Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Ou�am com aten��o.
� o mundo a despertar...
... com caf�.
Eu preciso de caf�.
� dif�cil imaginar um dia sem ele.
E n�o sou o �nico.
Bebemos caf� em todos os cantos da Terra,
quase tr�s mil milh�es de vezes por dia.
� um v�cio global.
O canto de sereia do caf� tem um lugar curioso nas nossas vidas.
Familiar, mas misterioso.
A sua hist�ria ainda � em grande parte desconhecida.
Mas cada ch�vena conta uma hist�ria.
Vamos at� um lugar que j� viu o melhor
e o pior do que uma ch�vena de caf� pode fazer.
Vamos seguir o caminho de um s� gr�o de caf�,
do seu ber�o, nas colinas do Ruanda,
at� um torrador de caf� no Sul dos EUA,
para testemunhar a sinfonia do esfor�o humano, do labor e suor,
de m�os habilidosas que apanham, escolhem e torram.
Todas as vidas interligadas
para nos proporcionar um momento fugaz de alegria.
O milagre di�rio do caf�.
OMN�VOROS
CAP�TULO 7 CAF�
A hist�ria do caf� � menos um conto de sabor
e mais uma hist�ria de estimula��o.
Isso inclui a hist�ria m�tica das origens do caf�.
Reza a lenda
que um pastor de cabras et�ope do s�culo IX chamado Kaldi
andava pela floresta quando se deparou com o rebanho
a comer um pequeno fruto vermelho.
O rebanho ficou inquieto, animado, quase a levitar.
O pastor perplexo recolheu os frutos
e levou-os para um mosteiro ali perto.
Os monges torraram e ferveram os misteriosos rebentos
e ficaram possu�dos por um novo fervor religioso.
O milagre do caf� nasceu.
Que acontece quando damos o primeiro gole de caf�?
A dopamina inunda o c�rebro.
Os nossos cora��es batem mais depressa.
O nosso sistema nervoso central desperta.
N�o se deixem enganar.
O caf� � uma subst�ncia que altera a mente, o corpo e o humor,
um ve�culo da cafe�na, a droga psicoativa mais consumida no mundo.
O nosso v�cio fez do caf� um dos produtos mais comercializados,
sendo cultivado em quase metade do globo.
A nossa sede por este ingrediente reformulou economias,
paisagens e na��es inteiras.
Poucos lugares tiveram um renascer t�o espetacular como o Ruanda.
No espa�o de 30 anos,
o caf� no Ruanda passou de ser uma fonte de dor e opress�o
para ser o motor respons�vel por uma das maiores transforma��es econ�micas
do s�culo XXI.
MAHEMBE RUANDA
Como �?
N�o � mau.
FUNDADOR, CAF� MAHEMBE
� da melhor qualidade.
Vamos plantar uma nova variedade de caf�.
Perto de Murunda?
Junto aos sop�s.
Quando o caf� foi introduzido no Ruanda,
a minha fam�lia estava entre os primeiros agricultores.
Herdei o neg�cio do caf� dos meus pais.
Quando era novo, lembro-me de termos tr�s pequenas planta��es
com cerca de mil cafeeiros.
Na altura, pensava que a �nica forma de ganhar dinheiro era cultivando caf�.
Quando tive o Willy,
decidi que o devia ensinar a cultivar caf�,
para que ele soubesse como cuidar do caf� e o trabalho requerido
e aprendesse os benef�cios e a estim�-lo.
Assim, quando eu for velho e j� n�o o conseguir fazer,
ele poder� continuar a tradi��o.
Nunca pensei em trabalhar nisto.
CHEFE DO CONTROLO DE QUALIDADE
Mas o meu pai � o tipo de pessoa capaz de nos fazer amar algo
e de nos ensinar mais durante o processo.
O solo ruand�s � muito bom para o caf�.
E ainda h� a altitude, porque o caf� das montanhas mais altas � melhor.
Estes ramos repletos de frutos
cont�m o futuro do vosso pr�ximo capuchino,
porque o caf� � um fruto,
e os gr�os que usamos s�o as suas sementes.
Cada fruto amadurece ao seu pr�prio ritmo,
at� os que est�o no mesmo ramo.
Os agricultores mais dedicados de caf� de especialidade
revisitam a mesma �rvore repetidamente durante semanas,
privilegiando a qualidade � quantidade.
No Ruanda, todo o caf� � apanhado � m�o.
Apenas s�o colhidos os frutos maduros e vermelhos.
Se um colhedor misturar frutos vermelhos e amarelos
e outro colhedor s� apanhar frutos maduros e vermelhos,
a qualidade ser� diferente.
� essa a diferen�a do caf� de especialidade ruand�s.
O esfor�o humano.
Assim que o fruto � colhido, o tempo come�a a contar.
E o tempo n�o � misericordioso
com o fruto delicado que se pode estragar numa quest�o de horas.
A jornada do caf� � t�o variada como desafiante.
As plantas do caf� prosperam no cora��o do Cintur�o do Caf�,
um grupo de pa�ses junto ao equador.
Nesses lugares, o caf� � mais do que um ingrediente.
� uma mercadoria global comprada e vendida como o a�o, o algod�o ou o petr�leo bruto.
A sua jornada, da semente � ch�vena, � ditada por efici�ncia, consist�ncia
e pelas flutua��es constantes do mercado,
sempre sedento de mais caf�.
Esta exig�ncia insaci�vel coloca um grande fardo
nas pessoas respons�veis pelo nosso ritual di�rio.
P�e na balan�a.
Isso torna o seu trabalho
para preservar o elo da cadeia do caf� ainda mais miraculoso.
A diferen�a entre uma infus�o decente e uma ch�vena sublime
depende do toque humano.
Umas surpreendentes 30 a 40 pessoas,
cada uma delas perita numa parte espec�fica da jornada.
E cada m�o por que passa
� uma encruzilhada entre o sucesso e o fracasso.
Aqui, o processo � incr�vel.
Quando os frutos chegam � esta��o de lavagem,
tira-se a polpa para separar o fruto do gr�o no interior.
CAF� MAHEMBE
Depois, fermentam para remover a mucilagem e desenvolver sabor.
A seguir, o caf� � diferenciado.
Passando por canais de �gua, os gr�os mais leves flutuam,
e os mais pesados e de melhor qualidade afundam-se e seguem viagem.
Por fim, os gr�os s�o espalhados em mesas compridas e elevadas
para secarem sob o sol escaldante.
Como veem, n�o � preciso equipamento caro.
S�o os olhos, as m�os
e o conhecimento coletivo das pessoas que faz a diferen�a.
Deste processo aperfei�oado
nasce o que alguns consideram um dos melhores caf�s do mundo.
Lim�o, laranja, caju e chocolate.
S�o os sabores que muita gente identifica
no caf� desta regi�o.
Quando os agricultores entregam caf�, querem saber: "Como est� o caf�?
Como correu o processo? Que me escapou?
Que tenho de melhorar para a pr�xima, quando o apanhar ou escolher?"
Em todas as regi�es, temos de dar opini�es sobre o seu caf�.
Quero que a comunidade de Mahembe, os agricultores, tenham uma boa vida,
correspondente aos esfor�os que dedicam.
Estamos ligados atrav�s dos produtos que consumimos.
O caf� � um �timo exemplo.
Descrevo-o como uma colcha colorida
que une pessoas que, de outro modo, n�o estariam ligadas.
PERITO EM SUSTENTABILIDADE E IDENTIFICA��O
Origin�rio do Ruanda,
Arthur Karuletwa assumiu como miss�o de vida
lutar pelas pessoas que produzem o nosso caf�.
Hoje, a dist�ncia da quinta para a mesa � um vazio que continua a aumentar.
A maioria do caf� est� destinado � obscuridade,
desligado das suas ra�zes, da sua hist�ria e das m�os que cuidaram dele.
Uma hist�ria de separa��o na nossa busca cont�nua por conveni�ncia.
Mas essa conveni�ncia tem um custo,
sobretudo para os agricultores,
encarregados de manter o mundo cafeinado a pre�os baixos,
a quem � pedido que fa�am mais por menos,
mesmo perante um clima em constante mudan�a
e as flutua��es do mercado global.
Hoje, os agricultores come�am a afastar-se de uma ind�stria que lhes est� a falhar
numa altura em que bebemos mais caf� do que nunca.
Mas a melhoria � poss�vel.
O Ruanda est� a esculpir um caminho.
O modelo cooperativo favorecido aqui pode ser uma salva��o,
prometendo uma vida melhor para as pessoas que o merecem.
Muito disso gra�as a Arthur.
Um homem que, no in�cio do s�culo XXI,
j� estava a cimentar o caf� de especialidade no Ruanda.
Arthur � uma daquelas raras pessoas
que estimula a verdadeira mudan�a.
� uma hist�ria sobre a cren�a no poder da liga��o humana,
o que acontece quando substitu�mos r�tulos por caras
e como a transforma��o global come�a quando h� liga��es pessoais.
CONFER�NCIA DE SUSTENTABILIDADE, 2018
A miss�o � localizar a viagem dos gr�os da �rvore at� � ch�vena,
garantindo que todos os que contribuem na cadeia do caf�
s�o reconhecidos e recompensados pelos seus esfor�os.
Ol�, Justin. Como est�s?
- Estou bem. - H� quanto tempo!
- Obrigado por nos visitares. - Sim.
Fala-me da tua rela��o com os teus agricultores.
O nosso objetivo � ensinar-lhes o m�ximo poss�vel,
para que possam produzir o melhor caf�.
Isso � informa��o valiosa para eu levar aos mercados.
Enquanto ruand�s, tenho orgulho em exportar caf�
e em entreg�-lo a quem verdadeiramente o aprecia.
N�o h� palavras para o orgulho que isso me traz.
Ao trabalhar com agricultores como os da Mahembe, abordo aspetos pessoais.
Quanto pagam aos agricultores?
Como os tratam?
N�o podemos ter caf� de qualidade
e n�o esperar ver qualidade de vida nas pessoas que o cultivam
e nas comunidades sustentadas por ele.
O Justin e o Willy cuidaram da comunidade
e a qualidade de vida � importante para eles.
� algo muito bonito que merece ser reconhecido.
O caf� n�o � nativo do Ruanda.
Ali�s, � origin�rio de uma pequena parte da Eti�pia e do Sul do Sud�o.
Como acabou por dominar tantos pa�ses pelo globo?
�FRICA DESERTO DA AR�BIA
A sua dissemina��o al�m de �frica e do M�dio Oriente
come�ou no s�culo XVII com um her�i improv�vel,
um comerciante chamado Baba Budan,
que atou sete gr�os frescos de caf� � barriga
antes de os contrabandear do I�men at� ao seu pa�s, a �ndia.
Depressa, o caf� passou a ser cultivado pela �sia.
� medida que a produ��o foi para leste, o consumo passou para o ocidente,
de Moca a Meca, do Cairo a Constantinopla,
acabando por chegar a Veneza,
onde o caf� come�ou a surgir em 1615, marcando a sua chegada � Europa.
Substituiu a cerveja e o vinho como bebida de pequeno-almo�o de elei��o.
Como era de esperar, a produtividade disparou.
Para os intermedi�rios,
a popularidade explosiva do caf� levantou uma pergunta maior.
Porqu� compr�-lo se podiam controlar a distribui��o?
Os holandeses lideraram o caminho,
criando planta��es nas suas col�nias nas �ndias Orientais, como em Java.
Outros pa�ses depressa seguiram o exemplo.
Por todo o mundo, do Brasil a �frica e �s Cara�bas,
os imp�rios europeus obrigaram as col�nias a cultivar as suas planta��es.
O Ruanda foi primeiro colonizado pelos alem�es e, depois, pelos belgas.
Acho que ningu�m sabia que o Ruanda produzia caf�,
porque o caf� ia diretamente para a B�lgica.
N�o havia nenhum reconhecimento de que vinha do Ruanda.
Era cultivado, colhido, processado e escolhido com mentalidade esclavagista.
A introdu��o colonial do caf� estipulou tr�s leis.
Primeiro, cultiv�-lo.
N�o importava se se tinha um quintal pequeno
onde se cultivava comida.
Tinham de arranjar espa�o para as colheitas comerci�veis.
Segundo, nunca cortar uma �rvore sem autoriza��o.
E, terceiro, era ilegal consumir caf�.
Est�vamos proibidos de o beber.
Imaginem o que isso faz a uma na��o e ao seu povo.
O fardo e a dor de produzir um produto
com o qual n�o se pode contar de forma econ�mica nem social.
Na maioria da sua hist�ria de cultivo de caf�,
o Ruanda foi obrigado a concentrar-se na quantidade, n�o na qualidade.
Os agricultores do Ruanda n�o tinham op��o sen�o vender o caf� ao pre�o mais baixo.
Mas, no final dos anos 80, os pre�os mundiais do caf� ca�ram a pique.
Os pa�ses produtores ficaram numa pobreza devastadora.
Poucos foram t�o atingidos como o Ruanda,
que j� sofria com uma corrente crescente de divis�o �tnica.
Os anos seguintes testemunharam agita��o pol�tica e desespero econ�mico,
que culminou no genoc�dio de 1994.
Extremistas do grupo �tnico dominante hutu
iniciaram uma matan�a de 100 dias para livrar o pa�s dos tutsis, a minoria.
Foram mortas mais de 800 mil pessoas em 100 dias.
Foi um homic�dio em massa como s� visto na II Guerra Mundial.
Durante o genoc�dio, queimaram tudo.
At� a planta��o de caf�.
A casa foi demolida.
Havia 27 resid�ncias
na colina onde viv�amos, mais de 200 pessoas.
Todas as resid�ncias pertenciam � mesma fam�lia.
S� quatro de n�s sobreviveram.
Perdi os meus av�s no genoc�dio.
O meu pai mudou-se para Kigali e trabalhou em transportes,
mas, na verdade, queria regressar
e continuar o trabalho do pai dele.
Depois de 1994, passei os anos seguintes
a tentar perceber porque acontecera o genoc�dio
e como acontecera t�o depressa.
Cheguei � conclus�o de que a raz�o principal fora a pobreza.
Foi a esse ponto que produtos como o caf�
levaram o meu pa�s em 1994.
O caf�, entre outras coisas, desempenhou o seu papel.
A sua introdu��o e os seus processos sustentaram o ciclo de pobreza.
Mas, no rescaldo do genoc�dio,
tamb�m percebemos que o caf� nos permitiria reconciliar.
Quarenta e quatro, Majya.
Sim.
Cuidado. O saco pode cair-te em cima.
- Agora, � 32. - Est� bem.
O caf� � o produto que vai preencher o vazio.
- Quanto? - Quarenta e cinco.
No Ruanda, s� havia tr�s esta��es de lavagem.
Pass�mos de tr�s para 330, por todo o pa�s.
- Quanto? - Trinta.
Assim, podemos ter 330 locais
em que as pessoas se podem juntar
com um objetivo comum.
Quinze.
Certo.
Sab�amos que era o in�cio do processo de cura.
Apanh�vamos o caf� em sil�ncio
e lev�vamo-lo para os moinhos em sil�ncio,
mas process�vamo-lo a conversar.
E, quando o export�vamos, garant�amos que nos abra��vamos.
O Tupac tem uma can��o incr�vel em que diz "uma rosa cresce no cimento".
Isso � o caf� do Ruanda.
Com o caf�, observamos a nossa humanidade atrav�s de lentes promissoras.
As trevas e a luz.
Trabalhando juntos, lado a lado,
para melhorar a qualidade do seu caf� e dos processos,
milhares de agricultores ruandeses conseguiram sair da pobreza.
Todos os pa�ses que cultivam caf� passam por perigos e decl�nios,
mas o que aconteceu no Ruanda deu esperan�a
de que o caf� pudesse ser um catalisador para um futuro melhor.
BEM-VINDOS A KARONGI
Os agricultores e produtores do Ruanda
iniciaram a colossal primeira parte da transforma��o do caf�.
Mas a jornada destes gr�os est� longe de acabar.
Passar� por uma vasta rede de intermedi�rios e leiloeiros,
sacos de serapilheira levados em bicicletas,
carregados em carrinhas e comboios
e transportados em compartimentos de carga aos milh�es por todo o planeta.
Alguns destes gr�os de caf� do Ruanda v�o a caminho de Sydney.
Outros v�o para Singapura.
Quanto aos nossos, est�o destinados a um canto especial do Sul dos EUA.
DURHAM CAROLINA DO NORTE
COFUNDADORA, CAF� LITTLE WAVES
Os torradores t�m muita responsabilidade,
mas todos os livros de torragem
dizem que se tem de come�ar com bom caf�.
� imposs�vel dar qualidade a caf� mau.
Tem de se come�ar com boa qualidade.
No Little Waves, torramos caf�
e focamo-nos em criar rela��es
com produtores de caf� de todo o mundo.
Sentimos que, quando o caf� chega at� n�s,
tem a sua pr�pria ess�ncia e perfil de sabor,
e cabe-nos a n�s retirar o melhor sabor dele.
Um torrador experiente eleva bons gr�os a algo extraordin�rio.
Mas, dada a temperatura elevada e a maquinaria pesada,
segundos podem separar conseguir extrair o sabor ideal dos gr�os
ou arruinar o esfor�o de todos os que os fizeram chegar ali.
Nos meros 12 minutos que demora a torrar um gr�o
e a pass�-lo de claro a castanho-dourado
est�o sistemas clim�ticos inteiros, esperan�as e sonhos de pessoas
e incont�veis horas de trabalho.
Podemos torrar demasiado,
ficando simples e ressequidos.
Podemos torrar de menos,
ficando a faltar-lhes um sabor rico e doce
e passando a saber a erva e palha.
Em todos os passos, tudo tem de ser perfeito.
Pessoalmente, gosto dos gr�os pouco torrados,
repletos de elementos frutados e acidez, tra�os de framboesa e alfazema.
Para mim, um bom caf� � como um �timo copo de vinho.
Pode parecer rebuscado para alguns,
mas, quando consideramos todas as pessoas
e todo o esfor�o implicado na produ��o de uma boa ch�vena de caf�,
� dif�cil n�o ver a liga��o.
- Ol�, Arthur. - Ol�.
- Tudo bem? - Ol�! Bem-vindo a Durham.
Obrigado pelo convite.
Para chegar a este ponto, este pequeno fruto cruzou continentes,
atravessou oceanos e passou pelas m�os de dezenas de pessoas.
Tem um tom azulado e esverdeado.
� como se dissesse: "Estou aqui, estou limpo e fui bem processado."
As hist�rias que contaria s�o fascinantes.
Cada m�o que toca no caf� acrescenta valor.
Por�m, tal como em tanta da comida que consumimos,
o valor raramente � passado para tr�s.
Os agricultores de caf� s� ficam com 1% do valor que pagamos por uma ch�vena.
� uma disparidade que as pessoas no mundo do caf� de especialidade
esperam melhorar.
A conversa que tem acontecido na nossa ind�stria
passa pela partilha dos riscos
para os produtores poderem ter muito mais a dizer e muito mais prote��o.
O caf� revela a sua beleza se for justo.
Temos de recompensar todos os respons�veis pelo caf�.
Isso come�a pelos agricultores serem reconhecidos e vistos.
H� 20 anos, o caf� de especialidade era um nicho.
Hoje, � uma ind�stria de 25 mil milh�es de d�lares,
e espera-se que o valor duplique at� 2030,
o que prova que as pessoas est�o dispostas a pagar por qualidade.
O caf� nunca foi t�o delicioso como � atualmente.
E muito disso depende da infus�o.
Se provassem caf� h� 500 anos,
nas primeiras casas de caf� da Europa e do M�dio Oriente,
provavelmente n�o o reconheceriam.
Fervido, amargo e demasiado extra�do,
a qualidade do caf� n�o era o que importava.
O ritual, a folia, o rebuli�o.
Era isso que mantinha o sucesso do caf�.
S� no s�culo XX
� que a tecnologia do caf� come�ou a reformular a bebida
e os lugares onde as pessoas a bebiam.
Em 1908, uma dona de casa alem� inventou o caf� filtrado,
um m�todo ainda usado atualmente para um sabor mais leve e delicado.
� o meu favorito, na verdade.
Apenas alguns anos antes,
dois engenheiros italianos tinham criado um sistema de alta press�o
para filtrar �gua quente atrav�s de gr�os finamente mo�dos,
para uma ch�vena mais r�pida e forte,
proporcionando-nos a d�diva do expresso.
As bebidas e as t�cnicas foram surgindo.
Latte, capuchino, AeroPress, frap�, instant�neo,
gelado, com espuma, agitado, prensado, infundido, ado�ado.
Um tipo de caf� para cada esta��o, cada estado de esp�rito e cada pessoa.
Uma express�o individual de n�s.
LOS ANGELES CALIF�RNIA
Se beberem caf� todos os dias, j� est�o a causar impacto.
Todos o fazemos sem saber.
� dif�cil consumir um produto vezes suficientes
sem querer saber mais sobre ele.
E a primeira pergunta costuma ser: "De onde vem isto?"
Eu dou valor ao caf�,
prestando homenagem a onde foi produzido e �s pessoas que o cultivaram.
� sua flora, � sua fauna,
ao odor da terra vermelha ap�s cair alguma chuva.
�s colheitas em redor a florir.
�s crian�as a rir, �s mulheres a cantar.
O que podemos aprender com o caf� � que o que consumimos tem import�ncia.
A mudan�a pode ocorrer...
... atrav�s do simples processo de beber algo.
Como bebem o vosso caf�?
Servido lentamente num caf� tranquilo?
Prensado numa c�psula na vossa cozinha?
Ou talvez produzido pelas m�os de um perito?
� essa a beleza do caf�.
N�o h� um m�todo errado.
Mas e se, ocasionalmente, fizermos mais do que beber caf�?
Tentarmos perceber e apreciar, por apenas alguns momentos,
as pessoas, a aptid�o e a colabora��o envolvidas na sua cria��o.
Esse ato t�o simples
pode dar mais significado ao caf�.
Talvez at� o torne...
... um pouco mais milagroso.
Legendas: Lara Kahrel
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.