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Zulu
Foi uma den�ncia an�nima.
- N�o sabia que ia dar a ti. - Cuida da minha fam�lia.
Sobretudo, do Michal.
O Dan era a minha fonte, n�o entendes?
Ales!
Se estiver a dizer a verdade, tem uma capacidade incr�vel
de estar sempre no s�tio errado.
Porque mentiu o Mr. Vlcek sobre a sua presen�a no local?
Para me proteger e ao meu filho.
O Daniel deu ao pai um quadro de Abra�o.
O anel do pai da Universidade de Budapeste.
Na m�o de algu�m prestes a degolar o filho.
Recebi um e-mail, de algu�m a tentar ajudar-me.
Deixaram a crian�a arder.
Quem enviou isto � a �nica pista.
- O Vlcek anda com a pol�cia. - N�o h� problema.
O meu irm�o enviou-me documentos interessantes antes de morrer.
Subornava os respons�veis pela privatiza��o
porque seria um investimento �til.
O Ministro das Finan�as a privatizar uma empresa estatal
� amigo do CEO dessa empresa!
Outra raz�o para o PM n�o achar adequado
encontrar-se consigo nestas circunst�ncias.
Para entender o mal, tem de regredir 25 anos.
Diga-me quem �.
Pare de agir como se n�o tivesse nada a perder, Vlcek.
CAP�TULO QUARTO: AS CRIAN�AS
Lucinka?
- Ol�. - Ol�.
- Est�s boa? - Sim.
- Sim? A m�e est�? - Sim.
Luci?
Lucie!
Lucinka!
Anda c�. Anda c�.
Assustou-a, s� est�vamos a falar.
- Desapare�a ou chamo a pol�cia. - N�o fa�a isso.
O que quer? J� disse, n�o sei nada.
Tamb�m n�o sabia que o seu marido ia sair do pa�s.
Sabemos que enviou o v�deo ao Vlcek.
� mentira, n�o sei o que quer. Se soubesse, dava-lhe!
Deixe-me em paz! Juro, n�o sei de nada!
- N�o devia deixar destrancado. - Por favor!
- Quem quiser, pode chegar a si. - Por favor!
Entenda uma coisa, Mrs Tomanova.
Se nos esconde coisas, podemos esconder tamb�m.
E se n�o encontrarmos o nosso item, jamais encontrar� o seu.
Tranque o port�o.
- Que raio querem fazer? - H� problema?
Se h� problema?!
Agiu pela segunda vez nas minhas costas.
- Max! - N�o te perguntei nada.
Quero ouvi-lo. O que pretendes?
H� anos que dirijo o jornal e nunca tivemos esta treta.
Nunca houve rodeios, ou confias em mim ou n�o.
Nesse caso, acho que n�o confio.
O "Kontext" come�a a decair aos poucos na tua gest�o
e a tua recusa de publicar poss�veis revela��es � incompreens�vel.
N�o fabricamos mentiras e s� depois as verificamos.
Este neg�cio n�o funciona assim.
Esse contrato cheira mal, tu sabes!
Os advogados � que decidem isso.
O teu trabalho � descobrir informa��o e vender jornais.
Esse contrato vai dar cabo de n�s. � muito arranjado para ser verdade.
Recuso-me a escrever sobre isso.
N�o vais escrever sobre isso. Disse � Marie para o fazer.
Foi ela que descobriu, � l�gico que continue.
- Ministro! - Ministro!
- Acordo com Toman e Spevacek? - Deixem passar.
Recebeu para privatizarem a Central Energy?
- N�o vai comentar? - � tudo um disparate.
- Ministro! - Ministro!
Responda!
OFERTA PR�-TRATADA POR MINISTRO HORVAT
- Fiz o que queria, pronto. - Prometeu ajudar-me.
N�o est� a dizer-me toda a verdade.
N�o percebeu nada, pois n�o?
Quer ouvir toda a verdade?
Acha que aguenta?
Valer� a pensa saber?
A verdade acabou com o Vlcek e com o Ales.
Morreram por causa dessa "verdade".
Quanto menos souber, mais segura est�.
E os seus filhos tamb�m.
Aproxima-te.
- V�o reconhecer-me. - Achas que sou est�pida?
N�o volte a ligar-me.
O que posso fazer sozinha? N�o fa�o ideia do que querem de mim!
Vamos, rapazes!
Lucinka...
Upa!
O esc�ndalo come�ou com o artigo da edi��o de hoje do "Kontext",
que alega haver uma rela��o entre v�rios homens influentes.
Al�m do Ministro Horvat,
o acordo foi pretensamente assinado pelo falecido Ales Toman,
antigo CEO da Central Energy, e pelo empres�rio Karel Spevacek.
Comenta as acusa��es, Mr. Spevacek?
Ainda nem tive tempo para abrir os olhos.
Vejam s�...
Samuel Pleva. Casado, dois filhos.
Espera. Pleva? Aquele Pleva?
- Diretor da Petrochemic. - Sim.
Peixe gra�do.
Temos de arrancar-lhe mais coisas.
Pois temos.
At� logo.
Foi o senhor que me ligou.
O que quer de mim?
O que aconteceu h� 25 anos?
N�o sei do que fala. Pare de me incomodar.
Quer dizer-me algo, mas tem medo.
Posso ajud�-lo.
- Deixe-me ou chamo a pol�cia. - Diga-me!
� a minha �nica pista.
As pistas est�o � sua volta, s� n�o as v�.
O contrato com Horvat...
Acha coincid�ncia ter sa�do hoje?
- Tudo bem, Mr. Pleva? - Sim, obrigado.
Eu contacto-o. Agora, v�, por amor de Deus.
N�o podem v�-lo comigo.
Sei tomar conta de mim.
N�o � consigo que me preocupo, Mr. Vlcek.
- Ol�. - Anda sentar-te aqui.
Sabes o que senti, quando se soube?
O meu filho mais velho numa escola privada no estrangeiro?
Onde s� os comunistas importantes conseguiam meter os filhos?
- Era contra tudo o que defendia. - Tudo tem de ser sobre ti?
O pai j� era adulto.
� normal n�o querer fazer tudo igual a si.
Para algu�m normal, a escola custava um valor inimagin�vel.
N�o pod�amos, mesmo que quis�ssemos.
Mas ele arranjou dinheiro, por ele.
- E onde? - N�o foi com empregos de ver�o.
Sujou as m�os, jogou o jogo deles...
Isso perseguiu-o para sempre.
- Ali. - Obrigada, Alenka.
- Quanto tempo? - 5 minutos.
- Ministro? - N�o tenho tempo.
N�o vou demor�-lo.
- S�o mentiras. - Claro que s�o.
Acredita em mim?
Isso n�o � importante neste momento.
O que importa � que se tornou um fardo a esta administra��o.
Vai ceder a jornalistas que s� querem mais leitores?
Inventaram!
Estou a dizer-lhe, nunca assinei um contrato daqueles!
Seria doido, se fizesse algo assim.
Mr. Horvat, continua sem entender.
Atingiu uma fase em que n�o importa se assinou ou n�o o que for.
V�o arras�-lo.
E quando terminarem passam ao pr�ximo.
Talvez o primeiro ministro?
O mais razo�vel seria a sua demiss�o volunt�ria.
Idealmente, agora, na confer�ncia de imprensa.
N�o tenho raz�o para me demitir.
N�o seja rid�culo, n�o � o seu primeiro ano no cargo.
Demita-se, nuns meses, a imprensa j� o esqueceu,
ter� uma bela posi��o num comit� de dire��o algures.
Bom dia.
Queria comentar as acusa��es feitas contra mim
na edi��o de hoje do di�rio "Kontext".
Enquanto pol�tico, sempre tentei manter a integridade moral.
Sempre agi nos melhores interesses da Rep�blica Checa,
e acredito que todos os pol�ticos devam fazer o mesmo.
Acredito que todos os pol�ticos devem reconhecer os seus erros
e sair se comprometem a confian�a dos eleitores
ao ponto de n�o poderem continuar a exercer fun��es.
E porque realmente acredito nisto,
n�o pretendo ser v�tima de vis mentiras,
que meramente tentam desacreditar e enegrecer o meu nome.
Rejeito todas as alega��es do "Kontext" sobre o meu envolvimento
em qualquer contrato d�bio entre mim e o Mr. Toman e o Mr. Spevacek.
N�o t�m qualquer fundamento.
Mas conhecia Ales Toman?
N�o h� perguntas.
Sim, conhecia o Ales Toman. Nunca o neguei.
- N�o achou importante? - Miss Kralova...
Tenho muitos amigos e n�o tenho de me explicar por isso.
Mas o contrato diz que acordou dar a privatiza��o da CE � EnergyStar.
N�o existe contrato! � falso!
Como vai proceder? Pretende processar o "Kontext"?
Sim, considero a possibilidade. Vou consultar os meus advogados.
Obrigado, era tudo o que queria dizer.
- Ministro! - Conhecia o Mr. Spevacek?
A confer�ncia de imprensa terminou. Obrigado.
Que lindo s�tio escolheu.
T�o sossegado.
Pensei que preferia se n�o nos vissem juntos.
� muito atencioso.
Presumo que n�o tenha de explicar. O contrato � uma treta.
A EnergyStar vai sair da proposta.
N�o t�m hip�tese de aguentar isto.
Deve arrepender-se.
Perdeu um bom b�nus pelos seus servi�os.
Ou preocupa-o mais o golpe � sua reputa��o?
Deixe a reputa��o, compro outra.
Preocupa-me mais que investiguem o contrato.
- N�o posso ajudar. - Acho que pode.
Ainda nem o temos. S� est� nos jornais.
E quando o tiverem?
Os seus problemas desaparecem, Mr. Spevacek.
Sabia que uma volta ao ar livre me faria bem.
Mas recebemos outra coisa.
Uma grava��o de v�deo de 1998.
Tamb�m n�o sabe nada sobre isso?
Que grava��o?
Tamb�m n�o tem de preocupar-se.
- Ol�. - Ol�.
Senta-te.
Onde encontraste o v�deo?
Escrevi no relat�rio.
Encontrei-o quando vi o computador do Toman.
O computador do Toman estava na esquadra.
Fiz c�pias do disco.
Certo, obrigado.
- Quem est� com o caso? - Ningu�m, est� encerrado.
- O qu�?! - N�o havia nada a fazer.
- Josef, uma menina morreu queimada! - O v�deo � in�til.
N�o se veem caras, nada.
Stella!
- Sei que est�s com o Vlcek. - N�o � nada contigo.
J� fal�mos do que � da minha conta.
- Tens acesso a informa��o. - Separo o trabalho da vida privada.
A s�rio?
Bela foto.
Quem tirou? D�s-me o contacto?
Acaba com isso, entendido?
Vai para o Diabo.
O Doubrava quer que a Marie continue.
Acho que � esquema.
- Tamb�m acho. - Disse-lhe assim que me mostrou.
Vaca teimosa.
- � tudo o que existe? - Exato.
N�o h� nada mais que uma fotocopiadora.
Estive na confer�ncia do Horvat.
- E? - Acredito nele.
N�o sei, pareceu n�o saber nada do contrato.
Tenta investigar isso.
- Disseste que era a Marie. - Sim, mas est� a fazer mal.
Vai revelar-se um esquema.
Dormia melhor se soubesse que tenho outra vers�o.
Pode valer a pena voltar a tentar o Sramek.
Est� bem.
Espere aqui, por favor.
- Mr. Sramek, tem uma visita. - J� disse que n�o tenho tempo.
- � o Petr Vlcek. - Ele que entre.
Fa�a favor.
- Obrigado. - Ora essa.
- Ol�. - Ol�.
Sente-se.
Soube que teve um incidente no leil�o.
- N�o. - Chamou a pol�cia?
N�o. Foi um b�bedo.
Espera-se que nestes eventos as pessoas tenham maneiras.
Sabia do contrato?
N�o.
Aceita um caf�?
O nosso � excelente.
Venha comigo.
N�o sabia do contrato, ou teria investigado h� muito.
E n�o sabe quem o enviou?
N�o recebemos muitas cartas com remetente, Mr. Vlcek.
O nome Samuel Pleva diz-lhe algo?
� dono da Petrochemic Company. Porque pergunta?
Porque fal�mos disso recentemente. Conhecem-se bem? Confia nele?
N�o tenho raz�es para pensar o contr�rio.
- Ol�, Mr. Sramek. - Ol�...
Queremos dois... frapp�s?
- Doisf rapp�s. - Claro. Sente-se eu levo.
Obrigado.
- For�a. - Obrigado.
E o que acha do contrato?
Parece-lhe genu�no?
Sinceramente?
N�o, talvez n�o.
Sente-se.
Ou�a, lamento o que causou. Mas prejudica-nos igualmente a n�s.
Tanto como ao Horvat e ao Spevacek?
As institui��es n�o s�o diferentes dos pol�ticos e empres�rios.
Se perdemos credibilidade, estamos acabados.
Passaram 2 anos at� o Arquivo Anticorrup��o ser levado a s�rio.
Tivemos de mostrar passo a passo que �ramos s�rios.
Lamento. O documento n�o devia sair do arquivo.
E claro n�o devia ter chegado aos jornalistas.
Mesmo assim, envi�mos para uma peritagem.
Ou seja, tamb�m n�o acredita.
N�o sou ing�nuo, Mr. Vlcek. Sei como funciona.
Sei que os melhores pol�ticos s�o os melhores atores.
N�o estou t�o seguro nesta posi��o
para dizer quem desempenha bem o seu papel.
Mr. Sramek, est� na hora, temos de ir.
O caf� fica para a pr�xima, Mr. Vlcek.
- Prazer em v�-lo. - Adeus.
Ol�, o que faz aqui?
Querem algo, Eva. E n�o sei o que �.
- Deves ter tu, tens de lhes dar. - Ivona? Dar o qu� a quem?
- Raptaram o meu filho. - O qu�?
N�o me atende h� dias, n�o os conheces, Eva.
- N�o param at� conseguir. - Conseguir o qu�?
Espera por mim, volto r�pido.
- Encontra isso! - Ivona!
Detestei-o.
Pelo que fez.
Pelas confus�es em que me meteu e � m�e.
Odiei-o tanto que fiquei enjoado.
N�o conseguia pensar noutra coisa.
� normal estar zangado.
Sim, mas � normal estar 20 anos zangado!
Eu n�o aguentava.
- A s�rio? - Sabia que n�o o queria na escola.
Implorei-lhe para n�o ir.
Sabia o que pensava e ignorou-me na mesma.
- Tinha 20 anos! - S� o fez para me enfrentar!
� isso, o teu pai sempre soube bem o que fazia.
E tamb�m sabia nessa altura.
- O que se passa? - Vou voltar para Praga.
- A tua m�e disse... - Falei com ela.
- Vou de comboio. - N�o falaste com a tua m�e.
- Sai da frente. - Michal!
N�o quebraram o pai, n�o pensem que o fazem comigo.
Queres bater-me?
- For�a. - Parem com isto.
N�o vais dizer-me o que fazer.
J� pensaste que tornaste o pai no que ele era?
Tudo o que odiavas nele podes ter sido tu a criar?
Est�s a gozar... Ligaram-te?
- Est�o preocupados contigo. - Claro.
- N�o sejas idiota. - Eu sou idiota?
� mesmo perigoso, raios!
Queres-me fechado numa reitoria o resto da vida?
- N�o o suporto, ele... - � o teu av�.
Tamb�m o desiludiste como o meu pai?
Foi mais f�cil, o Dan era o para-raios.
- Ficava com a culpa de tudo. - Est�o sempre a cuspir nele.
Morreu h� meio ano e continuam a denegri-lo.
At� o pr�prio pai acha que se vendeu aos comunistas para estudar.
Que algu�m lhe pagou.
Algu�m tem de o defender, ele j� n�o pode.
Tenho de ir. Vai para casa!
- Sim? - Apanhe o metro at� Florenc.
- Veja se n�o �s seguido. - Mas preciso...
Raios...
- Sim? - Esta��o Smichov.
N�o podemos encontrar-nos normalmente?
Raios.
Esta��o Smichov.
- Estou aqui. - Plataforma 1.
Plataforma 1. Certo.
- Foi seguido? - N�o.
Vai finalmente dizer-me do que tem medo?
- N�o faz ideia onde se meteu. - N�o?
J� estou metido, por isso, n�o importa.
E o contrato?
Quem o plantou? Tamb�m foi voc�?
Quem est� no v�deo?
Era uma menina pequena, sabe disso?
Chamava-se Kopriva.
Quebrou o pacto e esse foi o castigo.
Qual pacto?
- O Pacto Abra�o. - Claro.
Os quadros...
Quer saber porque o seu irm�o e o Toman tiveram de morrer?
Porque cometeram um erro.
- O sistema deles engoliu-os. - Qual sistema?
Coisas de mi�dos que se descontrolaram.
Uma ideia de b�bedo que o Daniel teve na faculdade.
Ele inventou isto tudo?
Porqu�?
Dinheiro?
O que chama de dinheiro?
Um milh�o? Dois?
Sonhou com castelos no c�u e constru�mo-los.
Fomos mais longe do que pens�mos.
Porque tinha de ser, por causa do pacto.
Havia uma escolha.
Se um membro do pacto quebrasse o acordo ou quisesse sair...
Era ele ou a crian�a.
O que aconteceu h� 25 anos?
Conhecemo-nos.
Todos estavam envolvidos?
A quem falou de mim?
Quem? O Dan, o Toman, voc� e mais?
Quem orquestra isto?
O mais triste � que ele vai acabar por vencer.
A Empresa Nacional de Minera��o.
Querem repetir, o mesmo modelo mas muito mais dinheiro.
Pode acabar aqui e agora, se me contar tudo.
Vai acabar aqui e agora.
Lamento.
O meu comboio chegou.
N�o!
Anda, entra!
Metade da pol�cia est� � tua procura.
- N�o o empurrei, ajuda-me. - N�o podes ficar.
- Eu sei. - Tens de te entregar.
- Nem penses! - N�o piores as coisas!
- O v�deo? - Encerraram o caso!
Raios! Ouve... O Pleva falou da Minera��o.
Sobre uma repeti��o, mesmo modelo, mais dinheiro.
Descobre o que �, depois falamos.
Caros passageiros...
Os Caminhos de Ferro checos...
para Budapeste, Keleti Palyaudvar,
com partida para as 20h19,
encontra-se na plataforma 4 pronto para partir.
N�o tenho tempo para falar disso.
Vi as not�cias.
- Espera... - O Michal, falaste com ele?
Obrigado.
Falei, disse-lhe para ir para casa.
- O qu�? - Tem calma...
A pol�cia procura o jornalista Petr Vlcek.
N�o te preocupes, j� � crescido.
N�o tarda, est� de volta.
Tenho de ir.
Petr...
- Jachym? - Sim.
- Onde est�s?! Est�s bem? - Estou na escola!
- Podes ligar-me? Estou em p�nico. - Desculpa, m�e.
O que se passa?
M�e?
N�o interessa o que o Horvat diz.
Quanto mais fala, pior faz.
O contrato funcionou como devia, queriam acreditar.
N�o. Eu pr�prio vou tratar da Vlckova.
- Fala Karel Spevacek. - H� algum problema?
Desculpe incomod�-la, mas...
Podemos falar c� fora? Estou � sua porta.
Sim, pode ser.
Pode abrir-me a garagem? N�o quero rumores.
- Sabe o que quero dizer. - Sei.
Sabe o caminho.
Segundo andar.
Karel?
Desculpe.
Tive um impulso e fui ao escrit�rio dele.
Costumava estar sempre aqui.
Porque veio?
Como sabe, eu e o Daniel t�nhamos neg�cios.
- Ele prometeu-me uma coisa. - Prometeu? O qu�?
Se pergunta, � porque n�o sabe.
- N�o, de facto. - Pena. A quest�o �...
j� deve ter notado que a imprensa n�o me larga
por causa da EnergyStar.
N�o quero dar mais pretextos para especula��o.
E ainda voltavam a escrever sobre o Daniel, estou certo que...
Queria mais alguma coisa?
Eva, n�o queria ofend�-la. Eu gostava dele.
Na minha situa��o...
N�o tenho nada do Daniel para si nem para ningu�m.
S� posso dizer-lhe isso.
Obrigado.
- Desculpe, se de alguma forma... - Est� tudo bem.
Conhece o caminho, certo?
For�a.
Adeus.
Ol�.
Como sabes que a pol�cia n�o est� � tua espera?
Porque te segui.
- Posso entrar? Ou vou aos vizinhos? - Entra.
O Pleva sabia do contrato.
Sabia que era falso?
N�o sei, mas tinha conhecimento.
Estive a rev�-lo.
O tipo de contrato depositado nos bancos su��os.
- H� forma de verificar? - Nem por isso.
S�o contratos secretos, os bancos n�o podem confirm�-los nem neg�-los,
a menos que o tribunal o ordene.
D� jeito a quem o planeou.
Sim. Tamb�m n�o acredito.
Mas quem o faria?
Quem ganhava com isso?
Se calhar um dos tr�s.
Embora ache que podemos excluir o Toman.
Ou calculou mal o suic�dio.
O Horvat prepara a privatiza��o h� anos.
O que ganharia em par�-la?
- Resta o Spevacek. - Tamb�m n�o faz sentido.
Se algu�m tem interesse na privatiza��o, � ele.
A EnergyStar deve ter-lhe prometido um b�nus, era o representante.
Ent�o e tu?
Eu o qu�?
Est�s mesmo bem?
Vou ficar quando tudo acabar.
S� queria dizer-te...
Podes sempre contar com a minha ajuda.
Posso pedir a vossa aten��o um momento?
Temos umas coisas a dizer.
A partir de amanh� v�o haver umas mudan�as na reda��o.
Ali�s, uma mudan�a grande.
A Marie vai passar a editora chefe.
Vai decidir os t�tulos e not�cias principais.
Claro, discuti a mudan�a com o Max, e ele concordou...
A Marie?!
Acho que � tudo.
Procuram Petr Vlcek, esteve nos 3 suic�dios...
Podem continuar o trabalho.
Posso fazer uma pergunta?
- O professor Istvan? - Segunda porta � direita.
- Obrigado. - Ora essa.
Entre.
Desculpe. Sou Michal Vlcek. Fal�mos por e-mail.
- Falas alem�o? - N�o.
Vamos tentar eslovaco.
Pode ser.
- Senta-te. - Obrigado.
N�o esperava que viesses t�o depressa.
- Espero n�o causar problemas. - De todo.
S� espero que a viagem valha a pena.
- Espero. - O teu pai dava nas vistas.
Tinha ideias muito originais.
Fui orientador da tese dele.
Sim, escreveu-me, e...
Tem a tese consigo?
Causou muita discuss�o por c�.
Assim como tudo o que o teu pai se envolvia.
Era um l�der nato.
Ganhou o nosso respeito logo no primeiro ano.
Pode emprestar-ma?
- Claro. - Muito obrigado.
Foi uma grande ajuda, obrigado.
Tenho de ir indo, quero tentar o arquivo.
Talvez descubra mais sobre ele.
O arquivo fechou h� 20 minutos.
Lamento mas tens de tentar amanh�.
Mesmo assim, obrigado, ajudou-me muito.
- Adeus. - Adeus.
Esqueceu-se de algo?
S� queria perguntar...
Quanto custavam as propinas na altura?
N�o lhe sei dizer...
Era bastante, mas n�o me lembro exatamente.
Quem queria estudar aqui, tinha de ter rela��es.
E dinheiro.
Mas n�o era o caso do seu pai.
- Como assim? - Tinha uma bolsa.
N�o pagava nada.
Foi muito ajudado pela recomenda��o de um dos assistentes.
- Estou a ver, obrigado! - Adeus.
- Obrigada, adeus. - Adeus.
- Bom dia. - Bom dia.
Preciso de ver um ficheiro da empresa de Minera��o Nacional.
Lamento.
Esse ficheiro � reservado a seguran�a especial.
N�o posso dar-lho.
"Seguran�a especial"?
Lamento.
- Certo, adeus. - Adeus.
- Ms Skalova! - Stella.
Preciso de um ficheiro sob seguran�a especial.
Prazer em v�-la.
Consegue tratar disso?
Que ficheiro precisa?
Eu entendo.
Lembra-se de lhe ter dito que teria de decidir de que lado estava?
- Quer boleia? - N�o, obrigada.
- Boa noite. - Boa noite.
- Boa noite. - Boa noite.
Entre.
- Boa noite. - Ministro Horvat. Boa noite.
Podemos encontrar-nos no tribunal.
Apresento queixa, defende-se,
e fazemos exatamente o que a sociedade espera de n�s.
Mas...
Decidi tentar uma abordagem mais pessoal.
Aquele contrato � falso.
N�o sei se entende.
N�o sei se... Est� intencionalmente a fazer o jogo de algu�m.
Sentia-me melhor se estivesse.
Saberia que n�o havia como evitar isto.
Para si, � um documento. A mim, vai destruir-me.
Tudo o que tentei fazer, anos de trabalho.
Uma mentira.
N�o sei o que quer que lhe diga.
A verdade.
- Ol�. - Ol�.
Vamos onde? Para tua casa n�o d�.
Desculpa...
- Pol�cia! - N�o se mexa!
- Baixe-se! - M�os atr�s das costas.
Calma, devagar. Vamos.
Devagar...
Tomou a decis�o certa.
Vai ficar em preventiva.
Est� tudo pronto.
Obrigada.
Algu�m l� de cima gosta de si.
Estes pedidos demoram meses.
- Est� tudo bem? - Sim, obrigada.
- Mr. Bacak? - Sim?
Stella Nemeckova. Ol�.
O que pretende?
Estive no arquivo, a ver o ficheiro da Minera��o Nacional.
Censuraram quase tudo, como foi o investigador,
pensei que pod�amos encontrar-nos para falar.
N�o.
- N�o? - N�o volte a ligar-me.
Mas, Mr. Bacak... Estou?
Petr...
Tive de faz�-lo.
Estive no arquivo. O ficheiro da Minera��o estava sob prote��o.
E descobriste algo?
Quase nada. As p�ginas estavam todas pretas.
Est�o a tentar encobrir.
O Pleva estava envolvido, como o meu irm�o e o Toman.
Mas acho que h� mais algu�m, invis�vel, que controla tudo.
O Michal enviou-me isto.
Os colegas do Daniel de Budapeste. Pleva, Toman, Spevacek.
Tr�s j� est�o mortos.
S� o Spevacek est� vivo.
- E este tipo? - O Kopriva.
Claro, o pai da mi�da assassinada.
Nos anos 90 era um nome grande nos neg�cios.
Tinha v�rios clubes de futebol.
Est� desaparecido desde 98.
- Parece certo. - O corpo n�o foi encontrado.
Adeus.
- Desculpe, amigo. - Sim?
Pode ajudar-me? Procuro esta ponte.
N�o, faz como fal�mos na reuni�o de dire��o.
Mas que...! N�o!
Anna!
Anna!
Tradu��o: Rita Caetano
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