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SETE HOMENS DE OURO
Tudo certo. Estamos sob seu comando, e o �ngulo de penetra��o � o previsto.
Meu rel�gio marca 10:35h. A opera��o ser� completada em 1 hora.
Aguardo as coordenadas.
Volto a lhe falar daqui h� pouco. Desligo.
Veio ver seu cofre, senhora?
Sim.
Pe�o-lhe um pouco de paci�ncia, senhora. O acesso aos cofres � proibido...
...at� que a inspe��o semanal do cofre-forte termine.
Espl�ndido.
Tem raz�o, senhora. � um dos mais modernos do mundo.
O �nico cofre-forte com comando eletr�nico e fechamento eletromagn�tico.
Aquilo que a senhora v�, s�o as reservas de ouro do nosso banco.
N�o poderiam estar em lugar mais seguro.
Sete metros at� a entrada, querido, como voc� previu.
� o mais belo cofre-forte do mundo.
E tamb�m seguro, como sab�amos. � todo seu.
O sinal est� bom?
Querido, responda.
� perigoso ficar aqui.
O guarda pode ficar desconfiado.
V� pegar os passaportes.
Entraremos agora, Professor.
Aqui est�o as coordenadas:
72 graus Oeste, 167 Leste...
Intersec��o do canto norte do edif�cio.
Confira no mapa e marque a posi��o.
Obrigado, Professor. At� logo.
Seus c�lculos est�o sempre corretos, Professor.
O gasoduto � paralelo ao canal
e atravessa o piso inferior a uma profundidade de 4 metros.
Recebido, obrigado.
O equipamento est� a� embaixo?
Certo, Professor.
Chegaremos l� dois minutos antes do previsto.
N�o h� pressa. Trabalhem com calma. Agora desligo.
Eu estava vendo voc� na rua, agora ha pouco.
Deu-me prazer pensar que, sob o casaco, estava quase nua.
Quase nua, e s� eu sabia.
Tamb�m seus funcion�rios sabem.
N�o distra�-los ser� seu desafio,
at� tomarmos o trem para Londres.
N�o � culpa deles.
Se seguirem as instru��es, ao p� da letra,...
...ao final do dia de hoje, teremos 3 milh�es de libras,
...e iremos para a Inglaterra, gastar tudo � nossa maneira!
Voc� � �timo, Albert.
�s vezes, me pergunto o que voc� faria, se tivesse nascido santo.
Teria feito tudo para evit�-la, minha querida.
Tem certeza?
O que n�o faria por um pouco de ouro?
Finalmente, desta vez terei o suficiente para o resto da vida.
Voc� poder� comprar a mim, tamb�m!
Olhe os passaportes. Precisam de algumas mudan�as.
O importante � ter fotos recentes
e nomes originais.
Se eu fosse voc�, Professor,
acabaria com a supersti��o do n�mero 7 e dos nomes iniciados por "A".
O que posso fazer, se os 6 melhores da Europa come�aram a trabalhar comigo?
Al�m disso, a pol�cia desconhece seus nomes.
Adolf Kruger, Alemanha...
Augusto Barreto, Portugal...
Alfred Bresson, Fran�a...
Anthony Landic, Irlanda...
Aldo Rizzi, It�lia...
Alfonso Rodrigues, Espanha. O que mais voc� sabe?
Apenas que os passaportes falsos t�m nomes alterados.
E esses n�o sabemos.
- E agora, onde est�o? - E quem � que sabe?
Parece que uma garota pegou os passaportes.
E quem � ela?
A pessoa que falsifica passaportes n�o pede identifica��o.
O que voc� pretende fazer?
- � um pouco dif�cil, Comiss�rio... - Por qu�?
Logo saberemos, pois, dada a urg�ncia do pedido de passaportes,...
...esta noite, ou amanh�, poder�o estar na Su��a.
� o que voc� diz.
Kaufman, telefone aos pa�ses de origem desses senhores, e veja o que descobre.
Keller, quero mil c�pias das fotos deles
e entregue aos postos de fronteira, aos Comiss�rios e Agentes.
Patrulhe todos os bancos e joalherias da cidade.
- Est� bem. - Ao trabalho, r�pido.
Estamos mergulhando, Professor.
Aqui...
Professor...
V� em frente, Augusto.
Bloqueamos o sistema de alagamento. C�mbio.
Ao Ponto 7.
Pronto, Professor.
Em um minuto pode iniciar a a��o.
Quando quiser, Professor.
Diga-me quando, Aldo.
Agora.
Pode iniciar a Opera��o Sil�ncio, Professor.
Sua vez, Georgia.
Muito bem, Georgia.
Sua vez, Aldo.
O motor est� no m�ximo. C�mbio.
Comecem, rapazes.
Ligue.
Aldo, em que ponto estamos?
O procedimento de isolar a linha telef�nica
estar� pronto em 47 segundos.
C�mbio.
Quase pronto, Professor.
Al�?
Al�?
Al�? O que est� havendo?
Est� me ouvindo? O que acontece, telefonista?
As linhas ca�ram, n�o ou�o nada.
Al�? Al�?
Al�? Al�? Al�?
Transmita isto para Londres.
N�o est� funcionando.
Transmita a cota��o ao Lloyd, em Londres.
A comunica��o n�o est� funcionando, sr. Diretor.
- Os telefones est�o mudos. - O que est� havendo?
Est� sem sistema.
Chame a manuten��o, para consertar os telefones.
Imediatamente, sr. Diretor.
Veja,...
...este � o folheto. Isto � o que voc� precisa.
Fica a apenas uma hora de voo do Tahiti,
e � muito tranquilo.
H� hot�is l�?
S� um, muito confort�vel, � beira da ba�a.
Para quantas pessoas devo fazer as reservas, senhor?
Apenas para mim.
Prepare as passagens, e o itiner�rio.
Partirei em dois dias.
SwissTelecom...
Certo, mandaremos um t�cnico, que temos na sua �rea.
Sim, sei o endere�o.
� nosso interesse. Bom dia.
Pode entrar, Augusto.
Fique � vontade, por favor. Venha.
Por aqui.
H� quanto tempo n�o funciona?
Fazem alguns minutos.
Vamos ver o que se pode fazer.
Est� na posi��o exata?
Sim, quase. Ajuste 3 cm, � direita da porta.
Est� bem.
Desculpe-me. Tenho que sair.
Vai demorar?
N�o, poucos minutos. Terei que substituir um fus�vel.
Mas, se tem de sair...
Voltarei daqui h� uma hora, quando o banco reabrir.
- Posso deixar isto aqui? - Pode, ningu�m mexer�.
Tome cuidado, � um instrumento muito delicado.
Custa o olho da cara.
Ou melhor, os dois olhos.
E o chefe me far� trabalhar toda a minha vida para pag�-lo.
Assim est� perfeito.
A� embaixo, como vai?
N�o t�o bem.
� mais espesso do que se pensava.
Empurre com mais for�a.
Depressa, Professor,
a pol�cia est� for�ando o cap�.
Fa�am o poss�vel para ir mais r�pido.
Estamos acabando.
Ao trabalho.
Coloquem suas m�scaras.
Vir� muito g�s.
Professor, podemos continuar?
Podem continuar. Temos 45 minutos.
Fiquem atentos, e n�o percam tempo.
Ei, Aldo,
d�-me a mala de tubos. R�pido.
Imediatamente.
Ol�, amigo.
D�-me uma tragada.
Tudo bem?
Sim, perfeito.
Tchau, espaguete.
Caravela,
como est� a� em cima?
Oi, chefe.
Velho esclerosado!
Cale a boca, idiota.
Desculpe-me. Voc� � ventr�loquo?
N�o, sou mec�nico.
Foi o que pensei.
Italiano roceiro tagarela,
com tanta gente, o Professor tinha que escolher um falador.
Se o velho for igual, todos em Genebra...
...saber�o o que estamos fazendo!
Fa�o o que voc� mandar. Penso no trabalho.
Est� tudo bem, mas, ficar� melhor quando a pol�cia se for.
N�o gosto nada desta hist�ria.
Augusto, menos conversa. Controle o carregamento.
Certo, Professor, certo.
Augusto, aumente a velocidade do carregamento.
Mas, vamos fazer muito barulho e chamaremos a aten��o.
N�o se preocupe.
Quem est� se preocupando?
Augusto, o portugu�s.
Ele est� preocupado com a pol�cia em frente ao banco.
Tem raz�o, coitado. N�o quer que ele tenha a sua calma inglesa, n�o �?
Calma...
...mas, n�o em rela��o a voc�.
Aldo, Alfred,
parem, parem!
- O que est� havendo? - Pare.
O que � isso?
Desculpe-me insistir, mas, o que est� acontecendo?
Espere um pouco.
Professor, o banco vai abrir daqui a pouco.
Cale-se por um momento!
Imbecil.
Voltem ao trabalho.
Em frente, rapazes.
Em frente, com toda a for�a.
O banco � de voc�s, e restam 35 minutos. Limpem tudo!
Vamos, Alessio, a comida est� na mesa.
Mam�e! H� alguma coisa errada, mam�e.
N�o se sente bem, Alessio?
N�o, estou �timo. Mas, � melhor chamar a pol�cia.
A pol�cia? O que se passa?
Est�o roubando.
Est�o roubando? Quem est� roubando?
Comiss�rio...
- Comiss�rio? - Acalme-se. Calma. Calma.
Al�. Comiss�rio?
Comiss�rio, est� havendo um roubo...
Onde? Diga-me onde.
Pra�a Belair?
Sim, pr�ximo ao meu quarteir�o, Comiss�rio. Sou o r�dioamador ZK9.
Diga-me seu nome, n�o o prefixo. Al�! Al�!
Al�! Maldi��o! A linha caiu.
Precisamos agir!
Era um r�dioamador.
Ele captou conversas sobre o roubo de um banco da nossa cidade.
Seu c�digo � ZK9.
- Qual banco? - N�o sei, mas � perto da sua �rea.
- Onde �? - Se eu soubesse, n�o pediria sua ajuda.
Verifique todos os bancos da Pra�a Belair, um por um.
R�pido.
Mas, vai levar tempo.
Ou�a. Quanto tempo leva para encerrar esse barulho?
- Estamos fazendo r�pido. - Para quem trabalha?
Para a Prefeitura.
E a Prefeitura nos deu ordem para fazermos r�pido.
Eu tamb�m dependo da Prefeitura.
Ah, sim?
Certo. Quero saber por que n�o fazem sil�ncio na hora do almo�o.
Se segue ordens, mostre-me sua licen�a.
Quero ver o hor�rio que est� escrito.
O que � isto?
O que �?
Voc� � surdo?
Ah, por isso n�o se incomoda com o barulho.
E por isso, a Prefeitura o contrata.
- V� buscar os documentos.
- Sim... Vou... Vou r�pido.
E essa.
E essa!
Oh! O que acontece a� em cima?
Est� surdo?
Ei-lo. Est� escrito: "mesmo na hora do almo�o".
Est� bem.
Continuem.
Posso saber o que est� acontecendo com o ouro?
Eu quis dizer "couro". E espero...
Que couro?
Para os nossos companheiros que trabalham na manuten��o do g�s.
Usam tiras de couro para trocar os canos velhos.
Trabalho duro a ser feito.
Deixe-me entrar.
Vou lhe dar uma m�o.
N�o, n�o. Tenho tempo. Quase j� terminei.
Continue. Esque�amos...
Quanto tempo ainda temos?
Acho que 15 minutos de transfer�ncia.
15 minutos � muito tempo para se gastar.
N�o estamos perdendo tempo, e n�o h� nada a ser dito, Professor.
Em que estava pensando?
Na fuga.
Ah, sim. Apenas sumiremos, simplesmente.
E para onde iremos?
Vou lhe fazer uma surpresa,...
...que s� contarei no �ltimo momento.
Mas, n�o tem d�vidas, se conseguiremos?
De modo algum.
Pol�cia.
Desculpe-me. Fui enviado pelo Comiss�rio da �rea.
Recebemos um telefonema, agora h� pouco.
Sim. Uma den�ncia de um convento, aqui em frente
Em resumo, o Padre Superior viu uma senhora circulando pela casa
toda nua. Quase nua.
Assim meio... descoberta.
Quero dizer... quase sem roupa.
Hoje � meu anivers�rio!
Felicidades.
No meu pa�s, costumamos beijar o primeiro homem que bater � porta.
Este ano, foi voc�.
E mesmo ficando nua em casa, n�o fiz nada de mal.
Diga isto ao Padre Superior.
Pura e simplesmente, sou apenas uma nudista.
Gostei. Muito.
- Desculpe-me por t�-la perturbado. - N�o me perturbou...
Qualquer coisa que precisar, me chame.
Agente Troncher, Claude Troncher, Se��o de Bons Costumes, � disposi��o.
Vou me lembrar, Claude.
Oh, obrigado.
Um pouco longo, seu beijo.
Quanto tempo falta?
Ouviu? Quanto tempo falta?
Quase nada. Acabamos de fazer o carregamento do ouro.
S� mais um minuto, Professor.
Parem. N�o fa�am mais nenhum barulho.
Encerrem. A pol�cia est� chegando.
Abra o cofre.
Ningu�m tocou em nada, aqui. Digo-lhe que � imposs�vel, Inspetor.
Al�m da c�mara blindada, o banco est� cheio de sensores fotoel�tricos.
E um sistema de alagamento subterr�neo.
Pensamos em todas as situa��es poss�veis.
V� este bot�o?
Em caso de urg�ncia, basta pression�-lo. Em 35 segundos abre-se uma comporta,
e o subsolo � inundado por um rio,
atrav�s de uma galeria de alagamento.
Como v�, Comiss�rio, o nosso ouro est� muito seguro.
Sua preocupa��o � desnecess�ria.
Ningu�m jamais poder� entrar nesta c�mara.
Fazemos um grande esfor�o para zelar pelo nosso nome,...
...e pelos interesses dos nossos clientes. � s� o que lhe digo.
E posso assegurar-lhe de que o nosso banco � inviol�vel, com certeza.
Al�? Alfred?
Voc�s ainda podem dispor de 5 minutos, para terminar.
Este � o �ltimo banco, Inspetor?
Creio que sim.
E isto aqui. O que �?
O funcion�rio da telef�nica deve ter deixado sua caixa de ferramentas.
As linhas ca�ram, esta manh�.
Desculpe-me, Diretor, t�-lo incomodado por nada.
Sem problema, Comiss�rio.
R�pido, Alfred. R�pido, r�pido!
O tubo!
Voc� est� pegando o tubo.
O que quer que eu fa�a?
Aten��o! J� estou chegando.
A mala. D�-me a mala.
Oh, ajude-me!
R�pido! R�pido! Ajude-me, Alfred! Ajude-me!
Aldo, Alfred! O que est� acontecendo? Respondam!
Respondam! Ouviram?
O que houve?
Respondam!
N�o se preocupe, Professor, estamos terminando, est� tudo bem.
Vamos come�ar a guardar o material nas malas.
� um pecado deixar essa gra�a de Deus, Professor.
Est� acabado. Vamos sair. Aguarde-nos.
N�o vejo a hora de respirar l� fora.
Beleza, est� terminando.
Tudo bem, estou aqui novamente, est� vendo?
N�o responde?
Desculpe-me, senhora,...
...posso lhe ser �til?
Vim apenas para retirar algo da caixa de seguran�a.
Vou pedir algu�m para acompanh�-la.
� cliente do nosso banco h� muito tempo?
Dois dias. Abri esta conta para p�r minhas joias na caixa de seguran�a.
Lamento n�o ter sido eu a atend�-la. Contudo, seguramente...
Desculpe-me.
Com licen�a.
Tenho certeza que n�o a conhe�o.
Dirijo este banco h� 5 anos e tenho na mem�ria quase todos os clientes.
Joen,
abra o port�o para esta senhora.
Imediatamente, senhor Diretor.
Provavelmente, voc� � minha �ltima cliente.
Hoje, a Diretoria Geral aprovou meu afastamento.
Esta noite, deixo o banco e saio para minhas f�rias.
Deve estar contente.
Bem, n�o sei...
depois de todo este tempo...
Mas, quem sabe � apenas uma coincid�ncia.
Qual?
Faz 5 anos que sa� do Banco de Cr�dito, em Zurique, e minha �ltima cliente
foi uma senhora elegante e, se me permite, bonita como voc�.
Com muita alegria e satisfa��o, nosso banco lhe deseja boa sorte.
Tudo em ordem, Professor, pode fazer o contato. De acordo.
Tudo pronto.
J� passou no Conselho, Diretor.
Tudo bem. Pode ir.
Professor, oper�rios abrindo o g�s.
Impe�a-os! Depressa!
Est� tudo aqui, Gualdo. Isto ser� divertido.
- Ser�, ent�o, um cornudo? - Filho de cornudo.
Sim, mas, n�o me agrada que saibam.
Est� feito, Professor.
O g�s.
Professor, Professor, o idiota do portugu�s abriu o g�s antes da hora.
N�o se preocupe. O idiota do portugu�s acabou de fech�-lo.
Podem sair e bem r�pido.
Pontuais, nosso rapazes.
N�o. Sete segundos atrasados.
Ou�a, por favor!
Por favor, poderia parar o tr�fego?
- Certo. - Obrigado.
O que houve?
Bateram nossas cabe�as, um contra o outro.
- Venha. - E nos derrubaram.
N�o faz�amos nada, juro.
Foi o cara que fechou o g�s.
- Ser� que voc� o reconhecer�? - Certamente.
Com aquela cara de delinquente, ser� f�cil.
Tinha um cabe��o, e olhar de louco.
N�s o pegaremos. Vamos.
Eis aqui, engenheiro, o comprovante de pagamento do carregamento.
Uma c�pia para voc�, e o original para n�s.
E um outro assunto, por favor.
Ent�o, s�o 7 toneladas de bronze para a fundi��o Ambrozzi di Napoli, certo?
Certo.
E o comprovante do imposto alfandeg�rio.
Quer assinar aqui, por favor.
� um g�nio.
Tudo maravilhoso.
Exatamente como o planejado.
S�o Pancr�cio, meu protetor, quando eu voltar � M�laga, compro-lhe outra igreja.
Somos 7 homens todos de ouro, mam�e.
O seguro contra furto foi providenciado aqui em Genebra, certo, engenheiro?
Est� certo.
Agora, por �ltimo, mais uma assinatura embaixo.
Isso lhe permitir� retirar a carga em Roma, conforme desejado.
Entretanto, n�o se preocupe, se isto n�o vier a acontecer,
a ferrovia italiana levar� a carga diretamente � fundi��o.
N�o! Quero dizer, engenheiro, que ser� melhor que fique em Roma.
- Pode haver algum atraso ou extravio. - Isto n�o � poss�vel, senhorita.
Ap�s a carga sair da Su��a, s� ser� retirada no local indicado no recibo.
Caso contr�rio, chegar� diretamente ao destinat�rio.
Sim, mas, a fundi��o?
N�o se preocupe, senhorita. N�o se preocupe.
Estamos chegando ao final.
Quero pedir a m�xima colabora��o
para nosso trabalho ser coroado de sucesso.
Em primeiro lugar, deixem os carros
exatamente como eram, quando os modificamos.
Lembrem-se que o prazo � at� esta noite.
Segundo ponto: amanh� cruzaremos a fronteira.
Todos em um carro s�.
Usem os novos passaportes.
Isto para evitar que, na passagem da fronteira, todos sejam identificados.
Terceiro ponto:
Georgia e eu partiremos � noite, de trem, �s 21:45h.
E amanh�, em Roma, pegaremos o ouro.
E nosso encontro ser� depois de amanh� � tarde, no Hotel Hilton, �s 3:00h.
Isto � tudo, senhores. Muito obrigado.
Sete toneladas, repartidas por oito.
Quanto tocar� para cada um de n�s?
Tr�s toneladas e meia.
Mas, como?
7 dividido por 2
d� 3,5 toneladas para voc�
e 3,5 toneladas para mim.
E os outros?
Nada.
Mas, depois de amanh�, todos estaremos em Roma.
Por que voc� acha que dei a eles passaportes falsos?
Amanh�, a pol�cia vai det�-los, e nos ajudar a desaparecer.
Com o ouro, naturalmente.
E depois?
Depois, o qu�?
Mas, desculpe-me, se s�o os melhores homens da Europa, como voc� disse,
n�o demorar�o a fazer alguma coisa para ficarem livres.
E depois de tanto trabalho, n�o acho que eles v�o desistir de suas partes.
Por isto, preciso de voc�.
Se nos encontrarem,
voc� testemunhar� que, acidentalmente, o ouro foi parar na fundi��o...
...como se fosse bronze.
� maravilhoso.
E quando descobrirem que o ouro n�o foi para a fundi��o?
N�o � assim.
J� pensei nisto.
J� pensou em tudo?
Entre.
Pensei que n�o apareceria, querido.
Sou sempre pontual, deveria saber. Sempre cumpro o que prometo.
Eu aprendo r�pido, querido.
Desculpe-me, meu caro.
Aqui est� tudo.
O ouro chegar� � Roma, amanh�.
E n�s vamos retir�-lo.
E o que faremos com ele?
J� pensou em alguma coisa?
Poder�amos jog�-lo pela janela do trem.
N�o, n�o vale a pena.
Ficar�amos em dificuldades.
Os caras que ele enganou iriam procur�-lo...
e todos querendo a alma dele.
E se o encontrarem?
Ent�o, o Professor dir� que o ouro acidentalmente foi parar na fundi��o.
Fundido como toneladas de bronze. E estou pronta para testemunhar.
E se ele n�o fizer isto?
Se ele n�o o fizer,
o tabeli�o, em Genebra, enviar� sete cartas, em sequ�ncia.
Seis, endere�adas aos c�mplices do Professor,
e a s�tima, � pol�cia de Genebra.
Obviamente, isto s� ser� feito se tivermos problemas.
Admito que as 6 primeiras cartas cont�m a prova da sua trai��o.
E a s�tima, adivinhe o que cont�m.
S� voc� sabe, minha querida.
Bem, isto o far� dormir tranquilo, por muito tempo.
Permite-me, meu querido?
Direi ao condutor para n�o acord�-lo em Roma.
Posto fronteiri�o Grand Saint Bernard.
Por favor, preparem os passaportes.
Vamos l�, rapazes.
Bom-dia, viemos retirar esta mercadoria.
Ei, Hugo, o 686 n�o � aquele que foi para N�poles?
Sim.
Desculpe-me, senhora, mas foi levada para N�poles ainda ontem.
O documento diz que vamos retir�-la em Roma, esta manh�.
N�o. N�o, senhora, leia aqui.
A entrega ser� feita diretamente ao destinat�rio.
� tudo muito claro.
E o destinat�rio � Ambrozzi di Napoli.
- Deve haver algum engano. - N�o.
Tome, � seu. Ligue para a Fundi��o Ambrozzi. O telefone est� no recibo.
Diga-lhes que n�o toquem no material, at� chegarmos. E ligue r�pido.
R�pido!
N�o estou aqui para ouvir suas mentiras.
Se n�o fizeram coisa errada, por que andariam com passaportes falsos?
Podemos explicar, Comiss�rio.
Foi uma brincadeira que nos fizeram.
Algu�m se divertiu, mudando os nomes dos passaportes.
- E achou engra�ado. - Podem me dizer quem � o brincalh�o?
Se eu souber, direi, pois � do meu interesse.
Minha primeira rea��o ser� chamar a pol�cia.
Eu tamb�m.
Isso j� sabemos. Interessa-nos saber � por que voc�s est�o todos juntos, agora,
e o que fazem.
N�o h� acordo.
Tranque-os, at� que se decidam a falar.
Desejo saber onde estamos.
Estaremos em N�poles, dentro de vinte minutos.
Como fui avisado para n�o incomod�-lo, n�o lhe servi o caf�.
Traga-o agora.
E qu�druplo!
Algu�m nos traiu.
E eu sei quem.
Qual de voc�s?
� in�til procurar entre n�s.
E ele est� seguro com os lingotes.
N�o � poss�vel.
O Professor?
- Voc� o disse. - Ele mesmo.
Para mim, ele est� acabado.
Primeiro, vamos encontrar o ouro,
depois veremos as diferen�as pessoais.
Em sete horas v�o nos libertar.
N�o h� provas para nos manter presos.
Muito justo.
Melhor aguardar.
Ah, n�o creio que seja o Professor.
� muito tarde, foi derretido.
O n�quel e o ferro.
20 toneladas de n�quel, 200 de ferro e 7 de bronze.
- Podem ser separados? - Como?
Separ�-los do resto?
Imposs�vel.
O bronze n�o existe mais.
S� a parte do ferro e do n�quel.
� uma �tima liga. Usada na fabrica��o de cofres-fortes.
N�o pode haver um erro.
Esse carregamento de bronze chega da Su��a regularmente todos os meses.
H� anos que fabricamos essa liga para caixas-fortes.
Teve outro transporte desse tipo?
Pela manh�, um casal veio retirar outro bronze. Tinham o documento 686,
para ser entregue direto na fundi��o.
- N�o foi retirado? - N�o.
O documento impedia a retirada aqui em Roma,
e foi direto para N�poles.
Foi um erro ocorrido na Su��a.
- Provavelmente uma troca. - Sem d�vida, uma troca.
Pensei que eu era o �nico meio para lev�-lo ao ouro.
Agora, sem o ouro, n�o o tenho mais.
N�o quero me lembrar que perdi os �ltimos 5 anos da minha vida por nada.
Mas, quero esquecer tudo. E muito r�pido.
N�o era esta sua opini�o, outro dia, em Zurique.
Tamb�m eu perdi todos esses anos, porque confiava em voc�.
Boa sorte.
Vamos.
E agora?
Terminou na fundi��o,
resultando 200 toneladas de ferro e 20 toneladas de n�quel.
Fundidos em uma �tima liga.
� usada para fazer super caixas-fortes, destinadas a bancos su��os.
E por que n�o retirou a carga?
Porque cheguei tarde demais.
Um erro na Su��a.
O documento de transporte dizia para enviar diretamente para a fundi��o.
E o Professor?
Ele est� muito abatido. N�o quer voltar.
Que aborrecimento.
Deve haver uma explica��o l�gica para o engano.
E n�s, que duvidamos dele.
De qualquer modo, penso ser melhor falarmos diretamente com o Professor.
E para que serviria?
Ao menos, para estudar a situa��o.
Talvez para fazer alguma coisa.
Qualquer coisa � fazer de novo.
Se perdemos o ouro...
Sim, esta � uma ideia genial.
Se o Professor quiser, organiza outro golpe em dois dias.
Ele disse que n�o vale a pena trabalhar com voc�s.
- Ah, n�o? - Podemos convenc�-lo.
Peg�-lo, e faz�-lo mudar essa decis�o.
- N�o quer mais, e ele est� certo. - N�o tivemos sorte.
Certamente, n�o iria acontecer de novo.
Entretanto, penso que Georgia poderia mediar um encontro com o Professor.
N�o insistam, � in�til. Al�m disto, estou cansada.
Vou dizer uma coisa. Amigos, essa mulher �...
maluca.
Finalmente.
Pensou que eu n�o viria mais?
No entanto, estou aqui.
- Sozinha? - Sozinha.
Sem ouro e completamente sua, dessa vez...
- Se quiser. - Ele a abandonou.
Voc� havia previsto?
Sim...
como tudo o mais.
De verdade, por um momento pensei que voc� ia atirar.
N�o � meu estilo.
No momento... arrependa-se.
Depois de tudo o que eu lhe fiz?
Mas, se n�o se arrepende, me diga e entenderei.
Agora que n�o h� mais ouro...
Acredite. N�o me importo tanto com o ouro.
N�o.
Vamos.
- Para onde? - Quem sabe?
Onde vai, assim ?
Coisa mais estranha... Quem ele �?
Um momento.
Paci�ncia, filho.
Fique calmo.
E agora, as explica��es.
Dez contra um que atr�s desse port�o est� o ouro.
E se entrarmos para ver?
N�o, melhor esperarmos.
Bem, eu vou a um bar.
Para comprar jujubas.
Albert!
Ei, r�pido!
Atr�s do caminh�o, rapazes. Vamos!
Como eu lhe disse, o ouro n�o corria risco.
Um plano perfeito.
Sim.
Se n�o houvesse ocorrido imprevistos.
De que tipo?
Contratempos. Que mandam seu plano mais perfeito... ao diabo.
Mas, e se o diabo for voc�, querido?
Desta vez voc� est� errada, Georgia.
Reafirmo que o que est� acontecendo � que o grande maestro do crime
se chama justamente "o imponder�vel".
O que quer dizer?
Olhe quem est� nos seguindo.
Os nossos seis amigos.
Desta vez, precisamos, mesmo, conversar.
E, novamente, tudo est� perfeito, filhinhos.
Adolf,
Alfred,
Alfonso,
Anthony,
Aldo,
e o meu dileto Augusto.
Bem, j� que perdi, devo pagar.
Mas, antes de decidir,
� bom saber que meu advogado est� na Su��a.
Aldo!
Amo isto.
Vamos, rom�ntico.
Quando tomarem sua decis�o,
e pegarem seu ouro no...
caminh�o.
O caminh�o!
Parem o caminh�o!
N�o se metam.
N�o toquem em nada!
Banco Nacional da Su��a.
24 quilates.
N�o toque!
Isto � ouro.
� a provid�ncia! Pegue! � a provid�ncia!
� um milagre!
Raul, chame a chefia. Sem demora.
N�o toque! N�o toque! Desgra�ado!
Fora! Fora!
Professor! Professor! Fa�a alguma coisa!
Est�o roubando tudo.
Fora! Fora! Por favor, � bronze!
N�o pode terminar assim.
Diga o que fazer, Professor.
Farei qualquer coisa.
� tarde, Adolf. Muito tarde.
� ouro!
D� o fora!
Deixe-me entrar! Deixe-me entrar!
Seu porco!
Saiam! Saiam!
N�o toquem!
� meu! � meu! � tudo meu! � tudo meu!
At� voc�, padre?
� para a par�quia.
Fora!
Temos tantos pobres.
Uma basta!
- Fa�a alguma coisa, Tenente. - O ouro � seu?
N�o. Quem dera.
N�s apenas tentamos parar o caminh�o.
Permane�am � disposi��o, como testemunhas.
Voc�, encontre o motorista. R�pido... circulando.
Venha, Professor. Ser� �til na pr�xima vez.
N�o haver� pr�xima vez.
Mas, venha.
O Banco que apareceu neste filme n�o � aquele do furto...
E o furto, obviamente, foi imagin�rio, como os 7 homens de ouro.
FIM
Tudo certo, Professor. Estamos sobre a catacumba de S�o Petr�nio.
E a inclina��o � aquela prevista.
A intersec��o sobre o �ngulo da Via Veneto � de 35 graus.
Confirmo o final da opera��o em 1 hora. C�mbio e desligo.
Continua no pr�ximo filme....
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