Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
S� quando tinha quase 40 anos provei verdadeiramente uma banana.
Foi um pl�tano manzano, uma banana-ma��, num mercado em Tabasco, no M�xico.
A primeira dentada foi uma revela��o.
Era cremosa como caramelo, mas fresca como uma ma�� dinamarquesa.
Arrebatador.
At� �quela altura,
nunca pensara na banana como um ingrediente para cozinhar.
Mas uma dentada daquele pl�tano manzano mudou tudo.
E voc�s?
Quantos tipos de bananas provaram?
Alguma vez provaram a �cida e cor-de-rosa Musa velutina?
Ou a amil�cea e doce Fe'i da Polin�sia Francesa?
H� a banana-azul, que deixa um gosto a gelado de baunilha.
Banana-burro, banana-vermelha,
chifre-de-rinoceronte, Musa belle, Lady Fingers, Mona Lisa,
de Orinoco, banana-ouro, Sweetheart...
H� mais de 1500 variedades de bananas,
mas a maioria de n�s apenas provou uma.
Musa cavendishii, a banana Cavendish.
A banana respons�vel por quase 99% das exporta��es mundiais.
Como aconteceu isso?
Esta � a hist�ria de duas receitas de banana.
Uma criada por n�s,
que viajou pelo mundo,
alimentou o mercado livre e redefiniu o mapa geopol�tico.
E outra que ficou perto de casa,
com variedades t�o espantosas e imprevis�veis como o clima.
Ambas as receitas contam a hist�ria do fruto mais popular do planeta.
Uma hist�ria que fala tanto sobre a sociedade humana moderna
e a nossa rela��o com a M�e Natureza como qualquer ingrediente na Terra.
Porque a verdade, quando descascamos a hist�ria da banana,
� quase demasiado absurda para acreditar.
OMN�VOROS
CAP�TULO 4 BANANA
QUERALA SUL DA �NDIA
S�o 60 rupias.
S�o 270. S�o 130.
S�o 200 rupias. S�o 150, 60, 70, 80. S�o 180.
Pensa-se que as bananas
foram dos primeiros frutos domesticados do mundo.
Antigos textos budistas colocam-nas na �ndia em 500 a. C.,
onde os hindus lhes chamam "o fruto dos s�bios".
Hoje, a �ndia cultiva quase um quarto de todas as bananas do mundo.
Aqui, este fruto � um ingrediente essencial do quotidiano.
Uma oferta divina em cerim�nias religiosas.
Uma decora��o auspiciosa em casamentos.
E um ingrediente principal em muitas refei��es.
Dezenas de variedades de todos os tamanhos,
formas, cores e sabores
servem um prop�sito culin�rio espec�fico.
Mas nenhum lugar celebra a diversidade da banana de forma t�o magn�fica
como Querala, uma regi�o no Sudoeste.
Aqui, Vinod Nair dedicou a sua vida a lutar por este modesto fruto.
Nos �ltimos 30 anos, criou um aut�ntico Jardim do �den,
uma das maiores e mais raras cole��es privadas de bananas do mundo.
PRODUTOR DE BANANAS
Recolhi cerca de 520 variedades de banana.
Os grupos em Querala respons�veis por proteger as variedades de banana
n�o fizeram o seu trabalho.
Isso fez-me querer agir.
Por isso recolhi tantas variedades.
FILHO DE VINOD
T�nhamos pouco apoio quando come��mos.
E as pessoas acham estranho eu ajudar o meu pai.
Tenho um mestrado em Engenharia.
Portanto, tamb�m me consideraram louco.
Mas estamos a fazer algo que mais ningu�m faz.
Os produtores costumam evitar
cultivar variedades de banana que produzam cachos mais pequenos
porque a sua motiva��o principal � o lucro.
Eu fa�o as coisas de outra forma.
Se houver banana, eu estou l�.
Para Vinod e o filho, Abaneesh,
todos os dias giram em torno de bananas.
N�o est�o sozinhos.
Comunidades de todo o mundo foram criadas � volta deste fruto.
ZONA BANANERA COL�MBIA
TRABALHADORA EM PLANTA��O DE BANANAS
Comecei a trabalhar com bananas aos 15 anos.
Sempre vivi aqui, na Zona Bananera.
Todos dependemos das bananas.
Crian�as, adoro-vos. Fiquem bem.
Adeus!
N�s, os lavadores, tratamos dos cachos.
H� cachos de quatro, seis, sete e oito.
O topo tem de estar quadrangular,
porque o que vende � a apar�ncia.
Como se diz, h� que maquilhar a banana para que seja comprada.
Nem sei quantos cachos lavo.
Demasiados. Mais de tr�s mil por dia.
Cada palete leva entre 48 e 56 caixas.
Cada caixa leva entre 17 e 20 cachos.
� uma quantidade enorme.
Planta��es como esta na Col�mbia
cultivam apenas uma variedade de banana, a Cavendish.
A que todos conhecemos e adoramos.
A Cavendish esteve presente na minha vida
mais vezes e em mais lugares do que consigo recordar.
Numa extenuante viagem de barco para a Alemanha,
num voo intermin�vel para a Austr�lia,
ap�s in�meros exerc�cios, caminhadas e longas voltas de bicicleta.
Vi-as em todos os aeroportos e mercearias do mundo.
Comi bananas fatiadas em panquecas,
mergulhadas em chocolate,
flambadas com �lcool, acompanhadas com uma ch�vena de caf�.
Mantemos a cozinha do noma sempre abastecida com muitas bananas.
Sem a Cavendish,
n�o sei se sobreviver�amos � prepara��o para o servi�o de jantar.
E sei que a banana tamb�m sempre vos acompanhou.
Mas, com tantas variedades no mundo,
como conseguiu esta variedade dominar a Am�rica Latina,
as nossas mercearias e as nossas tigelas de cereais?
A receita do dom�nio desta banana come�a com um ingrediente especial.
Um homem chamado Minor Cooper Keith.
Em 1871, Minor Keith foi para a Costa Rica em busca da sua fortuna.
Foi na �poca dos Rockefellers e Vanderbilts,
da doutrina do destino manifesto, da febre do ouro.
Quando os empreendedores ocidentais achavam que o mundo lhes pertencia.
O plano dele?
Construir uma ferrovia de San Jos� at� �s Cara�bas
e exportar os recursos naturais da Costa Rica.
Keith apenas tinha de fazer o imposs�vel.
Instalar 200 quil�metros de ferrovia numa das selvas mais densas do mundo.
Nos 20 anos seguintes, combateu contra a Natureza.
Enquanto os trabalhadores labutavam sob um sol escaldante,
Keith procurou uma forma barata de os alimentar.
Recorreu a um estranho fruto local
que era saboroso, nutritivo e f�cil de plantar.
A banana.
Mais de cinco mil pessoas morreram a construir a ferrovia da Costa Rica.
Mas, plantada ao longo do caminho,
estava a base do futuro imp�rio de bananas de Keith.
QUERALA SUL DA �NDIA
Na �ndia, diz-se que quem planta bananas nunca passar� fome.
A bananeira � �nica
pois todas as suas partes s�o utiliz�veis.
Tudo na bananeira � �til, das folhas �s ra�zes.
Corta o caule.
N�o te esque�as de o limpar.
As bananas nesta parte do mundo
n�o s�o apenas um petisco r�pido e f�cil.
S�o usadas como um ingrediente numa variedade incr�vel de receitas.
Especiarias tostadas em manteiga clarificada,
malaguetas secas,
folhas de caril.
N�o costumo associar sabores t�o fortes com banana.
At� a flor.
N�o sabia que se podia transformar a flor da bananeira como fazem aqui.
Caules em picle,
cascas desfiadas,
folhas usadas para cozinhar e para servir.
Todas as partes da banana t�m lugar na cozinha.
Nas m�os m�gicas de cozinheiras locais como Vijaya,
a abund�ncia de bananas da �ndia
pode ser transformada em sabores e texturas
que muitos de n�s n�o julgariam sequer poss�vel.
Mas at� aqui, num mundo t�o diversificado,
os produtores comerciais de banana
se focam nas bananas mais rent�veis e export�veis,
como a Cavendish, de alto rendimento e que amadurece lentamente.
Isso torna o trabalho do pai e filho ainda mais vital.
Com a sua cole��o, Vinod e Abaneesh
est�o entre as �ltimas linhas de defesa contra a ocupa��o mundial de uma banana.
Como cultivamos muitas variedades,
a manuten��o exigida para cada variedade � �nica.
Cada variedade requer aten��o individual.
A carga de trabalho � muito pesada.
Tenho feito todo o trabalho sozinho.
O meu pai teve um problema card�aco h� dois meses
e teve de ser operado.
E, se eu me fosse embora,
ningu�m cuidaria da quinta e do meu pai.
N�o tenho op��o sen�o ficar aqui.
H� a possibilidade de o meu filho escolher outro caminho.
Como posso prever o futuro?
Isto � considerado uma oferenda.
Fazemo-lo por um bom futuro.
Rezo para que o meu pai tenha sa�de e para que eu tenha um futuro pr�spero.
Tenho o mundo inteiro diante de mim.
Tenho a oportunidade de escolher outro caminho, se quiser.
Mas estou mais preocupado com o que ir� acontecer.
As bananas s�o essenciais
� exist�ncia da �ndia h� mil�nios...
De onde v�m as bananas?
... mas, na �poca de Minor Keith,
a maioria do mundo ocidental nunca vira uma.
O capit�o do navio mostrou como descascar o estranho fruto.
Mesmo assim, algumas crian�as n�o o sabiam comer.
Como transformar um fruto tropical
que a maioria das pessoas nunca viu
num ingrediente b�sico da dieta mundial?
Realizando uma campanha de publicidade nunca antes vista.
Campanha essa que se propagou pela cultura ocidental durante d�cadas.
Se a sentem, descasquem-na.
E que ainda hoje est� presente.
Banana?
Mas que...
O neg�cio de Minor Keith, a United Fruit Company,
inundou o mercado com an�ncios de jornal, temas musicais de r�dio
e at� um livro chamado O Valor Alimentar da Banana.
Inventaram-se novas receitas.
Distribu�ram-se panfletos em escolas divulgando os benef�cios nutricionais.
Recorreram a m�dicos, celebridades e, obviamente,
a uma pequena banana antropomorfizada para espalhar a mensagem.
Sou a banana Chiquita E vim para dizer
Que h� uma certa forma Para a banana amadurecer
O resultado?
As bananas passaram de um fruto desconhecido da selva
para um dos produtos mais populares nas despensas ocidentais
no espa�o de poucos anos.
Todos comem bananas ao pequeno-almo�o.
A United Fruit Company n�o seguiu a receita.
Escreveu-a.
Controlava todos os passos da produ��o.
Os terrenos, os funcion�rios, o transporte, a publicidade e as vendas.
Focaram o seu neg�cio em apenas uma variedade de banana
para maximizar a produtividade e diminuir os custos.
Isto introduziu uma era nova e radical na comida industrializada,
que alterou para sempre como a comida � cultivada e vendida.
� um dos motivos pelo qual uma banana fresca
pode ir para o outro lado do mundo, para a minha cozinha em Copenhaga,
por um quarto do custo de uma ma�� cultivada ao fundo da rua.
E, com o neg�cio a prosperar para a United Fruit,
as bananas tornaram-se vitais para as economias
e para as vidas di�rias de milh�es na Am�rica Latina.
Toda a minha fam�lia trabalhou neste ramo.
Aprendi tudo com eles.
Gosto muito de cozinhar com banana.
O meu filho mais velho adora pl�tano frito, recheado e normal.
Com a casca, fa�o um doce delicioso.
N�o desperdi�o nada.
Imaginem o que se tem de fazer com esta planta.
Algu�m tem de tirar as folhas pequenas.
Algu�m tem de limpar a planta.
Basicamente, � quase o filho de algu�m.
Digo: "Meu Deus! Esta banana � linda."
Porqu�? Porque aqui fazemos tudo com amor.
Nenhum dos meus filhos quer trabalhar com bananas.
� um emprego duro.
Todos os empregos s�o duros. N�o h� nenhum f�cil.
Se eles n�o quiserem trabalhar com bananas
e quiserem seguir uma carreira que n�o esteja ligada �s bananas,
s� pe�o a Deus que me d� vida e sa�de.
Porque 95% das pessoas desta zona trabalham com bananas.
Est� delicioso.
Gra�as ao Senhor. A comida � sagrada.
E dependemos delas para praticamente tudo.
Quando veem uma banana,
t�m de perceber que, por tr�s dela, h� v�rias fam�lias.
Para a pr�xima, j� sabes o que cozinhar.
E se estiver cansado?
Eu cozinho.
N�o! � a tua vez.
N�o � s� uma pessoa,
� uma fam�lia inteira,
porque essa pessoa tem a fam�lia toda a depender dela.
As bananas s�o tudo.
Com o mundo a devorar bananas,
os americanos que geriam a United Fruit continuaram a comprar terrenos
e a expandir a produ��o por toda a Am�rica Latina.
A empresa tornou-se t�o bem-sucedida e poderosa
que redefiniu o mapa geopol�tico do s�culo XX.
Como acham que surgiu o nome rep�blica das bananas?
Produtores ind�genas, revoltas laborais,
pol�ticos desagrad�veis.
Se houvesse algum obst�culo com que n�o conseguissem lidar,
a United Fruit Company falava com os seus amigos
no governo dos EUA para proteger os seus interesses.
CONFIDENCIAL
Um dos melhores ou piores exemplos disto
foi a Guatemala nos anos 50.
O presidente Jacobo �rbenz, democraticamente eleito,
quis recuperar os terrenos e os recursos requisitados pela United Fruit Company
e devolv�-los ao povo.
A United Fruit usou a sua m�quina de propaganda eficaz,
a mesma que tornou famosa a Chiquita Banana,
para retratar �rbenz como uma amea�a comunista.
Pouco tempo depois, o governo dos EUA
organizou um golpe para depor o presidente �rbenz.
O pa�s entrou num per�odo de guerra civil e colapso econ�mico que durou d�cadas,
tudo pelas bananas.
Ao longo do s�culo XX,
a United Fruit Company posicionou-se
como o centro de uma guerra por procura��o contra o comunismo.
Compreendo uma parte do que esta zona do mundo significa para n�s.
O Kremlin deve odiar bananas.
A mensagem teve tanto �xito que a banana se tornou um s�mbolo poderoso
do sistema de cren�as mais export�vel dos EUA.
O capitalismo livre.
MURO DE BERLIM - NOVEMBRO DE 1989
� inacredit�vel pensar que um fruto poderia estar por tr�s de tudo isto.
Eu pr�prio n�o acreditei.
Mas a verdade assustadora � que isto � apenas uma parte
do que a banana fez para mudar o mundo.
Que significou isso para os pa�ses cuja sobreviv�ncia dependia das bananas?
Que significa isso para eles hoje?
Um fungo mortal est� a destruir milh�es de bananas...
Agentes na Col�mbia confirmam que um fungo
que dizimou planta��es de banana na �sia e na Austr�lia...
A banana mais popular do mundo pode estar quase a extinguir-se.
A banana como a conhecemos pode desaparecer.
O fusarium � um fungo letal para a bananeira.
Vive no solo, infetando as ra�zes
e impedindo a planta de ir buscar �gua e nutrientes.
Durante anos, o fungo foi um problema principalmente presente
na parte oriental do mundo,
devastando milh�es de hectares de solo e milhares de milh�es de bananas.
Mas, em 2019,
o primeiro caso na Am�rica Latina foi detetado na Col�mbia,
incitando o governo a declarar um estado de emerg�ncia em todo o pa�s.
Este � o perigo de construir uma ind�stria inteira
com base numa �nica variedade de banana.
Sendo todas as plantas de Cavendish geneticamente id�nticas,
a doen�a propaga-se rapidamente, exterminando planta��es inteiras.
O pior � que o fungo contamina o solo durante d�cadas.
Neste momento, a �nica coisa a fazer � mitigar a dissemina��o.
Eu trabalho na zona de quarentena.
TRABALHADOR DA ZONA DE QUARENTENA
� uma zona que est� afetada com fusarium.
Dedico-me ao meu trabalho di�rio.
Se tiver de cortar, corto.
Se tiver de aparar, aparo.
Se tiver de limpar as ervas, limpo-as.
Para tratar o fusarium,
a pessoa n�o tem de ter estudado e lido nem de ser inteligente.
O que � necess�rio � disciplina.
Disciplina e sanidade.
Trabalho aqui com quatro colegas.
H� dois anos que n�o vamos � zona principal.
Se entrarmos e sairmos, espalha-se por todo o lado.
Estamos a lutar contra algo...
� como atirar pedras ao vento.
Passa-me a minha comida.
� todos os dias o mesmo.
Todos os dias.
Eu estava t�o farto de bananas que pus a crista do galo a descongelar
e, quando vi a gata l� fora com ela, disse: "Sua filha da..."
As bananas est�o mais secas do que a minha cara.
Que queres ser no futuro?
Qual era o teu sonho?
Ser futebolista.
Jogar futebol.
Jogar futebol?
E tu?
Gutierrez?
Queria ser o Messi colombiano.
Jogar futebol.
E tu, Leonidas?
Quando era pequeno, queria ir para o ex�rcito.
Eu, no futuro, quero que Deus me ajude a tornar-me presidente
da Zona Bananera para tentar resolver a situa��o na Zona Bananera.
Para que houvesse mais...
... para que houvesse mais recursos...
... para combater esta doen�a.
Se ela se espalhar,
a empresa vai acabar por encerrar a quinta.
E que vamos levar para casa? Que comer�o os nossos filhos?
Meu Deus!
Vamos l�.
Vamos. J� descans�mos muito.
A pandemia de bananas n�o � apenas uma receita que correu mal.
� o que acontece quando existe um sistema otimizado com uma s� banana.
E o pior � que j� aconteceu antes.
Lembram-se da banana que aparecia em todos os an�ncios,
publicidades da United Fruit Company e receitas antigas?
Essa banana j� n�o existe.
Chamava-se Gros Michel.
E era a banana original.
A que fez o mundo apaixonar-se por este fruto ex�tico.
Isso at� aos anos 50, quando uma variedade anterior de fusarium
gerou uma pandemia que quase a levou � extin��o.
Mas a United Fruit Company e os outros bar�es de bananas
n�o iriam deixar a M�e Natureza intrometer-se o caminho.
H� anos que procuravam uma substituta.
Uma que suprimisse todas as falhas da Gros Michel.
E encontraram-na numa banana mais segura, resistente e suave: a Cavendish.
Novas planta��es foram criadas num �pice,
e ningu�m reparou no desastre iminente.
Agora, com o fusarium a surgir com predisposi��o para a Cavendish,
os cientistas est�o novamente em busca de uma solu��o.
E, com mais produtores a cultivar Cavendish,
� uma corrida contra o tempo e o dom�nio desta banana sobre o mundo.
A ironia � que, para salvar a ind�stria das bananas, precisamos de outras bananas.
E muitas.
O segredo para salvar a Cavendish do fusarium deve encontrar-se nas sementes
de uma das outras 1500 variedades espalhadas pelo mundo.
QUERALA SUL DA �NDIA
Mas s� podemos esperar descobrir a solu��o se essas bananas sobreviverem.
Tenho 62 anos e n�o sei quanto tempo me resta.
Para garantir que as variedades de bananas que cultivei v�o sobreviver e prosperar...
... vou criar "aldeias de bananas".
Selecion�mos 200 a 300 casas em certas aldeias
e fornecemos-lhes uma variedade de bananas.
Com o tempo, os lares partilham os produtos com os alde�es,
e as variedades de banana ir�o prosperar.
Aprendi tudo com o meu pai.
Ele � o meu �nico apoio, e eu sou o dele.
O meu pai dedicou a sua vida, a sua sa�de
e os seus recursos financeiros a produzir bananas.
Enquanto filho dele, sou respons�vel por proteger a sua quinta
e defender o seu legado.
Quero garantir que estas variedades s�o preservadas para a pr�xima gera��o.
Se quisermos que todas as bananas pare�am, saibam e custem o mesmo,
algum dia deixaremos de lutar contra o fusarium?
E queremos mesmo travar essa luta?
Porque a M�e Natureza sair� vencedora.
Mas, se n�o nos importarmos que as bananas sejam pequenas e gordas,
compridas e manchadas,
por vezes, verdes, cor-de-rosa ou pretas,
�cidas, doces ou salgadas...
Se n�o nos importarmos que as bananas sejam baratas para uns
e caras para outros,
h� outro caminho a seguir.
Se combinarmos as melhores pr�ticas da ind�stria das bananas
com os melhores esfor�os de campe�es da diversidade, como Vinod e Abaneesh,
talvez possamos vislumbrar um futuro mais brilhante, delicioso e diversificado
para o fruto mais popular do mundo.
Legendas: Lara Kahrel
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.