All language subtitles for The.Conversation.1974.1080p.BluRay.H264.AAC-RARBG

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Contribua tornando-se um usuário VIP e remova todos os anúncios do www.OpenSubtitles.org

A CONVERSAÇÃO

CIDADE DE PARIS DESDE 1850

Quero ir até em casa e começar a agitar...

-É terrível. -Mas balé?

Seja agradecido. Tem uma moeda para eles?

Acordem, acordem seus dorminhocos

E quanto a mim?

Você verá.

Não é nada divertido.

Deveria me ajudar, me dar dicas.

Veja, que triste!

Não está fazendo mal a ninguém.

Tampouco nós.

Meu Deus!

Sempre que vejo um coroa desses...

penso na mesma coisa.

Em que pensa?

Sempre penso que ele já foi o filhinho de alguém.

Penso mesmo. Penso que ele já foi o filhinho de alguém,

e que tinha uma mãe e um pai que o amavam

e que agora está meio morto

deitado no banco de um parque.

Onde estão a mãe, o pai e os tios agora?

É nisso que sempre penso.

Como está indo lá em cima?

Sempre penso sobre a ocasião...

Acima de 40%.

E o segundo posto?

Nada bom.

Que temos aqui?

Isso, garotas. Molhem os lábios.

Mostrem a língua. Um pouco de língua. Vamos.

Mostrem a língua um pouco. Isso. Um beijo de língua agora.

Um bem molhadinho.

Preste atenção à gravação.

Está ótima.

Mark, está vendo ele?

O homem com o aparelho auditivo igual ao do Charles.

Não. Onde?

Logo ali, com a sacola de compras.

-O Paul dançou. Já o notaram. -Dê-me os fones.

Ele anda nos seguindo. Bem de perto.

Não é nada. Não se preocupe.

Passamos tempo demais juntos.

Não, vamos ficar.

-Me sacaram, Harry. -Eu sei.

-Ela olhou para mim. -Eu sei. Nós ouvimos.

E como.

O que acha?

Peguei bastante coisa. Uns 45%.

Paul, chamo você daqui a alguns dias, se precisar.

Paul, vai à convenção amanhã?

Com certeza.

-E você, Harry? -Talvez.

Faremos uma festinha como há dois anos, certo, Stan?

Até mais.

Toma.

Para um tira, até que é bom sujeito.

Vai você. Vou dar um tempo.

Quem está interessado nesses dois?

Não estou certo.

-O Departamento de Justiça? -Não.

Então deve ser o maldito Imposto de Renda.

As gravações deles são um tédio.

Desde quando está aqui para se divertir? Tome.

Às vezes, é bom saber o que se passa.

Não me interessa.

Só quero uma boa gravação.

Olá, sr. Caul.

E parabéns.

Parabéns, Harry.

Parabéns.

Alô.

Alô, srª Evangelista?

Sim, aqui é o Harry Caul do andar de cima.

Eu...

Pois é, muito obrigado. Obrigado.

É bondade sua.

Sim.

Eu sei.

Sim, encontrei.

Mas o que queria saber

é como conseguiu colocá-la dentro de casa?

Certo.

E o alarme?

Fez isso?

Bem...

Achei que tinha a única cópia da chave.

Que emergência poderia...

Está bem. Sim.

Não me incomodaria que minhas coisas pessoais

queimassem em um incêndio já que não tenho nada pessoal.

Nada de valor.

Nada pessoal, exceto minhas chaves.

E gostaria de ter as únicas cópias, srª Evangelista.

Srª Evangelista, como sabia que era meu aniversário?

Não me recordo de haver lhe dito.

Quer tentar adivinhar minha idade?

44 anos. Esse é um bom chute.

Srª Evangelista, a partir de hoje minha correspondência

irá para uma caixa postal com uma combinação e nenhuma chave.

Até logo.

Olá, Harry.

Bom dia.

Tem um artigo aqui sobre a convenção e fala de você.

É mesmo?

É. Você é um dos figurões que estarão presentes

amanhã à noite. Sabia disso?

Sabia. Contei a eles.

Ouça isto.

"Dentre os maiores da área, são aguardadas as presenças

de Hal Lipset e Harry Caul de São Francisco.

Keneth Sperry falará a respeito de vigilância e legislação."

Espere. Ouça isto.

Onde diabos está?

"Também estará presente

o sr. William P. Moran de Detroit."

Desde quando o sr. William P. Moran é um dos maiores?

Ele é famoso por lá. Aceita café?

Ele quem disse que os Cadillac iriam perder as barbatanas.

Isso já faz tempo, mas foi uma notícia importante.

Dois de dezembro, 13h, sacola de compras, unidade A.

Dois de dezembro, 13h, parabólica, unidade B.

Dois de dezembro, 13h, Cidade de Paris, unidade C.

O que acha?

Ainda não escolhi o presente de Natal dele. Já tem de tudo.

Não precisa de mais nada.

Ainda não resolvi o que vou comprar para você.

O presente de Natal dele. Já tem de tudo.

Não precisa de mais nada.

Ainda não resolvi o que vou comprar para você.

É bom ir pensando.

E quanto a mim?

Você verá.

Não é nada divertido. Deveria me ajudar, dar dicas...

Incomoda você?

-O quê? -Andar em círculos.

Veja, que triste!

Não está fazendo mal a ninguém.

Tampouco nós.

Meu Deus!

Sempre que vejo um desses coroas eu...

No que pensa?

Sempre que vejo um desses coroas penso na mesma coisa.

No que pensa?

Sempre penso que ele já foi o filhinho de alguém.

Penso mesmo. Penso que já foi o filhinho de alguém

e que teve uma mãe e um pai que o amavam

e agora está quase morto deitado no banco de um parque.

Onde estão a mãe, o pai e os tios agora?

É nisso que sempre penso.

Sempre penso sobre quando houve a greve da imprensa em Nova York

e um monte desses coroas morreram.

50 morreram de frio em uma só noite.

Boa tarde. Posso ajudá-lo?

Ramal 7-4-6, por favor.

Um momento, por favor.

-Escritório do diretor. -Aqui é o sr. Caul.

Estou com o material e quero marcar uma hora.

Sinto muito, mas o diretor já foi embora.

Ligaremos amanhã. Pode me dar seu número?

Não. Estou ligando de um telefone público.

Não tenho telefone em casa.

Aguarde um instante.

-Sr. Caul... -Pois não?

Amanhã às 14:30h.

14:30h? Pagamento integral?

O combinado.

Muito obrigado. Estarei lá.

-Harry? -Olá, Amy.

Não achei que viesse.

Trouxe um pouco de vinho.

Me deram de aniversário.

Não sabia que era seu aniversário.

-Quer um pouco? -Quero.

Quero sim.

Quantos anos está fazendo?

42.

Que bom!

Haverá algo de especial entre nós no seu aniversário?

Tipo o quê?

Algo pessoal.

O quê?

Como você me contar a seu respeito.

Seus segredos.

Não tenho segredos.

Eu sou um segredo.

Tem segredos sim, Harry. Sabe que guarda.

Não.

Eu sei, porque, às vezes, vem para cá e não avisa.

Uma vez o vi na escada escondido,

vigiando durante uma hora.

Acha que vai me dar um flagrante.

Eu sei. Uma mulher sabe dessas coisas.

Tem um jeito especial de abrir a porta.

Primeiro coloca a chave sem fazer barulho,

em seguida abre a porta rápido, como se fosse me surpreender.

Às vezes, até acho que escuta minhas ligações.

Do que está falando?

Não sei.

É só uma sensação.

Acho mesmo.

Acorde acorde, seu dorminhoco

Levante levante, saia da cama

Por que está cantando isso?

É bonitinho.

-Qual é o problema? -Nenhum.

É só que outra pessoa cantou isso hoje.

-Uma garota? -Sim.

-Quem é ela? -Não é ninguém.

-Tenho ciúmes. -Não tenha.

É só alguém do trabalho. Ela...

lembra você.

Onde trabalha, Harry?

Em vários lugares. Tenho vários empregos.

Sou músico.

Músico free-lance.

Onde mora? Por que não posso ligar para lá?

Porque não tenho telefone.

Mora sozinho?

Por que faz tantas perguntas?

Porque é seu aniversário.

Não quero que me façam tantas perguntas.

Quero conhecê-lo.

Sim, moro sozinho.

Não quero responder a mais perguntas.

Seu aluguel está vencido.

Aqui está o dinheiro.

Não costumava fazer tantas perguntas.

Fiquei tão contente quando chegou esta noite.

Ao escutar a porta abrir, meus pés dançaram sob as cobertas.

Mas acho que não vou mais esperar por você.

Tenho um embrulho para o diretor.

-Fico com ele. -Devo entregá-lo pessoalmente.

Tenho hora marcada.

-É o sr. Caul? -Sou.

O sr. Caul está aqui. Fique à vontade.

O assistente do diretor virá logo.

Quer provar alguns biscoitos?

-São bons. -Não, obrigado.

-O que está vendo? -Estava só olhando para fora.

Aqui estão seus US$ 15 mil em espécie.

Estas são as fitas?

Combinei com o diretor que entregaria pessoalmente.

Compreendo, mas ele não se encontra esta tarde.

Para ser sincero ele viajou

e pediu-me que pegasse as fitas e lhe desse o dinheiro.

Acho que terei de aguardar.

Olhe, não se envolva nisto, sr. Caul.

Essas fitas são perigosas.

Você as escutou. Sabe o que quero dizer.

Alguém pode se machucar.

Sr. Caul, tenha cuidado.

E quanto a mim?

Você verá.

Não é nada divertido.

Quando o pisco-de-peito-ruivo sair saltitando por aí

Por aí

Quem começou essa conversa?

-Foi você. -Não fui, não.

Foi sim. Só que não se lembra.

Finja que contei uma piada.

-Incomoda você? -O quê?

Andar em círculos.

Veja, que triste!

Não está fazendo mal a ninguém.

Tampouco nós.

Meu Deus!

Sempre que vejo um coroa desses penso na mesma coisa.

Em que pensa?

Em que é que pensa?

Sempre penso que já foi...

Harry, que acha de uma pausa?

Vamos até o bar do Al. Pago uma cerveja.

-Que acha? -Quero terminar isto.

Achei que tinha entregue essas fitas.

-Quer fazer silêncio! -Tudo bem.

Acha que conseguiremos?

Estou cansado de beber mesmo.

-Que conversa mais idiota! -Stan, estou tentando trabalhar!

-Estou cansado de quase tudo. -Cansado de mim?

Estou, mas hoje não.

Que conversa é essa? Pelo amor de Deus!

-Stanley, quero terminar aqui. -Não fique irritado.

Estou ficando!

-Com o quê? -Com tantas perguntas suas.

-Deus do Céu! -Não diga isso!

-Pelo amor de Deus! -Não diga mais isso, por favor.

Não use essa palavra em vão. Me chateia.

Qual é o problema?

Seu trabalho está piorando.

Mais adiante na semana. Talvez domingo.

Domingo com certeza.

As fitas seriam bem melhores se prestasse mais atenção

às gravações e menos às conversas.

Não entendo como algumas perguntas sobre o que dizem

o irritam tanto.

Não posso ficar explicando

os problemas pessoais de meus clientes.

Hotel Jack Tar.

Às 15h.

Quarto 773.

Harry, se me contasse de vez em quando,

já pensou nisso?

Não tem nada a ver comigo e menos ainda com você.

É só curiosidade, ouviu falar? É da natureza humana.

Se há algo neste negócio que eu saiba é que nada sei

sobre a natureza humana, sobre curiosidade.

Não faz parte do meu trabalho. Este é meu trabalho, e quando...

Até mais tarde.

Acho que ele anda gravando minhas ligações.

Eu te amo.

Temos passado tempo demais juntos.

Não. Vamos ficar mais um pouco.

Acho que ele anda gravando minhas ligações.

Ele nos mataria, se pudesse.

Ele nos mataria, se pudesse.

Perdoe-me, padre, pois eu pequei.

Não me confesso há 3 meses.

Eu...

Estes são meus pecados:

usei o nome do Senhor em vão em várias ocasiões.

Eu...

Peguei jornais várias vezes sem pagar.

Eu...

deliberadamente tive prazer com pensamentos impuros,

me envolvi com um trabalho que poderá machucar alguns jovens.

Isto já me ocorreu antes.

Pessoas se machucaram por causa do meu trabalho.

Temo que possa ocorrer novamente,

e não fui responsável, não foi culpa minha.

Estou arrependido por este e por todos os meus pecados.

-Olá. Posso ajudá-lo? -Pode me explicar seu sistema.

Está bem, sr. Caul. Sou Jim Storey e eu...

-Como vai? -Entre e conheça o sistema.

Este é para a vigilância de sistemas de telefonia.

Agora disponível o novo LT 500.

Se está no ramo da vigilância, precisa do LT 500.

Aqui, e soa aqui, e assim saberá exatamente

que porta foi violada, viu?

Ouvirá então os alarmes das portas que, como escutou,

farão bastante barulho.

Tem uma câmera superoito e aquela marca ali,

a das 10h, é a lente da câmera

superoito embutida atrás.

William P. Moran. William P. Moran de Detroit, Michigan,

por favor, atenda o telefone.

Este é o acionador automático de gravador.

Ele aciona o gravador, sem que se note,

assim que a chamada é atendida e desliga quando termina.

-O quê? -É ótimo, sabia?

Não é o acionador por voz comum que aciona o gravador,

quando ninguém está falando ou que o desliga no meio

de uma conversa importante.

É parecido com o acionador Moran?

O Moran E-27 é uma cópia.

Sequer voltará a farejar meu equipamento.

-Trabalha com vigilância? -Sim.

-Para a polícia ou particular? -Particular.

Importa-se que anote seu nome e endereço

para nossa mala direta?

Harry Caul... Harry Caul! Não o reconheci.

Quer levar um modelo 510-A de graça para testar?

Em troca divulgaremos que faz uso dele.

Fabrico meu próprio equipamento. Obrigado.

Talvez uma foto segurando-o.

Talvez uma foto diante do stand.

Seria uma honra para a Spectre.

Poderá ser instalado no carro da pessoa, próximo.

E transmitirá um sinal de pulso, próximo, quase imperceptível.

-Harry, que bom te ver. -Lindo terno.

Gostou? É francês.

Vamos tomar um drinque e conversar.

É um tédio.

O TA-30 poderá ser instalado

e escondido no painel em segundos.

Quero apresentá-lo a uma pessoa. Um concorrente seu.

-Bernie, meu velho. -O que foi, Paulie?

Este é Harry Caul. William P. Moran.

Harry Caul, que prazer. Meus amigos me chamam Bernie.

-Ouvi falar muito de você. -Obrigado.

Bernie acaba de chegar de Detroit.

Foi ele quem contou à Chrysler

que a Cadillac não usaria mais barbatanas.

Ouvi dizer.

É difícil falar com você. Estou tentando há tempos.

Pode dar um tempo? Vamos tomar um drinque.

Daqui a pouco. Querida...

Querida, hora da apresentação.

Agradeceria se pudesse ficar para a apresentação.

Senhoras e senhores.

Senhoras e senhores!

Senhoras e senhores, o que temos aqui

é o S-15 Harmônica Tap.

Esta maravilha eletrônica pode ser instalada

em questão de dois minutos.

Note que ele tem sua própria bateria de níquel-cádmio

para que não seja detectado.

Uma vez conectado, poderá ser acionado

de qualquer telefone do mundo.

De Cingapura, Karachi, até de Moscou,

já que com essa barba o senhor parece russo.

É só digitar o número desejado,

fazer uma pausa antes do último dígito,

tocar a harmônica no bocal e apertar o último dígito.

O telefone não tocará na casa discada.

Em vez disso, o telefone se transformará em um microfone,

possibilitando, assim, a vigilância.

Agora, para demonstrar,

instalamos uma destas unidades em minha própria casa.

Vou agora discar para lá.

Obrigado.

Faço uma pausa antes do último dígito...

Harmônica...

e aperto o último dígito.

Notarão que o telefone não toca.

-Podemos dar uma escapada? -Não sei. Talvez dê.

-Onde está seu marido? -Em uma convenção.

-Quando estará de volta? -Só chega tarde.

Brincadeira. Só uma piadinha, pessoal,

mas demonstra as possibilidades do Moran S-15.

Obrigado. Fim da apresentação. Queiram levar os folhetos.

-O que achou? Gostou? -Ótimo produto.

Bom para os otários que compram em catálogos.

Uma caneta para você, Harry. Para você também, Paulie.

-Preferiria um drinque gratuito. -Eu também.

Stanley! Stanley!

Faça-me um favor, cuide do stand.

É para isso que é pago. É rapidinho.

Quero pegar um drinque, está bem?

Olá, Harry.

Olá, Stan.

Vocês não trabalhavam juntos?

Aquele filho da mãe roubou meu último acionador por voz.

Lindas gatas. Que tal a de amarelo? Dá mole?

Esqueça. É jogo duro.

Aonde vai, Harry?

Vão sem mim. Tenho de falar com Stanley.

Encontro você no stand Chrome-Dome.

Não demore, Harry. Vamos.

Desde quando trabalha para Moran, Stanley?

Desde ontem.

Não leve o que houve a sério. Foi só uma discussão boba.

Não foi por causa disso.

Só achei que era hora de seguir adiante.

Não compreende.

Não quero que saia falando do meu trabalho. Não é ético.

Nunca me contou nada. Esse talvez seja o problema.

Tudo bem. Eu te deixarei mais a par das coisas.

Não mostrará coisa alguma. Sabe disso.

Sério, Stan. Espere um pouco.

Vai pensar nisso?

Não faça isso comigo agora.

-Alguém anda me seguindo. -Quem?

Não sei. Tem a ver com o trabalho da semana passada.

Não sei de que se trata, mas não estou gostando.

Está bem.

Obrigado, Stan.

Isto é porcaria.

Sinto muito, mas o número discado foi desligado.

Certifique-se de que...

-Informações. -O número de Amy Fredericks.

É um número recente.

Um momento, por favor.

Não consta nenhuma Amy Fredericks, senhor.

Obrigado.

Que faz aqui?

Calma. Sou apenas um mensageiro. Trouxe-lhe um drinque.

Não quero.

-Por que está me seguindo? -Não o estou seguindo.

Estou à sua procura. É bem diferente.

Como soube que estava aqui?

Não é uma convenção de espionagem?

Desculpe, de vigilância e técnica de segurança.

Foi fácil.

Ouça, não darei as fitas a ninguém exceto ao diretor.

Sei o que me disse, sr. Caul.

Pois bem, qual a mensagem?

Ele quer que entregue as fitas no domingo às 13h.

O diretor estará presente. Ele as receberá de suas mãos.

Diga que pensarei no assunto.

-Paulie! -Vamos nessa.

Lurleen e Millard atrás. Stan na frente.

-Que diabos está fazendo? -Tentando vestir o chefe.

Bernie, é para ir assim mesmo.

Esperem. As garotas na frente.

Primeiro à esquerda. Depois à direita.

Filhos da mãe. Espertalhões!

Com quem acham que estão brincando?

Calma. Vamos nos divertir.

Ele pilota bem.

Faça-o parar, Millard.

Calma, querida. Paul é o melhor perseguidor do país.

Ouviu essa, Meredith?

Maré Zero. Indo leste na Lombard.

Quero a ficha da placa Califórnia 5-6-0-B-A-L.

-Por que quer a ficha dele? -Obrigado.

Willie Sanches do 3-3-6-5-4, Rua 14,

babaca de 80 quilos, com 1,78 metro de altura!

Quer que arrombe a fechadura, Harry?

Que gelo! Nossa, Harry!

O bar está aberto. Obrigado.

-Stanley. -Senhor.

-Que tal um pouco de música? -O homem quer música.

Harry, genial sua oficina.

Outra noite estava relendo "Dear Abby"

e havia uma carta de um tal Solitário e Anônimo.

Acho que era do Harry.

Tem água gasosa?

Vou lhes falar de Harry Caul.

Aí está. Já deve ter ouvido isso milhares de vezes, Harry,

mas vou contar de novo. Ao Harry, o melhor. Saúde.

Melhor quê?

O melhor "grampeador" da Costa Oeste.

E quem é o melhor da Costa Leste?

-Eu. Também brindarei a isso. -Aposto que o fará. Aposto.

Engraçado como nunca nos encontramos em NY, Harry.

Por quê?

Trabalhamos na mesma coisa, na mesma cidade.

Achei que nos encontraríamos.

-Não sabia que era de lá. -Sou sim.

Está brincando? Ele é famoso em Nova York.

Sabe qual o único episódio que não descobri, Harry?

-Qual? -O do fundo de pensão em 68.

Como soube?

Todos do ramo sabem, mas ninguém sabe como fez, Harry.

Como conseguiu, Harry?

10 centavos a dança. Vamos.

Você está bem? Machucou?

Não se preocupe. Sempre acontece.

Quando era um bebê,

adorava bater com a cabeça na parede. Verdade.

Às vezes, ainda dá vontade. É reconfortante.

Coloquei meu primeiro grampo aos 12 anos. Verdade.

12 anos. Havia um telefone público bem no meu prédio.

Durante 6 meses ninguém no prédio soube

quem o havia colocado.

Meu pai ficou muito orgulhoso, felicíssimo.

"Aquele Bernie é um gênio", dizia ele.

Dali em diante, só progredi, Harry.

Nem imagina os contatos que tenho.

Traga-as.

Me dê isso aqui!

Vem de táxi.

-Quantas mais, melhor. -Ficaremos aqui a noite toda.

Ele nem notou.

Filho da...

Não aguenta uma brincadeira, Harry?

Precisa de um novo misturador de voz, Harry.

Esse é antigo.

Quero saber tudo sobre você. De onde vem?

Bastante ultrapassado, Harry.

Harry arrumou namorada nova.

Você é de onde?

Nova York.

Já morei em Nova York. Trabalhei como recepcionista,

depois secretária, depois gatinha,

assistente e esposa do chefe.

Mora longe daqui?

Harry?

Ainda é casada?

Não sei. Possivelmente.

Talvez ainda o seja, com o primeiro.

Ele estava tentando juntar grana para comprar

outra loja de ferragens.

E eu terminei aqui em São Francisco,

desempregada.

Esta é minha história até agora.

A você. Saúde.

Não gosta muito de mim, não é? Nem quer falar comigo.

Não disse isso.

Gostaria que me dissesse.

Gostaria...

Gostaria que falasse comigo,

que fôssemos amigos.

Longe de tudo isto.

Se você fosse uma garota que esperasse por alguém.

Pode confiar em mim.

E nunca soubesse, realmente,

quando ele viria vê-la,

se vivesse sozinha em um quarto,

e se não soubesse nada a respeito dele,

se o amasse e fosse paciente com ele,

e mesmo que ele não lhe contasse

nada pessoal a seu respeito,

mesmo que a amasse, você...

Eu o quê?

Você...

Você voltaria para ele?

Como eu saberia, como saberia se ele me ama?

Não teria como saber.

Ei, Harry. Olha só isso.

Sabe de uma coisa, Harry,

há 12 anos gravei todas as ligações de um candidato

à presidência de um dos maiores partidos políticos.

Não direi qual, é claro. Mas aonde ele fosse,

lá estava eu, de costa a costa, escutando.

Não estou dizendo que elegi o presidente dos Estados Unidos,

mas pode tirar suas próprias conclusões.

Ele perdeu a eleição.

Harry, conte a ele sobre o grampo que pôs no periquito.

Periquito?

Falando sério.

Uma vez o Harry colocou um grampo em um periquito.

Verdade?

Periquitos não são minha especialidade,

mas queria saber como logrou

aquela do Sindicato de Caminhoneiros, em 1968.

O que houve?

-Não leem jornais em Chicago? -Talvez estivessem em greve.

Foi manchete de todos os jornais.

Harry trabalhava para a promotoria na ocasião.

Não sabia que estava a par, não é, Harry?

O presidente desse sindicato criou um falso fundo de pensão.

Corrija-me nos detalhes, Harry.

Parece que só duas pessoas sabiam a respeito.

O presidente e seu contador.

Só falavam do assunto quando iam pescar,

em um barco particular.

Era o único local em que podiam falar dos detalhes.

Esse barco era à prova de grampos.

Isso eu garanto.

Sequer falavam no assunto se houvesse outro barco próximo.

Mas isso não deteve o Harry. Ele gravou tudinho.

Ninguém sabe como fez. Foi um escândalo e tanto.

Por quê?

Apenas porque 3 pessoas foram assassinadas.

Mas Harry é modesto demais para contar como ele fez.

Não fiz nada. Só entreguei as fitas.

O presidente achou que o contador o delatara.

Ninguém sabe ao certo.

3 dias depois encontraram o contador,

a mulher e o filho nus, amarrados,

mãos e pés,

todos os pelos do corpo raspados,

as cabeças em lugares distintos.

-Foram mortos? -Não, embrulhados para viagem.

Deixa disso, Bernie.

Coisa do passado. Como foi que fez, Harry?

Como usam as fitas é problema deles.

Foi a primeira vez que ouvi falar de você, Harry.

Depois deixou Nova York.

Não tive nada a ver com isso.

Conte como fez, Harry.

Conte a ele, Harry!

-Desligue, Stan. -Por quê?

Desligue, Stan!

Deveria deixá-los ouvir. É seu melhor trabalho.

Que fita é essa, Stan?

Foi o trabalho desta semana do Harry.

-Todos ouvirão falar. -Com certeza.

Não há encontro que eu não possa gravar,

nenhum método que não descubra.

Posso desvendar qualquer esquema do Harry.

Experimentem!

-Posso contar o trabalho? -Conte!

Isto é uma praça no centro da cidade.

Estas são escadarias, bancos por toda parte.

É meio-dia e, portanto, hora de almoço

de todos que trabalham nos edifícios.

As pessoas caminham, conversam, almoçam.

-Está cheio de gente. -Óbvio, vamos, Stan.

Está bem.

Duas pessoas circulam em meio à multidão.

Não sabemos se elas se sentarão ou não.

Estão crentes de que não poderão ser gravados

por estarem em movimento constante dentro da multidão.

No entanto, eles são o alvo. Como faria?

-Um único sistema não basta. -Até eu poderia ter dito isso.

-Por que não disse? -Prossiga.

Em segundo lugar, poderia "grampear" as roupas.

Não há como saber que roupas vestirão.

Arruma alguém que esbarre neles,

talvez um bêbado que coloque um microfone neles.

Muito arriscado.

Contrata um leitor de lábios com binóculo.

-Não, o cliente quer as vozes. -Por quê?

Para poder acreditar.

Vou descobrir.

Deve ter sido bem caro. Quem é o cliente?

-Fomos nós? -Quem é "nós"?

-Governo Federal. -Particular.

Levaria ao menos 4 esquemas.

-Consegui com 3. -Muito bem, Harry. O que usou?

Microfone direcional com amplificador

desenhado por mim.

Conseguimos outros 20% convencionalmente,

através do Paul.

Foi maravilhoso, arte pura.

Tinha que ver, esses novos microfones são demais!

Eu mesmo não acreditava.

Estávamos a mais de 200 metros

e ouvíamos tudo nitidamente.

Contratei alguns câmeras, tinha que ver, foi...

O que eles fizeram?

Pegaram a mira telescópica e alinharam no...

Não, os jovens. O que fizeram?

Não sei. Mas foi lindo. Tinham de ver.

Parece bacana. Queria dar uma olhada neste microfone.

Aqui está.

Sempre disse que deveríamos ser sócios.

Sempre disse que é o melhor.

Juntos seríamos inigualáveis.

Só precisaria de uma olhada

nos seus projetos e equipamentos.

Os fabricantes estão nas minhas mãos.

Ficaríamos ricos vendendo equipamento para o governo.

Já ouviu a do "grampeador" veado

que colocava brinco em orelhão?

Não.

Você mesmo inventou essa?

Engraçado.

Desculpe, posso interromper?

Grande senso de humor!

Eu falando em ficarmos ricos, ele contando piadas.

Que tal uma sociedade, Harry.

Preciso de um sócio, você também.

Meio a meio. Que tal?

-Não preciso de sócio. -Não mesmo.

Me viro sozinho.

Tenho de reconhecer o valor alheio.

Surpresa, Harry.

Tenho de me esforçar mais que você.

Que esperasse por alguém...

Harry, somos nós ali fora.

O Moran P-7.

Fantástico. O "grampeador" foi grampeado.

Te pegou nessa, Harry.

Se o amasse e tivesse paciência com ele,

mesmo que não lhe contasse nada a seu respeito...

-Legal. Quando gravou isso? -O que achou, Harry? Que tal?

Você, você voltaria para ele?

Desligue e saia daqui!

Por Deus, foi apenas uma brincadeira.

Harry não gosta que fale em Deus.

Sinto muito, Harry. Desculpas. Também é maluco, Stan?

-Qual é o problema, Harry? -Vamos nos divertir.

-Já é tarde, Paul. -Calma, pessoal!

Sabe quanto custa? Custa US$ 1.500.

Tome de presente.

Eu já vou.

Meredith...

Vou ficar.

Está bem.

Deixei minha sacola.

Até segunda.

-Boa noite, Harry. -Boa noite, Harry.

O que acha? Ainda não escolhi o presente de Natal dele.

Já tem de tudo.

Harry, vai fazer jogo duro esta noite?

Harry, preste atenção! Desligue isso.

Assustada.

Ela parece assustada.

Não é uma conversa normal.

Eu sinto

alguma coisa.

Esqueça, Harry. É só um truque.

-O quê? -É só trabalho.

Não deve se envolver com ele.

Só tem de executá-lo. Só isso.

Relaxe, querido.

Relaxe.

-Incomoda você? -O quê?

Andar em círculos.

Veja, que triste!

Não está fazendo mal a ninguém.

Tampouco nós.

Meu Deus!

Meu Deus! Tem de ouvir como ela diz "Meu Deus!".

Sempre que vejo um coroa desses penso na mesma coisa.

Em que pensa?

Sempre penso que ele já foi o filhinho de alguém.

Penso mesmo. Penso que ele já foi o filhinho de alguém

e que teve uma mãe e um pai que o amavam

e que agora está quase morto,

deitado no banco de um parque.

Onde estão a mãe, o pai e os tios agora?

É nisso que sempre penso.

Sempre penso sobre a greve da imprensa em NY,

quando um monte desses coroas morreram.

50 morreram de frio em uma só noite.

-Só porque não havia jornal? -Verdade. Os aquecia.

Isso é terrível.

Quem começou essa conversa?

-Foi você. -Não fui, não.

Começou sim. Só que não se lembra.

Finja que contei uma piada.

-Onde ouviu essa? -Segredo.

Mais adiante na semana. Talvez domingo.

Domingo com certeza.

Hotel Jack Tar.

Às 15h.

-Quarto 7-7-3. -Olhe, Mark. Está vendo ele?

O homem com o aparelho auditivo igual ao do Charles.

-Não. Onde? -Ali, com a sacola de compras.

Ele anda nos seguindo. Bem de perto.

Não é nada. Não se preocupe.

Meu anjo...

Deus, como vai ser bom quando tudo tiver terminado.

Eu te amo.

Relaxe um pouco.

Temos passado tempo demais juntos.

Não. Vamos ficar um pouco mais.

Nos mataria...

Nos mataria, se pudesse.

Nos mataria, se pudesse.

Deus! O que eu fiz?

Preciso destruir as fitas.

Não pode acontecer de novo.

É melhor eu voltar. São quase 14h.

Por favor...

Foi assassinado por minha culpa.

Sabia?

Eu sei, Harry. Você é...

Deus, estão desprotegidos.

Posso segui-los. Ouvi-los.

Até logo. Espere, tem algo na vista.

Não tem nada. Só queria beijá-lo.

Eu o perdoo.

Eu o perdoo, querido.

Escute! Meu nome é Harry Caul.

Está me ouvindo?

Não tenha medo.

Sei que não me conhece, mas eu a conheço.

Não há muito a ser dito sobre mim, eu...

Doente quando era garoto.

Estive muito doente quando garoto.

Tinha a perna e o braço direito paralisados.

Não pude andar durante 6 meses.

Um médico disse que eu não voltaria a andar.

Minha mãe costumava me dar banho quente. Era terapia.

Uma vez a campainha da porta tocou e ela foi atender.

Comecei a me afogar.

Sentia a água na altura do queixo, do nariz

e, quando acordei, senti o corpo todo

untado do óleo benzido que ela havia esfregado em mim.

Lembro ter ficado desapontado por haver sobrevivido.

Quando tinha 5 anos, meu pai me apresentou

a um de seus amigos e sem motivo algum

o soquei no estômago com toda minha força.

Ele morreu um ano depois.

Se puder, ele a matará.

Não temo a morte.

Temo assassinatos.

Meredith!

Piranha!

-Bom dia. Posso ajudá-lo? -Ramal 7-6-5, por favor.

Um momento, por favor.

Escritório do diretor.

Gostaria de falar com o assistente do diretor.

O sr. Martin Stett. Aqui fala o sr. Caul.

Um momento, por favor.

Ele não pode falar agora. Podemos retornar a ligação?

Não. Preciso falar com ele.

Qual é mesmo o seu nome?

-Caul. -Queira soletrar.

C-A-U-L. Caul.

-Por favor, aguarde. -Eu...

Retornaremos a ligação em seguida.

Não têm o meu número. Alô...

Alô.

Sr. Caul, Martin Stett falando.

Como conseguiu este número?

Preparamos um dossiê de quem entra em contato com o diretor.

Significa que o estamos vigiando.

Temos as fitas. Estão seguras.

O diretor estava ansioso por ouvi-las o quanto antes.

Parecia perturbado.

Não podia correr o risco de que as destruísse.

Entende, não é, sr. Caul?

As fitas em nada lhe dizem respeito.

Por que não nos traz as fotos agora?

-Está bem. -O diretor lhe pagará por tudo.

PARTICULAR

Sempre penso que ele já foi o filhinho de alguém.

Penso mesmo. Penso que ele já foi o filhinho de alguém

e que teve uma mãe e um pai que o amavam

e que, agora, está quase morto,

deitado no banco de um parque.

Onde estão a mãe, o pai e os tios dele agora?

É nisso que sempre penso.

Sempre penso sobre a greve da imprensa em NY,

quando um monte desses coroas morreram.

50 morreram de frio em uma só noite.

Só porque não havia jornal?

-Verdade. Os aquecia. -Isso é terrível.

Quem começou essa conversa?

-Foi você. -Não fui, não.

Começou sim, só que não se lembra.

Tudo bem, Mark. Podemos falar.

Eu não aguento. Não aguento mais.

Vai me fazer chorar.

Não foi minha intenção.

-Largue-me! -Meu Deus!

Quer escutar de novo?

Você quer que seja verdade!

Não. Só quero que saiba o que precisa saber. Só isso.

Seu dinheiro está sobre a mesa.

Acha que conseguiremos?

Estou cansado de beber mesmo.

Cansado de quase tudo.

-Cansado de mim? -Estou, mas hoje não.

Mais adiante na semana.

Talvez domingo.

Domingo com certeza.

Hotel Jack Tar. Às 15h.

Quarto 7-7-3.

Olhe, Mark. Está vendo ele?

O homem com o aparelho auditivo igual ao do Charles.

Não. Onde?

Ali, com a sacola de compras.

Por favor, conte seu dinheiro lá fora.

Ele anda nos seguindo. Bem de perto.

Não é nada. Não se preocupe.

Quando o pisco-de-peito-ruivo sair saltitando por aí

Por aí

Deus, como vai ser bom quando tudo tiver terminado.

Eu te amo.

Estas são as fotos que pediu.

Temos passado tempo demais juntos.

Não. Vamos ficar mais um pouco.

O que fará com ela?

Nos mataria, se pudesse.

Acho que ele anda gravando minhas ligações.

É melhor eu voltar. São quase 14h.

Por favor, não vá. Ainda não.

Tudo bem, querida, não vou.

US$ 15 mil por um dia de trabalho. Nada mau, sr. Caul.

O que fará com eles?

Veremos.

Nos mataria, se pudesse.

Quando o pisco-de-peito-ruivo sair saltitando por aí

Por aí

Mais adiante na semana. Talvez domingo.

Domingo com certeza.

Hotel Jack Tar.

Às 15h.

Quarto 7-7-3.

Pode me dar o quarto 7-7-3?

7-7-3, está ocupado, senhor.

Os quartos são quase todos iguais.

Bem...

Teria um quarto do lado ou próximo?

-Do lado, tenho sim. -Tem mesmo?

Estou cansado dessas mentiras! Cansado de mentiras!

Eu não aguento.

Não aguento mais.

Vai me fazer chorar.

Não foi minha intenção. Largue-me.

Não faço ideia do que está falando. Nenhuma ideia.

Eu te amo.

Quer parar com isso?

Como pode fazer isso? Eu neste estado...

Não está apto a ser o pai de meu filho.

Do que está falando? Você está exagerando.

Tudo bem, encoste o carro. Por que a pressa?

Estou levando minha esposa para o hospital. Vai ter neném.

Você é um sujeito corajoso mesmo, hein?

É melhor se sentar, Fred. Está esburacando o chão.

A Wilma, por exemplo.

Calma daquele jeito sabendo do meu estado.

Como vai, Fred?

O que você acha? Essa espera é de enlouquecer!

Betty, volte lá para fora e diga...

Tenho de anunciá-lo. Richard!

-Quero ver o diretor. -Ele não se encontra.

Terá de ir embora agora.

EXECUTIVO MORTO EM ACIDENTE

Abram passagem. Deixem que passem estas pessoas.

Guarde isso.

Responderemos às perguntas lá em cima.

Deixem passar estas pessoas.

Não, por favor!

Por favor.

Quanto a seu controle acionário,

com suas ações torna-se majoritária?

O que será da companhia?

O que acha? Ainda não escolhi o presente de Natal dele.

Já tem de tudo.

Não precisa de mais nada.

Acredita que haja um inimigo dentro da companhia.

Não está fazendo mal a ninguém.

Tampouco nós.

Meu Deus!

Eu não aguento. Não aguento mais.

Toma isso! E isso!

Acha que conseguiremos?

Mais adiante na semana. Talvez domingo.

Domingo com certeza.

Hotel Jack Tar.

Às 15h.

Quarto 7-7-3.

Nos mataria, se pudesse.

Alô.

Alô.

Alô.

-Alô. -Sabemos que sabe, sr. Caul.

Para seu bem, não se envolva mais.

Estaremos escutando.

Tradução e Legendas DREI MARC

Por favor, avalie esta legenda em www.osdb.link/nyq3z Ajude outros usuários a escolher as melhores legendas.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.