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Cabe, senhor.
"Ol�, aqui fala Edgar Wallace."
O Homem que Comprou a Morte - 1965
Gostei muito da sua m�sica. Obrigado Eduardo. Eu ganho.
- Joguemos outra. - Algo mais, senhora?
- Sim. Ch�, Edwards, por favor. - Sim, senhora.
Desculpem-me um momento.
N�o demore muito, Archie.
- Um bilhete, senhor. - Droga.
Outro tiro, o �ltimo.
Charles, � hora de dormir.
- De verdade, mam�e? - Sim, fa�a o que lhe dizem.
Sua vez, Archie.
Eu sei.
Lord Curtain...
...est� morto.
- Desculpe! - N�o posso lhe atender.
- Posso lhe perguntar algo? - N�o tenho tempo.
- Voc� � oficial. - Infelizmente, sim.
Os contribuintes lhe pagam.
- Tenho direito de perguntar uma coisa. - Por qu�? Voc� � da Austr�lia?
- Quem � esse bruto? - Quem?
- O de roupa civil. - � o 008.
Como se atreve a deter um inspetor australiano...
...a punto de sair e arrat�-lo por toda Londres escoltado pela pol�cia?
Meu caro Wesby, n�o pode voltar a Austr�lia com o que sofremos.
Sabe perfeitamente que perdemos Higgins...
...aos quatro meses de se casar.
Parece muito feliz, n�o? Tive que deixar que fosse embora.
- Compreende, verdade? - �ramos seus melhores agentes.
- Claro, Wesby. - No entanto, tenho que voltar a Sydney.
N�o tem que fazer issso. Escute.
Encarreguei-me de lhe conseguir tr�s semanas de f�rias paga em Londres,
a cidade mais fant�stica, Wesby. Vamos, sente-se.
Qual � a verdadeira raz�o?
Lord Curtain. Olhe: morto, baleado, assassinado,
manchetes, o assunto n� 1 de Londres. E n�o conhecemos o assassino.
Esse n�o � o meu problema.
Disseram-me que j� verificou o local.
- Espere um momento. - De acordo. Um caso misterioso
extraordinariamente misterioso. � tudo o que posso dizer.
Senhor, de que se trata?
- Desculpe, qu�? - Trouxe-lhe o ch�, Sir John?
- Sim, ela traz o ch�, Wesby. - E da�?
- Permite-me? - Sim, claro, Susan...
- Srta. Copperfield. - H� uma Srta. Margie Fielding,
...sobrinha do Lord Curtain, senhor. - A mulher � a sobrinha de...
- Sim. - E que sifgifica isso?
N�o sei.
E por que voc� se assustou? Diga algo!
- Que h� com esse novo assassinato? - N�o posso lhe dizer nada!
- O caso � muito confuso. - Foi o que eu disse aos meus agentes.
E misterioso. Agora n�o quero ch�. Por favor, saia daqui.
Est� interessado neste cart�o de de visita que tem na mesa?
O Bruxo voltou.
O Bruxo? O Bruxo � o assassino?
Oh, c�us! Outra vez n�o.
- Desculpe, senhor. - N�o gosto de reuni�es escandalosas.
Sa�de.
Desculpe, senhor.
Finch, perguntou-me se li o jornal?
� isso.
- Sobretudo a parte que fala de mim. - Essa � a melhor parte, senhor.
Finch, onde esteve em 15 de mar�o?
Aqui, em Sydney. Estivemos o dia todo no barco, pescando.
E nesse mesmo dia, sup�e-se que eu assassinei Lord Curtain.
A �nica coisa que matamos foi o tubar�o que tentou me matar.
- Isto �, eu n�o posso ser o assassino. - Senhor!
Finch!
O assassino, senhor... o assassino utilizou seu nome.
E da�...
...por isso pensa... - N�o dever�amos tolerar isso, senhor.
Especialmente porque em Londres est� se tentando, segundo o jornal,
entrar com uma a��o contra mim.
Ent�o, leremos neste jornal como termina.
Isso me decepciona, senhor.
Acha que devemos comparecer ao tribunal?
Sim, acho que sim, senhor.
Bem, ent�o consiga tr�s passes.
Aqui est�o!
Abre-se o caso contra Arthur Milton,
acusado do assassinato do Lord Horace William Curtain.
Esta audi�ncia � realizada na aus�ncia do r�u.
Arthur Milton encontra-se aqui? Que compare�a.
- Quem � voc�? - Merit�ssimo, � a Sra. Milton...
- E eu sou um amigo do Sr. Milton. - A Sra. Milton?
- A esposa de Arthur Milton? - Sim, Merit�ssimo.
Comparece no lugar de seu esposo? Onde ele est�?
N�o est� aqui, Merit�ssimo. Queria vir a este julgamento a todo custo.
Ele at� me disse: V� l�!
- Isto ser� divertido. - Sente-se, Sra. Milton.
Voc� tamb�m, Sr. Finch. Sente-se. - Sim, senhor.
Abro o interrogat�rio chamando primeiro o sobrinho da v�tima,
o Sr. Archie Moore.
- Acha que o Bruxo aparecer�? - Tenho certeza que j� est� aqui.
J� sabe o talento que tem para os disfarces.
Meu tio, o pobre Lord Curtain, recebeu misteriosas chamadas durante meses.
Sempre come�avam do mesmo modo: "Sou o Bruxo"
Exigia dinheiro, milhares de Libras. Aparentemente, tinha informa��es...
Sinto, mas tenho que mencionar isso. � sobre o passado de Lord Curtain.
�ndia, �poca Colonial. N�o sei nada mais.
Tentou chantagear meu tio, Merit�ssimo, mas meu tio o ignorou.
Negou-se a qualquer exig�ncia, apesar das amea�as do Bruxo.
Invadiu a casa, atirou no meu tio e ent�o deixou seu cart�o de visita.
Desculpe, senhor.
Entristece-me lembrar dessa noite t�o cruel.
Ainda posso ouvir o tiro... e ele gritando.
Olhamo-nos uns aos outros, nos levantamos.
- Foi horr�vel. - Acalme-se, Sr. Moore.
- N�o h� mais perguntas. - Posso fazer outra pergunta?
Sr. Moore, estive lendo os arquivos...
...e esta parte me surpreende cada vez mais.
Um tiro, um grito.
Que tipo de grito? Curto ou longo?
- Um longo, Merit�ssimo. - Sim.
Solicito interrogar outras testemunhas. Lady Aston, pode ser que o jovem Charles...
...a a Srta. Angle.
Lady Aston, Voc� � a irm� do Lord Curtain.
- Sim, Merit�ssimo. - E esse � Charles?
- Perdeu um bra�o, Charles. Como? - Um acidente de tr�nsito, senhor.
- Foi atropelado? - Sim, senhor.
Quem foi?
- O motorista fugiu. - Eu sou totalmente inocente.
Simplesmente fugiu. Tudo aconteceu muito r�pido.
- Muito bem. - Estas perguntas s�o relevantes?
Este � um caso, Merit�ssimo, que inspira a imagina��o.
Ao menos a minha.
Esse grito, Lady Aston, quanto durou?
- Dois ou tr�s segundos, Merit�ssimo. - Impressionante.
A investiga��o desse lugar coube ao inspetor Wesby.
- Est� presente? - Sim.
Inspetor, por favor.
Examinou a v�tima? - Sim, senhor.
Que tipo de ferimento era?
Um tiro nas costas que perfurou o cora��o.
- Mortal? - Sim.
Poder-se-ia dizer que foi una morte instant�nea?
Suponho que si.
Sim, mas quando se est� morto, inspetor, n�o pode gritar.
J� que houve um grito, quem gritou?
Importa-se de responder a pergunta, Inspetor Wesby?
Muito pelo contr�rio, Merit�ssimo. A quest�o � muito interessante para mim.
Obrigado, inspetor. Pode sentar. As outras testemunhas, exceto o Sr. Moore,
tamb�m podem se sentar. - Conhece este juiz, senhor?
Sim. Conhe�o muitos ju�zes de sua Majestade. L� est� Sir Matthews.
Leva anos tentando me vencer no golfe... sem �xito, claro.
O ordenan�a far� uma pequena experi�ncia, se n�o se importar.
Retire o pano.
Ligue o gravador.
Eo sabia. O Bruxo!
Oh, maravilhoso, Wesby. Essa foi velocidade!
- Engana-se. Isto �... - Sil�ncio!
Imitou meu bom amigo Matthews. Como se atreve, Sr. Milton!
E agora tire a m�scara.
Est� louco, John? Pare de brincar com meu queixo.
Oh, desculpe. Pensei que voc� era o Bruxo.
Idiota!
Procura algo, Archie?
Archie, posso falar com voc�? - Claro.
- Sente-se mal? - N�o, n�o.
Se seu fosse voc� n�o me sentiria nada bem.
- A que se refere? - Essa grava��o foi muito convincente.
Esse foi o tiro e a voz que escutamos.
O assassino n�o � o Bruxo, Archie.
Por que n�o?
Quem precisaria gravar em uma fita o tiro e o grito?
A pessoa, Archie, que precisasse de um �libi.
Voc�.
Quanto tempo levaria para o inspetor Wesby descobrir isso?
Receio que est� em uma situa��o muito delicada.
Depende de que respostas d� a certas perguntas.
Poderia ficar sem tempo para encontrar respostas.
H� duas pessoas que deveria temer, Archie.
O Inspetor Wesby e o Bruxo.
Onde eles v�o lhe procurar?
Aqui.
E a voc�?
Eu lhe aviso.
Desculpe, senhora. Gosto desses animais. Precisam de comida.
Vamos ao assunto.
- N�o comete um erro, Sr. Bailey? - A que erro se refere?
- Sente-se, por favor. - Obrigada.
Desde quando � o advogado de Lord Curtain?
H� 15 anos, senhora.
Devido � confian�a que Lord Curtain depositou em mim.
- Confian�a e amizade. - Desde que ele se sentisse assim.
Oh, sinto muito.
- En que me he equivocado? - Cada vez realizaba menos visitas.
Ele n�o mostra simpatia suficiente. Lady Curtain perde seus conselhos.
- Sobre o qu�? Gostaria de um drinque? - N�o, obrigada.
Ainda n�o peguei o assassino de meu esposo.
A Scotland Yard suspeita de Archie Moore.
� indetect�vel. Voc� pode explicar isso?
E voc�?
Tem amigos que o escondem, provavelmente.
- Volte a me visitar, Sr. Bailey. - Farei isso, senhora.
N�o � preciso que me mostre a sa�da.
Continue com seus animais, precisam que os alimente.
Quanto tempo voc� d� a Archie, doutor?
Menos de 12 horas.
� estranho. Para cada modelo, vejo uma cor diferente.
Quando eu lhe vejo, vejo vermelho.
O vermelho significa amor.
N�o, o vermelho significa sangue.
Crime. Eu associo cada cor com uma ideia concreta.
- Eu fui, e isso foi h� muito tempo... - Fique sentado.
Sim, claro. Eu era, e isso foi h� muito tempo, um ladr�o comum.
Por tanto, que me veja vermelho, � injusto. Que tal azul ou verde?
- N�o consigo pensar em nada verde. - Tente outra, hein?
Est� aberto!
- Bom dia, Srta. Fielding. - Ol� inspetor. Fique � vontade por favor.
Que est� fazendo aqui, Finch? Voc� percebe quem �?
Acaba de dizer: o Sr. Finch. Recomendado pelo Sr. Milton.
Queria um retrato, e o ter� em vermelho. Ent�o, por hoje j� chega.
- Quando quer voltar a marcar o ritmo? - Pode repetir isso?
- N�o gosto de de marcar o ritmo. - Ent�o, quando lhe conv�m?
Eu diria que amanh�.
Inspetor, gosta do quadro?
- � muito lisonjeiro. - Meu primeiro retrato.
- At� agora s� h� fotos minhas. - Conhe�o a fotografia e n�o me agrada.
Porque suas fotos s�o para amadores, inspetor!
Adeus.
Por que voc� foi a Scotland Yard? Que pretendia com isso?
N�o � o normal quando h� um assassinato na fam�lia?
- Localizou Archie Moore ou n�o foi ele? - N�o sei, n�o o encontramos.
Conhe�o meu primo Archie. Nunca fez nada por iniciativa pr�pria.
Portanto, deveria se perguntar:
Que h� atr�s disso, ou quem? Tem alguma teoria?
N�o.
- Por que n�o? - Posso lhe perguntar uma coisa?
Voc� � sobrinha do Lord Curtain. Mora em uma regi�o relativamente barata.
Por qu�? - Por meu tio, inspetor,
era um dos homens mais ricos da Inglaterra,
e como a maioria dos ricos,
tinha um mau costume. Ele pagava e voc� tinha que obedecer.
Eu n�o quis obedecer, ent�o que ele n�o quis me pagar.
Voc� o odiava, hem?
Era um inc�modo al�m de arrogante e perigoso.
O obitu�rio do "The Times" soa mais benevolente.
- Sim, mas falso. Tem tempo? - Sim, claro. Por qu�?
Quero trocar de roupa.
Estive pensando em algum motivo e encontrei um.
Que motivo?
Sua sa�de, claro. Os parentes s�o os piores.
Os assassinatos continuar�o, inspetor. Lady Curtain � a pr�xima, suponho.
- O que voc� est� fazendo aqui? - H� mofo na parede.
Sou da sa�de p�blica. Respire. Aguente.
Um resfriado, mas leve.
- E eu? - Voc� tamb�m.
G�meas, n�o?
- Obrigada, Edwards. - Boa noite, Lady Aston.
- Esperamos n�o incomodar. Com licen�a. - Ol�, Margie.
N�o queria voltar nunca a esta casa.
Venho devido �s circunst�ncias, querida tia.
- Interrogou Margie? - N�o, senhora.
Quando se comete um assassinato, quero conhecer a v�tima.
S� as pessoas que o conheciam podem me ajudar.
- Margie odiava o tio dela. - J� disse isso ao inspetor.
- Lord Curtain era um homem honesto. - N�o tenho d�vida, mas...
...imagino que tamb�m tinha inimigos. - Como qualquer homem honesto.
E que me diz de voc�? Isto �, como era sua rela��o?
- Eu o admirava. - Sempre?
- Quase sempre. - Voc� tinha alguma propriedade, senhora?
- Isto � um interrogat�rio? - Ainda n�o.
- Mas pode se transformar em um. - Lady Aston possui o mesmo que eu.
- Ela lida com isso melhor. - Mas n�o se aproveitando de mim!
- Voc� j� se arrependeu disso? - N�o, Margie?
Voc� tamb�m o odiava. Admita.
Eu sou de uma gera��o diferente. Aprendi a ser mais atenciosa.
Refere-se � fam�lia?
� poss�vel que ele esteja escondendo alguma coisa, senhora?
Ignoro o que lhe pode interessar.
Pode ser que o dinheiro de Lord Curtain. Quanto poderia ser?
� tanto que nem sequer se pode dizer.
Quem o conseguir, j� n�o ter� de que se preocupar.
- E... quem o conseguir�? - Pois, Lady Curtain, claro.
- Onde est� agora Lady Curtain? - No quarto dela, dormindo.
Onde est� Charles?
- Por que pergunta por Charles? - Por qu�?
N�o est� aqui?
Preferimos que Charles esteja em qualquer outro lugar.
Quem prefere isso?
- Eu. - Por que motivo?
Mais alguma coisa, senhora?
- Sim, Edwards. Prepare um pouco de ch�. - Pois n�o, senhora.
Por que motivo?
Desculpe, inspetor.
Na noite em quest�o, Edwards preguntou:
"Mais alguma coisa, senhora?" E o rel�gio bateu, como agora.
Sentamo-nos � mesa e jogamos cartas.
Tivemos que esperar porque Archie saiu um momento.
Saiu daqui? Quanto tempo?
- Uns tr�s minutos. - N�o tinha mencionado isso antes.
Acabo de me lembrar agora.
Ent�o ele voltou depois de tr�s minutos. Notou algo suspeito?
- Seu comportamento, seu... - Suas m�os estavam tremendo.
"Uma boa m�o, Archie?", perguntei a ele.
Mas ele n�o respondeu.
Parecia como se esperasse algo.
Que esperava? Que esperava?
Esperava...
Um m�dico, senhora!
Lady Curtain. Precisamos de um m�dico.
O Dr. Mills, senhora.
Chega tarde demais, Dr. Mills. Lady Curtain est� morta.
- Deixe-me v�-la. - Venha comigo, doutor.
Siga-me.
Depois de voc�.
Sim.
� isso. Um tiro no cora��o.
Parece um assassinato, senhor.
E quem � voc�?
- N�o me conhece? - � policial.
Sou o Inspetor Wesby, da Scotland Yard,
Dr. Mills.
- Encontrou o assassino? - N�o, estava aqui quando aconteceu,
mas n�o peguei o assassino. Nem sequer pude v�-lo.
- N�o diz isso muito convencido. - A verdade � que n�o.
Voc� � m�dico dela?
Sim, por qu�?
S� uma coisa. Gostaria de saber sua opini�o sobre tudo isto.
- Sinceramente? - Absolutamente.
Voc� � um bom homem, inspetor. Fico feliz que pe�a minha opini�o.
Claro, doutor.
Algu�m tenta assassinar a fam�lia toda.
- Foi por isso que levou Charles daqui? - Por que eu confirmaria isso?
Sim, estava assustada com o que estava acontecendo.
Voc� n�o estava?
O Sr. Bailey.
Chego tarde?
O Sr. Bailey. Cuide dele, por favor.
Ent�o cheguei muito tarde.
- Que quer dizer com isso, Sr. Bailey? - Por que veio, Dr. Mills?
- Lady Aston me avisou. - Entendo.
- Inspetor, tenho que lhe dizer algo. - Sim?
O assassino de Lady Curtain �...
...Archie Moore. - Por qu�?
Apareceu h� uma hora admitindo ter matado Lord Curtain,
e amea�ou matar Lady Curtain se ela n�o o ajudasse a fugir.
Exigiu dinheiro. Disse que fugiria ou se suicidaria.
- Voc� o levou a s�rio? - N�o, eu o apressei para que fosse embora.
Parecia desesperado, mas n�o esperava que fosse aparecer.
Tentei lhe avisar, inspetor, mas n�o estava dispon�vel.
- Preocupei-me e vim aqui. - E por que n�o usou um telefone para isso?
Excelente observa��o. Tenho que ir embora.
Inspetor, parece que vai haver outro cad�ver.
E de quem ser� dessa vez, senhor?
Do Sr. Moore. Suas amea�as n�o foram em v�o.
- Exceto por seu suic�dio. Boa noite. - N�o se encontra bem, Sr. Bailey?
- A verdade � que n�o. - E j� sei por qu�.
- Sirvo o ch�, senhora? - Boa noite, senhora. Boa noite.
Algu�m disse ch�? Ent�o eu n�o perdi.
- Sim, senhor. Perdeu um assassinato. - Como? Um assassinato?
Sim, Lady Curtain foi assassinada.
Oh, que p�ssima noticia!
Sobretudo para Lady Curtain.
E que fez, inspetor?
Veja... estou pensando. - Deveria fazer mais frequentemente?
Houve algo?
O Dr. Mills, senhora.
Desculpe, senhora. Eu me atrasei. Boa noite.
Que aconteceu a Lady Curtain?
- Nada grave, espero. - N�o acaba de ir embora?
- Ir embora de onde? - Esteve aqui h� poucos minutos.
- Inspetor, que est� acontecendo? - Sim, o Dr. Mills esteve aqui.
Examinou a v�tima e concordamos que foi um assassinato.
Que significa isto? Eu acabo de chegar!
O Dr. Mills...
...n�o era o Dr. Mills, mas...
O Bruxo.
Inspetor.
Por que n�o o prendeu?
Por que prenderia um homem que pode ser de grande ajuda para n�s?
De grande ajuda? O Bruxo?
Est� claro que sabe mais que n�s. Dever�amos colaborar.
Isso � totalmente imposs�vel. Que ideia rid�cula � essa?
Por que acaba de chegar bem agora? O que lhe atrasou, doutor?
- Um cad�ver na rua. - Um cad�ver? Quem?
Est� em meu carro.
Archie Moore?
Est� morto, Sir John.
E Arthur Milton sabia. Sargento!
Al�, Finch? Tudo bem?
Sim, senhor. E devo dizer, senhor, que voc� � um g�nio.
Chame a homic�dios. Que venham r�pido. Obrigado.
Sir John.
- Ei, Finch. - Ol�, inspetor. Como vai?
- Que faz? - Tinha um encontro com o Sr. Milton.
- Est� claro que perdemos. - Venha aqui, Finch.
Sim, senhor.
Conversemos um pouco.
Claro, senhor. Os cad�veres me irritam quando ainda est�o frescos.
- Entremos. - Sim, senhor.
- Tenho um ponto de vista diferente. - Oh, essa casa � linda.
Infelizmente estes tristes acontecimentos afetam seu valor.
- Finch... - Sinto muito, Sir John.
- Poderia se dirigir a mim como Sr. Finch? - N�o tem gra�a, Finch.
Um homem honesto tem direito a ser sensato.
- Sim, Finch, desculpe, Sr. Finch. - Est� bem, senhor.
"Caro Finch" � mais suport�vel. - Obrigado. Vamos, sente-se.
- Oh, de Louis Seize. - De Seize n�o. Sente-se.
Bem, caro Finch, tive uma grande ideia.
N�o dever�amos trabalhar juntos com o Sr. Milton?
- Muito bem. � ideia sua, senhor? - Claro, de quem mais?
- Vejo voc� agora. - N�o seja t�o exigente.
Sempre � um mal momento para isso.
� aqui.
Quanto tempo esperou?
N�o muito. O zelador me disse que tinha sa�do.
Seus quadros?
Sim, n�o lhe agradam? N�o t�m que agradar.
S�o cru�is.
Assim � como trato as coisas misteriosas, inclusive com as cru�is.
Sente-se.
Talvez j� devesse me dizer para que veio.
Deveria ter tido mais considera��o com voc� antes.
- Agora tem. - Margie,
...tenho uma proposta a lhe fazer. - Sim?
- Agora estou s� nesta casa cruel. - E?
- Saia daqui e venha comigo. - Tem medo de ficar sozinha?
Isso � o que tento expressar em meus quadros, o medo,
...a ins�nia, os pesadelos e suas causas.
Farei com prazer. Eu nasci nessa casa.
Eu me lembro.
� estranho.
Voc� sempre quer voltar ao seu lugar de nascimento. Sente atra��o por ele.
Parece razo�vel, considerando que...
- Ent�o, j� me pertence? - Pertence a Charles.
- Depois dele, � seu. - E depois de mim?
N�o queremos nos envolver demais nisso, verdade?
N�o.
- Vir�? - Quando?
- Ficaria muito feliz se viesse hoje. - Feliz?
- � muito desconfiada, Margie. - Sim.
Adeus.
Ouviu o suficiente?
Creio que sim.
Tem vis�o de raios-X?
Na pr�xima vez que entrar, feche a janela.
- Boa ideia. - Em qu� voc� est� interessado?
- Alles. - Precisa de uma ordem. Tem uma?
E voc� tem licen�a para isso?
- N�o. - Eu imaginava.
Sente-se.
Muito bonito. Percebe que est� em perigo?
- Acontece desde que nasci, inspetor. - Vou lhe dar um conselho.
- N�o v� esta noite � casa de seu tio. - Por que n�o?
- Viva � mais encantadora. - Oh, muito obrigada.
Eu gostaria que voc� e Charles vivessem.
Sa�de.
N�o se encontra bem, Bailey?
N�o!
N�o segue meus avisos. Do contr�rio, daria uma receita.
Admito. Tenho medo, doutor. E sei por que tenho.
Tem tanto sangue frio que teme s� um homem, o Bruxo?
E qu�? Voc� n�o o viu.
Entrou e pensei... Juraria que era voc�, Dr. Mills.
Isso demonstra que tem muita habilidade para se disfar�ar.
E como caminha, doutor, e tamb�m sua voz.
A verdade � n�o tenho certeza se agora � voc�.
N�o seja idiota, Bailey Deveria descobrir onde Charles est�!
Esta noite.
Fico feliz que tenha vindo. As noites s�o terr�veis.
-Por que Edwards ilumina assim este lugar? - Eu lhe disse.
Admiro voc� por sua temperan�a e seu intelecto.
Somos desse tipo, Margie.
Voc� tamb�m tem temperan�a, al�m do c�rebro.
- Dever�amos usar o c�rebro? - Sim.
Espero que n�o tenha reservado para mim um lugar na sua galeria do horror.
Tenho que lhe explicar uma coisa.
Esses assassinatos me mant�m ocupada, por isso os pintei.
Tamb�m pintei o sentimento do assassino. Quer um pouco?
Sim.
Como voc� desmorona? Como isso lhe destr�i?
Como lhe mata? Que � o intelecto de uma pessoa?
- Voc� descobriu? - Sim.
N�o, obrigada, Edwards. Esta noite n�o.
Descobri o motivo.
N�o � o dinheiro. N�o pode ser.
H� um motivo muito mais s�lido.
Qual?
O �dio. O �dio mortal.
Quem odeia tanto a fam�lia?
Responda essa pergunta e saber� quem � o assassino.
- Algo mais, senhora? - N�o! N�o, obrigada.
- Est� muito nervosa. - Vejo que voc� n�o.
Devo ter alguma raz�o para isso?
- Tenho raz�es para sentir medo esta noite?
Sim, eu acho.
- Boa noite. - Boa noite, inspetor.
Uns policiais me acompanham. Vigiar�o em volta da casa.
Muito bem, obrigada.
- N�o � reconfortante? - N�o.
Segure isto e esperem l� fora.
- Fique � vontade, inspetor. - J� estou.
Edwards.
Edwards!
- Um drinque? - Sim, obrigado.
Quanto tempo vai ficar?
A noite toda, se for necess�rio.
- U�sque. - Sim, senhor.
Ponha duplo.
Continua acreditando que que acontecer� esta noite?
Sim.
Senhor!
Senhor!
- Senhor! J� estava na hora! - Eu adormeci?
Eu acho Pode ser que seja muito tarde.
Por qu�? Que houve?
- Um momento. P�gina 98. - Meu Deus. Esse rapaz est� em perigo.
Estou lhe dizendo.
Socorro! Socorro! Soco...
Finch!
- Prendeu, senhor? - N�o, porque voc� espirrou.
Este p� de tra�a � terr�vel. Sinto muito.
Chame a Scotland Yard. Temos que cuidar da Srta. Fielding.
Creio que irei para a cama. Espero que n�o se importe, inspetor.
Claro que n�o, Margie.
- Boa noite, tia. - Boa noite, Margie.
- Algo mais, senhora? - Nada, obrigada.
Essas s�o as �nicas escadas?
Sim.
Sim, senhor.
Sim, senhor.
- Ouviu isso? - O qu�?
Uma vibra��o, como a de um elevador.
S� h� um elevador que vai do por�o ao quarto de Lord Curtain.
E esse est� trancado.
Costuma derrubar t�o ligeiro todas as mulheres?
S� as bonitas. Venha.
- Que aconteceu? - J� ver�. Vamos.
Afastem-se.
- M�os para cima! - Ol�, inspetor.
- Boa noite, senhoras. - Est� viva, senhor.
Tivemos que entrar pela janela. A campainha n�o deve funcionar.
- Sem sua m�scara esta noite, para variar? - Preferiria com m�scara?
N�o, mas desta vez tenho uma surpresa para voc�. Venha.
Entre, por favor.
Pressione o bot�o de baixo.
Considerando a escassez de pessoal estes dias...
Al�, Edwards.
Edwards!
Edwards, responda!
Edwards, responda!
Quem �?
- Que acha, Sr. Milton? - Isto sim que � uma surpresa.
- Verdade, Finch? - N�o � novidade, mas � eficaz.
Bom dia. Quero falar com o Sr. Milton.
Aqui solo hay uma Sra. Milton.
Por favor, avise � Sra. Milton.
A Sra. Milton lhe espera no quarto 23.
- Obrigado. - Ouviu isso? Est� nos esperando.
- Claro. Eu telefonei para ela. - Oh, ent�o...
Os cavalheiros est�o subindo, senhora.
� este.
Entre.
Obridada pelas flores. Fico feliz que Sir John tenha vindo com voc�.
Desculpe, acho que vir foi ideia minha, n�o � isso, inspetor?
- Claro, Sir John. - Sentem-se e fiquem � vontade.
- Finch, outro prato. - Muito bem, senhora.
O Sr. Wesby lhe disse por que viemos?
Disse-me que � uma surpresa para meu esposo.
Est� esperando? Vir�?
N�o � necess�rio, Sir John. Sempre est� muito ocupado.
Claro. Devo admitir que admiro seu esposo.
Mas se o pegarem, v�o coloc�-lo na cadeia.
- Sim. - N�o.
Sim? N�o? Poderiam entrar em um acordo, por favor?
O Inspetor Wesby est� brincando. Precisamos ver seu esposo.
Quero propor algo a ele. Se ele nos ajudar a resolver esse caso,
deixaremos de persegui-lo at�... que o caso esteja resolvido.
- Desculpe. Sirvo, senhora? - Sim, por favor.
- Gostaria de ch�? - Claro. Obrigado, com a��car, por favor.
- E voc�, como prefere o ch�? - Desculpe?
- Com ou sem? - Com. Obrigado.
- Um pouco de leite? - N�o, obrigado.
- Algo mais, senhora? - N�o, obrigada.
- Tem um pessoal muito eficiente. - Sim, eu gosto.
- Suponho que sim. - � um empregado muito inteligente e bom.
Que acha da minha oferta?
Desde que meu esposo esteja de acordo e possa se mover livremente.
Claro!
Mas n�o deveria aceitar estrevistas.
Entendo. Pelo menos n�o precisaria mais esconder e eu n�o precisaria esperar...
...o recepcionista, o carteiro... - O gar�om.
Claro, e cada gar�om que pudesse ser meu esposo disfar�ado.
- Eu o amo, Sir John. - Sim, j� sei.
- Eu o admiro e invejo. - Ele ficar� feliz em lhe ajudar.
Sra. Milton, isso seria estupendo. Seria maravilhoso.
- Hem, Finch? Que acha? - Estou de acordo, senhor.
Enviarei uma carta a mam�e em que direi...
...que estou servindo ativamente � pol�cia, o que significa...
- � melhor n�o colocar isso nela. - Ah n�o?
Poderia dar um ataque nela.
Pois, omita isso. Bem, tenho que ir embora.
O inspetor Wesby gostaria falar com voc� em particular.
N�o � isso?
- Claro. - Obrigado, adeus.
Obrigado.
Oh! Que houve?
Que aconteceu? Desculpe, por favor.
Pode avisar a um mec�nico ou a um eletricista?
Ah, Sr. Milton.
Agrade�o muito sua oferta, Sir John.
Verdade? Por isso se disfar�ou, claro.
Digo, Sr. Milton, que assim que o caso esteja resolvido,
...n�s o prenderemos! - Estou de acordo, Sir John.
Bem, agora me deixe sair daqui. Sente-se aqui como um periquito.
Tem-se uma voz muito diferente quando se usa um microfone?
Um pouco distorsida, mas normalmente � muito parecida.
- Reconheceu a voz? - N�o, n�o.
- Lembrou-me algu�m. - Quem?
O irm�o de Lord Curtain, Philip.
- Est� morto. - Sim.
S� disse que me lembrava algu�m.
� tudo o que se lembra? Voc� foi noiva de Philip.
Como sabe?
Porque Philip era s�cio de Lord Curtain.
At� que Charles nasceu, fez muitos neg�cios.
Charles, o filho... e o herdeiro.
Depois isso mudou de repente para Philip. Lord Curtain perdeu interesse nele.
Desde ent�o, ele tentou tir�-lo fora de qualquer neg�cio, n�o?
Sim.
Philip era...
Que era? Orgulhoso?
Temperamental?
Tinha mau car�cter.
Era orgulhoso.
E houve algum desfalque. N�o foi testemunha de Bailey?
Sim.
H� outra coisa, Margie.
Bailey deu at� ent�o um falso testemunho.
Pode provar isso?
Encontrei provas h� uma hora entre os documentos de Lord Curtain.
Que mais quer, senhora?
- A reabilita��o de Philip. - Ele j� est� morto!
Quem est� interessado em remover a roupa suja?
Eu!
O que eu podia fazer ent�o? Voc� conhecia Lord Curtain.
Ele me obriou a fazer isso, fui chantageado.
Maldita fam�lia!
Dentro de duas horas, virei buscar sua confiss�o assinada, Bailey.
Al�. Al�. Sou Bailey. Sou Bailey. Uma mensagem urgente.
� um amador. Eu sempre tenho cuidado.
Vamos.
Ligue-me com o chefe de pol�cia do porto.
Eu procurarei o Sr. Milton.
- N�o ponha nem um dedo em cima dele, Finch. - Nem um dedo, senhor.
Inspetor Wesby, da Scotland Yard. S� para voc� ficar sabendo...
- Sim, senhor. - Psst!
Por que a pol�cia nos persegue?
Na porta dos fundos h� um carro lhe esperando. V� ligeiro.
Alto! Scotland Yard!
M�os ao alto! Scotland Yard!
O que aconteceu?
Finch!
N�o teria sobrevivido. Obrigado, senhor.
Oh, esses aut�nomos! Bailey fugiu.
N�o chegou muito longe.
Sr. Bailey?
Sr. Bailey.
Solte isso, senhora.
- Imagino que quer chamar um m�dico. - Que faz aqui, Dr. Mills?
Boa pergunta. Responderei.
Ele me avisou que n�o se encontrava muito bem.
Sempre teve um cora��o fraco.
Al�. Al�.
Philip.
N�o ouvi voc� chegar. Chamei o Inspector Wesby.
- Por que chamou? - Bailey est� morto.
Ah.
N�o parece se surpreender.
N�o.
Eu tampouco o vi chegar.
- Acho que... - Qu�?
Que acha?
Poderia ser muito r�pido.
Sir John, devemos supor que a fam�lia vai morrer por completo.
- Desagrad�vel, mas verdadeiro. - Eles quase conseguiram.
Lord e Lady Curtain est�o mortos, o mesmo que seu sobrinho Archie Moore.
Charles e Margie conseguiram sobreviver.
Sim, sim, isso j� sei.
Vamos aceitar hipoteticamente que as tentativas fossem bem sucedidas.
Quem restaria? - Lady Aston.
- Lady Aston? - Isso, Lady Aston.
Lady Aston � uma mulher que... se fosse um homem,
...seria um membro do seu clube. - Evidentemente.
Mas se esquece da voz, Wesby.
A voz daquela... fofoca.
N�o era uma voz de homem.
Lady Aston estava a meu lado quando a escutamos.
N�o esquecerei a express�o do seu rosto.
Diz que...
Quero dizer que com a juda de Lady Aston...
...prederemos o homem dessa voz.
- Impressionante. - E n�o se esque�a...
Perd�o. Lady Aston saiu da casa de onde se achou o cad�ver de Bailey.
Sim, ela guarda algum segredo. Isso � verdade.
E ent�o, Sir John?
Prenda-a.
Eu?
Lamento, senhora, suspeitamos de voc�, o que nos obriga a agir.
Sinto, mas vimos como sa�a da casa do Sr. Bailey.
Sim, mas o Sr. Bailey j� estava morto quando eu o vi, inspetor.
- Foi assassinado. - Imagino.
Provavelmente quem fez foi o homem cuja voz ouvimos e que voc� conhece.
Sinto muito, inspetor, isso � pura especula��o.
Uma situa��o algo embara�osa.
Por ordem de Sir John, viemos buscar Charles Curtain.
- Finalmente ficaremos aliviados? - Provavelmente.
- V� busc�-lo. - Sim, senhor.
Sim?
- Para voc�, inspetor. - Obrigado.
Wesby.
Como?
Um momento. Senhor, deu ordem de pegar Charles?
Eu? Por que iria fazer isso? Est� em um lugar seguro.
N�o mais. Dois policiais o pegaram por ordem sua.
Bobagem!
- Eu n�o mandei ningu�m! - Charles?
Fa�a algo!
D� o alarme em vez de me prender! Charles � s� uma crian�a!
- N�o � poss�vel. - Como disse? Um carro patrulha.
Em que dire��o foi? Est� bem. Darei o alarme geral pelo r�dio.
Temos um relat�rio preliminar. O carro foi visto indo para o porto.
- Sim, perfeito. Obrigado. - Devo...
Tenho que confessar uma coisa.
Reconheci essa voz. Era a de Philip.
- Philip Curtain. - Qu�?
- Quem �? - O irm�o de Lord Curtain.
- Que mais sabe? - Nada.
- Absolutamente nada. - Fica presa, senhora.
V� para seu quarto.
Proibo que me fale assim.
Por favor, fa�a o que lhe disse.
- N�o a perca de vista. - Sim, senhor.
Inspetor.
Al�.
Al�, Philip? Sou Margie.
Continue.
Posso lhe ajudar, senhor?
Por favor, faria a gentileza de arrega�ar as mangas, senhor?
Bonitas, verdade?
M�os ao alto!
Al�.
Al�, que fa�o, senhor?
� nosso uniforme. Meu Deus!
- Para tr�s! - Alto! Que faz?
- Estourar a fechadura. - N�o far� tal coisa.
Sr. Milton, n�o � um pouco tarde para isso?
Espero que n�o.
Charles. Venha c�!
Vamos.
Bem.
Al�, Lanny.
Lanny!
Fez o que lhe disse?
Responda, Lanny!
Tudo saiu bem, Philip.
Philip.
- Posso lhe interromper, Sir John? - Que houve?
- Sauda��es do Sr. Milton. - O Sr. Milton? Se estava bem aqui.
Pode me tirar isso, por favor? Trazem-me lembran�as dolorosas.
- Sir John, acho... - Inspetor.
Sim, o que houve? Este � Wesby falando.
A Srta. Fielding lhe espera em seu escrit�rio, senhor.
Chegarei em meia hora.
J� suspeitava quem podia ser respons�vel por esse assassinatos.
Philip, o �nico que odeia seu irm�o e toda a fam�Slia.
Procurava se vingar.
- Como pode dizer isso? - Falei com ele.
- Quando? Onde? Como? - Com isto.
- De onde tirou isso? - De Lady Aston.
- Provavelmente ela pegou de Bailey. - Entendo. Que Philip lhe disse?
Disse: "Sou Margie". Philip me conhecia. Ele sabia que eu odeio meu tio.
S� havia um caminho para mim.
- Qual? - Creio que j� sei, Margie.
Que pensa?
Supunha-se que ele acreditaria que voc� o apoiaria.
Como? Verdade?
N�o tenho certeza. Disse: "Fique em casa esta noite. Eu irei."
� assim que vamos peg�-lo. Vamos cercar...
Sir John, assim n�o.
- Se insiste. - Que queria fazer?
Isto.
Al�, Margie.
Al�, Margie.
- Sim. - Est� sozinha, Margie?
Sim, Philip.
Estarei a� em 10 segundos.
Mas... Sr. Milton, que faz aqui?
Ningu�m pode sair por a�. Deve entrar a qualquer momento.
Estou aqui, Margie.
O que est� acontecendo aqui?
- O Bruxo. - Qu�?
- Como entrou aqui? - � um segredo.
Desgra�ado. Matou o Sr. Milton.
Tive que fazer isso, Sir John. Eu sabia que ele era o assassino.
Eu lhe disse que era uma ideia est�pida nos associar com ele.
Boa noite.
Desculpe-me.
Oh, Sra. Milton. Sinto que tenha tido que ver isto.
Arthur me pediu que viesse esta noite para n�o perder o melhor.
- E j� vejo que n�o perdi. - Seu esposo est� morto, Sra. Milton.
Arthur nunca usaria uma gravata que n�o combina.
Como? Est� dizendo...
� ele?
Philip.
Onde est� Finch?
Excelente, senhor. Parecia mais verdadeiro que eu mesmo.
- Cabe voc�, Finch. R�pido. - O t�xi lhe espera.
- Finch. - Sr. Finch. Insisto!
Deixe de bobagem. Sei que � "O Bruxo".
� a minha cara original, senhor. O Sr. Milton me emprestou.
Assim como minha voz. E estou orgulhoso dela, senhor.
- Onde est� o Bruxo, Finch? - Nossa tr�gua terminou.
Prenda-o.
O Sr. Milton percebeu e disse: "Finch, diga ol� ao meu caro Sir John."
Obrigado. Muito gentil. Mas, por qu�?
N�o sou seu caro Sir John. Eu lhe mostrarei.
- Boa sorte, Finch. - Obrigado, senhor.
Sente-se como o verdadeiro James Bond.
Seu esposo podria, pelo menos, ter se despedido, Sra. Milton.
- Ah, e ele vai. - Isso espero. Sargento.
Leve a Sra. Milton � central e lhe fa�o respons�vel por sua seguran�a.
Sim, senhor.
Espere! Preciso ir tamb�m, se n�o se importa. Obrigado.
Voc� ficar� atordoado.
- Qu�? - O uniforme n�o lhe fica bem, senhor.
A Scotland Yard tem que aprender muito com voc�, senhor.
- Obrigado. Quando decolamos? - Em uma hora, senhor. V� mais r�pido.
J� chegamos. Saiam.
Qu�? Como?
Que � isto?
Eh?
- Parece que aprendi muito. - Tive um bom professor.
- Estou indignada. - Vai se recuperar.
- Que quer de Arthur Milton? - Logo saber�.
Ah, a prop�sito...
Neste teatro.
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL
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