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Original subtitles

Ol�, camarada do KGB.

Foi a Olga que te mandou?

Kleo?

Kleo!

Isto � uma loucura.

- J� estou no N�vel 3. - Onde?

Quattuor Saxa. O jogo da Ciana com os quatro blocos.

� t�o fixe!

- O que est�s a fazer? - Procuro algo.

Olha, uma pista da tua inf�ncia.

O qu�?

O cavalo-marinho.

Hippocampus, em latim. N�o � s� o nome do animal.

Tamb�m � a parte do c�rebro que armazena as mem�rias.

N�o te lembras da tua inf�ncia. Hipocampo, mem�ria, inf�ncia.

Fixe. Posso ficar com isto?

Sim.

Eu sabia.

O qu�?

Este � o meu av�.

E este � o russo que me trouxe o cavalo-marinho.

Rossbach, o sacana est�pido.

- O meu instrutor do Projeto Else. - Como a tua regra dos tr�s?

Como o hipocampo, a mem�ria, a inf�ncia.

S� que Rossbach, russo, av�.

Como uma equa��o matem�tica.

- S� tens de resolver o "x". - O que � "x"?

A mala vermelha.

Representa a parte da tua inf�ncia que esqueceste.

Quem a tem?

Talvez o agente da Stasi na embaixada americana.

- E ele sabe quem �. - Isso � bom.

D�s-me isto tamb�m?

- Sim. - Fixe!

Diabos me levem!

Kleo! Que coincid�ncia!

Jutta!

N�o te via h� s�culos.

Sim, que coincid�ncia!

- O que fazes aqui? - O Ren� trabalha ali.

- � o meu noivo. - E o Marco da Fangschleuse?

Fartei-me do Marco da Fangschleuse.

- Divorciei-me. - Filhos?

N�o, tive um aborto espont�neo, pobre ervilhinha.

- Lamento. - N�o tem import�ncia.

Na oitava semana, tal como tu, na altura.

- Como sabes que perdi o meu filho? - Conheces a nossa rep�blica!

N�o podes dar um peido sem que todos saibam.

- Que tal tomarmos um caf� e conversarmos? - Tenho de ir, Jutta.

Pod�amos ir beber uma cerveja, um dia?

- Como antes? - Talvez. Adeus.

Sim, adeus.

Isso � que � gelatina! Adoro gelatina.

Ou diz "manjar dos deuses"?

- Gelatina. - �timo.

A nossa rep�blica bateu t�o fundo que deixa os traidores em liberdade?

Aquilo da trai��o ao Estado tem muita gra�a.

Afinal, fui a �nica que n�o traiu o Estado.

Posso?

Parece delicioso.

Mas n�o se preocupe. Tratei dos traidores como me treinou para fazer.

Asp�rula odor�fera.

- Mas porque � azul e n�o verde? - O que queres?

Tenho duas perguntas.

Primeiro, quem � este?

- O camarada Nikolai Zhukov. - O que anda ele a tramar?

N�o fa�o ideia. N�o o vejo h� s�culos.

Podes comer, se gostares.

N�o vou dizer que n�o.

E agora a outra pergunta.

At� recentemente, treinava agentes

para a for�a de interven��o especial da ministra, certo?

Quem era o nosso homem entre os americanos na Clayallee?

N�o sei.

Eu treinava a nossa gente.

O teu av� colocava-os no terreno.

Mas sabes isso melhor do que ningu�m.

Adeus!

- A Kleo Straub apareceu aqui. - Isso n�o � bom.

Anda a bisbilhotar.

- Devo? - N�o, eu trato dela pessoalmente.

Entendido, camarada. Obrigado.

Quem era?

- A minha m�e. - � russa?

Sabe o que acho? Era o camarada Zhukov.

E ele � do KG, certo?

Porque saberia um guarda fronteiri�o onde est�o os ficheiros do pessoal da Stasi?

Trabalhou no Reconhecimento e era respons�vel pelos ficheiros.

Camarada Reisser! Voltamos a encontrar-nos. Tem uns minutos?

Nem por isso.

�timo.

Sei que n�o se lembra do nosso primeiro encontro,

mas disse uma coisa sobre os ficheiros do pessoal do Reconhecimento

que n�o esqueci.

- Sim. - Disse que tinham desaparecido.

N�o foram destru�dos. Desapareceram.

Neste momento, procuro um agente da Stasi e pergunto-me se "desapareceram" significa

que j� n�o est�o na Divis�o de Reconhecimento.

- N�o sei do que est� a falar. - Est� bem.

Bom, talvez isto lhe avive a mem�ria.

Merda.

Freddy, tens dinheiro?

Belo rel�gio. Caramba!

Cron�metro, cristal de safira.

Caiu de um cami�o na Kurf�rstendamm? Ou � heran�a de fam�lia?

- Sim. - "Sim", o qu�?

Uma heran�a?

Tanto quanto sei, este modelo � novo.

Novo, custa cerca de 25 000 marcos.

- Marcos da Alemanha Ocidental. - Meu!

Croissant de am�ndoa?

Talvez dev�ssemos explicar ao camarada Reisser com quem est� a lidar.

Frederick Lionel Lembach, Pol�cia Estadual, Brigada de Fraudes.

Fraudes?

- Mas eu n�o fiz nada. - Fez, sim.

Vendeu ficheiros. Mas tenho uma proposta para si.

Aqui o meu colega, Freddy "o Destruidor" Lembach,

pode esquecer tudo de repente, se nos disser a quem os vendeu.

Est� bem, vendi c�pias dos ficheiros

aos nossos amigos sovi�ticos.

KGB.

� cada um por si, hoje em dia.

KGB.

N�o acredito! Que coincid�ncia! O que queres do KG?

N�o sei como dizem no Leste, mas aqui dizemos:

n�o � da tua conta, Kleo.

Parece que descobrimos o mesmo.

Sim? Muito bem, ent�o, diz l�.

O que descobriste?

Isso, querido Sven, n�o � da tua conta.

Muito engra�ado. Fazemos assim.

Dizes-me o que descobriste e eu digo-te o que sei.

- Tu primeiro. - Tu primeiro.

Est� bem.

Sou espiada por um homem do KGB.

� �bvio que tamb�m quer a mala vermelha e � muito prov�vel que esteja ali dentro.

No posto do KGB em Berlim.

O KGB est� metido nisto? A s�rio?

Meu Deus!

�s t�o m�. N�o sabes nada, pois n�o?

N�o descobriste nada e agora voltas a rastejar.

Esquece, sai.

- Ofereci-me para trabalharmos juntos. - Trabalh�mos.

- Tra�ste-me. Lembras-te? - Vamos falar disso agora?

- N�o te tra�. - Tra�ste, sim.

E isso n�o te impediu de dormir comigo.

Mas tudo bem, a culpa � minha por ser est�pida a ponto de confiar em ti.

Est� bem.

Kleo, lamento.

Sim, eu tamb�m, Sven.

Eu tamb�m.

Espera, por favor. Kleo?

Kleo?

Est�s a brincar comigo!

Vem connosco.

Foda-se! Pronto...

Muito bem. Ol�.

- Venha connosco. - Sou o Sven Petzold.

- Venha connosco. - Sou um amigo.

Tenho de voltar a pedir?

- N�o sei o que est� a dizer. - Saia do carro!

Ir consigo?

Sim, venha connosco. Isso, venha connosco.

Est� bem.

Raios, isso... Sim.

Continue.

Continue.

Espere.

C� estamos.

Entre, sente-se.

N�o...

Sente-se.

Est� bem.

N�o fiz nada.

Agora recoste-se e acalme-se.

Est� bem.

Esperem.

Esperem, por favor!

Que merda � esta?

Est�vel, duradouro, n�o t�xico,

s�tio para dormir, plataforma de observa��o e �rea de recreio.

- N�o � poss�vel! - �.

E onde est� o gatinho agora?

N�o fa�o ideia.

Ol�.

Ol�, camaradas.

No que diz respeito � Kleo Straub,

parece que a abordagem amig�vel � camarada n�o resultou.

- O que significa "parece"? - Vou continuar a tentar.

N�o continues a "tentar", Jutta.

Devias garantir que ela n�o nos atrapalha!

Belo poste para arranhar. Tenham uma boa noite.

Adeus, Jutta. Vemo-nos em breve?

"Vemo-nos em breve?"

Ol�.

N�o sei o que pensam que fiz,

mas n�o h� motivo para me tratarem como um criminoso perigoso, est� bem?

N�o te preocupes, meu amigo,

ningu�m aqui pensa que �s um criminoso perigoso.

�s demasiado inofensivo.

Camarada Alexander Belov...

Ora, ora!

Porque andas a espiar por aqui?

Estou aqui porque t�m algo de que preciso.

- Vai direto ao assunto. O que queres? - Ficheiros da Divis�o de Reconhecimento.

Informa��o sobre todos os agentes da Stasi. Sei que est�o aqui.

Espere.

Espere. Ou�a.

O socialismo est� fodido.

Vou dizer-lhe uma coisa sobre o capitalismo.

No Ocidente, todos t�m de se cuidar. Sabe o que quero dizer?

Cinquenta mil.

- Marcos? De Leste... - Ocidentais.

- Est� bem. - Ou isso � um problema?

N�o. Que disparate. De todo. Est� bem.

Amanh�, �s dez horas, na sauna masculina Rasputin.

Uma pergunta r�pida. A sauna � a �nica op��o?

Tenho a tens�o muito baixa.

O t�nel de abastecimento no centro de exposi��es, ao meio-dia.

Vou cortar o cabelo l� perto, a seguir, por isso, podia...

- No centro de exposi��es, ao meio-dia. - �timo.

Boa!

Macacos me mordam! Ainda estou a tripar?

Thilo?

Thilo!

Velho patife!

Est�s com bom aspeto!

Pensava que tinhas partido. Para S�rio B com a tua princesa.

Parti, Dopi. Parti.

Mas a minha miss�o aqui n�o acabou. Aqui na Terra, quero eu dizer.

Ena! Incr�vel!

- O que falta fazer? - N�o sei.

Ela n�o disse.

A minha princesa.

Mas, Dopi, primeiro vamos abrir o clube esta noite, sim?

A s�rio? Thilo, � �timo ter-te de volta.

Pensei que tivesse de abrir o clube sozinho.

Diz-me, j� estiveste apaixonado?

De verdade?

De verdade. De verdade mesmo.

Acho que n�o.

Digo-te,

� melhor do que qualquer trip.

Holger?

O que fazes aqui?

N�o foi assim que imaginei este momento.

Queria ver-te, Kleo.

Depois de tanto tempo?

Bom, o Muro est� aberto.

Durante dez anos, perguntei-me se o maior erro da minha vida ter� sido

n�o ter lutado por ti.

Nunca mais tive not�cias tuas. O que � isto agora?

Eu escrevi-te.

Uma carta por semana durante um ano.

N�o recebi nenhuma.

O Otto.

Como est� ele?

Morreu.

Seria melhor ires-te embora.

Posso voltar a ver-te?

N�o � boa ideia.

S�RIO B PLANETA DAS RAVES GRANDE INAUGURA��O

Kleo, ainda bem que vieste.

Obrigada pelo convite.

E o que achas?

Muito fixe!

Ol�, Kleo. Tamb�m queres?

N�o, obrigada.

Isso � bonito, Kleo.

Como sabe o meu nome?

Eu sei tudo.

Tudo? N�o acredito em si.

� um colar muito bonito que o teu pai te deu.

Tenho de ir jantar.

Caros compatriotas!

H� algumas semanas, foi assinado o tratado estatal

sobre a uni�o monet�ria, econ�mica e social

entre a Rep�blica Federal da Alemanha e a Rep�blica Democr�tica da Alemanha.

Os alem�es da Rep�blica Federal e da RDA est�o novamente...

Ol�!

Sou a Sabine, a rapariga nova.

N�o sabia que �amos ter uma nova. Sabiam?

N�o.

Em breve, voltar�o a estar num Estado livre e unido.

Os ramos.

O que est�s a fazer, boneca?

Queres que o meu cora��o expluda?

V�, fracotes.

Camarada Alexander Belov!

J� voltaste de Maiorca?

Tu outra vez?

Sarou bem.

Deixa-me adivinhar, n�o vieste por causa disto.

Tiveste saudades minhas?

Quero os ficheiros dos agentes do Reconhecimento.

N�o �s a �nica.

E ent�o?

Kleo, temos de nos cuidar, nos tempos que correm.

- Que tal fazeres-me uma proposta? - Proponho n�o te rebentar os tomates.

N�o o farias.

N�o?

N�o.

Porqu�?

Porque adorarias chup�-los.

Cabra!

Chupa-os tu.

Ent�o, onde est�o os ficheiros?

S�o c�pias. Microfilmes. Est�o em Karlshorst.

Pronto!

Ent�o, vamos.

- Posso ir buscar os chinelos? - Claro.

Obrigado.

ESTACIONAMENTO

Est� bem,

Sra. N�o-sei-quantas da CIA.

Suponho que este encontro n�o seja uma coincid�ncia.

Lamento que o seu informador o tenha deixado pendurado.

O meu informador? N�o sei do que fala.

V� l�.

Merda, tamb�m o desativou?

Ou�a, Sra. Carmichael, n�o quero interferir nos assuntos da CIA,

mas n�o pode matar pessoas quando lhe apetece.

- O que � isso? - A minha oferta final.

Se algu�m consegue entregar a Kleo e a mala vermelha,

� o Sr. Petzold.

O senhor.

� muito dinheiro, de que preciso desesperadamente.

Um crach� da CIA?

Com a minha foto?

Foda-se!

Agente especial Sven Petzold da CIA.

Alexander Alexandrowicz.

� vontade.

Compreendo, obrigada. Tenho de desligar.

Ol�, Sasha.

Como est�s, Natalia? Tudo bem?

Como est�o os mi�dos?

Est�o bem, obrigada.

- Ela � uma camarada de Moscovo. - Ol�.

Ol�.

Os mi�dos?

PISO SUPERIOR

Nada de parvo�ces.

Quando quiseres.

Est� bem.

Aqui tens.

N�o foi muito dif�cil.

Cuidado! Ela est� armada.

Aqui est� ela. Apanh�mo-la!

- C� est� ela. - Larga a arma!

Devia ter-te rebentado os tomates!

N�o te mexas!

- Calma, camaradas. - V� l�.

Devagar.

Isso mesmo.

Sim, isso mesmo.

Cabra!

Parem!

Para!

Para!

Para! Eu disparo!

Para! Para o ch�o!

Para o ch�o!

Para!

Para o ch�o!

Foda-se!

Entra! V� l�! Entra!

Viste aquilo?

Ainda tinha a tua granada de atordoamento, e bum!

- Est�s bem? Mostra-me. - Estou bem.

S� queria ver.

Agora seria a melhor altura para dizeres:

"Muito obrigada, querido Sven."

Porqu�?

- "Porqu�?" Salvei-te a vida. - Quem disse que me salvaste a vida?

Deixemo-nos de rodeios. Salvei-te a vida. � um facto.

N�o �s capaz de agradecer. Outro facto. Agora deves-me uma.

- Devo-te o qu�? - S�o os documentos?

Quero-os.

Sabes a diferen�a entre n�s os dois?

Quere-los para provar a ti pr�prio e ao mundo qu�o fixe e inteligente �s.

- Porque, como sempre, � tudo sobre ti. - N�o. Era assim antes.

Agora, trata-se de algo muito maior, mas, para ti,

desta vez, � tudo sobre ti.

Pois.

Tens raz�o.

� sobre mim.

� sobre o meu passado, porque h� uma lacuna. Algo de que n�o me lembro.

E quero perceber. Quero perceber porque sou como sou.

Sabes que mais? � uma boa raz�o.

Sinceramente. � a melhor raz�o que podes ter.

Deixa-me ajudar-te.

Posso? Por favor.

Est� bem. Vamos investigar juntos.

Sim!

- Nome de c�digo Else. - N�o.

Nome de c�digo, Schlosser.

N�o.

Nome de c�digo, Wunderlich.

Gustaf.

N�o.

Nome de c�digo, Kropf.

Tens um cheiro diferente.

- Detergente ocidental. Comprou-o o Thilo. - Est� bem. Nome de c�digo, Koch.

Queres ir...

O que fazem aqui?

Tentamos descobrir quem era o nosso homem no consulado americano.

�s vezes, quando procuro algo, fico s� � espera de que me encontre.

Est� bem.

- Querem jogar minigolfe? - A meio da noite?

- Sim. - Hoje n�o, Thilo.

Est� bem.

Ciana, eles n�o querem.

� isso!

OEOE. Miss�o Permanente dos EUA em Berlim Ocidental.

Espera. OEOE. O que significa isso?

- Oficial em opera��o especial? - Certo.

Nome de c�digo, Urso.

Objeto, Moni.

E "objeto" significa?...

O esconderijo para onde o OEOE vai em caso de emerg�ncia.

Pois, que mais poderia ser?

Muito bem! Significa que temos uma especula��o.

E esta especula��o � que um OEOE com o nome de c�digo Urso

est� no esconderijo Moni com a mala vermelha, certo?

Sim.

Agora s� temos de encontrar este esconderijo.

"Temos"?

Porqu� "temos"?

Meu Deus, tu sabes e n�o me dizes, claro.

N�o podes fazer isto!

Salvei-te a vida

e tratas o �nico parceiro que ainda tens como lixo.

Abre a...

N�o me ignores!

Caramba!

Vai-te embora com dignidade. Com dignidade.

Gostava muito de ter uma casa assim.

O que tens em S�rio B?

De repente, sinto-me tonta.

Ciana?

Cuidado.

Calma.

Precisas de te deitar? Cuidado com a cabe�a.

Thilo? O t�xi j� chegou?

Que t�xi?

- Aquele que devias chamar. - Esse! J� vem a caminho.

- O que tem ela? - Est� um pouco tonta.

Aonde vais?

- Belgrado. - De t�xi?

De comboio.

- Trazes-me alguma coisa? - Claro.

Adeus.

Adeus.

O que fazes aqui outra vez?

Uma vez cometi o erro de n�o lutar por ti. N�o o voltarei a fazer.

N�o deixarei que me mandes embora por teres medo dos teus sentimentos.

N�o tenho tempo para isto agora.

O qu�? Porqu�? Aonde vais?

A Belgrado.

De t�xi?

De comboio.

- Ol�. - Ol�.

� tudo?

Na verdade, queria dar-te isto h� dez anos, mas depois...

... nunca mais te vi.

� uma cassete com as nossas can��es de antigamente.

Guardaste-a este anos todos?

Parece que sim.

Obrigada.

Fica bem.

SEDE DO KGB MOSCOVO

Sim, entre.

Como est�s, Olga?

O que fazes aqui?

Surpreendida?

Pensava que estavas...

Morto.

... em Berlim.

- O que queres? - Um ch� seria bom.

Fica � vontade.

- � uma situa��o est�pida. - N�o sei o que queres dizer.

O que quero dizer

� que os teus c�es de ca�a tinham ordem para me matar.

Mas aqui estou eu, mesmo � tua frente.

Vivinho da silva.

Camarada Zhukov,

como sempre, sobrestimas-te.

Porque mandaria matar-te?

Era o que perguntava a mim mesmo.

Porqu�?

Pensava que eras mais esperta.

Estou-me nas tintas para o que pensas de mim. Percebeste?

Sim.

E � exatamente esse o teu problema.

Ups...

Est� l�?

- Camaradas. - Sim.

Avancem.

Entendido.

Moscovo, a capital sovi�tica, est� a ser abalada por uma s�rie de homic�dios.

As autoridades locais d�o conta de 12 mortos.

Acredita-se que as v�timas tenham liga��es ao KGB

e fossem membros do Politburo do Partido Comunista Sovi�tico.

Observadores independentes atribuem as mortes a uma luta pelo poder.

As v�timas eram apoiantes

do programa pol�tico da Perestroika do Presidente Mikhail Gorbachev

e a favor da reunifica��o alem�.

Quem brinca com o fogo pode queimar-se.

Legendas: Florinda Lopes

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