All language subtitles for La.Moglie.più.Bella.1970-5

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

POR AMOR OU VINGANÇA

Este filme é uma obra de ficção.

Qualquer semelhança com pessoas ou incidentes reais é pura coincidência.

Tiras!

Eles vieram para prender eu e meus amigos...

Vito pegue o carro. me dê uma carona...

- A minha mala está pronta? - Sim.

- Você disse que eles não tem nenhuma prova. - Isso mesmo. Então deixem nos prenderem.

- Não será arriscado? - D. Antonino sabe o que está fazendo.

Don Antonino? Será que vão prendê-lo também?

E don Carmelo Nicosia e Ferdinando Zucca.

- Quer que eu te leve a um local seguro? - Não vale a pena fugir de novo.

Não se preocupe... tudo vai ficar bem.

A polícia... nunca os deve menosprezar.

Nós vamos construir-lhes um monumento...

uma vez que nos forçam a ser melhores do que eles.

Os tempos mudaram, nós não vamos ganhar desta vez.

O diretor tem que saber as coisas primeiro. Sem ganhos. Sem partilha.

- Don Antonio, este é... - Eu sei, é Vito, filho de seu irmão.

Venha. Vito, vamos dar uma olhada.

Traga-nos um café.

Aos 15 anos de idade você foi seqüestrado pelos irmãos Amantia.

Te bateram muito para fazê-lo falar sobre seu tio, certo?

- Mas ele não falou. - O que poderia dizer? Ele não sabia de nada.

Mas eles achavam que ele sabia de tudo. E o espancaram.

Ele poderia facilmente ter mostrado que não sabia de nada,

mas ele não fez isso, porque ele preferiria morrer do que ser um informante.

Quanto aos Amantia...

... temos de falar sobre este incidente algum dia.

- Quando quiser, Don Antonino. - Temos que sair um pouco, Vito.

Isso me lembra: Não pus os pés em uma prisão em 30 anos.

Elas estão mais confortáveis agora, 4 em uma cela, com banheiro...

e, às vezes, uma TV...

Um projeto diabólico do governo, para suavizar os homens.

Prisão tem que ser dura! Você tem que sofrer lá dentro.

Atrás das grades você ganha paciência

... como esperar, suportar. E não temer mais a prisão.

É útil experimentá-la. Pelo menos uma vez na vida...

- E este jovem tenente?! - Talvez ele esteja com medo.

Talvez ainda não possa acreditar que tem a honra de prender Don Antonino Stella...

Pode me fazer um favor, Vito? Informe o tenente que estamos prontos.

Você não pode me pedir isso. Não suportaria ver você algemado.

Eu tenho que colocar um pé na cova, mas não vou cair. Eu tenho de fazê-lo...

...tenho tudo planejado.

Às vezes, até mesmo esses julgamentos são úteis para nós.

Eles querem colocar-me em julgamento? Bom...

Mas eu vou ser o único a escolher a testemunha de acusação.

O que podemos fazer para ajudá-lo, Don Antonino?

Nós vamos fazer muito juntos, quando eu voltar. Agora, vá. Vá chamar a polícia.

- Eles tem um plano. Por isso se entregam. - Acusações precisas foram feitas.

- Um homem vai testemunhar contra eles - Aquele homem foi instruído por Stella.

Depois das acusações no tribunal, eles vão descobrir que o homem estava mentindo.

Ele vai ficar preso pro resto da vida, mas vai ser bem pago por essas pessoas.

D. Antonino e os outros serão libertados, e as acusações serão descartadas.

Porque você não pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime.

- Você é contra esta prisão. - Com tempo eu teria prova contra eles.

Essas pessoas são muito complexas, habilidosas e criativas.

Mas não podemos ignorar essas acusações, assim, vamos proceder como de costume.

Entre.

Tenente, há um jovem que veio em nome de D. Antonino Stella.

Faça-o entrar.

Bom dia.

Caiu.

D. Antonino enviou-me pra dizer que ele e os outros estão dispostos a segui-lo.

Como ele sabe que há um mandado de prisão pra ele e os outros?

Pergunte a ele. Ele está à sua disposição, por amor a justiça.

Diga a ele que nós estaremos com ele em 10 minutos.

Saudações.

- Neste momento... - Calma! Prisão é prisão. Afinal de contas,

julgamento é ainda um julgamento e a prisão ainda é a prisão.

E não queira acabar na prisão nunca. Sair não é fácil.

Eles estão vindo.

Se houver qualquer coisa que possa fazer, diga-me.

Há uma hora para agir e uma hora em que é melhor esperar.

Não é mesmo, advogado? Há uma hora para tudo.

Mas não podemos apenas esperar e não fazer nada.

Vá.

Vito. Guarde este entusiasmo para quando eu regressar.

Até então, o melhor é que as coisas permaneçam as mesmas por aqui.

- Quantos anos você tem? - Vinte e dois.

Eu era casado com a sua idade. Família era a coisa mais importante para nós...

Família e trabalho.

Sem distrações.

Outros podem arruinar-se. Indo atrás de mulheres...

... mas nós vivemos pela família e o trabalho.

Case com uma mulher boa, uma com a moral elevada.

Se ela for pobre, melhor ainda.

Don Antonino, que Deus te abençoe e que a Mãe de Deus vos acompanhe!

Eu beijo suas mãos! Don Antonino, volte logo!

"Don Antonino Stella será julgado fora da Sicília,

longe de seu ambiente e os vínculos de juramentos secretos e intimidação,

vai ser difícil para o príncipe do crime fugir, com sua longa carreira nisso."

Eles escrevem palavras caluniosas e escondem seus rostos. Eles deviam mostrar a cara!

- Tem certeza de que ele vai ser absolvido? - E se for condenado?

"Sim". "Mas", "assim"...

Há aqueles que duvidam e aqueles que não. Eu não tenho dúvidas.

- Sem ele, esta é uma cidade de frangos. - Quer ir na Clelia?

E o dinheiro? Ela não faz nada de graça.

- Eu tenho mil liras. - Pelos três? Isso não é suficiente.

- Você não vem? Há 10 mil liras. - Tudo bem. Pio pode apenas olhar.

- Você está sempre trabalhando quando eu passo aqui. - Você está sempre passando quando eu estou trabalhando.

Você sustenta a família?

Eu faço a minha parte.

Onde é a sua casa?

Em Santa Ninfa. Não estávamos em casa quando o terremoto ocorreu.

Uma de minhas parentes está se casando. Ela precisa ter sua roupa bordada.

Eu vou voltar e ter uma palavra com a sua mãe.

Quem é?

Diga a eles! Diga a eles!

- Diga a eles... - Você diz a eles, sendo que você é que me vigia!

Tem um cara que pára e fala com a Francesca, qual é o nome dele?

- Vito Juvara. - O sobrinho de Don Primo Juvara?

- Ele foi rude com você? - Não. Na verdade, ele foi muito educado...

Abra os olhos Francesca, nós somos pobres. Não nos deixe preocupados com você.

Todo mundo quer se casar com ela!

Casar comigo?

HONRE OS LUTADORES

- O dinheiro é suficiente para dois. - Vito está com você?

Não, ele não está aqui! Clélia disse "com Costanzo e Mauro ". Recusou-o!

- O que é dito de Francesca Cimarosa? - Nada a dizer e nada a ser feito.

- Morava ao lado antes do terremoto. - Mas ela é apenas uma menina!

- Você está interessado? - Talvez...

- Acho que ela está comprometida. - Com quem?

Com o primo dela. Ele vem de Palermo todo domingo, seu nome é Bernardo Cantatore.

Eu não tenho certeza se estão comprometidos. Ele chega ao meio-dia e almoça com a família dela.

E à tarde ele leva a família a um Café...

Francesca sempre pede um sorvete e o come lentamente...

Ela realmente deve gostar de sorvete.

Você devia usar uma bengala branca. Senão as pessoas não sabem que é cego.

Venha aqui e veja a cena...

Elas não podem sentir compaixão, se você fizer algo que você não deveria fazer...

Se você não é cego, por que você olha para as pessoas desta forma?

Então você é cego! Se você é cego, vou dar-lhe uma moeda.

Você perdeu a sua voz também?

- Vou para casa... - Rápido. Leve o menino para casa.

Vamos!

Ele é perigoso. Você não o conhece, você não pode mexer com ele, ande!

Não volte mais a esta cidade.

- Fique em Palermo, o sorvete é melhor. - Não preciso ouvi-lo.

Domingo eu estarei na estação, se pegar o trem, estará se arriscando.

- Um risco para nós dois. - Meu nome é Vito Juvara...

se você quiser me denunciar pra polícia.

Eu posso me defender sozinho.

Bravo.

Eu tinha as minhas razões. Você estava olhando para minha noiva...

Ela não é sua noiva.

Nenhum marido de Palermo para Francesca Cimarosa, ela é propriedade privada.

Eu não entendi.

Você não tem que entender. Esqueça, e isso vai tornar sua vida mais longa.

É sua... tome de volta.

Vai tornar sua vida mais longa.

Essas pessoas são muito ricas...

- Quem são elas? - As senhoras que trouxeram roupas.

Entre...

Minha filha fez sozinha. Ela estava arruinando a vista à noite.

Muito bom. Bordados tradicionais.

Quantas peças?

Oito fronhas, seis lençois e duas toalhas de mesa.

Bom dia.

Vamos ver.

Eu não sei por que algumas garotas compram roupas nas lojas...

... esse trabalho é feito com tanta paixão!

Estas flores, estrelas e beirais

...não são apenas o trabalho de agulha e linha.

Eles são preenchidos com muitos pensamentos...

- Eles são lindos. - Seus parentes ficarão satisfeitos.

Nós não temos nenhum parente que vá casar, mas não se preocupe...

Nós vamos pagar assim mesmo. Nós vamos dar a outra noiva.

Tia, faça café para a senhora. Você deseja ver o jardim?

Venha, quero falar com você.

Espere, eu te farei um café...

Esse primo seu de Palermo não voltou mais. Você está preocupada com isso?

- Você o ama? - Sim, como primo...

Ele costumava falar-me sobre Palermo e me oferecer sorvete.

Eu costumava esperar pelo domingo, pra tomar sorvete.

Sua filha fez um belo trabalho. Ela merece-os.

São suas.

Oi, Francesca... quando você vai se casar?

Parabéns...

Eu não gosto dela. Ela gosta de se vestir assim para atrair a atenção dos homens...

O que uma mulher oferta ao homem quando se casa, se não for a sua honestidade?

- Não julgue as pessoas pelo jeito de vestir. - Isso é muito importante.

- Por que você ameaçou o meu primo? - Ele te disse?

- Você não deveria ter feito isso, Vito. - Por que não?

- Devia ficar comigo. - O que você quer dizer?

- A escolha. - Entre mim e ele?

Você devia ter tido mais segurança, sem ter que perseguir os outros.

Agora você sabe que ele não é alguém que vai arriscar a vida por você.

- E você? - Arriscaria, se ele tivesse insistido.

E você, ama tanto Francesca Cimarosa?

Eu escolhi você como minha esposa, certo?

Ele está levando ela pra casa.

- Não há ninguém em casa? - Ninguém. Está com medo?

- De quê? - Do que eu possa pedir.

Diga-me o que você quer, então eu decido se fico com medo ou não...

- Talvez lhe assuste? - Peça e saberemos.

Peça o que quiser, mas seja gentil.

Um desastre inesperado! Problema!

É inacreditável. Podemos conversar?

Algo inesperado aconteceu...

D. Antonino arriscou muito. Ele não achou que alguém iria testemunhar contra ele.

- As pessoas estão loucas aqui... - Acalme-se.

- Nós temos que tomar medidas sérias. - Vá em frente...

- Eles dizem que D. Antonino não está acabado. - Dê-me um nome.

- Pietro Colosimo. - D. Antonino salvou sua vida no passado.

- Exatamente. - Eu nunca gostei dele.

Ele está pronto a depor contra Don Antonino.

- O que ele sabe? - O bastante! Se ele falar, está acabado.

- Por que Colosimo arriscaria a vida? - Ele não está arriscando-a, obviamente.

- Os irmãos Amantia. - Pietro Colosimo com os novos chefes.

Se Don Antonino não voltar, eles vão dominar.

- Não são de nada. - Vão arruinar os planos de Antonino.

- Droga, temos tudo errado! - Quando Colosimo foi convocado?

Sexta-feira, na delegacia de Palermo...

Sexta-feira é um dia de azar.

Volte para o seu escritório e mantenha a calma.

Venha, eu vou te levar pra casa.

Nós não devemos permitir que bilhões sejam desperdiçados.

Em barracos como estes.

Nós não devemos permitir que os bilhões concedidos em financiamento para construção...

...terminem em alguns abrigos vagabundos por mês. Não devemos...

Vá para casa, eu não quero você nesta multidão. Vejo você mais tarde.

... esta experiência nos deu uma nova consciência.

Ei, "Amanhã".

Nós ganhamos o valor da solidariedade, unidade e luta...

... e por isso estamos preparados para lutar...

... e prontos para orientar aqueles que perderam suas casas no terremoto.

Em uma batalha não só pela reconstrução, mas para resolver um dos problemas da Sicília...

... para transformá-la. Para construir indústrias e postos de trabalho!

- Então, "Amanhã". Como você está? - Sempre amanhã, hoje nunca chega.

- Como vai sua família? - Tive mais um filho...

Se isto continuar, vou ter que começar a mendigar!

- D. Antonino vai cuidar de você. - Certo. Amanhã. Então... uma longa espera!

Pare de chorar. Eu disse que ia cuidar de você.

Você terá emprego, comida para seus filhos. Pode obter assistência médica, ter uma casa.

Chove nestes barracos. Você fica doente.

É importante que Don Antonino volte, mas alguém quer impedí-lo.

Um informante.

Basta, Don Vito.

Por favor, procure outra pessoa.

- Você vai abandonar Don Antonino? - Eu não estou saudável.

- O que saúde tem a ver com isso? - Não quero acabar na cadeia.

Você fala como um traidor. Você sempre conseguiu, graças à proteção de amigos.

Você está certo, mas não quero forçar a minha sorte.

A sorte sempre esteve do seu lado.

Deram-lhe um barracão do governo, mas você não tinha direito a um...

- Nós perdemos a nossa casa no terremoto. - Sim, mas havia outros na sua frente.

A inspeção irá jogá-lo na rua, se não tiver amigos.

Quem é?

- O que Juvara quer? - Ele quer falar com você...

Deixe-o esperar.

- Por que você colocou tanto açúcar? - Você sempre põe duas colheradas!

Eu tenho que colocar, não você. E se eu quisesse amargo?

Eu faço outro se quiser...

Você não quer?

Não tenho mais vontade.

O que aconteceu?

Deixe-me ir!

Francesca, onde você está indo? Francesca... pare...

Francesca! Pare!

- Rosa, Rosa... - Não morra.

Rosa.

- Francesca, vamos embora. - Não!

Não...

Vito Juvara!

- Ele está morto. - Quem?

Colosimo... atiraram nele.

- Acho que ouvi tiros. Quem fez isso? - Não foi você. Você estava aqui...

- Eu quero visitar meu tio na prisão. - Você tem que pedir a um juiz...

- Eu não sabia disso. - Sim, sabia, eu te disse.

- Pode dizer que esqueceu... - Peço desculpas pelo incômodo.

Aparentemente, alguém viu o assassino escapar.

Se pegarem ele, talvez, nos veremos outra vez...

- Ela estava lá quando aconteceu. - Silêncio, não fale!

- Francesca, você sujou sua roupa. - É o sangue, ela ajoelhou-se.

- Eu disse para você calar a boca! - Pare, Vito! Ele estava lá comigo!

- E daí? O que aconteceu, aconteceu! - Você não viu, não pode entender!

- Acalme-se ou vai se sentir mal. - Venha comigo.

Volte para casa imediatamente, Francesca.

Você quer saber o que eu estou pensando?

Estou pensando em deixá-la.

- Por quê? - Você não é a mulher certa.

- Acho que sou. - Deve lhe incomodar mais se eu deixar.

- O que eu fiz de errado? - Pequenas coisas, me fez duvidar.

... Por exemplo, sua reação quando discuti com meu capanga.

- Que reação? - Não gostei, me ofendeu.

Eu estava com medo. Eu odeio violência...

... e não consigo tirar o homem morto de minha mente.

Enquanto morria ficava repetindo: "Rosa".

"Rosa"... Talvez, fosse o nome de sua esposa.

Você o conhece?

Não... o que isso importa? Ele era um homem.

Nós podemos fazer um quarto para os seus pais, aqui.

Oh, Vito!

Meus sogros não vivem em barracos. Um muro pode ficar aqui.

...e um banheiro pode ser colocado aqui.

Eu tenho me perguntado, se você é o marido certo para mim.

- Sério? - Queria lhe deixar.

O quê? Você vai me deixar?

Olhe para seus sapatos...

- Não. O outro está quebrado. - Eu só tenho este par...

Por que você fala, se tem sapatos quebrados?

- Eu te compro outro par. - Não me trate assim.

Quem você pensa que é?

Não alguém que faça você rir...

Mesmo no seu leito de morte você vai argumentar com Deus se é o momento certo ou não!

Vito, reservamos uma mesa no restaurante.

- Vamos. - Não devíamos almoçar sozinhos?

Convidei meus amigos... Dessa forma, você pode conhecê-los melhor.

- Estou chateada. - O quê?

- Porque você nunca me perguntou. - Você está de mau humor. Vamos.

- Alugada? - Não. Sou chefe de uma construtora.

- E o Amantia? - Há espaço para todos.

... Mas se houvesse apenas um lugar, seria meu.

- Francesca! - Eu estou indo para casa.

Francesca, volte aqui!

Tenho que falar com sua filha...

... Sozinho.

Ouça, não se atreva a me tratar daquele jeito na frente dos outros!

- Mas, Vito... - Eu estou falando agora!

Eles riram de nós. E nós não somos casados, imagine depois!

- Vito... - Cale a boca!

- O que você quer dizer? - Queria pedir desculpas.

- Não há desculpas! Queria pensar, né? - Talvez seja melhor, pensar sobre isso.

- Sinto muito, mas eu penso. - Você está sempre pensando. Eu podia te bater.

Por que você está me olhando assim? Pare com isso.

Pare com isso!

Por que você quer se casar comigo?

E você? Você só quer casar-se comigo pra dizer não quando digo sim?

Parece que você me quer só porque decidiu-o, não porque você me ama...

Amanhã de manhã, esteja na cidade para assinar os papéis. O que mais você quer?

Se você não me entende, por que se preocupar com os papéis?!

Vocês são pobres como um pangaré mas criaram uma filha pra lá de arrogante!

Amanhã, às 10. E agradeça a Deus que sou um homem que mantém a palavra!

Senhoras e Senhores, os documentos estão prontos.

São onze horas, Vito...

Aí está o Federico...

Eles foram para o trabalho.

Eles estão no campo trabalhando.

- Todos eles? - Sim, todos.

Tia, vá para casa e cozinhe um bom almoço, nós estamos comemorando...

Você, leve-a para casa...

É melhor, estou salvo!

O que está olhando? Seu inútil! O que você quer?

- O que você está olhando? - Vito, pare com isso.

- Devemos ir na Clelia? - Por que não?

Boa idéia.

- Você está bronzeada... - Eu estive na praia o verão todo.

A dama é toda sua.

- Quer um café, uma bebida? - Não, obrigado.

- Ele não quer você, entendeu? - Você, não venha mais a minha casa!

Eu vim para lhes fazer companhia, não para dormir com você.

Quem sabe quantos homens já estiveram aqui! Os Amantia, o cara sem braço.

Você já se olhou no espelho? Vá escovar os dentes!

- Meus dentes são bonitos. - Pare com isso, seu idiota.

- Eu tenho que me defender. Não posso? - Não.

- Só porque você diz? - Exato.

Quando você está de mau humor, você sempre desconta em mim.

- Você não pode saber qual meu humor. - Por que não? Sou retardado?

- Estou feliz que saiba disso. - Desde que conheceu Francesca...

Vem cá! O que você disse sobre Francesca?

- Nada. - Você mencionou ela pra me irritar!

Vito, eu estava aqui, pode ter certeza que ele não disse 'Francesca'.

... Ele estava simplesmente murmurando para si mesmo...

Certo. Ele não mencionou Francesca.

- Por que você não manda-os embora? - Olhe, eu não preciso ser consolado.

- Vamos, eu quero mudar de ares - Eu vou com você!

- É verdade que a menina deixou-lhe? - Sim, ela deixou-o!

- Olhe, Vito, a Francesca... - Francesca? Quem é essa?

- Ah, Cai fora! - Por que você não quer ir com Pio?

- Se lhe pedirmos, você faria? - Não!

Olhe que belos locais de trabalho os irmãos Amantia tem!

Eles estão nos seguindo...

São capangas dos irmãos Amantia.

- Acelere! - Dê-me uma arma.

- Não, Vito! - Cale-se!

Alcance-o, vamos!

O chefe gostaria que você aceitasse seu convite para almoçar.

- Temos de tratar com crianças agora! - Ele não é mais uma criança.

- Olá, Vito Juvara. - Olá.

O almoço está pronto.

E eu estou com fome.

Bom apetite.

Então, Vito. Queremos esquecer?

Olhe para suas mãos, Pasquale. Você ainda tem aquele anel.

Tentei esquecer aquele anel, mas sonhei todas as noites por 5 anos.

Doeu quando você costumava me bater com o anel. Eu ainda tenho as marcas!

- Vamos esquecer isso. Tente esquecer - O que você tem pra esquecer?

- Perdemos um amigo. - Todo mundo perde amigos.

- Eles atiraram nele na rua. - Quer dizer Colosimo?

Colosimo? Nós não o conhecemos muito bem. Como vai o "amanhã", Vito?

"Amanhã"?

Eu não o conhecia muito bem...

Vito, queremos fazer um acordo? Haverá grandes obras públicas, aqui.

- Vamos nos juntar e fazer um monopólio. - E Don Antonino? Devemos excluí-lo?

D. Antonino está acabado. Ele vai ser sentenciado e nunca vai sair.

Se dissesse a você que Don Antonino está aqui, você começaria a tremer?

Eu vou dar uma boa risada quando ele sair para assistir a ralé lutar.

Eles queriam eliminá-lo com falso testemunho.

Você é jovem e lhe oferecemos uma grande chance. Você vai aceitar?

Aceito.

Na condição de Pasquale levar os golpes que me deu, quando eu estava indefeso.

Tente convencê-lo, Domenico...

Muito ruim, Vito.

Traga uma bebida pra namorada do Vito.

Você não está comprometido? Estou errado?

Não é sua namorada, ela mora em um barraco do governo.

Nos barracos? Quando será o grande momento, Vito?

Não haverá, a menina mudou de idéia.

Ela deixou você? Alguém que vive em barracos?

Desculpe.

- Não estamos falando de meus problemas. - Ele está certo, é assunto dele.

- Obrigado pelo almoço. - Vejo você por aí, Vito.

Certamente.

O Amantia me insultou.

Não, eles apenas não achavam que você recusaria sua oferta.

Eles estão certos, de qualquer maneira. Francesca fez de mim um tolo.

Paolo.

- O que esse cara quer? - Queria saber se papai estava em casa.

Vá para dentro! Para dentro! Vá!

Pegue-a!

- Socorro! - Pare!

Deixe-me ir!

- Saiam! - Francesca! Francesca!

- Entre! - Deixe-me ir!

Entre!

Vá para casa!

Francesca! Francesca!

Francesca! Francesca!

- O que você quer fazer comigo? - Acalme-se.

- Você quer me matar? - Não. Eu não quero te machucar.

Você já fez isso!

- Não chore. - Não estou chorando, seu idiota!

Eu não estava falando com você.

"Meu amor, meu amor. Você me levou a isto?

Você me fez fazer uma coisa tola."

Cala a boca!

Tudo está como você pediu.

Mas ela é tão jovem assim? E o menino, porque ele está aqui?

Uma complicação inesperada. Estamos indo?

Francesca.

- O que eles querem fazer com você? - Nada, só temos de conversar.

Este é o melhor quarto que eu tinha. Há um lavatório, aqui.

Há grades nas janelas!

Vamos dar uma olhada em você.

O que está errado, você não está feliz?

- Vamos, você vai gostar, você vai ver. - Cale-se!

- Quem trouxe você aqui? - Costanzo, quando veio negociar.

Vá embora.

Diga a eles que conversaremos mais tarde.

- Eu não sabia que ela estava aqui. - Ela é mais honesta do que você!

- Mande-o para casa, pelo menos! - Não, não vou te deixar!

Mamãe está chorando, você tem que dizer a ela que não vão me machucar.

Eles precisam de você em casa.

- E você? - Nada vai acontecer, Vito me ama.

Sim, brigamos. Mas agora nós vamos contornar isso.

Paolo!

Diga pra mamãe não se preocupar.

- Esta é uma casa limpa, entenderam? - Desculpe.

Vá embora.

Você vai pagar por isso!

- Venha. - Não.

Eu poderia até mandar você pra casa, agora...

todo mundo vai pensar que aconteceu, de qualquer maneira.

- Desde que eu saiba que não aconteceu. - E se eu decidir não me casar com você?

- Paciência! - Quem vai casar com você. senão eu?!

- Assim, serei uma solteirona. - Quando você vai aprender a calar a boca?!

- Quando você vai aprender?! - Quando morrer!

Cadela orgulhosa.

Fique de joelhos, sozinha.

Aqui! De joelhos. Aqui!

Se você se ajoelhar, eu te envio de volta para casa.

- Não ouço nada, e ela não grita. - Não gritam sempre!

- Você gosta dela? - Sim.

- Eu não, ela não é bonita. - Não? Eu queria ser Vito agora.

Dê-me um cigarro.

- Pena que ele mandou Clelia embora. - Sim, uma pena.

- Gosta dela, hein? Bela mulher! - Bela!

Bem, meu amigo...

Lave-se.

O que você está fazendo aí? Fora!

- O menino! - Ele está bem, como Francesca.

Ela é uma garota de sorte, comece a fazer seu enxoval.

- Covardes! - Acalme-se, é melhor para todos.

- Onde é que eles levaram Francesca? - Eu não sei, eles taparam meus olhos!

- Tano, o que devemos fazer? - Nada. Os pobres nunca fazem nada.

Vou levá-la para casa.

Você é minha mulher agora, por toda a vida.

Você acha que não me ama, mas na verdade ama, porque eu te peguei à força.

Deixe-me sair, eu quero sair daqui, quero respirar.

Onde está o mar?

Eu trouxe-lhe um vestido novo. Você não pode vir para o jantar com esses trapos.

Então você vai voltar para casa, e nós organizaremos o casamento.

Eu não tenho que me casar com você, mas terei um casamento em grande estilo!

- Seu pai deu a sua bênção. - Meu pai?

Tudo acaba bem, vê?

Pela dor que fez a mim, bastava um jardim.

Vamos.

Parabéns, Francesca!

Estávamos tão perto de casa?

Que a Mãe de Deus vos abençoe!

Mamãe!

Vito. Francesca. Eu tenho uma surpresa, um presente de Don Antonino...

...Pelo julgamento junto com seu tio...

Pertenceu a filha de...

Boa escolha!

Ponha-o!

Boa noite a todos...

Tano Cimarosa!

Lembre-se que eu sou Vito Juvara.

Bebam, meus amigos.

Acham que eu estava de acordo, que estava contente?

Isso é o que esses rufiões nos disseram.

- Francesca... - Paolo.

- Nada me aconteceu, vê? - Nós vamos fazer eles pagarem.

Certo, durma agora.

- Mamãe... o que devo fazer? - O que você quer fazer, minha filha?

Não é só por mim, mas eu quero que ele perca aquela atitude insolente dele.

Por que ele me trata assim? O que sou?

Você é uma menina azarada, porque seu pai é um covarde.

Eu devia matar aquele canalha, mas sabe o quê? Não se case com ele, se você não quiser.

- E isso termina assim? - O que você quer dizer?

Eu não me caso com ele e pronto?

Você acha que isso não é nada?

Se você não casar com ele, ele não será feliz até que nos arruine.

- Onde você está indo Francesca? - Saindo.

- Pra onde? - Quero andar.

Musumeli Rita!

Musumeli Rita!

Musumeli Rita.

Isto é para sua prima Cimarosa.

Isto é para sua prima Adelaide. 200 liras.

- Não tenho. Eu trago amanhã. - Amanhã? Então o que está fazendo aqui?

O que aconteceu com você, também aconteceu comigo. O que devo fazer?

- Devo casar com ele? - Como eu posso saber.

- Mas você se casou com ele. - O que eu podia fazer?

Você era feliz?

Eu tinha uma família. Mas os meus filhos estão todos enterrados agora.

E seu marido, você o ama?

Quando ele saia pela manhã era bom...

...mas quando voltava à noite, e tinhamos que ir para a cama, chorava.

Com o passar do tempo, me acostumei.

Em seguida, as crianças nasceram. Você se acostuma.

Olhe a Francesca como está feliz. Perder a virgindade faz bem.

- Saudações a noiva mais linda! - Saudações aos amigos dos amigos!

- Aonde você vai? - À polícia.

- O que ela disse?! - Vá, acelere!

- Francesca, você voltou! Como vai? - Diga-nos o que aconteceu.

- Aonde você vai? - Para a polícia.

- O que ela disse?! - Que estava indo para a polícia.

- Ela não vai fazê-lo. - Você diz que não!

Exato. Eu digo que ela não vai.

- Se fizer isso, vai se arrepender por toda a vida. - Se me parar, você vai se arrepender.

- Nós temos uma chance de prender Juvara. - Acharam o "Amanhã"?

Não, tenente, este é outro assunto.

Então. Pretende puni-lo porque ele te estuprou,

e agora ele não quer mais casar com você.

Não, sou eu que não quero casar com ele.

- O que você quer? - Puni-lo.

O irmão mais novo estava com ela.

Sabe como as coisas acabam... chamas, paixão, lágrimas, desespero.

Então as coisas são resolvidas, e terminam com o sagrado matrimônio.

Temos muito trabalho a fazer.

Não nos faça perder tempo. Vá buscar o irmão mais novo.

informantes Cimarosa!

informantes Cimarosa! informantes Cimarosa!

informantes Cimarosa! informantes Cimarosa! informantes Cimarosa!

...Vito Juvara sequestrou a senhorita Cimarosa com a intenção de estuprá-la.

Durante o rapto, tiros foram disparados com a intenção de intimidar.

- Eles apontaram as armas para as pessoas? - Nós não estávamos lá, fomos trabalhar.

Eu sei, mas quando vocês voltaram, certamente questionaram sobre o que tinha acontecido.

- Não. - Por que não?

- Porque sim. - Eles sequestram sua filha, e vocês...

Mas você estava lá...

Você começa, assim, seus pais vão ganhar coragem.

Beba um pouco de refrigerante.

Temos que punir aqueles que maltrataram sua irmã. Seja homem e fale!

O casal está aqui, senhor.

- Você viu o rapto! - Quem, eu?

Meu Deus! Vito Juvara não é tão importante! Vocês viram eles jogando-a no carro?

- Eu os vi entrarem no carro. - No carro?

- Gentilmente... - Gentilmente. - Mas atirando.

Você não ouviu os tiros?

- Você podiam ser considerados cúmplices. - Eu só acolhi dois jovens apaixonados!

Então quer dizer que a garota tinha consentido?

Os jovens querem apressar as coisas e então fogem.

Adicione isto ao relatório, leve-os.

Então, você é a única testemunha real.

Você não vai me dizer que sua irmã tinha consentido Vito Juvara?

- Então, sua irmã é uma mentirosa. - Deixe-o, ele disse o que sabia!

- Vocês vão assinar, então? - O quê?

Ela é menor. Vocês são seus pais...

Deixe-os ir. Senhor, eles estão com muito medo.

Você está se retirando também?

Não, deixe-me assinar.

Mande-os embora.

- Vocês não vão voltar atrás, agora... - A assinatura de uma menor não vai ajudar.

Mas nós faremos o que pudermos.

Obrigada.

Você estava dizendo que era a nossa chance de prender Vito Juvara.

Eu não vou me envolver com a polícia. Quando estiver mais velho, eu mato Vito!

- Então, eles te jogarão na cadeia. - E ele vai estar debaixo da terra!

E daí? Um homem morto é só um homem morto. Um homem deve pagar enquanto é vivo!

Você é uma informante e eu não estou falando com você!

Nós certamente não precisamos disso.

Parece que as acusações não seguirão, de qualquer maneira.

- O irmão mais novo contrariou ela. - E os pais?

Eles não fizeram queixa e a menina é menor de idade.

Mas o irmão mais novo é mais importante, porque ele estava com ela.

- Ela nos denunciou também? - Claro. Ela é exaltada.

Ela é louca. Ela falava com as galinhas quando criança.

Idiota, toda criança fala com os animais...

...e alguns animais falam com os adultos.

Isso foi uma forma indireta de me ofender?

Advogado, Don Antonino não deve saber sobre esse incidente.

- Vito, seu carro está em zona proibida. - Eu vou deixá-lo onde quiser.

- Don Antonino sabe de tudo. - Não diga a ele, de qualquer maneira.

- Farei a garota retirar a queixa. - Não se preocupe, não podem prendê-lo.

E se ela convence o irmão e os pais a mudar de ideia?

Eu não vou apenas relaxar. Eu vou esmagar essa garota!

Papai, eles mataram a cabra!

O que esse canalha quer? Ver se estamos chorando?

Eu trouxe um véu de noiva para sua filha.

O que é mais agradável do que dois jovens se casando?

Claro, Vito cometeu erros. Mas ele fez por amor.

Então, Tano. Vamos deixar tudo isso para trás e celebrar o casamento.

Eles mataram uma das minhas cabras!

Você fez alguns inimigos. Eles não gostam da atitude da menina.

Por que vocês tem de ir contra? Você está com pena da cabra?

Vito está lá?

- O que você está fazendo, se escondendo? - Não adianta falar com você.

E pensar que meu coração batia forte quando ouvia seus passos, sua voz.

Dê-me 23,000 liras. É o preço da cabra.

Que cabra? Eu não sou pastor, você sabe.

Você quer me assustar,

mas você está com medo de mim também.

Medo de você?

Por que, você não é nada! Na verdade, menos do que nada.

E você, Vito Juvara. Não tem medo de nada...

... mas parece um coelhinho assustado!

Vem cá! Vem cá! Diga isso de novo!

Repita, e eu te farei engolir sua própria língua!

- Vem cá, repita! - Não se exponha assim, Vito!

- O que você guarda lá dentro, Don Tano? - Os frutos do nosso trabalho.

Trigo, um pouco de vinho, óleo.

É tudo que tem?

Você tem que ser cuidadoso. Tudo o que basta é um fósforo para queimar tudo.

Parabéns, Don Tano.

Você ouviu ele? Ele falou claramente.

O que devo fazer agora? Ficar vigiando o celeiro, pra ele não queimá-lo?

Se eu ir para o trabalho, que irá olhar o celeiro? Se eu não trabalhar, quem vai alimentá-los?

Francesca, você tem que retirar as queixas, você tem que fazer o que eu digo.

Você o trouxe para casa e agora você não pode condenar a família!

- Eu não farei o que ele quer. - Eu vou te matar com minhas próprias mãos!

- Você não precisa fazer o que ele quer também! - Não vou te alimentar. Vai comer grama!

Onde a Francesca está indo?

Não se preocupe. Ela vai mudar de ideia.

Vamos para casa.

- Você finalmente se lembrou de mim! - Dizem que você sempre reclama.

Quando o cão late, não bata nele, mas dê-lhe de comer.

Eu quero voltar para minha família. Eu não estou bem.

Você parece estar fugindo pela primeira vez... Don Antonino confiava muito em você.

Eu reclamo e grito porque minha carga é pesada.

Um amigo me disse que eu poderia levar toda a minha família para a América.

- Por que não nos deixa sair? - Que amigo?

Ele é confiável, não se preocupe.

- Ele falou com alguém? - Não durante o meu turno.

- Durante o turno de Mauro, ele foi pra a cidade... - Você não deveria ter permitido isso!

Ande, você tem que ir para Trapani.

- Por quê? - Você precisa de uma mudança de ares.

- Você está pensando em me matar, hein? - Não é uma má idéia.

Que importa se eu morrer! Nada, e você pode se sentir mais seguro.

- Apresse-se. - "Amanhã", você está em apuros.

Nas mãos dos chefões.

Desta vez, não rima.

Os Amantia têm informantes em todos os lugares.

Se o "poeta" se tornar perigoso, vamos fazê-lo desaparecer.

- Pra onde, América? - Ele está pronto para qualquer viagem.

- Ela está de dieta? - Vocês querem um pouco?

Não há nada de engraçado, idiotas!

Ela está falando sozinha.

Dê-me um pouco mais de molho.

O molho está bom hoje! Paolo, traga o vinho.

Bebam um pouco de vinho, comam!

Há salame, queijo. O que quiserem, comam!

Chame-a.

Francesca.

- Você vai retirar as acusações? - Eu prefiro comer grama.

Certo então, vamos assinar.

O advogado de Vito Juvara quer que a gente assine uma declaração em seu favor.

- Vamos assinar contra suas queixas! - O que você tem a ver com isso?

- O que conta é o que os pais dizem! - E vocês ficarão contra mim?

Quem manda, manda. Quem não manda, tem que se defender!

É fácil você falar, mas você tem uma família e propriedade para proteger!

Esta é a sua propriedade também!

E o que ele fez com ela? O que ele queria!

Papai, eu sempre terei que vê-lo com a cabeça baixa?

- Não fale assim comigo! - Francesca, não ofenda o seu pai!

- Ele está me ofendendo! - O que faremos se queimarem nosso celeiro?!

- O celeiro é mais importante do que eu? - Não diga isso.

- O que faremos se eles queimarem o celeiro? - Chega, mamãe.

Tano! Tano!

Estamos arruinados.

Onde ela está? Onde? Onde está aquela louca?!

- Louca, onde está você?! - Eu estou aqui, papai.

Sua louca maldita, filha de Judas!

Você queria a ruína da minha família e agora o que faremos?

Você me diz, o que devemos fazer?!

Vamos arar a terra, vamos pedir!

E como eu não sou mais virgem, posso trabalhar de prostituta!

Qualquer coisa, qualquer coisa. Desde que não tenhamos medo!

Agora que não temos nada, Vito não pode fazer nada para nós!

Agora vá e diga a verdade!

Vá, saia. Eu não quero mais ver você!

Você não é minha filha... pra mim você está morta. Vá embora!

- Ela queimou o celeiro? Sozinha? - Sim.

- Mas... - Olá, Vito.

O que fazer com alguém assim?! Ela queimou o celeiro!

- Por que ela faria isso? - Para você não entender nada.

- E a família dela? - Morrendo de fome. O garoto trabalhará numa mina.

- Eles a jogaram para fora de casa. - Onde ela está?

Em Salemi. Ela está trabalhando em uma cafeteria num local de obras de estrada.

Cercada por centenas de homens.

Tenho certeza que você sabe que ela pode cuidar de si mesma.

Por que você não deixa de lado seu orgulho e põe a mão na massa?

Vá até ela. Se desculpe... e vamos acabar com isso.

Ela não pode nos fazer mal nenhum. Mas com uma garota dessa, não sinta-se seguro.

Eu prefiro pedir desculpa ao meu pior inimigo!

Francesca. Você não nos conhece, mas sabemos tudo sobre você, e quero conversar...

- Venha. - Não queremos lhe raptar como Vito.

Você provavelmente está se perguntando: "O que eu tenho a ver com essas pessoas?"

"Nada", você está pensando. Mas não é assim que é.

Nós temos uma coisa em comum.

Estamos ambos ofendidos com a mesma pessoa. Você sabe quem.

Até uma semana atrás, você era uma honesta e respeitável garota. Agora, não mais.

E ele ri!

Eu não quero entrar no que ele fez para nós...

Ele tem que pagar!

A justiça é inútil. Temos de agir por conta própria.

Ele não vai vir e falar só com nós, mas temos de falar com ele em pessoa.

Temos que falar nossos assuntos e do seu.

Ele te tratou mal e nós gostamos de você.

Nós estamos do seu lado, temos filhas. Por isso, compreendemos.

Vito Juvara tem que reconhecer o mal que fez e pagar!

O que vocês querem de mim?

Amanhã é domingo. Peça-lhe para trazê-la para o resort na praia.

O local está fechado, mas é bonito e ele vai aceitar.

- E então? - Peça licença e vá atrás da parede.

Então, o motociclista te levará de volta para a cidade, e é isso.

- Dessa forma, a humilhação vai acabar. - As pessoas vão te olhar com respeito.

O que vocês querem fazer com ele?

- Convencê-lo. - Conversando.

Nós temos coisas para falar.

Nós vamos assustá-lo e fazê-lo pensar!

Então, Francesca. O que você diz?

Se vocês verem o carro dele na estrada, significa que eu o convenci.

Calma, ela vai fazê-lo.

Se eu salvar a sua vida.

- Se salvar sua vida... - O que você quer dizer?

Se salvar a sua vida, você vai fazer o que eu digo?

- O que devo fazer? - Você está em perigo, você não está seguro.

- Você pode fazê-lo? - Você está me ameaçando?

Não.

Quem, então?

Você quer me responder? Sim ou não?

Como é que você vai salvar minha vida?

Te dizendo pra você não ir onde estamos indo.

Por que eu não deveria ir para onde estamos indo?

Prometa que fará o que eu digo e então eu vou te dizer.

- E se você me contar uma mentira? - Sim ou não?

E pensar que eu não tinha notado! Todos caímos.

Seus pais, meus amigos, Clelia. A polícia e eu.

Nós todos achamos que era outra pessoa.

Você só tem dezesseis anos!

Nós tratamos você como se estivesse com trinta.

- Você só tem dezesseis, dezesseis... - Pare com isso! Sim ou não?

... Dezesseis anos. dezesseis anos! - Quinze!

Quinze bonecas, brinquedos. "Eu vou te dar isso. Você me dá aquilo".

- Sim ou não? - Até os irmãos Amantia caíram nessa.

- Como você sabe? - Digamos que eu tenho imaginação.

"Sim ou não". "Sim ou não", "Sim ou não"."Sim ou não"!

A resposta é não!

"Não" se é uma mentira, porque é. E "Não" se não é uma mentira.

Eu não deixo qualquer um pregar minhas costas à parede. Não por nada!

Eu não digo "obrigado" à arrogância...

Volte para casa de ônibus, o ponto de ônibus está lá.

Ei, "Amanhã".

Por que você não está em Trapani?

Eu não podia estando preso.

O que você está fazendo aqui?

Esperando... um amigo.

Alguém que vai ajudar-me a ir para a América.

E estava esperando por ele com um rifle? Então, você quer uma mudança de ares.

Então, Don Antonino estava pra... O que ele disse?

- Nada. - Nem uma palavra?

- Não - Ele perdeu o respeito por mim?

Vito, pense na confusão que você se meteu...

Você tem que sair dela, então Antonino talvez possa esquecer.

Tenha cuidado.

"Amanhã" morreu de ataque cardíaco. Você tem muita sorte, Vito.

- Ele teve sorte de ter uma morte súbita. - Tudo sempre vai como deve ir.

Di Leo...

- O que você tem em mente agora? - Você tem algum senso de justiça?

Você fala de justiça? Você é uma informante.

Você me levou aos portões da prisão. Mas você não vai me trancafiar!

Se você admitir sua culpa, vou retirar as acusações.

Eu não vou me casar com você, se houver condições.

Eu não disse que ia casar com você, mas se admitir o mal que fez para mim,

...talvez eu te ame de novo, e iremos nos respeitar novamente.

Retire as acusações, e eu vou respeitá-la.

Se eu retirar, você pensaria que o fiz por medo.

E você não me respeitaria.

Acharia que aceitei suas razões, e me respeitaria menos ainda.

O que devo fazer, então?

Vá para a praça principal ou a um café, o que quiser...

e admita o que você fez comigo e minha família, e que se comportou como um canalha.

Pague meu pai pelos danos... a cabra. Não pelo celeiro queimado.

- Você fez um acordo com o tenente? - Não.

Será que você me tomou por algum tolo ingênuo? Me colocar em suas mãos?

Então, você não vai fazer o que eu lhe peço?

Vito.

Sendo que vocês não chegaram a um acordo, vamos começar com a audiência.

- Qual é a sua versão, Juvara? - Ela consentiu.

Seus pais não foram contra o casamento. Estou bem e eles não.

Mas ela queria acelerar as coisas, para me casar com ela na hora.

De fato, após o rapto vocês tiveram um jantar para comemorar.

Então você concordou com o casamento também?

Eu mudei de ideia, e ela denunciou-me por vingança.

Por que você mudou de ideia?

Eu realmente não quero dizer. Sendo que ela é tão jovem.

Mas você está me forçando a dizer, então eu vou lhe dizer.

Descobri que ela não era virgem.

Ela tinha um namorado, antes de me conhecer.

Pio, que morava perto dela.

Muitas vezes viu ela com caras mais velhos, nos campos.

Isso é verdade?

Devo confessar. Eu estava prestes perdoá-la,

mas sua atitude me fez mudar de ideia.

Ela que matou a cabra, para pôr a culpa em mim.

Ela é louca e falsa.

Seu advogado lhe mandou contar estas mentiras ou você mesmo inventou-as?

Isto é o que vou dizer a todos. É a verdade!

Vá e escreva o relatório.

Vocês podem voltar para casa, mas não saiam da cidade, por enquanto.

Francesca.

Venha.

As coisas não estão bem.

Nem mesmo seus pais estão do seu lado.

Isso provavelmente significa que estou certa.

Você sabe o que esperar?

Você terá que encontrar um advogado, algum que não tema a ninguém.

Você vai ter que enfrentar os tribunais e magistrados durante meses.

Coisas ruins vão acontecer. Você terá que ter uma consulta médica.

Sim, para verificar o seu estado físico. Se você é virgem ou não.

Tudo será escrito oficialmente.

Se você tiver lágrimas, esteja preparada para derramá-las.

Você mudou de ideia?

Certo, então.

Vamos seguir com as acusações.

É ela!

Você crucificou meu filho, você está feliz agora?!

- Quer que comamos grama? - Eu como eu mesma!

Venha conosco!

Onde?

Agora vamos conversar!

O que está acontecendo? sTraga essa garota aqui!

Eu vou falar com ela.

Fora! Eu disse que ia cuidar disso.

Nós conversamos mais tarde.

Venha.

- Matrimônio santificará o seu pecado. - Que pecado eu cometi?

É uma questão simples, prazer carnal. Sim ou não?

E não finja que não sabe. Você sentiu prazer?

Vão embora! Sim ou não?

Você não está bem?

Sinto muito, a culpa é dele. Seu nome é Francesca.

- Cimarosa - Bom. Cimarosa.

Você sabe, o conúbio não é para a luxúria, mas pelos... fi...

- Pelos filhos? - Isso. Prepare-se para casar.

Não, eu não vou casar com ele.

- Eu não pensaria nisso! - O que você está resmungando?

Por que eu deveria casar com ele, se não me dá prazer estar com ele?

De que prazer que você está falando?

A mulher suporta.

Minha mãe não suporta. Ela está feliz com o meu pai.

De que felicidade está falando? Nós não vivemos para a felicidade.

Isto é o que acontece quando os pais e filhos dormem no mesmo quarto!

Tenham cuidado! Tirem-a do quarto!

Esta cadela, eu queria que ela caisse morta!

Ela fez bem em denunciar seus filhos!

O que você disse?!

Sua puta!

Pegue-a!

Não! Não! Não!

Não!

- O que aconteceu? - O que elas fizeram para você?

Ela disse que Francesca fez bem em denunciar os seus filhos.

Esse sangue devia ter sido meu!

Você, meu pai, e você, minha mãe. O que vocês fizeram?!

- O que devo fazer? - O que vai fazer?

Francesca. Eu cansei de ser um covarde.

Esta não serviu pra Don Antonino, mas não diga ao bandidinho, deve servir pra ele.

Aqui. Vê Sr. Cimarosa, como era fácil?

É fácil para você.

O quê? Em dois dias? Ótimo!

Teremos uma grande festa. Beijo suas mãos.

Vito. Don Antonino e os outros foram absolvidos!

Eles estão voltando em dois dias. São todos inocentes! Uma apoteose!

Vito, o que há de errado?

Não se preocupe, Don Antonino cuidará de tudo, até mesmo de Francesca Cimarosa.

- A polícia está na minha casa! - Por que você veio assim?

Meu carro está ali. Se você quiser, podemos nos esconder!

Vito, o que devemos fazer?

Um café, tia.

Vou esperar pela honrosa visita do tenente.

Aquela Francesca, que vadia!

Os irmãos Amantia falharam. A polícia falhou.

Mas Francesca não.

Uma garotinha foi a causa de minha queda!

Tia. Prepare a minha mala. O tio está voltando, e eu estou saindo.

Vito!

Vito Juvara?

- Onde está o tenente? - Ele tem coisas mais importantes a fazer.

Eles estão chegando.

Ele vai pegar pelo menos dez anos.

Tudo isso?

Lá está Francesca.

Francesca, boa menina!

Por que você está chorando? Você está arrependida?

Por que ela está chorando?

Francesca!

FIM

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.