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Atende.
Grande estupor!
V� l�, mi�do.
V� l�!
Abra os olhos, por favor.
Seis litros.
N�o pode entrar. Por favor, espere l� fora.
UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS
Chamam caf� a isto?
Est� vivo.
Santa M�e de Deus.
Foi por pouco.
Intub�mo-lo e pusemo-lo em coma induzido.
- Vai ficar bem? - � jovem.
Vamos ser cautelosamente otimistas.
Quer ver o seu filho agora?
Quero.
Est� na UCI.
Siga-me.
Pode falar com ele.
N�o sabemos o que ele ouve.
N�o tenha medo. As m�quinas fazem parecer pior do que �.
Pod�amos ter resolvido isto como homens.
Raios, Mark, um homem n�o se enforcaria por algo assim.
E que raio de mensagem de suic�dio � esta?
�s alguma menina de seis anos?
Juro, se pensas que podes morrer...
Mas o que sei eu?
"Gostaria de pedir formalmente desculpa pelo que fiz."
J� n�o suportava ser diferente.
Ningu�m me teria aceitado tal como sou.
Gay e drag queen.
Teria perdido tudo.
O trabalho, a vida, o futuro.
Mas talvez seja s� um cobarde pat�tico.
Merda, Mark.
E gostaria de fazer uma confiss�o.
Sou o assassino da Sugar Candy e de Lady Lovelyn.
Sim, ouviram bem.
Empurrei a Sugar Candy pelas escadas abaixo
e matei Lady Lovelyn � pancada.
Que diabo...?
Pe�o desculpas pelo que fiz a toda a gente.
N�o mere�o viver,
e pe�o perd�o.
Nem tu acreditas nisto.
Isto � treta!
Aonde vai, jovem?
Estou � procura do Mark Solowski,
Enfermeira Sylvia.
N�o acabou de ser internado c�?
Pode visitar o Sr. Solowski amanh�, no hor�rio normal de visitas,
se for um familiar dele.
Ou�a.
Preciso de o ver.
E eu preciso de perder 10 quilos.
Mas isso tamb�m n�o vai acontecer.
S� a fam�lia o pode ver, enquanto estiver na UCI.
Pode dizer-me quanto tempo � que ele vai ficar na UCI,
por gentileza?
Bom, s� o bom Deus sabe.
Merda.
Merda.
Merda!
Ol�, querida.
N�o, eu... Vou j� para casa.
S� me falta fazer uma coisinha.
Est� bem. At� j�.
O que diz a sua bola m�gica?
Nada de bom.
Tamb�m teve um dia mau?
Quem devo espancar?
Cuidado, cowboy.
Porque devia o seu dia ser riscado?
Quando eu era mi�do,
havia um c�o no nosso bairro.
Um Jack Russell de cauda cortada.
Vivia numa casota, com corrente curta.
Davam-lhe p�o bolorento e batiam-lhe e davam-lhe pontap�s.
Eu passava por ele todos os dias.
Chamava-lhe "Pirata".
Pirata?
S� tinha um olho.
Atirava-lhe secretamente o meu almo�o.
Mas n�o me atrevia a roub�-lo ou a chamar a pol�cia.
Com o tempo, acabei por fingir que o c�o estava bem
e ia pelo outro lado da rua,
para n�o o ouvir ganir.
Longe da vista, longe do cora��o.
Isso mesmo.
Um dia, notei que estava tudo silencioso do outro lado da rua.
Ent�o, parei e atravessei a rua.
O Pirata estava l�, na casota.
As moscas j� andavam a banquetear-se com o cad�ver.
Tudo porque eu tinha abandonado o pequeno.
Rafeiro est�pido.
O meu parceiro tentou matar-se.
Mi�do est�pido.
Se n�o estivesse j� meio morto, eu...
Lamento muito.
Mark, querido!
Estou de volta!
O que faz aqui?
Sharry, sou eu, o Bruno.
� o chefe do meu pequeno.
Quase n�o o reconheci.
Tem um belo bigode, como o pai dele.
Sabe que mais? Vamos tomar um copo.
Mark!
Mark, querido, o teu chefe est� aqui!
Mark?
Onde est� o meu filho?
Viu ou ouviu alguma coisa? Esteve c� algu�m?
Sharry, pense. Isto � importante.
N�o.
Preparei-lhe os cereais para o jantar.
Foi tudo como sempre.
Meu Deus, o meu filho...
Se ele morre...
O Mark � um mi�do rijo.
Vai ficar bem.
Deixe comigo.
Estupor.
Ainda acordada?
Fizeste horas de novo?
Recebemos uma chamada.
Outra vez?
Um reformado em fuga.
Quase morri.
Queria tanto um gelado de pist�cio.
Gelado de pist�cio e batata frita.
Que mistura t�o nojenta.
- �s o pior marido do mundo. - Eu sei.
Mas olha.
As minhas bolachas preferidas.
Continuo a ser um marido horr�vel?
�s o maior.
Meu Deus!
�s t�o m�.
� horr�vel, Bruno.
Terr�vel, meu.
Comandante, temos de falar.
Acertaste.
- Peter? - Sim.
Desculpa, Bruno.
� o colar da Sugar Candy.
Uma empregada de limpeza encontrou-o na gaveta do Solowski.
O qu�?
O que fazia isso na secret�ria do Mark?
S� o assassino o teria.
Exato. O assassino tem o colar.
Exatamente como alegaste.
Mas isso � mentira.
O que tem o mi�do que ver com os homic�dios?
Comandante,
acho que o Solowski corre perigo.
Kl�pel, entendes o que estou a dizer?
O Solowski � suspeito de estar envolvido
nas mortes da Sugar Candy e de Lady Lovelyn.
Tentou matar-se travestido, tinha o colar na secret�ria...
Como te escapou isso?
Ele estava debaixo do teu nariz.
Est� a cometer um grande erro.
Bruno!
Bruno, espera.
- Espera, Bruno! - H� algo de errado.
Como foi o raio do colar parar � gaveta do Mark?
- O que vais fazer? - Tenho provas.
Sei onde o assassino esconde o carro.
Bruno...
Vou contigo.
Se algo pode ilibar o Mark, temos de o investigar.
- Tamb�m n�o acredito na culpa dele. - Claro que n�o tem culpa.
O Mark nem consegue mijar com algu�m ao lado.
� essa?
�, foi aqui que o estupor escondeu o segredo dele.
- Sabes o nome dele? - N�o.
O sacana encobriu bem o rasto dele.
Que diabo...?
Raios partam.
Anda.
Vamos embora.
Hoje, vamos ter mais um dia abrasador.
Prepare o fato de banho e n�o fa�a nada.
N�o h� tempo fresco � vista.
Mais caf�?
Sim, por favor.
Obrigado.
Algu�m anda a gozar comigo.
O tipo deve saber que ando atr�s dele.
Sen�o, porque esvaziaria a garagem?
Ouve. Vamos encontrar esse filho da m�e.
Eu e a Nancy estamos contigo.
Desde quando � que a Nancy est� comigo?
Est�s bem?
Estou.
�timo.
N�o parece. Quando foi a �ltima vez que dormiste?
Ouve. Vai para casa e v� se descansas.
Como ajudar�s o Mark se tamb�m desmoronares?
A porra da gaveta da secret�ria.
Algu�m deve l� ter posto o colar de prop�sito.
Mas quem tem acesso �s secret�rias?
Apenas os agentes da esquadra.
Exato, sim.
S� n�s temos acesso.
Ent�o, foi um dos nossos.
Talvez tenhas raz�o.
Devia dormir uma hora.
Sim.
Devias.
ENCERRADO AT� NOVO AVISO
N�o.
Quero falar contigo.
S� pode estar a brincar.
N�o queres saber sobre o assassino dos teus amigos?
- Nada mau para... - Um travesti?
Ia dizer para um an�o min�sculo.
Quer levar outro?
Suponho que mere�o.
Mudou mesmo de tom.
Temos "companhia".
Meu Deus.
Conseguiu o que queria.
Vamo-nos embora.
Mas n�o pense que se livra de n�s.
A vossa Lady Lovelyn sabia algo e foi por isso que teve de morrer.
Fa�a-me um favor e desande.
Para, querida. Ele n�o vale a pena.
Mas n�o est� bom da cabe�a,
ao aparecer aqui.
O canalha que matou a Sugar Candy e a Lovelyn...
O meu pequeno parceiro, o Mark.
Aquele mi�do querido?
- Est� morto? - N�o.
N�o est� morto.
Encontrei-o mesmo a tempo.
Agora preciso da vossa ajuda.
N�o para mim, mas talvez para o mi�do.
� bom rapaz.
E � um dos vossos.
Um dos nossos?
O que temos que ver com isso?
Acho que o assassino aparece nesta fotografia.
Talvez o tenham visto antes.
Por favor.
Est� bem, mostre l�.
N�o reconhe�o ningu�m. E tu?
Eu tamb�m n�o.
Ningu�m, a s�rio?
Eu conhe�o este.
Quem?
Qual deles?
Ele.
Tens a certeza?
Sim, tivemos um encontro.
H� cerca de um ano.
N�o aqui. Na cidade.
Foi buscar-me a casa
e fomos para um hotel barato.
Fizemos sexo.
Foi muito simp�tico e eu teria gostado de tornar a v�-lo,
mas ele n�o quis.
Tens a certeza de que foi ele?
Sim.
Bruno?
Ol�, Dan.
Que surpresa.
Entra.
Queres uma cerveja?
N�o digo que n�o.
Onde est� a senhora da casa?
Est� na aula de ioga para gr�vidas.
Dizem que ajuda no parto.
E depois vai haver festa?
Vamos receber uns amigos. O beb� deve nascer em breve.
T�m aqui uma bela casa.
Obrigado.
Gostamos muito.
Deves estar muito feliz.
Tens tudo.
Uma mulher bonita, uma casa,
um beb� a caminho,
um bom emprego.
E no teu tempo livre,
tens os teus hobbies, certo?
Sim.
Pod�amos ir ao bowling com os colegas.
Ou brincar com os carros.
Parece-me bem.
Por falar em carros...
N�o sabia que tinhas um Firebird.
Querido?
Mas que raio...?
Para j� com isso!
Est�s doido?
Que raio se passa contigo?
Atacar um colega?
Enlouqueceste?
Que raio se passa consigo?
Est� a olhar para o assassino.
Est� debaixo do seu nariz.
Dan, queres apresentar queixa?
N�o, n�o � necess�rio.
Vou voltar ao trabalho.
Quanto a ti...
Sabes o que significa.
Eu avisei-te.
Livrei-me de ti, por fim.
Est� a cometer a porra de um erro.
Kl�pel,
j� n�o est�s na posse das tuas faculdades.
Est�s completamente louco.
Acabou-se.
Entrega o distintivo e a arma.
E as chaves do teu carro.
O sol brilha,
o c�u vestiu-se do seu azul mais brilhante.
Os p�ssaros chilreiam t�o alto
que Bruno adoraria torcer o pequeno pesco�o a todos.
O ver�o perfeito est� a desanc�-lo.
O que resta de Boom Boom Bruno?
Ningu�m precisa dele.
N�o � um her�i.
E j� n�o � pol�cia.
� s� um homem solit�rio.
Tenha um bom dia. At� amanh�.
- Uma aguardente de milho. - Certo.
Bruno.
Aqui tem.
Ol�, mi�do.
Vamos agora ao canil.
O Kasper vai escolher um c�o.
Quer ir connosco?
Queres dar outra volta no carro-patrulha?
Na viatura do Bruno?
Hoje n�o d�, mi�do.
Outro dia, talvez.
Aconteceu alguma coisa?
N�o.
Est� tudo bem.
A s�rio? � por causa do seu colega?
- Est� tudo bem. - N�o parece.
Sabe que mais?
N�o preciso da sua maldita pena.
S� quero beber isto em paz.
� assim t�o dif�cil de entender?
Est� bem.
Vamos, Kasper.
Merda.
Legendas: Celeste Ferraz plint.com
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