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Original subtitles

Os antigos Duque e Duquesa de Grenoble.

Lá estão eles!

O antigo Bispo de Arles.

O PIMPINELA ESCARLATE

baseado nos romances "O Pimpinela Escarlate"

e "El Dorado", da Baronesa Orczy

Paris, 1792. Começa o Terror

Pai nosso que estais no céu

Morte aos aristocratas!

Morte aos aristos!

Vida longa à República!

Vida longa à República.

Ei, o que é isso? Você já pegou os seus.

Esses estão vazios, Cidadão.

Você não negaria a um homem sua justa parte, negaria?

Está bem.

Eia!

O antigo Conde de Beaulier, e família.

Aí estão eles!

Eu lhe imploro, Monsieur.

Não tema, meu filho.

Se vocês olharem as passagens que eu marquei,

seus espíritos serão elevados.

Não é por mim que temo, Padre,

mas por minha esposa e pelo menino.

Eles não fizeram nada!

Eles são inocentes!

Inocentes? Há!

Mostre-me um aristo inocente

e você pode cuspir em minha face.

Certamente a criança é jovem demais para morrer.

Mesmo assim, ele viverá... pela clemência de Nosso Senhor.

Olhe aqui, meu filho.

Leve-os embora!

O antigo Marquês Cetterais.

Lá está ele!

Nós viemos ajudá-los.

Rápido.

Seja corajoso, meu querido.

Você aí!

Sargento Bibot.

Sim, senhor.

O Conde de Beaulier e sua família escaparam da Prisão do Templo.

Acabamos de receber a informação de que o Pimpinela Escarlate

estava à solta na cidade.

É possível que ele tente escamoteá-los para fora do país

através desse portão, ou por um dos outros.

Fique alerta, e mantenha os olhos abertos.

Muito bem, rapazes.

Revistem toda carruagem que vier por aqui.

Muito bem, vejamos os seus documentos.

Oh, está tudo em ordem, Sargento.

Deixe-me olhar dentro desses caixões.

O quê, abrir os caixões?

Você me ouviu.

Está bem.

Você aí! Faça o que ele diz.

Melhor ficar avisado, sargento...

... o trabalho de Madame La Guillotine não é uma visão bonita.

Uh... veja por si mesmo,

se tiver estômago para isso.

Pegue de volta!

Qual o problema, Sargento? Ele deve ter sido muito mau.

Saia daqui! Va! Abram caminho!

Os outros dois são ainda mais bonitos!

Saia daqui. Va!

Ora, ora.

Você não sabe o que está perdendo.

Saia!

Certo, certo.

Abra os portões! Va em frente.

Do que você está rindo?

Minha querida.

Quem é esse homem que tanto arrisca por nós?

Esse, senhor, é o Pimpinela Escarlate.

Em uma hora,

esta área ficará apinhada de soldados.

Se Deus quiser, vocês chegarão à costa

antes que eles os apanhem.

Conhece o local de encontro?

O mesmo?

O mesmo.

Meu navio está esperando para levá-los à Inglaterra.

Agora, vão depressa.

Boa viagem!

E quanto a você, Percy?

Eu volto a Paris

mas verei vocês em breve.

Certo.

"O Pimpinela Escarlate", por Sir Percival Blakeney, Baronete.

They seek him here, [Eles o procuram aqui,]

they seek him there, [eles o procuram ali,]

those frenchies seek him everywhere. [esses franceses o procuram em toda parte.]

Is he in heaven? [Estará ele no céu?]

Or is he in hell, [Ou estará no inferno,]

that damned, [aquele maldito,]

elusive [elusivo]

Pimpernel? [Pimpinela?]

Oh, conte-nos mais sobre o Pimpinela Escarlate, Sir Percy.

Toda Paris está falando a respeito dele.

Não há nada mais para contar, minha querida Suzanne,

exceto que ele e seu bando de amigos

juraram salvar tantos quantos puderem

de Madame La Guillotine.

Diga-nos, ao menos, quem é ele.

Me afoguem, Mademoiselle, se sei. Brindariam ao meu nome em toda Londres! Não é?

Parece

que isso

é um mistério.

O que é exatamente uma pimpinela escarlate, Sir Percy?

Nada mais do que uma humilde flor à beira do caminho.

E muito comum, na verdade.

De qualquer modo, o que é um nome?

Certamente, as façanhas de um homem falam por si mesmas.

Eu só queria que existissem mais homens como ele.

Ora essa, minha querida, um só é o bastante.

Esse companheiro já tornou a vida altamente inconveniente

para o resto de nós.

Inconveniente?

Sim, Madame, sem dúvida.

Por causa desse camarada, o Pimpinela...

seus guardas revolucionários suspeitam de qualquer um que

parece ou até soe, ainda que remotamente, com um inglês.

Me afoguem...

... mas toda essa sua revolução é monstruosamente intolerável.

Por favor, não nos credite essa loucura.

A Revolução, em si, pode ter começado como um nobre empreendimento.

Isso...

Mesmo assim, nós a trazemos em nós mesmos, papa...

... nós, a aristocracia francesa,

com toda nossa arrogância e excessos.

Sinto que minha filha faz à nossa classe uma injustiça.

Nós somos, na maioria, homens decentes, totalmente inocentes.

Uns poucos, somente, são culpados de sérios crimes.

Ainda assim, o inocente está sendo arrastado junto com o culpado.

E nenhuma razão é dada ou considerada necessária.

Nosso mundo está uma bagunça, Sir Percy.

Porque então nós olhamos para o outro lado,

e fingimos que nada está acontecendo?

Enquanto homens corajosos, como esse Pimpinela Escarlate,

faz o nosso trabalho, por nós?

Só hoje, por exemplo,

nossos amigos, o Conde e a Condessa de Beaulieu,

assim como seu único filho...

não... não os Beaulieu...

Acalme-se, minha querida,

todos os três foram salvos no último minuto,

graças ao Pimpinela Escarlate.

Oh, graças aos céus.

Deus abençoe esse Pimpinela Escarlate, seja ele quem for.

Ele certamente deve ser um anjo disfarçado.

Amém.

Pare, olhe ali.

Meu caro Marquês, dada a ofensa,

não acha que seus métodos são um pouco rudes?

Esse revolucionário seduziu minha filha, Barão de Batz.

Dirija.

Ora, essa.

Parece que o seu amigo está em dificuldades.

Ao resgate!

Creio que é seu.

Meu caro amigo.

Um pouco de conhaque, eu acho.

Eu recorro, agora, a vocês.

A vingança é um erro.

Seus favores serão medidos

por sua fúria.

Marguerite, Marguerite, é Armand, ele foi ferido.

Ferido?

Um homem está lá fora com uma carruagem.

Ele quer que o acompanhemos.

O que podemos fazer?

Temos que ir até ele, imediatamente.

E quanto ao resto da peça?

Minha querida Louise,

esta é a oportunidade dos seus sonhos de atriz substituta.

Não, eu não posso! Não estou pronta!

Você se dará muito bem.

Mas não bem demais, eu confio.

Porque você não pode -?

Agora, a Armand.

Marguerite!

Meu pobre Armand!

O que houve com você?

Dois homens saíram da escuridão.

Se não fosse por este cavalheiro...

Eu e meu irmão estamos em débito com o senhor, Monsieur.

Monsieur?

Sir Percy Blakeney, Mademoiselle.

Contudo, qualquer um teria feito o mesmo.

Se o senhor acha, Monsieur,

não conhece Paris muito bem.

Quem eram esses homens que o atacaram, meu querido?

Eles foram enviados pelo Marquês de St. Cyr.

Eu reconheci sua carruagem.

Sem dúvida, para me ensinar uma lição.

Eu achei que poderia ser isso.

Um dia, eu retribuirei ao Marquês tudo isso.

Venha, meu querido, vamos colocá-lo na cama.

Você acha que consegue?

Obrigado.

Eu estou muito bem, agora.

Realmente, uma rude lição.

Confio que a ofensa tenha sido proporcional à punição.

Meu irmão é jovem

e tem sangue quente, Monsieur.

Seu coração dirige sua cabeça vezes demais.

Temo ter ele tido a impudência

de se apaixonar pela filha de St. Cyr.

O amor é também um crime na França, atualmente?

Só quando a jovem é uma aristocrata

cujo pai pensa insolentemente que nós, burgueses, não merecemos respirar

o mesmo ar que eles.

Por favor, desculpe-me agora, preciso cuidar de meu irmão.

Espere!

Quando eu a verei de novo?

Meu irmão e eu

promovemos uma pequena soirée em nossa casa

na Rue de Richelieu

no próximo domingo, se o senhor estiver livre.

Para tal iniciação, Mademoiselle,

eu me tornarei... livre.

No próximo domingo, então.

Número 27.

Congratulações.

Congratulações, minha querida.

Você obteve grande sucesso, nós ouvimos.

Casa cheia, todas as noites.

Não é espantoso? Eu estava certa que ninguém viria.

Oh, bobagem.

Todos adoram você.

Minha querida, você não ouviu as notícias?

Notícias?

Todos estão falando a respeito disso.

Houveram mais de 20 execuções na Place de la Grève, hoje.

Vinte e três, para ser exato.

Paul!

Minha querida, tive o tempo exato de sair, contra minha vontade.

Oh.

Você parece tão cansado.

Venha, vamos tomar um pouco de champanhe.

Você disse que houveram 23 execuções hoje, Chauvelin?

Sim, para ser exato,

e mais haverão, todos os dias,

até que o Comitê tenha expurgado da República

o último aristocrata corrupto.

Outro discurso, não, Chauvelin!

Isso é o que eu agora tenho que ouvir o dia todo, minha querida.

O dia todo?

Temo que sim.

Este jovem idealista acabou de se tornar meu assistente.

Então, ele não tem escolha.

Você deve ser Paul Chauvelin.

Agente-Chefe do Comitê de Segurança Nacional,

ao seu dispor.

Mademoiselle...?

O senhor tem a honra de se dirigir a Louise Longet,

a cantora.

Mas é claro.

Você é a nova substituta de Marguerite.

Deduzo que é você o responsável pela prisão e execução

de todos esses... indesejáveis aristocratas.

Essa é uma pequena parte de meus deveres, Mademoiselle.

A outra é fazer longos e tediosos discursos

em eventos sociais como este.

Bem, agora você terá a oportunidade de aprender

como fazer discursos tediosos, também.

Muito bem, só desta vez, deixarei de lado o habitual

zelo patriótico e me restringirei a um simples brinde à República!

À República!

À República.

Parece que o Barão de Batz não compartilha nosso entusiasmo pelo brinde.

Talvez ele não seja um amigo... da República.

Oh, ao contrário, meu caro Chauvelin,

posso ser austríaco por nacionalidade,

e aristocrata por nascimento,

mas posso lhe assegurar que eu sou

muito bom amigo da República.

Acredito que, na verdade, o Barão é amigo do lucro,

e que deseja vender sua lealdade ao maior lance.

Parece, Mademoiselle, que minha presença aqui,

esta noite, a incomoda. Não devo lhe causar

nenhum outro embaraço, e portanto lhe desejo boa noite.

Isso só mostra quão vigilantes precisamos estar.

Temos que arrancar os inimigos de nosso meio.

Nunca sabemos onde eles podem atacar outra vez.

Mas, se sangue tiver que ser derramado, ninguém, eu lhes prometo,

lamenta mais do que eu.

"O Delfim deve ser mantido prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Ah, aí está você.

Como você pode ser tão rude?

Com De Batz?

Ele era um convidado em minha casa.

Um convidado indigno.

Suspeita-se que esse homem vende informações secretas

ao governo austríaco.

E porque você não o prendeu?

Porque, minha querida, ele também vende informações secretas

sobre os austríacos, a nós.

Você executou homens por menos do que isso.

Revoluções nunca acontecem sem sangue.

Este breve reinado do terror purgará o país de toda corrupção

e nos levará a novas alturas.

Cuidado para onde ela o leva, Paul.

A uma nova ordem. A um dia glorioso.

E nós teremos orgulho disso, Marguerite,

você e eu. Exatamente como sempre sonhamos.

Então eu farei de você minha esposa

e o futuro será nosso.

Sir Percy!

Deus, Mademoiselle, você é ainda

mais bonita do que eu recordava.

Se é que isso é possível.

Paul, este é o cavalheiro que salvou Armand.

Paul Chauvelin, Agente-Chefe do Comitê de Segurança Nacional.

Sir Percy Blakeney.

É um prazer... Monsieur.

O prazer, posso lhe assegurar, é todo meu.

Monsieur.

Devo me desculpar por meu atraso.

Foi praticamente impossível encontrar uma carruagem.

Me afoguem, se todo mundo não é tão igual em sua nova sociedade

que ninguém quer mais dirigir carruagens.

Com isso, senhor, quer dizer que não aprova nossa nova sociedade?

Aprovação, senhor, na minha opinião, exige que a perfeição seja atingida.

E nesse sentido, o senhor certamente sobrestima

o charme de sua sociedade.

De fato, por uma coisa, o senhor parece monstruosamente

malvestido para qualquer sociedade,

até mesmo para uma nova.

Me afoguem, mas seus alfaiates os traíram.

Nos traíram? Nós temos orgulho de nossos alfaiates franceses.

Ora essa, meu caro amigo, esse acabamento inferior

não seria tolerando em Londres nem um ínfimo instante.

Olhe só aqui, senhor, esta flácida gravata...

... eu lhe imploro...

ou o lamentável corte desta manga.

Não, não, não.

Ou o triste estado desses punhos.

Me afoguem, mas eu dificilmente consigo me obrigar a olhá-los.

Não, não, não, senhor.

Se isso é o melhor que seus alfaiates podem fazer,

eles o serviriam melhor se os mandasse para a guilhotina.

Nós mandaremos nosso Rei, ao invés, senhor,

e exaltaremos nossos alfaiates.

É uma pena maior ainda.

Então seus alfaiates governarão o país

e ninguém vai querer fazer roupas.

Mas chega de moda francesa

e de política francesa.

Como é mesmo que vocês, franceses, dizem?

Tuucheei... ["Touché"]

Você vê, eu sou um pouco poeta, e você não percebeu.

Não é?

Bem, isso está muito divertido, Sir Percy,

mas, se me desculpar, há alguém que preciso encontrar, lá dentro.

Marguerite, minha querida.

O senhor realmente não devia provocar Chauvelin tão descuidadamente.

Ele é muito poderoso no governo e

é realmente o agente em quem Robespierre mais confia.

O único poder que eu consigo ver no momento, Mademoiselle,

é o poder... de sua beleza.

A beleza está nos olhos do espectador, Sir Percy.

Este espectador... está encantado.

Se eu fosse lhe dizer que a adoro,

você me faria fazer isso com parcimônia?

Que me adora?

Ou você me faria declará-lo como eu o sinto?

Com todo o meu coração.

Mas o senhor não pode estar falando sério. Nada sabe sobre mim...

Isso, exatamente.

Eis porque eu anseio saber tudo.

Você deve me dizer tudo a seu respeito.

Com todos os detalhes.

Mas bem devagar...

muito, muito devagar.

De modo que demore... um tempo muito longo.

Eu não sei se está louco, ou...

desesperadamente apaixonado.

É a mesma coisa.

Diga-me, se puder... você não sente isso também?

Por favor... o senhor vai rápido demais.

Meu coração... dita o ritmo.

Bom dia, Cidadão Robespierre.

Obrigado, St. Cyr.

Chauvelin.

Este relatório me informa que pode haver um atentado

para resgatar membros da família real, particularmente o jovem

Delfim, herdeiro do trono.

Vou providenciar que a segurança seja imediatamente reforçada.

E outra coisa, há um inimigo da República,

em particular, que continua a nos enganar, um homem que consideramos

mais perigoso do que todos os outros, combinados: o Pimpinela Escarlate.

Com todo o respeito, Cidadão, o homem salvou apenas

um punhado da guilhotina, contra centenas.

Nós certamente exageramos sua importância.

Ao contrário, se não o detivermos, seu contínuo sucesso poderá

enfraquecer a própria Revolução.

Enfraquecer a Revolução?

Elevando as esperanças daqueles que estão conspirando

para derrubar a República e restaurar a monarquia.

Você então vê, Chauvelin, enquanto esse inglês

intrometido continuar à solta, continuará sendo uma ameaça.

Desnecessário dizer que o homem que o trouxer à justiça

merecerá o agradecimento de toda a nação.

Isso sem mencionar um assento no Comitê.

Ele deve ser impedido, Chauvelin.

Vou cuidar disso imediatamente, Cidadão.

Como o seu jovem amigo, Armand St. Just, está se arranjando?

Um pouco obstinado, talvez, mas suspeito que ele irá longe.

"Você pode informar sua gente que o Delfim será

mantido prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Sir Percy Blakeney, Mademoiselle.

Por favor, mande-o entrar, Annette.

Ah, perdoe-me... se a fiz esperar.

Seu bilhete dizia "às onze".

Eu levei um tempo dos diabos

para encontrar uma cesta apropriada.

Uma cesta... apropriada?

Eu pensei... num piquenique.

Percy!

Documentos.

Documentos... por favor.

Me afoguem.

Você certamente reconhece a mais bela atriz da França.

Um homem teria que ser cego para não reconhecer

Mademoiselle Marguerite St. Just.

Você aí! Abra caminho! Deixe esta carruagem passar!

Cuidado, agora.

Você está bem, agora?

Sim, realmente, muito agradecido.

Maldito Pimpinela Escarlate!

Ele agora escapou com o Duque de Leon.

Ele já provou ser muito elusivo, Cidadão.

Um homem de muitos disfarces, mas eu creio que agora

há somente um jeito de pegá-lo.

Como você se propõe a encontrar um inglês entre milhões?

Por simples dedução, Ponceau. Esse cidadão inglês, em particular,

consegue se passar por francês.

Consequentemente, ele vem daquela classe privilegiada,

criada por governantas francesas, instruída por tutores franceses

e talvez até mesmo educado em uma Universidade francesa.

Resumindo, o homem é indubitavelmente um aristocrata.

Isso explica suas simpatias e

estreita consideravelmente o campo de busca.

Acredito que o encontraremos no centro da vida social de Londres,

e é ali que eu proponho que o procuremos.

Ele tem um bom argumento, Ponceau.

Enquanto está na França, a astuta raposa está sempre em guarda,

mas e em seu próprio quintal?

Nós o apontaremos como enviado especial junto à corte de St. James

o mais depressa possível. Ponceau cuidará dos detalhes.

Estou profundamente honrado, Cidadão.

Mas não seria aconselhável que eu tivesse a assistência

de alguém já conhecido dos ingleses?

Alguém em quem eles confiam.

Suspeito que você já tem alguém em mente.

Posso sugerir o homem que recentemente serviu

nosso deposto Rei como embaixador em Londres, durante tanto tempo?

Gosto do seu senso de ironia, Chauvelin.

Sem dúvida o Conde de Tourney seria a escolha ideal.

Mande o jovem Armand St. Just trazê-lo aqui.

Você não devia ir, Henri.

Asseguro-lhe, Madame, que o Cidadão Robespierre deseja apenas

consultar seu marido sobre uma questão de estado.

Robespierre? Eu antes confiaria numa serpente.

A senhora me conheceu toda a minha vida.

Eu lhe dou minha palavra, nenhum mal lhe acontecerá.

Muito bem, então. Está vendo, maman? Você tem a palavra de honra de Armand.

Devo estar de volta a tempo para o jantar.

A morte, ao roubar a luz de meus olhos,

devolverá ao sol sua imaculada beleza.

Percy?

Percy.

"Minha bem amada, tive que voltar à Inglaterra urgentemente.

Perdoe-me, não tive tempo de lhe dar um beijo de despedida.

Sempre seu, Percy."

Espião?

De meus antigos associados e amigos?

O senhor ainda recusa?

Com a maior ênfase.

O senhor deve estar louco.

Leve-o para o Templo.

Talvez algum tempo na prisão lhe devolva o bom senso.

O Jóquei Clube, perto de Londres

Andrew, você quer dobrar sua aposta?

Andrew!

Certo!

Cem guinéus!

Você nunca o derrotará!

Bem, me pendurem uma cauda!

Veja se consegue pegá-lo!

Espere só!

Meu Deus, acho que você pode conseguir.

Você tem sido um bom juiz de carne de cavalo.

Você está muito certo. São cem guinéus

que você deve, velho amigo!

Ei, Percy.

Não há um só inglês vivo que não teria orgulho

de se juntar à Liga do Pimpinela Escarlate.

Pode ser, meu amigo, mas quanto maior o número,

maior o risco de traição.

Não, não, meus amigos, para sermos bem sucedidos

devemos manter nosso anonimato.

Esconder nossas identidades.

Mesmo que signifique aguentarmos a zombaria dos outros,

sermos considerados tolos,

almofadinhas,

parvos,

e até covardes.

Bem, essa é a parte fácil. A parte difícil é não podermos

nos gabar de nossas aventuras junto às damas.

Timmy.

O que há, meu caro companheiro?

Vamos, venha, ponha pra fora.

Louis XVI foi executado.

A rainha?

Condenada a segui-lo na guilhotina.

Há notícias sobre o jovem Delfim?

O herdeiro do trono foi aprisionado no Templo.

E há mais.

Seu amigo, o Conde de Tourney também foi preso e levado ao Templo.

Sua família?

Elas ainda estão a salvo, de acordo com a última informação.

Então, não há tempo a perder.

Andrew, quero que você estabeleça uma rede de correios.

Nós vamos a Paris imediatamente.

Entregue isso ao Capitão da Guarda Revolucionária

na Place de la Grève.

Sim, senhor.

Não consegue ver que estou ocupado?

O senhor prendeu o Conde de Tourney.

Prendi.

Por ordem do Cidadão Robespierre.

Eu dei minha palavra de honra.

Devo lembrá-lo que o seu dever está primeiro com a República

e não com o Conde de Tourney, nesta hora?

Você pode ir.

Meu caro Armand.

Tais sentimentos, especialmente em benefício de um aristocrata,

podem ser facilmente mal interpretados.

Você me usou.

Sim, e enquanto você estiver aqui para servir o Comitê,

continuarei a usá-lo.

Agora, rapaz, entregue isto ao Capitão da Guarda Revolucionária,

encarregado das execuções na Place de la Grève.

Morte aos aristos.

Vida longa à República.

Senhor!

Capitão.

"Devem ocorrer mais execuções. Prossiga com maior presteza"

Você pode dizer ao Cidadão Chauvelin que, se ele acha que pode fazer melhor,

é muito bem vindo para vir e tentar ele mesmo.

Seria bom para ele, ter algum sangue

naquelas mãos brancas como lírios.

Em nome de Deus, Monsieur, salve-me!

Juro que não fiz nada, nada!

Poupe o fôlego, Mademoiselle, ele é um daqueles que a enviaram para cá.

Deus tenha misericórdia de sua alma, Monsieur. Você está certamente condenado pelo que faz!

- O que foi isso? O que? - Um sonho.

Um sonho horrível.

Alguém com quem você trabalha?

Não, é Marguerite.

Era ela que estava na guilhotina.

Era ela, quando ouvi a lâmina cair.

Oh, Deus. Oh, meu Deus. Oh, meu Deus.

"Você pode informar sua gente que o Delfim será mantido

prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Meu querido!

Queridíssima Marguerite!

Paul!

O que é isso, minha querida. Você olha como se você

tivesse visto um fantasma.

Você só me pegou de surpresa.

O que é isso que você está escondendo aí atrás?

Eu devia lhe perguntar o mesmo.

Você não tem direito de abrir minha coisas pessoais.

Mesmo quando essas coisas pessoais cheiram a traição?

Traição?

Certamente, você não acha que eu tenho algo a ver com...?

Paul...

Eu juro que encontrei essa nota somente por acaso.

Porque você não a trouxe até mim?

Eu não sabia o que fazer.

Acho que eu queria ter certeza de que era importante o suficiente

antes de fazer algo tão drástico.

Drástico?

Como informar o Comitê.

Minha querida Marguerite, eu não sou o Comitê.

Eu sou o homem que espera, um dia, casar com você.

Mas você é um agente do Comitê.

Não seria seu dever informar isso...

Meu primeiro dever, minha querida,

é com você.

Posso não encontrar sempre um modo de demonstrar,

mas eu te amo.

Com todo o meu coração.

Eu lhe dou minha palavra, nunca trairei sua confiança.

Desculpe-me, Paul.

Por outro lado,

é seu dever informar isso a mim, oficialmente.

Então, e só então, tomarei a ação apropriada.

Mas isso pode resultar na execução de St. Cyr,

e possivelmente na de sua família também.

Ele é um traidor.

E você pode pensar em maneira melhor de fazê-lo pagar

por ter mandado espancar seu irmão?

Você não pode acreditar, honestamente, que eu enviaria um homem

e sua família inteira para a morte, por ódio?

Eles são aristocratas, minha querida!

Eu não poderia viver comigo mesma!

Nesse caso, você pode ter que responder um dia à República.

Melhor à República do que à minha consciência.

Você me desaponta.

Você amoleceu!

Se você quer dizer, com isso, que não tenho sede de sangue suficiente para esta

sua revolução, você está certo.

Ela costumava ser sua revolução, também.

Sim...

Mas ela nos conduziu a caminhos diferentes.

Talvez minha visão nunca tenha sido igual à sua.

Eu vejo, agora, que aquilo que começou como sonho, pode terminar como pesadelo.

Algumas causas podem se perverter, ficar torcidas como alguns homens.

Não é difícil adivinhar a razão dessa súbita

mudança de opinião.

Suspeito que vem da companhia aristocrática

que você tem mantido, ultimamente.

Ora, Paul, eu acredito que você está com ciúmes.

Porque eu não deveria estar?

Bem, se é algum consolo, Sir Percy foi para a Inglaterra

há quinze dias.

Então você não sabe.

Não sei o quê?

Que ele voltou.

A Paris?

Você sabe, isso me espanta.

Como uma mulher com seu bom gosto e inteligência pode tolerar

esse boboca?

Agora, se você me desculpar,

tenho alguns deveres a cumprir.

Bonjeeur, Monseeur [Bonjour, Monsieur]

Eu juro que você tem tomado aulas.

A gravata está uma pintura.

Oh, saia do meu caminho!

Seu idiota!

Percy!

Percy, Percy!

Eu sabia que você voltaria!

Minha querida!

Bem, estou contente que você esteja feliz em ver.

É mais do que se pode dizer de seu amigo, Chauvelin.

Positivamente, nenhum senso de humor. Deve ser a dieta.

Oh, por favor, não seja tão frívolo, Percy.

Chauvelin é terrivelmente ciumento.

Ele na verdade me assusta.

Assustar você, minha querida! Bobagem.

Quero que você esqueça Chauvelin.

Esqueça todos os homens que conheceu.

Menos eu.

Como seria agradável.

Às vezes... você é tão... elusivo.

Você é ator, também?

Interpretando um papel em uma estranha charada?

Eu lhe disse antes, minha querida, a única coisa de que nunca deve duvidar

é de minha sinceridade.

Eu sei que atrás desse máscara se esconde o verdadeiro Percy Blakeney.

Esse é o homem que eu anseio conhecer.

Você conhecerá, minha querida.

Tudo a seu tempo.

E quanto tempo é isso?

Case-se comigo... e você terá o resto da vida para descobrir.

Nunca,

Nunca,

Nunca,

e não há nada que você possa fazer a mim

para que eu mude de ideia.

A você, não, talvez, mas imagino o que restaria de

todos os seus aristocráticos princípios se sua família estivesse

definhando aqui, também.

Você não ousaria.

Você tem até amanhã para reconsiderar.

Eu pretendo avisar a família De Tourney e

ajudá-los a fugir, se necessário.

Ora, olhe aqui, meu caro companheiro.

Eu não salvei seu pescoço daqueles assassinos de St. Cyr

só para que perdesse sua cabeça na guilhotina.

Não é?

Já estou totalmente decidido, Percy.

Eu avisarei os De Tourney. É inútil tentar me impedir.

Eu não tenho intenção... de impedir você.

Você acha... que poderia entrar na Prisão do Templo...

e ver o Conde... esta noite?

Ah, bem, eu... acho que sim. Mas com que finalidade?

- Eu... tenho um plano. - Oh... você tem um plano.

Você, que é praticamente incapaz de ter qualquer

pensamento não trivial em sua cabeça?

Ora, Percy, realmente!

- Isto é sério. - Eu também sou.

Mortalmente sério.

Nós temos que resgatar a família De Tourney, sem por você em risco.

Você pode ser bem mais valioso para nós se continuar com Chauvelin,

se continuar seu trabalho com o Comitê.

Útil para nós. Do que diabos está você falando?

Você deve jurar, por tudo que é mais sagrado

que aquilo que vai ouvir, não será repetido a ninguém.

- Realmente, Percy... - Nem mesmo a Marguerite!

Você deve estar totalmente louco.

Você jura?

Muito bem.

Você reconhece esta insígnia?

Parece algum tipo de flor.

Correto.

É uma pimpinela escarlate.

Morte aos aristos!

Vida longa à República.

Oh, estou contente

em ver que você recuperou o bom senso.

- Você me deixou pouca escolha. - Bem, era essa a ideia geral.

Você partirá para Londres imediatamente. Sob guarda, é claro.

Uma vez lá, você residirá em nossa embaixada

para que possa me apresentar à sociedade inglesa.

- E minha família? - Ela permanecerá em Paris.

Ah, então minha família não ficará na prisão,

mas será mantida como refém.

Essa é a ideia geral.

Tome conta de nosso amigo direitinho.

- É sua própria mãe. - Quem é?

- Ele fica sempre nisso, a mãe, certo? - É.

Muito bem. Va buscar os papéis dela.

Aqui. Ele pensa que eu sou uma aristocrata.

Temos garrafas de vinho, aqui, não? Certo, vamos dar uma olhada nelas.

Eu não faria isso se fosse você.

Oh, ele arruinou minha carga.

Não, não... Sargento... Meu neto.

Vem cá... vem cá.

Venha cá, Sargento.

Aqui. Uma palavra em seu ouvido, Sargento.

Certo, ele pegou a praga.

Praga.

Eu lhe disse, eu tentei avisá-lo.

Leve-o daqui! Leve-o daqui!

Está bem.

Aqui, pegue seus papéis.

Você é legal, Sargento.

Abram os portões!

Documentos. Mostre-me seus documentos.

Sargento.

Uma velha vai passar por este caminho com uma carreta.

Você deve prendê-la imediatamente.

Uma velha passou por este caminho há cinco minutos.

Você a deixou ir?

Era o Pimpinela Escarlate!

Abram os portões!

Tudo conforme o planejado?

Como um relógio, Percy.

Bom. Bem, é melhor tomar seu caminho. Logo vai escurecer.

Demora mais do que uma cavalgada noturna até a costa.

Mademoiselle.

Por aqui, Condessa.

Palavras não podem exprimir nossa gratidão, Monsieur.

O Pimpinela Escarlate e não eu, Condessa, merece seus agradecimentos.

Eu estava certa que você era o Pimpinela Escarlate.

Eu nunca conseguiria preencher aqueles sapatos.

Não tenho coragem suficiente.

Eu ainda tenho que me encontrar com um cavalheiro mais corajoso,

ou mais simpático.

Suzanne.

É perigoso. Temos que nos apressar.

Obrigado, Monsieur.

Você deve ser muito parecida com a sua mãe.

Comparada a ela, sou um patinho feio.

Dizem que ela foi a mais bela noiva da França.

É talvez compreensível que, depois de todo aquele brilho,

a mais radiante das mulheres se casar com rematado idiota

que, ao que se recorda, era também o homem mais rico da Inglaterra.

Acho que é melhor você sair.

Como pode ver, estou muito ocupada.

Eu vim para descobrir o que você decidiu fazer

em relação ao Marquês de St. Cyr.

Isso é assunto meu, e não seu.

Não, é meu assunto.

Como Agente-Chefe do Comitê de Segurança Nacional

quero saber se você pretende cumprir o seu dever

de cidadã e denunciá-lo.

E se eu disser não?

Nesse caso, estou preparado para fazer isso em seu lugar.

Você me deu sua palavra.

Marguerite. Você está forçando a mão.

Você traiu minha confiança.

Parece que nós dois julgamos um ao outro erradamente.

Prisão do Templo, Paris.

Mr. Bland. O senhor tem visitas.

Deixe-o descansar um pouco mais. Deixe-o ficar.

Cale-se, mulher.

Lá está ele, Barão.

O pequeno moleque do Rei Louis, em carne e osso.

Qual é o problema?

Suas sensibilidades aristocráticas ficaram ofendidas?

Eles o estão tratando bem, sua Alteza Real?

Bem o bastante.

Faça-o se levantar, Duval. Caminhe um pouco com ele.

Não, isso não será necessário.

Eu vi tudo o que eu queria ver, obrigado.

Meu caro Marquês, há guardas por todo o lugar.

Posicionados aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e este apartamento aqui

hospeda o casal que está cuidando do Delfim.

Como vê, seria humanamente impossível

tirar o rapaz desse lugar.

Em nome da República, abram!

Abram em nome da República.

Prendam os dois.

O que significa isto?

Eu tenho uma ordem de prisão para o Marquês de St. Cyr.

Um momento, Capitão.

Um momento.

Eu acho que é melhor você dar uma olhada nisto.

Um certificado de imunidade.

Você é o Barão de Batz?

Precisamente.

Assinado, como pode ver, pelo Cidadão Fouquet em pessoa.

Solte o Barão.

Eu exijo saber qual é a acusação.

Traição.

Traição?! Quem me acusa de traição?

Eu obterei o nome dele!

Veja por si mesmo.

Está escrito no mandato.

Marguerite St. Just?

Mas... eu nem conheço essa mulher.

Eu aceito.

Eu aceito.

Eu, Percy, te tomo, Marguerite, como esposa legítima.

Ei, Marguerite, te tomo, Percy, como legítimo marido.

Com este anel, eu nos caso.

Este ouro e prata, eu te dou.

Com meu corpo, eu te venero.

Com todos os meus bens terrenos, eu te manterei.

Em nome do Pai, e do Filho,

e do Espírito Santo, amém.

Estaremos fora de Londres pela manhã.

Não é maravilhoso?

Armand nos segue daqui a alguns dias

Alguns dias?

Naturalmente, Chauvelin está ansioso para assumir seu novo

posto de enviado especial.

Olhe para ela, Tony.

Diga, se puder, se não sou eu o mais

afortunado homem vivo.

Como eles zunem em torno dela, parecem abelhas no mel.

Pobre Louise, as coisas estavam assim, e aí... para a Inglaterra.

É? Bem, eu pedi que ela me acompanhasse

e se tornasse minha esposa.

E desistir de uma carreira perfeitamente maravilhosa?

Não ouse, minha querida, ele não vale isso.

O que você vai fazer a respeito da exigência do

Cidadão Robespierre por ação?

Os De Tourney estão perdidos para nós.

Eu acho que encontrei uma excelente

substituição para o Conde de Tourney.

Talvez, até, um aperfeiçoamento.

Em Marguerite St. Just?

Na esposa de Sir Percy Blakeney, Baronete.

Todas as portas em Londres serão abertas para ela.

Todas as confidências serão compartilhadas. Todos os segredos, conhecidos.

Ela ainda não se deu conta, Ponceau, mas Lady Blakeney irá

me conduzir ao nosso elusivo amigo, o Pimpinela Escarlate.

Eu nunca a vi tão feliz.

Mas ela deve estar...

no mesmo dia em que se casa com o homem que ama,

tem sua vingança contra o homem que odeia.

- O homem que ela odeia, Barão? - O Marquês de St. Cyr.

Pelo que ele fez ao irmão dela.

E que tipo de vingança ela poderia ter tido, contra o Marquês?

Bem, ela o fez ser preso por traição, naturalmente.

O que o leva a crer que minha esposa

está envolvida nisso?

Ora vamos, Sir Percy, comigo você não precisa fingir.

Eu vi a denúncia que causou a prisão com meus próprios olhos.

Não posso acreditar nisso!

O nome de sua esposa estava lá.

Disso não temos nenhuma dúvida.

Afinal, sou um homem extremamente discreto.

Percy, não...

O homem será guilhotinado por causa disso.

Meu caro Sir Percy, não ouviu falar?

O Marquês de St. Cyr e toda sua família

serão decapitados nesta manhã mesmo.

Todos eles?

As crianças também?

Bem... bem, sim.

Sir Percy, eu... eu realmente presumi que o senhor sabia disso.

Bem, eu pensei que...

... perdoe-me.

Realmente, sinto muito.

Ela não deve nunca saber

que desconfio de qualquer coisa a esse respeito.

Estamos a ponto de embarcar na mais perigosa

missão, até hoje...

...salvar o herdeiro do trono da França.

Deste momento em diante,

jamais poderemos confiar nela.

Não podemos arriscar uma traição.

Eu rezo a Deus para conseguir esconder dela

o horror que sinto pelo que ela fez.

Espero que esses guardas os peguem.

Bom menino!

Agora, tome seu remédio. Faça suas preces

em prol dos simpáticos cavalheiros. Então, pode voltar para a cama.

Que tipo de remédio você dá a ele?

Não tema, Cidadão, é um bom e forte conhaque.

Tome, agora, menino.

Você sabe, Papa Duval fica muito bravo

se você não bebe cada gota.

Isso, isso mesmo!

Agora, esses cavalheiros gostariam de ouvi-lo

dizer seu catecismo.

- Seu nome? - Louis Charles Capet.

- Mais alto. - Louis Charles Capet.

- Sua idade? - Oito.

- Sua nacionalidade? - Cidadão da República da França.

- O nome de seu pai? - Louis Capet.

- A profissão dele? - Antigo rei, tirano e corruptor.

- Como ele morreu? - Pela vontade do povo.

- Quem era sua mãe? - Marie Antoinette da Áustria.

- Sua profissão? - Antiga rainha. Prostituta.

- Como ela morreu? - Pela vontade do povo.

- E o que você diz em sua memória?

- Eu cuspo no túmulo deles. - De novo!

- Eu cuspo... - Isso servirá.

No entanto, ainda detecto um traço de desafio

nesses olhos reais.

Empenhe-se nisso, Fouquet. Ele deve ser todo nosso.

Mansão Blakeney, Richmond, Inglaterra.

Me afoguem, que horas são?

Chegaremos monstruosamente atrasados à festa ao ar livre

de Sua Majestade.

Temo não poder me juntar a você, Percy, tenho que voltar

à Embaixada. Chauvelin está me esperando.

- Alguma novidade do correio? - Nenhuma.

Estranho. Você investigou?

É difícil demais. Chauvelin está com

suspeitas de todo mundo na Embaixada, inclusive de mim.

Você prestou um inestimável serviço

a nós, nesses últimos meses, Armand.

Sem você, não teríamos a menor ideia do paradeiro do menino.

Quando penso no que estão fazendo àquela criança!

Porque? O que tem eles a ganhar com isso?

Torná-lo inútil a qualquer um que tente e consiga salvá-lo.

Mas o tempo está se esgotando. Temos que agir logo, ou eles conseguirão.

Você tem um plano?

Nós só esperamos as primeiras notícias de qualquer mudança na rotina do menino.

Esse será nosso sinal para agir.

E então precisamos agir.

Prontamente e com segurança.

É por isso que esses comuniqués de Paris são tão cruciais.

O próximo pode ser nosso sinal.

Ahhhhh, minha querida!

Vamos?

O Duque e a Duquesa de Radnor.

O Duque de Albany e suas filhas.

Lady Breckny e Lady Darlington.

Sir Percival e Lady Blakeney.

Dizem que ela só se casou com ele por causa do dinheiro.

Nenhuma mulher de posição ia querer esse almofadinha idiota.

Mesmo assim eles parecem... um casal muito feliz.

As aparências podem enganar, meu caro.

Percy, elegantemente atrasado, como de hábito.

Me afoguem, Sua Alteza, mas foi esta abominável gravata!

Ela simplesmente se recusava a receber o nó.

Eu imploro, olhe para esta coisa! Esticada como uma almofada de alfinetes.

Eu devia saber que só podia ter sido alguma coisa séria.

Meu marido está sendo nobre, Sua Alteza,

temo que eu é que deveria ser repreendida.

Bem, nesse caso, está tudo perdoado.

Diga-me,

como está passando nossa adorável fugitiva da França?

Fugitiva, Sua Alteza? Eu diria cativa!

A senhora certamente não é mantida aqui à força, madame.

Mas sou, sim, realmente, por força do constante amor pelo meu marido,

e pelos bons favores e generosidade de Sua Alteza.

Deus, Percy, eu o invejo.

É melhor você ficar de olho nela, senão posso

exercer o droit de seigneur e roubá-la de você.

Marguerite, Percy! Vocês nunca adivinhariam!

Andrew me pediu em casamento!

E papa deu seu consentimento!

Me afoguem, se você não conseguiu o que queria!

- Congratulações, amigo velho! - Obrigado.

Oh, Suzanne, estou tão feliz por você.

Suzanne! Eu a proíbo de ter qualquer coisa

a ver com essa mulher!

Maman! O que você está dizendo?

Ela tem sangue nas mãos!

Acabamos de saber que ela denunciou

o Marquês de St. Cyr, e mandou-o, com toda

- sua família, para a guilhotina! - Cara Condessa, realmente não deve...

- Você nega, Lady Blakeney?

Recuso-me a confirmar ou a negar tais acusações!

Isto não é um julgamento, e você não é nenhum juiz.

É verdade, Madame. Deus será o seu juiz.

- Não vai dizer nada, senhor? - De fato, madame, o que há para dizer?

O senhor não vai ao menos defender a honra de sua esposa?

Ora, querida, você não quer que eu desafie a pobre

condessa a um duelo? Não é?

- Venha, Condessa! A música já vai começar. Por favor!

Então, minha querida, parece que você finalmente achou um jeito

de se vingar de St. Cyr... apesar de tudo.

Você realmente acredita nisso?

Posso... acreditar em outra coisa?

Oh, Suzanne, que posso fazer? Perdi o amor de meu marido

e não sei porquê.

Mas Percy venera o chão que você pisa!

Antes, talvez.

Em Paris.

Mas agora ele banca o bobo em particular e em público.

Oh, parece que é para me atormentar!

Há momentos em que sinto que ele ainda me ama.

Momentos que percebo em seus olhos, no olhar, de relance.

O que eu fiz para merecer seu desdém?

Boa noite, minha querida.

Bons sonhos.

Fique comigo esta noite.

Sinto, Madame, estou fatigado demais.

Além do mais, tenho um compromisso amanhã bem cedo, em Londres.

Eu não quero perturbá-la.

Seus alfaiates, sem dúvida.

Sapateiros, para ser exato.

Essas botam me apertam monstruosamente.

E não gosto muito da fivela.

Oh, Percy, o que aconteceu com você?

Onde está o homem com quem me casei?

Ora, minha querida, você está olhando para ele!

Não. O que eu vejo diante de mim é uma fachada.

A casca do homem que certa vez conheci.

É algum papel absurdo que você representa. Não sei porquê.

Tenho certeza que é. Talvez para manter o mundo à distância.

E você está se fechando para mim, também.

Certa vez você prometeu que eu viria a conhecer

o homem debaixo da máscara, no devido tempo.

Eu o conheço menos agora do que conhecia, então.

Bem, talvez não exista mais nada para conhecer.

Não posso acreditar nisso.

Eu me recuso a acreditar nisso.

O homem pelo qual me apaixonei ainda existe, em algum lugar.

Eu nunca deixarei de amá-lo... nunca!

Boa noite, minha querida.

Para Sir Andrew, Chivers.

Muito bem, senhor.

E para o correio, quando ele chegar.

Sim, senhor.

Esses eram todos os papéis da mala do correio?

Sim, Cidadão.

Então...

meu jovem assistente está associado ao Pimpinela Escarlate.

Você fez bem em interceptar o correio.

Chame Armand St. Just.

Eu temo por você, em Paris.

Oh, Percy, convença-o a desistir de seu posto e a ficar aqui.

Ele poderia chamar Louise, eles se casariam

e viveriam aqui na Inglaterra.

Que terrível perspectiva!

O que fez o pobre Armand para ser condenado ao matrimônio?

Realmente, Percy! Você precisa continuar atormentando-a assim?

E nunca vai lhe dar uma oportunidade de se explicar?

Considere, Armand... se é verdade que ela traiu St. Cyr,

é capaz de qualquer traição.

Até mesmo espionar para Chauvelin.

Você precisa perguntar-lhe. Que provas você tem de tudo isso?

Nem uma vez, em todo esse tempo que está na Inglaterra

ela tentou contatar Chauvelin.

Eu não me atrevo a arriscar.

Nada, nem ninguém, é mais importante do que o resgate

do Delfim, neste momento.

Nem mesmo Marguerite.

Entristece-me vê-la tão infeliz.

Saber que você parou de amá-la.

Parei?

Eu a amarei até o dia em que morrer.

Essa é a tragédia.

Vamos, eu cavalgarei com você até Dover.

Há muita coisa para conversarmos.

Porque Chauvelin está enviando você a Paris, agora?

Eu não gosto disso.

Não obstante, talvez com você em Paris possamos criar

o incidente que precisamos para entrar em ação.

Puxa, essa é realmente uma surpresa.

Não muito desagradável, confio.

Eu não o vi desde que veio para Londres.

O que o traz aqui, agora?

Há uma boa semelhança.

Especialmente os olhos.

Ele pegou a luz e o fogo dos olhos.

No entanto, não pegou a tristeza.

Tristeza?

Aparentemente, o artista não percebeu

o que toda Londres já adivinhou.

E o que seria isso?

Que a senhora é infeliz em seu casamento.

Um homem em sua posição não deveria ouvir fofocas.

Olhe para mim e me diga que o seu marido é

homem o bastante para fazê-la feliz.

Você veio aqui para ser impertinente?

Se a verdade é impertinente...

Você é uma mulher de grande paixão. E merece um homem que possa satisfazer

seus desejos.

Ah, e está sugerindo que você é um homem assim?

Eu fui, certa vez, bom o bastante para você.

Nunca bom o bastante.

Agora, faça a gentileza de entrar no assunto.

Ou o seu assunto era seduzir a esposa de

Sir Percy Blakeney?

Na verdade, eu vim obter seu auxílio

para me ajudar a descobrir a verdadeira identidade do

Pimpinela Escarlate.

O Pimpinela Escarlate?

Bem, você me espanta. Em que lugar do mundo

eu iria descobrir uma coisa assim?

Você é o pivô da vida social de Londres.

Você vai a todos os lugares. Você vê tudo.

E ouve tudo.

Calma, meu amigo, você está pedindo que eu espione para você?

Não... para a França.

Oh! O que você propõe é deplorável!

Seja lá quem for esse homem, ele é bravo, nobre e compassivo.

Você recusa, então?

Você realmente acredita que eu o ajudaria

depois de ter me implicado maliciosamente na morte

do Marquês de St. Cyr e de sua família?

Eu preferia ir para sua amada guilhotina.

Você prefere que o seu irmão vá em seu lugar?

Armand, que piada!

Ele está associado ao Pimpinela Escarlate.

Ora, isso é ridículo.

Eu tenho aqui uma prova irrefutável e a usarei,

a menos que você cumpra seu dever e coopere.

Isso é chantagem!

Chame do que quiser. Eu terei a cabeça

do Pimpinela Escarlate, ou a do seu irmão!

Pense cuidadosamente.

Espero sua decisão esta noite,

no baile de Lord Grenville.

Enquanto isso, eu a aconselho a ficar calada.

Não diga nada a ninguém.

Nem mesmo àquele bobo que você chama de marido!

Perdoe-me, se a assustei, Madame.

Acho que eu devaneava.

Você está adorável.

Há quanto tempo você nem me nota.

Ora, Madame, eu teria que ser cego para não notar.

Nesse vestido, você será a bela do baile.

Agora, me diga, sobre o que você estava sonhando,

agora, quando eu entrei?

Percy, você conhece Sir Andrew há muito tempo, não é?

Nós fomos juntos à escola, Madame.

Porque pergunta?

Eu estava imaginando se ele não poderia ser o Pimpinela Escarlate.

Andrew? O Pimpinela Escarlate?

Muito improvável, minha querida.

Mas, diga-me, por que o súbito interesse pela identidade

do Pimpinela Escarlate?

Oh, eu tenho o mesmo interesse que qualquer outra mulher em Londres.

Aposto que seu amigo Chauvelin daria muita coisa para saber.

De fato, eu suspeito que é a razão pela qual ele veio para Londres.

Estou surpreso por ele não ter confidenciado isso

a você, minha querida.

A mim?

Ora, eu não pus os olhos no homem desde que ele chegou.

Contudo, tenho certeza que você tem razão.

Bem, se alguém vai pegar o Pimpinela Escarlate,

não será Chauvelin.

E porque não?

Porquê? Ora, minha querida, o homem nem consegue dar nó na própria gravata.

Realmente, Percy, isso é tudo o que pensa a respeito dele?

Porque você não é o tipo de homem que uma mulher pode procurar?

Procurar quando está com problemas?

Problemas, minha querida?

Você está com problemas?

E se eu estivesse?

Ora, você poderia tentar confiá-los a mim,

como você costumava fazer, antes.

Que adianta?

Nós nem mesmo falamos mais a mesma linguagem.

Com licença, Madame.

- O correio? - Assassinado.

- Venha comigo, Chivers. - Sim, senhor.

Não há dúvida de que Chauvelin sabe a respeito de Armand.

Ele deve ser avisado.

Quero que você leve esta nota a Lord Dewhurst, imediatamente.

Diga-lhe para entregar a Sir Andrew, no baile,

e então destrua-a.

Sua Alteza Real, o Príncipe de Gales.

Sir Percival Blakeney e Lady Blakeney.

- Sua Alteza Real. - Lady Granville.

Naturalmente a senhora conhece Sir Percy e Lady Blakney.

Lord e Lady Granville.

Minhas filhas, Elizabeth e Alice Ellen.

Encantadoras. Realmente muito encantadoras.

Oh, continuem, por favor continuem.

Ah, os dois pombinhos, finalmente.

- Condessa. Aqui! Você deve pegar um pouco de champanhe.

Não é excitante?

Andrew, aqui!

Eu espero que você dance todas as danças comigo

Preciso guardar ao menos uma dança para ele.

Obrigado.

Me afoguem, estou embaraçado demais.

Se vocês insistem.

"O Pimpinela Escarlate", por Sir Percival Blakeney, Baronete.

Não, não, esse é apenas o título.

They seek him here, [Eles o procuram aqui,]

they seek him there, [eles o procuram ali,]

those frenchies seek him everywhere. [esses franceses o procuram em toda parte.]

Is he in heaven? [Estará ele no céu?]

Or is he in... hell, [Ou estará no... inferno,]

that damned, elusive, Pimpernel? [aquele maldito, elusivo, Pimpinela?]

Oh, isso tem mérito, Percy! Realmente, muito mérito!

Eu não sei como você fez isso.

Essa belezinha rima em quatro lugares, você não vê?

E se uma rima rima, compõe um poema.

Se você me entende.

Claro como cristal,

meu querido!

Se for do agrado de Sua Alteza Real,

Suas Graças, meus Senhores, Senhoras, Cavalheiros,

queiram tomar seus lugares para o minueto.

Lady Blakeney,

me daria a honra?

Com sua permissão.

Não esqueça, Monsieur Chauvelin, a jiga é minha.

Os franceses são dançarinos soberbos.

Já tomou sua decisão?

Você me deixa pouca escolha.

O que quer que eu faça?

Seu amigo, Sir Andrew Ffoulkes, tem uma nota escondida na manga.

Descubra o que ela diz.

Mas, como?

Eu deixo isso à sua ingenuidade de atriz consumada.

Sabe, você realmente devia estar dançando com ela

você mesmo, caro amigo.

Perdoe-me, Senhor, mas acho o minueto

muito tedioso.

Nesse caso, que tal aquele jogo de azar

que você me prometeu?

Esplêndido, mas devo avisá-lo, senhor.

Eu me sinto diabolicamente sortudo esta noite.

Maldição.

Queiram tomar seus lugares para a allemande.

Você não deve monopolizá-lo, Suzanne, ou todo mundo

vai pensar que você teme que ele se perca.

Venha cá, Andrew.

Você está bem?

- Marguerite!

Acho que é apenas o calor.

Obrigada, Andrew.

Eu não sei o que me aconteceu.

Talvez eu deva buscar Percy.

Não, não me deixe.

Eu preciso apenas fechar os olhos por um momento ou dois.

Como você é inteligente!

Quase tão bom para vertigem quanto uma pena queimada.

Pronto!

Eu já me sinto quase bem.

- Oh, Deus!

Deixe-me fazer isso.

Não houve nenhum problema.

"Vamos hoje à noite para a França. Encontre-me à meia-noite na biblioteca para instruções."

Mais um momento e eu saberia o nome da dama.

Dama?

Uma duquesa, talvez?

Que vergonha, Andrew.

Recebendo notas de amor de admiradoras secretas

pelas costas de Suzanne.

O que ela diria?

Restava apenas um fragmento no momento em que eu o peguei.

Você conseguiu ver algo?

Dizia, "vamos para a França hoje à noite.

Encontre-me na biblioteca à meia-noite para instruções."

E a assinatura? Como estava assinada?

Sem assinatura.

Havia apenas o desenho de uma pequena flor.

O Pimpinela Escarlate.

Na biblioteca, à meia-noite.

Você trabalhou bem, minha querida.

Muito bem, realmente.

Notável, como nós completamos um ao outro.

Antigamente, era sempre assim.

Então é aí que você está se escondendo!

Você me prometeu a próxima jiga,

menino malandro!

Perdoe-me, minha querida. Eu o devolverei em breve.

Quem está aí?

Não se volte.

Você não deve se voltar.

O Pimpinela Escarlate.

Como você sabia que eu estava aqui?

Eu enganei Sir Andrew e li sua nota.

Para quê veio?

Para avisá-lo.

Chauvelin sabe que você estará nesta sala à meia-noite.

Você lhe disse?

Tive que fazê-lo.

Para salvar meu irmão.

Ele ameaçou prender Armand a menos que

eu o ajudasse a descobrir sua identidade.

Porquê está fazendo isso agora?

Porque eu nunca conseguiria viver comigo mesma sabendo

que eu fui responsável por sua morte.

O que é uma vida a mais para você?

Você já tem o Marquês de St. Cyr e sua família a seu crédito.

Isso não é verdade!

Chauvelin me enganou,

porque eu o rejeitei.

Ele pôs maliciosamente meu nome como informante na ordem de prisão.

Eu nunca poderia mandar o marquês e sua família para a morte

do mesmo modo que agora não posso deixá-lo morrer

por minha causa.

Se isso é verdade, você é uma mulher muito corajosa,

vindo aqui.

Sou uma tola.

Se Chauvelin descobre, pode custar a vida de meu irmão.

Nenhum mal jamais atingirá seu irmão,

enquanto eu viver.

Posso acreditar nisso?

Eu lhe dou... minha palavra.

Eu nem ao menos sei quem você é.

Não vai me dizer?

Sou um fantasma, minha senhora, nada mais do que um fantasma.

Não. Você é muito real para mim.

Tão real quanto a própria vida.

Como você parece próximo de mim.

Você está tão próximo, que posso sentir seu calor.

Toque-me,

para que eu saiba que você é real.

Chauvelin!

Ele não deve encontrar você aqui.

Rápido. A janela.

Mas, era para manter...

Maldição!

Percy!

O que aconteceu?

Chauvelin estava atrás do quê?

Ele estava procurando o Pimpinela Escarlate.

Rezo para que ele tenha encontrado um tolo.

Mas agora precisamos tomar mais cuidado do que nunca.

Tony, navegaremos para a França esta noite.

A vida de Armand está em perigo.

Mas e quanto ao resto de nós?

Mandarei uma mensagem no momento que for seguro se juntarem a nós.

Meu iate está ancorado em Dover,

e temos que navegar com a maré.

Ah, o que eu devo dizer a Marguerite?

Diga-lhe que eu a amo, mais do que nunca.

Paul, você está indo embora.

Conseguiu encontrar o homem que procurava?

Eu não poderia estar mais contente, minha querida.

Navego amanhã para a França, onde acabarei com o

Pimpinela Escarlate de uma vez por todas.

Conseguiu descobrir o que queria saber?

Tudo.

Oh, a propósito, minha querida, encontrei isto na biblioteca.

Foi descuido seu ter deixado cair.

Paul, e quanto à nossa barganha?

Você terá seu irmão de volta, vivo,

somente quando eu pegar o Pimpinela Escarlate,

aqui ou na França.

Pense duas vezes antes de interferir outra vez.

Chivers! Onde está Sir Percy?

Preciso falar com ele imediatamente.

Ele saiu, Minha Senhora.

Saiu? Para onde?

Há um bilhete para a senhora na biblioteca.

Para a parte norte do país? No meio da noite?

Que bizarro.

O Pimpinela Escarlate.

Percy.

Oh, Deus, o que eu fiz?

Ela mima o menino.

Um travesseiro para sua real cabeça! Sapatos para seus reais pés!

A seguir ela vai colocar a coroa na cabeça do moleque!

O que se pode esperar de uma mulher, Cidadão St. Just?

Ela tem cabeça fraca.

Mas posso lhe assegurar que Madame Duval é tão confiável

quanto seu marido.

Confiável? Ha!

Não estou tão certo de que ela é confiável.

Ouvi dizer que o homem tem dívidas, o que o torna

suscetível a suborno.

Suborno?

Bem, os que estão determinados a resgatar o menino,

teriam prazer em pagar generosamente.

Duval e sua esposa serão substituídos

- assim que possível. - Entre.

Muito prudente.

A morte, roubando de meus olhos a luz, devolverá ao sol

sua imaculada pureza!

Uma palavra, meu amigo.

Ah, isso não pode esperar?

- Mademoiselle Longet... - Recebi a informação de

que Chauvelin enviou um comuniqué secreto,

de Londres, referente a você.

Referente a mim?

Chauvelin sabe que você está associado ao

Pimpinela Escarlate.

Eu? Associado ao Pimpinela Escarlate?

Oh, realmente, Barão, alguém brincou com o senhor.

Ah, você está participando de um jogo muito perigoso,

Monsieur Armand St. Just.

Bem, porque não dizer ao seu Pimpinela Escarlate para deixar

o resgate do Delfim para os legalistas franceses?

Afinal, eles têm uma reivindicação muito mais legítima

a ele do que os ingleses.

Se eu soubesse a identidade do Pimpinela Escarlate,

e não sei, ele riria na minha cara.

Ele deve saber que você quer o menino para si mesmo.

Eu?

Para que você possa pegar o ouro que o espera

em Viena, quando você entregar o herdeiro do

trono francês aos seus amigos austríacos.

E o Pimpinela Escarlate disse isso a você?

Claro que não. Ele nem ao menos está em Paris.

Mas muito obrigado pelo seu aviso, Barão.

E agora, se me desculpar,

não gosto de deixar Mademoiselle Longet esperando.

Abra, em nome da República.

Que bela ideia! Perturbar cidadãos decentes

com todo esse barulho!

Onde está Mademoiselle Longet?

Onde mais ela poderia estar nessa hora tardia

Em seu boudoir.

Ora, é Alfonse Ponceau!

Perdoe-me, querida, mas ele insistiu.

Está tudo bem, Tia Lulu.

Monsieur Ponceau e eu somos velhos amigos.

É um pouco cedo para uma visita social, Monsieur.

Esta não é uma visita social, Mademoiselle.

Eu estou aqui para prender o homem que está em seu boudoir.

Oh, deve haver algum engano!

Prisão!? O Cidadão St. Just!?

O mandato foi assinado pelo Cidadão Chauvelin em pessoa,

quando voltou de Londres, nesta manhã mesmo.

Ele pode prender seu próprio superior? Um homem tão importante

quanto o Cidadão Robespierre?

Superior?

O senhor disse que veio aqui para prender Louis St. Just?

Louis St. Just? Estou aqui para prender Armand St. Just.

Veja aqui.

Oh, isso explica tudo. O cavalheiro em meu boudoir

não é Armand St. Just, mas Louis, seu distinto primo.

Quer dizer que nesse aposento, neste momento, dorme um dos mais

poderosos homens da França?

Bem, se é a pessoa que o senhor quer, eu devo...

Não, não, não, não. Para que perturbar o Cidadão?

Se ele está dormindo, vou sair, discretamente.

Nem é mesmo necessário mencionar este pequeno incidente.

Um homem tão ocupado. Coisas tão importantes em sua mente.

Por favor, finja que estive aqui por engano,

isso é tudo.

Venham, seus idiotas!

Você foi maravilhosa!

Quando perceberem o engano, eles voltarão.

Você deve deixar Paris imediatamente.

Não com preocupações. Você vem comigo para a Inglaterra.

Esteja pronta amanhã ao meio-dia, e então voltarei para buscá-la.

É perigoso demais. Eles vigiarão a casa.

Va, agora!

Não, assim não! Eles devem estar vigiando a casa.

Use o telhado.

Até meio-dia.

Imbecil! Louis St. Just é solteiro como um monge!

Eu duvido que ele tenha dormido com a própria esposa nos últimos dez anos.

Eles o fizeram de bobo, o que você é.

Eu voltarei imediatamente e farei a prisão.

Oh, agora ele deve estar longe.

- Mas o... - Cuidarei disso pessoalmente. - Mas ele... - Ponceau! - Eu realmente... - Saia!

Va à residência de Mademoiselle Longet,

e me informe no instante em que Armand St. Just mostrar a face.

Armand St. Just.

Duval, o carcereiro do Delfim e sua mulher serão substituídos amanhã.

Então... finalmente, poderemos entrar em ação.

Graças a você, meu caro Armand.

Agora, ouça com cuidado.

O menino será trazido ao ponto de encontro

fora de Paris... aqui,

onde Armand estará esperando, precisamente ao meio-dia.

A cronometragem é crucial.

Um deslize... e teremos metade do exército

revolucionário da França nos calcanhares.

Daqui, ele será levado ao ponto de transferência,

onde Tony estará à espera, com cavalos.

Tony os leva ao Monte St. Pierre,

enquanto você cavalga para Calais.

Você traz o iate... para o ponto de encontro... aqui.

Ali você espera

somente até o menino estar a bordo, a salvo,

e então, na primeira maré

navega para a Inglaterra.

Onde você, meu caro Armand, deve ficar. Paris não é mais segura para você.

Ela é segura para algum de nós?

Você fez um juramente de obediência inquestionável

quando se juntou a nós.

Mas eu dei minha palavra a Louise!

É a palavra dada à Liga que me importa, agora.

Percy, deixe-me voltar e trazê-la para a Inglaterra.

Fora de questão.

Como você pode ser tão insensível?

Você nem ao menos conhece o significado do amor.

Você precisa aprender a confiar em mim, meu amigo.

Não perturbe a cabeça com pensamentos a respeito de Louise.

Eu cuidarei para que ela seja salva.

Você a trará de volta para a Inglaterra?

Eu lhe dou minha palavra.

Agora, descanse um pouco.

A propósito, você está errado sobre eu não saber

o significado do amor... Muito errado.

Eu não devia nunca ter permitido que você viesse junto.

É perigoso demais.

Enfrentarei alegremente qualquer perigo para salvar Percy.

Eu o amo mais do que a própria vida. Sei disso agora.

Rezo apenas para ter feito a coisa certa.

Se você tivesse hesitado, ele iria em breve para a guilhotina.

Olhe, Calais.

Desembarcaremos ao cair da noite.

Você não vai impedi-lo?

Não.

Vamos.

Tyrone. Tyrone!

Tyrone, cuidado com essa cadeira!

Ela pertenceu à minha avó.

Cidadão Cerone para você, companheira.

Por aqui.

Bem, eles são bem-vindos ao moleque.

Vamos ver quanto tempo dura o próximo homem.

Vamos, vamos sair daqui.

E quanto ao resto de nossos móveis?

O criado cuidará disso. Você deu a eles o passe para o portão

e o endereço?

Sim, eu sei, eu sei.

Rue de Bec, St. Clair...

Agora, certifique-se que estará lá antes de escurecer.

Está bem, está bem.

Assim que o criado limpar o apartamento,

você e sua esposa poderão levar suas coisas, Cidadão Journo.

Bem, abram caminho, abram caminho.

São as preciosas porcelanas de Madame Duval, é.

Vamos, então.

Esses serão seus alojamentos,

e aqui você vai encontrar o moleque.

Eu aviso, ele é difícil.

Deixe-o comigo e com minha senhora.

Ele vai entrar na linha.

Documentos.

Este passe está assinado pelo Cidadão Fouquet.

O Governador da Prisão do Templo!

Ele mesmo, Sargento. Ele mesmo.

Muito bem. Passe!

Portões!

... instruções específicas para me informar se houver

qualquer mudança nos carcereiros.

Dou minha palavra, Cidadão. Ele estava dormindo como um bebê

na última vez que olhei.

Assim como está, agora. Veja por você mesmo.

O que o levou a fazer esta súbita mudança?

Bem, quando eu recebi seu aviso a respeito de Duval.

Eu não dei aviso nenhum.

St. Just. Abra aquela porta.

Eu disse, abra!

Você gostaria de ver um pouco de mágica?

Muito bem, então.

Veja isso.

Que isso lhe sirva de lição, senhor.

Nunca considere nada garantido.

Portões!

Abram caminho!

Deite-se no chão, Sir.

Vamos disputar uma corrida.

Oh!

Certo! Espalhem-se e procurem na floresta,

eles não podem ter ido longe.

Devem ter cruzado o rio,

procurem do outro lado.

Bom deus, homem, pare de atirar!

Percy.

Já tive minha parte, por um dia.

Você deve levar o menino até o Monte St. Pierre.

Descubra algum jeito de avisar o capitão do meu navio

que os planos mudaram.

Enquanto isso, eu voltarei a Paris.

Meu caro amigo, você não pode...

Armand não chegou.

Ele deve estar em confusão.

Não posso abandoná-lo agora.

Certo, Percy.

Upa!

Boa viagem, Sua Alteza.

O que você quer?

Um cavalheiro me pediu para lhe entregar isso.

Diga-lhe que é seguro entrar.

Ela diz que é seguro.

Obrigado.

Rápido, Monsieur, venha comigo.

Ali.

Mademoiselle Longet.

Por favor, desculpe-o, Sir Percy.

Não tem importância.

Eu também entendo a força do amor.

Bom dia, Sir Percy.

Eu imaginei que sua "noblesse oblige" não

permitiria que abandonasse um de seus homens.

Sinto muito, Percy.

Me afoguem, se vocês não estão certos.

Uma troca...

Pois é, dois sujeitos sem importância como nós

em troca de um Príncipe Real

é uma bela troca,

você não acha?

Espantoso, como um simples rapaz pode deslizar entre seus

dedos tão facilmente!

Aposto que será o diabo pagar,

quando seu Comitê de Segurança Nacional

descobrir que ele deixou o país.

Oh, ele deixou o país? Eu havia entendido

que havia alguns problemas para a partida.

Não, não, não, foi feito assim! Eis sua chance!

Muito tolo, Sir Percy.

Deus, senhor, "noblesse oblige".

Lady Blakeney. Que deliciosa surpresa.

Duvido seriamente disso.

Eu ouvi, não oficialmente, é claro, que a senhora estava em Paris.

Por favor, não quer se sentar?

Vou ser breve.

Estou aqui em benefício de meu marido. Este é um pedido de clemência,

assinado pelo Príncipe de Gales.

Não, a menos que queira que eu leve isso ao próprio Robespierre.

Eu exijo que me deixe ver meu marido imediatamente.

Não há necessidade de nada disso.

Só era preciso pedir.

Você tem um visitante.

Marguerite.

Olá, Sir Percy.

Dois minutos.

Lembre-se de minhas condições.

Querido!

Como rezei para que você viesse.

Minha querida, você pode me perdoar ter duvidado de você?

Eu é que devo implorar o seu perdão.

Chauvelin diz que o libertará se você

lhe disser o paradeiro do Delfim.

Se não... Oh, Percy, eu não poderia suportar

perder você agora.

Você sabe que os próximos dias serão os piores

possíveis, não sabe?

Diga-lhes.

Diga-lhes o que querem saber.

Minha querida, não posso.

Você não deve me pedir.

Então precisamos achar um jeito de tirá-lo

deste horrível lugar.

Pode existir um jeito.

Agora, ouça cuidadosamente.

Não há tempo para repetir nada.

A vida do Delfim e de todos os meus homens podem depender

da sua habilidade em executar minhas ordens

ao pé da letra.

Rápido, coloque isto.

Você precisará disto para levar minhas instruções.

Quem iria imaginar que um dia eu

me associaria ao Pimpinela Escarlate?

Eu estava tão certo que ele queria o menino na Inglaterra.

Ele quer que o menino viva.

E vocês agora são a única garantia disso.

Essas ordens entregarão o Delfim à sua custódia.

Entregue-as a Lord Anthony Dewhurst,

na ilha-fortaleza do Monte St. Pierre.

Depois disso, você terá até o anoitecer de amanhã

para levar o menino através da fronteira.

Mas eu preciso de mais tempo.

Arranjos precisam ser feitos. A viagem é longa, faz calor.

Amanhã ao anoitecer. Não posso lhe oferecer mais.

Por fim você diz algo razoável.

Com uma condição, meu caro Chauvelin.

Minha esposa, seu irmão e todos os meus homens devem ter

salvo-conduto garantido até a Inglaterra.

Assim que eu tiver o rapaz.

Onde ele está?

Temo que não possa lhe dizer isso.

Preciso levá-lo a ele pessoalmente.

Meu homens só o libertarão em troca de mim.

Concordo.

Uma pequena questão de lealdade, você entende.

É claro.

Uma outra coisa.

Uma troca de roupa, talvez.

Ele o toma por um tolo, Chauvelin.

Meu caro Fouquet, se é inevitável

que eu dê um passeio na carroça dos condenados,

asseguro que pretendo ir apropriadamente vestido.

Ele pode planejar o quanto quiser.

Guarda!

Reféns? Que nobre de sua parte.

Você não é o único que planeja, Sir Percy.

Você e eu viajaremos juntos. Eles seguirão no coche de trás.

Qualquer traição, meu amigo, eles morrem.

Tudo o que peço é que você me leve ao menino.

Barão de Batz, meu Senhor.

Louis!

Sua Alteza,

este cavalheiro é o Barão de Batz.

Ele vai levá-lo através da fronteira norte,

e de lá para a Áustria.

Sua Alteza Real.

O senhor tem muitos amigos em meu país,

que o ajudarão a reclamar o trono

que foi cruelmente negado ao senhor.

Venha.

Desejo a ambos uma viagem segura.

Boa viagem!

Cidadão!

Pegue metade dos homens e vá à frente. Avise se está tudo bem.

Sim, Cidadão.

Vocês, sigam-me.

Duas aves com uma pedrada só.

O Delfim e o Pimpinela Escarlate.

Meu lugar no Comitê de Segurança Nacional está assegurado.

Graças ao seu primitivo senso de "noblesse oblige".

Primitivo? Meu caro Chauvelin. Eu o preferiria em qualquer momento

no lugar de sua nova ordem.

Um sinal da fortaleza, Cidadão. Está tudo certo.

Obrigado, Cabo.

Você e seus homens permanecem aqui. Certifique-se de que ninguém saia

da ilha sem mim.

Se eu não voltar em uma hora, entre e me encontre.

Sim, Cidadão.

- Adiante, cocheiro!

Foram embora? O que você quer dizer com foram embora?

É isso, senhor, o menino e os homens do Pimpinela Escarlate, fugiram todos.

Este homem diz que pode ter ouvido o que aconteceu.

Para onde eles foram, então? Fale!

Levaram o menino através da fronteira sul, para a Espanha,

e de lá para a Inglaterra.

Inglaterra.

Exatamente o que pensei.

Isso é coisa sua.

Leve esse espião para o pátio e execute-o

imediatamente.

Não!

Eu tenho apenas um último pedido, Chauvelin.

Sim?

Poupe minha esposa.

Permita que ela vá, livre.

Oh, ela estará livre, mas só depois de sua morte.

Levem-no.

Não, por favor!

Deixe-me morrer com você!

Minha querida. O que vou fazer agora é o melhor.

Confie em mim.

Esta última vez.

Sem perguntas.

Eu voltarei, meu caro Chauvelin. Voltarei

para assombrá-lo.

Companhia, esquerda. Adiante!

Companhia... alto!

De frente.

Pronto.

Apontar!

Fogo, maldito seja, fogo!

- Fogo! - Percy!

Capitão.

Senhor.

Leve esses dois prisioneiros de volta a seu coche.

Sim, senhor.

Eles serão devolvidos a Paris, onde serão julgados e executados

por traição.

Eu... não tenho medo de morrer, Chauvelin.

Mas você deu sua palavra que Marguerite poderia ir, livre.

Um juramento feito a um patife não significa nada.

Me afoguem, eu não poderia estar mais de acordo.

Não, não, não, meu caro Chauvelin. Sem medo, você não está olhando

um fantasma.

Mas permita-me apresentar-lhe seus soldados:

Lord Anthony Dewhurst,

Sir Andrew Ffoulkes,

Lord Timothy Hastings,

e a Liga do Pimpinela Escarlate.

Mas algo me diz que você está imaginando o que aconteceu

aos homens que você mandou à frente.

Voilá!

Estou surpreso, meu caro Chauvelin, que você não

tenha notado seus mal ajustados uniformes.

Mas a moda nunca foi o seu "fortê"... não é?

Mas porque a charada, a execução de mentira?

Meu caro amigo, eu jamais sonharia privá-lo

de seu momento de triunfo.

Infelizmente, um momento foi tudo o que pude dispensar-lhe.

Meu parabéns, Sir Percy.

Como sempre, tudo foi planejado até o último detalhe.

Só desta vez, deixou passar uma pequena coisa.

Não há saída desta ilha, a não ser voltando pelo caminho.

Se você tiver o cuidado de olhar para fora, por aquela janela,

verá meus homens, meus próprios homens, montando guarda.

Me afoguem.

Eles estão mesmo.

Mas então, se tiver o cuidado de olhar por aquela janela,

verá meu iate, o Daydream, esperando

perto da praia para levar Lady Blakeney, Armand e

meus homens com segurança, de volta à Inglaterra.

Tiro-lhe meu chapéu, Sir Percy.

Você conseguiu, de novo.

Percy!

Um cavalheiro... sempre... remove o casaco!

Fiquem longe!

Este prazer... é todo meu.

Bem, acabe logo com isso, homem! Ou lhe falta coragem?

Eu sempre gosto de dar a um homem

uma chance esportiva.

Oh, os ingleses e seu estúpido sentido de fair play.

Isso mesmo, meu caro Chauvelin.

É porque eu acho que,

no caso, fair play... é deixar seu destino...

nas mãos de Robespierre e de seu Comitê.

Levem-no daqui

e dispam-no.

Eu precisarei de suas roupas para persuadir

os guardas da estrada que sou o Cidadão Chauvelin, lui même.

Você não vai embora! Eu não permitirei!

Minha querida, eu tenho que ir. Prometi a Armand que

traria Louise a salvo de volta à Inglaterra.

Não desta vez. Eu imitarei Chauvelin,

e irei a Paris em seu lugar.

Talvez, assim,

eu possa atenuar meus erros.

Não, nenhum de vocês vai. É perigoso demais.

Percy, você não pode deixá-lo fazer isso.

Senhor.

Seu guarda-roupa.

Confesso que esse é um papel que me repugna representar.

A honra, meu caro Armand, é toda sua.

Boa viagem, meu amigo.

Para Paris, Cabo,

o mais depressa possível.

Muito bem, Cidadão Chauvelin.

Ele se foi em segurança, Percy.

Então se preparem para embarcar no Daydream.

Navegaremos... para a Inglaterra.

Eles o procuram aqui, eles o procuram ali

esses franceses o procuram em toda parte

Estará ele no céu?

Ou estará no inferno?

O meu próprio, elusivo Pimpinela?

Me afoguem! A senhora é uma poeta.

Legenda corrigida e traduzida por Wilson A. Ribeiro Jr.

:: Ressincronização ferneiva

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