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Anteriormente...
Foge.
- Eu sou a presidente. - Chega de disparates.
O filho da Jennifer está vivo. Ela matou duas soldados para o esconder.
Quando é que te recrutou?
Não quer ser encontrada. Nem mesmo por nós.
- O que é isto? - Um vibrador?
Metade do mundo morreu. É muito estranho.
A Hero? É forte.
O mundo a acabar e ela continua teimosa.
O que disse ela?
Que sou egoísta, autodestrutiva e cruel.
Os homens arruinaram a minha vida. Todos eles merecem morrer.
É um desperdício de tempo. Precisamos de um lugar para viver. Mantimentos.
Vi um homem num mercado perto de Boston. Anda perto. Uma cidade com eletricidade.
Eletricidade?
Tens razão. Devíamos fazê-lo. Este primeiro.
- Porquê ele? - Está perto.
Cidade com comida, eletricidade, tudo o que precisamos.
Não se pode esconder. Não de nós.
- Sabias que o Elvis tinha um gémeo? - Sabia. Eu é que te disse.
- Não é pergunta e resposta... - Não tinhas parado?
- Porque achaste isso? - Chamava-se Jesse...
- Garon Presley. - A sério?
- Deixa-o acabar. - Desculpa. É incrível que me lembre.
Certo, chamava-se Jesse Garon Presley
e nasceu sem vida meros minutos antes de a Gladys dar à luz o Rei.
Enterraram-no numa caixa de sapatos. E é quando pego na caixa...
Bebés mortos em espetáculos de magia?
Não. É uma pergunta que faço ao público, sim?
Porque escolhe o destino um homem em vez do outro?
E se o Jesse tivesse vivido e o Elvis morrido?
E se tivessem vivido os dois?
- E se o Jesse fosse melhor que o Elvis? - Exato.
- É arte performativa? - Não, é uma fuga.
Estou a contar-vos. Na caixa há correntes, uma corda e algemas.
Boa. Estava a ficar preocupada.
Tiro-as uma de cada vez. A primeira representa
a minha mãe congressista. Presidente da câmara dos...
Como fui arrastada para isto?
Não é mau, sim? Depois, o meu pai, esta representa o meu pai professor.
- No quadro. - Não sou presidente do Comité, mas...
Bem, ganhaste um prémio nas rifas.
Um leitor de DVD nas rifas dos escuteiros. Devias referir isso.
Vou referir. Tiro-as uma de cada vez. Assim.
O casamento dos meus pais, o doutoramento da minha namorada...
E eu?
Sim, tu também. Não, a minha irmã é paramédica.
Campeã de equitação.
Estou a brincar. Não quero ser a corrente que te prende.
Não é uma corrente que me prende.
É uma metáfora mal-ajeitada? Não, eu compreendo.
Ainda não está acabado.
Como assim? Achas que precisa de algo?
Ainda estás a trabalhar nele.
- Não devia ter dito nada. - Não.
É demasiado cedo.
Eu acho que é interessante. A sério. Porque não comes qualquer coisa?
A ideia é as expetativas familiares pesarem-te?
Não.
Não, é o fardo do tipo branco hétero e cisgénero cuja mãe está no Congresso.
- Hero... - É uma piada.
O que foi?
Y: O ÚLTIMO HOMEM
Levanta-te.
Estás bem?
Sim.
Obrigada.
Obrigada.
Achas que é verdade? Um sobrevivente no Ohio?
Não interessa. Vê a rapidez com que chegámos. Estão empolgadas.
Sim, e se descobrirem que é tudo tanga?
Teremos um lugar com recursos e não quererão saber.
Tens sempre tudo controlado, Nora. Nunca te divertes?
Ao menos, agora deve ser interessante ser mãe.
- Interessante? - O mundo vai acabar.
Não tens de criar a tua filha para ser a mulher ou a mãe de alguém.
Nunca ter de picar o ponto.
Ter um chefe. Tem a sua liberdade, se relaxares.
O que é isto?
Marrisville LIMITE DA CIDADE
É o que vou fazer contigo.
Olá.
Olá. Viu o Yorick?
- A tomar o pequeno-almoço. - Obrigada.
Acha que ele sabe do sundamys muelleri?
- Quem? - O sundamys muelleri.
Já está extinto. Só vive seis meses.
Ainda temos tempo para salvar as baleias, mas perderemos os ratos em breve.
E os coelhos. Acha que ele sabe que estamos fodidos?
Só sabe de biscoitos e atirar a merda dele.
- Devíamos ir buscá-lo? - Ele não se afasta.
Gosta mais de mim que do Yorick.
Voltou a acontecer.
Posso fazer algo para ajudar?
Podia atá-la à cama. Soou a...
- Referia-me a... - Já tentei.
Parece que me consigo soltar mesmo a dormir.
- Nada ajudou? - Um saco de areia.
Atei um saco de 5 kg ao meu braço. Dormi que nem um bebé.
Não é prático para viajar.
A Jenna diz que podemos levar duas moto-quatro,
já devemos chegar a algum lado.
Chegávamos a algum lado agora. Falávamos como pessoas.
Quanto mais tempo aqui ficarmos, mais perigoso é para ele.
Sinto-me melhor, sim? Está na hora.
Ele ficará desiludido. Gosta de cá estar.
Ele sobrevive.
- Têm uma estufa. - Estufa? Têm luzes, porra!
Qual é a ideia? Viras o Johnny Applepila?
O dador universal?
Já tentaste engravidar alguém da forma tradicional?
Não. A Beth deixou bem claro
que não teríamos filhos até ela estar no quadro.
- Então... - Mas querias filhos?
- Sempre? Sem reservas? - Sim.
Dormiste com alguém desde...
Espera. És daqueles que dão importância ao sexo?
- O que é isto? - Com quantas mulheres dormiste?
Bem, nunca contei. Mas uma.
Estás a gozar comigo!
Não. Eu e a Beth começámos a namorar muito novos. Portanto...
- Bom dia. Quer café? - Partimos amanhã.
A rua principal, o rio, o centro comunitário, a biblioteca, a estufa.
É um paraíso. E está à disposição.
- Quantas do lado este? - Sete.
E 13 na draga principal.
Outras dez nas casas, talvez mais.
Foi o que vimos. Não quisemos aproximar-nos.
A cidade está vazia.
Não significa que não se defendam.
Damos conta de um punhado de mães.
Têm eletricidade, água potável, comida.
- São inteligentes para o conseguir. - Não falava de ti.
Mackenzie, jogas futebol?
Dividimo-nos em três grupos. Levamos os cavalos.
Retiramos depressa se necessário.
Atacamo-las e afugentamo-las para a rua, onde as podemos cercar.
Fazemo-las pensar que somos mais.
E se for assim? Desatamos aos tiros.
Assustamo-las e nunca mais as vemos.
Vocês aí! Saiam da porra da piscina.
- Nós encontrámos isto, é nosso. - Não estivemos nem uma hora fora.
Porque não baixas a arma?
- Como se chamam? - O quê?
- Os vossos nomes. - Diana.
Ruth.
Bem, Diana e Ruth, nós gostamos de estar aqui. Estamos a divertir-nos.
Talvez devessem ir para um campo de sobreviventes.
- O governo que cuide de vocês. - Não há governo.
Estão a desmantelar os campos. Foi daí que viemos.
Atacaram o Pentágono e mataram a presidente.
Tretas.
Deram-lhe um tiro na cabeça. Estão a fazer fogueiras no telhado.
Não têm de ir para casa, mas não podem ficar aqui.
Vão andando. Pirem-se.
Então, aceitámos a noção de que a democracia é o único
modelo governativo civilizado.
As liberdades pessoais, o capitalismo, a autodeterminação.
- Ela vai atacar-te, Jen. - Não é...
Não me apanham a defender o capitalismo.
- Não te fies no que ela diz. - Certo, ignora-o. Continua.
Esta comunidade é matrilinear, coletivista.
Baseia-se na ideia de que as nossas ações afetam os outros e...
O que se passa com o teu telemóvel?
- Desculpem. É trabalho. - Quando começa a bolsa?
Não sei se vou aceitar. Acabei de saber.
Meu Deus! Vais aceitar.
Ela vai aceitar. Milhares de candidatos.
- Centenas. - A tua mãe deve estar encantada.
Acho que ainda não percebeu que me vou embora.
Então? Está tão entusiasmada.
Anda a falar do Natal em Sydney.
Devíamos ir todos.
Vamos deixá-la instalar-se antes de começarmos a planear as férias.
- Nem sequer sei se vou... - Vá lá. É empolgante.
Amor, não faz mal estar empolgado.
- Parabéns, Beth. - Saúde.
Não encontrei tinta para o cabelo.
Devia cortá-lo ou rapá-lo.
Tem alguma lâmina aqui?
Achas que vou... Não vou rapar o cabelo.
Não pode andar por aí assim.
O que te deu?
Aquelas mulheres no Pentágono esfolavam-se 24 horas por dia
para resolver problemas que desconheces.
Sim, não pode ser resolvido. O sistema está corrompido.
Era esse o teu plano? Aquele caos? Anarquia era a grande ideia?
Onde está o Yorick?
- Achas que sei? - Como o encontramos?
- Não encontras. - Não sobrevive ali fora sem mim.
Passou-se muita coisa desde que se trancou
na sua fortaleza de merda, sim?
O mundo mudou. Se ficar aqui,
vão encontrá-la e devem matá-la.
Arrume o que conseguir levar. Partimos assim que escurecer.
Ela arma-se em forte.
Quer que todos pensem que é uma durona implacável,
defensora da democracia, mas, na verdade, ela é...
É o quê?
Eu ia dizer solitária, mas percebo agora
que é a versão superespiã da minha mãe.
Não sou nada.
- É um elogio. - Não sou a sua mãe.
- Eu sei. Era uma piada. - E não sou solitária.
Não? Como é possível?
Não sei. Não preciso de tanta atenção como o Yorick.
E as suas amigas espiãs? O Círculo Culper.
- É mesmo esse o nome? - O meu contacto era um homem.
É a única mulher na organização?
Mantêm-nos separados. Apartados. Não conheço mais ninguém.
Aqui, estamos seguros. Temos tudo de que necessitamos.
Talvez fiquemos. Pelo menos, até contactarmos a minha mãe.
Não podemos ficar só porque está de olho numa miúda.
Não é o que... Acho que devíamos ponderar...
Não. O laboratório fica em São Francisco e cada dia passado aqui
é mais uma espécie que morre.
- Pergunte à Allison pelo rato. - Acha que ela consegue resolver isto?
Eu sei que ela é inteligente, mas... Por favor.
- Podíamos ficar. - Vão dar-nos uma festa de despedida.
É suposto ser surpresa, mas não queria que matasse ninguém.
Portanto, fica o aviso.
Já pensaste em voltar a candidatar-te à escola?
- Eu nunca... - Eu estudei para ser paramédica.
Achas que acordei um dia e comecei a andar por aí numa ambulância?
Quanto mais tempo demorares a tirar o bacharelato,
- mais difícil é. - Eu não...
- A Hero tem um namorado. - Estás a brincar?
O que foi? Sempre que tentamos estar contigo, estás ocupada.
Já te ocorreu que não és grande companhia?
- Tu não. - Não, é verdade.
A nossa ideia de diversão não envolve testar os limites de consumo de álcool.
- Yorick. - Muito bem.
É verdade, Hero? Tens alguém?
Sim, é.
Namoro. Seja lá o que isso significa. Ando com um homem.
- Isso é ótimo. Empolgante. - Quem é? Podemos conhecê-lo?
- Chama-se Mike. - Mike? Parece bom tipo.
Esforças-te demasiado, querido.
É casado.
Mas ele... Eles vão...
Não. O casamento vai bem.
- Hero? - O que foi? Por isso é que nunca o viram.
Está ocupado à noite. A mulher está grávida.
O que é isto? O que estás a fazer?
Namoro com um homem. Chama-se Mike. Perguntaste, eu respondi.
Não podes fazer isso. Tens de acabar tudo.
Certo. Pai, queres apoiar-me?
Não. A tua mãe tem razão.
Trocas mensagens com quem?
- Bebe o teu copo de água. - Ele passou a noite naquilo.
- Mentira. - Bebeste muito.
O pai anda a foder a assistente e eu é que sou a idiota?
- Fala baixo. - Mostra-lhes o telemóvel, pai.
- Que grandes hipócritas! - Acho que é melhor eu...
Porque devo guardar os teus segredos? Nunca me apoias ou defendes.
Hero, não é...
Yorick, porque não me apoias uma vez na porra da tua vida?
Eles conhecem-me. Não temos de esperar pela conta.
- Mãe... - Não, é... Desculpem.
As coisas no trabalho estão caóticas. É melhor ir andando.
- Beth, querida, parabéns uma vez mais. - Obrigada.
- Jen, eu acompanho-te. - Parece que a culpa é minha.
Leva a tua irmã a casa.
Foda-se! Merda! Foda-se! Pare, por favor.
- Sam. - Que raio?
Meu Deus! Desculpa. Estás bem?
A Hero está contigo? O que fazes aqui?
Ando à sua procura. Eu estava com ela.
- Onde está? - Ela precisa da nossa ajuda.
- Está viva. - Não pude ficar com ela, mas...
- Onde? - Há uma carrinha na esquina.
É vossa?
- Estão a vigiar a casa. - Temos de ir embora agora.
Venha. Vamos.
Estão cercados. Vão ter de nos acompanhar.
Sabes, vetei a tua mãe quando o Campbell a considerou para VP.
A sério?
Perguntámos-lhe se tinha algo a esconder, coisas que devêssemos saber.
E quê? Falou de mim?
Fui interrogada por um tipo durante nove horas.
- O meu irmão, uma chamada de 30 minutos. - Não éramos assim tão diferentes.
Ambas passámos a vida a tentar ser perfeitas. Tu apenas cedeste primeiro.
Quem chama "Hero" a uma filha? Por favor. Quem está à altura disso?
É Shakespeare. "Muito Barulho por Nada."
Sim, claro. A Hero é a que se vai casar. A ingénua.
O noivo é levado a pensar que ela é uma rameira
e abandona-a no altar.
É uma comédia.
- Mudei o nome quando saí de casa. - A sério?
A minha mãe deu-me um nome de velha.
Acho que a fazia sentir-se bem ou assim.
Sempre que alguém dizia o meu nome, eu ficava piursa.
- Ela não me conhecia. - Temos enlutadas entre nós.
- Dá-nos um minuto. E que tal... - Chorar pelo Pentágono?
A sério? A Nora não tem culpa.
Passou a vida toda a seguir as regras deles e era boa nisso.
Amanhã, mudamo-nos para a nossa casa nova. As amazonas vão festejar.
Arranja algo para beber.
Não fales assim comigo. Pensei que estávamos a festejar.
- Também está escondida? - Estou cansada. Vou dormir.
- O que foi? - Não disse nada.
E se chegarmos a São Francisco e não conseguir resolver isto?
É provável que não consiga.
É muito para uma só pessoa.
Mesmo sendo a pessoa mais inteligente do mundo.
Eu nunca disse isso.
Está a conversar. Já não é mau.
Temos de tentar, certo?
- Está bem assim? - Sim.
- Não é um saco de areia, mas... - Pois.
É bom.
Para onde vão?
São Francisco.
Há lá um laboratório. Portanto...
Vou ter saudades tuas.
Sim.
Sim, não. Também vou ter saudades vossas.
Sei que te sentes culpado por gostares disto.
Não.
O tempo não é tão linear como parece. A sério.
Certo. Vês os momentos da tua vida como pontos numa linha
e a linha avança, uma coisa leva a outra, certo?
Isso descreve exatamente a minha perceção de tempo, sim.
Imagino que, quando fizeste coisas más,
esperas que não seja assim, porque, se for,
são só os momentos antes e os momentos depois da pior coisa
que eu já fiz.
Que é ter matado alguém.
Oxalá existisse forma de to contar
que te fizesse entender ou ter pena de mim.
Sei o suficiente.
Conheço-te agora.
Se o tempo fosse como um oceano, não se pode escolher um único momento.
Está tudo misturado, o bom e o mau.
Podes ter saudades da tua namorada.
E podes fazer amigos novos.
Não tens menos saudades dela por isso.
Veio-te o período.
- Que bom. - Porquê?
Não sei. Foi o que a minha mãe me disse.
- Sabes que te amo, certo? - Sim.
Desculpa.
Do quê?
Encontraremos um fio.
- Podes usá-lo ao pescoço. - Devias ficar com ele.
Amo o teu pai e o Connor.
E tenho saudades deles. Nunca deixaremos de ter saudades.
Mas agora és uma mulher. E tens de ser forte e corajosa.
- Já pareces a Roxanne a falar. - Não.
A Roxanne é que fala como eu.
Kim.
Christine.
- Está aqui alguém? - Não. Estás a salvo.
- Que horas são? - Eu sei como resolver isto.
- Sei o que temos de fazer. Estou a ver. - O quê?
Um futuro. O meu futuro.
O teu futuro. O nosso futuro. Todos os nossos futuros.
Só precisamos dele.
Senhoras de Marrisville, acordem, foda-se!
O que raio é isto?
Ouvimos dizer que têm cá um homem.
Olha só. É verdade. Pensei que era treta.
Pois, apresentem esse sacana.
Querem magoar alguém? Magoem-me a mim.
Sim? És a responsável? A presidente da associação de pais?
Onde é que ele está?
Queres morrer a proteger um homem? Vais morrer uma traidora.
A outra opção é fugires. Reza para que não te apanhemos.
Para ser justa, dou-te um avanço.
Muito bem. Corre, cabra, que o tempo urge. Dez, nove...
Nem sabem com quem se meteram.
O que foi aquilo?
Veste-te.
Foram tiros?
Temos de ir. Tens uma arma?
Seja quem for, não o pode encontrar. Entendido?
Sim.
A Janis tenta aguentá-las até lá chegarmos.
Já estávamos à espera. Estávamos preparadas.
- Têm de o tirar daqui. - Não. Temos de sair todos daqui.
Têm cavalos. Caçadeiras.
Há um silo a quilómetro e meio daqui. É longe o suficiente.
- Vai. - Encontro-vos lá.
- Não. Não a vou deixar aqui. - Vai, sim. Vá. Agora.
Ele está aí? Saiam cá para fora. Dez segundos até começarmos a disparar.
Deixa-a ficar. Confia em mim.
Ou saem ou nós entramos.
Estamos desarmadas. Não queremos sarilhos. Não nos façam mal.
Caramba!
Toca a andar. Alguém quer conhecer-te.
Raios!
Não gostamos de matar pessoas. Mas defenderemos o que é nosso.
Têm de se libertar. Não morram para proteger um homem.
Vejam-nos como um alerta.
- Roxanne. - Ala C, vamos.
Vão.
Não, por favor.
Corre.
Vão.
Protege-me.
- Mack? - Vai. Eu protejo-te.
Mack.
Mack.
- Mack. - Mãe, cuidado.
Jodi.
- Afasta-te. - Eu posso ajudar.
- Não. - Mãe, eu posso ajudar. Sou forte.
Sou forte.
Agora.
Anda cá.
Estou aqui, Jodi. Está tudo bem. Vá. Nós estamos aqui. Respira.
Segura a minha mão, querida.
Olha para nós. Está tudo bem.
Sonia.
Não.
Não, Sonia. Não. Para, Sonia.
- Onde andaste? - Yorick.
- Como é que estás vivo? - Andei à tua procura.
Não acredito que estás aqui.
A mãe morreu.
O quê?
Invadiram o Pentágono e mataram-na.
O quê? Espera. O quê?
- Escuta. Tens de sair daqui. - O que se passa? Quem é esta?
É a minha irmã. Hero. Onde ouviste isso?
Onde ouviste isso?
- Tens de fugir. - O quê?
- Vêm atrás de ti. - Quem?
- As amazonas. - O que é isso? Hero, que significa isso?
Vão matar-te.
- O que estás a dizer? - Quem?
Vão encontrar-te e vão matar-te.
- Porquê? - Para que o novo mundo possa nascer.
Céus. Mas...
Meu Deus! Não. Foda-se!
- Hero, baixa-te. - Ela está morta, Yorick.
- Yorick. - Hero.
- Foge. - O quê?
- Hero. - Agora.
Ou eu disparo.
- Corre! - Yorick.
Por aqui. Vamos.
Lembras-te daquela vez... Nem consigo olhar para ela.
- Ela não está bem. - Não. Ela é egoísta.
Desculpa, mas sempre foi.
Promete-me que, quando tivermos filhos,
não os vamos foder desta maneira.
- Olá. - Olá.
Acho que vamos embora. Ele está cansado.
- Pensei que íamos beber um copo. - O carro chegou.
Yorick.
- O que raio aconteceu? - Leva-a para casa.
Desculpa.
- Beth? - Sim, vou já.
- Hero? - Fiz asneira.
Nem pensar.
Foda-se!
- Não disparem. Rendemo-nos. - Que raio estás a fazer?
- Dá-me a arma. - Rendemo-nos.
Não podes disparar depois de se renderem.
Não disparem. Não disparem.
Não disparem.
Rendemo-nos, uma ova. Vai-te foder!
Vai-te foder! Cobarde de merda!
Vai-te foder! Fodam-se todas! Vão-se foder.
Mexe-te! Sai-me da frente. Que se foda esta merda!
Que se foda esta merda!
- Foste atingida? - Vou ficar bem.
O meu irmão está vivo.
Não sei como.
Mais ninguém sabe.
Deviam ser guerreiras. Que raio foi aquilo?
- São cobardes. Todas vocês. - Basta.
Aí está ela. A maior cobarde de todas. "Rendo-me."
Era uma missão suicida.
- Não ouves. Sem plano. - Escutem a Nora Democracia.
Sem estratégia de fuga. Só disparates e mentiras.
- Elas perderam as amigas. - As amigas morreram heroínas.
- Diz-lhes quem és realmente. - Elas sabem quem sou.
Conheci um milhão de raparigas como a Nora.
Entram num sítio e fecham a porta.
"Sou tão especial. Sou igualzinha a elas."
Que se foda! Que se fodam aquelas miúdas e tu também!
- Conheci um milhão de homens como tu. - Lá vamos nós.
Passei a vida inteira a fazer idiotas parecerem razoáveis.
- Vai-te foder! - Elas vivem aterrorizadas.
Vocês têm medo de mim?
Vergonha e humilhação e depois elogios.
Sim, lembra-me algo. Todos os homens para quem trabalhei.
- Estou farta das tuas merdas, Nora. - Não é o meu nome. Sem visão, lembras-te?
- Sim. - Estou assustada?
Já tentei as tuas merdas há 20 anos.
A minha mãe chamou-me Victoria. Eu odiava.
Eu odiava-a. Mudei de nome. Casei-me, tive filhos.
Trabalhei para o presidente. Não resulta.
O vosso eu verdadeiro é uma sombra e está lá sempre.
Athena, Hero, tirem esta cabra da minha frente.
Ela quer mudar-vos. Quer rotular-vos.
Desgastar-vos até serem exatamente aquilo que ela quer que sejam.
- Não vos parece familiar? - Que se foda esta merda!
Não tens tomates...
Não temos de nos reinventar.
Não servimos a Roxanne. Não pertencemos a ninguém.
O mundo aprenderá a temer-nos.
Porque vamos mostrar-lhes exatamente quem somos.
Espera.
Ela contou-lhe?
Sinto muito.
Fizeram uma lavagem cerebral à minha irmã.
A minha mãe está morta.
O Pentágono... Aonde quer que vá, onde quer que toque...
A Sonia.
Eu devia ter morrido Nada disto teria acontecido.
Quer saber algo sobre mim?
Quando era miúda, a minha avó vivia connosco.
Era música. Cantora.
Uma noite, tinha eu 12 anos, levou-me a um bar.
Os meus pais chegaram a casa e nós não estávamos.
Quando finalmente nos encontraram,
o meu pai gritou com ela. "Qual é o teu problema?
"Que raio de ideia foi a tua?"
Entrámos para o carro e estava tudo zangado.
Sobretudo eu, porque foi a melhor noite da minha vida.
Depois, a 800 m de casa,
um condutor embriagado veio para a nossa faixa.
O meu pai desviou o carro e embateu numa árvore a 100 km/h.
E, de repente, fico sozinha.
Estavam todos zangados e, de repente, foram-se.
Devia ter morrido, mas não morri. Sobrevivi.
Também vai sobreviver.
Lamento pela sua mãe.
- É livre de se ir embora, se quiser. - O quê?
Recebo ordens da presidente. Se ela morreu...
Pode desistir. Ir viver a sua vida. Procurar a Beth.
Espere. Ele...
Não quero continuar a ser um fardo.
Ou peão ou um cromossoma Y com pernas.
Se fizermos isto, não posso ser indefeso.
Está bem? Tem de me ensinar. Eu aprendo depressa.
- E creio que... - Está bem.
- "Está bem"? - Prove-o.
Viram alguma coisa?
- Andámos quanto tempo? - Umas duas horas.
- Quem é esta gente? - Não...
Estamos a ser observados.
Quer que lá vá?
- Falar com eles? - Ainda não.
Chama-me quando ela vier a caminho.
- De quem é aquele carro? - Acho que é nosso.
- Como nos encontraram? - O depósito está cheio.
Geleira. Tubos para amostras sanguíneas.
Equipamento de esterilização. Agulhas.
- Como sabiam? - Estão a observar-nos.
Coordenadas e um mapa. Querem que lá vamos.
O Círculo Culper. São tipo a tua família, certo?
Tradução: Cristina Luz
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