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Zulu
Com licen�a, sra. Sieveking?
- Obrigado. - De nada.
Est� aberta.
Lamento, estou atrasado
N�o estou com fome.
- Voc� � novo aqui, hein? - Com licen�a.
Esses estrangeiros pensam que ainda sou sexy.
Coloque isso na mesa.
Qual o seu nome?
- Lukas. - Lukas.
Se quiser foder comigo, cobrarei metade do pre�o, est� bem?
Est� bem.
- Sabe se a sra. Meffet est� aqui? - Como saberia?
- Quem � voc�? - Fa�o servi�o social. Entrego refei��es.
Entendo. Na verdade,
n�o vejo a velha senhora h� uns 2 ou 3 dias.
Sim, bem...
Tenho uma chave. Talvez esteja dormindo. Deixe isso aqui.
Sra. Meffet?
Pode arrumar alguma coisa para abaix�-la, por favor?
Deixe-a pendurada a�. Ela j� era.
O que tem a�?
A refei��o da sra. Meffet.
O que tem de almo�o hoje?
Pur� de batatas, vegetais e uma carne empanada.
De qualquer jeito, o cheiro era estranho,
entrei e o velho estava todo cagado na cama.
Eu deixei a comida l�...
- Cuidado! - Sim, at� logo! - Tchau.
- Tchau! - Tchau. - Tchau. Cuide-se.
- Tenha uma boa noite. - O mesmo para voc�.
- Aproveite. - Obrigado.
Tchau.
- Por favor, feche bem a porta. - Fecharei. - Obrigado.
Ei!
Ei!
AJUDE-ME!
- Poderia abrir a porta? Poderia abrir a porta? - Claro.
Com licen�a!
Voc� mora por aqui?
Posso passar a noite em sua casa?
Passar a noite? Sim... claro.
O que acha? Qual � o seu?
Tenho certeza de que n�o � o preto.
Quisera ter tido um desses quando comecei.
Velas s�o muito duras. Nem mesmo cremes ajudam.
Bananas tampouco s�o boas.
Descascava-as, colocava camisinha nelas, mas elas amassam muito em camisinhas
por causa da fric��o. E isso tampouco � bom.
Claro que voc� pode usar um pepino.
Se o deixar por a� durante uns dias, ele vai ficar parecido com uma pica.
Mas ent�o ele se enruga todo
e n�o fica mais er�tico.
Minha m�e costumava comprar grandes peda�os de fil� mignon,
e quando ela n�o estava l�, eu o roubava da geladeira
e
tirava um peda�o
esquentava um pouco,
abria um buraco nele
e ent�o enfiava minha pica ali.
Era muito gostoso.
Posso tomar um banho em sua casa?
Lamento, mas s� tenho banheira.
- E quanto � �gua? - �gua? Claro, eu tenho �gua.
Ent�o est� bem. Tomarei um banho.
- Posso usar sua toalha? - Sim, claro.
- Est� tudo bem? - Claro. Est�.
- Voc� tem um cinzeiro? - Um cinzeiro? Sim, em algum lugar.
Cuidado!
Lamento.
Lamento.
Voc� realmente quer me foder?
N�o!
Isso � bom.
O que � isso?
Fui escalpelado uma vez.
- Besteira. S�rio? - Sim. Claro.
Quando eu era crian�a eu fui Andar de tren� com meu pai.
Havia um carro de frete no final da colina, que todos circulavam
Mas n�o eu. Eu era uma anta, pois era muito grande.
Meu pai queria muito que eu o fizesse,
ent�o, eu fui. Ele sempre disse que eu n�o deveria me acovardar.
O problema foi que minha cabe�a foi pega num peda�o de metal
e tiveram que costurar todo meu couro cabeludo no hospital. 32 pontos.
N�o sei se voc� viu esta cicatriz.
Eu tinha 2 anos e meio e queria...
... o pior inverno do s�culo e eu queria pintar ovos da P�scoa,
e a caldeira estava quebrada. Ent�o a �gua estava fervendo
ent�o eles tinham esse roup�o de veludo, n�o importa.
De qualquer jeito, eu estava
no hospital novamente.
Ei!
Bom dia!
Lukas!
Quer caf�?
Tenho que descer aqui.
Posso v�-la novamente?
- Talvez pudesse ter seu n�mero de telefone. - S� lhe darei uma vez.
-1-7-1-2-5-8-7-3-5-4
0171/225..
7125...
Isabella!
Usar o cabelo de algu�m para estimular
Significa que voc� aumenta a percep��o dos nervos e dos sentidos.
Ele tirou sapatos novos e bateu em meu rosto com eles.
Venha c� e sente-se.
Um fregu�s?
Ainda n�o.
A� ele quebrou os saltos.
Ele n�o aguenta saber que eu sou mais alta do que ele.
Tenho tanta sorte por voc� estar aqui.
Por que n�o a abre?
- Est� com fome? Tenho pasta com... - N�o, obrigado. J� comi.
Que pena. Terei que jogar fora.
Obrigada.
Ponha essa porcaria aqui.
Voc� pode encontrar faca e garfo ali, na gaveta.
Embaixo.
Por que n�o quer servir o ex�rcito?
Bem, isso � uma resposta.
Eu era um atirador.
Mas n�o tenho a consci�ncia pesada. Era tempo de guerra.
Que porcaria � essa?
Pernil de vitela no molho, repolho b�varo e batatas.
Ele pode comer de seu prato?
Como uma exce��o.
Que cachorro faminto voc� �!
Que cachorro faminto voc� �!
Agora chega, Robbie. Vamos.
Venha com mam�e.
Meu amiguinho, hein?
Meu amiguinho.
- Ol�, Isabella est� em casa? - Sim.
Quem � voc�?
- Eu sou Lukas. E voc�? - Jonas.
Isabella est� em casa? Vim busc�-la.
- Isabella? - Sim, tenho um encontro com ela.
Entendo, um encontro.
E quem � voc�?
Oh, sim! Sou Lukas Eiserbeck
Ol�.
Ela est� l� em cima.
Oi, Lukas. Estou quase pronta. Pode esperar em meu quarto.
Teste Rorschach.
- Voc� conhece? - N�o.
Pegue um peda�o de papel,
dobre-o
desdobre-o.
A� voc� pinga tinta nele.
E ent�o, dobra novamente.
E quando voc� desdobr�-lo voc� me diz o que viu e eu lhe digo quem voc� �.
Parece... como todos os outros.
Sim!
Estranho, n�o?
- Leia isso para mim. Vamos. - Lugar, lugares, pedra, pedras...
Pedras, freio, freio, esportes, esportes, lugares...
- Jonas, irei lhe trazer alguma coisa. - Alguma coisa legal? - Claro.
- Tchau! - Tchau! - Esporte, viagem, viagem, minuto.
Cuidado, voc� vai bater numa �rvore.
- Cuidado, incline-se! - Sim.
Est� bem.
Por que est� aqui? Normalmente os caras fazem o servi�o social no lugar de origem.
Meu pai mora aqui.
- Mas voc� n�o mora com ele. - N�o. Meu pai tem uma nova fam�lia.
Ele nem sabe que estou aqui.
Queria sair de minha cidadezinha e ir para a cidade grande.
Meu pai partiu quando eu tinha 14 anos.
Minha m�e se casou alguns meses depois, pois sentia-se muito s�.
Sim.
- Preciso ir. - O qu�? Por que precisa ir? - Porque sim.
Tchau!
Essa m�sica est� me dando dor de cabe�a.
Que tipo de porra de m�sica � essa? Voc� � louco ou o qu�?
Desculpe-me por incomod�-lo. Realmente n�o foi meu prop�sito.
Abaixarei o volume.
Ou eu tive uma ideia melhor. Entre e tomemos uma cerveja juntos
e assim compenso voc�, est� bem? Entre.
Voc� sabe,
todo ano vou para a Coreia do Norte durante 3 semanas. Sente-se.
Voc� n�o pode imaginar como o pa�s � bonito.
As pessoas s�o amig�veis, as ruas limpas,
tudo � t�o fresco,
sem polui��o, t�o...
t�o humano.
E a quem devemos isso?
A ele!
Kim Jong-Il !
Ent�o, sa�de!
- Sa�de! - Prazer em conhec�-lo.
Esses s�o cassetes de programas da Alemanha da R�dio Pyongyang.
- Essa cobra � real? - �!
U�sque com cobra. Uma especialidade norte coreana.
As cobras s�o engarrafadas vivas e soltam seu veneno na agonia da morte.
� bom para o reumatismo.
E para...
sim, voc� sabe...
amor.
A dan�a do campon�s do arroz.
Plantando...
Aguando...
amando...
amando...
Venha c�.
Olhe aquelas janelas ali.
Tudo est� escuro.
Todos est�o sozinhos. Ningu�m est� fazendo nada.
As pessoas n�o creem mais em ningu�m,
porque nada mais foi deixado para eles acreditarem.
A alma deles est� totalmente vazia.
Boa noite.
- Boa noite. - O que voc� tem na cabe�a?
� uma ajuda para a vis�o noturna.
Parece com um solit�rio combatente marinho. S� lhe faltam as armas.
- E da�? E o que voc� faz aqui? - S� estou nadando um pouco.
Estou brincando de morto.
Ainda estou com esta est�pida coisa na cabe�a.
Lukas, est� todo molhado. Entre.
Que tipo de coisa � essa?
Oh Deus, eu tirarei de voc�.
Entre. Acalme-se.
Entre, sente-se.
Entre, sente-se.
Pronto...
Pronto...
N�o, n�o a�. Aqui.
Agora pronto. Est� bom.
Fique quieto. Fique quieto. Vamos.
Acalme-se.
Acalme-se, vamos.
Isso � bom, isso � bom.
Voc� se aquecer� rapidamente, est� bem?
Lukas, � voc�?
A porta estava aberta.
Onde esteve?
Quem...
Quem � aquele homem?
Poderia me dar uma toalha, por favor?
Por favor?
Quando eu estava na �ndia, vi um c�o que perdeu 1/4 de sua cabe�a.
Um corte profundo bem atr�s de sua cabe�a.
Ele estava em p� em Varanasi, numa po�a se sangue
bebendo.
Voc� podia ver os ossos e tudo, mas ele bebia como se nada estivesse errado
3 semanas mais tarde, encontrei um ingl�s que falou daquele c�o em Varanasi,
que tinha perdido 1/4 da cabe�a.
Mas ele n�o havia visto 3 semanas antes. Ele tinha visto 2 dias antes.
Entendeu?
Significa que o c�o viveu pelo menos 3 semanas com 3/4 da cabe�a.
Deve ter do�do muito, mas o c�o n�o poderia saber por qu�. Era s� um c�o.
Algumas vezes, n�o sei porque d�i tanto.
Oi, meu nome � Johannsen. Departamento de pol�cia.
- Aqui. Voc� � Lukas Eiserbeck? - Sim. O que posso fazer por voc�?
Gostaria de lhe fazer algumas perguntas. Posso entrar?
Obrigado.
Lamento.
Obrigado.
Entre. Sente-se.
Voc� pertence ao Germania Rowing Club?
Sim, eu me filiei h� algumas semanas.
Voc� tem uma chave para a casa de botes?
Sim, claro. �s vezes eu treino cedo, quando n�o h� ningu�m l�.
Pode imaginar que algu�m roubaria um barco?
N�o. Qualquer pessoa pode ir ao clube e alugar um barco.
Por que algu�m iria querer roubar um?
Foi o que eu disse tamb�m. Mas o barco foi realmente roubado do Germ�nia.
Um barco de corrida. O que diz a isso?
Mas o ladr�o n�o foi muito longe.
Ele bateu na primeira pilastra de uma ponte e o barco afundou.
E da�?
- Ent�o ele fugiu, - Ou se afogou.
N�o, n�o, n�o. Neste caso ter�amos encontrado um corpo, mas n�o.
Mas...
Temos uma testemunha que disse ter visto um homem num barco.
E da�?
Sim, mas � realmente estranho.
Porque a testemunha diz
que o homem remando estava portando algo na cabe�a
que parecia como um aparelho para vis�o noturna.
Pode me dar um copo com �gua?
- Sim, claro. - Obrigado.
- Est� doente? - Sim, estou morrendo de gripe.
Sim, muito obrigado.
Agora estou meio emperrado.
Quero dizer...
Quem vai remar por a� num tempo t�o miser�vel
� noite, sozinho num rio?
Usando um aparelho para vis�o noturna. Tem alguma ideia?
N�o.
Por outro lado, talvez ele quisesse fazer um assalto da �gua.
H� muitas pessoas morando no rio
que podem ter inimigos ou pessoas que os invejem.
Quem � esse, de qualquer sorte?
Kim Yong... ou o que seja,
o presidente da Coreia do Norte.
- Sim? Interessa-me por pol�tica? - N�o.
Sim, e ele s� est� sentado a�, o presidente da Coreia do Norte.
Sim.
Olhe para isso!
Estranho, n�o �?
Uma cobra numa garrafa de u�sque.
Algu�m encontrou na beira do rio. Sabe de onde vem?
Da Coreia do Norte.
Eles colocam cobras venenosas em garrafas de u�sque. Estranho, n�?
Ol�. Oh, � voc�.
Voc� deixou a porta aberta?
Sim.
- Machucou-se? - Bem... - Est� bem? - Sim.
Heinrich!
Heinrich, quantas vezes eu disse que essa coisa n�o � compat�vel com escadas?
Por que faz kendo?
Voc� aprende a n�o mexer seu cora��o.
Manter o controle.
Correr, mesmo se algumas vezes doer.
Quando crian�a, n�o podia dormir por meses, pois nosso banheiro estava quebrado.
Meu quarto era pr�ximo ao banheiro e
eu podia ouvir a �gua espirrando a noite inteira.
Eu me deitava na cama, convencida que era um estranho
que nunca parava de fazer xixi.
Quando eu era crian�a, eu sempre me levantava � noite.
Meu pai era viajante ent�o ele sempre estava fora em viagem.
N�o t�nhamos muito dinheiro
ent�o alugamos um quarto. Isto realmente me chateou, pois era o meu quarto.
Assim, colegas do meu pai dormiam em minha cama
e eu tinha que dormir pr�ximo � minha m�e.
E...
�s vezes,
eu me levantava e olhava pelo buraco da fechadura,
e l�, sentado em minha cama,
havia um homem gordo, de cueca,
peidando e brincando com meu trenzinho.
Ent�o...
Uma vez, levantei durante a noite
ouvi barulhos. Minha m�e tinha sa�do, ent�o olhei pelo buraco da fechadura
e vi minha m�e l�, com o estranho.
Quando meu pai chegou em casa, ela o abra�ou como se nada tivesse acontecido.
Nunca disse isto antes.
� mesmo?
Obrigada.
- Tchau! - Tchau!
- Vejo voc� logo? - Sim. Tchau.
Olhe, l� vem o sr. Lukas.
- Vamos, n�s temos que ir. - E n�o fique t�o triste.
Vamos, vamos. Tranquila. Vamos agora.
Ei, docinho. Ver� que n�o � t�o ruim l�.
N�o quero ir para uma casa.
Voc� est� sozinha aqui. L�, ficar� com outras pessoas.
- Mas todas aquelas pessoas est�o doentes. - Ela n�o precisar� de mais comida.
Voc� n�o pode viver sozinha.
E quanto � minha comida e ao meu c�o?
Ol�, sra. Vessel. Por favor, sente-se aqui.
- Levarei seu c�o. - N�o leve meu c�o.
Temos que lev�-lo. Ele n�o pode ir com voc�.
- E quanto ao meu cachorro? - Algu�m cuidar� dele.
- Colocarei comida para ele. - E quanto ao meu cachorro?
Meu pobre cachorro.
Est� bem.
Eu n�o quero!
Meu pobre cachorro!
- Ele ser� bem cuidado. - Meu pobre cachorro! Meu pobre cachorro!
Meu pobre cachorro!
Coma!
- N�o quero mais. - Qual �? - N�o estou interessada. N�o v�?
- Vai para casa? - Sim. - Entre. - Deixe-me, est� bem?
Oh, boa noite, sr. Eiserbeck.
Que surpresa encontr�-lo. Boa vizinhan�a, n�o?
Sim, eu gostaria de viver aqui tamb�m, mas sendo um policial.
Sabe como �. Ganhamos uma mixaria.
Belo bairro. O que est� fazendo aqui?
Bem, sabe...
N�o posso tirar aquilo de minha cabe�a.
Aquele misterioso homem remando.
Estava sentando em casa, em frente � TV
subitamente senti-me inquieto,
e achei que devia vir aqui.
Talvez ele esteja planejando algo, aquele cara com o barco de linha.
Ent�o eu vim aqui e...
Tudo quieto. Nada especial.
A�, encontrei-me com voc�.
Como voc� acha que ele vai atacar?
Quem?
Tampouco sei.
Tenho que ir.
D� uma olhada.
Aquelas janelas brilhantes. Um alvo f�cil.
Sem problema com um bom rifle.
Tenho que ir!
- N�o quer... - N�o, tenho que ir. - Uma pena. At� uma pr�xima vez.
Sim, tchau.
Papai!
- Papai! - Sim, estou indo.
Aqui est�. Novo em folha.
- E aqui. Olhe para c�, por favor. - N�o preciso de nada disso. Obrigada.
Por favor, compre um. Por favor, compre um.
- Aqui, por favor. Outro bonito. - N�o preciso disso.
Eu era paraquedista.
Saltei de paraquedas sobre Creta.
Aquelas metralhadoras
Eles atiram em n�s como se f�ssemos pardais.
Atiraram em mim no ar.
Abaixo do meu joelho,
atrav�s do osso.
Aquela porcaria ficou presa em algum lugar l�.
Uma aterrissagem fodida, vou lhe dizer.
E eu estava deitado l�
com minha cara na areia.
E ent�o veio um escorpi�o e picou-me no olho.
- Mais? - N�o. Obrigado.
N�o est� com fome?
Ele a for�a?
Oh sim, com mais for�a. Isso � bom.
Mais for�a.
Oi, Lukas. Estava esperando por voc�.
Esse � meu vizinho.
Sente-se.
Prazer em conhec�-lo.
Ouvi muito sobre voc�, dessa ador�vel dama.
Ela me disse muito sobre voc�, coisas muito boas.
E... uh... agora...
voc� quer comprar um rifle? Que coincid�ncia.
Isto � verdadeiramente �timo.
Tenho muitos rifles para vender.
Isso realmente tem o gosto bom.
Coma.
N�o estou com fome.
- Pode me dar uma faca? - Sim. Aqui est�.
Tenho um excelente rifle para um bom atirador.
Realmente muito bom.
Claro que vai precisar de lentes telesc�picas tamb�m.
Tamb�m tenho excelentes lentes telesc�picas de Jena.
Oh, quer um caf�?
Aceito, muito obrigado.
E precisar� de muni��o tamb�m.
Balas de ponta oca.
Familiarizado com elas?
Balas salpicadas de ponta oca.
S�o muito boas.
Mesmo que n�o atinjam o alvo no cora��o ou na cabe�a,
o alvo estar� acabado.
N�o � bom?
Eu realmente posso recomendar balas de ponta oca.
Enfim, s�o as �nicas que tenho agora
para lhe oferecer.
VEN�A SEU MEDO
H� um inimigo invis�vel,
e esse inimigo
� o medo.
Lembre-se de sua inf�ncia.
Voc� est� deitado na cama.
Est� escuro.
Seu casaco est� pendurado na cadeira.
Juntos, a cadeira e o casaco tornam-se um monstro
do qual tem medo.
Seu medo cresce,
e voc� tem que acender a luz.
O que aconteceu?
N�o � o monstro
que lhe faz medo, n�o. � o medo que cria o monstro!
O medo � o monstro.
O monstro vive dentro de n�s.
N�s mesmos criamos o monstro,
assim podemos control�-lo.
� o nosso medo
que faz a cadeira virar um monstro.
O medo sozinho n�o existe.
O medo n�o pode existir sem a gente.
Sabemos
que nosso medo n�o nos deixa sermos feliz.
Mas quando algo fica no caminho de nossa felicidade,
ent�o, varra-a do caminho.
Mate-o!
Corte a cabe�a do monstro!
Sabe como eu aprendi alem�o? Lendo Thomas Mann.
- Gosta de Thomas Mann? - Sim.
T�nhamos s� 2 livros na biblioteca, "Buddenbrooks" e "A Montanha M�gica".
Eu os li 20 ou 30 vezes, e estava apto a falar alem�o.
- Ol�! - Ol�!
Sente-se.
E a�, descobri Goethe.
Acima de todos os picos est� a paz, em todas as copas das �rvores raramente
um suspiro sente. Espere, logo conhecer� o sil�ncio". Isto n�o � excelente?
Trouxe-lhe tudo
que pediu.
Em excelente condi��o, realmente perfeito. Tenho que lhe dar os parab�ns.
Voc� pediu um rifle bom e eu sinto
que as armas podem ser t�o boas quanto a literatura, arte, Kokoschka.
Bem!
Uma cerveja, por favor.
Merda!
Ser um bom atirador come�a com a maneira como respira.
Tem que respirar com ritmo.
E quando atirar, tem que segurar a respira��o. Entendeu?
Est� bem.
Inspire, expire...
Inspire...
expire metade, segure a respira��o...
Deixe-me mostrar-lhe. D�-me isso.
Nosso alvo.
Voc� pega o rifle e encaixa firmemente contra seu ombro. Aqui.
Ent�o puxa para tr�s aqui e aqui, assim fica realmente firme.
Coloque sua bochecha, sua cabe�a para baixo Em linha com o entalhe da mira
e feche um olho. Agora, fa�a voc�.
Agora separe os p�s, alinhados com seus ombros. Sim! Firme!
Leve seu p� direito para tr�s um pouco. Muito bem.
N�o pode ficar como se estivesse numa pista de dan�a.
Cabe�a inclinada, olho esquerdo fechado. V� alguma coisa? Sim?
O entalhe da mira? Fique parado, sem se mexer.
Est� bem. E n�o se esque�a de respirar. Agora.
Ol�!
Pensei que fosse o sr. Grinna.
Ele � o ca�ador por aqui.
Mas voc� n�o � o sr. Grinna. � ca�ador tamb�m?
Sim, sou um ca�ador.
Um rifle estranho.
N�o � estranho. Tem silencioso para patos selvagens.
Exatamente. Patos selvagens.
E quem � voc�?
Sou o pastor. Eu cuido das ovelhas.
Mas n�o h� patos selvagens agora. Est� muito frio.
Muito frio. Tenho que ir. N�o posso parar de me mexer.
Poderia me ajudar um pouco?
Mal posso andar agora.
Minha esposa.
Os judeus tentaram
mand�-la para a corte marcial, depois da guerra.
Meio ano mais tarde, ela fugiu para a Inglaterra com um juiz militar.
Eu realmente a amava.
-Aquela cadela. - Sabe o que � estranho? Bem no momento
quando vou
puxar o gatilho, eu fecho meus olhos.
Esse � um erro.
Havia soldados que, mesmo ap�s 6 anos de guerra, ainda fechavam os olhos
quando puxavam o gatilho.
� o medo do tiro.
E voc�
est� com medo de atirar.
N�o estou com medo.
Ent�o... Obrigado por ter vindo e
n�o se esque�am... ven�am seu medo.
Bem, que surpresa! Voc� est� aqui, tamb�m.
Tentando se motivar?
Bem, n�o � m� ideia.
� engra�ado encontrar-me com voc� aqui.
Andei pensando muito em voc�, ultimamente.
Foi uma conversa muito interessante que tivemos a �ltima vez
quando nos encontramos no rio.
Senti que est� planejando alguma coisa.
Claro que � meu trabalho coletar dicas.
Mas eu sei que est� planejando alguma coisa.
Ei, estou certo?
Seja honesto.
Sim, creia-me,
tenho muita experi�ncia.
20 anos trabalhando para a pol�cia � muito tempo.
Sabe, eu gosto de voc�.
Seria melhor para voc�, se eu o prendesse.
Tenho certeza disso. Mas n�o posso.
N�o tenho nada contra voc�.
Com licen�a.
Ataque card�aco.
- Onde est� meu barco. - Muito tarde. Seus remos tamb�m j� foram.
Ei, Lukas. Venha c� Qual � a grande ideia?
Colocar aquele barco no lugar!
Ol�, Isabella.
Sou eu, Lukas.
S� queria entrar em contato porque...
tenho procurado voc� por todos os lugares, mas voc�...
na verdade, nunca est� em lugar algum.
Talvez pud�ssemos nos encontrar qualquer hora.
Ligue-me de volta. Tchau.
Ol�, Isabella. Sou eu, Lukas, novamente.
Estou ligando porque tenho duas coisas para lhe dizer.
Primeiramente,
eu sei o que houve. Eu estava l�.
E...
e... a segunda...
vou lhe dizer uma coisa e espero que voc� ligue de volta!
Eu comprei um rifle,
e aprendi a atirar. Na verdade, bastante bem,
e realmente queria mat�-lo.
Como vai sua garota?
N�o sei.
N�o sei o que ela anda fazendo.
Lamento, Lukas.
Voc� parece p�lido. Est� com febre?
Tchau.
Boa noite.
N�o tem barco hoje?
Voc� parou de remar.
N�o comece a ficar pregui�oso, jovem.
A �gua est� vindo mais depressa e est� ficando mais alta a cada dia.
Ver�, logo cobrir� toda a superf�cie da terra,
pura e virginal, como no primeiro dia.
Talvez possamos bancar o homem morto juntos, um dia desses.
At� logo.
Isabella!
- Voc� vem, tamb�m? - N�o.
Prefiro ir para casa mais cedo, esta noite.
Isabella!
Ainda est�o acordados?
- Devo ler para ele? - Sim, por favor. - N�o, irei coloc�-lo na cama.
- Boa noite. - Durma bem.
Legendas em Portugu�s do Brasil: Lu Stoker - Doe Sangue
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