All language subtitles for My Life With Caroline (1941)

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Original subtitles

MINHA VIDA COM CAROLINE

Obrigada.

- Voc� � muito bom, Paco. - Obrigado.

Todos devemos ajudar.

Senhoras e senhores, este � um exemplo.

Paco del Valle e Caroline Mason

mostraram como aproveitar uns poucos segundos,

e oferecerem 500 d�lares para a benefic�ncia!

Suba, James.

O 34 tem que sair em algum momento.

Deixe de pisar no pedal.

- Sr. Bliss. - Sim?

- Apostas encerradas. - Podemos falar?

- Agora? - Por favor.

18 vermelho.

Que acontece? Ora, � voc�.

- Aconteceu algo? - N�o, pelo contr�rio.

- Apostas encerradas. - Pode falar.

� particular?

- Ent�o, vamos. - 34 vermelho.

Deve-se limpar as m�os, quando voc� as t�m sujas.

- Diga, jovem. - Sr. Bliss,

n�o o farei perder tempo com preliminares.

- Quero casar-me com a sua filha! - Com qual?

N�o sabia que o senhor tivesse mais do que uma!...

- Nem eu. S� Caroline. - Exatamente.

Tenho que lembr�-lo que Caroline est� casada.

Por isso acreditava que poderia haver outra que n�o me lembrava.

- Claro que n�o, falo de Caroline. - Est� morto?

Quem?

O seu marido, Anthony, deve ter morrido.

N�o, por qu�?

Ele n�o representa um obst�culo para os seus planos?

N�o creio.

Onde estamos?

- Agora? - Sim.

Em Idaho.

- E ele? - Em Nova Iorque.

- Desde quando ele n�o v� Caroline? - Dois meses.

- Isso � um marido? - N�o. Sim...

Um marido tem que dar a uma mulher algo mais do que seu dinheiro e seu nome.

No caso de Anthony, acontece isso.

Para mim, um marido � algu�m que deve estar sempre ali.

- Sempre? - Sempre!

Que cavalga pelos campos a procura dela.

Que horror!

Voc� disse a Caroline tudo isso?

- Sim, e ela est� de acordo. - Bem,

acontece que ele, estando ou n�o ali, continua existindo,

e est� com boa sa�de.

E � dono de uma editora que tamb�m est� com boa sa�de.

O que ele lhe dir� quando voc� disser que quer se casar com a sua esposa?

N�o acredito que se importar� muito.

Para ele, ela nunca tem sido a sua esposa.

- Ent�o voc� o conhece? - N�o tive o prazer,

por�m bastou-me olhar para Caroline

e saber que ela n�o merecia viver encarcerada

entre os arranha-c�us da cidade.

Os arranha-c�us da cidade! Voc� lhe disse isso?

Sim.

Sim...

Uma coisa mais, voc� n�o est� casado, n�o?

Sr. Bliss,

sou um homem de palavra!

Bem, isso � bom, vai lhe poupar aborrecimentos.

Sei que n�o devo falar-lhe de dinheiro, n�o � algo que o preocupa.

O problema � que, tirando a mim, n�o tenho mais ningu�m com quem gast�-lo.

- Que pena n�o t�-lo conhecido antes! - A partir de agora,

terei uma mulher!

Que mulher? Voc� n�o disse que era um homem de palavra?

- Refiro-me a Caroline. - Ah, Caroline.

Por que n�o se tranquiliza?

Helen, voc� n�o se sente igual tentando se divorciar de Ned?

N�o sei o que eu sinto.

Como fascinada...

Outra vez isso...

O de hoje foi o nosso primeiro beijo!

Do jeito ele a agarrava, n�o imaginei que fosse.

E o fato de Paco ter ido ao meu pai falar de mim, foi magn�fico!

Quase antiquado!

Quase antediluviano...

Desculpe, Helen. Seu pai nos espera.

- Tudo bem? - Tudo bem, o qu�?

- Paco disse-me que conversaram. - Sim, de voc�s.

Eu estado pensando, que h� v�rias coisas...

- Por exemplo? - A casa, � de Anthony.

- Pois eu me mudarei. - S� que eu tamb�m terei que me mudar.

Eu gosto do meu dormit�rio no terceiro andar, fico � vontade.

Paco tem uma casa.

- Onde? - Na Argentina.

- Fica na Am�rica do Sul. - E ela � grande?

- 2.000 km2. - Que �timo! Quantos dormit�rios?

Uns 40, ou 50.

Talvez sobre um buraco para mim.

Mas tamb�m h� o Caesar.

Quem � o Caesar?

O cachorro de Anthony. Quem o levar� a passear?

Passear com um cachorro n�o pode significar mais do

que a felicidade de sua filha.

Quer isso de verdade?

Se n�o,

acreditaria que mudaria a minha vida por ele?

A sua e a de algu�m mais.

Fala de voc�?

N�o, senhor, falo de Anthony.

Pobrezinho, sozinho naquela casa t�o grande.

Sem esposa, sem sogro.

S�, com o cora��o partido olhando o cachorro com ang�stia!

Sei bem o que significar� para Anthony,

n�o creia que n�o havia pensado nisso.

Quero bem a Anthony.

Por�m, j� n�o estou mais apaixonada por ele.

Quase nem mais recordo como ele �.

- Tenho uma foto sua. - N�o brinque com isto.

Falando s�rio, acho que n�o deveria ter-me casado com ele.

- Como vai dizer a ele? - Um momento, papai.

Deixe que lhe confesse.

Necessito assumir

o meu espa�o!

N�o estava destinada a ser a esposa de um editor,

encarcerada entre arranha-c�us,

rodeada de gente, de cines,

de festas, de restaurantes, de moda,

a n�o me deitar antes das 4:00 horas.

- Eu sei, escute... - Nessa hora deveria levantar-me,

encarar um largo dia rodeado de colinas.

Esse � o meu lugar!

Com o meu homem, cavalgando pelos pampas junto comigo.

Sabes o que � um marido, para mim?

Algu�m que est� sempre ali!

- Sempre. - Sempre.

Sempre.

E ali estar� Paco!

O que � isto?

� um truque muito �til,

quando voc� quiser dizer algo quando Caroline come�a a falar.

Fa�o isso desde que ela come�ou a ler.

Como dir� isso a Anthony?

Mandarei um telegrama dizendo que tenho algo para lhe dizer.

Esta mesma noite. Vou escrever.

- Boa ideia. - Muito boa.

Anthony Mason, 505 Madison Av., Nova Iorque.

- Que tal? - Muito bem.

Muito bem. At� o momento.

Chego s�bado.

O voo a Salt Lahe City, que conecta com voos

a Omaha, Chicago, Cleveland e Nova Iorque,

sair� em 10 minutos.

NC50Y � torre de Alpine Lodge.

Torre de Alpine Lodge a Mason em NC50Y, continue.

A que hora decola o voo a Salt Lake City?

Em 10 minutos.

Obrigado.

Muito bem calculado. Sobra para n�s cinco minutos.

- O que deseja, senhora? - Um chocolate quente.

E um duplo com dois dedos de soda para este velho cavalheiro.

De acordo.

Leve-o ao hangar e traga a minha mala.

E muito cuidado com isto!

Quero perguntar-lhe,

esta coisa tem algum valor?

Espero atir�-la a um lago algum dia, por�m at� ent�o, tem o seu valor.

Antes que se v�, quero dizer-lhe algo.

Levei toda a vida sonhando com uma mulher que achava que n�o existia.

Uma mulher loira, requintada

e t�o delicada como voc�.

Uma mulher moderna, como voc�.

E ao mesmo tempo, uma mulher que cavalgue e saiba atirar,

preparar uma vitela e que seja a companheira de um homem,

que cozinhe no meio dos pampas para ele,

uma mulher que seja minha esposa e o meu amor para sempre!

Acreditava que essa mulher n�o existisse, at� agora.

Lembre-se o que voc� significa para mim

e volte logo!

Eu o farei.

- O que se passa? - Que curioso!

Alguma vez sentiu que esteja vivendo algo que j� se passou?

- Eu j� ouvi que... - � o que eu sinto agora.

Como se j� houvesse vivido isto anteriormente.

Talvez numa una vida anterior...

Que maravilha de mulher!

Num momento eu explico.

Creio que sucedem coisas assim.

Talvez eu nunca tenha me encaixado e levo anos buscando o meu lugar de verdade.

Os pampas...

Os pampas.

Desta vez, virou nisso.

Cinco minutos com um homem que lhe conta algo de novo, e a� a coisa desanda.

Certa vez, foi a Pol�tica.

Outra vez, a Quiromancia, Agora, os pampas!

Menos mal que s� se apresenta como um passatempo,

mas devo ter muito cuidado!

Quando n�o estou com ela e recebo um telegrama urgente,

eu deixo tudo e vou ao seu encontro.

Essa � a minha vida com Caroline.

N�o me interpretem mal.

Eu a quero muito, mas gostaria de entend�-la melhor.

Quero muito a Caroline e creio que ela me quer.

Estamos h� cinco anos casados.

Tenho ouvido dizer que isto foi vivido numa vida anterior.

Foi vivido antes, por�m n�o em outra vida,

sen�o em outro aeroporto. Foi h� dois anos.

Caroline e seu pai estavam como agora.

Por�m, em vez desse jovem cujo nome desconhe�o,

estava um outro jovem, Paul Martindale.

Muito bem penteado.

Um bom homem. Com a sua m�e.

Um escultor, ou algo assim.

Ganhava uns cem mil d�lares ao ano, n�o da escultura.

O dinheiro sempre tem sido um fardo para mim.

De ter sido pobre, eles teriam me levado a s�rio.

Eu sei, Paul, por�m agora ser� diferente.

Desejo uma vida simples, de trabalho,

com voc� ao meu lado, como inspira��o, cr�tica e minha guia...

N�o sabe o que voc� tem feito por mim.

E voc� por mim.

Abriu-me os olhos a novas belezas nas quais nunca havia reparado.

A beleza de uma l�nha, de uma curva...

De um m�sculo.

O voo com destino...

Devemos ir, Paul. Fique tranquilo, voltarei logo.

.... e Nova Iorque sair� em cinco minutos.

Gostaria que levasse o anel em outro dedo...

N�o, at� que eu diga tudo a Anthony, � o certo.

Sim, ainda que ele n�o a quer e nem necessita de voc� como eu.

- Vai embarcar. - Eu sei, Paul. N�o demorarei.

Querido!

Ora!

N�o pode ser voc�!

Querida!

- Anthony! - Querida!

Cavalheiros, minha esposa.

Era s�, por enquanto.

Quando me dei conta de que era Anthony, j� estava no avi�o.

Deixe-me apreci�-la.

Alegro-me em v�-la! Ol�, sogro.

- Que bom aspecto. Como estou? - Espl�ndido.

- N�o nos apresentam? - O qu�?

Sim.

Paul Martindale, meu marido.

- Muito prazer. - Satisfa��o.

� um amigo... nosso.

Por favor, retire as coisas de Caroline do avi�o.

Sim. Pegue o seu cofre do tesouro.

- Vem conosco? - Deveria.

O que voc� faz por aqui? Vim para v�-la.

Vi o seu telegrama e pensei:

"Pobre Caroline, vir a Fl�rida com a neve".

"Melhor � ir v�-la". Peguei um avi�o e aqui estou.

- O que � isto? - Um livro. Para o avi�o.

Uma leitura ligeira. Uma brincadeira.

- Incr�vel! - O qu�?

Cada vez que nos reencontramos, volto a sentir uma flechada.

- Est� casado? - Ainda n�o. Logo, espero.

Tenha pressa, n�o sabe o que est� perdendo.

Ol�, Jenkins. N�o est� sonhando, sou eu.

- Alegro-me em v�-lo. - E eu tamb�m.

Voc� gostou do carro?

- � bonito. Voc� gosta? - Encanta-me.

- Por�m, eu pedi um convers�vel. - N�o prefere este?

Sim, � muito melhor.

Fico contente em haver trocado para voc�.

Subam, eu irei com Jenkins.

- N�o, eu... - Por favor.

Eu n�o respeitei a etiqueta, cheguei sem avisar.

Sentar-me-ei na frente e jogarei beijos a Caroline at� em casa.

Eu guiarei o ve�culo.

Creio que vai ser um pouco mais dif�cil.

Estou come�ando a preocupar-me.

Se come�am a duvidar de mim desde o princ�pio...

Seu marido.

Sim?

Voc� sentiu a minha falta?

Claro que sim

O que achou do meu chap�u?

Sim.

Sim, o qu�?

Sim, � bonito.

Ainda voc� me quer?

Ainda voc� me quer?

Que pergunta mais idiota .

Estou fazendo uma pesquisa. Voc� me ama?

Sim.

Vai ser um duro golpe para ele.

Talvez lhe rompa o cora��o.

Por que vai t�o r�pido?

Acho que tem pressa por chegar.

N�o me agrada que voc� fique sozinha com ele nessa casa.

N�o se preocupe, eu falarei com ele quando chegarmos. Ou antes.

Venha em uma hora e encontrar� uma mulher livre, esperando-o.

E se algo n�o sair bem, saio rapidamente.

Se tudo acontecer segundo o previsto, livro-me tranquilamente do Anthony.

Agora, deixe tudo comigo.

Ol�, Walters. Trouxe a Sra. Mason.

- Prazer em v�-lo. - Prazer tamb�m. Leve isto ao meu escrit�rio.

- Adeus, Paul. Jenkins o levar�. - Obrigado.

- At� logo. - Assim espero.

- Vou com ele. - N�o, fique conosco.

- Voc� ainda quer conversar. - N�o tem por que ir embora, verdade?

- N�o, claro. - Est� vendo?

Adeus.

- Querida, o jardim est� primoroso. - Dou-me muito bem com as flores.

Consigo que cres�am onde ningu�m pode faz�-lo.

N�o as culpo.

- Vejo que se interessa por escultura. - Acabo de descobri-la.

� um Florenso.

E este � um Remisov.

E isto � algo que comprei de um refugiado polon�s.

Tem umas linhas muito formosas.

E essa tristeza na face...

Paul � escultor.

- Paul? - Sim.

O Sr. Martindale?

- Vou subir. - Espere, devemos conversar.

Creio que devo deix�-los a s�s.

- Anthony... - Querida.

Que bonito! De quem �?

De Potemkin. Eu queria lhe dizer que quando...

Ol�, Sra. Ruddle, como est�?

- Como vai? - Bem, obrigada.

- A Sra. Mason est� muito elegante, n�o? - Muito.

Alegro-me que esteja de volta.

- � um prazer. - Eu pego isso, Sra. Mason.

- Obrigada por vir. - Por nada.

- Tenho que subir. - Tenho que lhe falar

algo urgente.

Ol�, Annette.

Alegro-me em v�-lo, Sr. Mason.

� um prazer estar aqui.

Obrigado.

Anthony, devo dizer-lhe uma coisa.

Sim, querida, subamos e voc� diz o que queira.

Anthony...

Sinto muito, mas � horr�vel! Eu o devolverei.

- J� guardei as suas coisas, senhor. - Obrigado, Walters.

Anthony!

- Afinal, est� comigo. - Falando de Helen...

- N�o falemos dela. - Sim, mas falando...

- Tem que faz�-lo? - Quer divorciar-se de Ned.

- Por qu�? - Ela encontrou outro.

- Aqui? - Sim.

- Mais jovem do que Ned? - Sim.

Um artista sem trabalho para poder estar com ela?

- Sim. - � sempre igual

com idiotas como Helen.

- Helen n�o � idiota. - Nem � como voc�.

- Obrigada. - Uma sorte.

Agora que temos falado...

- H� algo mais. - Estou escutando.

O caso de Helen era s� uma desculpa para falar de mim.

Quero que me escute e n�o me interrompa.

Eu tamb�m encontrei algu�m que mudou a minha vida.

Voc� n�o necessita mais de mim, Anthony.

Preciso dedicar-me a um homem e ser a sua inspira��o.

E � Paul. Ele quer casar-se comigo e eu quero o div�rcio.

Pronto, por fim, consegui diz�-lo!

Nunca terei que voltar a este assunto!

N�o vai dizer nada?

Anthony, odeio...

Anthony!

Aqui estou.

Voc� me ouviu?

- N�o, o que voc� disse? - Eu disse...

Eu disse...

Que n�o se demore no barbear e no banho.

- e que o espero l� em baixo. - tudo bem.

Espere-me com um desse tamanho, com uma azeitona dentro.

Com uma azeitona...

Com uma azeitona!

Com uma azeitona!

Com uma azeitona!

Anthony: H� algo...

Al�?

Quem?

Ol�, Dr. Curtis. Acabo de chegar.

Sim, ela estava escrevendo-lhe sobre isso.

Espere.

Por que n�o vem aqui em casa? Sim. Agora mesmo.

N�o, nenhuma amola��o.

O senhor � a pessoa que eu desejaria ver.

Em meia hora?

Perfeito.

Ele j� deve ter lido a minha carta.

Nervosos?

Aqui estamos. Outra vez voc�, que surpresa!

Serve-me uma bebida?

Isto n�o � meu?

Caroline, eu lhe disse que ficarei uma semana?

E se gostar, toda a temporada.

Saiba que quando a vi, n�o poderia voltar.

Por n�s!

- Por n�s! - Todos n�s!

Voc� faz os melhores coquet�is. Creio que me casei consigo por isso.

Por certo,

Voc� vai ficar para a refei��o?

N�o, o seu sogro disse algo sobre ir �s corridas.

- Com um dos dois. - Ent�o, comer� no hip�dromo.

Comeremos os dois a s�s, concorda?

� que...

Desculpe, senhora, o Dr. Curtis.

- Ao telefone? - Em pessoa.

Que entre.

Satisfa��o em v�-lo, Dr. Curtis.

Conhece o Sr. Bliss?

Um pouco.

O Sr. Martindale.

- Como est�? - Bem, obrigado.

Querida Sra. Mason!

Como tem passado?

Uma das mulheres mais piedosas do meu rebanho.

- Sente-se, Dr. Curtis. - Obrigado.

Ningu�m entende melhor os meus serm�es do que ela.

Falamos muito sobre eles quando juntos tomamos ch�.

Sempre em busca da compreens�o e compaix�o.

Sempre pensei que as coisas n�o poderiam ter sido de outra forma,

sua esposa sendo a companheira ideal

para um homem como o senhor.

T�o trabalhadora, vivendo tantas penas e alegrias...

Eu sei, sou um homem muito afortunado.

Eu a conheci justamente antes dela entrar para a Igreja.

Por certo, ter� recebido a sua carta sobre o acampamento.

Seria bonito chama-lo de "Caroline".

Acampamento Caroline. Maravilhoso!

Tenho algo para o senhor.

O que � isto? Ah, essa antiguidade

que encontrei por a�...

Aqui a tem.

Eu adicionei algo mais, no caso de surgir algum problema.

Muito am�vel. Urgente?...

Erro meu. � este aqui.

Ora, era urgente.

Ia ler depois de barbear-me. Desculpem-me, lerei agora.

N�o o fa�a!

Pe�o que n�o a leia agora. Importa-se?

N�o � nada, era s� para dizer qu�...

Qu�?...

Que n�o com�ssemos em casa.

Acreditava que �amos sair e que comer�amos fora.

O urgente � porque voc� tinha fome?

- Sim. - Que tonto eu sou!

Eu tenho que ir.

- Lamento n�o convid�-lo a comer. - N�o tem import�ncia.

Ademais, devo informar esta boa noticia aos meus garotos.

Grato de novo por sua generosa ajuda.

- Alegro-me de v�-lo de novo. - Foi um prazer.

"Acampamento Caroline".

Vamos comer, pegarei o casaco.

Por que n�o vem ambos ao hip�dromo?

Sim, vamos, querido.

Fiquei muito tempo sem v�-la.

Passemos a tarde juntos, � melhor.

Concorda?

Sim, entendo.

Volto em seguida.

Tenho que tomar uma decis�o prontamente.

Pelo menos voc� saiu um pouco como o seu pai, pensa r�pido.

- Voc� devia ter deixado ele ler a carta. - Diante do Dr. Curtis? Nunca!

- O que faremos agora? - Cada vez est� ficando mais dif�cil.

J� n�o serei capaz de dizer a ele.

- Diga voc�. - Sim, Sr. Bliss.

N�o, o problema n�o � meu.

S� quero saber quem ser� o meu genro e onde viverei.

- Diga voc�. - Eu? N�o.

Apenas mal o conhe�o.

- Melhor assim. - N�o. E menos agora, que o conhe�o.

- Por�m, se dissermos... - Espere!

Tenho uma ideia.

Se ningu�m pode dizer a ele, ningu�m tem que dizer nada.

- N�s faremos, e pronto! - Perfeito!

- Os tr�s? - Paul e eu.

Enfim...

N�o me refiro a isso.

Voc� disse que quer apresentar-me � sua m�e.

- S�rio? - Sim.

- Cumpra. Tudo ser� muito correto. - Claro.

- Por qu�, "claro"? - � um c�nico.

Anthony pensar� igual a voc� e me conceder� o div�rcio.

- � uma ideia. - Brilhante!

Ver� que partimos e em alguns dias saber� que eu o deixei.

Ele adivinhar� antes.

- Vamos amanh�? - Hoje.

N�o a deixarei uma noite sequer com ele.

- Bem pensado. - Que horas � o trem?

H� um �s 21:00 horas.

Veremo-nos na esta��o, perto das 21:00 horas.

Boa ideia. Anthony ter� que atuar.

Se fazemos uma coisa, � melhor que todos saibam.

Acha que ser� um esc�ndalo?

Dos grandes.

- Estou sabendo. - Valeu.

- Escuta. - Posso suportar um esc�ndalo.

- N�o tem por que acontecer. - N�o interrompa.

Preferiria evit�-lo,

e que n�o se soubesse,

Por�m, se vamos de trem, nos ver�o na esta��o,

Somar�o dois mais dois e aumentar�o muito mais.

Somos inocentes.

N�o h� de que se envergonhar. N�o comece com as notas.

- Se quer falar, fale. - Por�m...

Por�m, deixe comigo, e j� que � inevit�vel, vamos assumir.

Pego o trem em Palm Beach �s 21:00 horas.

Voc�, em Hobe Sound, �s 21:30 horas.

� uma ideia fant�stica!

Outro copo antes de irmos?

Claro, segure este.

Champanha n�o, obrigado. Que � isto?

Papai, est� tentando jogar um trunfo?

Uma brincadeira minha.

- Ou metendo a colher? - Por que est�o todos participando do jogo?

- Voc� disse "jogar um trunfo". - � "jogar um trunfo", uma vantagem.

Podemos aprender muito com ele.

Por que n�o jantamos juntos?

Muito am�vel, por�m tenho planos para esta noite.

- Que pena. Amanh�? - Amanh�...

- Ch�? Na ter�a-feira? - Sim, obrigado.

- Ser� um prazer. - Valeu. Qual?

- Ambos. - D�-me fogo.

- Sim, claro, fogo. - Obrigado.

- N�o o apague, quero um cigarro. - Tome este.

- No tapete, n�o! - J� peguei.

Jogue na lareira.

Vou subir para por o chap�u. Volto logo.

Apenas um minuto.

- N�o vamos �s corridas? - Sim, creio que ser� o melhor.

- Adeus. - At� amanh�. Prazer em v�-lo.

Obrigado.

"Jogar um trunfo"...

Annette.

Leva esta nota � Sra. Helen. E fa�a o que ela mandar.

N�o pergunte nada, somente fa�a o que ela diz.

Sim, senhora.

Que hora s�o?

� a d�cima vez que pergunta em 10 minutos.

E o que v�o fazer toda a tarde?

- Est� se pondo nervoso? - Sr. Bliss!

Caroline costuma se esquecer dos ausentes.

De mim n�o, ainda que tenha que lhe mandar telegramas a cada 5 minutos.

Sr. Mason, � um prazer.

Albert, quero que fa�a algo para mim.

Estou com um pequeno problema, Quero um favor muito especial.

Podes conseguir-me algo emotivo e diferente?

N�o tenha pressa.

- Deixe comigo. - Obrigado.

- Qual o nome da floricultura? - Paradise Shop.

- Sra. Mason. - Albert, fa�a um favor para mim.

H� um pequeno problema. O Sr. Mason costuma comer depressa.

Poderia servir-nos algo bem picante? Alguma coisa que fa�a demorar muito?

Deixe comigo.

Merci, Albert.

Pronta?

Leva os Sres. Mason � mesa 15.

Sim. Por aqui.

Obrigado, Albert.

Obrigado, Albert.

Obrigado a voc�s.

Diga?

Albert?

Sou o Sr. Martindale.

Est�o a� casal Srs. Mason?

Quero que fa�a algo por mim. Eu o recompensarei.

- Sabe, h� um... - Pequeno problema?

Claro, Sr. Martindale.

Eu entendo. Sim.

Sr. Martindale, Deixe comigo.

Se terminam antes das 18:00 horas

eu n�o estarei no meu ju�zo sadio.

Obrigado, Albert.

Ligar para:

Paradise Shop Western Union

Sr. Mason, posso sugerir que me deixe decidir sobre o menu?

� uma boa ideia.

Ser� una comida que recordar�o at� aos seus netos.

T�m pressa?

- N�o. - Nenhuma pressa.

Talvez queiram tomar um banho no oceano, para abrir o apetite.

O mar est� delicioso.

Vamos, Anthony.

- Valeu, voltaremos daqui a meia hora. - Melhor em 40 minutos.

N�o se pode apressar um artista.

E o meu chefe de cozinha � um perfeito artista.

Pois que seja, 45 minutos.

Eu ficaria por horas.

E eu.

Que curioso. Sabe, o que estamos passando agora, aconteceu antes?

O qu�?

Voc� e eu, navegando, esperando a comida.

Olha que peixe t�o curioso!

Sabe quando foi?

N�o lembro.

Montecarlo. 15 de junho de 1936.

Na lua de mel dos Sr. e Sra. Mason.

Ser� que os peixes podem ver o que se passa na superf�cie?

Suponho que sim.

Recorda-se da can��o que tocaram 10 vezes?

Eles t�m casa ou v�o se movendo de um lugar para o outro?

- Voc� pretende pescar? - � s� uma pergunta.

Falando de peixes,

lembra o lugar?

Olha como estamos distantes!

Nunca chegaremos a tempo para comer.

Olhe, cuidado com a cabe�a.

- Falando de peixes, lembra? - Socorro!

Lembra quando voc� caiu no Gran Canal?

Est�vamos em Veneza...

- Dois hamburguers! - Dois hamburguers!

- Um, com molho. - Um, sem molho.

Anthony, voc� me salvou!

Voc� se lan�ou na �gua por mim!

� a tradi��o, querida.

O dever do marinheiro, e tudo o mais.

Ou seria "afundar com o navio"? Bem, o barco n�o era meu.

Voc� salvou a minha vida.

E voc� me salvou uma vez, quando eu estava doente. Empatou.

- Que mal voc� passou! - Sim.

Cada vez que eu abria os olhos, voc� estava l�.

Cada vez com um uniforme distinto, por isso me curei.

Deveria ser uma enfermeira.

O m�dico disse que eu tinha voca��o.

Nenhuma enfermeira poderia ter-me cuidado t�o bem como voc�.

Voc� sentia-se fatal, como se j� fosse uma vi�va.

Por�m...

quase que fiquei vi�va.

Mas, conseguimos superar.

Seu marido est� pleno de sa�de e de vida vibrante.

Lembro bem de sair a navegar antes de comer em Montecarlo,

e tamb�m a banda que tocou 12 vezes aquela mesma can��o.

Anthony!

- Sr. Mason. - Jenkins! Que bom que chegou.

Leve-nos ao clube para trocarmos de roupa. E pague esta despesa, por favor.

Sim, senhor.

Quanto lhe devo?

N�o, Sr. Martindale, nem sequer come�aram.

- Uma comida estupenda! - Maravilhosa!

O que voc� est� bebendo?

T�nico para os nervos, Helen.

Sou um sujeito muito nervoso.

Que o preocupa?

As malas de Caroline est�o no carro , s� tem que sair.

- E se ele aparecer? - Diga que vamos tomar algo.

- E se ele quiser nos acompanhar? - Eu direi que � um desfile de moda.

- Tomara que estiv�ssemos no trem. - Logo, logo.

Se eu fosse voc�, n�o beberia mais isso.

Deve ter estimulante.

N�o gostaria de ter todas as faculdades preservadas?

- Qual � o n�mero do seu vag�o? - 257.

- Quando e de onde sai? - West Palm Beach, �s 21:00 horas.

- E Caroline? - Helen! Hobe Sound, 21:30!

Valeu.

Pode tomar isso.

Helen, quero que saiba de uma coisa.

Se algo falhar, se algo sair mal, ser� o meu fim!

- O que voc� quer dizer? - Isto!

Se n�o vivo com Caroline, n�o mais viverei!

Sempre amea�ando suicidar-se...

Nunca o fiz, mas ocorreu-me, e n�o voltarei a falar disso.

Voc� n�o deveria ir?

S�o quase 19:00 horas.

E n�o voltei a v�-lo.

S�o 19:00 horas. Batemos nosso recorde por duas horas.

N�o sabia que fosse t�o tarde.

Por qu�? Tinha algo a fazer?

- N�o, claro que n�o. - Bem.

Por que n�o descansa um pouco, antes de jantar?

Sim, farei isso.

E eu tamb�m. At� logo.

Um momento.

Por que, isso?

Por nada...

Uma despedida. De momento.

Parece que est� dizendo que n�o vai voltar a me ver.

O que acontece?

Nada.

Anthony!

Voc� me quer?

Muito.

Demais.

Muito. Sobretudo pelo pouco que me quero, a mim mesma.

Por qu�?

Porque sou horr�vel!

N�o, n�o o �, voc� � um encanto.

N�o chore.

Va ficar com o nariz vermelho e vai perder a eleg�ncia.

Olhe-me.

Sorria.

Muito melhor.

Volta a ser a minha coquete de sempre?

Descanse um pouco. Quero que des�a radiante para jantar.

Pobre Paul.

Preocupa-me que ele v� manchar suas m�os com o seu pr�prio sangue!

O que quer dizer?

Que vai suicidar-se, se n�o realiza o seu sonho.

- Ser� que ele teria coragem para tal? - Assim parecia.

Deus meu!

Ser� melhor que v� dizer a ele.

Dizer o qu�?

Que tudo est� terminado, n�o � verdade?

Do que voc� est� falando?

Diga voc�, eu escuto.

N�o h� nada que dizer, salvo que...

Bem...

� mais dif�cil do que se acredita.

O que seria?

Deixar Anthony.

Voc� se esquece como as pessoas agem quando est�o solit�rias?

O conforto que eu sinto agora, n�o � eterno, vai passar.

Helen, deixe de imaginar coisas.

Quero ir!

N�o sou mud�vel!

Ou, pelo menos, n�o t�o mud�vel com tudo isso.

Anthony � um encanto.

N�o gostaria de mago�-lo.

Eu sei.

- Voc� est� sendo m�. - Por qu�?

Porqu�...

Anthony me quer, por�m n�o me entende.

N�o entende o qu�o complexa que sou.

Por isso tem que encarar.

N�o me estou desanimando.

Nem me ocorreria.

Somente, sinto-me um pouco mal.

� normal.

Mal ou n�o, se tivermos que ir, vamos j�!

Temos tempo.

Vou mudar de roupa antes.

Pode se trocar na minha casa.

Por que essa pressa?

N�o querer� que chegue o Anthony? Se � assim, diga.

Decida-se, voc� vem ou n�o?

- Eu disse que iria. - Agora.

Agora?

Ora, nunca suportei ver uma mulher chorando.

- Ol�. - Quero falar com voc�.

- Comigo? - Sim

- N�o o entendo. - Sei bem o que est� acontecendo aqui, e voc� tamb�m.

- E? - N�o deveria dizer-me algo?

N�o, � imposs�vel.

A confian�a � tudo.

Deixe de �tica.

N�o � uma quest�o de �tica.

Se...

Se voc� tem todas as cartas na m�o, n�o pode dar pistas.

Sim, e eu, como fico em tudo isso?

Sempre aparece a solu��o no momento certo.

O que me aconselha?

N�o penso e n�o dou conselhos.

- Lembra-se da sua opera��o? - Sim.

N�o lhe tiraram o ap�ndice, e sim a sua consci�ncia!

Se assim fosse, n�o a teria perdido.

Um dia ver� que n�o existe esse muro entre voc� e o mundo.

Ent�o, ter� uma grande surpresa.

O que fa�o agora?

N�o lhe posso aconselhar, entendam-se, voc� e o c�o.

Tudo bem?

Tudo est� arrumado. Dever�amos ir em 10 minutos.

Pois � s� esperar.

Ol�.

Vejo que voc� conseguiu ganhar a corrida.

Est� em casa o Sr. Martindale?

- Com certeza, n�o, senhor. - N�o?

N�o, senhor.

Por que n�o d� uma olhada pela janela?

Ora...

Como se chama?

Mason, Anthony Mason.

Claro.

- Obrigado. - Sim, senhor.

Direi que voc� est� aqui.

N�o estou dentro, estou fora.

- Muirhead... - O jornal.

- Boa-tarde. - Boa-tarde.

- Surpreende-se em me ver? - N�o.

- Posso entrar? - Por favor.

Tem uma casa encantadora.

- Gosta? - � uma maravilha.

Aquela � a nossa casa. Que curioso � v�-la daqui.

� como v�-la de costas.

Somos vizinhos.

Podemos fazer sinais.

Isso, se nos agradar.

Nunca se sabe.

- Quanto ser� a dist�ncia? 100 metros? - 200.

Deixemos por 150.

Creio que ou�o uma campainha em algum lugar.

Sim, vou ver o que acontece com o mordomo.

Por favor.

Obrigado.

O que faz aqui?

O cavalheiro me deixou aqui fora.

Voc� est� bem?

Estou digerindo o desconserto pelo que est� acontecendo.

- Por que o deixou entrar? - Perd�o,

n�o o deixei entrar, ele j� estava dentro.

- Como � que estava dentro? - N�o sei.

� como si houvesse aparecido do nada,

se me permite a express�o.

- Sabe quem � ele, n�o? - Sim senhor.

Creio que ele sabe o que se passa

e usou de ast�cia para efetuar a sua entrada.

Estar� pensando em algum atentado?

Qu�?

Um atentado contra algu�m, fazer dano a algu�m, � sua pessoa.

Sei o que significa.

E ele est� pensando?

- Ele o qu�? - Pensando em atentar contra o senhor.

Fique perto, se acontecer algo.

Positivo.

Vai me chamar?

- Sinto faz�-lo esperar. - No tem nada.

Isso � muito interessante. E isto tamb�m.

Eu o trouxe do M�xico. � muito antigo.

S�o coisas representativas.

Vingan�a,

maridos ciumentos, esposas infi�is...

H� uma inscri��o.

- � Espanhol. - Pode traduzir para mim?

Vejo melhor de longe.

"N�o me use, salvo para vingar a honra".

"N�o me troque, salvo se lhe d� satisfa��o".

A pistola � um p�ssimo substituto da adaga.

� muito impessoal disparar em seu rival.

Ainda assim,

os tempos mudam e temos que nos adaptar.

N�o!

- Posso fumar? - Sim, claro.

- Pegue um desses, s�o especiais. - Obrigado.

� um terremoto?

- Ah, � voc�! - Sim, estou um pouco nervoso.

- Deveria tomar algo. - Eu o farei.

- Melhor? - Muito melhor, obrigado.

Bem...

Eu pensei que talvez quisesse examinar a arma,

antes de partir para ca�ar.

Est� carregada.

- Importa-se? Est� nervoso... - Muirhead!

� uma beleza.

Pode levar a arma, est� bem.

- Importa-se? - Em absoluto.

- E limpa isto. - Sim.

Devo explicar-lhe por que estou aqui. Caroline...

N�o sei se acredita, mas Caroline � inocente.

Inocente como a neve pura.

Mas � claro, s� saiu para tomar uns coquet�is.

- N�o h� nada de mal nisso. - N�o, claro que n�o.

O que eu dizia, antes de que se homenageasse a sua inoc�ncia,

� que Helen e ela est�o tratando coisas de mulheres.

E como somos vizinhos, resolvi vir e fazer-lhe uma visita,

al�m de tomar una bebida.

- Entendo. - Isso � tudo.

- U�sque? - Obrigado.

Obrigado.

- Voc� n�o toma nada? - N�o.

Por�m...

Sinto ser um tanto brusco, mas tenho que sair agora.

- Agora? - Em alguns minutos.

N�o o retenho mais.

Certamente me disse que tinha algo que fazer hoje.

Sim. Se me desculpa...

- J� vai? - Sim. O trem...

Ele deveria ter me dito, quase o fiz perder o controle.

- Se saio agora, eu o pegarei. - Eu o levo.

- N�o se preocupe. - Ser� um prazer.

- Como se chama o mordomo? - Muirhead.

Muirhead.

Vou levar o Sr. Martindale. Coloque as suas malas no meu carro.

- Espere. Sai de West Palm Beach? - Sim.

- Para Jacksonville? - Sim.

Pois pegue-o en Hobe Sound. Assim poderemos conversar.

- N�o creio... - Jantarei mais tarde.

- Assim, tenho algo que fazer. - N�o posso aceitar.

- Espera-o algu�m na esta��o? - N�o.

- N�o, realmente. - Ent�o?

Vou pegar uma encomenda, em West Palm Beach.

- Um funcion�rio meu a pegar�. - � importante.

- � pessoa de confian�a. - N�o quero abusar de voc�.

- Eu o levo com prazer. - Muito am�vel.

- N�o h� de qu�. - Se me permite, ent�o,

vamos todos a Hobe Sound?

Sim, claro.

Nesse caso, terminarei a minha bebida.

Tem que perder esse trem.

� a �nica coisa que se pode fazer.

Este rel�gio est� certo?

Pois...

Est� adiantado cinco minutos.

Ent�o, o meu tamb�m. Vou acert�-lo.

Dever�amos ir.

Agora que sabemos que o rel�gio est� correto, n�o h� pressa.

Creio que tomarei uma bebida.

Certamente, se est� indo, n�o poder� comer conosco amanh�.

N�o, acho que n�o...

Tudo tem acontecido muito r�pido.

Minha m�e chamou-me, l� da Calif�rnia.

- Nada de mal, espero. - N�o, s� quer me ver.

Claro.

- Caroline sabe que se vai? - N�o creio.

- Ser� uma pena. - Ficar� surpresa.

- Eu vou lhe desculpar. - Isso talvez ajude.

- Ela entender�. - Assim espero.

- Devemos ir, agora. - Tome esta bebida.

Se voc� est� dizendo...

Sempre pego um trem depois de perder o anterior.

Sim, por�m h� pessoas que n�o suportam esperar o trem.

Claro que sim.

- Bem. - Bem.

Que bonito � isso. Posso v�-lo?

Claro.

- � muito bonito. - Verdade?

Com certeza.

Tem muito movimento.

N�o vejo o nome do artista. Quem a fez?

Fui eu.

- Fala s�rio? - Sim.

- Ora. - Sou um aficionado,

fa�o como passatempo.

Beleza. Em casa apreciamos muito as esculturas,

e esta � uma dessas que se nota que s�o...

boas.

- � muito am�vel. - Sinceramente.

- Agora acho que devemos ir. - Essa tamb�m � minha.

Deus meu, que maravilha!

� uma maravilha.

- Gostou? - Demais!

Acredita que � algu�m em especial?

- N�o a reconhece? - � algu�m que devo conhecer?

Sim, � Caroline.

A minha Caroline?

- Por Deus! - N�o acha que parece?

Duas pessoas n�o veem igual a uma mesma imagem, por�m...

Por que o capacete? Caroline n�o usa capacete.

� algo simb�lico. O valor, o esp�rito dos cruzados.

Entendo.

E o olho fechado?

Caroline s� v� o lado formoso da vida.

� cega ao desagrad�vel.

Incorpora mais o universo espiritual do que o f�sico,

a verdadeira ess�ncia de Caroline.

Esta � a ess�ncia de Caroline?

Sempre, � muito real.

- Qual a opini�o dela? - Ela gosta muito.

- Ela aceita igual a imagem que voc� v�? - Sim.

Sim.

Dever�amos ir, se chegamos a tempo ser� por um triz.

Tem raz�o, devemos ir.

Vamos! Comporta-se como uma menina de cinco anos.

Escreva-me e conte depois como tudo aconteceu.

E voc�, conte-me tudo sobre o Anthony.

Que idiota, se eu vou a Hobe Sound, Caroline ficar� me esperando.

Voc� se importa em ir s�?

- Claro que n�o. Adeus. - Adeus.

Jenkins, leve-o a Hobe Sound. Tem que pegar o trem.

Sim, senhor.

Boa viagem, espero que sua m�e esteja bem.

- Obrigado. Adeus. - Adeus.

Irei depois.

- Adeus, querida. - Adeus.

E agora, o qu�?

Penso no pobre Anthony, esperando s�, em casa.

E penso no pobre Paul...

E a mim, espera-me um jantar, assim que voc� se decidir.

N�o se trata de decidir, eu comecei tudo isso...

Pois trate de termin�-lo!

- Adeus. - Adeus, senhora.

- Adeus. - Todos embarcando!

Por fim, est� me dando algo de comer.

O jantar acaba de sair.

Eu informei ao cozinheiro aquilo que voc� disse,

que a Sra. Mason n�o jantar�.

Essa era a Sra. Mason.

Sim.

Jenkins est� aqui. Quer saber o que deve fazer.

Que entre.

- Aqui, senhor? - Aqui.

- Muito bem. - Snob.

Bem.

Por fim ele saber� o que se passa.

Ol�.

Como voc� � feio...

Tem o nariz t�o chato

para morder seus inimigos e sentir os seus cheiros, n�o?

Alegro-me que me fa�a companhia.

E estou orgulhoso de estar na sua.

Sei que se chama Caeser, mas deveria ter o nome de Winston.

O que est� trazendo?

Sanduiches. Achei que queria algum alimento.

- N�o quero. - N�o jantou.

Se me permite,

� poss�vel que torne a receber visita antes que termine a noite,

deveria recompor as for�as.

Isso � tudo?

Sim, pode ir.

Espero que n�o coma todos.

Tenho fome. E voc� tamb�m, a n�o ser que seja o meu sogro.

Falando do lobo, voc� quer comer este senhor?

Segure-o, tenho algo para si.

Como sabe que eu estava aqui?

Tenho jogado muito xadrez. Segure-o.

Se n�o mexer com ele, nada far�.

Vamos.

Que h� aqui?

Sou O Chapeuzinho Vermelho.

Trouxe algo para comer, enquanto espiona a casa do vizinho.

A ver se seus amigos, t�o �ticos, o que fazem.

S� se espia quando se quer saber o que vai acontecer.

- Sei exatamente o que vai acontecer. - E o que faz aqui?

Ver para que lado o gato pula e dar-lhe uma m�o.

Vai ter que esperar muito.

Caroline est� chorando em seu quarto, deveria ir consol�-la.

- Como, ela j� voltou? - Sim.

Guarde, d�-lhe isto. Caiu quando ela entrou.

- Quanto tempo faz? - Meia hora.

Deve estar a ponto de passar por aqui.

Ora, vamos.

N�o gosto de fazer perguntas,

mas, o que vai acontecer agora?

- Tocar� a campainha... - E abrir�o, isso eu sei.

N�o, ningu�m vai abrir.

Sim, senhora.

Que formas s�o essas? Enlouqueceu?

N�o, por�m tem acontecido coisas estranhas com esta porta

toda a tarde, sinto muito.

Onde est� o Sr. Martindale? Est� morto?

N�o, est� na sala de estar.

Por que acha que est� morto?

Se um homem convence uma mulher a acompanh�-lo

e n�o sobe no trem, s� h� uma raz�o.

Deve est� morto.

Isso � o que ela vai lhe a dizer.

Caroline!

- � verdade! - O qu�?

- Que continua vivo. - Claro que sim.

Vou dizer o que penso de voc�.

- Deixe-me explicar. - N�o h� nada a explicar.

Se um homem convence uma mulher a acompanh�-lo

e n�o sobe no trem, � porque est� morto.

Voc� viu?

E ele vai dizer:

"-Deixe-me explicar. - N�o quero".

"-Voc� subiu no trem? - N�o".

"-Est� morto? - N�o".

"Pois n�o h� nenhuma explica��o".

Isto eu conhe�o, comigo:

"Deixe de escrever e escute-me, � o m�nimo que pode fazer".

Tinha raz�o.

"Seu marido esteve aqui".

- O que significa? - � o que eu disse.

Seu marido esteve aqui.

- Ele sabe? - N�o sabe de nada.

- E o veio fazer aqui? - Apenas cumprimentar,

Soube que eu ia sair e insistiu em levar-me.

A Hobe Sound.

Agora ele vai saber que perdi o trem,

pela sua visita,

que sente muito

e lhe pede desculpas pelo mal momento.

"Um mal momento�? �Um mal momento!"

"Diga-me o que aconteceu".

Vou dizer.

Vou lhe dizer.

- Pare de comer! - Sinto, eu n�o jantei.

- Nem eu! - Coitada! Pegue um sanduiche.

N�o vou pegar nenhum sanduiche.

- O que estava falando? - Eu ia contar tudo o que passei.

Eu subi no trem,

e dirigi-me ao meu compartimento, maquiei-me e fiquei esperando-o.

Como voc� n�o vinha, Fui ao seu compartimento.

E voc� n�o estava l�. E nem as suas malas.

Fiquei preocupada.

Pensei: ele pegou o trem e n�o me viu.

Estava desesperada e muito nervosa.

Percorri todo o trem procurando-o, abrindo portas.

Olhei por tr�s das cortinas, clamei alto o seu nome.

Virou um grande esc�ndalo!

E voc� n�o avalia as coisas pude ver.

Mulheres em roupas de baixo! Homens com roupas m�nimas!

N�o sei o que lhes disse e pedi desculpas.

Invadi at� um casal em lua de mel! Que vergonha!

E depois?

Vendo que voc� n�o estava, desci.

Que outra coisa poderia ter feito? E na plataforma,

sabe quem eu vi?

- O seu marido? - N�o, meu marido n�o.

- Por que ele estaria l�? - Est� sempre onde menos se espera.

Quem voc� viu?

O Tommy Newton.

- Esperava por algu�m. - O que disse?

"� a Sra. Mason?"

E eu lhe disse que n�o.

Por�m, sim, era eu! Ent�o eu disse: "Sim".

Que fui a Hobe Sound para despedir de algu�m e o trem partiu.

- Muito pr�tico de sua parte. - Foi o que pensei.

Do que est�o falando?

De como chegou em casa. Detalhes.

O frango est� delicioso.

Por que voc� foi para casa em vez de vir?

Porque...

- Tenho a garganta seca. - Tome uma bebida.

Anthony!

N�o, �gua.

Fui para casa e esperei por Anthony.

N�o o encontrei e me perguntava o que estaria acontecendo.

E, de repente, eu entendi tudo.

Anthony j� sabia.

Ele viria aqui para mat�-lo. Por isso, vim correndo.

E quem eu encontro?

Voc�, sentado e comendo, tranquilamente!

Desculpe, n�o foi culpa minha. Voc� entende, n�o?

Creio que sim.

Boa garota!

- O que vamos fazer agora? - Amanh� ser� outro dia.

- Amanh�? - � muito tarde para sair.

Imagino que posso voltar para casa

e dizer: "Ol�, querido. Sinto chegar tarde".

Comer alguma coisa

e ir direto para a cama.

N�o pode fazer isso, durma aqui.

N�o me referi nesse aspecto.

Durma aqui e eu irei hospedar-me num hotel ou num motel. Qualquer coisa...

Isso � o que eu queria dizer.

Agora � comigo.

Eu reconhe�o.

Conhe�o a Caroline como se fora uma mariposa em seu microsc�pio.

- Sim. - Que acontece?

Realmente entendo a Caroline?

Ou s� sou um vaidoso ego�sta e n�o estou sabendo?

Ela quer ir, eu deveria deix�-la.

O que se passa?

Pode ser que conhe�a a minha mariposa,

Por�m, ser� que conhe�o todos os sonhos e esperan�as desta criatura?

- Vou para casa. - Espere.

Vou romper minhas regras e dar-lhe um conselho.

Eu escuto.

N�o tenho muita pr�tica no assunto,

Por�m, l� vai.

Caroline precisa de voc�, Anthony.

Fa�a com que ela fique em seu lugar.

E seu lugar � consigo.

Ela ficar� feliz e agradecida.

A menos que voc� acredite que j� n�o vale a pena.

O que est� olhando?

Era o ap�ndice que lhe tiraram.

N�o me provoque!

- Por favor. - De acordo.

Qual � o plano?

Vou deixar que eles falem.

E se n�o falarem?

Eles falar�o.

Acho que s� agora voc� quer falar comigo, n�o �, amig�o?

O Sr. Martindale, est�?

Por que me pergunta? Creio que j� sabe.

Veja se ele pode receber-me.

Mas, o que acontece? � o que se costuma fazer.

Isso mesmo, por�m seu comportamento desta tarde indica o contr�rio.

Perdoe-me.

Est� bem.

- Fechada? - Fechada.

N�o sei por que, acontece cada vez que o senhor aparece.

N�o sei se estou dentro ou fora.

N�o demorarei muito.

Seu marido est� na porta.

Ele n�o deve me ver aqui.

Est� bem, que entre.

Siga-me.

- Que n�o saiba que estou aqui. - N�o creio que saiba. Entre aqui.

Fique tranquila, � a biblioteca.

O que quer?

N�o � o momento para conversar. Volte � biblioteca.

Ele n�o pode me ver de l�.

Volte � biblioteca!

- Espero que n�o demore muito. - Sil�ncio!

Ol�, alegro-me em v�-lo.

� um prazer.

Jenkins me disse sobre o trem.

- Espero que n�o tenha sido por minha causa. - N�o, foi o rel�gio.

Que pena.

- Agora, est� certo? - Sim.

Acertarei o meu.

- Quer uma bebida? - Sim, obrigado.

Obrigado. Em boa hora.

- Que tarde t�o complicada! - Sim?

Sim.

E Caroline.

- Que acontece? - Ela n�o voltou para casa.

Ningu�m a viu, nem mesmo Helen.

Ent�o, pensei em vir perguntar a voc�...

- Se sei onde est�? - N�o, sei que n�o sabe.

- N�o a v� desde esta manh�, certo? - Verdade.

Sim.

Queria perguntar-lhe

outra coisa.

� um pouco dif�cil de dizer.

Estou preocupado com ela.

- S�rio? - Sim.

Tem estado muito estranha, o dia todo, como se algo a preocupasse.

Creio que sei o que �.

Um homem.

- Sabe quem seria? - Por isso eu vim.

Voc� a tem visto muito, ultimamente. Deve saber algo.

- Sabe de algo? - N�o.

- Certeza? - Com certeza.

Sabe, n�o me importo que voc� encubra.

Se sabe ou n�o quem �.

- A quem se refere? - O que voc� acha de Caroline?

Que pergunta � essa?

N�o sei, parece que ela gosta de voc�.

- Eu a considero uma pessoa excepcional. - Concordo.

Ser� um homem afortunado.

- Como? - Olhe,

se ela encontrasse um homem melhor, acredita que eu iria me interpor?

- N�o iria intervir? - Claro que n�o.

Ora.

O que � isto? N�o � justo.

Como isto voltou aqui? Voc� o colocou.

Voc� sabia de tudo.

Voc� tem feito um jogo conosco.

Veio fingindo que me visitava

e me fez perder o trem, atrasando o rel�gio.

Por que n�o disse a princ�pio?

Por que voc� n�o falou?

Caroline!

O que faz aqui?

Voc� sabe perfeitamente. Sabia que eu estava aqui.

Pensava que talvez pudesse estar.

Sabe absolutamente tudo o que aconteceu.

Deixou-me subir no trem e impediu que Paul fosse ter comigo.

- Sim. - E voc� aceitou.

E o resto?

- Que resto? - Ser t�o am�vel comigo.

- Tamb�m era parte do plano? - N�o.

E eu quase acreditei em voc�. Estava a ponto de n�o ir.

- Eu n�o queria ir. - O qu�?...

N�o queria.

Por causa dele. E quando n�o achei voc� no trem, at� fiquei alegre.

E pensei: "Agora posso voltar para o Anthony".

Acreditei que eu o amava, e n�o a voc�.

Por�m, agora tenho certeza que n�o quero nenhum dos dois!

Desprezo os dois!

Odeio ambos!

Voc� deveria ver a sua cara...

Muirhead!

Querida, o que faz aqui?

Eu cai!

Machucou?

- Sim. - Onde?

N�o � assunto seu, vai embora, eu o odeio!

Essa foi a �ltima coisa que desejaria para voc�.

Voc� agiu como se eu fosse uma marionete.

Eu sinto muito, mas era a �nica solu��o.

O carrossel!

Deixar que voc� desse conta do problema, sozinha.

Mas, n�o sou uma marionete.

Tinha muito medo de perder voc�.

- Assoe. - N�o sou uma marionete.

- Assoe. - Eu n�o sou.

Claro que n�o �, querida.

Vamos para casa.

Espere, esqueci-me de uma coisa.

Assoe.

- N�s estamos conversando. - Sinto incomodar de novo.

Importaria de presentear-me?

- Pode levar. - Obrigado.

O que dizia?

Observava que a decis�o mais valente � seguir adiante.

Mais valente ainda, Traga-me uma aspirina.

Que considera��o. Onde a colocaremos?

Espero que um dia no fundo de um lago.

No momento, guardaremos. Por acaso....

- Por acaso de qu�? - De um acontecimento...

De um acontecimento como este...

Ser� a recorda��o de uma vida anterior.

Creio nessas coisas.

Ou uma premoni��o da seguinte vida.

N�o deveria se preocupar com a sua vida atual?

O voo a Salt Lahe City, que conecta com os voos....

Pe�o desculpas, tenho pressa.

... Cleveland e Nova Iorque, sair� em 10 minutos.

� um simples anel.

Pertenceu � minha m�e.

Eu o prefiro a todos os diamantes do mundo!

E me acompanhar� sempre...

Jogue-a, Bill.

- Leve-nos ao hangar. - Sim, senhor.

Como est� a sua m�e?

O senhor del Valle, o senhor Martindale.

Prazer.

Sigam-me, eu explicarei tudo.

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