All language subtitles for Mary.Queen.of.Scots.2013.720p.BluRay.H264.AAC-RARBG.Por

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic Download
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz Download
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

MARY RAINHA DA ESC�CIA

Baseado na obra "Maria Stuart" de STEFAN ZWEIG

J� passa bem da meia-noite

quando Mary finalmente se deita na sua cama.

Ela fez tudo o que havia para fazer na vida.

A sua alma j� s� tem poucas horas

para deixar a hospitalidade do seu corpo cansado.

Elizabeth, minha querida prima,

esta carta ser� a �ltima das minhas cartas n�o enviadas.

Amanh�, a Inglaterra deixar� de ter duas rainhas.

Saiba que n�o lhe guardo nenhum rancor,

mas sim uma profunda compaix�o.

Eu sei que n�o tem o poder de mudar o seu papel,

como eu n�o tinha, de mudar o meu.

Tenho medo, Majestade.

N�o tenhas.

Obrigada, por teres ficado ao meu lado.

N�o vou deixar que te levem. Vou proteger-te.

Ter�s o direito de ter a tua pr�pria vida.

Ser�s a rainha, que eles nunca me deixaram ser.

Espero que sua majestade case a sua saud�vel filha

com Eduard, o filho do nosso rei Henry.

Garantir-lhe-� um futuro pac�fico e poderoso

com a uni�o da Inglaterra e da Esc�cia.

Quando penso, h� 44 anos na Esc�cia,

apercebo-me que nenhuma de n�s teve um in�cio de vida f�cil.

Eu mal conseguia mexer as minhas m�ozinhas,

que a pol�tica j� tinha agarrado a minha alma inocente.

Concentra-se, dei-me a sua m�o.

Segure o seu vestido.

Concentra-se, cabe�a direita, olhe em frente.

Muito bem, Marie.

N�o sei quais as recorda��es que tem da vossa inf�ncia,

mas as minhas n�o eram muito boas.

Como deve sabe-lo,

O vosso pai estava determinado

a que eu casasse com o doente do filho dele,

que ele enviava os soldados saquear o meu pa�s.

Muitos escoceses morreram durante o cortejar brutal

� uma rainha crian�a.

Quando me levavam de um castelo para outro,

por vezes n�o sabia, se o que via, era real ou um pesadelo.

Adeus, minha crian�a,

que Deus te conceda uma passagem seguro para um pa�s mais sereno.

Ir�o proteger-te.

Est�s outra vez com febre.

� bom, minha querida. A febre far� desaparecer o medo!

O �nico meio que a minha m�e encontrou para me proteger

foi enviar-me para fora do pa�s.

Do dia para a noite o meu destino mudou.

J� n�o seria rainha de Inglaterra, mas sim de Fran�a,

despachada como uma mercadoria valiosa

para um noivo misterioso com quem deveria passar a minha vida.

Foi uma sorte para si, eu ter embarcado naquele navio.

Se eu tivesse ficado,

voc� n�o estaria hoje sentada no trono de Inglaterra.

- Qual � o vosso nome? - Marie.

- Marie. - Marie.

- Marie. - Marie.

Bem...

Mas quem � a rainha?

Tem que escolher.

Olha!

Posso matar com um simples movimento do meu dedo.

Fran�ois, anda c�!

Depressa, anda ver!

De Inglaterra!

Noticias...

Not�cias de Inglaterra.

- A rainha Mary Tudor, - O qu�?

Faleceu.

A minha prima Elizabeth...

... � agora rainha.

Apenas sei.

Elizabeth?

O qu�?

Aqui.

Esta agora, quem �?

Sou a rainha.

O qu�? � imposs�vel. Eu sou a rainha.

Eu sou a rainha de Fran�a.

Devia ter-se explicado. Eu sou a rainha de Inglaterra, prazer.

E tamb�m sou a rainha da Esc�cia...

Bem, minha querida, voc� est� em Fran�a.

E por l� ficar�.

Porque se est� a rir?

� que eu estava com inten��es de voltar.

- Para onde? - Para a Inglaterra, idiota!

- N�o voltar�, n�o. - Voltarei!

- N�o voltar�. - Voltarei!

- N�o voltar�s. - Voltarei!

Eu pensei que fossemos primas.

Qual destas primas � a mais ardente?

Vou responder-lhe de imediato.

Vamos ser as melhores irm�s do mundo.

Tamb�m enviarei o meu retrato.

Ou posso conhec�-la pessoalmente.

- N�o. - Sim.

Eu e ela, n�s nos compreendemos.

Era como se fossemos g�meas.

N�o � apropriado.

N�o te podes dirigir a ela como uma rainha.

Essa mulher � uma bastarda.

Mesmo assim, ela � minha prima.

Mary, esqueceste o que os ingleses fizeram ao teu pa�s?

Queimaram-no e destru�ram-no.

� assustador pensar que eu fui a causa de uma guerra.

N�o te deixes levar pelos teus instintos femininos

e pela tua bondade,

ao ponto de ofuscar a tua intelig�ncia.

N�o pode haver di�logo com essa...

pretendente ao trono.

Em todo o caso,

quando ela morrer tu ser�s rainha de Inglaterra.

Porque deve ela morrer?

Est�s a ver...

S� tu poder�s levar esse pa�s herege para a verdadeira f�.

Carregar tr�s coroas � insustent�vel,

ainda mais com a herege ileg�tima viva.

Ela tem que morrer.

N�o irei esmaga-la, farei dela uma aliada.

Elizabeth, minha querida irm�,

a Inglaterra tem agora duas rainhas.

Que delicioso enigma.

Nem todos aqui aprovam a minha conviv�ncia

com uma pot�ncia estrangeira.

Confirmaram que a minha pretens�o ao trono de Inglaterra

� baseada numa descend�ncia leg�tima.

Por conseguinte,

adicionei o bras�o ingl�s ao meu retrato real.

N�o tem nada a temer.

N�o tenho nenhuma vontade em incomodar-vos.

Mas se por acaso quiser responder a minha carta,

ter� que me tratar por rainha de Fran�a, Esc�cia e Inglaterra.

Eu vejo-te sentada com a tua prima

Linda como o amanhecer

Tu, como um sol

Pensei que estava a ver duas flores

Ao mesmo tempo, iguais

- Que voz magnifica. - Sois encantador.

A casta santa e bela...

- Venha ter connosco. - Sim, suba.

Espera.

Est�s a magoar-me.

Amanh�, vou a ca�a.

N�o � um pouco cedo?

Sinto-me outra vez com for�as.

Pela primeira vez este ano, liderei a ca�a.

Farei-o por ti!

N�o, minha querida prima,

n�o irei para um convento para l� morrer.

Estou convencida que ainda tenho uma vida para descobrir.

Voc� sabe mais do que ningu�m, uma vez nascida rainha,

temos que ser donas do nosso destino.

Se n�o posso ser mais rainha de Fran�a,

sou e serei sempre rainha da Esc�cia.

Acabado, morto e enterrado.

Um pequeno conselho:

De futuro escolha melhor os seus maridos,

para que eles n�o morram, minha querida.

Est� a ver a costa, majestade?

Os ingleses avisaram para n�o nos aproximarmos.

Sim, eu sei.

Barco a estibordo.

Um pequeno barco espi�o. Vamos cumprimenta-los.

Seria sensato a sua majestade ir para baixo.

Pode levar um tiro!

N�o me pode impedir, Lorde Bothwell.

Pode ser rainha, mas sou eu que mando neste barco.

Ponha-me no ch�o! Ponha-me no ch�o!

Largue-me!

Louvo a coragem,

mas sua majestade s� tem uma vida e ela � valiosa.

De facto �.

Daria a minha vida por si.

Mas preferia n�o o fazer hoje.

Bem-vindo, meu irm�o.

N�o consegui dormir,

tive bastante frio.

John Knox � o l�der dos protestantes.

� importante que causas uma boa impress�o.

Ele � amado como � tem�vel.

Um tigre, que precisa de um homem s�bio e forte,

para lidar com ele.

Um sinal, um simples gesto dele

e a Esc�cia estar� de novo em chamas.

Sim, o equil�brio entre cat�licos e protestantes,

entre lordes e rainhas, entre Inglaterra e Esc�cia,

e mesmo entre n�s, meu querido irm�o,

� o mais importante para mim.

Moray!

Obrigada, irm�o.

Eu estou ciente do meu dever perante o nosso povo

e quero trazer paz e prosperidade a nossa terra

e para l� do seu pequeno mundo, aqui na Esc�cia.

Consequentemente, eu quero ser a primeira a entrar.

Vossa majestade.

John Knox.

Continuais a escrever e a pregar

que uma mulher n�o � digna de reinar?

Eu s� sigo a palavra de Cristo, vossa Majestade.

Acha que a minha autoridade n�o � justa?

N�o foi ela decretada por Deus?

N�o teremos nos, o mesmo Deus?

A religi�o � uma preocupa��o vital

e uma escolha pessoal, Knox.

Acho que temos muito em comum.

Rezemos ambos pela toler�ncia.

O Senhor ordena-nos que honremos o nosso pai

e a nossa m�e como fazemos com os reis.

Mas ser�o os nossos soberanos divinos?

N�o, n�o o s�o.

Ent�o acha que os meus s�bditos seriam

mais espertos em obedecer-lhe a si, em vez de mim?

Talvez seja a nova religi�o que estabelecer� uma liga��o

entre o povo e Deus.

Saiba, que o meu maior desejo

� que monarcas e s�bditos obede�am a Deus.

O Senhor deseja que os reis sejam os pais adoptivos da igreja

e as rainhas as enfermeiras do povo.

Isso para mim, n�o � nenhum jogo pol�tico.

� a minha cren�a mais profunda.

Acreditais numa igreja polu�da por fornica��o espiritual

tanto na doutrina como na sua forma.

Senhora,

para mim Roma � uma puta.

A minha consci�ncia n�o pode concordar com isso.

A consci�ncia, senhora, necessita de conhecimento

e receio que v�s n�o tendes nenhuma.

Ambos, nos deixamos levar pela nossa paix�o, Knox.

As nossas f�s podem viver em harmonia.

Em beleza supera, A princesa � uma das tr�s

Cantemos a nossa can��o, Rizzio.

Vento fresco, Vento da manh�

Vento que sopra ao som do p�o comprido

Alegria da noite que sopra

A lua no grande vale

Faz tanto frio aqui na Esc�cia,

e todos os meus s�bditos parecem odiar a sua rainha.

Os seus s�bditos ainda n�o conhecem a rainha

e que a rainha deve habituar-se a l�minas mais afiadas.

Como � que faz a minha prima? Como?

N�o podemos decapitar todos os que nos contradizem!

Poderia colocar Knox na pris�o, mas s� iria piorar as coisas.

A toler�ncia pode ser facilmente mal interpretada, Majestade.

- Ao menos v�s sois linda. - Dizem que ela � mesmo feia.

Mesmo que se escrevam sonetos er�ticos sobre ela...

N�o admira! Ela n�o tem marido, mas tem in�meros amantes!

E parece que ela tem menos 15 cm do que v�s.

Coitadinha!

Olhem,

tenho o dedo torto.

E eu, lembra-se da vez em que ca� no po�o?

E olhe para esta enorme sali�ncia.

N�o � nada.

E eu, tenho uma marca de nascen�a aqui.

N�o � nada.

A minha � pior. Aproximam-se.

O meu cora��o e orgulho foram feridos por aquele agitador.

Tenho medo, querida prima.

Porqu� que os homens de Deus t�m tanto medo das mulheres?

N�o poder�amos ter um reino g�meo,

com duas irm�s nos tronos g�meos

e por um fim neste banho de sangue?

Protestantes e cat�licos a viver em paz,

guiados pela nossa uni�o fraternal.

Bom dia.

- Bom dia. - Majestade.

- Obrigada. - Majestade, � uma honra.

S�o lindas.

Quer saber quanto eles pagam de impostos

para que voc� possa usar roupas lindas?

Ou quantos homens morrem a lutar por si?

Ou que se convertem ao protestantismo?

Eu sei que est� ressentido por eu ter voltado.

Mas eu preciso entender.

Caso contr�rio, como poderei trazer paz a este pa�s devastado?

J� ouviram isto!

E como � que vai trazer a paz?

Quando homens mais fortes e lutadores falharam?

Onde homens fortes falharam...

duas mulheres fortes podem conseguir.

Deve estar a referir-se a si pr�pria e a...

Como quiser.

Mas antes de mudar o mundo com a...

nossa mortal inimiga, a rainha de Inglaterra...

A nossa prima!

Meu Deus, sois mesmo bonita!

Os meus espi�es n�o exageraram.

Acha mesmo?

Claro. Mas n�o reparou na pobreza em que vive o seu povo?

Agrada-lhe?

Se calhar voc� tem alguma coisa a ver com a pobreza deles?

Mas vou mudar isso. Sou a rainha deles.

N�o, n�o vai fazer nada! Pensa que � melhor do que nos,

mas n�o passa de uma puta francesa.

N�o seja t�o r�pido a julgar. Ela acabou de chegar.

- Ela nem ainda casou! - � verdade.

Uma rainha n�o � nada sem um rei.

N�o lhes d�s ouvidos.

Somos como irm�s...

Se me der ouvidos, conseguir�.

Agora, irm�, abracemo-nos!

Sim, irm�, abracemo-nos!

N�o pode tirar essa coroa? � muito grande.

S� depois � que a abra�arei.

S� se tirar tamb�m a sua coroa!

N�o posso faz�-lo.

Sim, pode.

N�o, n�o posso!

- Pode! - N�o posso!

- Pode! - N�o posso!

- Pode! - N�o posso!

- Pode! - N�o posso!

Pode!

O que temos aqui, meus caros, � uma situa��o tr�gica.

Duas irm�s, duas rainhas,

que n�o conseguem abra�arem-se!

N�o posso!

- Pode! - N�o posso!

Gostaria tanto de v�-la ao vivo. Tocar nas suas m�os

Como � que ela �, De Croc?

Acredite em mim, ela � curiosa em rela��o a si como voc� � dela.

Com certeza que ela deve estar.

Diga-lhe que n�o precisa ter medo de vir at� a Esc�cia.

Apesar de tudo, n�o � assim t�o mau.

Ser� que ela toma mesmo banhos de leite quente?

- Ser� que ela tem mau h�lito? - Dizem que bate nos amantes.

� verdade que ela n�o usa roupa interior?

E que n�o pode ter filhos?

V�o indo senhoras, temos de falar de pol�tica, por favor.

Prometo mais tarde, dizer-vos mais mexericos.

Conseguiu marcar um encontro entre as duas rainhas?

Ela oferece-lhe toda a ajuda que precisar

para a prepara��o de um futuro casamento.

Verdade?

Estou curiosa em saber quem ela vai me recomendar por esposo.

E a cama matrimonial dela vazia, majestade.

Pelo menos v�s haveis conhecido o casamento, n�o?

Minha querida prima,

fico contente no seu interesse, em me ver outra vez casada.

Estou animada com a ideia de receber

um cortejo de jovens pretendentes.

Infelizmente, n�o tive a sorte de encontrar um homem,

que me tenha aquecido o sangue e tocado o meu cora��o.

Mas sinto que novas aventuras esperam por mim.

- Est� bem? - Desculpe. Est� bem?

O meu irm�o chegou mais cedo,

Pensei que ele ainda estivesse em Inglaterra.

Venha, vou p�-lo em seguran�a.

Vou p�-lo em seguran�a.

Receba-os, Rizzio! Vou tomar conta do Darnley.

Andam a procura das senhoras? Ou andam a ca�ar coelhos, Srs.?

Talvez queiram se juntar ao nosso jogo?

- Tenho que falar com a rainha. - Preciso de ouvir.

Sabe onde poderei encontra-la?

Ela foi ca�ar uma suave presa, meu caro Moray.

Cuidado, Rizzio.

Muita poesia pode faz�-lo trope�ar.

Os gostos de uma rainha mudam rapidamente e a vossa primavera

pode se tornar rapidamente em inverno.

Tamb�m podem mudar de aliados.

Onde est� a rainha?

� sobre o casamento que lhe querem falar?

Ela vai seguir as recomenda��es da nossa prima inglesa?

A prima inglesa. Quanto pagou ela pelos seus servi�os?

Em rela��o a essas recomenda��es...

"Recomendamos-lhe que case com um ingl�s"

"e assim unir os nossos dois grandes reinos..."

Seguirei o s�bio conselho da minha prima,

e casarei com um ingl�s.

Algu�m pr�ximo do trono.

Mas eu tenho uma melhor ideia que tamb�m a deixar� encantada.

Isso � rid�culo.

A paz com Inglaterra tem mais peso que os caprichos...

Deverei eu, sua irm�,

casar com o favorito da rainha de Inglaterra?

Se a rainha continuar com essa obsess�o,

ela far� com que a Inglaterra se revolta contra ela.

E contra n�s.

N�o iremos tolerar isso.

Seria muito imprudente,

Lorde Moray.

N�o tenho raz�o?

N�o terei eu o direito de escolher com quem quero casar?

Eu tamb�m sou livre.

Livre de fazer as minhas escolhas.

Tamb�m serei, o vosso servo mais leal.

� para eles apreenderem.

- Espere at� eu lhe mostrar. - De certeza que vai.

- O qu�? - Ela f�-lo!

Fez o qu�?

- Casou com o querido Darnley! - Hoje?

Sem avisar.

Ela e o seu marido idiota ir�o se lan�ar contra n�s.

Perigosa como um lince, com aqueles dois le�es ao seu lado.

Ela acha que consegue fazer tudo.

Mas ela n�o consegue.

Ela n�o se atrever� a perseguir-nos.

Ela ficou louca!

Voltaremos para exigir o que � nosso por direito. Vamos.

Que o diabo vos leve!

Sim, fujam, v�o ter com a minha querida prima

Veremos como ela vos receber�.

Talvez as suas masmorras como cama!

Dever�amos emitir um decreto

e colocar a cabe�a dos fugitivos a pr�mio.

Agora, somos fortes.

E agora podemos e iremos destruir todos os protestantes

e a rainha her�tica deles. Com a ajuda de Deus e do Papa.

Primeiro regressemos a casa.

Eu n�o levantarei a minha m�o contra ela,

nem o meu filho o far�.

Minha querida irm�,

devo confessar que o meu novo marido n�o me satisfaz.

Estou preocupada com a vis�o extrema dele.

Garanto-lhe que farei todo o poss�vel

para frustrar as suas tramas fan�ticas contra o vosso reino.

Da mesma forma, espero contar consigo

para desarmar os meus rebeldes trai�oeiros

e abafar as suas tramas fan�ticas contra a minha pessoa.

O herdeiro dos nossos reinos cresce em seguran�a dentro de mim

n�o devemos deixar ningu�m fazer-lhe mal.

Vem viver comigo E s� o meu amor

Vem viver comigo E s� o meu amor

E vamos provar Todos os prazeres

Naqueles montes e vales, Vales e campos

Majestade.

Se suportar financeiramente a igreja protestante,

- ser� uma prova de... - Toler�ncia.

- Ira acalma-los. - E curar� as feridas do pa�s.

A sua majestade d�-lhe as boas vindas � Esc�cia,

e deseja convidar a vossa rainha

para ser a madrinha do futuro rei da Esc�cia.

E da Inglaterra.

A sua majestade, a rainha, rejubila com a vossa gravidez

Majestade.

Haver� melhor madrinha para uma crian�a

que unir� por fim os nossos dois grandes reinos?

Seria insensato provoca-la nesta altura.

N�o me diga como devo falar com a minha prima!

Apesar da Inglaterra e da Esc�cia j� se encontrarem unidas,

o herdeiro do trono de Inglaterra

tem que ser um descendente leg�timo.

Al�m disso, a Inglaterra e a Esc�cia

ser�o unidas sob a f� cat�lica.

Tenho o prazer de apresentar-lhe o meu amigo de confian�a

O conde Bothwell.

Informe a minha querida prima, que agora durmo

sossegada na minha cama, sabendo que o controlo da fronteira

est� sob o olhar atento de Bothwell.

Olhe para mim!

"Irm�, n�o confies neste italiano covarde!"

"Ele vai acabar por causar a desordem entre..."

"os ingleses, os escoceses, os irlandeses,"

"os franceses, os polacos e os espanh�is."

"Durante 200 anos consegui manter o equil�brio"

"neste grande e complicado pa�s."

Quem sabe quando voltar�

Ele voltar� na Pascoa, Mironton, Mironton, Mirontaine

Ele voltar� na Pascoa, Ou na Sant�ssima Trindade

Ou na Sant�ssima Trindade

Ele voltar�...

Boa noite.

Isto n�o pode continuar.

Darnley, o que vai fazer com eles?

N�o se intrometa, meu amor.

Rizzio!

Rizzio!

Meu pequenino,

n�o tenhas medo.

A mama far� de tudo...

Uma coisa terr�vel aconteceu, meu filho.

Sou agora prisioneira, minha querida prima

N�o posso acreditar que isto est� a acontecer comigo.

O filho desse traidor cresce dentro de mim

e n�o sei como proteg�-lo.

O nosso beb�, est� bem?

Gra�as a Deus, est�s aqui, querido Darnley.

Temo pela sa�de do nosso filho.

Este lugar sufoca-me, sufoca o nosso filho.

Os lordes n�o te deixar�o sair, a n�o ser que os perdoas

sem condi��es por aquilo que eles fizeram

� pela sa�de do nosso filho.

Por favor, deixe-me sair daqui.

E poderemos voltar a estar juntos, Darnley.

Juntos, como antigamente.

Eu fiquei louco de ci�mes.

� por isso que os ajudei.

Convence-os que o futuro rei da Esc�cia

precisa de descanso e de sossego.

Eles que retirem o guarda frente a minha porta.

E vem ter comigo antes do amanhecer.

Como saberei que as contrac��es v�o come�ar?

Saber�.

- Saber�. - Saber�.

Saber�.

- Quer que chame o Lorde Darnley? - N�o.

Devagar, devagar.

Agarre a minha m�o, aperte-a com for�a.

Vai correr tudo bem.

18...

19...

Um filho para a nossa rainha amada!

- O que se passa com a sua voz? - A minha voz?

Preferia que se fosse embora. Onde est� o Rizzio?

Eu sou o Rizzio.

Ele est� morto.

Sois o dem�nio. Vai-se embora. Deixe-me em paz!

Castigou os meus assassinos?

Tenho que salvar o meu filho.

Filho?

O qu�? Disse "filho"?

Eu odeio-a, eu odeio-a...

Eu odeio-a!

No entanto, amo-a tanto.

Mas, nunca poderei dizer-lhe!

Ela � t�o atraente, t�o linda!

Ama-me mesmo?

Amor? Quem falou em amor?

Eu odeio-te, eu odeio-a eu odeio-a...

Ent�o, eu tamb�m vou odiar-te...

... durante algum tempo.

Eu tenho um filho.

Meu querido anjo,

Meu companheiro Minha alegria

Em beleza supera

A princesa � uma das tr�s

Adormece e sonha

A tua m�o nos len��is

� o vosso filho e o meu.

Que todos aqui sejam testemunhas.

Que todos aqui vejam o futuro rei da Esc�cia e da Inglaterra.

Como poderei manter uma pose t�o serena e confiante como a vossa,

quando c� dentro tenho uma vontade de gritar?

N�o faz ideia o que � ser m�e no meio de v�boras.

Talvez tenha raz�o em n�o querer casar-se.

Minha querida irm�, temos que nos unir.

O nascimento do meu filho � uma oportunidade para n�s duas.

Ele � mesmo nosso filho.

Porque o futuro dos nossos reinos, um dia, unidos

repousar� nos ombros dele.

Vais magoa-lo.

Ou se calhar est� mais seguro comigo?

Se lhe tocas, eu mato-te.

N�o confias em mim,

nem como pai, nem como marido,

nem como homem.

D�-me uma oportunidade para confiares em mim.

Nunca mais digas a palavra "confiar"!

N�o te perdoei nem me esqueci

do que me fizeste quando tiveste a oportunidade.

Eu quero que saibas que eu amo-te.

Beb�, James!

Eu prometo-lhe que o futuro rei ficar� em boas m�os.

Pode confiar na minha lealdade com a vossa alteza

e � claro com a Esc�cia.

Ele matou um homem.

A senten�a � clara.

Agricultor lnnery, condeno-o a 4 anos de trabalhos for�ados.

O qu�?

L� se vai uma cabe�a que merecia a forca.

S�o os meus s�bditos, irm�o!

Como rainha, n�o desejo

aumentar a desgra�a do meu povo.

Partiremos ao amanhecer.

Bothwell foi gravemente ferido.

E depois?

� a nossa fronteira,

o nosso flanco vulner�vel do lado de Inglaterra.

S�o cinco horas de viagem at� a fronteira.

� perigoso, majestade,

e poucos meses passaram desde do parto.

E n�o teremos lugar onde ficar, Majestade.

Pobre Esc�cia!

Se o Bothwell for a nossa �nica esperan�a!

Partiremos ao amanhecer.

Disseram que j� n�s tinha deixado,

meu caro amigo.

N�o me atreveria a faz�-lo, majestade.

Sem a sua autoriza��o.

Pens�vamos que ele tinha morrido.

�ramos quatro a empurrar uma carro�a cheia de cad�veres

quando ouvimos algu�m a praguejar.

Ent�o soubemos que n�o era nenhum fantasma.

Os fantasmas n�o praguejam?

Eu fico de olho nele,

para ter a certeza que n�o morre.

Meu Deus, o que teria acontecido se o golpe o tivesse matado?

N�o fique t�o feliz. N�o aconteceu.

Fui atingida pela s�bita realidade,

que ele esteve sempre ao meu lado.

Perdi tanto tempo,

ser� que � tarde demais?

N�o, paremos imediatamente antes que aconte�a uma desgra�a.

O meu fim ser� o meu come�o.

V�s!

Espere... Espere...

Espere...

- Fico feliz por v�-lo melhor. - Gra�as a Deus que est� bem!

Maldito ferimento!

Ficarei por perto.

Deixa-nos a s�s!

Enquanto voc� esteve doente,

passei bastante tempo como o James, o nosso filho.

Tornamo-nos grandes amigos.

Tamb�m andei a tratar do vosso reino, quero dizer,

o nosso reino.

Gosta?

Isto deve saldar algumas coisas.

Tamb�m tomei outras iniciativas.

Quais foram?

Escrevi � v�rios soberanos europeus.

E prometi que iria reestabelecer a verdadeira f�,

a f� cat�lica, aqui na Esc�cia.

Pela for�a, se for necess�rio.

Chegou o momento.

Ficou surpreendida?

Sim, surpreendeu-me.

Ser� que perdeu a cabe�a?

Este pa�s est� dividido entre duas religi�es,

isso s� far� ati�ar os ressentimentos,

e aumentar a desgra�a e a disc�rdia.

Idiota...

Apesar de tudo, eu sou o rei.

N�o, n�o �.

"Tenho fome"!

V�o ter comigo l� dentro.

Os ingleses j� chegaram.

Mal posso esperar por v�-la.

Porqu� que ela � t�o importante para si?

N�o entenderia.

De certa forma, s� somos n�s duas.

Intimamente ligadas pelo sangue,

pelo dever e pelo isolamento.

E eu quero ver a express�o dela quando vir o meu filho!

E tamb�m o quero a si.

A rainha!

A sua Majestade, a rainha de Inglaterra,

est� honrada por ser a madrinha do futuro rei da Esc�cia.

A rainha est� muito triste por n�o poder estar presente,

e espera vos ver muito em breve.

Enquanto isso,

abracemo-nos como irm�s, em vez da minha rainha.

Seria um gesto maravilhoso.

Durante todos estes anos, sonhei tocar nas suas m�os,

e apenas recebo um punhado de ouro.

Est� magnifico, De Croc.

Desculpe por estas duras palavras de desagrado,

minha querida Elizabeth.

Sinto-me consumida por uma imensa tristeza,

embora o baptismo real seja um evento muito alegre.

Se estivesse aqui, veria que eu fa�o boa figura.

Acho que ningu�m na Esc�cia viu uma cerim�nia assim!

Tudo corre bem.

Tenho um filho saud�vel e um futuro assegurado.

No entanto, a mulher que eu sou, n�o est� satisfeita.

Sinto em mim uma nova for�a que n�o serei capaz de atender.

Deverei entregar-me ou resistir?

Posso contar com os meus antepassados?

Tudo depender� dos jardineiros que escolher.

Uma m� escolha pode arruinar a sua planta��o.

Tenha isso em mente e a sua jovem macieira florescer�.

Est� a gostar da sua pequena festa?

O que se passa?

Eu pensei que era uma de n�s. Que era escocesa, como eu.

Mas est� aqui a esponjar-se na sua devassid�o francesa.

� o baptismo do meu filho!

A s�rio?

Onde est� o pai dele?

Eu s� vejo o Bothwell.

N�o se trata do Bothwell.

Por uma vez, tem raz�o.

- Trata-se do Darnley. - Sim?

Tem de p�r o Darnley na linha, irm�.

As ambi��es dele crescem sem restri��es.

Ele conspira com todos. Os cat�licos ingleses, o papa...

E contigo, irm�o?

Eu sou o vosso irm�o.

J� alguma vez a deixei ficar mal?

Isto n�o � um jogo.

Os vossos actos est�o a dividir o pa�s.

E os vossos?

Adeus, minha senhora.

Nunca tinha sentido nada assim.

Descobri uma coisa, em que nunca ousei sonhar.

Eu sei que todos se voltar�o contra mim e me julgar�o.

N�o conseguimos evit�-lo.

� verdade que concebi um filho com o meu marido.

Mas nada me preparou para isto.

Uma nova realidade,

onde fui transformada em algo de maravilhoso.

Deves pensar que n�o advers�ria para ti.

Espera e ver�s.

O Darnley foi-se embora.

O qu�?

Tudo ficar� bem.

Ter� que tirar esse c�o inc�modo do nicho dele.

Ele est� inst�vel.

� melhor t�-lo por perto.

Eu sempre tive que tomar as minhas decis�es sozinha.

Deixava-me simplesmente, guiar pelos meus instintos.

Atrevo-me a dizer, que agora n�o est� sozinha, Majestade.

Toda a minha vida esperei encontrar um homem como v�s.

Traga-o de volta.

Por ele arrisquei a minha dignidade e a minha consci�ncia.

Por ele, comecei a ver os meus amigos como menos do que nada.

Por ele, renunciaria de bom grado, ao mundo,

e morreria feliz para que ele pudesse triunfar.

Gosto de ver o meu marido sofrer.

Este homem repugna-me h� tanto tempo.

Como � que uma mulher se pode ver livre do marido?

Como posso perguntar-lhe isso, minha querida prima?

Sou obrigada a desempenhar o papel de enfermeira dedicada,

envolta por um cheiro f�tido que n�o v�m s� da doen�a dele,

e dos maus pensamentos que me atormentam.

D�-me um beijo.

Alimenta-me, meu amor.

Acha que eles conspiram contra mim?

J� estou a ficar curado.

Consegue perdoar-me?

Eu ainda sou novo.

Eu sei que n�o satisfiz os seus desejos,

mas ser� que a minha juventude n�o me serve de defesa?

O que eu quero � o melhor para n�s dois.

O que eu quero,

� reconquistar a vossa confian�a.

O vosso amor...

A vossa cama...

Mary...

Enquanto tiver papel, n�o consigo parar de escrever.

Eu sei muito bem que o cora��o dele

� de cera e o meu � de diamante.

S� v�s � que podeis controlar a minha compaix�o por ele.

Voc� obriga-me tanto a dissimular

que estou constantemente com receio.

Fico aterroriza com as minhas ac��es.

O que vai fazer agora?

N�o sei.

Tenha cuidado, o povo querer� castiga-la por aquilo que fez.

Mas eu n�o fiz nada, pode acreditar em mim.

Tudo me parece t�o apertado!

Falta-me o ar.

Algumas ac��es acontecem por nada se fazer.

Ser� pecado, Rizzio?

Estou gr�vida.

Este � um momento hist�rico

Perante mim, est� ajoelhado um protestante

e uma cat�lica...

Unidos perante Deus.

Isto incarna...

a verdadeira ess�ncia da toler�ncia.

As pessoas e o pa�s deviam alegrar-se

mas n�o o fazem.

Ser� porque eles recordam-se

de Isa�as da b�blia?

Quando ele disse que:

"Muitas casas ficar�o vazias."

"Mesmo as casas grandes e bonitas"

"ficar�o sem pessoas."

Olhe, quem ficou perturbado com a morte tr�gica de Darnley.

"Os meus ouvidos ficar�o surpreendidos,"

"a minha mente perturbada e o meu cora��o revoltado"

"ao saber do abomin�vel assass�nio do vosso marido."

"Mal tenho for�as para escrever-lhe."

"mas devo dizer-lhe que sofro mais por si do que por ele."

"Senhora, n�o vou esconder-lhe"

"que alguns dos vossos s�bditos menos submissos,"

"ousam sussurrar que n�o estareis preocupada"

"em investigar esse acto horr�vel."

"Recebi um relat�rio perturbador que dizia"

"que voc� n�o tinha inten��o de castigar quem praticou esse acto"

"de uma viol�ncia excessiva."

"Portanto, exorto-vos, aconselho-a e imploro-lhe,

"de levar a s�rio este aviso fraterno"

"e deixar, sem receio, que a justi�a exer�a o seu curso"

"mesmo contra aquele que est� mais pr�ximo de si,"

"se for provado que � culpado."

"Aquele que est� mais pr�ximo de si."

Essa inglesa tem jeito para as palavras.

Ainda assim,

a vossa graciosa prima,

est� a referir-se ao pai do futuro rei da Esc�cia.

Eu sei que o meu marido age de forma a desagradar-lhe

Mas provavelmente entende que uma rainha gravida

deve casar-se com o pai do seu filho.

N�o imagina a raiva e o desespero que sinto,

ao ver o meu actual marido, ser acusado da morte do anterior.

Mas mesmo que dissesse cem vezes que �ramos inocentes,

haver� sempre vozes caluniosas para nos condenar.

N�o me diga que se vai embora, irm�o?

Nos suplicamos-lhe,

que perseguisse e punisse

os respons�veis pela morte do rei.

E como poderei faz�-lo, sem a vossa orienta��o?

Bem, despe�o-me de si.

Nos tempos dif�ceis, todos os homens

e mulheres,

devem escolher o seu pr�prio caminho.

Vejo-me obrigado a viajar para a It�lia.

Filho da puta!

Voltaremos a v�-la em Philippi.

Tamb�m n�o se vai embora, meu amigo?

Tenho um neg�cio urgente a tratar em Fran�a.

Eu sei que o facto de ter casado com um protestante desagrado-o.

Devemos ser fieis a nos mesmos, n�o foi o que me ensinou?

Infelizmente, uma vez que um mau jardineiro come�ou a cavar

n�o h� muito mais a fazer.

- N�o, isto n�o! - J� vi, � muito grande.

- N�o, n�o! - Por amor de Deus, mulher!

Aproxima-se uma guerra.

Ent�o e os vossos "amigos"?

Grandes idiotas, mudaram outra vez de lado.

S� que desta vez n�o podemos expulsa-los do pa�s.

Eles querem as nossas cabe�as, Majestade.

Acha que os soldados v�o combater de bolsos vazios?

Que v�o combater por amor?

E v�s combaterias, Bothwell?

Merda.

Ide ter comigo a praia de Dunbar.

Eles n�o lhe far�o mal.

O Conde de Bothwell...

A sua vida est� em perigo, Majestade.

Ele � uma amea�a para si,

para n�s, para o reino.

Tem que se separar dele,

n�o s� para o seu pr�prio bem,

mas tamb�m para o bem do vosso filho.

Separar-me? O que quereis dizer?

Levaremos o pr�ncipe James connosco,

se n�o deixar o Bothwell.

Traidores!

Como � que se atrevam!

Est�o a falar para a vossa rainha,

n�o sou um pe�o para ser manipulada.

Tenho sangue real sagrado a correr nas minhas veias

e n�o serei tratada desta maneira.

E fa�o tens�o de lutar, meus senhores.

N�o vou lutar por algo t�o trivial como � a minha vida.

A �nica coisa que estou disposta a ouvir de si,

� uma rendi��o incondicional, a vossa rainha.

Vai se arrepender de estar no lado errado,

vossa Majestade.

Saiam da minha frente!

Preparem-se!

Ser� que venceremos?

Seria uma loucura combat�-los, Majestade.

S�o superiores em n�mero.

N�o tenho nenhum desejo em combat�-los.

Juram lealdade ao Le�o real e haver� de novo paz na Esc�cia.

Hoje, n�o haver� nenhum banho de sangue.

Desafio qualquer Lorde para um combate �nico.

Os lordes enviam-lhe isto, Majestade.

S�o os seus inimigos mortais.

N�o haver� combate �nico, nem negocia��o, apenas a rendi��o.

Tem que o mandar embora. N�o tem outra escolha.

Uma �rvore pode ainda ser poupada.

Vai-te embora!

D�o-nos cinco minutos,

depois atacar�o.

Os dados foram lan�ados.

� 16 de Maio, Mary embarca num barco de pesca.

Atravessa o golfo de Solway

e desembarca num pequeno porto perto de Carlisle.

Neste dia fat�dico, Mary ainda n�o tinha 25 anos de idade

e no entanto, a sua vida acabou.

Por enquanto, Elizabeth venceu.

mas � uma vit�ria enganosa.

Enquanto ela mantiver Mary prisioneira,

haver� duas rainhas em Inglaterra.

E enquanto elas viverem,

o reino nunca conhecer� a paz.

Continua a viver no passado?

Deve ser primavera.

Rizzio.

N�o, estamos no inverno!

Hoje em dia, ando confusa.

Perco a conta as primaveras e aos invernos.

J� passaram tantos.

Tamb�m houve muitos lugares.

Estou morta, Rizzio?

Ela j� me matou?

N�o, tens raz�o.

Estou muito mais viva do que ela.

H� tanto tempo que espero.

Ela s� tinha que me conceder uma audi�ncia informal.

Como podia convida-la, se voc� usa essa coroa?

N�o � nada. Basta tir�-la.

Olhe para as suas m�os!

N�o tem import�ncia, basta limpa-las.

Ela pode faz�-lo. Pode decapitar a coroa

As m�os, eu...

Durante todos estes anos, ela sempre hesitou em ver-me.

Deixou-me na esperan�a e na anseia

com todas aquelas cartas com promessas de um encontro.

Mas agora, ela � que � a soberana coroada,

e eu sou apenas uma pobre mulher,

sem coroa, sem pa�s e sem povo.

N�o consigo aguentar mais.

Preferiria que ela me matasse.

Duas grandes rainhas num impasse mortal.

Num purgat�rio sem fim.

Sem sa�da.

At� que uma de v�s morra.

Isso pode durar eternamente.

Fique! N�o se v� embora!

Por favor, n�o me deixe sozinha.

N�o hesite em fazer o que deve ser feito.

Ficaria feliz em sair desta cama para enfrentar o seu carrasco.

Apesar da insist�ncia dos vossos homens,

voc� hesitar� indefinidamente antes de p�r por escrito

um fim na nossa correspond�ncia.

E quando esse momento secreto chegar,

tereis v�s a coragem de me olhar nos olhos?

Com ou sem si ao meu lado,

anseio por uma nova vida,

uma oportunidade para voltar ao meu in�cio.

Minha querida prima,

ficar-lhe-ei profundamente grata por um machado bem afiado.

MARY RAINHA DA ESC�CIA

- ArtSubs - 6 Anos a fazer Arte para si!

- Legendas - Hawkeye147

- Revis�o - ****

facebook.com/ArtSubs

Dezasseis anos

Dezasseis bandeiras unidas Sobre o campo

Onde o bom pastor se lamenta

Homens desesperados

Mulheres desesperadas Divididas

Abrindo as suas asas

Debaixo das folhas que caem

Quando a sorte chama

Dei um passo em frente Fora das sombras

Para o mercado

Comerciantes e ladr�es, Esfomeados por poder

O meu �ltimo neg�cio Foi por �gua abaixo

Ela tem um cheiro t�o doce Como os prados

Onde ela nasceu

Na v�spera do solst�cio de ver�o, Perto da torre

A lua de sangue frio

O capit�o espera Por cima da celebra��o

Envia os seus pensamentos

Para uma donzela adorada

Cujo rosto de �bano

Est� para al�m De qualquer comunica��o

O capit�o ficou abatido Mas continua a acreditar

Que o seu amor Ser� recompensado

Raparam-lhe a cabe�a

Ela estava dividida Entre J�piter e Apolo

Chegou um mensageiro

Com um rouxinol preto

Eu vi-a nas escadas

E n�o pude deixar de segui-la

Segui-la, Passei a fonte

Onde levantaram-lhe o v�u

Tropecei nos meus p�s

Nas valas, Passei ao lado da destrui��o

Com os pontos remendados Por baixo

De uma tatuagem em forma de cora��o

Padres renegados

E jovens bruxas trai�oeiras

Estavam a distribuir as flores

Que eu te d�

O pal�cio dos espelhos

Onde soldados c�es S�o reflectidos

A estrada sem fim

E o lamentar do carrilh�o

Os quartos vazios

Onde a mem�ria dela est� protegida

Onde as vozes dos anjos Sussurram

Para as almas De tempos passados

Ela acorda-o

Passado 48 horas O sol aparece

Perto de correntes partidas

De louro da serra e pedras que rebolam

Ela implora por saber

Quais as medidas Que ele agora vai tomar

Ele empurre-a para baixo

E ela agarra-se aos seus longos Cabelos dourados

"Senhores", disse ele

"N�o preciso Da vossa organiza��o"

"J� vos engraxei os sapatos"

"J� movi as vossas montanhas e marquei as vossas cartas"

"Mas o �den est� a arder"

"Ou preparem-se Para serem eliminados"

"Ou ent�o os vossos cora��es Devem ter a coragem"

"Para a Mudan�a da Guarda"

A paz vir�

Com tranquilidade e esplendor Nas rodas de fogo

Mas n�o nos vai trazer Nenhuma recompensa

Quando os seus falsos �dolos Ca�rem

E uma morte cruel

Que se rende Ao seu p�lido fantasma

Que se retira perante o Rei

E a rainha de espadas

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.