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Vamos, Veronica. Não posso me atrasar.
Mil perdões, sr. Serrick!
Tudo bem. Não há problema.
Tenha um bom dia.
Aquela mulher é perturbada!
Eu sei, mas ela também é filha de Deus.
Eu não acho.
-De que ela chamou você? -De Serrick.
Foi o nome que eu dei. Frank Serrick.
Caso alguém resolva bisbilhotar.
Puxa!
Um dia desses vai incendiar uma montanha, sabia?
Pelo menos terão algo para colocar no jornal.
É. Sua bela foto.
Seria uma viagem, não seria?
-Você é tão infantil. -Isso é problema?
-Por enquanto, não.
Talvez eu ligue mais tarde pra sua casa.
Muito engraçadinha!
-A gente se vê no domingo. -Mal posso esperar.
Pessoal!
-Oi, pai. -Oi, filho.
Você teve um dia agradável?
-Pegou alguma coisa? -Hoje não, filho.
Posso ir com você na próxima vez?
-Talvez na próxima vez. -Legal.
Me dá essa bola aqui.
Já!
Precisa praticar mais, filho.
Teve sorte?
-Como? -Você foi pescar.
Os peixes não podem reclamar.
A srta. Dow telefonou.
Ah, é? Por quê?
O Edgar está tendo problemas de novo.
Ela quer conversar conosco sobre ele.
O problema é que ele não bate muito bem.
Isso é uma coisa horrível para se dizer do próprio filho.
-Ele não é meu filho. -Aos olhos do senhor, ele é.
Não é, não.
Babaca!
Frank...
eu te amo...
tanto!
Eu te amo.
"De seus lábios,
lambuzados de mel..."
E o seu dever de casa, Edgar?
Já terminei.
Está na hora de ir pra cama.
Não quero ir pra cama.
Vamos, querido.
Vamos.
-Está na hora. -O papai prometeu
que ia me contar uma história.
Acho que o papai não tem nenhuma história pra contar.
Tudo bem. Ele pode contar uma das velhas.
Sobre quando ele era criança, e um menino se afogou no lago.
Não vai querer ouvir essa de novo.
Vamos. A mamãe vai contar uma história pra você.
Vamos.
Escove os dentes.
"Não ouviria os que tentaram me convencer
de que eu conhecia todas as mazelas
da paróquia e da comunidade."
Não estou mais aguentando isso.
Então vá embora. "Encontre alegria na esposa
com quem se casou na juventude.
O amor dela o mantém prisioneiro."
Você, Raymond? Como se diz em francês.
"Tu est trés charmant?" Tão atraente.
Há muito tempo não saio com um homem, há 4 anos.
Desculpe eu ser assim tão direta,
mas comecei a pensar em você de forma especial.
Você tem os olhos lindos...
Sério? Não!
Você é muito gentil.
E aquilo que você usa no pescoço.
Você tem um ar...
tão etéreo...
"E o garotinho desprendeu suas asas
e voou para o mar, sobrevoando bem alto
baleias, tubarões e golfinhos.
Ele estava livre!"
Boa noite, querido.
Não diga nada!
Estou pronta!
Estou pronta. Frank! Como estou pronta!
Venha agora!
O dia amanhecia, e Jesus estava na praia.
Mas os discípulos não sabiam que ele era Jesus.
Jesus lhes disse: "Vocês pegaram algum peixe?"
E eles responderam que não. Então ele disse:
"Joguem a rede no lado direito do barco e os apanharão."
Assim o fizeram, e não puderam trazer a rede de volta,
tamanha era a quantidade de peixes.
O papai gosta de peixe!
Disse a Pedro: "Sou eu, o senhor." Quando Simão Pedro
ouviu tratar-se do senhor, vestiu a roupa.
Estava nu trabalhando, e entrou no mar.
Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.
Rev. Paul, seu sermão hoje foi tão belo!
-Obrigado. -Eu queria lhe perguntar algo.
Meu cão, Dexter, morreu há pouco tempo.
O senhor acha que ele vai para o mesmo Céu,
ou há um Céu diferente para cães?
Desculpe, eu me distraí um minuto, Trish.
Estou me esquecendo das coisas... Você dizia...
Acha que eu e o Dexter iremos para o mesmo Céu?
Claro que sim.
Obrigado por ter vindo ao culto.
Sra. Keller.
Oi, Jay.
-Rev. Keller! -Srta. Dow.
Quando poderei ver você, Paul?
Vamos falar disso mais tarde.
-Quando? -Conversaremos no piquenique.
-Você vai? -Claro que sim!
Vou julgar o concurso de tortas.
Obrigado por ter vindo, srta. Dow.
Reverendo...
-Mabel! -Vai julgar as tortas novamente.
Claro.
Será que tenho alguma chance de ganhar este ano?
Se eu me lembro bem,
você foi a vencedora em 93.
Venci. E você disse que minhas cerejas
eram doces como o pecado. -E eram mesmo.
Mas, a partir de então, passei a gostar de pêssegos.
Tenha um bom dia.
Você tem olhos lindos.
-Que idiota! -Por quê?
Não fique se derretendo por ele.
Está tendo um caso com a srta. Dow, a professorinha.
Gostaria que você e seu marido fossem à escola na 3ª à noite.
Estou preocupada com o Edgar. Ele anda agitado.
Srta. Dow...
o comportamento do Edgar melhoraria
se o pai lhe desse um pouco mais de atenção.
Ele precisa muito da aprovação do Paul. Eu não consigo...
O reverendo não é seu pai verdadeiro, é?
-Como você sabe disso? -Vi na ficha dele.
O Edgar é meu filho. Meu primeiro marido faleceu.
Bem, vou pegar um pouco mais de refresco.
Que dia lindo!
O reverendo teve algo
Você e o reverendo pretendem ter outros?
Eu adoraria ter outro bebê.
Queria ter uma garotinha.
Não sei o que o Paul acha da ideia.
Como consegue falar com ela?
Você não fala?
O mínimo possível.
Sabe o que é pior? O pior é que eu gosto dela.
Ela é uma mulher legal.
Você está bem?
Não estamos longe de onde o Frank Serrick se afogou.
Num minuto, nós estávamos pulando,
no outro, o Frank
afundou e não voltou mais. -Ele está no Céu.
Talvez.
Vamos ao local onde está enterrado, um dia desses...
levar umas flores... -Ele não foi enterrado.
Nunca encontraram o corpo.
Ele ainda está no lago?
Venha. Vamos voltar antes que reparem.
Boa tarde, sr. Serrick.
Boa tarde.
Você está muito bonita hoje.
Obrigada.
-Esta é a última vez, certo? -Sei que acha isso divertido,
mas sou religioso. O que implica
certas responsabilidades morais a que não estou fazendo jus.
É um pecado tão grande?
Você me ama, não ama?
E se eu...
E se eu estivesse morto?
Ou melhor, se parecesse que eu estava morto?
Como? Se forjasse um acidente?
Talvez.
Mas teria de haver um corpo, não?
Não necessariamente.
Não sei. Se achar que a gente consegue...
Eu já disse que consigo.
Você é muito frio, sabia?
Minha irmã me disse que eu era louca por me envolver com um homem casado.
Mas pensei: "Ele é pastor. Vai me tratar bem."
-Contou à sua irmã? -Por favor, Paul.
Ela mora em Michigan!
Sinceramente, você é o homem menos compassivo que conheço!
Você acha que é fácil pra mim?
Você decide e eu abro mão da minha vida?
E não tenho nem meia hora para pensar?
Então acabou.
Eu não disse isso. Só preciso de tempo pra pensar.
Ligo pra você depois.
Ele é um mal-humorado, hostil
e sempre que peço que participe, ele se cala,
age de maneira fria.
Não sei como devemos agir.
O que acha, reverendo?
Acho que há muitas mulheres à sua volta
dizendo para fazer isso e aquilo.
Acho que o que ele realmente precisa
é de paz e de espaço para respirar.
Então a culpa é minha?
Se a carapuça serviu, ela é sua.
Não estamos aqui para culpar um ao outro,
mas para ver o que é melhor para o Edgar.
Certo? -É verdade.
Reverendo.
Você concorda?
Claro que concordo, srta. Dow.
-Eu gosto dela. -De quem?
-Da srta. Dow. E você? Acho que ela é boa professora.
-Esqueci minha caneca de café. -Na escola?
Por que não coloca este rapazinho na cama?
Voltarei lá com o maior prazer.
-Obrigada. -Tchau, pai.
Tchau, filho.
Conta uma história antes de eu dormir?
Está bem. Uma só.
Eu não queria acordá-la. Desculpe.
Por nada.
-Vou fazer café. -Ótimo. Obrigado.
Vai ficar fora o dia todo?
Não. Tenho de voltar cedo para preparar o sermão de amanhã.
Poderia levar o Edgar com você. Ele ficaria muito contente.
Muito mesmo.
Hoje não é um bom dia. Sinto muito.
Martha...
Tenha um bom dia.
O jantar já está pronto?
Querido, vou esperar o papai voltar. Ele deve estar chegando.
-Estou morrendo de fome! -Bem...
se ele não chegar em 5 minutos, começamos sem ele, certo?
Por favor.
É o papai?
Não sei.
Olá, Martha.
-Olá, Jack. -O Paul está?
Certo. Quem quer que esteja aí dentro, saia!
Meu Deus!
Sr. Serrick!
O que houve?
Sua amiga está aqui?
Minha amiga?
Você sofreu algum acidente?
Sim,
acho que sim.
O que houve?
Não sei.
Mas havia um menino...
Um menino?
Um menininho...
Meu Deus!
Certo.
Você vai se sentir melhor
quando estiver
bem limpinho.
Desculpe.
Vamos limpar
esta ferida.
Está doendo?
Vou levar suas roupas para a lavanderia.
Vai ficar tudo novo,
bonito e limpinho.
E a sua carteira?
Você foi assaltado?
Você não se lembra de nada?
Sabe quem você é?
Você é o sr. Serrick. Frank Serrick.
Frank Serrick?
Eu conheço você?
Fique aqui, está bem?
Eu volto já.
Abençoe-nos, senhor, pelas graças que vamos receber
de sua bondade.
Por Cristo, nosso senhor, amém.
Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo.
Amém.
Foi muito bom. Obrigada.
Agora você precisa ficar forte. Coma seu macarrão.
Você não se lembra mesmo de mim?
Sinto muito.
Tudo bem. Só estamos realmente nos conhecendo agora.
Você está trabalhando aqui há poucos dias.
-Eu trabalho aqui? -Claro, Frank.
Não se lembra que chegou procurando emprego?
Nós nos demos muito bem, e eu lhe dei umas coisas para fazer.
Você falou sobre uma amiga minha...
É...
Você disse que estava viajando com um amigo
e tinham percorrido todo o estado, lembra?
E que ele também estava procurando emprego.
Mas eu só tinha emprego para você, e ele seguiu viagem.
-E o menino? -O menino?
Teremos tempo para falar sobre ele mais tarde.
É importante que você se recupere.
Por que você não...
Coma seu macarrão. Preparei especialmente para você.
Bom menino. Posso ver o curativo?
Ótimo. Está muito melhor, sr. Serrick.
Quer mais vinho?
Mamãe.
Você acha que a polícia vai encontrar o papai?
Não sei, querido.
E se não achar?
Aconteça o que acontecer, vamos ficar bem.
-Sabe de uma coisa? -O quê?
Sou o único menino de toda a escola
que tem um pai que pode estar no fundo do lago.
Eu te amo, Frank!
Frank...
Venha!
Venha agora!
Frank.
Eu o acho...
profundamente atraente.
Frank.
Há muito tempo não tenho um homem.
Há 4 anos para ser mais exata.
Desculpe...
por eu ser tão direta.
Mas...
comecei a...
pensar em você de uma maneira especial.
Todos aqueles que o pai me entrega, virão a mim.
Nunca darei as costas aos que creem nele.
Querido, pare.
Ele fez Jesus
e concederá vida
Meu coração se alegra
Meu corpo também
Ele me mostrará
Na sua presença, há plenitude e alegria.
E, ao seu lado direito, prazeres infindáveis.
Na esperança da ressurreição e da vida eterna
por meio de nosso senhor Jesus Cristo,
encomendamos ao pai a alma de nosso irmão Paul,
e entregamos seu corpo à terra. Da terra à terra,
da cinza à cinza, do pó ao pó.
Sinto muito. Sei que você era uma ótima esposa.
Tenho certeza de que ele tentava.
-Obrigada, Trish. -Sra. Keller,
meu nome é Tim Bishop. Sou o investigador
da Seguradora Luckland, a companhia do seu marido.
Podemos conversar em algum lugar?
Umas pessoas vão lá para casa agora...
-Talvez mais tarde. -Semana que vem seria melhor.
Sinto muito, mas não posso. Vim do Norte do estado.
Tem de ser hoje. -Está bem...
Às 20h está bom?
Tudo bem. Depois da recepção.
E meus pêsames.
Obrigada.
Olá, querido. Cheguei!
Comprei umas coisas maravilhosas.
Sentiu saudade?
Senti. Claro que senti.
Você só ficou fora 10 min., não foi?
E daí? Senti sua falta. Como senti sua falta!
Andou pensando naquelas coisas de novo, não andou?
Frank, por que não tenta
tirar essas coisas da cabeça?
Esse menino não existe
e nunca existiu.
Essas imagens me vêm à mente...
Dois meninos... e água...
Então agora são dois? Quanta imaginação!
Frank, por que não tenta pensar em algo mais agradável para variar?
Ar puro talvez ajude.
Não, não. Você precisa recuperar suas forças,
precisa relaxar. -Tudo bem,
mas estou dentro desta casa há dias...
Eu preciso sair, tomar um pouco de sol.
Sol? Nada disso. Não.
Sei o que o doutor prescreveu...
Que tal...
uma diversãozinha vespertina?
Eu preferiria não.
Você preferiria não?
Olá!
-Olá! -Olá!
-Você se lembra de mim? -Claro.
O de costume?
Estou procurando o meu marido.
-Não entendi. -Nós brigamos há alguns dias,
e ele foi embora. Pensei que pudesse ter se hospedado aqui.
Eu não o vi. Desculpe.
Gostaria de deixar meu telefone com você.
-Se o vir, você telefona? -Será um prazer.
-Obrigada. -Espero que façam as pazes.
Galinha!
Fico feliz por ter dado um jeito de me receber, sra. Keller.
Estou muito cansada. Se puder ir direto ao assunto...
Certo. Vai ser preciso mais do que uma placa num cemitério
para que a Luckland pague uma apólice de US$ 1 milhão.
Não estou entendendo.
Por favor, sra. Keller.
Não há nem corpo!
O lago é enorme.
Pessoas já se afogaram lá
sem que os corpos fossem encontrados.
A propósito,
tenho um relatório...
que pode lhe interessar.
Significa algo para você
o nome...
Frank Serrick?
Sim. Ele foi amigo de infância do Paul.
Seu marido foi testemunha desse afogamento.
Olha, não sei aonde você quer chegar,
mas preciso de um drinque.
Suas mãos estão trêmulas, sra. Keller.
Não por muito tempo.
Com licença.
Posso me servir?
Vá em frente.
Acho que seu marido está vivo, sra. Keller,
e você também acha. -Isso é ridículo.
É mesmo? Pode pensar em alguma outra explicação?
Talvez tenha fugido com outra mulher.
Pense na possibilidade. Afinal de contas,
ele é homem.
Quero que vá embora.
Eu preferiria ficar.
Estou hospedado no Motel Economy...
caso mude de ideia.
Obrigado por escolher a Seguradora Luckland.
Obrigada por me receber.
Claro.
O Paul nunca me encorajou a me aproximar de outras mulheres.
Fico feliz por ter pensado em mim. Você deve estar pra baixo.
Nossa companhia de seguros mandou um investigador.
Eu o vi no enterro. Sem querer, ouvi o que disse.
Ele disse que o Paul não está morto.
Impossível... Bem, todos esperamos que não, mas...
Ele acha que houve algum tipo de fraude.
Então...
a companhia não vai pagar o seguro do Paul.
-Eles podem fazer isso? -Não sei.
Quer dizer...
é muito dinheiro. Se eu estivesse no lugar deles...
também ia querer me certificar.
Quanto? Se não se importa de me dizer.
US$ 1 milhão.
É muito dinheiro!
Então... Eu...
O Edgar está passando por um momento difícil.
Eu trouxe o ursinho dele. Achei que seria bom guardá-lo,
caso ele precise. -Farei o possível para ajudar.
Obrigada.
Aqui está o meu carro. Entrem em contato
se descobrirem alguma coisa. -Pode deixar.
-Veronica Dow, por favor. -Quem fala?
-Frank Serrick. -Frank?
-Você me conhece? -Onde esteve?
Achei que tivesse mesmo se afogado!
Me afogado? Não, eu não.
Mas e o menino? Você conhecia o menino?
De que está falando, Paul?
Paul?
Olhe aqui, amigo, tive uma conversa muito interessante
com a sua esposa hoje. Eu sabia que você havia feito um seguro,
mas, Paul, US$ 1 milhão? -Não sei o que quer dizer.
Não sabe?
Eu nem tenho certeza de que a conheço...
Você me é familiar, mas... -Estou entendendo.
Você e a Martha estão juntos nisso.
Querem dar o golpe na companhia de seguros
e eu fiz papel de boba, não é?
Não vou fazer papel de Lee Oswald.
Talvez seja melhor falar
Talvez seja mesmo!
Estava falando com ela?
Responda, Frank.
Frank, por favor.
Eu faço qualquer coisa, mas, por favor,
não me deixe!
Por favor!
Eu te amo!
Eu te amo, querido!
Eu te amo tanto...
Frank, eu preciso de você.
Preciso que se case comigo! Por favor!
Não vai dizer nada?
Vai deixar que eu me humilhe?
O amor não significa nada pra você?
Barman...
as mulheres vêm aqui?
Na verdade, não.
Motel Economy.
Quero falar com o sr. Bishop, por favor.
Vou passar.
Oi...
É a Martha.
O quê?
A sra. Keller.
Sra. Keller...
a que devo a honra?
Eu queria que você soubesse que
eu andei pensando...
e gostaria de conversar sobre a situação.
Fico satisfeito em ouvir isso.
Você quer vir até aqui?
Por que você não vem até aqui?
Não posso... Porque...
meu filho está dormindo...
Está dormindo profundamente no quarto ao lado.
O que diz, sr. Bishop?
Entre.
-Querida... -Sr. Bishop...
Sr. Bishop, não se lembra? Estou de luto, sr. Bishop!
-Ah, querida... ah, querida... -Vá devagar...
Sr. Bishop...
Sr. Bishop...
Foi muito...
bom.
O que você fez?
Ai, meu Deus!
Oi, Martha.
Não, eu estava corrigindo uns trabalhos. O que houve?
E onde o Edgar estava?
Estava dormindo no quarto dele. -Ele não ouviu?
-Você não gritou? -Era para gritar?
Esse homem estuprou você!
-Não exatamente. -Martha, querida,
esse homem estuprou você. Não pode deixar que saia impune.
-Não? -Faça com que ele pague!
-Como? -Diga que vai à polícia
se ele não pagar o seguro!
Não posso fazer isso. Não.
Não posso encará-lo novamente.
Então vou eu.
Não posso pedir que faça isso.
Estou me oferecendo. Onde está hospedado? No Motel Economy?
A última coisa que deve querer é voltar para aquela casa.
Fique aqui. Ligo assim que tiver novidades, certo?
Veronica...
Obrigada.
Como está a sua cabeça, querido?
Mais ou menos.
Sinto-me mal pelo que fiz.
Acho que perdi a cabeça.
Tudo bem.
Acontece.
Estou muito desconfortável assim.
Que tal desamarrar as minhas mãos?
Não. Não posso correr esse risco no momento.
Que risco, querida?
Não vou a lugar algum.
Sou todo seu.
Eu juro.
Você não sabe
o quanto significa para mim, Frank.
A vida inteira esperei o meu príncipe.
É você.
Você é a minha alma gêmea...
a pessoa certa.
Você é Marco Antônio e eu, Cleópatra.
Você é Romeu, e eu, Julieta.
Você é Duphane, e eu, Joan.
Frank...
você é minha alma gêmea.
Nós nascemos um para o outro.
Você é o meu homem das Pontes de Ventura County.
Não posso me arriscar a perdê-lo.
Eu não seria
nada sem você.
Você me ama, Frank?
Diga que me ama, Frank!
Eu te amo, Charlene.
Eu sei que sim.
-O que há com vocês? -Sr. Bishop...
Quem é você?
Não sei o que está dizendo.
Estou falando do que fez à Martha Keller.
Ah, foi com ela?
Isso não é piada. Você a estuprou!
O quê?
Eu a estuprei? Então prove.
Não vai ser difícil. Afinal de contas,
você é homem e deixou provas.
-O que você está querendo? -Não quero nada.
Só o dinheiro do seguro. -O que tem a ver com isso?
A Martha e eu pensaremos em algo.
Todo mundo quer se dar bem.
O que diz? A Martha está ao lado do telefone.
Uma palavra minha e vai ao médico e à delegacia.
Você está entre a cruz e a caldeira.
Está me subestimando, sra. Dow.
-O que está dizendo?
Espero que não pretenda cruzar a divisa do estado!
Não estou entendendo.
Pela sua cara, acho que está.
Não era aqui que vinha para...
Isso é ridículo.
É bem lógico, na verdade.
Dá para manter a discrição e é perto o suficiente
para virem várias vezes por semana.
-Cale a boca! -Como é trepar com um religioso?
O que houve?
Sua namorada está aqui.
Você me deixa louca!
Você teve tempo suficiente. Vou ligar para a sra. Keller.
Martha,
é a Veronica. -Já falou com ele?
Ele está ao meu lado.
Quer falar com você.
Olá, querida. Aqui é o gostosão.
A srta. Dow e eu temos um assunto que pode lhe interessar.
Pode vir aqui agora?
Um motelzinho...
na estrada 86, a cerca de meia hora da cidade.
Ótimo. Nos veremos daqui a pouco.
Você é uma mulher bonita, sra. Dow.
Não posso culpar o reverendo por sua falta de compostura.
Em que quarto ele está? -O quê?
Pare com o joguinho ou vou perguntar à recepcionista.
Olá.
-Posso ajudá-lo? -Acredito que você tem um hóspede...
chamado Keller. Ou talvez tenha dado outro nome.
Não há nenhum hóspede aqui.
Posso falar com o
Eu sou a gerente
Socorro! Alguém me ajude!
Socorro!
Deus, me ajude!
Então, não há ninguém aqui?!
Sou um investigador...
Por quê?
É o seu carma!
Vai se arrepender de tê-lo conhecido!
Eu vou lá cuidar de um assunto. Quero que fique na caminhonete.
-Tenho de ficar? -Tem.
Olá!
Olá!
Sr. Bishop?
Edgar...
Edgar!
-Mamãe? -Venha cá, querido.
Edgar, se abaixe!
Corra, querido! Se esconda!
Ele é meu!
Onde ele está? Ele está vivo?
Eu nunca quis que nada disso acontecesse. Só queria o Paul.
Pode ficar com ele.
-O quê? -Disse que pode ficar com ele!
Ele é todo seu.
O tempo todo em que vasculhavam o lago, eu assistia
e pedia. Sabe o que eu pedia?
"Deus, não deixe que o achem." Porque eu o odeio!
Eu não admitia isso com ele vivo, quero dizer, morto.
Quando pensei que estivesse vivo, morto...
Você entendeu!
De qualquer forma, se ele estiver vivo, como você diz,
querida, pode ficar com ele!
Já não sei mais. Tanta coisa aconteceu.
Só quero a minha liberdade.
Minha liberdade e o dinheiro do seguro.
Acho que não vai ser como planejamos.
Muita coisa aconteceu.
Muita coisa mesmo.
Olha.
O que você quer? Quer dividir o dinheiro?
Eu não me importo. Só não o quero de volta.
Mamãe!
Querido, você está bem?
Venha até aqui!
Venha rápido!
Veja!
Frank,
olá!
Eu não queria afogá-lo!
Olhe...
Ai, meu Deus! Paul.
Paul, sou eu.
Não está me reconhecendo, está?
Você sabe quem eu sou, Paul?
O que há com o papai, mamãe?
Ele está muito doente.
Martha, o que vamos fazer?
-Edgar, espere no carro. -Mas...
Vá!
Frank!
Frank!
Vá lá, pegue a arma, pegue o ferro.
Pegue tudo em que você pode ter tocado.
E depois?
-Vamos ter de matá-lo. -Não podemos!
Fique com ele ou com meio milhão de dólares. Decida.
Não vou conseguir ver.
Não precisa.
Depois de pegar as coisas, vá até a caminhonete
e leve o Edgar para a sua casa. Espere o meu telefonema.
A chave está na ignição. Entendeu?
Vá. Vá até lá.
Srta. Dow,
acha que o meu pai vai melhorar e voltar para casa?
Não sei.
Espero que não.
Martha?
Descanse em paz, Paul.
Pegue desse lado.
Meu Deus!
Meu Deus!
Pare com isso!
Tome.
Jogue.
CAMPANHA PRÓ-PIRATARIA. CHEGA DE PREÇOS ABUSIVOS. VOCÊ TAMBÉM É UM PIRATA.
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