All language subtitles for Rampage (Phil Karlson, 1963).portuguese-brazil

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Original subtitles

MALDITA AVENTURA

Zool�gico de Wilhelma - Alemanha -

Herr Stanton!

Not�cias excelentes.

Ele est� t�o ansioso para partir, quanto o senhor.

�timo.

�timo? Voc�s, americanos! Ser� fant�stico!

Otto Abbot, o ca�ador mais famoso de todo o mundo.

E o senhor, Herr Stanton, o maior armadilheiro do mundo,

juntos ir�o capturar a "Encantadora".

- Pense na publicidade! - Quando eu o vejo?

Claro, n�o se esque�am de trazer dois tigres.

Mas � a Encantadora que me fascina.

Que animal! Apenas um em toda uma vida.

Metade tigre metade leopardo, Que maravilhosa aberra��o!

Causaremos inveja em todos os zool�gicos do mundo.

Espere, quando vejo Otto Abbot?

Ah, sim, � claro. Amanh� na casa dele, 20:00h.

Obrigado.

Entenda, Harry, irei n�o somente para lhe ajudar,

mas tamb�m para conquistar um trof�u,

que ser� o de maior valor nesta sala.

Otto, estou muito agradecido por ir.

- Deixe-me encher o seu copo. - Obrigado.

Som�lia Italiana 1930

Pesos somados 150 Kg.

H� uma coisa intrigante sobre os elefantes,

detestam a cor branca.

Mas passam a vida com isso no nariz.

- Merece um registro, n�o acha? - Aqui tudo merece registro,

sen�o eu teria deixado no mesmo lugar.

N�o deve ser muito f�cil disparar contra um elefante.

Parece que eles v�m de outra era.

Pena que n�o puderam ficar enfeitando esta outra era.

Um armadilheiro falando.

- Admito que sim. - Meu amigo,

ao atacar um elefante, tenha apenas um pensamento,

ele vai querer elimin�-lo o pisoteando at� a morte.

Uma pantera macho j� quis me fazer em pedacinhos,

quando persegui a sua f�mea.

Ele n�o gostou muito daquilo.

E tinha toda a raz�o.

Todo animal tem o direito de matar para manter o que � dele.

Este sentiu-se no direito de matar.

Schelling me disse que a Encantadora � um grande trof�u.

Sim, a ast�cia do leopardo e a for�a do tigre.

E o p�lo castanho avermelhado.

- Deve ser muito interessante. - � um bom animal?

Sempre h� um bom animal, Harry, e um bom ca�ador.

Ah...

A prop�sito, j� que � um homem experiente,

deve concordar que s� pode haver um chefe entre os participantes.

Voc� � o especialista em floresta tropical malaia.

Esta � a minha 1� vez.

- Concorda que eu tome as decis�es? - � claro.

Se nunca esteve em Pahang, na floresta malaia,

vai gostar muito.

Flores tropicais nos galhos mais altos.

E as cobras nos mais baixos.

H� locais em que a floresta � t�o densa, que n�o se v� o sol.

E parece que se respira o vapor.

O calor...

as feras, os r�pteis, os insetos, todos eles podem mat�-lo.

E todos v�o tentar.

Tudo acertado?

Sim, tudo acertado com anteced�ncia.

Transportes, suprimentos,

pessoal, os melhores equipamentos, dados sobre o clima,

roupas, tudo para capturar

2 tigres malaios e

a Encantadora.

Importa-se que eu leve minhas pr�prias roupas?

Tive o trabalho de pesquisar as suas medidas.

Ter� o que precisar.

Parece um trabalho de um Estado Maior.

E �.

Venha, quero lhe mostrar.

Esperava ver algu�m vestindo um uniforme?

� o uniforme que nenhum homem deixaria de elogiar.

Anna, esse � o Sr. Harry Stanton, voc� j� tem informa��es sobre ele.

Tamb�m j� deve conhec�-lo.

Stanton, essa aqui � Anna, o meu Estado Maior.

- Anna. - Sr. Stanton.

Harry.

Altura, 1,78 m,

peso, 72 Kg,

cal�a n� 42.

� como se o conhecesse pessoalmente.

Me conhece mesmo, de alguns dos meus sonhos.

Como foi o concerto, querida?

Estava muito bom.

Anna tamb�m ir� � ca�ada.

Ser� que isso lhe agrada, Harry?

Demais. Mas tamb�m me surpreende.

Anna vai comigo a todas as ca�adas.

Ela � insubstitu�vel. � ela quem planeja tudo.

Inclusive, quando necess�rio, tamb�m sabe usar um rifle.

Aquele le�ozinho ali, � dela.

Tamb�m prometo n�o sujar a �gua do rio, at� que beba sua �gua.

Estava tentando imaginar esse seu vestido na selva e voc� nele.

Na selva s� uso cal�a comprida.

- N�mero? - 42.

E fica muito bem nela.

J� tomou as vacinas, Sr. Stanton?

- Tifo, c�lera... - S� n�o me vacinei contra voc�.

N�o h� vacina contra ela.

Tamb�m n�o h� cura.

Depois de pegar esse rinoceronte,

quase tive de matar meus batedores.

- � mesmo? E por qu�? - Queriam o chifre.

Acreditam que seja afrodis�aco.

Os chineses o transformam em p� para seu consumo.

Mas, para os malaios, a magia est� no toque.

Toda a magia est� no toque.

�s vezes no ar.

Voc� me surpreende, Harry.

Eu acho que vai gostar dessa expedi��o.

Dever� ser boa mesmo, concordamos em quase tudo,

menos quanto aos animais.

Ainda os acho mais bonitos vivos.

- Pra mim s� s�o bonitos mortos. - Eu sei.

Sabe, me considero um homem muito liberal, embora

muito posssessivo. Por isso busco

s� o melhor, o mais belo em toda parte,

e ap�s descobrir,

eu tomo posse.

Harry, a beleza que podem ter na selva,

n�o se compara a isso aqui.

Pois na selva eles podem morrer,

mas aqui, eles vivem para sempre.

Tudo isso prova que o homem � o maior dos animais.

Tudo isso prova que o homem mata mais que os outros animais.

Ent�o, voc� � contra matar?

- Mais ou menos. - Mas a morte � a lei da selva.

A sobreviv�ncia �.

Ora, � tudo a mesma coisa.

Quanto tempo mais eles teriam vivido se eu

n�o os tivesse matado?

Um dia... um m�s, talvez um ano?

O certo � que iriam mesmo morrer.

E quando morreriam n�o me interessa.

Conhe�o pessoas que discordam desse seu pensamento.

Que acham isso importante.

- E o que considera importante? - Como ou quando?

N�o sei. Ningu�m saber�, at� que chegue seu dia.

O que acha, Anna?

Qual a diferen�a? Me enterrem quando e onde eu cair.

Essa, meu amigo, � a resposta de uma ca�adora.

Vamos beber ao sucesso de nossa expedi��o � Mal�sia.

Por que fica olhando para as minhas m�os?

Tento v�-las segurando uma arma.

Fico com o anel, mas tiro o bracelete.

Isso ajuda a imaginar?

Com exatid�o. Manequim 42, sem braceletes.

E bem calma.

Anna sabe cuidar de qualquer animal.

Sa�de.

Amanh� de manh� no aeroporto �s 10h.

Estarei l�.

- Leve-o ao hotel. - Sim, senhor Abbot.

N�o v� com ele, Otto.

Voc� deve ter gostado muito dele, n�o �?

Pessoalmente, eu o acho engra�ado.

E eu diria que voc� o achou atraente.

Quer dizer, mais que isso.

Isso n�o me surpreende, � claro.

J� houve outros.

Uma lista intermin�vel de homens inexpressivos.

Por que n�o inclui nesta lista um bom armadilheiro, hein?

Esse pode ser especial, Otto.

Ent�o, ele parece ser diferente?

Sim.

Bem, talvez seja hora de iniciar uma nova categoria,

homens especiais.

E ent�o, quando ficar entediada, n�s iniciamos outra:

Homens mais que especiais.

Uma coisa � certa, Anna, voc� n�o consegue me abandonar,

e jamais conseguir�.

Eu posso me recusar a ir com voc�.

N�o far� isso, � claro.

Voc� ir� porque eu quero que v�.

Ora, vamos.

Anna, n�o vamos complicar as coisas,

quando temos algo a dizer, n�s dizemos, n�o �?

Sabe que j� faz uns 5 anos que estivemos em Pahang,

- tem certeza que poder�...? - Comandar?

� claro. N�o me subestime.

Estou muito ansioso por essa expedi��o.

Sabe, nunca cacei com um homem que acha

que os animais n�o devem ser mortos.

Ser� algo novo em minha...

Em nossa carreira. Ca�ar com um homem especial.

Interessante.

Ser� uma novidade para n�s dois.

- Mais caf�? - Sim, por favor. Puro.

Sem leite, sem a��car, como minha av� dizia, ao natural.

Assim eu fico acordada.

Tenho minhas ideias sobre estar acordado e adormecido:

S�, ao estarmos adormecidos, revelamos o que realmente somos.

O sono tira nossas m�scaras.

E o que voc� me diz, querida?

O sono tira minha m�scara?

Sim,

e a minha, tira tamb�m?

Voc� n�o dorme, querida. Apenas fecha os olhos.

Senhoras e senhores, sobrevoamos a Catedral de S�o Pedro no Vaticano.

Ela � o resultado de um trabalho de arquitetura executado com perfei��o.

� considerada por muitos uma das maravilhas do mundo.

Voc� acha que eles j� viram as maravilhas do mundo?

H� pessoas que nem olham por onde est�o sobrevoando.

H� quanto tempo est� com Otto?

Quanto?

Eu tinha 14 anos quando ele me encontrou,

numa igreja no sul da It�lia.

Minha m�e tinha morrido e o meu pai... nunca o conheci.

Meu nome era Maria Giorgio,

mas Otto n�o achou muito sonoro,

ent�o, me chamou de Anna.

Eu estava chorando quando ele me encontrou.

E desde ent�o, nunca mais chorei nem entrei numa igreja.

14 anos?

Kuala Lumpur.

Capital da Mal�sia, j� foi Brit�nica, agora � independente.

O velho e o novo.

Pena n�o ter trazido vestidos longos.

Poderia ir dan�ar hoje � noite.

Eu adoro dan�ar.

Obrigado.

Voc�s ter�o nativos malaios como batedores na selva.

Excelente.

- Mas, e quanto ao guia? - O guia � de 1� classe.

Um malaio chamado Talubi.

Ele tamb�m fala Sakai.

� muito experiente.

�timo. Tudo parece estar em ordem, Yang.

O avi�o que os levar� a Pahang, est� � sua espera.

Bem, partiremos amanh� de manh� �s 8 horas.

- Sim, senhor. Boa sorte. - Obrigado, Yang.

Saiba que voc� � muito boa na arte de ser mulher.

Mas, o que eu eu n�o consigo entender � como Otto adivinhou

como voc� ficaria se s� tinha 14 anos.

Nunca foi bem assim, eu o conquistei.

Ah, conquistou?

E voc� sabia o que iriam representar um para o outro?

E como sabia?

- Sempre fui boa nisso, desde pequena. - Entendo.

E voc� deve saber o que eu pensei ontem � noite

quando voc� estava na sala dos trof�us.

Aquilo foi s� uma parte.

Eu estava tentando imaginar, o que est� escrito na sua

"carta de apresenta��o".

E o que est� escrito nela?

Em tal e tal lugar, em tal e tal hora,

levada por Otto Abbot...

Estava com 14 anos quando ele a achou?

E quantos anos tinha quando ele a seduziu?

Voc�s dan�am muito bem juntos, com ou sem m�sica.

� ela que dan�a muito bem.

O que Yang queria com voc�?

Est� tudo em ordem, como voc� planejou, querida.

Partiremos amanh� de manh� �s 8h.

Teremos nativos malaios como batedores. S�o os melhores.

Nunca ir� v�-los olhando pra n�s, mas sempre sentir� os olhos deles.

O que queria me dizer, Harry?

- Tente adivinhar. - Muito bem.

Voc� ia me dizer que Anna o excita, n�o �?

E quer tir�-la de mim.

N�o se assuste, Anna e eu jamais fazemos segredos entre n�s.

Nunca mesmo.

N�o pensei que fosse jogar as cartas na mesa,

mas j� que jogou... Eu vou tentar, sim.

Espero que n�o pense que ser� o primeiro a tentar.

Quantos antes de mim?

Pense o que quiser, Harry.

Se quiserem sair �s 8 horas, eu j� vou dormir.

- Boa noite, cavalheiro. - Boa noite.

Quando estivermos na selva, Harry,

devemos ficar em meio ao povo Sakai.

Eles s�o muito primitivos. Por exemplo,

eles n�o t�m palavras para n�meros al�m de 3,

depois de 3 dizem somente "cr�pin".

Significa mais que 3.

Entendo.

Queria ver voc� conseguir, Harry.

Mas talvez voc� consiga e, se conseguir,

nessa altura talvez j� tenha decidido

n�o tentar.

- Seria uma falta de car�ter. - Mas voc� j� � um "sem car�ter",

isto �, no mundo da ca�a.

Por favor, n�o me entenda mal,

eu gosto de observar, particularmente, quando posso

predizer o que vai acontecer.

E desta vez eu posso. F�cil.

N�o importa o que haja,

n�o importa quantos homens tentem.

Anna sempre volta pra mim.

Boa noite, Harry.

A porta n�o est� trancada.

- Ora, ol�. - Ol�.

Vou me p�r decente.

N�o se incomode.

Bem, a� vem um daqueles sonhos novamente.

� o que voc� esperava, n�o?

Benzinho,

eu nunca espero nada. Nada realmente acontece.

N�o, obrigada

Devo algo a voc�.

Bem, se voc� diz...

Devo uma resposta.

Oh!

O Otto n�o falou... do seu charme,

- ele comentou que isso me seduz? - N�o.

N�o?

Ele me deu tudo.

N�o tenho nada para dar em troca, exceto eu mesma.

Ele aceita isso?

Gostaria de saber

o que voc� faria.

Isso come�a aqui

e termina aqui.

Kuala Lumpur, quarto 225.

E Harry Stanton n�o ganhou o pr�mio.

Boa noite, Harry.

Bem, enquanto isso durar, teremos que compartilhar

quase todas as coisas.

O que aprecio em voc�, Otto, � que vai sempre direto ao ponto.

Dormiu bem na noite passada, Harry?

Como poderia dormir com tantas coisas na cabe�a?

Que coisas tinha na cabe�a?

O que conversamos na noite passada � verdade.

N�o sei se deixar� de ser

verdade algum dia.

Mas o que quero agora � capturar dois tigres machos

e um certo animal chamado de "Encantadora".

- Bem-vindos! - Voc� � Talib, n�o �?

Sim, Talib, o guia.

Falo mais ou menos o seu idioma.

Esse � Baka. � um bom batedor.

� Sakai, como os nativos que vivem aqui.

6 outros batedores, 2 deles armados.

Muito bem, vamos pegar a nossa condu��o.

Ol�, rapaz.

- O Sr. fala malaio, Tuan? - N�o.

Conhe�o algumas l�nguas, mas malaio n�o.

- Sei falar seu idioma. - Combinado.

- Perd�o, Tuan, eu n�o entendi. - Falaremos o meu idioma.

- Est� quente, n�o? - S� h� 2 tipos de clima aqui:

Quente ou �mido.

Vamos rezar pra que chova.

Rezas s�o para os fracos que pretendem herdar a terra.

- Isso � uma fraqueza de car�ter. - Est� mudando de assunto.

N�o estava rezando quando o motor do helic�ptero falhou?

� um velho costume de fam�lia, sabe.

- Vamos! Ao tigre, ent�o? - Sim, ao tigre.

Combinado!

Baka disse que est� cheio de tigres por aqui.

A Encantadora n�o,

fica longe daqui, perto do santu�rio de Deus.

Bem, agora vamos precisar dos batedores.

O vilarejo Sakai n�o fica longe daqui. Baka cuidar� disso.

Eu seguro pra voc�. Serei seu ajudante.

Combinado.

Acho que esses Sakais sabem o que fazem.

N�o � muito seguro pensar algo sobre os Sakais.

Como batedores s�o �timos, mas ainda s�o primitivos.

Num instante s�o como crian�as, e no outro... digamos que s�o

imprevis�veis.

Anna!

Vai providenciar uma refei��o?

N�o, acho que vou tomar um banho.

Estou imunda.

- Harry? - N�o, voc� � o ca�ador.

- O que voc� quer, querida? - Quero que n�o mate pelandocs.

Por que logo os pelandocs?

Acho sua carne deliciosa.

Os pelandocs s�o animaizinhos maravilhosos.

O povo malaio os adora e eu tamb�m.

Imaginei se havia algo que voc� gostasse muito.

Ainda n�o disse se gosta de alguma coisa.

O que voc� pensa, Harry?

Penso que voc� � diferente das mulheres que eu conheci.

Ter ido ao meu quarto esta noite, fez voc� diferente.

Essa noite foi um tapa no rosto,

por causa da minha "Carta de Apresenta��o".

Acho que j� devia esperar por isso.

Agora estamos quites.

Tudo bem, estamos quites. O que vamos fazer agora, Harry?

Isso s� depende de voc�.

Ah, que maravilha! T�pico dos homens.

Voc� sempre condena isso numa mulher, n�o �?

N�o quero condenar ningu�m, s� estou tentando dizer

que interpretei mal, s� isso.

Tudo bem.

Voc� � um homem e eu sou uma mulher!

Ent�o, fique longe de mim.

Estamos saboreando um pelandoc.

Nada se compara ao seu sabor. N�o h� nada igual.

Esse seu rev�lver do velho oeste

n�o ser� muito �til contra tigres malaios, Harry.

N�o usarei balas,

vou s� jogar sal na cauda deles.

Isso � para as cobras que enfeitam as �rvores por aqui.

Not�cia ruim, �ltima lua cheia, ca�adores invadiram

vilarejo Sakai matando gente.

N�o deviam matar.

Agora, Sakais n�o v�o ajudar a ca�ar animais.

Isso sempre acontece quando vem pra c� esses ca�adores

amadores idiotas.

Est� lembrado, Harry?

"Cr�pin" significa mais de 3 mortos.

A� vem o chefe deles, em pessoa.

Ele n�o s� se recusa a ajudar como quer que partamos agora.

Acho que est� tentando nos assustar com o fac�o.

Diga a ele que viemos capturar animais. N�o os mataremos.

Dinheiro n�o o interessa.

Cabe�a-dura, ofereci a ele tudo que n�s temos...

Calma!

Diga a ele que lamentamos a morte de seus homens.

Ele diz "n�o adianta, eles morreram".

Eu sei, mas n�o haver� tiros.

S� os, estritamente, necess�rios.

S� usaremos essas armas em caso de perigo real. Diga a ele.

- Otto, abaixe esse rifle. - N�o sou idiota, Harry.

Esse fac�o, nas m�os do chefe deles, pode n�o nos assustar,

mas essas lan�as t�m veneno nas pontas.

- Tuan quer dar o fac�o a ele? - Diga a ele que � um presente.

- Eu matei os pelandocs para comer. - N�o pode comer pelandocs, Tuan.

Isso n�o se repetir�, dou a minha palavra.

Diga que o fac�o � dele, mesmo que n�o nos ajude.

Se Tuan prometer n�o atirar, ele ajuda.

- Como se diz "obrigado" na l�ngua dele? - Cassi.

Cassi.

Muito bom, ele agora � seu amigo.

Bem, amanh� teremos os tigres.

Diga isso a ele.

Lembre-se de repor o fac�o quando n�s voltarmos.

Otto, eu lhe avisei, esse homem � especial.

Anna!

Tuan!

Algum problema?

Talvez sim, talvez n�o.

Vamos l�, diga logo.

Acho que Tuan n�o tem mulher.

Tem raz�o, eu n�o tenho mulher.

Gosta de Chep? Ent�o ela fica com voc�.

- Mas Chep � sua esposa. - Claro que �.

� bastante pra dois.

- � o costume. - Ou�a,

Chep � uma bela garota, pra mim � uma honra...

mas fica com voc�.

- Mas, Tuan, eu... - E cuide bem dela.

- Mas ela... - Terei uma, qualquer dia.

Vamos l�, meninos, vamos l�.

E... ora, v�o para casa.

E d� um beijinho nela por mim.

Verifique aquelas amarras.

Tuan, 3 tigres v�m vindo.

Est� bem. Fiquem por aqui, eu vou at� l�.

- Preparem-se, eles podem atacar. - Sim, Tuan.

Mande Baka posicionar seus homens por ali, nesta dire��o.

E n�o cortem as cordas muito cedo.

Nossa presen�a aqui n�o faz diferen�a, n�o �?

Ora, e o que fazer, minha querida?

Esse � o momento de ouro dele.

- Pode ser um problema. - Dificilmente.

E o que significa um tigre para o grande Harry Stanton?

Al�m disso, ele me proibiu de usar a minha arma.

Estou, totalmente, desarmado.

Bem, eu vou indo.

Acho que, para um tigre, esse barulho � como passar as unhas

num quadro negro, n�o � mesmo?

� muito natural tentar fugir disso.

At� eu fugiria.

Ningu�m foge a vida toda,

nem mesmo um tigre.

Talib!

Talib, melhor tirar a rede.

Baka!

N�o corra!

Baka!

N�o faz mal, ainda h� mais 2 tigres.

- Talib. - Pronto, Tuan.

Agora, Talib.

Muito bem, pegamos os dois.

Alguns dias na jaula e se acalmar�o.

Talib.

Diz que voc� quebrou promessa, deu tiro.

Algu�m ficou ferido?

Diz quebrou promessa. N�o ajuda mais Tuan.

Bem, acho que ele tem raz�o.

Acho que merecemos isso.

Ajude os homens com os animais, Talib.

Eu podia ter matado aquele tigre,

mas n�o matei, fiz o que voc� queria:

Atirei mais � frente para que ele fosse embora.

� melhor esquecermos isso, Otto.

E se Baka fose despeda�ado,

voc� iria propor esquecer isso tamb�m?

Baka � um batedor experiente,

tenho certeza que ele daria um jeito.

Queria que eu me ajoelhasse ante o chefe deles

e pedisse perd�o.

N�o seria m� ideia, mas � tarde demais pra isto.

Tuan!

Os homens do vilarejo n�o ajudam Tuan.

Como vai pegar Encantadora?

Vamos ter que nos virar.

O que Tuan disse?

Ou�a,

Baka falou alguma coisa sobre o santu�rio Sakai,

sabe onde fica?

Fica a 3 ou 4 horas daqui, depois andamos um pouco.

Por ali. � montanhoso.

- Talib, voc� � muito bom. - Est� feliz, eu estou feliz.

- A Encantadora... - O qu�?

Estava pensando por que ningu�m jamais a capturou.

Talvez seja como certas mulheres.

Precisa de algo mais.

Pode ser.

Bem, acho que � hora de dormir.

Tuan, tem certeza que n�o quer a Chep?

N�o, obrigado, encontrarei a minha qualquer dia desses.

Ou�a, amanh�, quando partirmos,

vamos deixar 2 homens com os tigres.

N�o devemos dispensar os batedores,

por isso ter�o de ser os atiradores.

Est� bem? Combinado.

Harry...

Pronto, madame.

Voc� tamb�m � muito bom no que faz.

A pr�tica leva � perfei��o.

Eu acho que nisso combinamos. Voc� n�o acha?

Era o que queria dizer?

Era, sim. Boa noite, Harry.

Boa noite.

Ei... espere a�! Pare com isso

N�o, pare com isso. Vamos...

Pare com isso!

- Talib mandou. - Talib mandou! Saia!

Ei, mo�a. Pare. N�o fa�a isso. Vamos.

- Talib mandou. - Est� bem, est� bem.

Talib mandou, n�o �? Ent�o vamos. Vamos!

Ol�, Tuan.

N�o diga "ol�, Tuan".

- � o costume. - �, um belo costume. Eu sei.

Mas o "seu" costume, n�o o meu.

E agora, por favor, fa�a ela entender isso.

Combinado!

Agora n�s andamos, Tuan.

Foi o que eu pensei. Em qual dire��o?

Por ali.

Bem, daqui vamos a p�. Traga os mantimentos,

as redes, sacos de dormir, e os estojos m�dicos.

- E as armas? - Elas tamb�m.

Voc�s parecem crian�as.

A primeira regra do ca�ador, Stanton, �:

Jamais atirar com algu�m na linha de fogo.

Eu sei disso, Otto.

E a primeira regra de um armadilheiro �:

Jamais atirar, a n�o ser quando necess�rio.

O que voc� pretende provar?

A cobra era venenosa e estava bem acima da cabe�a de Anna.

Sabe t�o bem quanto eu que quando um �rg�o � picado,

este �rg�o tem que ser exclu�do do corpo.

Eu vi a cobra, e Anna viu tamb�m.

Estava muito alta pra dar o bote.

Est� sem raz�o, Stanton. Desperdi�ou uma bala.

Voc� n�o me surpreende mais.

N�o vim aqui para surpreend�-lo, Otto.

Uma dessas cobras matou meu melhor batedor,

l� em Bengala, no ano passado.

E foi um acontecimento terr�vel.

- Obrigada, Harry, eu... - Tuan!

Tuan!

Tuan, ele vai atirar num rinoceronte.

- N�o � hora pra trof�us. - Harry, deixe ele ir!

Harry, n�o!

Esse tiro tem que ser certeiro.

Parab�ns, Otto.

Foi um tiro perfeito.

- Um belo trof�u. - Tuan, � m�gico.

- N�o, deixe isso a�. - N�o vai tirar?

Mandei deixar isso a�!

Vamos andando.

Otto, eu...

Esse � o santu�rio do deus Sakai, Tuan.

� a regi�o da Encantadora.

Bebamos ao deus Sakai.

Parece um bom lugar para acampar, n�o �?

Para que perder tempo? Vamos aproveitar o resto do dia.

Eu acho que estamos cansados.

Quis dizer que eu estou cansado.

Guarde sua compaix�o, Stanton.

Jamais senti ou tolerarei isso.

Por que voc� n�o diz o que pensa?

Acha que estou acabado, que n�o sou mais nada.

Voc� acha que todo homem que precisa de 2 tiros para matar,

n�o merece ser chamado de ca�ador, n�o �?

Isso acontece, qualquer um pode errar.

Ou�a, n�o estou julgando nada. Se quer parar de ca�ar,

isso s� depende de voc�.

Como um armadilheiro entenderia isso?

Talib, fa�a um c�rculo com pequenas fogueiras.

Harry, eu quero falar com voc�.

Vamos l�, pode falar.

� sobre Otto.

O que tem o Otto?

Nenhum homem teve t�o pouco medo de morrer ou de ficar velho.

N�o pode imaginar como ele me pareceu a 1� vez que o vi.

Como um tipo de Deus.

N�o posso explicar, como se ele pudesse fazer

o mundo em pedacinhos e depois recomp�-lo se quisesse.

Como se ele pudesse me recompor.

E ele fez isso, Harry. Ele fez.

Por que n�o se casaram?

Otto tinha 35 anos quando eu nasci,

ele achava que eu, um dia, ficaria com ele sem sentir pena.

E esse dia j� chegou?

N�o se sente pena de um Deus.

Haja o que houver com ele, sempre sentimos respeito.

Sim, mas por quanto tempo a gente sente isso?

Voc� jamais ia aguentar esse tipo de coisa, n�o �?

Claro que n�o, eu lhe torceria o pesco�o.

Esse � um costume americano que eu nunca vou entender.

Os pecadores escrevem cartas obcenas para as pecadoras.

E voc� colocou a castidade, que n�o � importante,

atr�s da fidelidade.

N�o estou certa?

N�o, voc� est� enganada.

N�s consideramos ambas importantes.

Mas n�o vou julg�-la agora como n�o julguei Otto h� minutos.

S� fa�o uma pergunta, por quanto tempo sentir� respeito?

Eu n�o sei.

Ent�o, vamos deixar esse assunto assim.

"Salamat".

Desculpe� mas � a �nica coisa que eu sei dizer no seu idioma.

Vem pra c�!

Com licen�a, por favor, madame.

N�o sabia que falava meu idioma, Chep.

Falo pouco, senhorita ensinou.

Eu n�o sei, por favor...

O que quer saber?

Quem lhe d� sinal de casada?

Lamento, mas n�o estou entendendo.

Esse � sinal de casada.

Homem d� pra mulher dele.

De quem voc� �?

Um homem? Dois homens?

Ca�ador?

Armadilheiro?

De quem voc� �?

Eu...

Nenhum homem me deu sinal de casada, Chep.

A Encantadora, Tuan.

O bin�culo, Talib.

Est� l� em cima.

Que lindo!

� por isso que os homens escalam montanhas.

Talib vai comigo, os outros ficam por aqui.

O que foi, Talib?

Ela � mulher, acha que tem que ficar junto com homem que ama.

Muito dedicada, hein? Diga que n�o demoraremos.

Afinal, o que ele est� querendo provar?

Acho que ele n�o tem que provar nada.

Marcamos passo aqui.

O que voc� disse?

Nada da Encantadora. Nem sinal.

Uma caverna!

Viu s�? A espertinha entrou numa caverna.

Agora precisamos encontrar a outra sa�da. Voc� fica aqui.

Ela est� dentro da montanha.

S�o as pegadas dela. Est� mesmo l� dentro.

Por isso ela nunca foi apanhada.

E agora?

Primeiro vamos armar uma rede na sa�da l� de cima.

Depois vou visitar nossa amiga e convid�-la pra sair.

E voc� lhe dar� as m�os como se ela fosse uma garotinha?

Vou arranjar uma tocha e for��-la para fora.

Toco fogo num cabo de madeira.

Vamos l�, pessoal!

O que vai fazer?

- Vou dar uma ajuda. - Otto, n�o.

Por que n�o, Anna?

Porque � muito perigoso. Voc� sabe disso.

Esquece que preciso provar a mim mesmo?

Stanton talvez n�o precise.

Mas eu preciso.

Otto, nunca vi voc� fazer uma besteira na vida.

N�o fa�a isso!

- N�o � s� besteira, � idiotice. - J� basta!

No passado, eu tinha talento para matar,

eu n�o tenho mais, voc� sabe disso.

E eu tamb�m.

Abbot, o ca�ador, est� acabado.

Mas e Abbot, o homem, minha querida?

Harry! Harry!

Abbot entrou na caverna!

Fique aqui com os homens!

- Por que n�o o impediu? - Eu tentei, Harry. Eu tentei.

Acalme-se.

Vamos estancar e ele ficar� bom.

Pronto, Talib?

Pronto, Tuan.

Este seria um jeito idiota de morrer.

Sem provar coisa nenhuma.

Vamos, mocinha.

Pra tr�s!

Pra tr�s!

Ajudem!

Talib, puxe!

Puxe a rede!

Me ajudem!

Me ajudem!

Puxem a corda!

Acho que para maior seguran�a,

devemos coloc�-la numa jaula especial.

Sim, Tuan.

Tuan!

Quero falar com voc�, Tuan.

Capturou a Encantadora,

acho que agora voc� vai embora.

- Espero que um dia voc� volte. - Talvez.

Agora precisamos tirar nossa amiguinha daqui,

tomar o navio e lev�-la para o jardim zool�gico.

E ser� uma longa viagem.

Acho que n�o precisa mais de seu amigo Talib.

Talib, tome. Fica muito bem em voc�.

- Pra mim, Tuan? - Pra voc�.

- Voc� � um bom rapaz. - Combinado.

Combinado.

Por quantos oceanos n�s j� navegamos juntos, querida?

Quantos dias e noites j� passamos?

Tenho a impress�o que j� experimentamos

de tudo que pod�amos experimentar.

Otto, eu...

Esta foi minha �ltima ca�ada.

De agora em diante vou sentar no meu escrit�rio

e escrever minhas mem�rias.

Voc� n�o vai terminar assim.

N�o? Ent�o, me diga...

como vou terminar?

Da maneira como tem que ser.

Continuar� matando, at� ser morto.

Querida, conhecemos um ao outro muito bem, n�o?

N�o, n�o... por que as l�grimas?

Porque nada vive para sempre.

Porque no final, s� conseguimos acreditar naquilo

que as m�os podem tocar.

At� os deuses morrem.

Que deus secaria suas l�grimas com um beijo?

No fundo, sou apenas um homem nesse mundo.

J� foi muito mais do que um homem, Otto.

Muito mais.

Significa que agora sou menos?

Anna,

j� usamos muito do mundo, mas,

tenho certeza que ainda resta o que compartilhar.

Eu resolvi, Harry. Acabou tudo entre mim e o Otto.

E ele sabe disso?

Eu nunca consegui dizer as coisas ao Otto.

Ele sempre me disse as coisas.

Eu n�o sei, talvez ele n�o queira entender.

Mas agora n�o importa mais.

N�o acho que seja verdade.

Eu me lembro que l� na sala,

voc� disse que o Otto era um tipo de deus pra voc�.

Tem certeza que n�o est� tentando

achar algu�m que o substitua?

Porque se estiver, est� diante do homem errado.

Houve uma �poca que voc�

precisou muito do Otto, e ele a ajudou.

Agora acho que ele precisa de voc� ainda mais.

Otto nunca precisou de ningu�m, s� dele mesmo.

Ora, o que � isto?

Voc� me deteve ao atirar no rinoceronte.

Protegeu o orgulho dele.

Tentou det�-lo ao entrar na caverna,

protegendo a vida dele.

Ele precisa de voc�, Anna. E voc� sabe.

Eu acho que me enganei. Pensei que fosse me entender.

S� quero faz�-la entender que h� mais coisas.

N�o � s� voc� e eu.

Ainda tem o Otto e o que significam um pro outro.

Voc� n�o est� protegendo o Otto.

Voc� n�o aguenta saber que n�o � o primeiro.

� isso, n�o �?

Diga, Harry.

Quantas mulheres j� passaram por sua vida?

2, 10, 20?

Qual a diferen�a? Nenhuma delas era voc�.

Harry, eu preciso de voc�.

Eu quero voc�.

- Volte para o Otto. - N�o.

- N�o sou um deus. - Eu sei disso, querido.

Chegaremos em 30 minutos.

Coisas estranhas acontecem numa ca�ada.

N�o �, Anna?

O homem que capturou a Encantadora.

O receber�o com honras em seu pa�s, Stanton.

Schelling o receber� com uma banda de m�sica.

O que � isso, Otto? � s� mais um felino.

Ah, s� mais um felino! Que mod�stia!

Que delicadeza a sua, Harry Stanton!

Otto, por favor!

Agora faltam 28 minutos.

�, parece que nosso amigo prefere a companhia dos animais.

O que � uma pena!

Ah, n�o se lamente, minha querida.

N�s come�amos alguma coisa e vamos terminar.

- N�s fizemos uma besteira. - N�o, n�o.

Em poucos dias, uma semana, talvez um m�s,

o americano vai se tornar mais um na

grande multid�o dos inexpressivos.

Voc� n�o me deu ouvidos no navio, Otto.

Houve uma �poca em que voc� foi a minha vida.

Vivi no mundo que voc� fez pra mim, e...

eu sempre senti o maior respeito por voc�.

Mas voc� me ama, Anna. Sempre me amou.

Eu usei a palavra "respeito".

Est� sentindo pena?

Sei que est� magoado, Otto.

Queria que fosse de outro modo.

Mas, n�o podemos continuar os mesmos pra sempre.

N�s mudamos. Todos n�s. Amadurecemos.

Lamento, mas era tudo que eu tinha a dizer.

Sinto ter magoado voc�.

Ent�o, pena � o que tem a me oferecer?

Chame do que quiser, Otto.

Agora ou�a, querida, s� porque ele fez amor com voc�,

n�o significa que esteja amando voc�.

Sabe o que o Sr. Stanton �: Apenas um armadilheiro.

E quando um armadilheiro captura a sua presa, ele perde o interesse.

Voc� n�o pensou nisto?

Para ele voc� � apenas mais uma Encantadora.

Ele n�o precisa mais de voc�.

E quanto ao ca�ador, Otto?

Ele n�o se satisfaz apenas quando toma posse de sua presa,

quando faz dela um objeto, um trof�u?

A op��o � sua, Anna.

O ca�ador,

ou o armadilheiro.

"Preparar, apontar, fogo!"

� pena que n�o seja tudo t�o simples assim.

Ol�, querida!

Fique calminha.

S� mais um pouco e ter� todo espa�o e comida que precisar.

Bem, o seu momento de triunfo est� se aproximando.

Pois eu acho que esta � a melhor hora, Otto.

Melhor hora para qu�, Stanton?

Agradecer por me levar � floresta de Pahang

e capturar o felino.

Pro inferno, o agradecimento.

Eu n�o passei de um mero guia para voc�. E voc� sabe disto.

Lamento que tenha sido desse modo,

tudo pode acontecer numa ca�ada,

voc� mesmo disse isso.

Algumas coisas se preveem, outras n�o.

Foi o que houve entre mim e Anna.

N�o h� nada que eu n�o saiba sobre Anna,

e a ca�ada ainda n�o terminou, Stanton.

Ela s� precisa de um participante. Apenas um.

� uma coisa que eu acho que devemos esquecer.

Se quer um conselho,

� melhor sair disto.

O que quer provar com isto?

Stanton!

Voc� tem 2 tiros desta vez. Se pretende tentar de novo,

� melhor acertar logo no primeiro.

Eu gostaria que repetisse agora

o que disse sobre a lei da selva.

Sobreviv�ncia, n�o foi?

� isso mesmo, "Sr. armadilheiro".

Bem, vamos testar sua teoria.

Sobreviva!

Receber� os louros da vit�ria se conseguir sair vivo da�!

Dr. Schelling, por favor, fale em nosso idioma.

Ah, sim, sim. � claro.

Senhoras e senhores, este � um momento que jamais esqueceremos.

Em instantes, o Sr. Stanton e o Sr. Abbot,

vir�o at� aqui para participar desta grande festa.

Nosso jardim zool�gico orgulha-se em receber

a Encantadora.

E agora, senhoras e senhores,

todos conheceremos a Encantadora.

Herr Stanton!

Herr Stanton, mas que coisa...

� preciso capturar aquele animal e bem depressa.

Ele vai matar a primeira pessoa que passar na sua frente.

Mas e a arma? N�o devemos atirar, ele � muito valiosa.

V� at� um telefone e chame a pol�cia.

A cidade inteira deve ser avisada imediatamente!

- Sim, Herr Stanton, mas... - V� logo!

Anna, voc� n�o vem?

Ele precisa da nossa ajuda.

Stanton pegou o animal. Agora isso � com ele.

- Venha logo, Anna. - N�o.

Bem, todas as esta��es de r�dio e TV

est�o transmitindo os avisos.

Nada mais a fazer, a n�o ser esperar.

Darei a voc�s toda a colabora��o.

N�o deve demorar para algu�m encontrar o animal.

Espero que tenha raz�o, tenente.

Mas ela pode se esconder nos lugares mais dif�ceis.

Deixe sua arma de lado.

N�o ser� com ela que deter� o animal.

Gostaria de saber como um animal desses

conseguiu entrar num pr�dio residencial?

Quantos homens o senhor tem ao seu dispor, tenente?

Tenho uns 20, posso conseguir mais se precisar.

20 est� bom,

se eles forem t�o bons quanto nossos batedores malaios.

Use o megafone.

Ou�a, pe�a aos moradores

que fechem as portas e janelas totalmente.

Mas tamb�m diga pra jogarem pra c� talheres,

panelas, tudo que fizer bastante barulho.

Um felino, numa ca�ada, sempre busca as alturas.

Com esse a�, n�o ser� diferente.

Se ela subir at� a cobertura, podemos captur�-la sem riscos.

Come�aremos aqui por baixo e vamos subindo aos poucos.

Diga aos homens para fazerem muito barulho,

podem gritar, apitar, usar megafone,

bater com as panelas.

Enfim qualquer coisa que fa�a barulho.

- E a sa�da de emerg�ncia? - Emerg�ncia � por ali.

D� a ordem. Vamos para a cobertura. Comecem agora.

- Est� no segundo andar. - Vamos l�. Atr�s dela! Vamos!

Nem a Encantadora passaria por uma porta fechada.

Abbot, cuidado. Voc� quase me acertou, em vez do animal.

O que lhe faz pensar que eu quero matar o animal, Stanton?

Eu devia ter matado voc� quando tive chance.

- No trem. - No trem?

- Onde ela foi? - Eu n�o sei.

Herr Stanton! Est� me ouvindo, Herr Stanton?

Ouvimos um tiro.

J� matou o animal?

Est� precisando de ajuda?

Fiquem onde est�o.

Me d� cobertura.

Voc� errou, Stanton.

Por que n�o deixa a garota tentar?

Ela � melhor que n�s dois.

Errou de prop�sito, n�o �?

Eu a aticei. Agora ser� mais dif�cil acert�-la.

Stanton...

Se n�o tivesse se metido,

se eu tivesse entrado naquela caverna,

nada disso teria acontecido, n�o acha?

Como quer morrer, ou quando?

� agora, Stanton. Precisa fazer sua escolha.

A Encantadora ou eu?

Stanton, o animal ou eu?

Fique aqui.

E agora, Sr. armadilheiro?

Eu tenho mais que dois tiros desta vez, Stanton.

Otto, est� atr�s de voc�!

Anna, atire!

Anna!

Tinha que terminar assim.

N�o tinha, Otto?

Herr Stanton...

Herr Stanton, boas not�cias.

Fant�stico, fant�stico.

Da sumatra, tenho informa��es de que localizaram outra.

Do mesmo tamanho desta e o senhor vai adorar.

- Uma grande publicidade... - Espere. Espere um pouco!

O que � t�o fant�stico?

A Encantadora, eles encontraram outra.

- Por favor, o senhor precisa ir. - Falamos disso amanh�.

Amanh�!

- Est� bem, amanh�, mas bem cedo. - N�o cedo demais, viu?

Talib me deu isso. Chamam de "Sinal de Casada".

Disse que eu devia dar � minha mulher se a encontrasse.

Mas e os outros homens, Harry?

Todos os outros homens da minha vida?

N�o quero saber deles.

N�o houve nenhum outro homem.

Antes de voc�, s� houve Otto.

Me d� o sinal de casada!

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