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Agora a luz do palco, por favor.
Todos saem do palco, exceto o dr. Oppenheimer.
Dr. Oppenheimer, foi o diretor do Centro Los Alamos de 1943 a 1945, certo?
Sim, isso mesmo.
A bomba at�mica foi fabricada no referido laborat�rio, no per�odo.
Talvez, voc�s, cientistas, descobriram variantes para a prepara��o de
outras bombas talvez mais importantes do que
a estat�stica vital das pessoas amea�adas de morte por aquelas bombas.
Voc�s, artistas, sofrem, algumas vezes de um sentimentalismo...
Sobe.
Voc�. Chegue mais perto.
Mais para cima.
Sobe.
� isso.
Sobe mais.
Ele n�o se mexe, de maneira alguma.
H� algu�m em sua cabeceira agora.
Senhor? Desculpe-me incomod�-lo.
Algu�m sofreu um colapso aqui. Pode nos levar at� o hospital?
Senhor? Senhor?
-Como est� se aguentando? Ainda vivo? -Sim, ainda vivo.
Mas sua pulsa��o est� muito fraca.
FIROUZGAR - CENTRO DE TRATAMENTO E PESQUISA
Ol�! Ol�? Algu�m por aqui?
H� um paciente em estado cr�tico aqui.
Traga aqui.
-Ol�, senhora. -Ol�.
� seu pai? Ol�?
Ol�, voc�. Obrigado.
Est� bem, doutor.
Vamos. V� em frente.
-Espere um momento, por favor. -Ela � paciente do dr. Mohamed.
4� andar, ala da maternidade.
Voc� dizia?
Sim, dar� certo, senhor. Adeus.
-Preencha este formul�rio, por favor. -Pois n�o.
Perguntei se ele � seu pai.
Senhor, estou falando com voc�. Ele � seu pai?
N�o, senhora. Encontrei-o na cal�ada.
Bipe dr. Aslani e v� para emerg�ncia, por favor. Est� com o paciente.
N�o, senhora. Como disse antes, encontrei-o na cal�ada.
Quase n�o h� batimentos. Veja a press�o arterial.
Quase n�o h� batimentos. Veja a press�o arterial.
-Encontraram-no na rua. -Verifique a roupa.
-Todas as informa��es est�o aqui? -Sim, sim.
Meu endere�o. Meu telefone. E tamb�m o nome de meu pai.
Dr. Aslani, para a sala de emerg�ncia.
V� buscar mam�e. Chamarei Parvaneh para ajud�-la a se aprontar mais r�pido.
V�. V� de uma vez.
-Tudo que tinha com ele. -Ele carregava este livro.
H�, tamb�m, uma foto entre as p�ginas.
-Deve ser sua filha. -Tamb�m h� um n�mero de telefone.
Talvez de seu neto.
Al�? Ol�.
Como vai?
Nada ainda.
Sra. Houshide para a ala da maternidade.
Traga-me dopamina.
Sim, doutor.
N�o est� pronto ainda?
Num instante.
Kamali...
Kamali...
Ningu�m responde.
-Como ele est�, doutor? -Ainda n�o sabemos.
-Chamou por "Mina" algumas vezes. -Deve ser sua filha.
Creio que seu sobrenome seja Kamali. Estava escrito num de seus poemas.
A caligrafia dele � muito elegante.
Kamali...
Mina...
-O nome soa muito familiar para mim. -Dr. Kiapour para a ala n� 3.
Escola Prim�ria Ferdowsi. 1958.
Deve ter sido professor l�.
Talvez possamos encontrar o n�mero do telefone da escola.
Ser� que haveria algu�m l�, uma hora destas?
Al�? Ol�. Bem, obrigado.
Sim, sr. Kamali.
Deixe-me perguntar a Mash Qasem. Ele � um velho bedel aqui. Espere.
Sra. Mohammad, ao balc�o de informa��o.
Al�? Ol�? Como vai?
-Desculpe-me, mas � o sr. Mash Qasem? -Falando.
Desculpe-me?
Kamali??
Oh, sim. Sr. Kamali.
Mash Qasem!
Tantos anos se passaram. H� muito tempo n�o o vejo.
N�o, senhor.
Se vir o sr. Kalami, diga-lhe que Mash Qasem manda-lhe lembran�as.
Est� bem, Mash Qasem. Claro. At� logo.
-Est� tudo bem? -Sim, obrigada.
Al�? Oi!
Como vai? Eu? No hospital.
Irei lhe dizer tudo mais tarde.
Ainda n�o, mas vou encontr�-lo.
Pe�a a algu�m para buscar o dispositivo de eletrochoque da UTI.
Sr. Dehqanpour para o Raio -X.
Al�? Ei, posso ligar mais tarde? Est� bem. Cuide-se. At� logo.
Dr. Kiapour para a ala 3.
Agora, afaste-se da cama.
-Quanto a metragem? -400.
-Pegue alguma nitro cortisona. -Est� bem, doutor.
Doutor!
Adrenalina! R�pido!
A cidade de Kashan. Uma segunda-feira, h� anos.
Nasci numa segunda-feira.
O quarto tinha 3 janelas.
Minha m�e numa delas, eu, em outra e a rom�zeira na terceira.
Estava sentado perto das chamas do fogo.
�ramos envolvidos pelo aroma da �gua de rosa.
Assim, meu filho.
Tem que pression�-lo para baixo, desta maneira.
Do anoitecer at� o amanhecer, vagando livremente
sobre os telhados, entre as meadas.
Meadas azuis, verdes, amarelas, vermelhas
Eu tinha as meadas adormecidas.
Perplexos e cr�dulos, pr�prios da inf�ncia,
com o filho de meu amigo, perd�amos-nos nas meadas.
Papai! Papai!
A rom�, flutuando no arroio, nos deixou, assim como meu pai.
Na claridade da manh�, com facilidade e t�o simplesmente
a porta se abriu.
Mash Hasan?!
O aroma ficou mais fraco.
Ficar� mais forte.
Os moinhos de �gua n�o trituravam nada.
A seca estava na m�o. O p�o foi roubado de minhas m�os e desapareceu
nas bocas que o esperavam.
Abri uma porta, talhada na heran�a de meu pai.
Havia uma caneta caligr�fica e um tinteiro.
Uma caneta impregnada com do�ura e gentileza.
A sombra da m�o de meu pai estava no arm�rio.
Sou seu servo.
Deixe-me ser seu servo e honre-me.
Os p�rticos de meus olhos s�o, de fato, seu ninho.
Seja gentil e caia em seu ninho, que � sua casa.
Mina...
Mina!
Com um amigo de muitos anos, costumava correr nos telhados
no alvorecer de nossa inf�ncia...
e vestir o luar � noite.
Voc� tamb�m fique pronta.
N�o se mexa.
N�o se mexa.
O clima de Kashan n�o foi a cura para minha amada.
Deixamos nossa terra m�e.
Mina! Mina!!
Mina! Mina!
O BRILHO DO SOL � A PROVA DO BRILHO DO SOL
A carruagem, no cemit�rio de Kashan, esperava por mim, no horizonte.
O condutor sabia que eu era o �nico passageiro,
desta vez. Que minha m�e n�o viria.
A casa de minha inf�ncia, meu pai j� se foram, mas as escadas
ainda est�o l�.
Minha m�e j� se foi, mas a rom�zeira ainda est� l�.
-Ol�, Sr. Kamali. -Ol�, Mash Qasem.
Est� tudo bem?
H� muito tempo
um p�ssaro enigm�tico fez seu ninho no nessa salgueiro.
Nada � mais enigm�tico que sua can��o.
O p�ssaro enigm�tico est� sozinho neste clima,
Agora que as flores se foram, que o jardim est� arruinado
s� se pode sentir seu aroma da �gua de rosas.
-Trouxeram isto esta manh�. -T�o bonito.
Voc� est� desamparado.
Pode pegar um resfriado.
Se voc� � o sol de minha casa, como o desamparo
teria alguma coisa comigo?
-Ol�. -Ol�.
Nesta segunda-feira outonal, a cadeira estava vazia.
Meu amor foi embora com a noite.
Pode pegar um resfriado, papai.
Mina??
V�. V�, minha garota.
N�o se preocupe comigo. V�!
De onde veio isso?
De algum lugar a� fora.
A pobrezinha ficou molhada com a chuva. Agora ela est� bem.
-Ol�. -Ol�, garota.
Meu filho lhe causou problema?
N�o, ele ficou quieto, quieto.
As segundas-feiras se foram. As semanas passaram.
eu tinha suprimentos apenas para 4 segundas-feiras.
N�o mais a porta se abrir�.
N�o mais o aroma da �gua de rosa � a mem�ria.
A carruagem ficou perdida na neve.
N�o vejo mais rom�s nos ramos.
O dente-de-le�o ficou perdido no vento.
Mais devagar, por favor.
Um pouco mais. Obrigado.
-Por favor, espere embaixo, senhor. -Est� bem.
Dr. Safa � UTI. Dr. Safa � UTI.
N�o, n�o h� esperan�a.
Al�?
-� da casa do sr. Kamali? -Sim, pode falar.
Hospital? Qual hospital?
-Srta. Kamali? Venha comigo. -Sim.
-Como est� meu pai? -N�o precisa se preocupar.
Voc� me conhece, Mina? Escola Bakhtar.
Escola Bakhtar?
Oh, sim!
Ol�.
Voc� � o neto do sr. Kamali, n�o �?
Conhe�o seu av�.
-Sabe como vim a conhec�-lo? -Como?
Voc� n�o pode dizer como.
Legenda em portugu�s do Brasil: Lu Stoker
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