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Original subtitles

OS BANDIDOS DO TEMPO

S�o tempos de vacas magras, meus amigos. Vacas magras.

Pois s�o.

Desculpem, malta. O jantar de hoje s�o paus.

Este � um dos pontos mais baixos da minha vida.

De facto. Este � o mais baixo dos nossos pontos.

Aqui sentados, a comer paus.

Mas tenho um petisco para depois.

- Ai sim? O qu�? - Galhos.

Isso n�o � um petisco.

Bem, depois de paus, �.

Widgit, quando podemos sair daqui?

Bem, como podem ver, o lintel est� agora operacional,

por isso, muitos portais devem abrir-se

para n�s atravessarmos, em breve.

Um ou v�rios destes portais devem levar-nos

ao teu tempo ou lugar, ou muito pr�ximo disso.

Muito bem. Se o Widgit estiver correto, levamos o Kevin para casa,

salvamos os pais dele e roubamos-lhes a comida.

Mas podem comer a comida � vontade.

Mas n�o, n�s queremos roub�-la.

Est� bem.

E depois vamos fugir.

- Sempre a fugir. - � o que fazemos.

Ent�o, v�o continuar a fugir do Ser Supremo?

Para sempre?

Bem, j� lhe pass�mos a perna mais do que uma vez.

- Duas vezes. - Duas vezes.

E continuaremos a faz�-lo.

Ele nunca nos apanhar�.

Eu sou o Ser Supremo!

Ajoelhem-se perante mim!

Temam-me!

- Eu tenho um plano! - Fugir?

- Fugir? - Fugir outra vez?

Nem sempre fugimos, mas dev�amos recuar rapidamente.

Tra�ram-me!

Devem devolver o que � meu!

- Judy, vamos recuar... - E agora, temam.

- N�o, Judy! - Tenham medo!

Que � isto?

- Temam-me! - Vais ficar feita em sal, Judy!

- Afasta-te de mim! - Malta, acho que n�o �...

Eu sou o Ser Supremo.

Ajoelhem-se perante mim.

Eu sou o Ser Supremo!

Sou o Ser Supremo.

Aquele � o Ser Supremo?

N�o, � um dos seus lacaios lambe-botas, o Casper.

- Jasper. - Pois... certo.

N�o lhe deem o mapa. O Ser Supremo n�o pode obter o mapa.

Judy, isto � psicologia invertida?

Que se passa?

Sinceramente, n�o sei.

Ele est� a planear algo muito, muito mau.

- Como assim? - Como assim?

N�o posso dizer. � mau. Ele...

- Qu�? - Ele o qu�?

N�o ouviram da minha boca. Eu n�o vos disse nada.

- Qu�? - O portal.

N�o o deixem apanhar o mapa!

Saiam daqui.

Levem o mapa e v�o-se embora.

N�o o deixem apanhar o mapa!

Que estava o Jasper a dizer?

Desculpa, m�e.

Algum joguinho mental, podem apostar.

- Pareciam zangados com alguma coisa. - Pois, t�m medo de mim.

Porque teriam medo de ti? Tu s� foges.

N�o fa�o s� isso.

Talvez lhes doam as pernas de correr.

N�o estou sempre a fugir!

N�o sei como � que se espalhou essa imagem de mim.

- A tua casa. - N�o. Tu viste a minha casa.

Fica numa rua sem sa�da.

Bem, nunca vi o exterior, pois n�o?

N�o se parece nada com isto.

Talvez os teus pais tenham feito obras.

Parece que h� uma festinha.

N�o � a minha casa.

Pois, errei por alguns quil�metros.

- Widgit? Estava a pensar... - Sim?

E alguns s�culos.

Parece ser a Inglaterra georgiana.

Bem, pelo menos, acertei no pa�s.

Inglaterra georgiana? A s�rio?

As pe�as de teatro duram horas, e vem gente de todo o lado ver.

- Isto � fant�stico. Estou em casa. - Tenho fome.

- Sim, eu tamb�m. - Sim, fome.

Sim. Bem, onde h� uma festa, h� uma comida.

Pois.

N�o podeis entrar aqui assim vestidos.

Casanova!

� o Casanova.

Se�or Casanova.

Muito bem, tentem entrar pelas traseiras, n�s vamos roubar coisas que possamos usar.

Caramba. Deve ter calor... deixe-me...

� um c�o, no espeto.

N�o quero comer aquele c�o esquisito.

- N�o quero c�o no espeto. - N�o.

Ele gira aquela roda para cozinhar a comida de forma homog�nea.

Kevin, n�o � hora da sesta.

Bolas.

V�o, v�o.

Vou meter-nos na festa. Alto?

Est�s bem? Est� tudo bem.

V� l�, amigo. Est�s livre.

Kevin, ningu�m vai comer esse c�o esquisito.

Anda c�.

Sim.

Sim?

A minha gente.

C�us. Veem o que eu vejo?

- O s�culo XVIII? - Perucas?

- Emo��es reprimidas? - Ningu�m parecido comigo?

Comida. Lembram-se do porqu� de estarmos aqui?

- Comida. - Pelo amor da...

Que fazeis, rapaz?

Pe�o desculpa. N�o ia faz�-lo.

N�o �eis comer uma das minhas sandu�ches?

Todas estas sandu�ches s�o suas?

Sei que isto � uma festa do anan�s,

mas isso � s� para atrair as pessoas.

Quando c� chegarem, ficar�o espantadas

com a minha nov�ssima inven��o de carne entre fatias de p�o.

- � o Conde de Sandwich? - Conheceis-me.

Sim, a minha inven��o, que tem o nome do seu inventor, eu, o Conde de Sandwich.

Comei, enquanto vos conto.

Estou a cavalgar.

Tenho as m�os ocupadas, pois estou num cavalo, com r�deas.

A raposa est� a fugir. Raposa � vista!

Alto, Alaz�o!

Estou de est�mago vazio. Que vou eu fazer?

Nada temais.

Gra�as � "sandu�che", posso cavalgar e comer ao mesmo tempo.

Agora, estou numa mesa de jogo.

Apetece-me um jogo de chemin de fer, mas tamb�m algo que se coma.

Porque n�o comer � mesma mesa?

Esta m�o, uso para bater na mesa

e exclamar "hurra!", ao apossar-me do dinheiro do infeliz.

Uma jogada de peso, Valentine.

Ganhei a minha esposa de volta.

Felizmente, preparei uma...

- Uma sandu�che. - Precisamente. Alguma quest�o?

Bem, h� quem diga que a sandu�che foi, na verdade, inventada por...

Por quem?

- Por si. - Sim.

Costuma causar mais espanto, a inven��o da refei��o conveniente perfeita.

Enfim, tenho de ir.

Est� quase na hora do anan�s.

Quem era aquele?

� o Conde de Sandwich. Afirma que "inventou" a sandu�che.

Sim, e eu inventei a �gua.

Pois.

Inventou?

O segredo da representa��o � a capacidade de nos exprimirmos sem palavras.

Dou o exemplo de "Ham-fleto", d'O Bardo.

� poss�vel expressar "Ham-fleto" s� com as sobrancelhas.

Isso � que � representar a s�rio.

Uma demonstra��o.

"Ser ou n�o ser.

Eis a quest�o.

O que ser� mais nobre?

Sofrer na alma as pedras e flechas

lan�adas por um destino afrontoso

ou erguer armas

contra um mar de ang�stias,

e, ao fazer-lhes frente, p�r-lhes fim?

Morrer, dormir. Dormir,

porventura, sonhar.

Sim, eis a fric��o."

Bravo!

Conhe�o bom Shakespeare de sobrancelha quando o vejo.

Sois um ator e peras.

� o que eu acho. Finalmente, algu�m o diz.

Devia apresentar-me. Sou a Martha.

Sou a programadora do Teatro Royal Drury Lane.

Vamos diretos ao assunto. Estou a montar um espet�culo.

H� um papel para v�s. Mais ningu�m lhe faria justi�a.

Tereis de ser v�s.

- Qual � o papel? - O melhor papel.

Ver-vos-ei no ensaio, amanh� de manh�.

At� l�, meu n�men...

- Sim? - Adieu.

- Santinho. - Adeus.

Adeus.

Sa� do caminho.

Ol�.

Ol�.

Que estranho. Normalmente, funciona.

- Dizer "ol�"? - Sim.

E, no entanto, ainda estais consciente.

Quem � que ele pensa que �?

� o Casanova.

E � famoso porqu�?

Por seduzir milhares de mulheres.

Desmaiou.

- E que mais? - S� isso.

E como se tornou famoso para as seduzir?

Seduzindo centenas delas.

Mas como foram seduzidas inicialmente?

N�o sei o que te diga, Bittelig.

Eu sou o maior amante do mundo.

Isso est� numa lista publicada por ti

ou por outra pessoa?

N�o me sinto atra�do por mulheres que me querem.

Mas v�s... fazeis-me sentir algo que nunca senti.

Bittelig, anda. Quero mostrar-te uma coisa.

Obrigada, Widgit.

Observem. Um mapa extraordin�rio completamente normal.

Agora veem-no...

Agora, n�o.

Widgit.

- A� est�. - Tens de me ensinar a fazer isso.

Isso � um sorriso? Est�s a sorrir, Kevin?

Reparei que pareces um pouco triste, ultimamente.

- Sim. - Porqu�?

Os meus pais est�o mortos.

Pois.

Bem, eu tenho os meus melhores elementos a tratar disso.

A s�rio? Os teus melhores?

- Sim, n�s. - Sim, pois.

- Come um pouco de anan�s. Aqui tens. - Obrigado.

Kevin, j� te mostrei a minha colher preferida?

N�o gostavas que fossem cinco?

- Pronto? - Fixe!

- Cara�as. - Vou roub�-las.

- Mais colheres. - Mais?

Para roubar.

- V� l�. - Das grandes.

- Colheres grandes? - Sim.

Obrigada.

Tudo a roubar colheres.

Colheres. T�m a chave para viajar atrav�s do espa�o e do tempo

e usam-na para roubar colheres.

Facas e garfos, at� entenderia. S�o afiados.

S�o pontiagudos.

N�o sei. As colheres podem ser mal�ficas.

Sim, como quando as lavamos.

Quando a �gua cai do �ngulo errado, salpica para todo o lado.

Sim, eu acho que as colheres podem ser mal�ficas.

Eu sou a encarna��o do medo. Nunca me corrijas.

Eu n�o o corrigi. Eu...

Aten��o, todos.

Derek, por favor.

Sou eu, novamente.

Conde de Sandwich, inventor da sandu�che.

Chegou a hora de... olhar, s� olhar, para o anan�s.

Segui-me.

Desculpe.

- Porque lhe chamam "festa do anan�s"? - T�m um anan�s verdadeiro.

N�o � por ali. A minha casa � grande.

O horror!

Isto � um crime hediondo!

N�o era suposto comermos o anan�s?

Essa � uma extremamente rara

e preciosa pe�a de fruta usada apenas para efeitos de apresenta��o.

Eu sei que � caro, mas � s� um anan�s ligeiramente verde.

"S� um anan�s"?

"S� um anan�s"?

Custou as poupan�as de uma vida!

�amos alugar esse anan�s.

Morrerei numa pris�o de devedores, picado com paus afiados

e classificado como escroque e pelintra por todos.

S� quero esclarecer bem isto.

Os ananases s�o muito caros, na �poca georgiana?

- Sim, sua n�scia. - S� que n�s comemo-lo.

- Claramente. - Podemos substitu�-lo.

V�s, substitu�-lo?

Envergais trapos, farinha e legumes.

Devo acreditar que tendes dinheiro para comprar um anan�s?

Ao que parece, o Neil Groves tinha cinco ananases

na sua festa de anivers�rio de tema tropical.

Neil Groves...

E v�s vistes os cinco ananases deste Neil Groves?

N�o fui convidado.

N�o. Nem fostes convidado para esta festa.

E pensar que eu, o Conde de Sandwich, instei esta crian�a lerda

a provar a minha incr�vel inven��o, a sandu�che.

Se � que a inven��o � sua.

Perd�o?

H� quem ache que copiou a ideia

depois de ver p�o pita e canap�s no Mediterr�neo.

Algu�m que me arregace as mangas.

Obrigado.

Por duas vezes, insultastes a minha casa.

Chamastes-me mentiroso.

E, pior, comestes o meu anan�s.

Desafio-vos para um duelo.

V� l�, � uma crian�a. Ningu�m vai querer ver isso.

Ele vai ser p�ssimo.

Dizeis que n�o posso desafiar algu�m que me insultou para um duelo?

Isso � um insulto, por isso desafio-vos a v�s para um duelo.

Bem, espera. Talvez ele se safe.

Canalha.

Ver-vos-ei no recinto de duelos amanh� � tarde, cavalheiro.

- Fugimos agora? - Sim.

Sim. Fugi, cobarde.

N�o me chamaste isso.

Chamei, sim.

Ent�o, aceito o teu desafio, e desafio-te a ti para um duelo.

J� vos desafiei. N�o podeis fazer o mesmo.

- � um duelo de duelos. - Sim.

- Rio-me, zombando, da vossa ignor�ncia. - Ri-te, ent�o.

Um duelo, cavalheiro. Amanh� ao meio-dia.

Penelope.

N�o podes lutar neste duelo.

N�o, eu tenho de lutar neste duelo. � uma quest�o de honra.

N�o creio que valha a pena morrer por ideias inventadas, como honra ou cobardia.

E se tu estiveres morta, e os meus pais tamb�m,

� apenas... � demais.

E se tu fosses desafiado para um duelo, o que farias?

Bem, diria a um professor ou a outro adulto.

Muito bem, �timo. Vou dizer a outro adulto.

- Widgit. Vou lutar num duelo. - Fixe.

Penelope, a viol�ncia nunca � solu��o.

Eu acho que dev�amos ir embora.

Embora? N�o podemos ir j�. Tenho um espet�culo.

� no Teatro Royal, amanh� � tarde.

Estas pessoas adoram teatro. Come�a cedo e dura horas e horas.

T�m de vir todos.

Pois... Alto, est�s a convidar-nos para uma pe�a longu�ssima,

e achas que vamos mesmo?

Sim, senhor. Isso � mesmo fant�stico.

Por uma vez, preciso de um pouco de apoio, e �: "Desculpa, temos um duelo."

Vou reservar cinco lugares e quero ver-vos todos l�!

Ele adora um belo discurso, n�o �?

Penelope, ningu�m quer saber se te acobardas.

Eu pensei que fug�amos sempre. Que era a nossa cena.

Ou�am, n�o sei porque est�o t�o preocupados, est� bem?

S� tenho de o matar antes que ele me mate a mim.

N�o!

Cum cara�as, que gelo.

Kevin!

Meu Deus. Que situa��o miser�vel.

Fianna, h� novidades?

Ainda n�o os apanhei, mas, pelo lado positivo,

tenho visitado muitos lugares novos.

Que bom para ti.

Mas est�s perto de apanhar os bandidos, certo?

Sim, bastante. Quero dizer, fiz um pequeno desvio...

Bem, no teu lugar, n�o faria mais desvios,

a n�o ser que queiras acabar como o John.

Queres acabar como o John?

N�o, provavelmente, n�o.

Podes crer que n�o queres acabar como o John.

Traz-me o mapa.

Judy.

Sou eu, Casanova.

- Fiz uma �gua desmaiar. - Est� bem.

V�s sois radiante, maravilhosa e t�o interessante.

E eu sou-vos indiferente, o que � muito atraente.

Malta, por favor. Estou a tentar dormir.

Tenho de descansar as rea��es, sim?

Recarregar o talento de ator.

Estas sobrancelhas precisam do sono de beleza, est� bem?

Obrigado desde j�. Fa�am pouco barulho, os dois.

Judy, fugi comigo.

Tenho de me deitar nas palhinhas. Durmo literalmente na palha, por isso...

Gavin.

- H� aqui uma anomalia. - Acha que eles estiveram aqui?

Sim. Acho que os Bandidos do Tempo estiveram aqui e t�m o mapa.

Sim, claro que t�m o mapa.

Se n�o tivessem o mapa, como � que chegariam aqui?

Deixam os portais abertos. H� coisas � deriva no tempo.

� perigoso. � muito perigoso.

Deixar os portais abertos � p�ssima ideia. At� eu sei isso...

Temos de informar o Ser Supremo imediatamente.

Sim. Sim, pod�amos fazer isso.

Ele enviou-nos

especificamente para o informarmos dos movimentos dos bandidos.

Temos de seguir as ordens.

E eu estou a dizer que pod�amos fazer o que ele quer.

Claro que pod�amos.

Que mais poder�amos fazer?

H� umas pessoas com quem devia falar primeiro.

Quais pessoas?

Pessoas como eu, sabe?

Que est�o fartas de fazer exatamente o que nos mandam fazer.

Mas se n�o fizermos o que nos mandam, fazemos o qu�?

Vai ver.

Widgit, ontem � noite, depois de me deitar,

vi imagens do c�u e de pessoas a fazer coisas m�gicas,

mas tinha os olhos fechados.

Tiveste um sonho.

Conseguia ver, mas n�o tocar.

Sim. Como eu disse, foi um sonho.

O Ser Supremo n�o os permitia.

Mas, sabes, nem tudo foi bom. Tamb�m vi coisas m�s.

Bem, sim. Chama-se a isso um pesadelo, Bittelig.

Achas que era disso que o Jasper estava a falar?

Que o meu pesadelo � o que acontecer� se dermos o mapa ao Ser Supremo?

Creio que ele se referia a algo muito pior que um pesadelo.

Mas o Jasper parecia assustado, de facto.

Widgit, n�o quero que mais ningu�m morra.

N�o depois da Susan.

N�o, nem eu. Ningu�m vai morrer, Bittelig.

Mas e a Penelope?

- A Penelope! Anda! - N�o.

Meu n�men!

Tenho um papel muito especial para v�s. Estais � altura?

Eu nasci para fazer isto.

Ou melhor, fui gerado.

� o que parece, para n�s, n�o �?

Lede-o, aprendei-o, vivei-o. Entrais em cena daqui a uma hora.

Certo.

Ol� a todos, novamente.

Sou eu, o Conde de Sandwich, inventor da sandu�che.

Vim enfrentar quem me insultou.

Escolhei vossa arma, cavalheiro.

Escolhei a arma, cavalheiro.

Posso escolher palavras?

Com certeza, senhor. Mas o Conde de Sandwich vai usar uma pistola.

E se eu fugisse a correr?

Com certeza, podeis fugir a correr.

Mas creio que a �ltima pessoa que tentou foi baleada pelas costas.

- Muito bem, certo. - Ent�o, talvez a pistola?

O cavalheiro escolheu a arma.

E uma �tima escolha, caro senhor.

Sou uma mulher, se calhar n�o devias...

Com certeza, caro senhor.

Vamos l�, seu cobarde.

Vamos a isto.

- Certo. - Estais a par das regras?

Vagamente.

Damos dez passos, viramo-nos e disparamos.

- S� isso. Comecemos. - Certo.

E �... depois dos dez passos, ou aos...

Um, dois, tr�s, quatro, cinco,

seis, sete, oito, nove, dez.

O que... Tentastes mesmo alvejar-me?

Bem, sim, porque � um duelo.

�eis assassinar-me?

Porque disparaste para o c�u?

J� ningu�m dispara para matar, num duelo.

Ou n�o restaria ningu�m na alta sociedade.

Apontamos para falhar.

Pronto, est� bem. Eu n�o sabia. N�o me disseram.

Chega desta baboseira, senhor. N�o passais de um canalha.

Sinto-me t�o insultado por me terdes tentado matar,

que aqui vos desafio para outro duelo.

Muito bem.

Aos lugares, por favor.

Cinco minutos.

Para que fique claro...

Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez.

Parem!

Parem!

Desculpai, mas estamos mesmo a meio de algo, aqui.

N�s tamb�m estamos.

Estamos a meio de uma discuss�o,

pois posso ter colocado a minha ambi��o acima da vida da minha amiga.

E, por isso, pe�o desculpa.

Est�o a tentar determinar quem est� certo, mas a viol�ncia nunca � a coisa certa.

O perd�o e a ced�ncia s�o os caminhos mais dif�ceis de escolher,

mas s�o, em �ltima an�lise, os que resultam na menor perda de entes queridos.

Se um de v�s aqui hoje "vencer", tanto mais se perde.

Uma l�der, ou, pelo menos, algu�m com capacidade de lideran�a.

O inventor da sandu�che!

Uma alma levada,

uma chama extinta, um plano abreviado,

uma amiga de algu�m que partiu deste mundo.

- Sim. - Obrigado.

Ena, isso...

Judy...

Agora fizestes-me esquecer de onde �amos.

Temos de contar outra vez. Obrigadinho.

Qu�?

V� l�.

- Muito bem. Viramo-nos. Estou... - Um, dois...

Tr�s, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove...

- Fianna. - Fujam. Agora, sim, fugimos.

Veem? Cobardes, todos eles, a fugirem de...

Como vos atreveis a invadir o meu recinto de duelos?

- Desafio-vos para um duelo. - Qu�?

Um duelo... Mas n�o resta honra neste mundo? Ordenan�a!

Agora, damos dez passos, viramo-nos...

Um ato cobarde, mas sem efeito.

A bala n�o atingiu o meu cora��o,

pois, no bolso do peito, havia ocultado

uma sandu�che.

N�o vejo como pararia uma bala, senhor.

Pois. Cert�ssimo.

Erro meu.

N�o a consegues acalmar?

Esse foi sempre o problema.

Ela � aterradora!

Acho que a despist�mos.

- Judy, sou eu, Casanova. - Que est�s a fazer aqui?

N�o sei viver sem v�s.

Gostava que vos pud�sseis ver como eu vos vejo.

S� quero que saibais como sois encantadora.

- Por favor, ficai comigo. - Tenho de ir.

Estamos a fugir de um dem�nio!

N�o fugimos todos dos nossos dem�nios?

Esperarei por v�s para sempre.

Sois o meu �nico amor!

Quem sois v�s? T�o cativante.

N�o me interessa a maioria das mulheres, mas v�s tendes algo especial.

Vossos olhos, eles brilham.

V� l�, suas pedras est�pidas.

- Despist�mo-la. - Qu�? �timo.

- Onde �? Supostamente, � perto. - Widgit.

Ent�o, Alto, como foi a pe�a?

N�o entrei.

Pelo menos, j� entraste noutras.

Na verdade, nunca representei.

Apenas vi "Ham-fleto" num panfleto e pensei:

"Um dia vou fazer isto." E vou. Um dia.

N�o creio que se chame "Ham-fleto".

L� est�. Est� aberto. Bandidos, entrem.

Penelope, estou orgulhoso de ti por teres fugido.

A autopreserva��o � o meu forte. Deve ser isso.

Isto n�o me parece bem!

PARCIALMENTE BASEADO NAS PERSONAGENS CRIADAS POR

BASEADO NO FILME "TIME BANDITS"

Legendas: Henrique Moreira

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