Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Esta � a hist�ria de um homem chamado Hubert.
Hubert Fiorentini.
47 anos.
92 quilos.
1,87 metros.
� uma pessoa que n�o faz mal a uma mosca.
Mas esta mulher n�o � uma mosca.
- Hubert, voc� est� exagerando! - Voc� podia ter esperado!
N�o consigo ouvir!
Levarei voc� a um lugar tranquilo para conversarmos.
Tenho que falar com Squale.
Interrogue-o, mas n�o deixe ele te enganar.
Ol�, Hubert.
- Sr. Fiorentini. Sou Van Eyck. - Sim, ol�.
Sei que est� ocupado o dia todo...
o que significa que � dif�cil ach�-lo.
Sr. Van Eyck, n�o tenho tempo. V� direto ao assunto.
Pague as suas d�vidas ou a sua conta ser� encerrada.
- Entendeu? - Sim.
N�o.
Tenho que ir?
Qual � o problema, Hubert? Est� nervoso?
N�o, nada mais que o normal. Estou bastante calmo.
N�o pode simplesmente bater nas pessoas.
Se � por causa da mulher ou meio homem...
Esque�a o travesti.
- Estou falando dos outros. - Outros? Quais?
Pense bem, Hubert.
Sim, havia um jovem me perturbando.
Bom. Continua...
Agora come�o a me lembrar, houve uma luta.
Mais alguma coisa?
Na escada tinha um cara que queria me dizer alguma coisa...
mas n�o entendi.
- Ele disse... - O meu pai � o chefe da pol�cia!
- N�o me lembro. - Ele ainda se lembra.
O pai dele est� fora da cidade. Voc� vai pedir desculpa a ele!
- O que devo dizer? - Diga o que quiser...
Que voc� pensou que ele era um delinquente.
Mas o travesti est� esperando...
- Certo, onde o encontro? - Onde voc� acha?
Ol�. Sou eu. Lembra de mim?
Te bati ontem � noite.
N�o se preocupe. N�o estou aqui para te prender.
Estou aqui para...
te pedir desculpa.
N�o te reconheci no escuro n�o sabia que era o filho do...
�gua...
Pensei que era um bandido.
Um delinquente. Voc� tinha roupa preta.
Eu sinto muito. Adeus, vou indo.
Parece que voc� est� bem disposto hoje. Voc� pode falar?
Escuta, Sofia. Estou muito ocupado com um caso.
Claro, est� sempre ocupado com o trabalho.
Mas n�o aos domingos.
Certo, mas � quando joga golf.
Tenho que relaxar de vez em quando, certo?
� por isso que estou ligando. Depois do golfe vamos jantar fora.
N�o estou com fome. Depois nos falamos.
Ele n�o tem fome.
Primeira vez que ou�o ele dizer isso.
- Nada. Tentamos tudo. - At� o pior. Ele gosta de tudo.
- Posso? - Claro.
Mas � uma perda de tempo.
Cigarro.
Voc� tem jeito com as mulheres.
� natural. Homens e mulheres se entendem.
Estou ouvindo. Onde est�o as suas namoradas?
Uma caneta muito bonita.
Ganhei de presente. Uso s� em ocasi�es especiais. Continue.
Foi uma mulher?
A �nica que gostei. Um belo dia ela me deixou.
Isto foi tudo o que ela me deixou.
Vamos. Diga-me o nome do banco.
Banco de Etoile.
O bando todo estar� l�.
Ser� o nosso �ltimo trabalho. O nosso grande final.
Quando �?
- � hoje. - A que horas?
J� est� atrasado 30 minutos.
Alerte todas as unidades.
Tudo sobre controle? Est�o todos l� dentro? Observou o local?
Droga, ele n�o.
Tudo conforme planejado. Eles est�o l� dentro,
entramos em contato agora mesmo.
Diga que vamos enviar algu�m.
Porqu�? Eu n�o pedi ningu�m.
Para que s�o estas senhoras?
Porque n�o trabalham como todos os outros?
Saiam. Eu trato deste assunto.
Saiam.
Que est� fazendo? Eu mando aqui! Fique onde est� ou atiro nele!
N�o, n�o vai atirar em ningu�m. Eu sou o �nico que pode fazer isso.
Isto � tudo que restou da sua namorada. Agora desista e renda-se.
Irene, estou confusa. Ele vai nos machucar.
Querida, ele n�o vai nos fazer mal.
N�s temos dinamite e armas. O que ele pode fazer? Ele est� blefando.
Tem uma arma? Daqui parece uma m�quina de colocar piercing.
Cale-se. Muito engra�ado. Agora mostre a sua!
- Ah, olhe aquilo! - � grande como o de um cavalo!
- Isso deve arrega�ar! - Desista!
� melhor n�o. Voc� pode quebrar uma unha.
N�o me encha! Jogue a arma devagar para mim!
Certo, mas te avisei.
- Vejam isto garotas? O que acha? - Certo, acabou a brincadeira.
Vou contar at� dez, bem devagar. Assim voc� consegue acompanhar.
Que vai fazer? Estou com a sua arma.
1, 2...
- Deixe de merda, vamos todos explodir! -3...
e 10.
N�o sei porque pensei que iam me deixar sossegado.
- Hubert, Hubert... - � domingo.
Claro, mas voc� � policial todos os dias. Acabei de falar com o chefe de pol�cia.
Porque colocou sal nas feridas ao inv�s de se desculpar?
S� levei flores.
Gra�as a voc�, ele ficar� no hospital. O pai dele questionou os seus m�todos.
N�o sei a que voc� se refere.
Gra�as a voc� o rapaz ficar� internado durante dois meses.
O chefe quer que aconte�a o mesmo com voc�.
Entendo.
Hubert, ningu�m pode questionar os seus resultados, mas os seus m�todos...
- O que h� de errado nos meus m�todos? - Eles s�o ilegais!
N�o estamos no velho oeste!
Temos manual de pol�cia e C�digo Civil na Fran�a.
E como policial voc� tem que respeitar estas duas coisas.
Respeitando essas regras, perdi 8 homens h� 2 anos.
Levo flores a eles regularmente.
Os mortos n�o t�m lugar entre n�s. Aceite a realidade.
Voc� n�o tem amigos, mulher, filhos...
Arranje uma vida. Come�e uma fam�lia.
S� vai te fazer bem.
Tente. Tem algum problema com mulheres?
Claro que n�o, mas...
Tem sa�do com algu�m?
Amei uma pessoa, mas foi h� muito tempo...
Todos n�s j� ouvimos essa hist�ria.
Conheceu uma mulher num trabalho no Jap�o.
E um dia ela te deixou.
Mas j� se passaram 15 anos.
- 19 anos. - Certo, 19.
Tem que tentar alguma coisa diferente. N�o pode passar a vida chorando por ela.
Fa�a-me um favor. Use estes 2 meses para relaxar.
- V� �s compras. - N�o gosto de compras.
Fa�a for�a. Compre algo divertido.
Compre uma roupa Armani, assim voc� n�o permanecer� solteiro muito tempo.
- Est� me suspendendo? - N�o, estou te salvando!
Seja um bom homem, prove que n�o � apenas um policial.
- N�o vai entrar? - Claro!
Nunca te vi vestido assim.
- As minhas camisetas est�o sujas. - Entendo.
- Alguma coisa errada? - N�o, s� ia tirar seu casaco.
- Que cheiro � este? - A comida.
N�o, acho que � voc�...
- Passou perfume? - Sim, encontrei um perfume velho.
- O perfume que te dei � 2 anos? - S�rio?
Sim.
- Ent�o agora voc� tem fome... - N�o posso viver apenas de p�o.
N�o tenho champanhe, mas tenho Shochu, pode ser?
Sim.
Est� tudo bem no trabalho?
- Onde est� a piada? - Eu n�o trabalho.
Parei de trabalhar quando o meu marido morreu � 5 anos.
- Quer um rolinho primavera? - Seria fant�stico.
Obrigado.
Estava tudo perfeito, Hubert.
Obrigado. N�o foi nada de mais.
Primeiro jantar em 2 anos.
- O tempo voa, n�o �? - Sim.
Quem te ensinou a cozinhar assim? A sua ex?
Sim.
Pensei que s� tinha passado 8 meses com ela.
Acredita, em 8 meses aprende-se muita coisa.
Acredito em voc�.
- Chama um t�xi pra mim? - Agora?
- Porque est� surpreso? - Eu pensei...
Agora que nos conhecemos melhor... pensei que queria passar a noite aqui.
Acho que vou a p�. O tempo est� bom.
Um final perfeito para uma noite perfeita.
Sofia, n�o entendo.
Voc� � simp�tico quando se esfor�a. Mas n�o confia nas mulheres.
As mulheres n�o s�o f�ceis.
Elas me abandonam ou destro�am meu cora��o.
N�o quero que aconte�a nenhuma das duas, Hubert.
S� quero passar algum tempo com voc�. Isso se chama amor.
E n�o chorar por algu�m que desapareceu � 20 anos...
-19 anos. -19 anos, como queira.
Se ela te amasse, ainda estaria aqui. E voc� teria bonitas crian�as.
Mas ela desapareceu, e tudo o que te deixou foram recorda��es e receitas.
Ligue-me quando o seu cora��o estiver livre novamente.
Eu n�o sei cozinhar.
Mas sei satisfazer um homem. Os nossos filhos ser�o bonitos.
Voc� parece mesmo cansado. Deveria tirar f�rias.
Acho que � hora de nos separarmos.
Sr. Fiorentini? Departamento de pol�cia de Paris?
Sim, sou eu.
Conhece uma mulher chamada Miko Kobayashi?
Sim, conhe�o.
- Sabe onde ela est�? - Sim, no necrot�rio.
A Sra. Kobayashi morreu ontem em T�quio.
Desculpe estar dando-lhe esta triste not�cia.
Eu sou o Sr. Hishibashi, advogado. Amanh� lerei o testamento.
Voc� � a �nica pessoa mencionada. Gostaria que estivesse presente.
- Ela me colocou no testamento? - Sim.
N�o foi f�cil encontr�-lo.
- Amanh� �s 15 horas, certo? - Estou em Paris!
H� um voo �s 5 e outro �s 8:30 horas.
Fiz reserva para os dois. H� um bilhete � sua espera.
N�o posso partir, tenho que falar com o meu chefe.
J� falei com ele, Sr. Squale, n�o �?
Ele disse que pode vir. E que pode ficar o tempo que quiser.
- Acho que est� tudo certo ent�o. - Certo, mas voc� tem que vir logo.
O que est� acontecendo? Para qu� tanta pressa?
Ela ser� cremada amanh�.
N�o quer v�-la pela �ltima vez?
Estarei l�.
- Neg�cios ou lazer? - Nenhum dos dois.
De onde veio?
Do avi�o.
O seu seno de humor me diz que � franc�s.
- Desculpe? - De onde veio o seu avi�o?
Se olhar para cima ver� que s� chegou 1 avi�o, de Paris.
Se olhar para baixo, ver� uma fita que diz CGD,
abreviatura de Charles De Gaulle, Paris.
N�o sou apenas engra�ado, tamb�m sou observador.
Ver� que tamb�m sou muito observador. Abra a sua mala!
- Depressa, estou atrasado. - Para qu� a pressa...
- Onde � que ele est�? - Quarto 17.
- Espero que ainda esteja inteiro. - N�o somos selvegens.
N�o o vejo � 15 anos. N�o o reconhecerei...
Espere um segundo.
Estou nervoso. Como uma virgem. Como estou?
Estou apresent�vel?
Momo?
Reconheceu-me?
Que maravilha, Hubert.
Deixe-me olhar para voc�.
Parece em forma. Acabou de chegar e j� est� metido em encrenca!
Tente ser um pouco mais discreto at� sairmos daqui.
Tem raz�o, vamos. Est� tudo bem, ele est� conosco.
Quando eu era principiante, ele j� era tenente.
Estivemos aqui nos anos 80 vigiando os russos.
N�o posso contar os problemas que criamos.
� isso, n�o pode! Agora tente ficar calado por 5 minutos.
Desculpe. Mas o seu empregado n�o me respeitou.
Dei uma li��o nele, mas exagerei um pouco.
Por favor, aceite as minhas desculpas.
Sr. Fiorentini, voc� tem reputa��o. Porque est� aqui em T�quio?
Trabalho?
F�rias. Mas n�o se preocupe, n�o vou demorar.
Certo... Com ele nada demora muito.
Respeito.
15 anos...
Continua com o mesmo carro.
Amo este carro. Nunca se mexe numa equipe ganhadora.
- Que veio fazer? - Nada de mais.
Agora n�o sou mais que um policial normal.
- Termino o meu turno, e volto pra casa. - N�o brinca!
N�o me diga que tricota enquanto trabalha.
Jogo golfe, e adoro.
Pouca coisa. Ainda bem que voltou.
O que vamos explodir? Afundar um barco? Sabotar uma central el�trica?
Lembra que uma vez...
explodimos o edif�cio errado? Foi fant�stico!
Estou aqui por quest�es pessoais.
N�o teve not�cias daquela japonesa? Qual era o nome dela?
Miko.
Miko. Ela tinha voc� numa coleira como um c�o.
Ela morreu ontem.
- Estou aqui para a sua crema��o. - Desculpe, eu n�o sabia.
Eu sei. Como soube que eu vinha para c�?
Bem, continuo trabalhando em espionagem.
- Quer que te leve? - Aqui est� o endere�o.
Shinjuku. Distrito do farol vermelho. L� est�o as putas mais bonitas da cidade.
Mas claro que isso n�o � a raz�o que te trouxe aqui.
Ali.
Sr. Hishibashi?
- Presumo que seja o Sr. Fiorentini. - Sim, sou eu.
Est� igual � fotografia que Miko tirou h� 20 anos atr�s.
- 19. - Corret�ssimo. Sente-se, por favor.
A Sra. Kobayashi nomeou como �nico herdeiro.
Por raz�es pr�ticas, est� tudo nesta caixa.
Fa�a o favor de assinar a aceita��o do testamento.
Voc� era bastante po�tico.
Pessoalmeste, prefiro a fotografia com o nosso uniforme.
Onde tudo come�ou, tudo acabar�.
Ela expressou algum �ltimo desejo?
S� um.
Que seja o tutor da sua filha at� ela se tornar maior de idade.
- Filha? - Sim...
- Que idade tem? - Mais ou menos, 19 anos e 11 meses...
Ent�o a m�e dela...
Ent�o eu... Ent�o a m�e dela...
Mas como... que... que...
- Quer dizer, qual � o nome dela? - Sim.
Chama-se Yumi. Vai gostar dela.
Calma. Que est� fazendo?
Vou apresent�-la.
Quer dizer que ela est� aqui?
Sim, no outro quarto. Tirei-a da pris�o nesta manh�.
- Pris�o? - N�o se preocupe, n�o foi nada de mais.
Estava chateada com a morte da m�e.
Bebeu demais e depois, bateu em alguns policiais.
- Policiais? - Sim, mas ela te conta depois.
N�o, espere um segundo.
Disse-me que tenho uma filha de 19 anos,
que n�o conhe�o, que acaba de sair da pris�o.
Me adapto a situa��es novas muito r�pido, mas neste caso preciso de algum tempo.
- Como sabe que ela � minha filha? - Porque, na certid�o de nascimento...
tem o seu nome como sendo pai dela.
Diz a mesma coisa no testamento...
e tamb�m diz que voc� foi o �nico homem na vida dela.
- Ent�o porque � que ela me deixou? - Ela n�o disse nada sobre isso.
Ela sabe que sou pai dela?
N�o, presumi que quer ter a honra de dizer.
Muito prazer. Voltei de Paris depois de 19 anos. Ol�, sou o seu pai.
Ela acabou de perder a m�e, agora ter� um pai.
Talvez tenha havido outro homem, depois de mim, e ele � que � o pai.
Quem se lembrar�?
Pode-se fazer um teste de DNA. Assim voc� ter� certeza.
Mas pelo que tenho visto, tenho certeza que � sua filha.
- Ela est� atr�s desta porta? - Sim.
Vamos manter isto entre n�s.
Certo.
Porque n�o quero traumatiz�-la.
- S�o frag�is nesta idade. - Concordo.
- Mesmo que finjam que n�o s�o. - Concordo.
Vai abrir a porta?
- Que foi que ela disse? - Perguntou quem � voc�.
Diga que sou apenas um amigo da m�e dela.
- E como se chama este amigo? - Chama-me apenas Hubert, da Fran�a.
Sr. Fiorentini, ela fala franc�s.
Ol�, sou o Hubert.
Yumi. Comporte-se ou voltar� para a pris�o.
Eles que se fodam, eu os odeio.
Tem alguma coisa para beber?
- Saqu�? - Sim.
Obrigado, j� me sinto melhor.
Porque � que a minha m�e n�o me falou de voc�?
Voc� fala franc�s. Talvez ela tivesse amigos franceses.
- Ela trabalhava na embaixada francesa. - Eu tamb�m. Foi l� que a conheci.
Porque est� aqui?
Porque a sua m�o quis...
para tomar conta de voc� at� se tornar maior de idade.
Que � dentro de...
Dois dias. Eu n�o suportaria mais tempo.
Yumi, isso n�o � maneira de se falar com o seu...
tutor.
Foi o �ltimo desejo da sua m�e.
O fato de ela o ter escolhido...
significa que ela confiava nele.
Se a sua m�e confiava nele, voc� pode fazer o mesmo.
Pelo menos por dois dias.
Venha, vamos ver a minha m�e.
- Podemos ir a p�, � perto. - N�o quer ir de t�xi?
Estou muito fr�gil neste momento. Tente ser simp�tico.
Certo.
Ele n�o perde tempo.
Posso te fazer uma pergunta?
N�o, durante dois dias sou eu que fa�o as perguntas.
Ah. Certo.
N�o perdeu o jeito, 5 minutos e j� arranjou uma garota.
� a filha de Miko, e pelo visto, minha tamb�m.
- Ela � sexy. - O qu�?
N�o sabia que voc� tinha uma filha t�o sexy.
Eu tamb�m n�o. Siga ela � dist�ncia e feche a boca.
Droga, isto vai se complicar.
Mam�e.
O seu amigo de Paris est� aqui.
Ol�, Miko. � bom te ver novamente.
Mesmo nesta situa��o, ela continua sorrindo.
Voc� tem o sorriso da sua m�e.
Passou muito tempo desde a �ltima vez que a viu?
19 anos.
Vou deix�-los sozinhos.
Passou muito tempo. Deve ter muita coisa para dizer.
Por que n�o me disse nada? Porqu�?
Queria que tomasse conta dela, e eu tomarei.
Porque ela � tudo que me resta.
Espere.
- Que est�s fazendo? - Nada, s� um h�bito profissional.
- Voc� � m�dico? - Sim, isso mesmo, m�dico...
- Sabe de que ela morreu? - Sim, c�ncer.
- Tem a ficha m�dica dela? - Sim, em casa.
- Qual � a sua especialidade? - Cir�rgia pl�stica.
Isso � fant�stico. Pode me dar uns conselhos.
Quero um nariz menor. Veja, tenho um nariz grande.
- N�o � bonito para uma jovem como eu. - Eu acho o seu nariz bonito.
� horr�vel. Aposto que herdei do meu pai, aquele desgra�ado.
Desgra�ado? Quero dizer... Conhece o seu pai?
N�o, sorte a dele, sen�o estaria morto.
O que ele fez de errado?
Seduziu a minha m�e e depois a estuprou.
- N�o... - Sim.
� verdade, amanh� serei maior de idade e farei o que eu quiser.
Procurarei por todo o pa�s, e ele vai pagar.
N�o me sinto bem, � melhor eu me sentar.
- Quer mais saqu�? - N�o...
- Yumi, este � o Maurice, ou Momo. - Um amigo de T�quio.
As semalhan�as s�o muitas.
- Com a sua m�e. - Conheceu ela?
- N�o, nunca a conheci. - Vamos.
- Ela sabe que voc� � policial? - N�o, se eu disser ela foge.
J� perdi a m�e dela. Quero manter minha filha.
Ela compreender�, fazendo o que fizer ela aceitar� porque voc� � o pai dela.
Ela n�o sabe que sou pai dela.
- Sen�o j� estaria morto. - Nossa.
Ela sabe que a Miko � a m�e dela?
�s vezes voc� � mesmo idiota! Claro que sabe!
A sua hist�ria � muito complicada, � normal confundir tudo.
- Esta � a irm� mais velha da minha m�e. - Ah, meu Deus.
Que foi que ela disse?
Ela disse que j� viu a sua cara feia antes, mas n�o se lembra onde.
Ainda bem. Quero dizer, est� tudo bem.
- A ficha m�dica? - Est� em algum lugar por aqui.
- Momo, espere por mim no carro. - Tem certeza?
- Posso ir � casa de banho? - N�o.
Acho que n�o aguento.
- Quarto bonito. - Quero mais coisas na parede.
Claro, porque n�o? Coisas com animais.
Claro, e porque n�o coelhos?
N�o. N�o. Estava pensando numa imagem de um cogumelo nuclear.
Com pessoas em volta dan�ando techno.
Claro, porque n�o? Como � o quarto da sua m�e?
Ela vivia na cidade. S� vinha aqui no fim de semana.
- Gosta de m�sica? - Sim, claro.
Bem, talvez mais tarde...
- A ficha? - Sim.
- Certo, aqui est� ela. - Obrigado.
Qual era a profiss�o dela?
N�o sei, mam�e sempre foi misteriosa.
Voc� bem pode dizer.
- O que procura? - Nada, estou s� vendo.
Se quer que este dois dias corram bem...
tem que deixar de me tratar como uma idiota.
Encontraram uma amostra de cristal no seu nariz e terra debaixo das unhas.
Olhe, h� coisas estranhas aqui.
E como m�dico, preciso de provas.
- Como policial. - Exatamente.
Vou deix�-los fazer alguns testes,
e quando souber os resultados, ser� a primeira a saber.
- Concorda? - Concordo.
- � muito esperto, n�o �? - Sim, vou tentando.
Gostaria de me ajudar a encontrar o meu pai?
Acabou de perder a sua m�e. N�o quer esperar antes de matar o seu pai?
Qual � a diferen�a? Ele deve estar bem longe daqui.
Quem disse que ele estuprou a sua m�e?
- Ela disse. - Mas como ela disse isso. Isto � s�rio!
Acha mesmo que a sua m�e deixaria algu�m estupr�-la?
Por que mentiria?
Para te proteger ou para o proteger.
Porque ela protegeria um homem t�o malvado?
Talvez ele n�o seja assim t�o mau.
- Vamos comprar o seu papel de parede. - Agora.
Me d� o seu n�mero de telefone e analise isto.
- Que � isto? - A an�lise dir�.
- Certo, ter� os resultados amanh�. - Tem 1 hora.
� bom ter voc� de volta.
Vou tranferir algum dinhheiro para a sua conta.
- Voc� � rico? - N�o, mas o banco me adora.
Vou tranferir dinheiro todas as semanas.
- Engra�ado, a minha m�e fazia o mesmo. - Sim, engra�ado.
Todas as sextas ela me dava 200 dol�res e em dois dias eu gastava tudo.
A julgar pelo testamento n�o deve haver muito dinheiro na conta.
Ol�, menina Yoshimido.
Diga-lhe que preciso do saldo da conta e depois direi quanto � para tranferir.
- Falo franc�s. - �timo.
Que � isso?
Uma assinatura eletr�nica.
- Senhor... - Obrigado.
- Quanto � que vale o iene? - � uma conta em d�lares.
Poderia verificar outra vez o saldo? Deve haver um erro.
Claro, percebi a sua surpresa.
Esta � a conta principal, as a��es est�o numa conta separada.
Quer que a verifique?
Claro, porque n�o?
Tamb�m � em d�lares?
Quer que imprima o total?
N�o � preciso, j� tenho uma ideia.
Bem, h� dinheiro suficiente?
- Sim, est� muito bem. - Quanto pretende tranferir?
Que montante?
2 mil francos.
Francos.
Obrigado Hubert, nunca esquecerei isto.
- N�o � nada demais. - � fant�stico.
Voc� � como um verdadeiro pai.
Acho que o seu pai... o seu pai verdadeiro, teria feito o mesmo.
Sim, mas ele n�o est� aqui, e sou uma sortuda por voc� estar por perto.
Assinatura?
- E agora vamos �s compras. - Bem, tenha ju�zo.
- Nunca gasto mais do que tenho. - � um bom princ�pio.
200 milh�es de d�lares.
- Ficou bem? - Ficou.
Posso usar o seu celular um minuto?
Momo, j� tem os resultados?
Dos cristais j� sabemos. Quanto � terra, nada ainda.
Ferro, merc�rio, c�lcio... ou quase
Cianeto. Pode-se curar c�ncer do f�gado com cianeto?
Acho que n�o, mas voc� � que � o m�dico.
Como policial, qual � a sua opini�o?
Cianeto debaixo do nariz, relat�rio m�dico falso...
As pistas levam a pensar que houve uma luta. O que voc� acha?
Que ela foi assassinada e que os assassinos
n�o contavam com Hubert Fiorentini.
Bem, vamos para alerta fase 1.
Vamos nos encontrar no Hotel Imperial. Reserve uma su�te.
- Que equipamento levo? - Traga tudo o que arranjar.
Ah, meu Deus, � como no meu anivers�rio.
- O que est� acontecendo? - Nada, mas j� se divertiu o sufeciente.
Que tal experimentar algumas camisetas?
Vamos l�.
Estou te avisando que vamos a todos os pisos.
- Fiorentini, Hubert. Temos uma reserva. - Certo, bem-vindos ao Imperial.
Obrigado.
Desculpe ser indelicado, mas esta jovem � maior de idade?
� minha filha.
Paizinho.
Minhas desculpas.
Ponha isto no outro quarto.
Obrigado.
- Muito boa a hist�ria de filha. - N�o tinha outra alternativa.
Mesmo assim n�o foi muito esperto, porque n�o somos nada parecidos.
Exceto um pouco no nariz.
- Quer suco de laranja? - N�o, obrigado.
E um bpouco de saqu�?
Talvez mais tarde. N�o quer experimentar as roupas novas?
- Quer que eu fa�a um desfile. - Pode ser.
Adivinha quem foi �s compras?
Peguei o seu material favorito. Vai gostar disto.
Bazuca, com detector de calor.
Pesa s� meio quilo, por isso trouxe duas.
Mini-m�sseis de ar comprimido.
Consegue destruir 2 quarteir�es. Muito eficientes.
- Tem certeza que � sua filha? - Porqu�?
- N�o se parece com voc�. - Momo.
Exceto o nariz. Continuemos.
Mini bazuca, fabricada na Coreia. Consegue destruir um tanque.
N�o tem nada discreto, para uso na cidade?
Tenho uma coisa pequena, muito discreto.
Esta � uma cl�ssica, a Magnum 357.
A �ltima Uzzi, 50 tiros por segundo.
E da R�ssia com muito amor com isto pode usar g�s mostarda.
Da Argentina, algo para usar � dist�ncia, e algumas granadas.
Fico com esta.
Eu sabia. N�o quer algumas granadas?
Talvez mais tarde, tenho que permanecer discreto, n�o quero assust�-la.
- Sabe o que est� acontecendo? - N�o, ainda n�o sei muito.
A mulher que eu amava simplesmente desapareceu...
19 anos. Depois morreu, e me deixou uma filha e 200 milh�es de d�lares.
-200 milh�es de d�lares? - Isso � o que tinha na conta do banco.
Mas na velocidade que ela o gasta n�o vai durar muito tempo.
200 milh�es de d�lares.
Sim, e uma s�rie de idiotas de �culos escuros
est�o nos seguindo desde que deixamos o banco.
- Acho que eles querem o dinheiro. - Estou vendo. 200 milh�es de d�lares.
E onde tudo come�ou tudo acabar�.
N�o estou no testamento dela por acaso, acho que ela precisava de ajuda.
Algu�m ou algo deve ter feito ela parar.
- Ela me deixou algumas pistas. - Sim... e 200 milh�es de d�lares.
Pare de falar nisso, n�o s�o para voc�, esque�a o dinheiro.
Consegue arranjar a ficha da Miko?
Sim, acho que sim. Conhe�o um homem perfeito para isso.
Temos que procurar no passado dela para entender.
- Estou pronta. - Pronta pra qu�?
- Vou sair esta noite. - Nem pense nisso, est� frio.
- Tem que levar um casaco. - Sim, um amarelo.
N�o vou pescar, vou dan�ar.
E fico sempre quente quando dan�o, igual a minha m�e.
Isso � verdade.
N�o tem medo de sair � noite? As ruas s�o perigosas.
- N�o, um estupro em cada esquina. - O qu�?
- Nem todas as noites. - Se vou morrer, que seja me divirtindo.
E se tem medo, porque n�o vem comigo?
Pode se fazer de paizinho.
Sei que gosta disso.
Traga as granadas.
Fliperamas num clube noturno?
Este � o meu tio Hubert e o tio Maurice.
Vamos todos para a pista.
Estou muito velho para isso. E meus joelhos est�o doendo.
Vamos, fa�a isso por mim. Por favor.
Cruze os joelhos.
Nada mau para um principiante, estou orgulhosa de voc�.
Ei, Momo, � a sua vez.
Estou todo dolorido.
Certo, s� uma partida.
- Que � que ele disse? - Quer te desafiar...
num jogo em que n�o se usa os joelhos.
- Onde � isso? - Ali.
Vamos l� ent�o.
Eu estava ganhando. O que aconteceu?
Depois explico.
N�o, vai voc� primeiro. Assim vejo como funciona.
N�o se mexam. Nada de p�nico.
Se n�o se importar jogamos outro dia.
- H� outra sa�da? - L� por tr�s.
Estou contente por ele ter regressado.
Desculpe, n�o queria estragar a sua noite.
- Quem � voc�? - N�o sou m�dico.
Obrigado. Isso eu j� sabia.
Quem � voc� para matar pessoas daquela maneira?
Al�m disso, quem eram aqueles homens? E porque � que estavam armados?
- Entende o que ela diz? - N�o, mas n�o interessa, se acalme.
Depois explico tudo.
Limpe as l�grimas.
Agora ela me lembra uma pessoa.
Vai procurar a ficha da Miko...
e liga para o laborat�rio para saber sobre a terra debaixo das unhas.
- Daqui a uma hora no hotel. - Droga, passo a minha vida no carro.
A sua m�e me pediu ajuda. Ela n�o confiava em mais ningu�m.
Mesmo ap�s todos estes anos, acho que ela confiava em mim.
Ela me chamou aqui para me dizer algo. Um segredo.
Mas alguma coisa a matou antes e ela n�o p�de me dizer.
Os caras de roupas pretas est�o atr�s de voc�.
Eu n�o fiz nada. O que � que eles querem?
Isso eu ainda n�o sei.
Disse que ela vivia na cidade durante a semana?
H� dois anos atr�s ela me levou l�.
Tinha esquecido de alguma coisa importante.
Ela entrou, mas eu fiquei fora.
Mas n�o me deixou entrar.
E quando disse que queria ver onde ela vivia...
ela me deu uma bofetada.
Foi a �nica vez que me bateu.
Lembra do lugar?
Ela sempre foi assim?
- Era muito organizada, mas nunca assim. - Algu�m j� esteve aqui.
- Por qu� n�o h� mob�lia alguma? - Eles procuravam alguma coisa...
mas n�o conheciam a sua m�e.
"Nunca ponha um objeto num objeto que se pode mexer"
- Do que voc� est� falando? - J� vai ver.
Continuo sem entender. Como sabia que estava a�?
Tivemos a mesma educa��o. Diga-me, o que � isto?
- N�meros e nomes. - Agora est� se tornando claro.
E menos claro para mim.
A minha m�e mandou um homem tomar conta de mim...
que mata toda gente e faz buracos na parede.
Yumi, ou�a, confie em mim.
O pesadelo est� quase acabando.
Vamos para casa.
Desta vez deixaram a mob�lia.
O que estavam procurando?
Provavelmente nada, � s� para intimidar.
Provavelmente entrar�o em contato conosco.
Que vamos fazer? Vamos fugir?
N�o, vamos sentar e esperar.
Bem, pelo menos n�o fizeram nenhum burraco.
- O qu�? - Burracos.
- Buracos. - Burracos.
Segure mais o R.
Burracos.
Buracos.
Muito bem.
Respire fundo.
- Bem-vindo ao Jap�o. - Obrigado.
Meu nome � Kazuhiro Takanawa.
Provavelmente n�o significa nada para voc�.
Nada de nada.
Gostaria de o conhecer, Sr. Fiorentini.
Com prazer.
- Ouvi que gosta de jogar golfe. - Acho o golf muito relaxante.
Eu tamb�m. Vamos jogar uma partida juntos.
Os meus homens est�o esperando aqui em baixo.
Muito bem.
Buracos.
- Assim est� melhor. - O que est� acontecendo?
Fui convidado para uma partida de golfe.
Vai jogar golfe agora?
Jogar golfe ajuda a pensar. Al�m disso, no golfe temos, buracos.
Esquece...
- Pode arrumar o quarto para n�s? - Certo, senhor.
Hubert, lave as orelhas, tenho tudo aqui.
Momo, eles est�o � nossa espera na porta.
J� os vi, tenho a ficha e os resultados das an�lises da terra.
N�o os perca.
Siga-nos � dist�ncia. Se houver algum problema, cubra-nos.
Ah, v� l�, agora n�o.
Essa posi��o � completamente incorreta.
E essas pernas... Como um pato. N�o estamos na praia.
Pelo menos mantenha os olhos na bola.
V� jogar Playstation.
Assim n�o perder� nenhuma bola.
- Pelo que ouvi, voc� joga bem. - Pelo menos acerto na bola.
- E que tamb�m � muito perigoso. - N�o exagere.
Me d� uma demonstra��o.
Porque regressou ao Jap�o ap�s todos estes anos?
N�o tinha m�s mem�rias suficientes?
Ap�s alguns anos, s� boas mem�rias perduram.
N�o est� aqui para criar problemas?
- N�o sei a que se refere. - Aos 200 milh�es de d�lares...
na conta da sua filha.
Paizinho?
- Desgra�ado, grande mentiroso, te odeio. - Yumi, acalme-se.
- Te odeio. - Calma.
Tentei te dizer, mas voc� detesta tanto o seu pai.
Desgra�ado, nos abandonou.
N�o, a sua m�e desapareceu sem me dizer nada.
E nunca ningu�m me disse que eu tinha uma filha.
Se soubesse que tinha uma filha fant�stica...
tera voltado e te procuraria em qualquer lugar.
E isto nunca teria acontecido.
Minha filha querida.
Muito comovente, mas antes que voc�s se abracem...
quero o meu dinheiro de volta.
Isso n�o vai acontecer, a conta est� bloqueada at� ela ter 20 anos.
Bem, ent�o temos que esperar 9 horas.
�s 10 horas o banca estar� aberto, e a sua filha ter� 20 anos, parab�ns.
Levem a garota.
Matem-no.
Lentamente.
Esperem.
Isto � dif�cil, mas se for bem feito...
� letal.
N�o se mexam, ex�rcito franc�s.
Droga.
Hubert, est� tudo bem?
Esquece, j� n�o preciso de ajuda. Chegou uns segundos atrasado
- Que droga. - O qu�?
A granada... Que tem?
Tirei o pino.
- Droga de granada. - N�o, essas eram as granadas do carro.
O que descobriu?
Miko deixou o departamento � 19 anos atr�s porque estava gr�vida.
A ficha dela desapareceu.
O departamento de defesa abriu uma nova ficha, ultra-secreta.
N�o consegui peg�-la, mas...
tenho fotografias.
N�o fotografou a ficha errada? Isto s�o fotografias de um casamento.
O noivo � o filho de um dos maiores bandidos do norte.
Takanawa, a Zebra, porque... tem cicatrizes por toda cara.
- Conhece ele? - Joguei golfe com ele.
- Continue. - � o quinto da esquerda.
- Miko? - No meio de todos os bandidos da cidade.
- Ela era t�o honesta, o que � isto... - Espera, ainda h� mais.
Miko estava com a m�fia.
N�o fazia nem duas semanas,
tinha recebido uma medalha das m�os do ministro.
Trabalhava sobre disfarce.
Infiltrou-se na Yakuza para peg�-los de dentro.
Mas, para fazer isso tinha que romper com o seu passado.
Me abandonou para servir ao pa�s.
Voc� teria feito o mesmo.
Sim, talvez.
O resto � simples, ela trabalhou bem at� eles descobrirem.
Ent�o ela tranferiu dinheiro da conta do Zebra para outra conta...
e me deixou algumas pistas.
Cuidado, � muito picante.
Mesmo assim, penso que falta alguma coisa.
O qu�?
N�o sei.
Porque � que ela n�o disse que eu tinha uma filha?
N�o sei, talvez n�o quisesse que voc� se envolvesse.
E quando ela viu que n�o conseguia mais proteg�-la, voc� teve que proteg�-la.
Proteg�-la? Dela pr�pria. Ela conhecia a pr�pria filha.
Se eu n�o estivesse l�, ela teria gasto os 200 milh�es muito r�pido.
- Diga-me, o que � isto? - Wasabi.
Muito bom.
Delicioso.
A terra debaixo das unhas, de onde veio?
Kyoto.
Claro. Foi onde me declarei � Miko.
� onde tudo come�ou e onde tudo acabar�. Vamos.
R�pido, temos que estar em T�quio antes das 10.
Querido Hubert, sacrifiquei-me pelo meu pa�s e lamento.
Todos estes anos, quis estar com voc� mesmo sabendo que estava longe.
Porque nunca me deixou, permaneceu no meu cora��o, e l� ficar�s.
Cuide de nossa filha, ela � maravilhosa mas gasta muito dinheiro.
Aqui est� o n�mero, para poder controlar a sua conta.
Deve haver dinheiro suficiente para voc� e para nossa filha.
Isto n�o � uma compensa��o...
mas espero que a nossa filha esque�a todas as m�s recorda��es.
Porque, s� as boas recorda��es permanecem, certo?
Miko.
Ainda andam por a� alguns dos velhos rapazes?
- Alguns ainda est�o vivos. - Precisaremos deles.
Capit�o Yasumoto, por favor.
Bom dia, dep�sito ou levantamento?
Levantamento... Dinheiro ou transfer�ncia?
Tranfer�ncia.
� muito simples.
Lado esquerdo, a conta onde o dinheiro est�,
e no lado direito, a conta para onde ir�.
Consegue fazer?
Preenche... esquerda.
- Lausanne... Isso � na Sui�a, n�o �? - �.
- �timo. - R�pido, n�o temos muito tempo.
Claro, senhor.
J� est� feito.
- Agora, quanto deseja tranferir? - Tudo.
- Ambas as contas? - Sim, ambas.
Pode comprar um monte de putas com isto.
- Comprar o qu�? - Quero dizer, pode se divertir muito...
200 milh�es de d�lares � muito dinheiro.
Aqui.
- � maior de idade? - Sim, desde esta manh�.
Excelente, ent�o ela pode assinar.
Assine.
Assine.
Tudo feito.
- Parab�ns, Yumi. - J� chega.
Agora me d� o recibo.
� para isso que estou aqui.
Fale com ele se quiser o recibo.
Eu pensaria duas vezes antes de fazer isso.
Se o seu amigo n�o baixar a arma, n�o sairemos daqui com vida.
Voc� � o �nico que n�o sair� daqui vivo.
Ganhou, Sr. Fiorentini. Muito bem.
And to be a winner, you have to lose something. Name your price.
E para ganhar ter� que perder algo. Diga qual � o seu pre�o.
Os 200 milh�es de d�lares est�o na minha conta.
Diga adeus aos seus 200 milh�es de d�lares.
Yumi, est� tudo bem, venha c�.
Viu o que fa�o com um taco de golfe, imagine o que fa�o com uma 45.
Diga aos seus homens para baixarem as armas.
Acabou.
Vamos.
Espere por mim.
N�o acredito.
Takanawa, a Zebra? Este nome lhe diz algo?
Claro.
Est� l� dentro no ch�o. Tentaram assaltar o banco.
E eu os surpreendi.
Quando acabam as suas f�rias?
Depois poderemos limpar toda a merda que j� fez.
Avan�em, est� tudo uma grande confus�o.
- Sr. Fiorentini j� n�o tem d�vida. - J� era tempo.
200 milh�es de euros?
Obrigado pelo escolta policial. Mas n�o precisamos de prote��o.
Bem, n�o � para sua prote��o, � para todos os que o rodeiam.
Obrigado por ter vindo, foi bom te ver.
- Agora � sua vez de nos visitar. - Se for assim divertido, ser� um prazer.
- Que � isso? - Wasabi.
Disse que gostou...
Talvez queira experimentar no lanche...
Obrigado, foi muito simp�tico da sua parte.
- Tome conta dela. - Pode contar comigo.
Tenho que dizer adeus ao pai que acabei de conhecer?
Primeiro queria me ver morto e agora quer que eu fique?
Os jovens s�o mesmo assim.
Sempre chorando e mudando de ideias.
Tamb�m tenho um presente para voc�.
N�o fui �s compras, mas...
Era da sua m�e, guardei durante 20 anos, e agora quero que fique com ela.
� s� um m�s, n�o se preocupe, s� um m�s.
Terminar� a escola e eu comprarei o papel de parede que tanto quer.
Ser� o m�s mais longo da minha vida.
Para mim tamb�m, Yumi.
N�o h� problema, senhor, tenha uma boa viagem.
Obrigado.
Jornal franc�s, senhor? Champanhe?
N�o, obrigado. Quero relaxar at� chegar a Paris.
Com certeza, senhor.
Aten��o por favor.
De quem � isto?
Ah, n�o.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.