All language subtitles for Alfred the Great pt-br

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

ALFREDO, O GRANDE

NO século IV, A INGLATERRA-a AINDA NÃO EXISTIA COMO NAÇÃO.

O TERRITÓRIO ESTAVA DIVIDIDO EM VÁRIOS REINOS INDEPENDENTES,

DOS QUAIS O MAIS IMPORTANTE E O MAIS RICO ERA WESSEX.

AÍ VIVIA UM PRÍNCIPE chamado ALFRED. UM DIA, TEVE UMA VISÃO

DE UM PAÍS UNIFICADO, ONDE TODOS VIVIAM SOB UMA MESMA LEI...

TINHA só 22 ANOS, EM 871, QUANDO OS DINAMARQUESES, UM POVO BÁRBARO

E PAGÃO, ATRAVESSARAM O MAR DO NORTE PARA SAQUEAR O SEU REINO.

Odin!

Acreditas serem dignos de se tornarem sacerdotes?

Pelo que a fragilidade humana permite julgar,

testemunho que são dignos de carregar o fardo do sacerdócio.

- Graças a Deus. - Príncipe Alfredo!

O príncipe Alfredo, onde está?

Alfredo!

- Alfredo, tenho de falar contigo. - Vai-te embora.

Deixa-te de parvoíces, estás a ouvir?

O conselho do rei ordenou que viesses.

O que fazes na casa de Deus, profanando o sagrado serviço?

Sou Athelstan de Lambourne, comissário do rei.

Alfredo, acabei de vir do campo de batalha.

Os dinamarqueses desembarcaram com um exército.

Athelstan, lutar é contigo. Regressa ao teu posto.

Vim para aqui para me afastar de loucos como tu.

- O que importa outra incursão danesa? - Não é uma incursão. E uma invasão.

Já se apoderaram da zona oriental.

O rei, teu irmão, foi ferido. Tens de vir comigo.

O meu irmão?

- Uma ferida mortal? - Não, caiu do cavalo.

O Ethelred está predestinado a isso. Faz tudo pela metade, e sabe disso.

Agora és sacerdote para sempre.

- Escuta-me... - Tira as mãos de cima de mim!

Tresandas a suor e a sangue.

Dentro de momentos serei ordenado padre

e ficarei longe de vós e das vossas batalhas.

Não significam nada para mim.

Leva o teu fedor para outro lugar.

Vou rezar afastado até que me chamem.

Dizes que os dinamarqueses desembarcaram?

Sim, com um exército numeroso.

Esse jovem é o segundo no comando e vale o dobro do irmão.

- Está louco! - Não é bem assim, senhor.

Eu conheço a sua forma de pensar.

Dentro de momentos fará os malditos votos! E depois?

- Meu senhor... - Livra-te dele.

- Dá-me voltas ao estômago. - Meu senhor...

Se o que ele diz é verdade, deveria pensar melhor!

Se ele tivesse chegado uma hora mais tarde...

Eu já teria sido ordenado sacerdote.

Tem de escolher. Agora.

Então, tu vem comigo.

Meu senhor...

- Meu Deus. - Não voltes atrás!

Pelo amor de Deus, Alfredo! Quando atacaremos?

Coloquem tochas à volta da tenda do rei.

Muito bem, tragam as vossas tochas e rodeiem a tenda do rei.

Vamos, disponham-nas em círculo à volta da tenda!

Senhor.

Bem, irmão.

Alfredo.

Tu deves dar as ordens. Eu não tenho papel nisto.

Excepto em honrar o campo com a minha infeliz pessoa.

Tens um papel... De importância vital.

Qual é o teu plano?

Os dinamarqueses estão Iá em cima, à entrada do vale.

Nós temos que os obrigar a descer.

Lembras-te, Ethelred, de como atraíamos os lobos?

- Sim, lembro-me. - Bem.

Faremos o mesmo para fazer descer os lobos dinamarqueses.

Foste sempre muito bom nisso.

Mas qual será o teu isco agora?

Tu, senhor.

- Utilizar o rei como isco? - Com que objectivo?

Temos de convencer os dinamarqueses que as nossas forças estão aqui em baixo.

Enquanto a maioria de nós trepa pelas encostas,

protegidos pela escuridão.

Por isso mandei rodear de tochas esta tenda,

para cegar o inimigo, e convencê-Io de que as nossas forças

estão concentradas em torno do rei.

Mas o teu plano deixará o rei sem proteção.

Sim.

- Impossível! - Está fora de questão!

Nada disso. És idiota, Hadric. Eu gosto do plano.

Gosto muito. Permite-me servir para alguma coisa, sem ter de fazer nada.

Sempre aprecie¡ isso.

Sim, eu também gosto.

Ótimo.

Então vamos dividir as nossas forças.

Athelstan, tu ocupas a floresta a poente.

Os meus homens ocuparão a encosta a nascente.

Ao primeiro toque do corno de guerra, metade dos homens atacarão.

Ao segundo toque, irão os restantes.

Não faças loucuras agora, está bem, Alfredo?

Ainda mais?

Tudo isto é loucura.

Temos que atacar antes do amanhecer, ou o plano será inútil.

Onde está o príncipe?

- Ainda está a rezar. - Deve vir para dar o sinal.

Se tenho de combater esse inimigo, dai-me força para fazê-Io com coragem,

e não com entusiasmo.

Enviarei três unidades para obrigá-los a sair.

O resto fica aqui.

Em frente!

- Dá o sinal. - Ainda não.

Do que está ele à espera?

Vão matar o rei! Temos de ir agora.

Meu Deus, dá-me arrepios ouvi-los.

Agora!

Voltem e lutem! Voltem e lutem!

Como é que está a ferida?

Não é um corte profundo.

Velhos deuses, Asher.

Isso apodera-se dos nossos sentidos e transforma-nos em bestas.

Os homens fazem coisas estranhas movidos pela paixão.

É verdade.

Muito estranhas, meu senhor.

Os dinamarqueses só se retiraram da Anglia Oriental.

Podem atacar de novo a qualquer momento.

Sabes que o exército te irá seguir.

A mim não.

Escuta, Ethelred...

Eu aprendi a ler em latim.

Na abadia há muitos livros. Livros da antiga sabedoria

da Grécia e de Roma.

O que sabes do mundo, para além das praias de Wessex?

Desde que o nosso pai te levou a Roma quando tinhas 5 anos, que és assim.

Bem, talvez tenha começado nessa altura.

Que mundo maravilhoso é aquele!

Grandes, belos edifícios feitos de pedra, cheios de luz e de música

e de pinturas.

Seria fácil encontrar Iá a graça de Deus.

Aqui estamos mergulhados na escuridão e na ignorância, à procura de sabedoria.

Somos como cegos que, no fundo de um poço,

pretendem contemplar as estrelas.

Ainda não estou preparado para ser sacerdote.

Alfred.

0 que foi?

Não ouviste uma palavra do que te disse.

Desculpa.

Mas tu és o rei. Não tens escolha.

Por um acidente de nascimento, eu sou dono da minha liberdade.

Também eu o era!

Existiam dois irmãos antes de mim.

Foi o azar da morte que me colocou no trono.

O nosso pai nunca imaginou que eu lhe sucederia.

Um ser fraco que não servia para nada.

Ali está a espada que ele te deu.

O que me deixou a mim?

Eras tu o destinado aos ofícios sagrados, ou seria eu?

Porque é que o nosso pai te deixou a sua espada, e a mim a sua cruz?

Nunca mais voltarei a levantar uma espada.

Por isso não esperes que faça o meu papel de príncipe na corte.

Vou preparar-me para ir a Roma e encontrar as minhas respostas.

Abram caminho para o rei Burrud de Mércia!

Bem-vindo Burrud de Mércia! Bem-vindos a Wessex!

O rei Burrud de Mércia!

Saudações, Ethelred...

Disseram-me que não estavas em condições de viajar.

Sim, infelizmente é verdade.

Já conheces os membros do meu conselho.

Muito bem...

A minha filha Aelhswith. Trouxe-a comigo.

Onde está Alfred, vosso herói guerreiro?

Já o mandei chamar.

Ethelred!

O que é isto tudo?

Já te disse que não tenho nada a ver com a corte.

Alfredo, o rei Burrud de Mércia veio discutir um tratado conosco.

Achamos prudente unir os nossos reinos para enfrentar os dinamarqueses.

Sim, muito prático.

Porque é que me chamaste?

Aelhswith de Mércia...

Tu roubaste a minha maçã.

Era a maior que havia na árvore, e ela roubou-ma.

É verdade, eu também a persegui!

Não me conseguiram apanhar.

O que é tudo isto?

Maçãs e roubos!

Disseram-me que eras soldado, não sacerdote!

Eu colhi a maçã, ela roubou-ma.

Nunca voltarei a confiar em ninguém de Mércia.

Que Deus apodreça as vossas malditas maçãs!

Vós, saxões, enganaram-me!

- Ele é sacerdote? - Ainda não, ainda não.

- Iremos explicar. - Agora!

- Como a irás pagar? - Ainda estava demasiado verde

e fez-me mal.

Asher, acho que aborrecemos as damas.

De todo, nós gostamos de ouvir a Bíblia.

A Bíblia?

Mas não preferiam que eu vos traduzisse?

Se assim o desejares.

Ele, que é sábio, nunca mistura súplicas com beijos.

Se ela resiste, então força os beijos que ela não dá.

Força bruta?

A força é o que as mulheres querem.

Adoram negar-se ao que mais desejam.

Esta não é a Bíblia que me ensinaram.

Não, mas os tolos podem escrever em latim ou em qualquer outra língua.

Perdão, senhora, o poeta Ovídio não era nenhum tolo.

Não, não, é que este manjar não é suficientemente forte.

Não conheces as jovens de Mércia, Asher.

Aqui está algo mais adequado para o vosso paladar.

Quando dois amantes se encontram a sós,

não é necessário nenhum poeta atrás da porta fechada.

Sem a sua ajuda, as palavras surgirão entrecortadas,

e as mãos não permanecerão inativas.

Os dedos encontrarão sozinhos os caminhos quentes das carícias.

Imagina, Edith, o que temos perdido por não sabermos ler.

Aprender a ler não estraga o que o amor ensina.

Obrigada, meu senhor. Em Mércia, os nossos príncipes sabem ganhar

corações e batalhas sem ter aprendido.

Deixamos os livros para... os sacerdotes.

Oh, bem...

Muito bem.

Ouves, Asher, quanta sabedoria num par de mamas?

Guarda-as para a maternidade!

E guarda os teus lábios para os beijos. A ignorância só te encherá a barriga,

não a cabeça. Es ignorante e orgulhosa!

Dás-me náuseas!

Não tardará a desculpar-se, senhora. Está dominado pela ira.

Estou a ver.

Explode e depois acalma-se.

O que aconteceu? Disseste algo que ofendesse o príncipe Alfred?

- Sim, parece que sim. - Tem cuidado, filha.

Pelo que ouvi dizer, não continuará a ser príncipe por muito tempo.

Acho que ele me quer.

Anda, procura-o, Zeno, procura-o!

Zeno, corre. Zeno, caça-o.

Zeno! Zeno!

Que maravilha...

ver-te fora da cama tão cedo!

Zeno.

Estamos a caçar. Tiveste sorte que o cão não te tenha perseguido.

Não me apanharia.

Experimenta.

Persegue-a, Zeno!

Zeno! Anda cá.

Não devias provocá-Io.

Não me magoou.

Não¡

A tua pele...

Não, não! Es como um tigre!

Já não somos crianças.

Queres casar-te comigo?

Mas disseste que ser sacerdote era o que mais desejavas.

Sim...

Antes pensava que sim.

E agora?

Prefiro-te a ti.

Amo-te.

Asher...

- Acabou-se. - O que disseste?

O rei.

Que momento!

Inoportuno, como sempre.

Alfred, uma má notícia para ti. Espero que não seja um mau presságio.

O teu irmão... Morreu.

O rei morreu! O rei morreu!

Príncipe Alfred, falei com os membros do conselho,

e concordámos que, por linhagem e mérito, és o mais adequado

para nos governar.

Por isso venho pedir que sejas o nosso rei.

Não.

Athelstan, tu farias melhor.

Não, Alfred, deves ser tu. Estamos todos de acordo.

Asher...

Asher...

Se tivesse sabido que ele estava a morrer...

Traí-me a mim próprio com a luxúria.

Devias ter-me impedido.

Acabou-se, não é verdade?

Nem pensava que chegaria até ao final do casamento!

Disse ao padre ontem à noite que o pobre diabo não veria o amanhecer.

Está tudo tratado, não está?

Tu sabias.

Vocês sabiam que ele estava a morrer e esconderam-me!

Disse algo inconveniente?

Entendo.

Para fazer-me renunciar ao sacerdócio e tornar-me num rei guerreiro?

E tu também!

O diabo não tem qualquer influência sobre mim.

Mas tu...

Sangue divino, cave¡ a minha própria sepultura!

- Se pelo menos me ouvisses... - Deixa-me!

Preciso tanto de ti como do beijo da morte.

Lamento.

Sei que amavas o teu irmão.

O casamento não será consumado.

Eu compreendo.

Não esta noite. Nunca!

Não haverá mais nada entre nós a partir de hoje.

Foi uma intriga inteligente, não foi? Unir os nossos reinos e fazer-me rei!

O teu pai e o conselho planearam tudo muito bem.

Eu ia ser o herói guerreiro que expulsaria os dinamarqueses,

-e tu o isco da armadilha! - Armadilha?

Vou voltar para a abadia e tornar-me sacerdote.

Nada me irá deter agora. O casamento não significa nada...

- Se permaneceres virgem. - Eu amo-te!

Pensava que tu também me amavas.

Seja como quiseres.

Não, por favor... Não!

Oh, meu Deus...

Senhor...

Santa Mãe...

dirás que o devia perdoar.

Todos os homens mostram tanta violência?

E no entanto, eu amo-o.

E tentarei compreendê-Io.

Sei que detesta o seu desejo, porque...

porque o levei a romper os votos de se tornar padre.

E por isso detesta-me...

Porque me ama.

E é muito orgulhoso.

Mas eu também o sou! Tenho que me humilhar?

Mas irei perdoar-lhe.

Se pronunciar uma só palavra... a pedir-me que o perdoe.

Mas se ele não disser nada, então...

Temo que O meu amor se converta em rancor

tão forte como o dele.

- Vingança, Guthrum! - Teremos mais que isso.

Somos os filhos de Odín!

Iremos apoderar-nos desta terra,

dos seus escravos, das suas riquezas...

Será tudo nosso. Por isso, deixem que os saxões durmam.

Dormem com medo, porque abandonaram os deuses que conhecemos.

Dizem que têm um novo deus. Um deus de paz e de caridade.

Um deus como esse irá defendê-los?

Temem a vida e a morte, mas,

acima de tudo, temem os deuses que abandonaram e que agora

irão destruí-los.

Vamos alimentar os seus medos.

Voltemos a Mércia, vamos! Cuidado com esses baús.

Que bando de preguiçosos.

Vamos, vamos!

Os dinamarqueses estão a refugiar-se em Mércia.

Pelo que ouvi dizer, os meus súbditos pagam-lhes para se irem embora.

Sim, por ouro fariam tal coisa.

Pois não quero que os comprem com o ouro dos impostos.

Acabem de carregar isso, depressa!

Se as coisas ficarem mal paradas, volto para sul e atravesso o canal.

Seria melhor que tu fizesses o mesmo.

Onde está o meu cavalo?

Eu ficarei em Wessex e lutarei para obter as melhores condições.

E se tu fugires, ordenarei a tua execução.

Farás o quê?

De acordo com a nossa aliança, deves-me o teu apoio.

Lembra-te disso.

Parece que falas a sério!

Se conseguir encontrar-me.

Vamos, mexam-se!

Tu não vais com o teu pai.

Porque hei-de ficar?

Vamos!

És a rainha.

Deves cumprir com o teu dever, como eu.

Então, como rainha, cumprirei com o meu dever.

Estás satisfeito?

- Pedi mais alguma coisa? - Não, não pediste mais nada.

E mais nada farei.

Então estou satisfeito.

Irei a Wilton, onde tentarei criar um exército

para enfrentar os dinamarqueses.

Deves preparar-te para a viagem.

- Alfred! - Cedric...

- O que aconteceu? - Os dinamarqueses ocuparam Mércia.

Estão acampados a cinco milhas do rio.

O exército do Burrud foi destruído.

Acho que ele fugiu.

- E o Athelstan? - Está à espera no vau.

Está tudo bem...

Vais combatê-los?

Não.

Tentarei conseguir um tratado.

Sou Guthrum, filho de Odín.

E este é Ivar, chefe dos meus guerreiros.

Chamam-lhe "Ivar, o Sem Ossos", porque a mãe fê-Io com cartilagens,

em vez de ossos.

Mostra-lhes.

E luta da mesma forma.

Eu sou Alfred, rei de Wessex.

E este é o meu primo, Athelstan de Lambourne.

Ele só salta sobre túmulos de dinamarqueses.

Mas são bem-vindos, se vierem em paz.

Vendemos paz, em moedas de prata.

Então devemos falar.

Irás deixar-nos Mércia?

Se os dinamarqueses ficarem fora de Wessex.

O meu preço são 20.000 marcos.

Então luta remos.

Estás a gozar comigo? Eu vi o teu exército.

Os teus homens estão nos campos.

Tens muitas concubinas?

Esta é a minha esposa.

Os cristãos só têm uma mulher.

Eu tenho 20 raparigas saxãs. Escolhia-as entre 300 escravas.

Algumas disseram que antes estavam casadas com o vosso deus.

Eram freiras.

São as esposas de Cristo.

O vosso Cristo não é como o nosso deus do amor, Frey.

Quando as donzelas o vêem, ficam coradas.

O meu Deus é vida eterna. Os vossos deuses estão mortos.

Mortos não.

A sua voz é o trovão no calor da batalha.

Só choram ao nascer, e amam como leões.

São esses os meus deuses.

Foram os vossos deuses do passado.

Os homens dizem que todos os reis saxões são filhos de Odín.

Mentem.

O vosso é um Deus cruel, ganancioso de poder e conhecimento.

Foi enforcado numa árvore para provar a si mesmo

e encontrar a sabedoria.

Não encontrou nada.

Os vossos deuses não ensinam nada, não têm sabedoria.

Têm sim: a sabedoria do sangue.

Do sangue?

Não existe sabedoria nisso, apenas dor,

fome e luxúria.

Cristo conquista as paixões para que a vida

e a sabedoria possam começar.

- Sem paixões? - Sim.

De outro modo, somos animais.

E tu és dono de todas as tuas paixões?

Estou a ver... Tu és filho de Odín.

Aceitarei 15.000 marcos.

15.000 marcos com uma condição:

- Que condição? - O refém que eu escolher.

Tenho de ter a certeza de que não quebrarás o teu compromisso.

12.000.

E podes escolher o teu refém.

Agora tenho eu a tua raposa.

Sim, tens.

Acordado.

Agora.

Já está selado.

O teu refém é o meu irmão bastardo em troca de uma escrava.

Olaf!

Vem cá.

O juízo dele foi com o vento do norte.

- Mas é um bom lutador. - Sim, sou um bom lutador!

Vai!

Agora...

Tens que me dar um refém à minha escolha.

Dá-me a tua esposa, Aelhswith.

- Impossível, deves escolher um homem. - Fizeste um pacto...

Fosse homem ou mulher, e deves mantê-Io.

Eu recuso.

Dá-me o tratado.

- Não podemos lutar com eles. - Somos demasiado fracos.

Não pode haver paz!

Meu senhor!

Estou disposta.

Bem dito, senhora.

Parece que ela não tem tanto medo de mim como tu.

Aelhswith...

Fazes esta oferta pela salvação de Wessex?

- Por sua honra? - Porque haveria de ser?

Sendo assim, a tua ação é nobre.

E tu aceitas esta oferta?

Por Wessex.

Sou obrigado a aceitar.

A rainha Aelhswith vem com os dinamarqueses!

Vamos! Em marcha, soldados!

O meu acampamento está em Gloucester.

Haverá aposentos para mim e para a minha dama?

Tudo o que pedires.

Precisarei de um quarto para o meu filho...

Isto é, se ele nascer.

Estás grávida?

Então tenho dois reféns em vez de um!

Que estúpido deve ser o vosso rei, para vos deixar vir aos dois.

- Ele não sabe nada disto. - Não lhe disseste nada?

Tinha esperança de o perder, mas ainda está vivo.

Por isso, deves proteger a minha honra,

porque o rei não dará qualquer valor a esta criança

-se não tiver a certeza que é dele. - Isso é verdade.

Mas os filhos nascerão, e os deuses são pacientes.

Eu também posso sê-Io.

De volta à linha!

- De quem são estes homens? - Do conde de Thanet.

Deveriam ser o triplo destes.

Os homens devem vir para serem treinados a lutar.

Recebi as tuas ordens.

Os homens desertam, senhor. E época das colheitas,

e não regressarão até que tenha terminado.

Dei-vos uma ordem.

Vais obedecer?

Não se podem mudar as estações.

E os homens têm de trabalhar.

- Que sejam açoitados. - Isso é inédito!

Cuidado, Alfred! Não se pode açoitar um nobre.

Suponho que saibas isso.

Porque não a um nobre, tal como a outro qualquer?

Pela simples razão de que é um nobre.

Se a um nobre, porque não a um rei?

A sua falta é maior que a dos seus vassalos,

deveria açoitá-los também.

Achas que os dinamarqueses farão este tipo de distinções

-quando atacarem? - Mas agora é tempo de paz.

Enquanto formos fortes.

Doze chicotadas.

Para o diabo com isto! Eu vou-me embora!

Estou a avisar-te, Alfredo: se continuas com isto,

acabei contigo.

E eu digo-te: a minha justiça será cumprida

sem distinção para com nenhum homem.

Faz o teu trabalho.

Seus tolos e idiotas!

Cedric!

Não podem desafiar a razão!

Basta, é suficiente.

Odeio-te, Alfred.

Que caia sobre ti a maldição de Deus.

Abram os portões!

Uma mensagem para o rei!

Fechem os portões!

Senhor, envia-me o conde de Winchester.

Os dinamarqueses atravessaram as suas terras com um exército poderoso,

o mais numeroso que já se viu.

Na véspera de Reis... Escolheram bem o momento.

Deves pedir ajuda. Chama os teus nobres outra vez.

Não o mates.

- Pede-lhes desculpa. - Não.

Tenho aqui o meu próprio exército, treinado apenas por mim.

- Vais trair-te a ti próprio. - Responderemos com forquilhas.

E os anjos irão conosco!

És demasiado orgulhoso.

Fiz uma promessa, e não a irei quebrar.

Não voltarei a usar uma espada para matar.

Esta espada que carrego será uma cruz para mim.

Todos usaremos a armadura de Deus,

e com a fé triunfaremos!

Demasiado orgulhoso.

Foram derrotados, em Chippenham.

Venham.

Ponham-no em cima da cama.

O rei, como está?

Como te sentes?

A minha espada está limpa.

Diante de Deus ninguém deve levantar uma espada para matar homens.

Eu não queria ser rei.

E não sirvo para ser um.

O meu orgulho matou-os a todos.

Encontramo-nos com eles em campo aberto. Eles não eram muitos.

Não tantos como temíamos.

Caía neve, estava frio.

Atacamos e vencemos.

Meu Deus, devias ter visto! Vencemos e eles fugiram.

E nós perseguimos-los.

E nem vimos para onde nos levavam.

Eles... estavam à nossa espera.

Não os ouves?

Não, pelo amor de Cristo, poupa-nos!

- Eu levei-os para a morte...! - Não.

Agora tens que recuperar as tuas forças.

Os dinamarqueses virão aqui, e não te devem encontrar.

Existem uns pântanos não muito longe daqui.

Tens que te esconder Iá.

E vocês dizem que esse vosso Cristo é o deus do amor?

O que é isso?

Amor é bondade! Afeição e delicadeza.

Mas com todas as criaturas de Deus.

Sigurd, mostra-lhe o que é o amor.

Porque não ficas?

E observas?

A criança está a salvo.

- Já esperei o suficiente. - Não te mexas.

Achas que porque os teus braços são fortes, podes fazer o que quiseres?

Matava-te 10 vezes, antes de permitir a tua vontade à força.

- Não a minha vontade... - Cuidado.

Não apenas a minha vontade.

A tua vontade diz-me que não, o teu corpo que sim.

Quem usaria a força?

Olha como o nosso sangue flui junto.

Agora... Agora estamos unidos. Agora pertences-me.

Agora!

Aqui não há nenhum caminho para sair dos pântanos.

Vamos voltar para trás.

Não, eu estou bem.

Não os matem. Quem são vocês?

Soldados. Lutamos contra os dinamarqueses.

Jóias? É a espada de um nobre. Como a conseguiste?

Como?

Foi-me oferecida.

- Roubaste-a. - Não.

Vamos levá-los para o acampamento.

Escapamos aos dinamarqueses...

E agora somos apanhados por bandidos.

Tu tinhas a espada.

Deixa-me ver a tua cara.

Tu és um chefe.

Mas aqui o chefe sou eu, todos fazem o que eu mando.

- Não têm senhor a quem servir? - Não, somos bandidos.

Quando um pobre é acusado, o que pode dizer?

Um nobre pode encontrar uma dúzia de homens que jurem

por ele em tribunal.

Eu não encontrei nenhum, por isso...

Sou bandido.

Escuta,

eu preciso de ajuda.

Não poderíamos ser aliados?

De quantos homens dispões?

- Dos que estavam comigo. - Precisas mesmo de ajuda.

Se não tiveres feito nada errado, o rei podia perdoar-te.

O rei?

E onde queres que encontre o rei?

Tens a sua espada.

O rei? Já te disse que era um presunçoso.

É uma boa oferta, ter o rei como amigo.

E eu preciso de amizade.

Aelhswith... Vem, desejo-te.

Quanto tempo mais vais deixar-me à espera?

Não acordes o bebé.

Sabes o que farei?

Vou fazer de ti rainha soberana de Wessex.

Talvez até me case contigo.

Não.

Não?

Ainda te sentes ligada ao teu frio senhor saxão?

Não.

Detesto-o.

Detesto-o com todas as minhas forças.

Sabes porque recuso?

Porque lhe daria enorme satisfação chamar-me traidora.

E eu iria desprezar-me a mim mesma se traísse o seu povo.

Ele não irá desprezar-me.

Entrou até aqui à força! Parece-me ser um bandido.

Um bandido?

Já te disse para deixares esses livros em paz.

Está tudo bem.

O teu bandido, Thomas, sabe o valor que têm.

- Alfred . . . - Asher.

Está tudo bem?

Bastante bem.

Lembrei-me disto. Vês?

É um corpo de homens que usam seus escudos em formação apertada

para romper uma barreira.

A falange espartana.

Temos que usar tácticas como esta contra os dinamarqueses.

Ouvi falar do teu exército.

Os teus nobres estão inquietos.

Temem que uses essa força de bandidos para lhes tirares o poder.

Prefeririam os dinamarqueses.

O Guthrum é esperto. Cobra mais impostos aos pobres do que aos ricos.

Alguns gostariam disso.

Eles que vão para o diabo!

Os bandidos são melhores.

E aprendi a gostar deles.

A única razão desses homens serem perigosos, é porque

nós lhes negamos os seus direitos.

Estão fora da lei.

Alguns por nenhum crime, a não ser a sua ignorância.

Precisamos de um livro. Um livro de leis na nossa própria língua.

O latim é para o clero.

E dizes que gostas deles?

Senão não poderia ser líder deles.

Uma vez disseste que tais homens mereciam ir para o matadouro,

porque eram como bestas.

Começas agora a compreender

que estes bandidos são iguais às paixões da alma,

perigosos apenas quando os seus direitos são negados?

Bem,

tenho de voltar ao acampamento antes que escureça.

O que estás aqui a fazer?

Uma mulher não deve presenciar estes rituais.

Estão a oferecer ao deus um sacrifício com sangue,

para que a semente seja fértil.

Nove criaturas de cada espécie são degoladas.

Impede-os!

Não posso fazer isso.

Isto é um ritual sagrado.

Detém-nos!

Porque te importas? Porque são saxões que vão ser degolados?

Porque são seres humanos.

Aelhswith!

És fria comigo! Não mostras qualquer sentimento.

Dás-me o teu corpo... Mas não o teu coração!

O meu coração? É o meu coração que queres?

Sabes que sim.

Então o bárbaro pagão acredita no amor!

Uma verdadeira conversão! Deve ser algo novo para ti.

Muito diferente da tua antiga sabedoria do sangue.

Que bonita ficas quando te zangas!

Deixa que me case contigo e te torne rainha.

Não¡

Porque recusas?

Eu queria amar-te,

não compreendes?

Mas não me amas.

O que te impede?

Tens medo do voto matrimonial feito perante um padre?

Que estranha religião é essa, que está em guerra com tudo?

A tua carne, o teu sangue, o teu corpo todo chora por sua causa!

Isso não é uma religião, é uma doença do coração!

O amor é a doença.

Nenhum voto me pode impedir de te amar,

muito menos obrigar-me.

Se não é por causa desse voto...

- É porque ainda amas o Alfred. - Não!

Conquiste¡ o seu reino,

mas não a ti. Ele conquistou-te.

- Não é verdade. - Conquistou-te!

E eu hei-de conseguir o teu amor.

Usa a tua espada!

Aquela vagabunda saxã, a tua rainha, deita-se assim,

de costas.

Pergunta ao meu senhor Guthrum, ela conhece-a bem.

E o filho que ela te deu chama-lhe pai, e aprende a ser dinamarquês,

-rei dos pântanos. - Deixa-me matá-Io.

Não.

Diz isto ao teu amo:

ele quebrou o juramento que me fez, e por isso vou matá-Io. Mais nada.

Percebeste?

Solta-o.

Alfredo...

Ele ia matar-te.

Eu jurei não voltar a usar uma espada

para matar.

Um homem tem de matar para viver.

Eu não me atrevo.

Há um...

Prazer ao fazê-Io.

Primeiro sente-se medo,

depois prazer.

Mas se um homem mata apenas quando é preciso,

o teu juramento é absurdo.

A tua rainha, amava-Ia, não é verdade?

O amor é como uma doença.

E como uma doença, deve curar-se na cama.

A cura não durará.

Onde vais?

Tenho um filho de quatro anos e quero vê-Io.

Tenho de entrar no acampamento dinamarquês, tens de ajudar-me.

Vamos, Edward. Vamos.

Tira-os dali!

Leva as mulheres! Tranca-as na abadia!

Edward! Edward!

Edith...

Onde está o meu filho?

Onde está o meu filho?

O que fizeste com o Edward?

É meu, não tenho qualquer dúvida. Nenhuma vagabunda ficará com ele.

Mas tens de me deixar vê-Io...

Mesmo que seja só uma vez, assim ele compreenderá.

Não.

- Então mata-me. - E carregar com essa culpa?

Uma rainha pode morrer. Uma mulher como tu deve apodrecer,

e eu farei com que apodreças em silêncio.

E depois?

Em prisão perpétua.

Deus te amaldiçoe...

Deus te amaldiçoe por ser como és.

Tirano, hipócrita... Pensava que o tempo te tinha tornado melhor.

Mas estás mais cruel que antes, e juro por Deus que

nunca conheci homem tão cruel.

Mais cruel que o teu pirata dinamarquês?

Oh, sim. Muito mais cruel.

Ele só tortura os corpos. Mas tu...

Tu torturas a alma.

Eu?

- Torturar, eu? - Torturas-te a ti mesmo,

porque pretendendo ser como Deus, tornaste-te menos que um homem.

E também torturas os outros, que são apenas carne mortal!

Tal como eu era.

O que fiz eu de errado?

- Tentei seguir o caminho de Cristo! - Não.

Cristo é perdão e compaixão.

Nunca te perdoaste a ti mesmo.

Nunca aceitaste que és humano, com fraquezas humanas!

Nunca perdoaste que pudesses pecar!

E por isso irás atormentar-te até que apodreças,

porque o demônio atormenta-te o coração.

Os cães do inferno que tens dentro de ti irão levar-te à sepultura!

E sabe Deus quantos mais sofrerão devido ao teu próprio tormento,

até que o mundo se livre de ti!

Alfred. . . Amo-te.

Vem, Edward.

Vou levar-te para casa.

Não olhes para mim como se fosse um estranho.

Sou teu pai.

Tirano, hipócrita... Nunca te perdoaste.

Tu torturas a alma. Deus, és o homem mais cruel que conheci.

Nunca aceitaste que és humano, com fraquezas humanas.

E por isso irás atormentar-te até que apodreças,

porque o demônio atormenta-te o coração.

Magoaste-te?

Não tenhas medo. Não tenhas medo.

Foi o vento que assustou o cavalo. Entendes?

Vamos, vou levar-te para casa.

Escuta, consegues ouvi-los entre as árvores?

Não os temas. Não os temas.

São parte de nós.

Não te preocupes, os demônios não te levarão.

És demasiado feio.

Os demônios estão dentro de nós próprios.

Tens que aprender a viver com eles.

Vamos.

Vamos.

Não tenhas medo deles.

Comigo estás seguro.

Edward... Edward...

Que pequeno e o homem...

E que grande é a escuridão.

Está tudo bem.

A Primavera está aqui. Sentem?

Chegou o momento de lutar.

Estamos preparados para isso.

Devemos enviar mensageiros por todo o Wessex

a dizer aos nobres que o seu rei está à espera para levantar a sua espada.

Roger, desta vez mataremos porque é preciso.

Achas que virão?

Sim.

Então se ganhares esta batalha, já não vais precisar de mim.

Pensa o que quiseres, mas voltarás a ser rei outra vez.

E os teus conselheiros dirão que em Wessex deve existir ordem.

O que significa que deve haver segurança para os nobres.

E tu irás ouvi-los, porque também és nobre.

E dirão que enquanto viverem homens como eu,

não haverá segurança para os nobres...

- Nem para ti. - Então precisarei ainda mais de ti.

Para que não o esqueça.

Ou matas-me, para que possas esquecê-Io.

Haverão outros como tu.

Sim...

Lembra-te disso.

Não são muitos.

Serão mais.

Olhem ali!

Athelstan!

Athelstan,

graças a Deus que vieste!

Não viemos para te ajudar, Alfred...

Viemos matar-te!

Não, parem! Todos quietos!

Escutem-me.

Podes matar-me, se quiseres.

Fiz-te mal, não te devia ter mandado açoitar.

Não porque fosses um nobre, mas porque não havia nenhuma lei

que me permitisse isso.

Os nossos antepassados adoravam deuses que não tinham nenhuma lei,

excepto a lei do poder.

Pois bem, não será assim no meu novo reino.

Irei fazer um livro de leis, que todo o homem pode ler.

E qualquer um que quebre essas leis, será julgado imparcialmente

e depois castigado, segundo diga a lei.

Ninguém estará acima da lei,

e ninguém poderá viver fora dela.

Haverá uma só lei para todo o meu povo,

quando os dinamarqueses forem embora. Então...

Se vieram matar-me,

façam-no agora

e ide em paz.

Senão,

pousem as vossas espadas e sirvam-me depois,

tal como eu prometo servir-vos.

São todos homens livres!

Toma.

Agora.

Para trás! Retirar!

Ataquem pelos dois lados e empurrem-nos para o Iago!

Escudos para baixo!

Retirem os mortos, atirem-nos fora!

À carga! Vamos!

Vamos! A carga!

Com a espada, imploro-te.

- Precisamos de reforços! - Não podemos detê-los!

Enviem um cavaleiro à abadia! Os monges que venham lutar!

Precisamos de mais ajuda dos aldeãos.

Mulheres e idosos também.

Que vão todos para os pântanos de Athelny! O rei precisa deles!

Para Athelny! Todos para Athelny! O rei Alfredo precisa! Venham!

Venham para a batalha dos pântanos, ou o rei morrerá!

Sigam-me! O rei chama-vos!

Vão matar o rei Alfred!

O rei precisa de toda a gente!

Outra vez!

Ao ataque!

Estamos cansados, precisamos de descansar!

Não, todos de pé!

Olhem ali!

- Mais dinamarqueses! - Fora!

Saiam da água! Estão a ouvir?

De pé!

Em formação!

Vamos!

À carga!

- Fechem fileiras e aguentem! - São demasiados.

- Temos de fugir. - Ainda não.

Alfredo, são eles!

Vamos, filhos de uma cadela!

Estes não são soldados!

À carga!

Fá-Io tu, Alfred!

Envia-me para os meus deuses!

Haverão outros como ele...

Mas não para ti nem para mim.

Então, Alfred...

Curvo-me perante o teu deus. Ele deu-te o triunfo.

O meu triunfo...

O vosso deus de amor é muito poderoso.

ASSIM ,a INGLATERRA FOI UNIDA E ALFRED FOI O UNICO SOBERANO A SER CHAMADO

"O GRANDE".

FIM

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.