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Original subtitles

O que temos?

Provas que Dan Vlcek tira dinheiro, a privatiza��o � esquema.

Apesar de as acusa��es serem mentiras,

o CEO da Central Energy, Daniel Vlcek, decidiu demitir-se.

Extratos banc�rios, quantias exatas.

Todas levam ao Daniel.

- O que � isto? - O estado das coisas.

O que n�o tive tempo de acabar.

Conheces as regras do jogo, n�o mudam.

O que vamos fazer?

Arranjamo-nos.

- N�o vais defender-te? - Quero que isto acabe.

- Sabes que pode ir preso? - Porque me dizes isso?

Para pensares se queres selar o destino do teu irm�o.

Foi uma den�ncia an�nima, n�o sabia que ia dar a ti.

Se soubesses, agias de outra forma?

- Acho que n�o. - Cuida da minha fam�lia.

Sobretudo do Michal.

Pol�cia! Ningu�m se mexe!

Temos um mandado para apreender provas

relacionadas com a Central Energy.

Diz-me quem � a fonte.

- Acho que � mulher. - Achas?

Sei quem � a Sofie.

Todos os documentos e mensagens que recebeu

v�m do computador de Daniel Vlcek.

A Sofie era o seu irm�o.

CAP�TULO DOIS: ABRA�O

SEIS MESES DEPOIS

e com a empresa EnergyStar. No entanto, quero sublinhar:

esta situa��o n�o podia ter sido evitada...

Petr, o Max chamou-te.

N�o deixa de ser estranho.

Como leva a Central Energy ao vermelho t�o depressa?

N�o � dif�cil, os custos das filiais estrangeiras aumentaram imenso.

Tentou culpar a queda do Euro, mas o governo ficou sem paci�ncia.

As a��es da CE ca�ram para metade.

- Escrevo sobre a demiss�o? - Ainda � especula��o.

Analisa a situa��o da CE, sobretudo, das filiais.

Precisamos de mais informa��o.

Posso ir � CE. Talvez o Toman comente.

- Ou fa�o tamb�m a an�lise? - N�o.

- Querias falar-me? - Sim, entra.

� tudo. Marie, tenta o Toman, v� se comenta.

Depois, envia-me.

E fecha a porta.

Vamos falar com o Toman da CE. O que achas?

- N�o estou a seguir. - Queres que acredite?

- Nunca mentiste bem. - Porque me chamaste?

Preciso de uma an�lise da CE. Consegues pensar em algu�m?

�s quem sabe mais disto.

Tenho o artigo das rela��es de maiores de 30 anos.

- Tu?! Podes escrever sobre isso? - Max...

N�o acredito que n�o queiras saber.

O problema n�o � meu.

Quem � o senhor? O que quer?

- Petr Vlcek, do jornal "Kontext". - Saia.

Ms Tomanova! N�o vou escrever sobre o seu marido.

S� quero falar-lhe em privado.

- Tem identifica��o? - Com certeza.

- � irm�o do Daniel Vlcek? - Sou.

Dizem que se matou por sua causa.

� importante falar com o seu marido, ele est�?

- O que est� a fazer? - Boa noite...

Sou Vlcek, o irm�o do Daniel.

- Tenho de falar consigo. - Eu n�o.

- Deixa-me em paz? - Porque se matou o meu irm�o?

- N�o faz ideia nenhuma. - Mr. Toman, n�o quero escrever.

- S� quero saber porqu�. - Saia daqui.

- Petr! - Da pr�xima, chamo a pol�cia.

Anda c�! Entra!

Ol�.

- Que raio fazes? - Andas a seguir-me?

O Martin disse-me onde vinhas.

Sabia que n�o aguentavas mais. J� te conhe�o h� muito.

Esperas que o Toman te diga algo sobre a morte do teu irm�o?

Passou meio ano, bolas.

Tens de esquecer.

N�o vais a lado nenhum com isso.

Ent�o, ajuda-me a ir.

Tens medo?

Deixa-te disso.

- Michal... - Ol�.

- Espera. - Deixa-me em paz.

S� queria ver-te, dizer ol�.

Prometi ao teu pai que cuidava de ti.

O pai morreu, sai das nossas vidas.

SEI PORQUE O TEU IRM�O MORREU. APARECE AQUI �S 23H.

- Que fazes aqui? - E tu?

Recebi uma mensagem, foste tu?

- N�o, tamb�m recebi. - Passas dos limites.

- N�o fui eu. - Ent�o?

N�o sei.

O Michal disse que foste � escola dele.

O que queres?

- Porque n�o nos deixas em paz? - Achas que n�o sofro?

- Que queria isto? - Podias ter parado!

Claro que n�o podia! O Dan era a minha fonte! N�o entendes?

Ele � que me enviava os dados!

Raios...

Meu Deus...

Raios partam!

Raios!

- � o Toman! - Sai daqui!

- � o Ales! - Vai!

Deixa-me em paz.

Deixa-me em paz.

Ales!

- Porqu� o meu irm�o? - Salva o meu filho.

As regras n�o mudam.

Abra�o!

Porque fez isto?!

- N�o sei. - Suicidar-se?!

N�o sei.

Abra�o...

O Daniel falou nisso? Que fazes?

- Vou ligar � pol�cia! - Esquece! Sai daqui!

- N�o fizemos nada, explicamos! - Explicar o qu�? Vai para casa!

- E tu? - N�o te preocupes, vai!

Mike?

Fui lavar o carro.

N�o, n�o se passa nada.

Sim.

N�o demoro...

- Quem escolheu o local? - O Toman.

N�o achou estranho encontrarem-se ali?

N�o, j� me encontrei com pessoas em tanto s�tio.

O que queria falar-lhe?

Tem de saber porque iam encontrar-se.

N�o disse. S� disse que queria falar comigo.

- Pode confirmar isso? - Enviou-me uma mensagem.

Um cart�o an�nimo pr�-pago. Podia t�-la enviado facilmente.

Pensou porque Toman queria encontrar-se consigo?

Sou jornalista.

Mas j� n�o faz casos pol�ticos, certo?

Podia querer escrever um livro de culin�ria.

Obrigado.

Volte a dizer-me o que aconteceu.

- O que lhe fazemos? - A arma era de quem?

Estava registada em nome do Toman. Era legal.

- Impress�es digitais? - Do Toman.

E?

- Solta-o. - Deixamo-lo ir?

N�o temos nada.

Esteve em dois suic�dios.

Ambos em circunst�ncias "curiosas".

Teve azar. N�o se vai para a pris�o por isso.

Est� solto.

Eva, raios...

Porque o faria?

Matar-se depois de o puxares de um carro em chamas?

Estou a pensar o mesmo.

Sabes o tramado? Ele queria mesmo morrer.

- Vamos publicar? - A Eva Vlckova confirma?

Sim, mas n�o vou envolv�-la.

Passou pelo mesmo h� meio ano.

Acreditas em mim, certo?

N�o facilitas nada.

Mas, sim, acredito.

- Abra�o... - Quem?

Toman disse "Abra�o" antes de disparar.

E que "as regras n�o mudam".

- Abra�o? - Sim.

Quais regras?

- N�o sei. - Podes ter ouvido mal.

C�us, Max...

Devias ir dormir, est�s p�ssimo.

- Boa noite. - At� amanh�.

Ol�...

Exclu�mos homic�dio?

A arma s� tinha impress�es do Toman.

Acreditamos na tanga do Vlcek que ia entrevistar o Toman?

Porque mentiria?

Estamos a passar ao lado do fundamental.

O Petr Vlcek esteve em ambos os suic�dios.

� jornalista de investiga��o.

Ou costumava ser.

E?

Vi os registos telef�nicos do dia em que Dan Vlcek se matou.

Marcou encontro com Petr Vlcek, como o Toman.

Por isso, ele estava l�.

Onde queres chegar?

Talvez estejamos a fazer a pergunta errada.

N�o dev�amos perguntar "porqu�" o fizeram,

mas o que estavam a tentar dizer.

D�-me isso.

DEUS ESTEVE COM ABRA�O, AJUDOU-O A OBTER RIQUEZA

TORNOU-O UM GRANDE HOMEM DO SEU TEMPO.

Raios...

- Ol�. - Ol�.

Porque te interessa se Daniel falava de Abra�o?

Disse-me ao telefone que sim.

N�o falava dele, deu-me um quadro.

Pode mostrar-mo?

Estava a gozar comigo com o quadro.

Foi para me dizer o que pensava de mim, tirei-o da parede.

Mas n�o o deitou fora?

Porque deste o quadro � igreja?

Disse que era um presente, n�o quis recusar.

- Podes dizer-me do que se trata? - Era o que gostava de saber.

H� outra coisa que devias ver.

- Est� a gritar com o quadro. - Eu n�o! Eu n�o!

Que tudo v� para o inferno!

- 22.10. - Desculpa?

Porque n�o me disseste isto antes? Ou � pol�cia?

- N�o me pareceu importante. - N�o pareceu importante?

Foi no dia do suic�dio!

S� vi depois de ele morrer. O que mudaria se falasse � pol�cia?

Petr?

- Ol�. - Ol�, o que fazes aqui?

Precisava de falar de um assunto com o pai.

- Tens fome? Aque�o-te algo. - N�o, j� vou indo.

Tenho de voltar.

- Volto noutro dia. - Est� bem.

- STELA: EST�S BEM? - QUERES ENCONTRAR-TE?

Obrigado.

E?

N�o fa�o ideia do que se passa � minha volta.

Suic�dio. Abra�o...

- A minha cabe�a explode. - Abra�o?

O que Toman disse antes de se matar.

O Daniel deu ao pai um quadro de Abra�o a sacrificar Isaque.

Dia dif�cil?

Anda c�.

Vou fazer um ch�.

Sabes, isto...

foi a coisa mais rom�ntica que fizemos juntos.

O Toman tamb�m falou de regras. Que n�o mudam.

O qu�?

- As regras n�o mudam... - Achas que era um jogo?

Se for, � uma loucura completa.

Mas porque fariam algo assim?

Tenho de descobrir.

Ouve, n�o posso dizer-te nada.

Quem manda neste jogo tem o poder de levar pessoas ao suic�dio.

Acho que n�o vais ter escolha.

� evidentemente uma terr�vel trag�dia.

Primeiro, Daniel Vlcek, agora, Ales Toman.

Quase parece que a Central Energy foi amaldi�oada.

O Arquivo Anticorrup��o

h� muito se interessa na CE, correto?

Sim. Oferecemo-nos para investigar

todas as acusa��es da CE em rela��o ao Estado.

� devido a estes eventos que o arquivo existe.

� verdade que oferecem recompensas a delatores em empresas corruptas?

� verdade, nunca fizemos segredo disso.

� uma pr�tica bastante comum.

N�o podemos esquecer que contar a verdade � arriscado.

T�m de ser motivados.

O que pensa sobre o plano do Ministro das Finan�as Horvat

para propor ao governo a suspens�o da privatiza��o?

- At� o caso ser investigado? - Bem...

O Ministro talvez tenha boas inten��es,

mas a venda demorou anos a ser preparada.

Seria dif�cil travar um processo em andamento.

- At� para um Ministro. - Obrigado.

Daqui, TV3 para Gallery X.

- Ministro. - Bom dia.

A que devo a honra desta visita matinal?

Bom dia tamb�m para si.

N�o se encontrou comigo.

Sabe o que quer e sabe a resposta dele.

A privatiza��o da CE � crucial para este governo;

a sua atitude deixou-o desconfort�vel,

sobretudo, ter falado publicamente, sem consentimento dele.

Por isso, queria encontrar-me com ele, para explicar.

Morreu o segundo diretor da CE em meio ano; n�o � normal.

Mais uma raz�o para o PM achar que encontrar-se consigo

n�o seria inteligente, nestas circunst�ncias.

De que circunst�ncias falamos?

CEO DA CE SUIC�DA-SE

Eu enviei. E?

O PM teme que os seus la�os com Ales Toman possam evocar...

associa��es desagrad�veis.

- "Associa��es desagrad�veis". - Entendeu-me.

Sabe que sempre foi problema, felizmente, conseguiu esconder.

Com Toman morto, � uma quest�o de tempo, at� chegarem a si.

Ter nomeado o Toman para chefiar a Central Energy

vai ser a cereja no topo do bolo.

Vai contact�-lo quando tudo acalmar.

Se acalmar.

- Faz o perfil do Toman. - Certo.

O Petr faz uma declara��o exclusiva sobre o suic�dio.

�s testemunha chave, vamos usar isso.

N�o quero um perfil superficial, "mulher de 2 filhos"...

- Tem um filho em Londres. - N�o quero saber.

Quero a carreira toda.

Como chegou onde chegou, quem o ajudou.

Quem amava, detestava...

Sabemos que Daniel Vlcek o meteu na empresa como gestor.

Mas e antes? Quero isso tudo.

Re�no com o Arquivo Anticorrup��o, a ver se h� algo sobre ele.

H� muito que observam a CE.

- Com o Sramek? - N�o, com o assistente.

- O Sramek n�o tem tempo. - Certo, v� o que arranjas.

- E eu? - O que sabes da privatiza��o?

H� duas interessadas: a EnergyStar dos EUA e a Puissance, europeia.

O Governo decide esta semana, est� inclinado para os americanos.

- Fala de ambas. - Certo.

� tudo.

Petr, quero dar-te uma palavra.

Sei que n�o posso pedir-te nada, agora.

Tens problemas suficientes.

Mas quero-te na equipa.

�s tu quem mais sabe sobre a Central Energy.

- N�o tenho ningu�m melhor. - Posso recusar?

Podes tentar.

Est� bem.

- O que queria? - Que voltasse � reportagem.

E?

Leste os meus artigos de lifestyle?

- A� tens. Queres boleia? - Sim, que simp�tico!

- D� jeito ter-te de volta. - Desculpa?

- Segura aqui, por favor. - Marie!

- Bom dia. - Bom dia.

Obrigada.

Ol�.

Lamento muito pelo Ales. Queria que soubesse.

Porqu� tudo isto?

Que espet�culo � este? Eram amigos, bolas!

- � melhor assim. - Para quem? Para si?

As elei��es est�o a�...

N�o fale do meu marido como se fosse deficiente!

- Se puder fazer algo... - N�o se incomode.

Fez mais que suficiente.

Ent�o?

Posso ir?

- Tenho licen�a? - Ivona...

Posso perguntar algo ao Sramek, se l� estiver, n�o?

- Ao Sramek? - Sim.

O tipo que abre um fundo anticorrup��o para a sua galeria?

- Sim, � um pouco imodesto. - Um pouco.

Desde que consiga algo, precisava de um furo.

Marie?

�s boa, n�o tens de provar nada a ningu�m, calma.

Olha quem fala. Obrigada pela boleia, adeus.

- Ol�. - Ol�.

Tenho uma reuni�o com Mr. Jakub Z�tek.

- � ele, ali. - Obrigada.

- Miss Kralova? - Sim.

- Z�dek, prazer. - Ol�.

Est� tudo pronto na biblioteca, venha.

Obrigada.

Ser� que Mr. Sramek arranja 5 minutos para mim?

Lamento, tem quest�es internas o dia inteiro,

para um leil�o de caridade que vai organizar.

- S� tem isto? - S�.

Esperava encontrar algo.

H� sempre a possibilidade de n�o haver nada que encontrar.

Nem todos s�o criminosos.

Posso levar isto?

N�o. Lamento.

Vamos?

Obrigada.

Por aqui.

- Lamento que v� desiludida. - A s�rio? Estou habituada.

- Mr. Sramek! - Miss Kralova...

Marie Kralova, "Kontext".

- Sei quem �, Miss Kralova. - Tem um momento?

S�o dois minutos, prometo.

Deem-me licen�a, um momento.

Ent�o...

Veio perguntar-me pelo Ales Toman, certo?

For�a.

- Conheciam-se? - N�o �ramos amigos, mas sim.

N�o quero parecer insens�vel,

mas devia ter-se mantido naquilo em que era bom.

Acha que n�o era bom CEO?

Acho que o posto de CEO na Central Energy era demais para ele.

- Porqu�? - Porque...

Veja o que fez � Central Energy em apenas seis meses.

A a��es da empresa desceram para metade.

Digo-lhe uma coisa. H� gestores incr�veis

e, depois, h� gestores aceit�veis.

O Ales Toman estava no segundo grupo.

Daniel Vlcek era um l�der, tinha muitos contactos,

por isso era indispens�vel na Central Energy.

Mas o Ales?

Basicamente n�o tinham alternativa ao Teodor.

O Horvat?

O ministro das finan�as? Ales Toman conhecia Teodor Horvat?

Foi padrinho de casamento.

N�o � algo que queiramos dizer ao mundo antes de uma privatiza��o.

Disse dois minutos...

Obrigada, Mr. Sramek, depois, contacto.

Deixe-me ajud�-la.

A sa�da � por aqui.

- Sim? - Ol�, sou o Vlcek.

Desculpe, n�o quero falar consigo.

Ms Tomanova, ou�a-me...

O que quer de mim? Deixe-me em paz!

Ms Tomanova, sei que � dif�cil, acredite, quero ajud�-la.

Tamb�m n�o � f�cil para mim, estive l�.

S� quero entender. Quero descobrir o que aconteceu.

Obrigado.

Falou com ele?

Antes de ele...

N�o.

S� preciso de saber porqu�. Porque o fez?

N�o consigo parar de pensar nisso.

Como andava nos �ltimos tempos?

Devia saber que ia ser despedido.

Ele n�o queria matar-se.

A depress�o � diferente em cada um.

N�o entende, sei que n�o queria matar-se.

- Posso? - Sim.

J�rovcova, Riva.

O outro passaporte era dele.

Do que fugia?

Nunca me disse nada.

Mas andava nervoso, percebi isso.

Apanhei-o uma noite a queimar documentos na lareira.

Viu o que eram?

Tinha inimigos?

Claro que tinha inimigos! Todos temos.

- Mam�! - Querida! Anda c�!

- Querida! - Perd�o.

N�o h� problema, pode ficar connosco.

Estavas a brincar com a Barunka? Tinha o rato com ela?

- Tem uma filha linda. - Obrigada.

- Tem filhos? - Infelizmente, n�o.

- Tamb�m tem um filho, n�o tem? - Sim.

O Jachym est� na universidade em Londres.

S� nos visita nas f�rias, n�o �?

- Deve ter orgulho dele. - Tenho.

Mas comparado com o Ales...

Nem imagina a alegria quando o aceitaram.

Parecia mais entusiasmado que o nosso filho.

Vou mostrar-lhe uma coisa.

Vai brincar, depois vou ter contigo, sim?

Venha comigo.

� o reino do Ales.

Ningu�m aqui podia entrar.

O Jachym detestava os uniformes, mas acabou por se habituar.

Que quadro impressionante.

Disse o mesmo quando o pendurou.

Mas ele gostava, sabe-se l� porqu�.

Parece o original.

D�-me arrepios.

HORVAT E TOMAN: UMA LIGA��O PERIGOSA

- N�o. - N�o?

- Como assim, "n�o"? - N�o publico. � um n�o assunto.

O ministro das finan�as, na privatiza��o de uma estatal,

� amigo pr�ximo do CEO dessa empresa!

E? Todos se conhecem, neste pa�s.

Conhecer algu�m n�o significa ser corrupto.

- Mas... - A discuss�o j� acabou.

� um hip�crita.

Est�s a pisar gelo fino, Marie.

Se o Petr lhe mostrasse isto...

- Publicava sem hesitar. - N�o, e sabes porqu�?

Porque o Petr nunca se lembraria de tal disparate.

Ol�.

O que foi? Estou ocupado.

� um artigo da liga��o de Ales Toman e do Ministro das Finan�as.

O Horvat.

- Parece-me bem. - Foi o Sramek que falou.

O Horvat foi padrinho de casamento do Toman.

O Max n�o publica?

Veio, nas costas dele, pedir-me que interceda.

Lembro-me de quando veio estagiar para c�.

- Foi h� muito tempo. - Eu sei.

Concordo com o Max.

N�o � suficiente para um artigo.

Obrigada.

Marie?

Concordo, por agora. Agiu bem em falar comigo.

A condi��o para o equil�brio deste modelo

� modificar os pares lineares homog�neos...

Bastante hardcore?

Raios...

Que caos!

Raios!

Raios!

Atende, raios!

- O que foi? - O Michal est�?

- Porqu�? Vem a�. - Est� ou n�o? Liga-lhe.

- O que foi, Petr? - Liga-lhe!

- Michal! - O que se passa aqui?

- Temos de falar! - Esquece.

- Michal... - Chamo a pol�cia.

- Ouve... - � propriedade...

- Ouve-me! - Petr!

- Fui atacado. - O qu�?

Deixou-me isto.

Acho que � uma mensagem. Um aviso claro.

Est� tudo ligado, o Toman, o teu pai, tudo.

- Explico no carro, vamos. - Vai, Michal.

M�e, acreditas nele? Estava no outro suic�dio!

Outro depois do pai, agora a minha foto...

- Vai fazer as malas! - Vai!

Obrigado.

Boa noite.

Ainda bem que veio.

Como est�?

Bem.

N�o fala muito.

Voc� � que queria falar.

Gosto de si.

Gosto da sua abordagem �s coisas.

Pragm�tica, direta ao assunto.

Sem manobras legais nem cita��o de artigos.

Voltei ao relat�rio que fez sobre o Daniel Vlcek.

Encontrei certas liga��es ao caso de Ales Toman.

Ambos deram concursos estatais �s mesmas empresas.

Nalgumas n�o � claro quem s�o os propriet�rios.

� o que indica no relat�rio, ou estou enganada?

Desde quando uma procuradora investiga quem s�o os propriet�rios?

Normalmente, param estes casos.

� exatamente o que quero mudar, por isso, estamos aqui.

Quando um caso se perde, sabe qual costuma ser a raz�o?

As pessoas.

Uma das raz�es da minha alta taxa de sucesso

� a minha desconfian�a natural nas pessoas.

S� envolvo aqueles em quem confio a 100 porcento.

E vejo potencial em si.

- Quer-me na procuradoria? - N�o.

Est� onde deve estar.

Para qu� alterar uma coisa que corre t�o bem?

Quer que lhe passe informa��o?

Quero que seja algu�m em quem posso confiar.

Uma pessoa de confian�a.

Poder� trabalhar em casos significativos, que mudam as coisas.

Conhece-me, sabe que n�o estou a mentir-lhe.

� tudo?

Pense nisso.

- At� logo. - Adeus.

- Ol�. - Ol�.

- Deste-nos um susto terr�vel. - Desculpa.

- Ol�, m�e. - Ol�.

- O que foi, Mike? - Nada.

N�o se importa que eu e o Michal fiquemos uns dias?

Claro que n�o, nem t�m de perguntar.

Vou preparar o quarto.

Quero ver o quadro.

Voltaste a pendur�-lo?

� bom ter um Rembrandt na parede.

- O que representa? - O sacrif�cio de Isaque.

O 22� do 10�...

E depois?

O dia em que o Daniel se matou.

� do Livro do G�nesis, cap�tulo 22, verso 10.

"Estendeu Abra�o a m�o, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;

"Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os c�us: "Abra�o"!

"N�o estendas a m�o sobre o mo�o, sei que temes a Deus,

O maior sacrif�cio seria o teu �nico filho."

- O anel. - O que tem?

- Tem do pai... - O qu�?

As iniciais. DV.

Tradu��o: Rita Caetano

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