudando.

Mas ainda estou muito velha.

- Nunca mais vai precisar se mudar. - Promete?

- Pretendo morar na Jay Street at�... - N�o diga.

- Estamos em casa. - Acho que sim.

Ok, garotas. Peguem suas bonecas.

Como voc� est�?

Ent�o � isso?

Agosto, 1975

Bem, vamos precisar de tinta.

Ent�o, voc�s caras v�o se mudar para c�?

N�o sou um cara e sim, n�s vamos.

Ol�, vizinha!

Ol�!

- Sou Cora Miller, daqui do lado. - Sou Janet.

- Bem vindos. - Obrigado.

- Esse meu marido, Jack. - Oi, sou Cora Miller.

- E a m�e dele, Mary. - Oi.

E o pai dele, John. Essa � a Cora.

- Bem vindos � vizinhan�a. - Obrigado.

E essas s�o minhas filhas. Katie, desce da�.

A mais velha � a Katie e a mais nova � a Colleen.

Elas s�o ador�veis. Vai reformar o lugar?

Acho que n�o conseguiria ficar aqui se n�o reformasse.

Eu entendo. Eu alugo, mas sempre temos que consertar as coisas.

Temos que fazer algo. Pretendo ficar aqui por muito tempo.

Ol�!

Essa � a Janet. Janet essa � Dory Hayden.

- Oi, prazer em conhec�-la. - Prazer em conhec�-la.

Trouxe alguns brownies que fiz de caixinha. Considere-se com sorte que n�o fiz sozinha.

- Que igreja freq�enta? - Sou cat�lica.

�timo! Deixe-me formalmente convid�-la ao jantar da igreja na primeira ter�a do m�s.

O que seu marido faz?

Ele trabalha na f�brica.

Dory!

Pensei que ele quisesse entrar no Clube dos Le�es. Posso fazer ele entrar.

Gostar�amos disso. Ele era um Le�o na outra cidade e eu era uma Leoa.

Tenho que ir. Vamos deix�-los terminar a mudan�a.

Mal posso esperar para contar ao Bud sobre voc�s. At� o pr�ximo domingo.

Se precisar de alguma ajuda, � s� gritar por mim.

Obrigado, Cora. Tchau.

Est� vendo?! J� estamos fazendo amigos.

Como est� o seu lado, m�e?

Pensei que t�nhamos nos mudado para o endere�o errado.

Ora, tenho certeza que tem possibilidades.

- Papai. - Sim?

Olha, estou ajudando o vov� a pintar.

Ajudou mesmo. Essa � a minha garota.

- Venho te ajudar mais tarde. - Est� bem.

Eu posso precisar.

- Janet, voc� est� a�? - Sim.

Pegou o martelo?

Pensei que voc� estava com ele.

Eu estava, mas o larguei e agora n�o consigo encontr�-lo.

N�o consigo imaginar para onde foi.

Voc� j� perguntou para o seu pai?

N�o.

Oh, n�o!

Pai?

- Pegou o martelo? - N�o.

- Tem certeza? - Tenho.

A n�o ser que tenha ficado senil e n�o percebi.

� sempre uma possibilidade.

Uau! Est� �timo.

Olhe para isso! A porta do arm�rio agora fecha.

Oh, Jack.

S� alguns an�ncios hoje.

Ter� um jantar aqui, na ter�a-feira, �s seis horas, como de costume.

Se quiserem trazer algo, falem com Annie Wyatt. Annie?

Ainda precisamos de sobremesas.

Gostar�amos de receber John e Mary Smurl, Jack e Janet...

e as duas filhas, Colleen e Katie. Levantem-se.

Essa igreja existe para as necessidades dessa comunidade.

Se precisarem de qualquer ajuda, podem sempre vir para c�.

Sei que esperam ansiosamente not�cias sobre a noite Monte Carlo desse ano.

Aposto que est� animada para ir � nova escola, n�, Katie?

Quero ficar em casa com voc�.

Mas � uma escola t�o boa, com uma professora t�o bonita.

Quero ficar em casa com voc�.

Tamb�m quero ficar em casa, mas tenho que ir para o trabalho.

Deixe-me acompanh�-lo at� a porta.

Mam�e! Papai! A torradeira est� pegando fogo.

Est� tudo bem. O papai vai apagar.

Est� tudo bem. Est� tudo bem agora. O papai apagou o fogo.

- N�o est� nem ligada. - Eu n�o usei essa manh�.

Uma de voc�s andou brincando com isso?

- Ligando e desligando? - N�o, n�o fui eu.

Est� bem, vamos deixar quieto.

Est� bem. Tchau. Tchau.

Est�vamos muito felizes na Jay Street naqueles dois primeiros anos.

A minha gravidez acabou sendo de g�meas fraternas, Erin e Shawn.

Jack foi promovido no trabalho e �ramos ativos na igreja e no Clube dos Le�es.

Comecei um projeto de preven��o ao uso de �lcool por motoristas na escola.

E Jack treinava o time de softball da Katie e da Colleen.

MAR�O, 1985

Nossa sorte parecia mudar conforme passavam-se os anos.

Mary teve um ataque card�aco e mal saia de casa.

E as irrita��es que aconteciam de vez em quando com as pessoas eram constantes conosco.

A caldeira s� durou 6 meses, a fia��o el�trica teve que ser refeita 3 vezes...

e nossas contas eram astron�micas.

- Janet! - Estou aqui em baixo, m�e.

Janet!

Aqui em baixo, m�e. No por�o.

Janet!

Ol�?

Tem algu�m aqui?

Oi, pai. Estava imaginando... Tem algo de errado?

Por que n�o entra e fala com a Mary sobre isso?

Oi, m�e.

- Janet. - Voc� est� bem?

Estou bem.

Voc� estava no nosso lado por acaso?

N�o depois do que ouvi � alguns minutos atr�s.

O que voc� ouviu?

Mais palavr�es do que j� ouvi em toda minha vida.

Nosso filho � um bom cat�lico. Nunca usou palavras assim.

Talvez ele tenha aprendido na Marinha, eu n�o sei, mas...

Nunca esperei ouvir tanta sujeira de voc�.

M�e, n�o pode ter sido n�s. Jack foi trabalhar hoje de manh�.

- Escutei alto e claro. - M�e, eu n�o mentiria para voc�.

- Ent�o quem foi? - Eu n�o sei.

Bem, foi algu�m e parecia com voc�.

N�o quero mais falar sobre isso.

- Estou t�o feliz que esteja em casa. - O que foi? Cad� as crian�as?

Elas est�o bem, est�o na cama. Mas eu tive uma briga com sua m�e.

Ah, sobre o que?

N�o foi minha culpa, Jack. Eu estava no por�o, lavando roupas...

e escutei ela me chamando. Subi para saber o que queria, mas ela n�o estava l�.

- � por isso que est� aqui fora? - Me escuta, Jack.

- Ela estava me acusando... - Janet, estou preocupado com voc�.

Voc� est� fazendo muita coisa, levando as crian�as para � escola,

as flores da igreja, as reuni�es do clube. Voc� est� se acabando.

Estou bem. N�o tem nada de errado comigo.

Ok, s� estou dizendo para voc� arrumar tempo para se divertir tamb�m.

Voc� deveria. Agora, vamos entrar. Vamos.

Tamb�m estou cansado, sabia?

Jack! Jack!

O que? O que voc� quer?

Voc� estava me tocando?

N�o.

Volte a dormir, querida.

- Oh n�o. - Voc� pegou o pr�mio.

Meu jornal para os Le�es deveria ter ido para a gr�fica ontem, e n�o hoje.

Voc� errou?

- Esse � todo nosso cereal? - N�o � o suficiente para voc�?

Eu n�o acho uma camisa limpa.

- Oh, meu Deus! Esqueci das roupas. - O que devo vestir?

Est� na secadora. Sinto muito, Jack. Vou pegar para voc�.

N�o. Relaxa, relaxa. Eu pego. O que est� acontecendo com voc�?

- Eu atendo. - Eu atendo.

Ol�? Oi, Josh. Ela est� bem aqui.

- M�e, voc� est� bem? - Tudo est� bem.

Al�? Oi.

- Cala a boca. - Chega, Colleen.

- A Shawn j� se vestiu? - N�o sei. N�o fui ver.

- Ainda tem bananas? - Shawn!

Eca, isso � leite desnatado. S� porque a Colleen est� de dieta.

- Cala a boca. - At� mais tarde.

- Espera. E o caf� da manh�? - N�o tenho tempo.

- Fita. Eu preciso de fita. - Est� bem no balc�o.

N�o est�. Preciso para consertar meu dever de casa ou vou tirar um "F".

Calma, Shawn! Eu juro que coloquei bem no balc�o.

Estava ali h� alguns minutos. Eu acabei de ver. Juro que estava bem no balc�o.

� a Annie.

- Pe�a fita � sua professora. - M�e!

Espera um segundo.

Leve isso para a escola. Tenham um bom dia.

- Tchau, querida. - Tchau, m�e.

� melhor eu ir tamb�m. Tchau.

Ok, tchau.

M�e?

M�e?

M�e?!

Sabe, acho que deveria sair de casa hoje. Parece um pouco tensa.

Talvez eu saia.

Tchau.

Desculpa.

Olha s� essa not�cia: "M�e moe o cachorro da fam�lia para alimentar os filhos".

� melhor do que: "M�e moe os filhos para alimentar o cachorro da fam�lia".

Olha s� essa: "Aliens deixam centenas de mulheres gr�vidas".

As coisas que as pessoas acreditam. Janet, � a sua vez.

Sabe, �s vezes acho que o Herb parece um alien.

O que h� com voc� hoje?

Cora, eu pare�o estar louca?

Voc�?! Parece a mesma pessoa que sempre conheci.

- Meu marido acha que n�o. - Besteira! Jack nunca acharia isso.

O que te faz pensar que � mais louca do que o resto do mundo?

Tenho tido esses pesadelos. Mas quando estou acordada.

Eu vejo coisas, ou�o coisas e sinto coisas que mais ningu�m sente.

Isso j� aconteceu com voc�?

N�o. N�o. N�o posso dizer que j� aconteceu.

Mas se realmente lhe preocupa...

- talvez deva ver um psiquiatra. - Um psiquiatra?!

Prefiro ser torturada por aliens.

Strike!

Consegui um strike.

N�o tor�am ao mesmo tempo.

Foi muito bom, Annie.

Olha isso.

Ei, Joe, voc�s d�o um beijo franc�s?

M�e, a Colleen est� enchendo nosso saco.

Do que est� rindo?

- Nem sabe o que � beijo franc�s. - Sei sim.

- Ent�o o que �? - N�o tenho que dizer se n�o quiser.

Eu sei. � beijar com a boca aberta.

Isso � nojento.

Chega disso.

Obrigado, Sra. Smurl.

Fazem duas semanas que o bot�o caiu. Estou com frio a duas semanas.

Voc�s dois estejam de volta antes da meia-noite.

Sim, senhora. N�o se preocupe, sou um �timo motorista.

- M�e, vamos nos atrasar. - Divirtam-se.

Au revoir. Isso � franc�s.

- Certo. - Cala a boca, Colleen.

- A Katie voltou mais cedo? - N�o, por que?

Parece que tem algu�m tomando banho l� em cima.

- N�o ou�o nada. - Nem eu.

- Ai, n�o t�o apertado. - Desculpa.

- N�o ouviu isso? - O que, mam�e?

Tudo bem, s� vou dar uma olhada.

- Volto j�. - Espera, m�e.

Talvez deva esperar o papai chegar em casa.

S� termina o cabelo da Shawn. N�o h� nada com que se preocupar.

Ave Maria, cheia de gra�a. O senhor esteja convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres. Bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Ave Maria, cheia de gra�a. Rogai por n�s, os pecadores...

agora e na hora de nossa morte. Am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a. O senhor esteja convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres. Bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Ave Maria, cheia de gra�a...

Oi.

Por onde esteve?

No Clube dos Le�es, onde mais?

As reuni�es nunca v�o at� tarde.

Certo. Bebi uma cerveja com o pessoal.

- Tem algo de errado com isso? - Sim, tem. Precisava de voc� aqui.

S� uma vez, queria voltar para casa e n�o ter nenhum problema.

- Ok? � pedir muito? - Est� sa�ndo com outra pessoa?

O que?

Por que eu te deixo. Juro por Deus, Jack. Pego as crian�as e te deixo.

Espera! Do que est� falando? Do que est� falando?

Eu n�o sei.

- O que diabos est� acontecendo? - Escutei vozes.

- Vozes? - E passos, e portas batendo.

Oh, querida.

Ningu�m. N�o tinha ningu�m l�.

N�o tem ningu�m quando voc� est� aqui. Eles s� vem quando estou sozinha.

Eles quem? De quem est� falando?

- Pensa que estou louca, n�o �? - Eu n�o disse isso.

N�o, mas pensou, n�o �? Mas n�o estou.

Se n�o acredita em mim, pergunte � sua m�e, porque ela tamb�m ouviu.

Jack, tem algo de errado com essa casa. Quero sair daqui. Quero mudar.

Ent�o � por isso. Voc� quer se mudar de novo?

Sim.

- N�o podemos. - Por que n�o?

Por que n�o podemos pagar.

Cada centavo que temos est� nessa casa. E com o cora��o de minha m�e...

ela nem sobreviveria � uma mudan�a.

Jack, estou com medo. Tem algo errado aqui.

Tem algo acontecendo conosco.

N�o tem nada acontecendo. Ent�o, pode esquecer. N�o vamos nos mudar.

Janet! Janet! Vi voc� saindo.

Aqui est�o os vasos que queria.

Quase esqueceu. Opa! Isso � meu.

Obrigada. Tem um batismo no domingo e quero que as flores estejam lindas.

- Como voc� est�? - N�o muito bem, Cora.

- Posso falar com voc�? - Claro.

Antes de me mudar para minha casa, voc� percebia alguma coisa estranha l�?

N�o. Voc� acha que tem alguma coisa estranha l�?

�s vezes.

Sei que parece rid�culo, mas voc� acredita em fantasmas?

Eu acredito em bons esp�ritos e maus esp�ritos.

Por que? Acha que tem fantasmas na sua casa?

Eu sei que tem algo ruim l�. N�o posso ver, mas posso sentir.

- Parece loucura, n�o �? - N�o. N�o.

N�o � a �nica que acredita em fantasmas. Tinha um casal na TV...

tiram fotos deles, d�o palestras no mundo todo.

Talvez eu ainda tenha o guia da TV. Quer que eu veja? Posso te dar os nomes deles.

- Deixe-me pensar. Obrigado. - Vou orar por voc�, Janet.

Por favor! Por favor!

M�e!

Sei que est� com raiva de mim. Mas preciso de voc�.

- Janet, estou feliz que tenha vindo. - Por que? Por que?

Tinha uma coisa aqui. Eu juro. N�o podia ver seu rosto...

N�o sei como dizer isso. Foi t�o horr�vel. Passou por mim e desapareceu na parede.

- Estou enlouquecendo? - Pensei que eu estava enlouquecendo.

Voc� viu tamb�m?

Estava na minha cozinha, depois foi para a sala de jantar e depois desapareceu.

Estava falando a verdade no outro dia? Voc� sabe?

Oh, m�e. Eu juro para voc�. O Jack n�o estava em casa.

Oh, Janet, estou com tanto medo.

- Diga � eles, m�e. - Certo.

Estava fazendo minha novena, e passou por mim e desapareceu na parede.

N�o acreditam em n�s. Eu te disse.

- N�o � que n�o acreditamos, � s�... - Queremos saber o que est� acontecendo.

Talvez estejam assistindo muitos filmes de terror.

- Foi real. - Voc�s n�o estavam l�. N�s vimos.

Sim.

N�o sabia a quem recorrer. Mas precisava de respostas.

Ent�o li tudo que podia sobre o sobrenatural.

Ent�o soube que outras pessoas passaram por alguns de nossos problemas.

De algum modo, isso fez com que eu me sentisse melhor.

Toda essa vizinhan�a foi constru�da sobre velhas minas.

Durante 1930, algumas das casas dessa quadra cederam.

E de acordo com esse livro aqui,

Uma das crateras revelou um conjunto de ossos.

Que foram organizados na forma de um pentagrama, que � o sinal do Diabo e indica satanismo.

- Janet! - E de acordo com esse livro...

Um esp�rito entra em um casa por dois modos.

Por vontade, se voc� faz uma sess�o esp�rita ou brinca com uma t�bua ouija.

Ou pela ocorr�ncia de um terr�vel crime na propriedade.

Janet!

E esp�ritos podem aparecer quando querem.

E podem aparecer para uma pessoa e n�o para outra.

Fazendo com que ele ou ela pense que est� maluco, mas n�o est�.

Sabe, vai assustar as crian�as com tudo isso.

N�o falei nada com elas. E nem pretendo.

Jack, temos que fazer algo. Temos que conseguir ajuda.

Jack!

Jack!

- O que? - Ouviu isso?

- Ouvir o que? - Vozes.

Quer para com isso. Voc� est� tentando se convencer disso.

Coloque a cabe�a no meu travesseiro. Agora. Vamos.

- N�o ou�o nada. - Continue ouvindo.

Voc� ouviu?

O que � isso?

Pensei ter ouvido algo.

Est� bem. Voc� dorme do meu lado hoje.

- Jack! - O que?

Est� me tocando.

- O que �? - N�o sei. Est� tocando minha perna.

- Onde? - Aqui.

Minha Nossa!

- Est� sentindo? - Sim, estou.

Jack, fa�a ir embora. Fa�a parar.

Pare, voc�! Pare agora mesmo!

- Sente alguma coisa? - N�o.

Agora voc� acredita em mim?

Sim.

Est� tudo bem.

- Um bom domingo para voc�. - Tchau, padre.

Como vai a escola?

- Boa. Obrigada. - Que bom. Fico feliz.

Ol�.

Obrigada por nos fazer sentir bem vindos.

S�o bem vindos. Adoramos t�-los por aqui.

- Obrigado, padre. Trouxe muito conforto. - Obrigado. Um bom domingo.

Um bom domingo para voc� tamb�m. Muito obrigado.

- Foi muito bom t�-los aqui. - Obrigado.

- Como vai a escola para voc�? - N�o muito boa. Voc� sabe...

Eu sei. Eu sei. Ol�, queridas. T�o bom v�-las aqui.

- Ol�, Janet. - Adorei o que disse sobre S�o Franscisco.

Muito obrigado. Um bom domingo para voc�s.

Um bom domingo para voc�s tamb�m.

Obrigado.

- Padre, posso falar com voc�? - Janet, como vai voc�?

J� estive melhor.

Sinto muito ouvir isso. Posso ser de alguma ajuda?

Padre, pode vir jantar na sexta-feira � noite?

Sim, acho que posso. Pode me dar alguma id�ia do problema que est� tendo?

� um... � um problema com a casa.

Um problema com a casa?

Sabe, casamento pode ser bem dif�cil. E voc�s n�o tem tido tempos f�ceis.

�s vezes, o que pensamos ser fantasmas ou dem�nios...

s�o os nossos pr�prios dem�nios. Agora, me digam.

Voc�s j� recorreram ao aconselhamento conjugal?

- Padre, eu n�o acho... - Tenho um grupo de aconselhamento.

Nos encontramos na igreja, todas as quartas-feiras � noite.

� bem popular, mas acho que consigo lugar para voc�s se quiserem.

Padre, eu vi tamb�m.

Padre... por favor, olhe a casa.

Eu vou. Eu vou. Mas quero que pensem com cuidado sobre o que falei.

Fa�am isso enquanto eu olho por a�, est� bem?

Claro, padre.

Obrigada, padre.

Vou benzer os quartos, e se tiver uma presen�a na casa...

- isso deve se livrar dela. - Obrigado.

Aben�oe essa casa e esse quarto. Mantenha livre do mal.

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

Aben�oe essa casa e esse quarto. Mantenha livre do mal.

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

Para de me tocar.

- Voc� quem come�ou. - Sil�ncio, garotas.

Padre, voc� est� bem?

- N�o me sinto bem. - Posso pegar algo para voc�?

Assim � melhor. N�o, nada. Nada, obrigado.

Ent�o... o que �, padre?

Pode nos ajudar?

Eu n�o sei. Eu n�o sei.

Mas, se mas alguma coisa acontecer aqui, me ligue.

N�o, obrigado. Obrigado.

- Vou fazer o que puder. - Obrigado, padre.

M�e, o que ele estava fazendo aqui?

Ele veio aben�oar a casa. � algo que a igreja faz. Isso n�o � bom?

Acho que sim.

Acha que acabou?

Eu acho que aquela assombra��o j� est� longe.

- N�o est� falando por falar? - N�o estou falando por falar.

Oh, Jack.

ABRIL, 1985

M�e, pode me ajudar?

- Meu z�per emperrou. - Claro que posso, querida.

Eu vou estragar a minha confirma��o.

N�o, n�o vai. Como vai com a matem�tica, Shawn?

Bem.

- Qual gravata? - A azul.

�, foi o que pensei.

Estou t�o nervosa.

N�o fique nervosa. Vamos cantar "amazing grace" para te acalmar.

Est� bem.

O que aconteceu?

Aqui. Aqui.

- O que est� havendo? - O que diabos aconteceu?

- A Shawn est� sangrando. - Deixe-me ver, querida.

Vem c�, querida. Vem c�. Vem c�. Vem c�.

Aqui vamos n�s. Est� bem. Est� tudo bem.

Sei que est� doendo e est� assustada, mas � s� um cortezinho, est� bem?

Katie vai colocar um band-aid. Katie, voc� toma conta da Shawn?

E ningu�m chega perto daquela coisa.

Ok, pessoal n�o vamos deixar isso estragar uma noite maravilhosa.

Vamos, vamos para o carro.

Vamos indo. Peguem seus casacos que vou buscar os seus av�s.

- Katie, eu te ajudo. - Ela vai ficar bem?

Eu coloquei aquela coisa. Podia jurar que os parafusos estavam bem presos.

- Como posso ter errado assim? - Talvez n�o tenha sido voc�.

N�o sei o que � pior.

- Padre, tenho que falar com voc�. - Talvez amanh�, Janet.

Mas, padre, � uma emerg�ncia. As coisas pioraram.

Uma das minhas filhas foi quase morta hoje � noite.

O que quer que aquilo seja, jogou um lustre bem na cabe�a dela.

Devia ter te respondido antes, mas espero...

Desculpe, Janet. N�o posso te ajudar. A igreja n�o me dar� permiss�o.

- N�o entendo. Somos bons cat�licos. - Estamos vivendo tempos modernos.

A igreja precisa se atualizar. Ter uma imagem mais pragm�tica.

Esp�ritos, o diabo, tudo isso � parte da velha igreja, n�o da nova.

Sem a san��o da igreja, n�o posso te ajudar.

O que vamos fazer, padre? E as minhas crian�as?

Eu ainda tenho meu grupo de aconselhamento conjugal.

Padre, n�o precisamos de ajuda com o casamento, sim com nossos esp�ritos.

Vai precisar de toda ajuda que puder com seu casamento, Janet.

� a coisa que o diabo mais quer destruir.

E � a �nica coisa que ir� salv�-la no final.

M�e, m�e, aqui.

Cuidado onde pisam, pessoal. Cuidado. Aqui vamos n�s.

- Todos para a varanda. - Para a varanda. Vamos.

O que ele disse?

A diocese n�o dar� permiss�o ao padre para nos ajudar.

Mas a igreja sempre nos ajudou antes.

Ent�o, vamos ter que arrumar ajuda em outro lugar.

- Mas onde? - Eu n�o sei.

Vamos nos esquentar.

Quer�amos partir, mas Mary n�o tinha condi��o de se mudar de novo.

Pens�vamos que devia haver algu�m que pudesse nos ajudar.

Devo ter ligado para todos os experts em geologia da regi�o.

Contactei todas as universidades que tinham departamento de parapsicologia.

E Cora me disse que os Warrens, o casal que ela tinha visto na TV,

estavam dando uma palestra na faculdade local, sobre suas pesquisas ps�quicas.

Esse �ltimo slide foi tirado em West Point.

O General Andrew Bellingham pediu para lidarmos com uma assombra��o...

que assustava seus cadetes.

Um esp�rito chamado Isabel, que morreu logo ap�s a revolu��o,

estava vivendo em um dos arm�rios do alojamento.

- Vivendo? - Modo de dizer.

Luzes.

Mas Isabel n�o tentou nos machucar.

Depois de 20 anos de pesquisa ps�quica, o diabo nos conhece.

Tivemos mais de um esp�rito que tentou nos matar.

Ent�o, sabemos que � pessoal.

E as investiga��es s�o exaustivas.

As entidades nos usam como bateria, nos drenando para ter energia.

Estamos acostumados a lidar com c�ticos.

Mas s�o apari��es verdadeiras, entendem? N�o apenas truques.

Perguntas?

Pode explicar o sono ps�quico? � como um transe?

Sim, um pouco. Mas o transe pode ser auto-induzido e n�o t�o profundo.

J� o sono ps�quico tem um estado de esquecimento, t�o profundo como a morte.

Sim?

O que diz para as pessoas que os acusam de inventar tudo isso?

Eu digo que desejaria que eles estivessem certos.

- Obrigado, pessoal. - Obrigada.

- Sr. Warren? - Me chame de Ed.

O que posso fazer por voc�?

Quanto cobra para ajudar as pessoas com seus esp�ritos?

Fazemos de gra�a. Ganhamos dinheiro fazendo palestras. Por que?

Temos um. Um esp�rito, quero dizer.

O que te faz pensar isso?

Algo entrou no quarto e me tocou. E jogou um lustre na minha filha.

H� sussurros e batidas na parede e ningu�m mais consegue dormir.

Estamos t�o cansados. E ningu�m acredita em n�s e acho que estou ficando louca.

- J� se materializou? - O que?

Assumiu forma? Apareceu para voc�?

Sim, j�.

- Notou alguns odores? - Uns horr�veis.

Por favor, coloque seu endere�o nesse cart�o e iremos v�-la antes de partir.

Obrigado. Obrigado.

Fui na palestra deles de tarde. N�o s�o picaretas.

Se a vizinhan�a souber que contratamos um casal de...

Demonologistas. Qual � a nossa op��o a esse ponto?

- M�e, j� estamos prontas para dormir. - J� estou indo.

Vou coloc�-las para dormir e j� volto. Jack, por favor, pense nisso.

Quem � voc�?

Oh, meu Deus. Deus. Deus, n�o.

Sai de cima de mim. Por favor, sai de cima de mim.

Sai de cima de mim!

Sai de cima de mim!

N�o acredito nisso. Pode fazer qualquer coisa de uma vez s�?

Temo que sim. S� temos alguns relatos de casos de estupro assim...

desde que come�amos a trabalhar.

J� contou � suas filhas sobre isso?

N�o, ainda n�o. N�o queremos assust�-las.

Eu entendo. Provavelmente est�o certos. Pelo menos, por enquanto.

Certo. Est� pronta?

Lorraine vai ver a casa e tentar sentir alguma presen�a.

Enquanto isso, vou fazer perguntas pessoais e quero que as respondam.

- Certo? Tenha cuidado. - Ficarei bem.

Tenho prote��o poderosa.

Algum de voc�s bebe? Algum hist�rico de alcoolismo na fam�lia?

Eu bebo cerveja de vez em quando.

- Uso de drogas... - O que isso tem a ver?

Para ser honesto, o que achamos nesses casos � abuso de �lcool e drogas.

S�o pontos de entradas ideais para esp�ritos demon�acos.

- Conhecem o termo "satanismo"? - Sim.

- J� praticaram satanismo? - N�o.

Nunca quiseram bater em suas filhas?

Por que est� perguntando isso?

Por que os esp�ritos podem te obrigar a fazer o que querem que fa�am.

- Algum problema conjugal? - S� o normal.

Jack, sei que isso � um assunto dif�cil, mas o que � normal para voc�?

Ah, voc� sabe, brigar �s vezes.

Oh, Meu Senhor!

Ora, ora.

Se coisas estranhas acontecerem,

�s vezes a c�mera captura o que os olhos n�o podem ver.

Isso est� frio. Vou pegar um novo.

- Achou alguma coisa? - Sim, temo que sim.

Tem quatro esp�ritos em sua casa.

Um � de uma velha mulher. Ela est� confusa, mas � inofens�vel.

E tem um de uma jovem garota que pode ser violenta, n�o tenho certeza.

- Essa foi a que me atacou? - N�o, mas vou chegar � isso.

O terceiro � de um homem que sofreu muito nessa casa.

N�o tenho certeza como, mas estou certa que ele morreu aqui.

Janet, poderia se sentar?

Quero que fiquem calmos quando eu contar sobre o quarto esp�rito,

o que te atacou, Jack. � o que � chamado de dem�nio.

Esse dem�nio est� usando os outros 3 esp�ritos para destruir sua fam�lia.

Por que? Por que nos incomodar?

Francamente, a julgar pelas suas respostas, eu n�o sei?

Mas o que sei � que suas filhas mais velhas est�o passando pela puberdade.

Isso d� energia ao dem�nio para vir � tona no padr�o cl�ssico.

Est� crescendo na turbul�ncia emocional delas, e agora est� passando para voc�.

Voc�s reformaram essa casa?

- Sim, reformamos. - Estava horr�vel.

Eles deviam estar dormentes e voc�s os acordaram.

- Quanto tempo ir� continuar? - Podemos par�-los?

Deixariam-nos tentar uma experi�ncia?

Tem um presen�a muito forte bem atr�s de mim.

E uma ainda mais forte pr�xima do m�vel.

- A TV! - Ed, cuidado!

- Jack! - Fa�a alguma coisa.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

Janet, a �gua benta que te dei � especialmente aben�oada.

E mantenha aquela ora��o com voc�...

- todo o tempo. - Manterei.

- Te ligo amanh�. - Obrigado.

J� sinto o lugar diferente. Talvez tenham partido para sempre.

Talvez.

Mas tem que se lembrar que n�o h� cura para isso, somente defesas.

E se voltarem, ter�o que contar para as crian�as.

Querem destruir sua fam�lia. Ter�o que lutar como uma fam�lia.

- Rezaremos por voc�s. - Liguem a qualquer hora.

- Adeus. - Obrigado. Deus os aben�oe.

O que foi isso?

Shawn!

- O que est� havendo com a casa? - Venha comigo.

- Colleen! - Papai!

Shawn! Querida! Est� tudo bem. Eu estou aqui.

Shawn! Querida! Eu estou aqui. Est� tudo bem. Est� tudo bem.

Diga-me o que aconteceu. Pode me dizer o que aconteceu?

Eu estava dormindo e alguma coisa me pegou e me derrubou.

- O que foi, querida? - Eu n�o sei.

Estou aqui.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

M�e, o que est� acontecendo?

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

Calma! Calma! Est� tudo bem.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que parta.

- Ok. Ok. J� parou. - Estou com medo.

M�e, o que est� acontecendo conosco?

- Nossa casa � assombrada. - O que?!

O esp�rito quer nos separar, mas se ficarmos juntos, podemos expuls�-lo.

- Tem certeza? - Claro. Somos uma fam�lia, certo?

Conhecemos pessoas que entendem disso e v�o nos ajudar.

Espere at� o pessoal da escola souber disso.

Cuidado agora. Olha os degraus.

- Vou ficar bem. - � isso a�.

- Isso � pesado. - John, voc� vai ficar aquecido?

Papai, o sr. Warren est� no telefone.

- Eu fico com isso. - Obrigado.

Ed? Esse lugar parecia um bunker ontem � noite.

Como se houvesse uma guerra. Quando pode voltar?

Entendo. Vamos sair daqui por alguns dias.

Acampando.

Ok. Certo. N�s iremos. Obrigado. Tchau.

O que ele disse?

Ele disse que tem uma guerra acontecendo aqui.

"Quem roubou meu bra�o de ouro", ele gemeu.

"Quem roubou meu bra�o de ouro", ele gemeu.

"Onde est� meu bra�o de ouro?" Est� aqui!

N�o � engra�ado.

Hora de dormir, voc�s duas.

- M�e, n�o estamos cansadas. - � muito cedo.

N�o est� cedo para n�s. O que me diz? Pronto para dormir?

Quase. A Katie est� preparando um marshmellow.

Ele gosta dourado por fora e derretido por dentro.

N�o mime ele. Ele vai ficar mal acostumado.

N�o v� ainda. Tenho chocolate quente para todo mundo.

- Para n�s tamb�m? - Voc�s tamb�m.

- Querida, voc� conseguiu madeira. - Foi tudo que pude encontrar.

Algu�m j� recolheu tudo.

Est� uma noite t�o clara.

Est� vendo a Ursa Maior?

� mesmo. Consigo v�-la.

Aposto que aquele cachorro achou um guaxinin.

Aposto que aquele guaxinin achou um cachorro, huh?

M�e!

Chamei a pol�cia.

O que est� acontecendo l�?

Eles est�o fora, acampando.

Aquele cachorro n�o vai calar a boca? Vai nos deixar acordados a noite toda.

- M�e, quer mais? - N�o, estou bem.

Shawn, est� aqui querida. O que foi? O que est� vendo?

Jack!

Vamos, Shawn.

- Calma! Calma! - Mam�e! Mam�e!

Pai, vamos sair daqui.

N�o, Jack, voc� n�o sabe o que ele pode fazer com voc�.

- Ele vai te machucar. - O que � aquilo?

N�o quero ir para casa. Talvez n�o possamos escapar disso.

Calma, querida. Ficar� tudo bem enquanto estivermos juntos.

A igreja. Temos que fazer com que nos escutem.

Vou ligar para os Warrens de novo.

- Janet! - Janet!

- Janet! - Janet!

Janet!

- Est� tudo bem? - Temos que falar com voc�.

- Pai, o que h� de errado? - Eu n�o sei.

Todos escutaram. Parecia que algu�m estava sendo torturado at� a morte.

Ligamos para a pol�cia. Eles checaram a casa e disseram que n�o havia nada de errado.

Nunca fiquei t�o assustada em minha vida. Oh, Janet!

Estou t�o feliz que esteja em casa.

- Queria estar feliz. - Bud, sou eu.

Eles est�o bem. Irei para a� assim que puder. Tchau.

Tenho que ir para casa. Bud est� tendo problemas com as crian�as.

Olha, se quiserem, posso entrar em contato com o Sagrado Cora��o para voc�s.

Eles v�m nas casas das pessoas e rezam por elas.

Gostaria disso. Obrigada.

Janet, se eu fosse voc�, arrumaria logo ajuda.

Se eu fosse voc�, eu me mudaria.

Se precisarem de qualquer coisa, n�o hesitem em nos chamar, est� bem?

O que est� acontecendo aqui?

Jack, precisamos sair daqui, n�o importa o que.

O que ir� imped�-lo de nos seguir aonde formos?

Mandaremos as crian�as para longe. Erin e Shawn ficam com a tia Lily. Por que n�o?

Colleen e Katie podem ficar com as amigas.

Os Warrens disseram para ficarmos juntos.

Eu n�o me importo. Quero minhas crian�as a salvo. N�o vou ficar apenas olhando, Jack.

Vamos l�, pessoal. Hora de ir.

- Tchau, m�e. - Seja boazinha.

Nada de sorvete no caf� da manh�, est� bem?

- Est� bem. Fique bem, mam�e. - Vou ficar.

- Obrigada, tia Lily. - De nada. E n�o se preocupe.

- Vai ligar mais tarde? - Vou, e divirta-se.

Eu sento na frente.

Escute, Ed. J� aguentamos muito disso.

O que aconteceria se destru�ssemos esse lugar?

Significaria que perder�amos tudo, mas...

- Eu n�o faria isso. - Por que?

� exatamente o tipo de derrota que o dem�nio est� esperando, entende isso?

Sim. Sim, entendo.

Sua �nica chance � convencer sua igreja a fazer um exorcismo.

Ed, a igreja nem responde nossas liga��es. Mas eu tive uma id�ia.

E se lev�ssemos nossa hist�ria � imprensa? Envergonhar�amos a igreja e...

Levar � imprensa tem riscos. Pode se virar contra voc�.

Um dia voc� � um her�i e no outro voc� � um mentiroso.

Voc� tem que explorar todas as outras op��es antes de chegar a esse extremo, Jack.

N�o sei quanto mais iremos aguentar.

Sent�amos aliviados que as crian�as estavam fora de perigo.

Mas Jack e eu tamb�m quer�amos paz. Nos sent�amos mais seguros no andar de baixo.

Al�?

Espera! Espera, querida! N�o te entendo. � a Katie.

Ok. Est� tudo bem. Vamos busc�-la. Fique bem a�.

Eu te amo. Tchau.

Aquilo seguiu ela.

Achamos um padre episcopal que far� o exorcismo.

N�o � o ideal, pessoal. O padre deve vir da sua pr�pria religi�o.

J� trabalhamos com ele. Ele era cat�lico, mas deixou a igreja devido a diverg�ncias.

Ele � o que chamamos de renegado, mas far� o melhor por voc�s.

Espera. Quando esse cara vier, vai acabar, certo?

- O dem�nio vai embora ou... - Ou o que?

Retaliar.

Esse � o risco que assumem com um exorcismo.

Ok, vamos nos arriscar.

Antigamente, o exorcismo era realizado por 3 padres mas...

� dif�cil encontrar algu�m hoje em dia. Ent�o, precisarei de sua ajuda.

Jack, voc� j� foi coroinha?

Sim, padre, eu fui.

Bom, voc� pode dizer as respostas e ficar com essa �gua benta.

Agora, voc� e Janet podem me seguir.

O resto de voc�s podem ficar aqui.

O senhor esteja convosco. Bendita sois v�s entre as mulheres.

Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.

Ave Maria, m�e de Deus.

Rogai por n�s pecadores agora e na hora de nossa morte. Am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a. O senhor esteja convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres. Bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Ave Maria, m�e de Deus. Rogai por n�s pecadores...

agora e na hora de nossa morte. Am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a. O senhor esteja convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres. Bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Ave Maria, m�e de Deus. Rogai por n�s pecadores...

agora e na hora de nossa morte. Am�m.

- Rosas. - Sinto esse cheiro tamb�m.

Acontece toda vez. � a vontade de Deus.

Padre...

- O que ele quer conosco? - Ele quer mat�-lo.

Por que? Por que n�s?

Acho que foi escolhido. Voc�, seus pais, sua esposa e filhas.

S�o o que chamo de almas vitimizadas.

O bem e o mal est�o lutando atrav�s de voc�s.

O seu amor e sua f� s�o as coisas que o diabo mais quer destruir.

Mas essas s�o as �nicas coisas que podem destruir o diabo.

N�o perca sua f�, Jack. Ela est� te mantendo vivo.

Obrigado, padre.

Vamos l�, pessoal.

Fiquem juntas e n�o atravessem a rua, est� bem?

Ok, divirtam-se. Tchau.

Meses se passaram sem um incidente sequer.

O cheiro de rosas voltava de vez em quando. Pod�amos dormir de novo.

E finalmente ach�vamos que t�nhamos nossa casa de volta.

Pare!

Pai nosso que estais no c�u...Por favor, me ajude! Venha a n�s o vosso reino... Por favor, me ajude!

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje... N�o consigo encontrar a �gua benta!

Perdoai nossas ofensas... Assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido...

Pois o seu reino � o poder e a gl�ria... Para sempre... e sempre...

O que estou fazendo? Eu sonhei. S� isso. Eu sonhei.

Janet!

Janet!

N�o me mate, por favor. Por favor.

Com licen�a. Vim ver o bispo.

Sou da par�quia de West Pittston e � uma emerg�ncia.

O bispo n�o tem tempo at� daqui a tr�s semanas.

� quest�o de vida ou morte.

Por que n�o me conta? Talvez eu possa ajud�-la.

Tenho um dem�nio em minha casa.

Entendo.

Est� tentando nos matar. Estou cansada de ser esquecida pela igreja. Quero ajuda agora.

Por que n�o me d� seu telefone e vou pedir para que ele te ligue.

Jack!

Jack! Oh, n�o!

- Jack, acorda! - O que est� acontecendo?

Ele me pegou e me jogou contra a parede.

- Oh, querida. - Ajude-me! Ajude-me!

Larga ela, seu desgra�ado.

N�o consigo me mover.

- Jack! - Est� me segurando.

Tem que me ajudar. Por favor, me ajude. Jack!

Jack!

Vem c�. Vem c�. vem c�.

Chega de padres.

N�o rezamos o suficiente.

E toda reza, cruzes e �gua benta. O que isso fez de bom?

� hora de irmos � imprensa. Tem que haver algu�m que possa nos ajudar.

Jack, as crian�as?!

Cad� voc�, seu desgra�ado?

Vamos, cad� voc�?

N�o vai nos pegar. N�o vamos desistir. Me ouviu?

Ningu�m vai destruir minha fam�lia. Ningu�m! Ningu�m! Ningu�m!

Depois de nos sentir sozinhos por tanto tempo, nos surpreendemos com a aten��o dos rep�rteres.

Nossa hist�ria se espalhou t�o r�pido que t�nhamos certeza que encontrar�amos ajuda.

Havia muito interesse, mas n�o est�vamos preparados pelo o que viria.

...uma fam�lia sendo amea�ada...

...devido a uma s�rie de bizarros...

...fatos sobrenaturais...

Ei, docinho! Tem visto algum fantasma ultimamente?

Cala a boca!

Foram sujeitos a estranhas ocorr�ncias em sua casa...

que v�o de irritantes at� fisicamente assustadores.

Os Smurls relatam movimento e desaparecimento de objetos.

Sussurros e barulhos inexplic�veis e manifesta��es de fen�menos sobrenaturais.

Os quais, �s vezes, resultavam em viol�ncia contra eles e seus filhos.

A sra. Smurl relatou diversos contatos nos quais fora atacada quando dormia.

O �ltimo contato resultou nela sendo levitada acima da cama...

Posso fazer algumas perguntas sobre seu fantasma?

Voc� est� bem? Tem que assust�-la assim?

O cora��o dela � ruim. Saia daqui!

- Olha, s� estou... - Agora! Saia!

Aqui vem eles! Aqui vem eles!

Jack, viu algum dem�nio ontem � noite?

Contamos tudo o que t�nhamos para contar.

Deixem-nas passar.

Me ensinaram que a confiss�o � boa para a alma.

Mas n�o me senti bem na pr�xima semana.

Recebemos mais de 200 liga��es de jornalistas.

Isso n�o inclui os malucos que ficavam nas portas e janelas de nossa casa.

Eu vi. Eu vi.

Aquelas pessoas nos preocupava tanto quanto os dem�nios.

T�nhamos medo que o mundo pensasse que �ramos malucos tamb�m.

- Eles est�o sa�ndo. - Sr. Smurl, uma pergunta.

Sra. Smurl, quantos dem�nios tem a�?

Sil�ncio, por favor. Temos um depoimento preparado.

Quando uma fam�lia � atingida por uma trag�dia como inc�ndio ou inunda��o...

as pessoas se reunem para ajudar as v�timas.

Mas e se a trag�dia n�o � natural, mas sobrenatural?

Da� � uma hist�ria diferente.

Como rep�rteres, podem ver que essa situa��o est� fora de controle.

Pedimos que nos deixem em paz e rezem por n�s na igreja.

Sra. Smurl, quantos dem�nios tem a�?

Padre! Voc� acredita em fantasmas, padre?

Padre, podemos fazer algumas perguntas?

Sou o padre Kent, da diocese.

Eu n�o acredito. Entre.

Obrigado, Deus, por essa comida e todas as suas ben��os.

e agradecemos especialmente pelo padre Kent.

O bispo mandou o padre Kent para ficar conosco e procurar os esp�ritos.

Se ele achasse algo, o bispo prometeu dar o pr�ximo passo.

J� era hora!

Al�?

Oh, sim, ele est�. S� um minuto.

- Padre Kent, � para voc�. - Obrigado.

Al�? Sim.

N�o. Nada.

Certo. Adeus.

Temo que fui chamado de volta.

Oh, n�o, n�o v� ainda.

Janet, estou aqui h� 2 dias, e n�o vi nem ouvi nada de estranho.

Mas n�o v�? Est� brincando conosco. Est� se escondendo.

Quer que voc� pense que estamos mentindo.

Por favor, tem que acreditar, tem que nos ajudar. Por favor, padre. Por favor.

Janet, eu n�o acho que esteja mentindo.

�s vezes... �s vezes achamos que vimos coisas, coisas horr�veis...

quando n�o nos sentimos especiais nesse mundo. Sinto muito.

N�o se v�, padre. Por favor, n�o se v�.

Por favor, eu imploro. N�o como um padre, mas como ser humano...

nos proteja, n�o deixe que mate minhas crian�as.

Janet, eu fiz tudo que pude.

N�o vamos fazer nada que possamos nos arrepender.

Mas voc� disse... disse que ia ajudar.

Voc� prometeu! Volte! Volte!

Volte!

Rosalee, � a Janet. O Jack ainda est� a�?

- Por que n�o se mudam? - Saiam da�.

Afastem-se da casa, todos voc�s. Agora!

- Voc� est� bem? - Sim.

� melhor sair de perto da janela. E tranque todas as suas portas.

Ei, senhor...

- Deixe-me entrar. - N�o posso, senhor.

Temos fantasmas, se lembra?

Algo pode acontecer com voc�. Para tr�s. V� para tr�s!

Que diabos...?!

Melhor ir pegar sua espingarda.

- Mam�e! Mam�e! - O que aconteceu? O que est� havendo?

- Estou feliz que estejam em casa. - Leve as garotas para a cozinha.

E � melhor rezar por mim, querida. Pois � a �nica coisa que me impedir� de matar algu�m.

Vamos! Vamos! Vamos, Katie.

- Pegue uma vela. - Pegue uma vela.

Vamos rezar.

Pegue uma vela. Nos ajude a rezar.

A� vem outro bando de malucos.

Por favor, nos ajude a rezar.

Reze conosco, por favor.

Somos do Sagrado Cora��o. Viemos para a reuni�o.

Oh, meu Deus. Esqueci que era hoje.

- Parece que viemos na hora certa. - Vieram sim. Entrem.

Obrigado.

- Somos do Sagrado Cora��o. - Bem vindos.

Por favor, pegue uma vela.

- Obrigado. - Sinta-se em casa.

Por favor, entrem. Erin, Shawn, Katie, Colleen.

O Senhor trabalha de forma misteriosa. Quando parecia que n�o poderia piorar,

Ele trouxe os membros do Sagrado Cora��o para orar por n�s.

- Talvez isso funcione. - Tem que funcionar.

Pai nosso que est� no c�u. Santificado seja vosso nome.

Venha a n�s o vosso reino. Seja feita vossa vontade.

Assim na terra como no c�u. O p�o nosso de cada dia...

nos dai hoje. Perdoai nossas ofensas.

Assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido.

N�o nos deixai cair em tenta��o. E livrai-nos do mal.

Nunca tinha visto o poder do amor e da ora��o que nos rodeou aquela noite.

E aquela for�a incr�vel durou mais do que qualque outra coisa que tentamos.

Santa Maria, m�e de Deus. Rogai por n�s, pecadores.

Agora e na hora de nossa morte. Am�m.

- Muito pesado para voc�? - N�o, consigo carregar mais.

JUNHO, 1987

- Vamos, Colleen. - Estou indo. Calma.

Fomos for�ados a nos mudar da casa na Jay Street.

O engra�ado � que n�o foi pelos dem�nios, mas pela extrema aten��o.

Esper�vamos que no novo lar, longe do olhar p�blico...

os vizinhos n�o tivessem ouvido falar de n�s e poder�amos viver uma vida normal.

- J� estou indo a�. - Isso n�o � excitante?

- Coloque as caixas ali, querida. - Est� bem, papai.

- O que voc� acha? - Oh, querido. � lindo.

� a melhor casa em que j� moramos.

Tem uma coisinhas que precisam de reparo, como aquela janela ali.

- Janet. - Estou aqui, m�e.

M�e?

- Janet. - Estou na cozinha.

M�e?

Janet.

Os fen�menos sobrenaturais continuaram na nova casa dos Smurl...

at� que a igreja permitiu um exorcismo em maio de 1989,

o que acabou com seu sofrimento.

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