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Adorei o que Janice disse sobre gratid�o.
� o que funciona pra mim.
� o que me ajuda a aguentar. E tenho muitos motivos para agradecer.
Hoje, divido a vida com uma linda esposa e parceira�
uma fam�lia que me ama e um trabalho que me d� um prop�sito.
E tenho todos voc�s.
Ainda sinto que n�o mere�o nada disso,
mas estou melhorando em aceitar as coisas boas
e esquecer o passado e o medo.
E sou grato por isso.
Obrigado por virem e compartilharem.
Acho que por hoje encerramos.
A menos que algu�m queira muito falar.
Tenho uma coisa pra compartilhar.
�timo.
Meu nome � Amir.
- Oi, Amir. - E eu n�o deveria estar aqui.
Mas estou.
H� dez anos,
um inc�ndio no Minnesota quase tirou minha vida.
J� desejei que tivesse tirado.
Tirou a de 148 pessoas,
incluindo aquela com quem eu passaria minha vida.
Ela nem chegou ao hospital.
Agora eu vivo sozinho.
E o respons�vel pelo inc�ndio, bem,
simplesmente foi embora.
Tive de fazer uma escolha.
Podia nutrir minha raiva e ressentimento
ou cuidar dos outros.
Aliviar o sofrimento deles e o meu.
Foi o que fiz, e deu certo.
Deu certo por um bom tempo, mas a vida � cruel.
E quando voc� acha que tem tudo sob controle,
que est� no caminho certo�
algo pode acontecer.
Algo simples como ver um rosto.
E, nesse instante,
tudo que voc� enfrentou�
a perda, a tristeza, o medo, a raiva,
se inflama at� te consumir novamente.
Como um inc�ndio.
Como bombeiros,
sabemos que, quando o sino toca, somos chamados ao dever.
E atendemos ao chamado.
Mas o Cap. Nash
n�o precisa ouvir o sino para estar pronto.
Parece que gosta de trabalhar at� fora de servi�o.
� por isso que lhe concedemos o Pr�mio de Honra � Coragem
em reconhecimento � sua bravura e dedica��o,
com e sem o uniforme.
9-1-1 S07E08 | Step Nine
QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
LET'S BE FRIENDS! @loschulosteam FB/IG/PI/TT/YT/TK/SP/SN/T.ME
Muito bem.
Puxa! Obrigado.
Quando diz �s pessoas que trabalha em pr�dios em chamas,
elas te olham como se fosse louco, o que provavelmente somos.
Mas algo que sabemos e elas n�o sabem
� que ter uma vida de consequ�ncias, uma vida de servi�o,
� um privil�gio.
Ent�o, sim, vou desfrutar disto,
mas vou desfrutar ainda mais amanh�, porque estarei voltando ao trabalho.
Obrigado a todos.
Muito obrigado.
Sa�de!
Certo.
Se for mais corajoso, ficar� sem espa�o.
- Bem, sim. - Ouviu isso, subchefe?
D� um aumento ao meu marido pra ele nos dar uma casa maior.
Agora sabe por nos casamos.
- Tim, quantos j� bebeu? - E agora sabe por que vou me divorciar.
M�e, posso ir � casa da Jody?
N�o devia ter perguntado antes de p�r o casaco?
- N�o revire os olhos pra sua m�e. - Tudo bem. Pode ir, s� um minuto.
Seu filho ca�ula quer te dar uma coisa.
- �? - Oi, Bobby.
O que �?
Aqui, pai.
Para mim?
O que � isso?
MEU PAI, O HER�I
Isso �
Isso � demais, Bobby.
Deve ter se dedicado muito a ele.
Ele tem ido � biblioteca e usado a copiadora deles.
Todos que voc� salvou est�o a�.
Obrigado, filho.
- Bobby, pode me fazer um desses? - Pode fazer num guardanapo.
- Posso ir? - Achei que j� tinha ido.
Nossa!
Charlie.
- Qual �. - Ei.
Bobby, pode pegar o copo?
Pronto. Certo.
Quer saber?
Beba. Voc� merece.
N�o conte pra sua m�e.
Est� bem.
O que voc� fez?
- �... - Venha, querido.
Fam�lia. � isso que importa.
�.
- O guacamole est� pronto. - Espremeu lim�o nele?
Por que eu faria isso?
Impede que fique marrom.
- Isso� - Precisa da acidez.
Isso existe?
Por que o deixamos fazer guacamole?
Pra voc� poder focar na casca de �rvore que est� preparando.
- T�. - Tiroteio.
Olha ele a�. Bem na hora.
Oi, Bobby.
Oi, May. N�o estava te esperando.
- Qual � a ocasi�o? - Faz tempo que n�o vejo voc�s.
Acabou a comida na casa dela.
Muito bem. Sentem-se.
Tortillas primeiro.
- �. - Acho que sim.
� t�o bom ter a fam�lia toda reunida.
T� legal. Deixa comigo.
Acordei voc�?
Pesquisas secretas no Google �s 4h?
Casal bonito.
Voc� os conhece?
Eu a matei.
O inc�ndio no pr�dio?
Ela era a v�tima 57.
Nem chegou ao hospital.
- O marido dela me disse. - Quando?
Ontem.
Ele�
Ele apareceu na reuni�o do AA.
De onde esse homem veio?
- Como ele encontrou voc�? - Talvez interven��o divina.
Levei a filha de Catherine Morris pra ela no hospital, e ele estava l�.
Trabalha na ala de queimados.
E ele n�o te disse nada?
N�o deu nenhuma indica��o de que te reconheceu?
- Acho que n�o. - O que ele fazia na sua reuni�o do AA?
- Ser� s� coincid�ncia? - N�o.
Ele foi com um prop�sito.
Queria compartilhar sua dor e seu luto, e queria que eu visse o que tinha feito.
O que disse a ele?
Nada.
Ele falou sobre o que tinha acontecido com ele,
o que eu fiz com ele.
E eu congelei.
Fiquei paralisado
e, quando voltei ao normal, ele tinha sumido.
Certo. Talvez seja melhor assim.
Ele disse o que precisava,
e talvez isso baste.
Acho que n�o basta.
Quando penso naquela noite, sempre conto os corpos, as vidas perdidas.
Mas nunca contei os sobreviventes. Os que ficaram para tr�s.
Voc� estava vivendo o seu pr�prio luto.
Nono Passo...
"Fa�a repara��es diretas a essas pessoas sempre que poss�vel."
Preciso me redimir.
N�o sou paciente.
Sou capit�o dos bombeiros
e preciso falar com ele.
Sim. Eu entendo.
Preencherei um pedido formal. Obrigado.
Capit�o Nash.
Que bom v�-lo. Veio visitar um paciente?
Camila, oi.
Estava tentando visitar um colega seu.
- Voc� trabalha com queimados? - Ainda na UTI.
Vamos transferir algu�m pra l�.
Nossos departamentos se sobrep�em.
- Talvez conhe�a o Amir. - Com certeza.
Adoro ele. Queria t�-lo em tempo integral.
Sim. Ele � �timo.
Parece que chegou e j� foi embora.
- � a vida de enfermeiro itinerante. - Pois �.
Tentei encontr�-lo antes que sa�sse, mas o perdi.
Achei que a ag�ncia me ajudaria a falar com ele.
N�o leve a mal. Est�o em p�nico por falta de enfermeiros.
Devem estar bravos porque Amir tirou um m�s de folga.
Todos precisam de f�rias, n�o �?
N�o � bem o que chamo de f�rias.
Jacumba?
- O que tem l�? - Um acampamento de imigrantes.
Amir � volunt�rio com um grupo que oferece comida e assist�ncia m�dica.
Certo. Ele est� l�?
Disse que quer se entender com ele, e eu entendo isso.
Mas pode esperar at� ele voltar.
Faz mais de dez anos. Ele esperou o bastante.
Ligo da estrada. Te amo.
Eu tamb�m te amo.
Mas voc� n�o � o mesmo homem de dez anos atr�s.
Isso n�o importa pra ele.
Preciso que importe pra voc�.
Eu te amo.
Projeto Caminho Seguro
Tem suprimentos na picape?
N�o, procuro por Amir Casey, volunt�rio.
Quem � voc�?
Meu nome � Bobby.
Voc� � policial?
Tem cara de policial.
N�o, sou bombeiro, mas n�o estou aqui oficialmente.
BOMBEIROS
- Por que procura o Amir? - � pessoal. Preciso falar com ele.
Ele esteve aqui h� duas horas, quando trouxe o �ltimo grupo.
Foi a terceira viagem do dia.
- Sabe quando volta? - Nem imagino.
Algu�m disse que havia uma gr�vida com o marido l�,
e ele foi procur�-los.
- Certo. - Ajudem!
- Onde os encontrou? - Na vicinal 12.
- Amir n�o est� com voc�? - N�o sei dele. Tentei ligar pelo r�dio.
Pode perguntar se ela tem contra��es?
Sem dor, mas est� tonta e o beb� est� chutando.
Isso � bom. Pulso forte, mas est� desidratada.
Tem soro?
N�o temos essas coisas, mas temos um �nibus pra uma cl�nica.
Vamos coloc�-la nele.
Enquanto isso, vamos pegar �gua pra ela.
Muito obrigada. Aqui est�.
Certo. Deixe-me v�-lo.
N�o parece algu�m que tomou sol o dia todo.
N�o. N�o est� bem.
O que tem aqui? Posso ver?
Tudo bem? Certo.
Eles a for�aram a andar sozinha, ele pulou da carreta pra ir com ela.
A inten��o foi boa, Luis, mas o ferimento infeccionou.
- Temos que limpar. - Tem �gua oxigenada.
Pode danificar o tecido.
Pode me dar mais �gua?
Aqui.
Certo.
Preciso de gaze e fita adesiva.
De que carreta ele pulou?
- Coiotes? - Sim.
Tratam para atravessar a fronteira, mas, ao chegarem, o trato muda.
- O valor sobe? - �.
Os coiotes s�o um cartel. Dobram, triplicam o pre�o.
Se eles n�o pagam, s�o for�ados a ir embora.
Batem neles. E depois voltam pra amea��-los.
- A menos que voc�s cheguem primeiro. - Isso.
Os coiotes devem amar voc�s.
Entre o cartel e os fazendeiros, n�o fizemos muitos amigos.
� o �ltimo.
Certo, Luis. Fique acordado, est� bem?
Vamos descer da picape. Ele vai entrar em sepse.
Se cair na corrente sangu�nea, n�o vai acabar bem.
- O �nibus est� perto? - Dez minutos.
Certo. Se puder, mande acelerar.
Podem tir�-lo do sol? Certo. Ela tamb�m.
Sabe em que estrada o Amir est�?
Sei. Mas voc� seria louco de ir l� sozinho.
- N�o tenho quem o acompanhe. - Amir est� sozinho.
Ele conhece a �rea e � meio louco.
Vou te passar o local.
Obrigado.
S�o 8h da manh� de domingo, e voc� j� est� b�bado.
- Pra curar a ressaca. - � por isso que vamos embora.
- N�o entre l�. - Estou preocupada com�
Meu Deus do c�u, Ann!
Isso foi h� semanas. S� tomei um drinque, est� bem?
Na idade dele,
eu roubava cerveja dos fundos do bar.
Acha essa hist�ria engra�ada?
- � engra�ada! - N�o �!
Voc� n�o tem humor!
- Olha, eu� - O que foi?
Oi, amig�o.
- Bobby, e sua mochila? - Amig�o!
- Pegue tudo e entre no carro. - N�o precisa.
- Vamos a algum lugar? - Vamos ficar na tia Kitty.
N�o. Voc� pode ficar na tia Kitty.
N�o vai levar meus filhos.
Porque eles s�o meus.
Meu legado. E n�o vai lev�-los�
Pai, pare.
- N�o est� ajudando. - Esse � o problema.
N�o quero que sigam seus passos.
Primeiro, � garrafa. Depois, a uma morte precoce.
- Bobby, v� pro carro. - Quero ficar com o papai.
N�o seja idiota, entre no carro.
- Por que � t�o malvado com o papai? - Boa pergunta, rapaz.
Sei que � dif�cil de entender.
- Voc� ama seu pai. - Ele � um her�i.
Se for mais puxa-saco�
Charlie.
- O qu�? - N�o.
Ele n�o vai se lembrar amanh�.
Est� b�bado demais.
Tenha respeito.
- Voc� primeiro, pai. - �?
- O que vai fazer? - Tim.
- Charlie, pare! - Como ousa? � meu filho!
Charlie, pare.
Diga � mam�e que tamb�m n�o quer ir.
Se n�s ficarmos, talvez ela fique.
Viu o que ele fez comigo e ainda quer que eu fique?
Venha com a gente.
Papai precisa de mim.
Oi.
Chamada Falhou - Sem sinal
POUSADA EASY
Projeto Caminho Seguro
Largue a chave de roda.
Amir, sou o Bobby Nash.
Nash.
- O que veio fazer aqui? - Procurar voc�.
O que aconteceu?
Levei um tiro.
Sente-se.
Vamos. Sente-se.
Est� bem.
Tire isso.
Tudo bem.
O estilha�o ainda est� a�.
Vamos ter que limpar isso
e fazer um curativo antes de mais nada.
- Pode infeccionar r�pido. - Sei disso.
Sou profissional de sa�de, lembra?
Estava dif�cil fazer isso sozinho.
Agora n�o precisa mais.
O casal que voc� veio procurar chegou � �rea de opera��es dos grupos.
Eles v�o ficar bem.
- Me diga o que aconteceu. - Parece que j� sabe o que aconteceu.
Estava procurando aquele casal.
Verifiquei as estruturas, deixei mantimentos.
Ouvi uma picape chegar.
Sa� e vi meu ve�culo ser explodido.
Acho que voc� disse algo a respeito.
Eu disse.
Eu o peguei antes de ele sacar a arma.
Quase.
Eu o machuquei bastante. Mas ele conseguiu sair dirigindo.
Precisa se inclinar para a frente.
Aguente firme.
Tudo bem.
O cara que atirou n�o chegou muito longe.
Eu o vi a uns 2km daqui.
Ele est� morto.
Certo.
� o m�ximo que faremos at� chegar ao hospital.
Vamos.
Pode deixar.
Parece que n�o vamos a lugar nenhum.
O que tem para o jantar?
Hamb�rguer Salisbury?
Peixe com fritas.
Achei que gostasse.
Eu gosto.
Mas n�o queria o brownie.
Comprei massa de cookie. Ningu�m gosta daquela torta aguada.
Voc�.
Voc� � um bom homem. Vamos comer.
Sim. Obrigado.
A mam�e ligou.
- Queria falar com voc�. - Disse que eu estava trabalhando?
Ela ligou pros bombeiros. Disseram que voc� estava doente.
Por que disseram isso?
Acho que voc� devia estar trabalhando.
Droga.
- Hoje n�o � segunda, �? - Ter�a. Eu disse que estava doente.
Desculpe, garoto.
Tudo bem, pai.
Tudo bem. Foram embora.
Incendiaram o seu ve�culo ou s� o roubaram?
S� roubaram.
O que est� fazendo aqui, Nash?
Eu disse. Estava te procurando.
Por qu�?
O Nono Passo. Preciso me redimir com voc�.
Ent�o me seguiu at� o deserto?
- Sim. - Acha que ganha algo com isso?
Queria que soubesse que ouvi tudo o que disse.
Obrigado.
Me sinto visto.
Claro, sempre me sinto visto.
Principalmente porque me encaram.
N�o posso dizer nada pra compensar o que houve�
Pare.
Vou ser bem claro, capit�o.
N�o quero nada de voc�.
Sei que acha que fui � reuni�o para desafi�-lo.
N�o fui.
Estava avaliando voc�.
Eu queria entender como algu�m respons�vel por tanta perda,
tanta dor, conseguiu seguir em frente.
Parece bem f�cil.
N�o � verdade.
N�o?
Tamb�m ouvi tudo que disse, Bobby.
Sobre como tem sido aben�oado.
Por isso me levantei.
Senti que precisava de uma resposta.
- Entendo. - �timo.
Agora ou�a isso.
N�o precisa se redimir.
N�o pedi isso.
N�o significa nada pra mim.
Tem uma estrada uns 13km a oeste.
Os cart�is n�o a usam. Os locais, sim.
Cerca de 3km adiante, fica a rodovia.
Se chegar at� l�, algu�m certamente vai te buscar.
O que devo fazer? Deix�-lo aqui?
Voc� n�o o matou. Fui eu.
- Voc� n�o teve escolha. - Eu n�o disse isso.
Certo.
- Precisa se levantar, temos que andar. - Sinceramente�
acho que n�o d�, Nash.
A infec��o j� est� come�ando.
Ent�o, me deixa ajud�-lo?
N�o sei o que � pior.
Morrer aqui na sombra ou deixar voc� me salvar.
Do jeito que as coisas est�o, acho que posso falhar.
S� est� tentando me animar.
Vamos.
Vamos andando.
911, qual � a emerg�ncia?
Um inc�ndio na cozinha!
Um momento. Enviando bombeiros. Como se chama e de onde est� ligando?
Meu nome � Bobby Nash, moro na Kent Road, 112.
Voc� disse Nash?
Pai! Pai, acorda!
T�, me deixa tentar.
Geralmente funciona.
Phil, o que faz aqui?
Algu�m tentou assar biscoitos na grelha.
- Desculpe, pai. - Vai precisar de um fog�o novo.
O resto � s� tinta e for�a no bra�o.
- Eu limpo. Prometo. - Pode apostar que sim.
N�o � culpa do garoto n�o ter um extintor aqui.
N�o, a culpa � da m�e dele.
Ela sempre odiou, ent�o deixo na varanda dos fundos.
Ela vai ganhar uma cozinha nova. Isso deve traz�-la de volta.
Terminaram?
Sim, terminamos.
Posso consertar.
Sabe o que acontece quando algu�m liga para a emerg�ncia?
Eles registram tudo.
Que impress�o vai passar?
Desculpa.
Se eu for demitido, a culpa � sua.
N�o quero nem olhar pra voc� agora.
Devia ter ido com a sua m�e.
Levanta.
N�o aguento mais.
Aguenta, sim.
Vamos. Estou vendo uma estrada.
�, cara. Pensou isso 3km atr�s.
Ei. Precisa levantar. Temos que continuar.
Voc� sabe, assim como eu,
que, a cada passo, a infec��o se espalha no meu organismo.
Levanta.
Vamos. Tudo bem.
Tudo bem.
Vamos.
Viu? Falei que tinha uma estrada.
Vamos.
Voc� consegue.
Ei!
Parem!
Parem!
Vamos. Ele est� parando.
O que est�o fazendo aqui?
Estamos meio perdidos.
Aposto que sim.
O que s�o? Volunt�rios?
� s� o que temos aqui.
O cartel, imigrantes e volunt�rios.
E alguns fazendeiros teimosos como eu.
Me chamam de Herman.
Sou o Bobby, este � o Amir, e � isso que somos.
Volunt�rios.
Quer saber? Minha casa � aqui perto.
Tenho telefone fixo e um r�dio pra falar com o xerife, se preciso.
�timo. Qualquer coisa pra sair do deserto.
Est� bem. Venham. Entrem.
Tem �gua a� embaixo.
- Sirvam-se. - Certo.
Aqui est�.
Muito obrigado. Foi um longo dia.
- De onde disseram que vinham? - N�o dissemos.
Rodovia 9. Sabe onde era a lanchonete?
� uma caminhada e tanto.
Muita gente por aqui j� andou mais do que isso.
�, Mas n�o com uma bala no corpo.
- Suponho que tenha levado um tiro, amigo. - Devia ver o outro cara.
� voc� com seu filho?
N�o. � meu neto.
V� soltar pipa
Miguel.
Ele � meu mundo.
O pai dele, meu filho, faleceu h� uns cinco anos.
Sinto muito.
Drogas.
N�o s�o s� pessoas que cruzam a fronteira.
Ei.
Quando foi a �ltima vez que voc�s comeram?
Estar�o nos esperando na casa dele.
Voc� fala espanhol?
Entendo.
N�o entendo por que faz neg�cios com eles se o veneno deles matou seu filho.
- Meu filho fez as escolhas dele. - E seu neto fez as dele.
- Todos temos escolhas. - Pare.
Bobby.
Bobby, abra!
Vamos.
V� embora!
Vamos.
Me desculpe.
Sei que foi um acidente.
D�...
D� um tempo ao seu pai.
Est� bem?
N�o pode ficar bravo comigo tamb�m.
Bobby.
Filho, voc� e eu.
Bobby, achei seu livro.
Podemos consert�-lo.
Olha, vai ser�
Vai ser f�cil de�
Amir. Ei.
Amir.
Ei.
Amir.
Certo. Vou tirar voc� daqui.
Vamos. Aguenta firme.
Aguenta.
Espera.
Certo.
Tudo bem, Amir.
Pai?
Pai?
Pai?
Pai, acorda.
Acorda!
Pai, acorda!
Por favor! Preciso de voc�!
Por favor. Acorda!
Por favor, pai.
Acorda!
Tudo bem, capit�o Nash.
Estamos aqui.
Todos n�s estamos.
Aqui, capit�o.
Obrigado.
N�o devia pernoitar aqui? Deixe os m�dicos cuidarem de voc�.
V�o receitar fluidos, anti-inflamat�rio pro incha�o
e anti-histam�nico.
Posso fazer tudo sozinho.
Sempre ouvi que os m�dicos eram os piores pacientes.
Quem disse isso n�o conhece os bombeiros.
Bobby.
- Que bom que est� bem. - Como disse ao telefone, estou bem.
Eu tinha que ver pessoalmente.
Muito bem.
Fernanda, minha esposa, Athena. Ela � policial.
Foi voc� que o encontrou.
N�o sei se tenho as palavras certas para agradecer.
N�o fui s� eu.
As pessoas que o Amir salvou dos coiotes insistiram em ir atr�s dele.
- Eu s� fui na onda. - E descobriu como nos achar.
Vimos sangue na lanchonete. Achamos que iria pela vicinal.
Quando encontramos a picape, n�o demoramos a chegar a voc�s.
Eu os vi rebocando o que restou da picape.
N�o acredito que ningu�m morreu.
Bem, o Herman�
A pol�cia n�o te contou?
Foi encontrado pouco depois que te achamos.
Costelas quebradas e um ombro fraturado, mas vivo.
N�o o vi ser preso.
Foi levado para outro hospital.
- Com ala segura. - Ele est� sob cust�dia da pol�cia?
Est� disposto a compartilhar informa��es sobre o cartel.
� ele?
�.
Preciso de um minuto.
Achei que j� teria ido embora, voltado para casa com sua linda esposa.
Queria ver como voc� estava antes.
Voc� se redimiu, Nash.
Salvou minha vida.
Pode ir agora.
N�o � assim que funciona.
Por favor, diga que n�o vai voltar at� que eu te perdoe,
porque eu nunca�
Eu n�o espero seu perd�o.
N�o � por isso que te procurei.
Eu queria que soubesse que n�o fugi do inc�ndio.
Carrego isso comigo todos os dias e noites desde ent�o.
Sei que n�o posso fazer nada pra apagar o mal que causei a voc�
ou �s outras fam�lias.
N�o posso devolver sua esposa nem tirar a sua dor.
S� posso dizer que penso neles todos os dias.
Ayana Casey.
Trinta e quatro anos, filha �nica de Martha e Jamal Harris,
esposa amada de Amir Casey.
A 57� pessoa a morrer naquele inc�ndio por minha causa.
Acha mesmo que merece essa segunda chance?
N�o mere�o.
Eu devia ter morrido no inc�ndio.
Ou numa das muitas noites seguintes, tentando corrigir o erro.
Mas estou aqui.
N�o posso melhorar nada, ent�o vivo tentando n�o piorar.
J� vendi carros.
E, depois de sobreviver �quela noite,
senti que deveria fazer outra coisa, algo mais.
Pra pagar sua segunda chance.
Para fazer o que n�o pude fazer ent�o.
Toda vez que entro no hospital,
s� quero salvar minha esposa.
E n�o consigo deixar de pensar:
Quem est� tentando salvar, capit�o?
Falei com sua m�e.
Ela est� vindo. Pode demorar um pouco.
Quer vir com a gente?
N�o, tudo bem.
Quer que um de n�s fique com voc� at� ela chegar?
N�o.
Sinto muito, Bobby.
Legendas: Priscilla Rother
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