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Original subtitles

Ser� que o c�rculo

Vai ser cont�nuo

Com o tempo, Senhor? Com o tempo?

Existe um lar melhor esperando

No c�u, Senhor? No c�u?

Ser� que o c�rculo

Vai ser cont�nuo

Com o tempo, Senhor? Com o tempo?

Existe um lar melhor

Esperando

No c�u, Senhor? No c�u?

No c�u, Senhor? No c�u?

GENT, JUNHO DE 2006

Vire o bra�o.

Olhe para a mam�e. Para a mam�e.

Voc� vai sentir uma press�o.

Fique paradinha, querida.

N�o chore.

J� acabou. Acabou.

N�o fa�a isso. J� acabou.

Pronto. O m�dico vai falar com voc�s.

- Vou ficar com essa mocinha. - Fique comportadinha.

Oi, mocinha.

- O que � isso? - A minha mochila.

- N�o, � uma joaninha gigante. - � uma mochila!

Uma joaninha gigante!

- Oi, doutor. - Entrem.

Voc� pode assistir sozinha um pouco? Vou l� fora com o papai.

Que boazinha!

Vamos combinar uma coisa?

Vamos chorar s� em casa. Aqui, vamos ser positivos, tudo bem?

Tudo bem.

Vamos l�.

Veja.

- Ela est� bem. - �.

N�o est�?

N�s vamos matar isso amanh�.

- O que � que vamos fazer? - Matar o c�ncer.

Batendo a cabe�a.

- Agora durma, bobinha. - Isso mesmo.

SETE ANOS ANTES

- Tudo isso � seu? - �.

- Nossa! Muito legal. - Mas precisa de muitos reparos.

- Mesmo assim... - Por enquanto, eu durmo ali.

No trailer?

- Voc� � caub�i mesmo! - Fa�o o que posso.

- O cavalo tamb�m � seu? - Sim, � o Earl.

Galinhas!

- Ele � bravo? - N�o, � um doce.

J.D. Crowe & The New South. E Tony Rice Unit.

Manzanita � o meu CD preferido.

A voz dele era fant�stica...

mas ele perdeu isso. � uma pena.

N�o sei como foi. Talvez uma doen�a ou excesso de u�sque.

Por que voc� toca banjo?

Sou bobo demais para tocar viol�o e burro demais para tocar bandolim.

N�o, n�o. Eu gostava de punk rock...

e o banjo tem um grunhido que me lembra o punk rock.

Eu adoro.

Por que voc� tem tantas tatuagens?

Elise?

Oi, caub�i.

J� que voc� n�o quer uma tatuagem...

Gostou?

Boa tarde.

- Eu trouxe o almo�o. - Ela acabou de dormir.

O hospital tem hor�rios certinhos.

- A Maybelle est� doente! - Meu amor...

- Doente! - Meu amor...

- Diga alguma coisa, Didier. - Dizer o qu�? O qu�?

Desculpe.

Desculpe.

Ei! Maybelle.

Desculpe, querida. A mam�e n�o deveria gritar assim.

Desculpe.

- Desculpe. - Tudo bem.

Agora voc� vai ficar paradinha. Vai ser uma picadinha.

Muito bem.

Muito bem... Est� pronta?

Aquilo doeu.

Voc� sabia!

- Quem me deu? - A sua m�e.

E antes, era da m�e da minha m�e.

Antes disso, era da m�e da m�e da minha m�e.

E agora estou dando para voc�.

Porque eu sou a sua m�e.

Quando voc� crescer, pode dar para a sua filhinha.

At� l�, segure bem forte quando se sentir triste...

quando tiver medo ou se sentir sozinha.

Ent�o feche os olhos e pense numa coisa boa.

Vamos tentar?

Ca�adores de fortuna miser�veis do mundo inteiro...

estavam nos Apalaches...

naquelas pedras dific�limas de extrair.

Vou contar uma hist�ria N�o vai demorar

Sobre um fazendeiro pregui�oso

Que n�o capinava o milharal

O espanhol tinha um viol�o, o italiano, um bandolim...

o judeu, um violino, o africano, um banjar...

o instrumento que deu origem ao banjo.

Aquele rapaz estava sempre bem

Para combater a fome e a mis�ria, come�aram a cantar can��es...

sobre o sonho da terra prometida...

sobre o medo de morrer...

a esperan�a de viver melhor depois da morte...

e o sofrimento, a vida dif�cil.

Em julho O milharal j� estava alto

Chegou setembro Veio a grande geada

E todo o milho do rapaz

Foi perdido

A hist�ria dele, amigos, Estava s� come�ando

Perguntei: "Rapaz, Voc� capinou o milharal?"

"Bom, eu bem que tentei, Mas n�o adiantou

Acho que n�o nasceu nada"

Ent�o ele foi At� a casa do vizinho

Onde j� tinha estado tantas vezes

E disse: "Minha querida, Quer se casar comigo?

"Querida, o que voc� me diz?"

"Por que voc� vem Me pedir em casamento?

Voc� nem consegue Cultivar o seu milho

Sou solteira e vou continuar

Homem pregui�oso Eu n�o vou sustentar"

Ele virou as costas e foi embora

Dizendo: "Mocinha, Voc� vai lamentar o dia

Vai lamentar o dia em que nasceu

Por ter me mandado embora Por n�o cultivar o milho".

Didier?

Voc� pode vir me ajudar, meu amor?

Onde voc� est�?

O que foi? O que aconteceu?

Est� tudo bem com voc�?

Eu estou gr�vida.

Tr�s meses.

O que foi?

Talvez eu n�o queira.

Como isso aconteceu? Por qu�?

Eu nunca fui muito regulada.

Voc� acha o qu�?

Que eu sabia?

Que foi um golpe meu?

Talvez eu n�o queira decidir sobre a vida de outra pessoa.

Eu n�o sabia.

Voc� acha que vamos continuar morando no trailer com um beb�?

- Oi, Maybelle. - Oi, doutor.

Adorei o seu rosto.

- Voc� pode ir para casa amanh�. - Oba!

� bom, n�o �?

Mas vai voltar daqui a algumas semanas, como eu disse.

Vamos ver se o Capit�o Qu�mio ganhou a briga.

Obrigada, doutor.

- Que bicho voc� �? - Um tigre.

Um tigre! E a mam�e?

- Uma borboleta. - Borboleta...

O que os tigres fazem?

O que � isso?

Voc� est� ouvindo? Tem algu�m na nossa casa.

Voc� tem coragem de olhar? Eu n�o tenho. V� ver.

Voc� vai l� ver?

E ent�o? Viu alguma coisa?

Eles n�o s�o engra�ados?

- Que bom que voc� voltou! - Seja bem-vinda.

Que linda!

- Gostou? - Sim.

- Vamos. - O qu�?

Continue.

Querido? Que tal fazer uma varanda na frente da casa?

O qu�? Uma varanda?

N�o tem nada mais in�til que uma varanda.

Ningu�m nunca senta l�. Voc� comprou "steak tartare".

- Mas seria �timo, n�o seria? - Varanda � bem legal.

Tem d�! No ver�o, voc� fica fora de casa.

No inverno, voc� fica dentro, perto da estufa.

Mas moramos na B�lgica. � muito frio para ficar do lado de fora...

e muito quente para ficar dentro.

Voc� comprou "steak tartare" mesmo?

Isso n�o � "steak tartare"!

� vegetariano. Gostoso, n�o �?

Que droga! Tem d�!

N�o gosto de ficar no vento, nosso beb� tamb�m n�o.

Est� decidido, voc� precisa de uma varanda.

Voc� vai ter a varanda...

mas � a �ltima vez que voc� usa esse argumento.

- Obrigado. - O que foi? � s� uma varanda.

- Voc� j� sabe o que vai ser? - Um beb�, eu imagino.

N�o tenho certeza. O Didier � garanh�o, ent�o pode vir um potro.

Droga!

Chegou a hora. A bolsa estourou.

Calma. Fique sentada.

Calma, calma!

A Elise j� teve o beb�. � uma menina.

Sim, � muito...

Maybelle. Maybelle.

Como Maybelle Carter.

Voc� n�o sabe nada de nomes!

N�o, n�o! Abaixe essas m�os.

O que � isso?

O qu�?

- N�o � uma varanda. - N�o, � uma "terranda".

Mistura perfeita de terra�o com varanda.

Ficou linda. Maravilhosa. Obrigada.

Vamos, vamos. Isso!

Vamos. Isso mesmo.

Cuidado!

� o pior ataque terrorista j� sofrido pelos EUA...

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte...

n�o temeria mal algum, porque Tu est�s comigo.

Nunca vamos esquecer este dia...

mas vamos seguir em frente, em defesa da liberdade...

e de tudo que � bom e justo no nosso mundo.

Obrigado, boa noite...

e que Deus aben�oe os EUA.

Veja, veja!

Feliz Ano Novo!

Dizem que sou country demais

Na apar�ncia e na voz

Eles querem me transformar

Me deixar mais elegante

Dizem que preciso Mudar a minha imagem

Me digam O que isso quer dizer?

Eles n�o sabem Que eu tenho country nos genes?

Tenho country nos genes

Tenho country no sangue

J� vem de gera��es

E tenho orgulho disso

� uma coisa que nasceu comigo

O que voc� v� � o que eu sou

Sou um velho caipira Com uma m�sica country para cantar

Senhor, eu tenho Country nos genes

Se o country fez sucesso Eu continuo o mesmo

N�o renego a minha cria��o E n�o vou mudar

N�o troco a minha cal�a jeans Pela gabardina mais fina

Senhor, eu tenho Country nos genes

Tenho country nos genes

Tenho country no sangue

J� vem de gera��es

E tenho orgulho disso

� uma coisa que nasceu comigo

O que voc� v� � o que eu sou

Sou um velho caipira Com uma m�sica country para cantar

Senhor

Eu tenho country

Nos genes

- Voc� vai ser vaqueira tamb�m? - Vou.

Pai!

Largue isso, Maybelle. D� para mim, querida.

N�o chore. D� para mim, querida.

Por que o passarinho est� morto, pai?

Bom, querida, ele bateu no vidro.

Os passarinhos n�o sabem o que � vidro.

Como d� para ver o outro lado, eles acham que podem atravessar.

N�o s�o muito inteligentes, s�o?

Para onde o passarinho vai quando morre?

S� precisamos jogar fora.

Ok, Maybelle?

Este n�o vai para compostagem. � como um frango, tem ossos.

- Vamos jogar no lixo. Vamos. - N�o, pai.

Ele � sujo, querida. D� para mim.

Eu jogo fora para voc�, ok?

Voc� quer jogar fora?

D� para mim, vamos.

Vamos, me d� isso. Me d�.

N�o!

Maybelle!

A quimioterapia n�o funcionou.

A medula �ssea est� produzindo leuc�citos anormais de novo.

N�o � uma boa not�cia, claro...

mas, como j� conversamos, n�o vamos desistir ainda.

Vamos para a pr�xima fase do tratamento...

o transplante de c�lulas-tronco.

Primeiro, vamos destruir a medula �ssea dela...

com mais quimioterapia e radioterapia...

ent�o vamos substitu�-la...

por c�lulas-tronco de um doador.

Um doador que seja o mais pr�ximo poss�vel dela.

Infelizmente, os pais n�o podem ser doadores.

Como foi?

- Foi uma tarde dif�cil. - Por qu�?

Depois que voc� saiu, ela estava desenhando l� fora...

e um passarinho bateu no vidro da "terranda".

Fui l�, e ela estava chorando,

com o passarinho morto nas m�os.

Isso n�o aconteceria numa varanda.

Aconteceria mais ainda!

Passarinhos burros!

Isso j� deveria vir gravado nos genes deles.

Uma esp�cie de instinto passado de m�e para filhote.

Ao ver uma moldura, deveriam saber que � perigoso atravessar.

Mas incont�veis gera��es de aves...

precisam voar contra janelas antes de incorporar esse instinto.

Tchau!

Experimente explicar a uma crian�a...

por que um passarinho n�o se mexe mais.

- � dif�cil. - Eu sei.

D� vontade de dizer que inventaram jeitos de lidar com isso...

que alguns acham que o passarinho tem alma...

que n�o morre e vai para o c�u.

Que ele vai encontrar a m�e e o pai e eles v�o voar para sempre...

num lugar sem janelas, onde o sol sempre brilha.

Que h� quem diga que o passarinho � um m�rtir...

na luta contra as janelas...

e, depois da morte, vai ganhar f�meas que nunca acasalaram...

e vai poder fazer o que quiser com elas.

Mas o papai n�o acredita em nada disso.

O papai acha...

que tudo morre e continua morto.

Mas...

Mas n�o se pode dizer isso.

N�o se pode dizer isso, Didier.

A imunidade dela vai ser totalmente destru�da...

e ela vai ficar muito fraca.

Por isso vai ficar num quarto esterilizado e pressurizado.

As novas c�lulas podem atacar o organismo dela.

Isso n�o acontece quando as c�lulas-tronco s�o id�nticas...

mas isso s� � poss�vel entre g�meos id�nticos ou embri�es clonados.

Infelizmente, a ci�ncia ainda n�o chegou t�o longe.

Ela tem boas chances.

Ela tem bastante chance de se curar completamente.

N�o desistam.

Obrigada.

- Pai? - O qu�?

Aquele passarinho virou estrela agora.

Ok, querida.

Se quiser acreditar que aquele passarinho virou estrela, que seja.

Quer saber? Escolha uma.

Aquela.

Aquela ali? Aquela bem brilhante?

Aquela? Tudo bem.

Tudo bem.

- Adeus, passarinho. - Adeus, passarinho.

Eu amo voc�.

- Eu tamb�m amo voc�. - Menina inteligente.

Isso a� � sangue. As c�lulas-tronco est�o a�.

C�lulas-tronco s�o soldadinhos

que v�o marchar para o seu sangue.

E esses soldadinhos n�o brincam em servi�o.

Entendeu?

Eles v�o curar voc�.

- Oi. - Ol�!

- J� podemos ir para casa. - �?

O Milan est� com os n�veis perfeitos.

Que bom!

Parab�ns.

� um p�ssaro? � um avi�o?

- N�o, �... - A Maybelle...

- � a Mega Mindy. - � muito cedo. Durma mais.

- Voc� est� animada demais. - � um p�ssaro? � um avi�o?

- N�o, �... - Que tal dormir um pouco mais?

N�o! Eu tenho seis anos, posso acordar cedo.

Claro! � seu anivers�rio.

N�o fa�a c�cegas! N�o!

- N�o fa�a c�cegas! - Feliz anivers�rio!

- Seis anos! Feliz anivers�rio. - Feliz anivers�rio.

Voc� est�... Voc� est� linda...

com essa roupa rosa.

- Que tal dormir mais? - N�o.

Venha.

Muito bem. J� est� terminando?

Vamos, querida.

Enx�gue a boca.

Isso. Vamos, calce o sapato.

Vamos, querida. Ande logo.

- O que foi? Pegue o outro. - Estou cansada, m�e.

Eu tamb�m, querida. Todos estamos.

Mas precisamos ir andando. Vamos.

- Beijinho. - O �nibus chegou. Vamos.

Casaco.

Sua gengiva est� sangrando.

J� falei para n�o escovar com tanta for�a.

- Mochila. - Isso.

- Deixe a menina ir. - Tudo bem.

Didier?

O qu�? S� um.

- J� vou abrir a porta. - Tudo bem.

Ela est� com mais manchas roxas nos bra�os.

�, eu vi.

Eu sou um pobre

Desconhecido sem rumo

Sempre vagando

Sozinho por este mundo

Mas n�o h� doen�a

Cansa�o ou perigo

Naquele mundo reluzente

Aonde eu vou

Estou indo l�

Para ver o meu pai

E estou indo l�

Para parar de vagar

Eu s� estou indo

Atravessar o Jord�o

Eu s� estou indo

Para casa

Sei que nuvens escuras

V�o me cercar

Sei que meu caminho

� dif�cil e �ngreme

Mas lindos campos

Me esperam mais � frente

Onde os que foram salvos

Fazem sua vig�lia

Estou indo l�

Para ver a minha m�e

Ela disse que iria

Me encontrar quando eu chegasse

Eu s� estou indo

Atravessar o Jord�o

Eu s� estou indo

Para casa

V� dormir, bebezinho

V� dormir, bebezinho

Sua m�e saiu Seu pai foi embora

N�o ficou ningu�m,

S� o beb�

V� dormir, bebezinho

V� dormir, bebezinho

V� dormir, bebezinho

Todo mundo foi trabalhar Colhendo algod�o e milho

N�o ficou ningu�m,

S� o beb�

V� dormir, bebezinho

V� dormir, bebezinho

V� dormir, bebezinho

Venha se deitar no alabastro

E seja para sempre

O meu amor de beb�

Oi.

Oi.

Tome.

Obrigada.

Acendo a estufa?

N�o, tudo bem.

Meu amor, podemos visitar a minha m�e no domingo?

Sim...

acho que sim.

� Dia das M�es no domingo.

Ela vai gostar de ver voc�.

Droga! Droga!

Voc� vai conseguir, meu amor! Que droga!

O cora��o dela parou. Pare a ambul�ncia.

O que est� acontecendo?

- Adrenalina. - O que foi?

- O que foi? - Ela est� morrendo.

Voc� n�o vai deixar. Ouviu bem? Voc� n�o vai!

N�o deixe! Est� ouvindo?

- N�o deixe! - Afaste-se e fique calmo.

Vamos tentar a reanima��o. Choque. Cuidado!

Todos para tr�s.

Tr�s, dois, um.

Vamos ver. Monitor, por favor. Obrigado.

Calma, calma. Fique calmo.

Fique calmo.

Vamos verificar, est� bem?

Ela voltou. Voltou.

- Ok. Vamos. - Vai, vai!

Elise.

Voc� precisa fazer alguma coisa. As coisas n�o podem ficar assim.

As coisas precisam mudar.

Voc� quer que seja tudo como antes, n�o quer?

Sim, � claro.

Antes de termos a Maybelle. Voc� nunca quis ter a filha. Quis?

Elise, isso n�o � justo, meu amor.

Eu deveria ter ouvido voc�. Voc� n�o queria filhos.

Eu queria. � que a sua gravidez me pegou de surpresa.

Eu nunca tinha pensado em filhos...

mas, quando aconteceu, fui o homem mais feliz do mundo.

T�o feliz que come�ou a beber.

Voc� est� querendo brigar.

Voc� estava b�bado quando ela nasceu.

Depois que ela nasceu, voc� foi comemorar no bar com seus amigos.

- Ficou dez dias fora. - Voc� est� exagerando.

S� voltou porque teve icter�cia, de tanto beber.

- N�o foi a bebida! - Foi a bebida!

Por causa disso, precisei parar de amamentar.

S� pude amamentar duas semanas,

porque voc� teve icter�cia.

O leite materno tem anticorpos importantes para um bebezinho.

Isso, vai falando. Nos tr�s primeiros meses de gravidez...

Continue, fale. Fale. � verdade.

Fumei e bebi nos tr�s primeiros meses...

mas eu n�o sabia que estava gr�vida.

- Eu n�o sabia! - Voc� n�o tem culpa, meu amor.

O beb� se forma nos tr�s primeiros meses.

O c�rebro est� totalmente formado depois de seis semanas.

- Pare, Elise! Pare! - Eu n�o sabia!

Pare!

As pessoas morrem pelos motivos mais cretinos!

Talvez este lugar fosse sujo demais para ela.

Talvez ela tenha comido alguma coisa que n�o deveria...

talvez dev�ssemos ter trocado mais os len��is.

O que voc� est� dizendo?

- Quem trocava os len��is? - Eu n�o quis dizer nada.

Quem dava comida? Quem cozinhava?

Comida org�nica e fresca todos os dias. Era eu!

E quem limpava a casa? Eu!

Eu disse as primeiras coisas que me vieram � cabe�a!

Voc� me culpa, n�o �?

- N�o. - Voc� me culpa.

- N�o! - Voc� me culpa.

N�o!

- Tamb�m posso falar de voc�. - O qu�?

Ningu�m teve c�ncer na minha fam�lia.

Na sua sim. Dois tios e o seu pai.

Vai se foder, Elise.

- �... vai se foder. - Vai voc�.

- Vai se foder! - Vai voc�. Vai voc�.

Voc� nunca quis isso. Nunca!

O que voc� disse?

Vai se foder! Sua vaca!

Sua vaca!

Desculpe.

S�o as tatuagens mais legais que eu j� vi.

- Entre! Eu fa�o uma em voc�. - N�o, n�o.

- Entre. - N�o faz o meu g�nero.

O que pode ter tanto valor para voc� nunca mais tirar do corpo?

Voc� n�o se arrepende de nenhuma tatuagem?

Claro que sim, mas n�o tem problema.

Se voc� n�o gostar mais, � s� fazer outra em cima.

- � mesmo? - Veja.

O nome do meu primeiro amor, Billy, ficava aqui.

E aqui, Joey.

O Joey era bonzinho.

- Aqui, o Tommy. Est� vendo? - Estou.

Ainda d� para ver um pouco. Tommy, o surfista.

E ent�o o Mathieu. Esse � bem recente.

Desculpe.

N�o sei o que deu em mim hoje.

Est�vamos falando de outra coisa.

- Est�vamos falando de voc�. - De mim?

�. Que a sua vida n�o tem nada que mere�a ser pintado no corpo.

Existem muitas coisas boas na minha vida...

mas pint�-las no meu corpo...

Ent�o me diga. Quais s�o elas?

Eu sempre fui louco pelos Estados Unidos.

- Estados Unidos? - Isso, Estados Unidos.

� o melhor lugar do mundo.

Voc� pode ser de onde for, que vai poder recome�ar l�.

� um pa�s de sonhadores.

Uma �guia.

- Voc� quer mesmo me tatuar. - Preciso ganhar a vida.

Elvis.

- Como assim, Elvis? - Uma tatuagem do Elvis.

O Elvis � o maior m�sico de todos os tempos.

O Elvis? Elvis Presley?

- Isso. - Pelo amor de Deus!

"I'm so Lonesome I Could Cry".

� fant�stica! Uma das melhores m�sicas de todos os tempos.

Mas n�o � do Elvis, � do Hank Williams.

Hank... O caub�i?

Isso, o caub�i. Hank Williams.

O Elvis � um frutinha. O maior m�sico do mundo � Bill Monroe.

- Quem? - Bill Monroe.

- Bill Monroe! - Nunca ouvi falar.

O pai do bluegrass!

- Bluegrass! - Tem a ver com country?

� a forma mais pura de country.

Violino, contrabaixo, bandolim, viol�o e banjo.

S� cordas, totalmente ac�stico.

E vozes. � simplesmente sublime.

Na sexta, vai tocar aqui perto uma banda muito boa de bluegrass.

Eu vou ver, com certeza.

Ali�s, meu nome � Didier.

Elise.

Elise...

Ser� que o c�rculo

Vai ser cont�nuo

Com o tempo, Senhor? Com o tempo?

Existe um lar melhor esperando

No c�u, Senhor? No c�u?

Cant�vamos

Can��es da inf�ncia

Hinos de f� que nos fortaleciam

E a mam�e Maybelle Tinha nos ensinado

A ouvir os anjos Cantando junto

Ser� que o c�rculo Vai ser cont�nuo

Com o tempo, Senhor? Com o tempo?

Existe um lar melhor esperando

No c�u, Senhor? No c�u?

No c�u, Senhor?

No c�u?

No c�u?

Ela usava Sapatinho de cristal

E vinha de cabe�a erguida

Tinha aquele brilho nos p�s

E um cintilar nos olhos

Ela sorriu para mim

E me perguntei por qu� Ela me disse

"Estou procurando um caub�i

Que me leve para dar uma volta

Ele pode me la�ar no prado

Ou me cavalgar na campina

Vou ser a Cinderela dele

Se ele for o meu caub�i"

Voc� tem raz�o.

As coisas precisam mudar.

Meu amor...

Querida...

Venha.

- S� um minuto. - N�o, n�o.

- Me deixe passar! - Senhor.

Preciso ficar com a minha mulher!

Venha.

O que voc� est� fazendo? O que � isso?

S�o adesivos de falc�o.

De uma loja do tipo "fa�a voc� mesmo".

� para espantar os passarinhos...

assim eles n�o batem no vidro da sua "terranda".

Legal, n�o �?

O que foi?

Nada.

Voc� sabe que isso n�o resolve nada a longo prazo, n�o �?

N�o �, meu amor?

- Voc� est� falando s�rio? - Claro que sim.

Como os passarinhos v�o aprender o que � vidro?

V�o ficar com medo do falc�o, mas � s� um truque, � falso.

- Por que voc� sempre precisa? - N�o � um falc�o, � um adesivo!

- Tem vidro aqui. - � uma solu��o, est� bem?

Todo problema tem uma solu��o.

Tenho um lar preparado L� onde moram os santos

Na terra de toda a gl�ria

- Oi, pessoal. - Vejam quem �! Oi!

De volta � sua casa.

Vou me juntar � banda de anjos felizes

Na terra de toda a gl�ria

L� na terra de toda a gl�ria

E com o anfitri�o imponente Eu vou ficar

Na terra de toda a gl�ria

Estou a caminho Do grande pal�cio

Na terra de toda a gl�ria

Vou cantar louvores a Deus E viver em Sua gl�ria

Na terra de toda a gl�ria

L� na terra de toda a gl�ria

Vou me juntar � banda de anjos felizes

Na terra de toda a gl�ria

- Voc� fica lindo de cueca. - Fica mesmo, n�o �?

- Para quem era a cerveja? - Tinha uma para mim.

- Voc� tinha o vale? - Tinha.

- Eu tamb�m pedi. - N�o mesmo! N�o.

- Eram s� tr�s. - Na semana passada...

- Na semana passada o qu�? - Comprei bebida para todo mundo.

Os EUA t�m como alicerce o princ�pio...

de que fomos criados todos iguais...

e recebemos do Criador o direito � vida.

Podemos avan�ar nas ci�ncias...

mantendo sempre esse princ�pio b�sico.

H� quem discorde do presidente...

dizendo que a pesquisa com c�lulas-tronco � promissora...

e pode salvar vidas.

Milh�es de americanos morrem todo ano, v�timas de doen�as...

que poderiam ser curadas com o uso de c�lulas-tronco.

N�o podemos esperar mais. Com essa decis�o do presidente...

perdemos tempo e recursos preciosos.

Os conservadores aplaudiram o Sr. Bush...

por ser fiel � sua convic��o.

Para encontrar formas corretas de avan�ar na pesquisa m�dica...

tamb�m precisamos, quando necess�rio...

estar dispostos a rejeitar as formas erradas.

Devolvo este projeto de lei ao Congresso com o meu veto.

Passamos meses cercados por c�lulas-tronco...

sentindo claramente...

que a medicina n�o estava chegando l�.

Que tinham pisado no freio.

� uma sensa��o inexplic�vel. Ent�o a nossa filha morre...

e ficamos sabendo que esses cretinos...

v�m retardando tudo h� anos.

Por motivos religiosos.

Didier.

Isso � nos EUA.

Aqui � permitido...

mas eles ainda n�o chegaram l�.

Porque esses cretinos est�o pondo o p� no freio h� anos!

Quem deu a eles o direito de fazer isso? Quem?

Isso ultrapassa um limite moral...

que nossa sociedade digna deve respeitar...

ent�o eu vetei.

E eles se dizem em favor da vida.

A tecnologia para matar n�o tem limites...

mas a tecnologia para curar j� � outra coisa.

Porque embri�es s�o gerados fora do casamento.

Embri�es do tamanho de uma cabe�a de alfinete.

Hip�crita cretino!

Em favor da vida? O cacete, seu babaca!

Bando de fundamentalistas radicais!

Enfiem a cruz no rabo!

Ao lado do c�rebro! Maldi��o!

Didier.

- N�o. - Que droga, Elise!

O mundo � obcecado pela religi�o.

O mundo inteiro ficou louco! E voc� tamb�m!

Voc� acha que eu n�o sei? Que eu sou burro? Voc� acha?

Acha que eu n�o sei por que os adesivos est�o ali?

Voc� acha que a Maybelle pode voltar para ver voc�...

e voar contra o vidro?

� isso?

Meu amor...

Parem um pouco. Parem.

Parem um pouco.

Parem s� um pouco.

Quero perguntar uma coisa.

Se o Johnny pode, eu tamb�m posso.

- Elise, quer casar comigo? - N�o.

Por favor.

- Me ajudem aqui. Elise! - N�o!

Me d� um alfinete.

- Prenda a�. - � o que eu estou fazendo.

Didier Bontinck...

voc� aceita Elise Vandevelde...

como sua leg�tima esposa...

para am�-la e respeit�-la...

por todos os dias da sua vida, na alegria e na tristeza...

na riqueza e na pobreza...

na doen�a...

Na doen�a...

ou na sa�de?

Para am�-la e respeit�-la...

at� que a morte os separe, ponto de interroga��o?

Sim.

Elise Vandevelde...

voc� aceita Didier Bontinck...

como seu leg�timo esposo...

para am�-lo e respeit�-lo por todos os dias da sua vida...

- na alegria e... - Sim!

Sim?

Para amar e respeitar?

Na alegria e na tristeza, na sa�de e na doen�a?

At� que a morte nos separe.

J� volto.

- Como v�o as coisas? - V�o indo.

Voc� est� dormindo aqui?

Sim, por enquanto. Tem um colch�o l� em cima.

� tempor�rio, n�o �, meu amor?

Elise, eu...

O que eu faria sem voc�, Elise?

N�o me chamo mais Elise.

Mudei meu nome.

Agora me chamo Alabama.

O qu�?

Alabama.

Alabama?

Mudei de nome, como fazem os �ndios quando t�m vontade...

quando sentem que deram um novo passo na vida.

Tenha d�, Elise. N�o seja boba!

Me chame de Alabama, est� bem?

Vejo voc� no s�bado?

Vamos tocar juntos? Ou isso acabou tamb�m?

E ent�o? Voc� vai aparecer?

Por que ela sempre me liga?

Voc� foi bonzinho com ela.

- Oi, Elise. - Oi.

- Est� tudo bem? - Claro.

Ele pode dizer Elise?

Ou voc� ainda n�o contou?

- N�o. - Ah, n�o?

Ela n�o se chama mais Elise.

Mudou oficialmente de nome. Agora ela se chama Alabama.

- Alabama? - � verdade?

- Est� no passaporte e tudo? - Sim.

Temos que chamar voc� de Alabama? � s�rio?

- Oi, Alabama. - Alabama.

Escute... Alabama...

posso fazer uma pergunta?

Quem eu sou?

Se voc� � Alabama, eu sou quem?

Monroe.

- Ah, Bill Monroe! - N�o, Marilyn Monroe.

Tamb�m quero um nome bacana, bem bluegrass.

D� um nome a ele. J� sei! Linda.

- Simples. Voc� � a Linda. - Pessoal!

- O que foi? - Voc� nunca est� satisfeito.

Se eu precisasse de voc�

Voc� viria at� mim?

Voc� viria at� mim

Para aliviar a minha dor?

Se voc� precisasse de mim

Eu iria at� voc�

Nadaria pelos mares

Para aliviar a sua dor

A noite j� se foi

E a manh� j� chegou

A manh� est� brilhando

Com a luzes do amor

Voc� vai perder o nascer do sol

Se fechar os olhos

E isso seria De partir o cora��o

Se eu precisasse de voc�

Voc� viria at� mim?

Voc� viria at� mim

Para aliviar a minha dor?

Se voc� precisasse de mim

Eu iria at� voc�

Nadaria pelos mares

Para aliviar a sua dor

Ela est� comigo agora

Desde que ensinei a ela

Como p�r A m�o branquinha na minha

E quem discordaria

De que ela � linda demais?

Um tesouro Para que os pobres encontrem

Se eu precisasse de voc�

Voc� viria at� mim?

Voc� viria at� mim

Para aliviar a minha dor?

Se voc� precisasse de mim

Eu iria at� voc�

Nadaria pelos mares

Para aliviar a sua dor

Obrigada.

Voc�s sabem?

Sabem de quem eu tenho pena?

Dos cientistas que, desde Darwin, v�m estudando biologia.

Que tentam explicar este mundo maravilhoso...

descrev�-lo e estud�-lo.

Que passam a vida fazendo isso nas condi��es mais cr�ticas.

E que agora ficam sabendo que ainda existem loucos...

que duvidam da Teoria da Evolu��o!

Porque foi Jeov�!

Jeov� criou tudo e fez isso em seis dias...

n�o em 4,5 bilh�es de anos!

D� vontade de vomitar! Bando de imbecis!

Vou dizer uma coisa. Jeov�...

o Deus do Velho Testamento...

para o qual 80% do mundo se ajoelha...

� o personagem mais cruel da literatura.

V�o verificar na B�blia. Leiam com aten��o.

Jeov� � manipulador...

� s�dico, � um assassino...

� racista, � mis�gino, � homof�bico...

� um bitolado, um vaidoso...

que faz limpeza �tnica...

que exige sacrif�cio de crian�as e faz joguinhos s�dicos...

para testar a f� das pessoas.

Um ditador que, ao que parece, criou o c�u, a terra...

e a ra�a humana de prop�sito...

para que se ajoelhasse humildemente diante dele...

e o louvasse respeitosamente.

Eu n�o fui criado de acordo com essa imagem.

N�o aceito ordens de um deus assim.

Sou melhor que isso!

Eu sou...

Eu sou um macaco.

E estou com medo.

Sei que devo ser gentil com o pr�ximo...

para n�o levar um soco na boca. N�o preciso de Deus para isso.

N�s criamos deuses porque t�nhamos medo.

Por medo, por ignor�ncia.

Se algu�m dissesse hoje...

que um raio � Deus mostrando que est� bravo...

o que voc�s diriam?

Ririam na cara dessa pessoa.

Falta eliminar um deus! Falta eliminar um deus!

Falta eliminar um deus.

A minha filha, Maybelle...

A minha filhinha morreu...

porque alguns experimentos s�o considerados anti�ticos...

pela comunidade religiosa.

Mas isso � s� um detalhe.

Milh�es de pessoas morrem todo ano...

porque esse cretino que chamam de Papa...

diz que n�o se pode usar preservativo no sexo!

� s� um detalhe, historicamente falando...

mas n�o para mim! N�o para mim!

- Elise. - Alabama.

Alabama.

Se eu quiser acreditar...

que a Maybelle � uma estrela...

vou acreditar.

Se eu quiser acreditar...

que ela � um passarinho que pousa na janela...

ou uma borboleta que pousa no meu ombro...

- ou uma porcaria de um sapo... - A Maybelle morreu, meu amor.

Ela morreu! Foi embora! N�o est� mais aqui!

Mas n�s ainda estamos! Eu ainda estou aqui!

- Precisamos prosseguir juntos. - Tatuei por cima do seu nome.

Voc� � uma covarde. N�o passa de uma covarde!

Covarde!

A Maybelle n�o iria querer isso! Por que voc� fez? Por qu�?

Eu sabia.

Na verdade, eu sempre soube.

Era maravilhoso demais para ser verdade.

N�o poderia durar. A vida n�o � assim, n�o � generosa.

Ningu�m deveria amar e se apegar.

A vida se ressente disso.

Ela tira tudo e ri da sua cara. Ela trai voc�.

Meu amor, n�o...

N�o me chame assim, Didier!

N�o sou mais o seu amor!

Acabou!

Tudo bem com voc�?

N�o, mas... obrigado.

- O que vamos fazer? - Tocar.

Onde est� a Elise?

Pai, voc� pode me falar das estrelas?

O que t�m as estrelas?

Como elas se apagam?

- Apagam? - Voc� me contou uma vez.

Claro.

Uma estrelinha como esta �, na verdade...

- Um sol. - Um sol. Muito bem, Maybelle.

Um sol que est� muito, muito, muito longe mesmo.

E a luz dele percorre um caminho longo, por muito tempo...

para chegar at� os seus olhos.

Ent�o, �s vezes...

pode ser que a estrelinha at� se apague...

antes de a luz conseguir chegar aos seus olhos.

Voc� v� uma coisa que j� n�o est� l�.

Mas isso n�o importa. N�o importa...

porque a luz de uma estrela assim...

continua viajando, al�m dos seus olhos.

Vai sempre em frente...

para que aquela estrelinha viva para sempre.

Para todo o sempre.

Elise! Elise...

Que droga!

Senhora.

Senhora, est� me ouvindo?

Entubar.

Para tr�s, por favor.

Adrenalina. Adrenalina, por favor.

N�o! N�o deixe que ela morra!

N�o vou deixar voc� morrer, meu amor.

N�o deixe!

O c�rculo se rompeu. Voc� n�o vai mais ver a Maybelle.

Para tr�s, por favor.

Tr�s, dois, um.

Elise!

Fizemos todos os exames.

Ela teve les�es cerebrais graves.

N�s a estamos mantendo viva...

mas, clinicamente, ela est� morta.

A equipe m�dica recomenda deix�-la morrer.

Sinto muito.

Posso v�-la? Eu quero v�-la.

Adeus, meu amor.

Voc�...

Voc� diz "oi" � Maybelle por mim, caso encontre com ela?

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