Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ID�LIO PERIGOSO - 1944
Lembro bem tudo o que aconteceu naquela noite,
porque foi quando come�ou,
inocentemente , num trem para o leste.
Ano 1903, come�o da primavera exatamente.
Do lado de fora, havia uma tempestade terr�vel.
Eu tinha dormido por um tempo,
e ao acordar, a vi me observando e sorrindo.
era pequena, como um passarinho.
Mas atr�s do seu sorriso, vi algo
de medo em seus olhos
Estava apavorada com a tempestade,
e queria sentar-se ao meu lado
Disse que se sentiria mais segura.
Acalmei-a o melhor que pude,
e me perguntei
se estava mentalmente doente
Mais tarde descobri que n�o era nada assim,
mas agora, parecia ler meus pensamentos.
Voc� � m�dico, n�o?
- Como sabe? - Oh! Sei muito sobre m�dicos.
Todos tem algo em comum, os gordos, os magros, os bondosos e os bonitos.
� como se estivesse procurando algo al�m da humanidade, algo que n�o muda.
Sinistro, hein?
N�o � exatamente reivindicar. � bem mais s�rio.
Menos mal que n�o descarrilou.
Espero n�o morrer agora, querido.
Ningu�m sabe que estou aqui. Praticamente, fugi.
E devo chegar em casa para o ch�.
Deve permanecer assim por um tempo, mas n�o se preocupe.
Quando e onde � o seu ch�?
Em Nova Iorque.... Domingo... amanh�.
� o aniversario de Allida, a mulher de Nick, meu irm�o.
Allida � t�o boa.
Voc� esteve fora por muito tempo?
Uma eternidade. Cinco anos.
- Voc� tamb�m � de Nova York? -Sim.
� rid�culo estar longe por tanto tempo.
Acreditava que havia algo em seu cora��o.
Mas o Dr. Hatch, o m�dico do sanat�rio, disse que era um absurdo.
Est� piorando, n�o?
Logo ter� passado o pior.
Pronto. De agora em diante, melhorar�.
- Foi t�o am�vel. - Bobagem.
N�o te farei perder mais tempo.
Vejo voc� amanh� para comer, pelo menos?
- Claro. - � muito am�vel.
E assim, com este encontro casual,
come�aram para mim os dias mais estranhos de minha vida.
Entre!
Uma mensagem de uma mulher.
Obrigado.
- S�o quase duas? - Sim, senhor.
Obrigado, senhor.
Boa tarde, senhor.
Temia que tivesse esquecido.
N�o. Cheguei a tempo.
J� pedi por voc�.
Caso contr�rio, teria que esperar.
Gosta de bisteca? Os homens gostam.
� melhor. Ao menos n�o servem com tangerinas.
Gosta de ch�? Eu carrego o meu.
N�o h� nada como o ch�. Este � o ch� chin�s de Nick.
Importa��o exclusiva. J� ver�.
Diga-me a verdade, ontem � noite com a tempestade estava t�o calmo como aparentava?
Provavelmente n�o.
Um homem tem que fingir certas coisas.
Noto quando algu�m est� assustado.
Nick era um menino muito sens�vel, e praticamente o criei. Quer a��car?
- N�o, obrigado. - Muito am�vel. Estragaria
E naturalmente Allida era quase uma menina quando se casaram.
Digamos que eu tamb�m a criei.
Que menina!
Nick era alguns anos mais velho.
Minha querida Allida! � t�o bonita!
Estou escrevendo uma biografia para ela.
Uma biografia de Allida?
N�o, querido! Nick. Tomado de meu di�rio.
Mas Nick nunca deve saber que escrevi esse di�rio.
Se chama "Vida e Momentos de Nicholas Bederaux."
Voc� � a Srta. Bederaux?
- N�o sabia? - Como ia saber?
- E n�o conhece Nick? - Ouvi falar dele, claro.
Bom, isso faz que seja perfeito.
Nunca em minha vida tive amigos pr�prios.
Sempre foram os amigos de Nick.
Mas agora tudo vai ser diferente.
Desculpe, mas, o que quer dizer diferente?
Decidi voltar para morar s�, a partir de agora.
N�o morarei na nossa casa.
N�o passarei nem uma noite mais l�.
Pode me indicar algum hotel?
Nada especial, mas um bom e tranquilo. Conhece algum?
Eu vivo em um desse tipo. Mas estou certo..
Isso � muito bom para ser verdade!
Se n�o se importa, mandarei minha bagagem com a sua.
E ent�o, poder� conhecer Nick e Allida.
� muito am�vel, mas n�o posso. Tenho um compromisso.
Sinto muito.
- Se encarregar� da bagagem? - Sim...Se quiser.
Poder� conhecer Nick em outra ocasi�o.
� incr�vel que n�o o conhe�a.
N�o! Acho que li algo sobre ele faz muito tempo, no "Manhattan".
O que fez pelas pessoas, e algo sobre a casa de Murray Hill.
Srta. Bederaux...
Sinto muito.
Acho que � s� a impress�o de ontem.
Aqui est�o elas. Se pudesse deix�-las no hotel...
Esta, e esta. � isso a�!
- Apenas cinco. E as suas? - Aquelas duas.
Se soubesse como estou animada. � t�o engra�ado.
Serei grata por isso a minha vida toda.
Pegarei um carro, e poder� ir.
N�o. pode deixar que eu me arranjo. Adeus.
- Adeus. - Voltaremos a nos ver.
- Boa noite, doutor. - Ol�.
Hunt, que sorte te encontrar aqui!
Foi essa jovem convidada sua.
Bem, parece que tenho algum poder.
Qual o motivo da festa? Esqueci.
Venha. Te mostrarei.
Boa noite, doutor.
- Ol�. - Como vai?
Olha. N�o � fant�stica?
Nota a for�a? Quase pode ver ela se mover.
- Quem �? - Quem �?
Uma mulher personificada!
� de longe o melhor que j� fiz.
Olhe o efeito.
� absolutamente uma obra-prima.
Modesto, certo?
- Gosta? - N�o muito.
Claro! O que sabe disso, inquisidor mental?
- Perde tempo, Elaine. - Voc� acha?
Acho. Olha os olhos de uma mulher bonita, e s� v� uma c�rnea inflamada.
Era uma piada. � boa realmente.
Pelo menos Eu me considero bem-sucedido.
Clag, venha aqui. Quero falar com voc�.
Serpentes em seu cabelo, hein?
Temo que Clag nos v� assim.
- Quer algo para beber? - Obrigado.
... disse que ela era fria, e Allida serviu-lhe uma x�cara de ch�.
Eu estava sentado a seu lado, e era incapaz de segurar a ta�a.
Nick falou asperamente e depois tudo correu muito rapidamente.
Allida se levantou e as flores ca�ram.
Peguei num bra�o e Nick no outro.
Eu disse: "Chamo um m�dico?"
E Nick disse: "bobagem, n�o � a 1� vez".
Do que fala?
N�o o conhece? John Maitland, Huntington Bailey.
Como vai?
Falava da morte da irm� de Bederaux.
- A morte? - Sim. Esta tarde, no ch�.
Teve um ataque card�aco.
Quando Nick desceu, disse que foi pela excita��o.
E todos n�s retomamos a nossa conversa.
E Cissie estava morrendo.
S�, la em cima.
- E n�o chamaram um m�dico? - Que eu saiba, n�o.
Ningu�m levou muito a serio.
Que vergonha! Gostava de Cissie.
Fazia anos que n�o a via.
Esteve num sanat�rio, ou algo assim.
"O macaco beijou a irm� do mandril. Beijou-a com tanta for�a que fez uma bolha."
- O que � isso? - "Eu fui ao jardim zool�gico".
"O velho mandrill, � luz da lua, penteava seu pelo roli�o."
Me lembrou a irm� de Bederaux, do mandril. Voc� o conhece?
N�o. Por que mandril?
Tem uma semelhan�a. E sua forma de olhar � bastante peculiar.
- Allida � a mulher mais bonita que conhe�o. - � uma obra de arte.
As mulheres bonitas me deixam nervoso.
Nunca te ouvi falar dos Bederaux.
N�o. Me apaixonei por Allida fazem alguns anos, juntamente com mais uma d�zia de homens.
Esquece teus compromissos facilmente.
N�o. N�o � t�o f�cil esquecer Allida.
Tem algo...
- fat�dico nela. - O Que quer dizer?
Viu o retrato que Maitlands fez? Est� na ala Bederaux do museu?
N�o.
V� ver. Ou melhor ainda, se te atreve, te levo domingo para tomar ch� na casa de Nick.
No ch�? A irm� acabou de morrer.
E dai? Estava muitos anos fora. Vir�?
N�o, obrigado.
- Imagino que est� cansado. Pe�o desculpas. - Obrigado.
O que significa "se me atrevo"?
Eu disse que Allida � fatal. V� ver o retrato.
- Boa noite, doutor. - Boa noite, Jorge.
A Srta. Bederaux, para quem reservei o quarto, morreu hoje de um infarto.
Sinto muito.
Pode mandar a bagagem para seu irm�o, Nicholas Bederaux. Est� na lista.
Sim, doutor.
Tamb�m, preferiria que n�o mencionasse meu nome.
- N�o, senhor. Boa noite. - Boa noite.
� voc�, Maggie?
Boa noite, doutor. A viagem n�o foi muito longa.
Bastante tempo.
Algu�m doente?
Bom... uma consulta.
J� desfiz as malas. N�o deve se preocupar.
Obrigado, Maggie. N�o se preocupe com mais nada.
Oh, n�o, doutor.
Est� boa essa �gua?
Maggie!
Oh, a �gua! Sim, doutor.
Eu pus a maleta no arm�rio.
- Obrigado. Boa noite. - Boa noite, doutor.
Tenho que estar em casa na hora do ch�.
Chegar em casa para o ch�.
Achavam que tinha algo no cora��o, mas o Dr. Hatch disse que eram bobagens.
N�o passarei uma noite mais nessa casa.
Eu disse.: "chamo um m�dico?"
E Nick disse.: "bobagens".
Tudo vai ser ser diferente.
Querido Dr. Bailey, estarei agradecida por isto por toda a vida.
Tem algo fat�dico em Allida. V� ver o retrato, Hunt.
Al�. Clag? � Hunt.
Me convidou para ir na casa de Bederaux, n�o?
Gostaria de ir. Sim, me atrevo.
Est� bem, at� domingo. Adeus.
Boa tarde, Frank. Boa tarde, senhor.
A deusa de Nick. Acho que a comprou na lua de mel.
E ent�o?
� como um conto de Julio Verne.
O �nico lugar onde ignora em que s�culo vive.
Est� bem, Allida. Uma x�cara mais, se insiste.
Desculpem.
- Ol�. - Ol�, Nick.
Fico contente de te ver. Esteve fora?
N�o, ocupado. Huntington Bailey.
- Como vai? - Como est�?
Conhe�o voc�.
Li seu artigo sobre "O Complexo de Napole�o".
Suspeito que devo sofrer algo assim.
- N�o acho. - Fico contente que tenha vindo.
J� conhecer� os outros, agora quero te apresentar Allida.
Os cientistas sumiram dessa casa.
Ol�, Bailey.
Querida, o Dr. Huntington Bailey.
Sra. Bederaux.
Como est�?
Como quer o ch�, Dr. Bailey?
Acho que deve preferir algo mais forte, mas ter� que servir o ch�, coisa que faz muito bem.
E se sentar� contigo um pouco, e te acalmar� sobre Alec.
Temos um filho de cinco anos, que se nega a comer se n�o lhe conto historias.
Hunt viu seu retrato, e acha que sua beleza � inquietante.
Gosta tanto do retrato que usa o mesmo vestido. Inclusive as mesmas x�caras.
Seja am�vel com ele, querida. Clag, temos que conversar.
N�o � uma mania, realmente.
Nick desenhou o vestido, e gosta que eu o coloque.
Maitland pinta muito bem n�o?
N�o entendo nada sobre pintura.
- A��car? - N�o, obrigado.
Clag insiste em que sou artisticamente ignorante.
- Mas o quadro � preocupante. - Porqu�?
- H� algo na express�o dos olhos. - Sim?
Queria ver por mim mesmo se era imagina��o do autor ou se realmente existe.
- O que acha? - Que existe.
N�o provou o ch�.
- Ch� chin�s, fumado. - Como voc� sabe?
Acho que ouvi falar.
Clag diz que � um m�dico muito famoso e que jogam bilhar e discutem sobre sua obra.
� o �nico modo de n�o discutir com Clag, � estar de acordo com ele.
Eu tentei, mas ent�o disse que n�o estava sendo sincera.
- N�o quer saber o que vi, ou achei ver, no retrato? - Sim. Sim, � claro.
Em primeiro lugar, devo dizer que vim por outra raz�o, n�o pelo retrato.
- Vim por... - N�o!
N�o, eu n�o fiz l�.
Sabia que era m�dico, mas n�o achei que fosse assim.
Oh! Por favor! Por favor!
- Sra. Bederaux! - Que falta de jeito a minha!
Minha querida crian�a o que fez agora?
Desculpe, Nick.
Que est�pidez da minha parte!
N�o foi nada. Chama Frank.
Vem, Bailey. Vai querer algo mais estimulante.
- Desculpe. - A culpa foi minha.
D�ga-me, esta exercendo, ou trabalha somente para a ci�ncia?
- N�o. Tenho que viver disso. - � muito sensato de sua parte.
Com os p�s na terra, nada de torres de marfim.
- Xerez ou Madeira? - Xerez, por favor.
Talvez seja o homem que estou procurando. O tem notado, � claro. Posso ver em seu rosto.
Acho que n�o entendo.
N�o tem que falar sobre isso, a menos que queria. Eu falo.
Ela lhe falou do menino? Disse que ela o criou?
N�o.
Espero que n�o nos interromperam por uns minutos.
Deve ser acostumado a ter emerg�ncias.
Eu tamb�m, de um modo mais suave.
Mas nunca achei um perigo para mim, ou para ningu�m que amasse.
- Perigo? - Sim, perigo.
Allida e eu estamos enfrentando uma crise com nosso filho.
Sofre de terrores noturnos, pesadelos, tigres debaixo da cama. Medos terr�veis.
S� porque n�o se expressa como qualquer crian�a saud�vel.
Allida n�o entende, e tem uma boa raz�o.
Se trata de Allida, claro, n�o do menino.
O acho astuto o suficiente para t�-lo percebido.
Continuo pensando que "perigo" � uma palavra forte.
Lembra-se do verso:
"A vida � curta, e a arte longa; decis�o dif�cil, experimento perigoso."
N�o. A palavra est� bem escolhida.
E eu preciso de ajuda. Caso contr�rio, n�o posso continuar.
N�o seria melhor um especialista em crian�as?
N�o se trata do menino, e voc� sabe disso.
Voc� pode me ajudar. E soube no momento em que o vi.
Te chamarei no teu escrit�rio para acertar como pode observ�-la.
Sabia que nos interromperiam.
Estou indo. Voc� vem ou ficar?
- Vou contigo. - Amanh�?
- Me chamar�? - Sim.
- Adeus, Nick. - Boa noite.
Perdoe.
- Obrigado por me receber. - Sinto muito em nos deixar t�o cedo.
- Voltar� outro dia? Para jantar? - Obrigado.
Voc� viu o retrato e a modelo. Existem semelhan�as?
N�o, acho que n�o. Eu pintaria diferente.
Como a pintaria?
Seu rosto n�o seria t�o solene, nem estaria vestida para tomar ch�.
Pintaria de corpo inteiro, no campo, com o c�u atr�s,...
a vegeta��o at� os joelhos, com o vento soprando no campo,...
rodeada por margaridas.
Margaritas tamb�m. Todo um efeito.
Retiro o que disse de nunca olhar uma mulher nos olhos.
Ainda podemos fazer de voc� um artista.
Vamos. Obrigado, Allida.
- Eu n�o sabia que o conhecia. - Quem?
O lugar que descreveu. Vem de um lugar assim.
Embora Nick insiste que a conheceu em Par�s.
Por mim pode ter conhecido ela num camarim.
Eu n�o gosto desta casa. H� algo estranho em todos eles. Espero n�o ter me tra�do.
Foi uma experi�ncia interessante.
- Experi�ncia perigosa. - O que?
Nada.
- Vai para o centro? - N�o. Te deixo aqui.
- Tua experi�ncia funcionou? - Sim, temo que sim.
Acha que eu tamb�m estou apaixonado.
Claro que n�o. Durma bem.
"Alguns homens", diz Bederaux, "criam cavalos de corrida. Eu aposto em animais humanos.
Os encontro eles em lugares improv�veis, e adoro fazer o imposs�vel."
Allida Bederaux � mais simples.
Cultiva margaridas campestres na cidade,...
- Cultiva margaridas campestres. - Sim.
mas n�o se dedicam exposi��es de flores.
O artigo � assinado por A. Gregory.
Anotou os dados em um hist�rico?
N�o. � uma quest�o pessoal.
Deixe-o entrar. Dennis e voc� pode ir.
Sim, doutor.
Sr. Bederaux.
- Cheguei muito cedo? - N�o, est� bem.
Obrigado por me dedicar seu tempo.
Quanto mais cedo melhor.
N�o. Quero que isto seja confidencial. Estritamente confidencial.
Certo.
Bem, tenho que ser honesto.
Temo... estou quase convencido de que Allida, minha mulher, est� transtornada.
O que te faz pensar isso?
Naturalmente, isto � muito embara�oso para mim, mas deve saber a verdade.
Vou te falar de seu comportamento, e depois quero que a veja de forma amistosa.
Tem-lhe tomado afeto, sabe? Ela n�o suspeitar� de nada. Na verdade, acredito que tem interesse nela.
E ent�o, se depois de um tempo, achar que parece apenas um problema nervoso...
e se ela n�o est� imaginando essas coisas, bem...
Por que n�o diz exatamente o que � que ela, ou voc� imagina?
Eu imagino?
Entendo. Pode pensar isso, claro, ela � muito convincente.
Quase me convenceu algumas vezes.
O assunto das margaridas, por exemplo.
Margaridas?
Ela as envia para si mesma.
Ocasionalmente. Especialmente no seu anivers�rio.
� escrito por ela. Eu os consegui do florista.
"Enviar 4 d�zias de margaridas para a Sra. Bederaux.
Sem cart�o." Junto uma nota de US $ 5.
Outras vezes um garoto as tr�s, e sempre sem cart�o.
Entrega pessoalmente. Inclusive com pessoas perto.
- Por que margaridas? - N�o sei.
E h� mais.
Acha que os m�dicos a investigam, que a seguem quando vai as compras.
E n�o � recente.
Tudo come�ou em Paris.
O primeiro ano.
Eu acreditei nela.
Por que n�o acreditar? A amava.
- Minha irm� acaba de morrer. - Sim, ouvi isso.
Foi na rela��o com Cissie quando sua doen�a come�ou.
Cissie estava t�o apegada a ela e Allida pegou uma avers�o totalmente irracional.
- N�o. Eu entendi que... - O que entendeu?
Acho que Clag me disse que elas eram insepar�veis.
Clag n�o sabia.
E como te disse, � muito convincente quando quer.
E tamb�m tem o problema do menino.
Esses pesadelos noturnos. Essa sensa��o de p�nico.
N�o sei o que est� fazendo com ele.
N�o posso te dizer mais nada.
� muito doloroso.
Ter� que ver por si mesmo.
- Vir�, n�o? - Sim.
Allida te enviar� uma nota. Como te disse, acha que gostou dela quando estiveram juntos.
- Isso nos facilita as coisas. - Tamb�m acho.
H� uma cura para esse tipo de coisa, certo?
Teria que saber mais do assunto.
De qualquer forma, chegarei at� o fundo.
E tudo foi muito r�pido.
Allida se levantou, e as flores, as margaridas,
ca�ram de seus bra�os.
Cultiva margaridas campestres na cidade.
Isso das margaridas.
Envia a si mesma, de vez em quando.
Principalmente no seu aniversario.
- Al�? - O Dr. Bailey?
Hunt, sei que � espantoso que te chame de repente...
Sem problemas, Elaine.
Mas tem a oportunidade de conhecer Allida.
O que?
Allida Bederaux. Estava interessado em conhec�-la.
- Onde est�? - Perto de mim.
- Sim, mas onde? - No Simpson Crawford's, bobo.
Vou agora.
- Que coincid�ncia. - Sim.
Ou lhe disseram que estava aqui?
Quem me diria?
Nick. Sabe que venho aqui sempre.
N�o! Asseguro-lhe que n�o. Nick n�o me disse nada.
Dr. Bailey. Deve achar que sou uma pessoa estranha. Ontem me viu t�o angustiada. E agora, te pergunto.
N�o. E n�o pense em mim como m�dico.
Seja o que for que tenha contra os m�dicos, ter� seus motivos. Gostaria de ser seu amigo.
Sou seu amigo.
Obrigada.
Aqui est� o seu pacote.
Li algo sobre os Bederaux. Lembrei de um artigo no Manhattan, e por sorte o encontrei.
Escrito por um certo A. Gregory. Conhece?
Isso foi h� muito tempo.
Sim?
N�o sei. N�o lembro.
Seja quem for, d� uma imagem bastante superficial de Nick.
E de voc� s� que cultivava margaridas
- � t�o estranho? - O que?
Que cultive margaridas.
Ao contrario. Lembra que lhe disse que eu a pintaria assim?
Dr. Bailey, achei que queria ser meu amigo.
E quero.
- Deseja algo, senhora? - N�o, obrigado. Mudei de id�ia.
Deve acreditar em mim. Sou seu amigo e sei que precisa ajuda.
Como sabe?
Vi ontem em sua voz e em seus olhos, ao me dizer "por favor!"
E tamb�m nos olhos do retrato.
Nick me disse para convid�-lo para jantar.
- Est� bom amanha? - Ser� um prazer.
Sra. Bederaux, sou seu amigo. Se tudo fosse diferente...
Vamos dizer �s 8:00?
- Estarei l�. - Adeus, Dr. Bailey.
- Taxi, senhor? - Sim.
Obrigado, senhor.
- Esta � sua valise, n�o? - N�o, Maggie.
Talvez tenham confundido as bagagens. Comunico � recep��o?
N�o.
Quem tem minha pasta, sabe muito bem a quem pertence.
Tem meu nome.
E havia uma nota de...
De um amigo meu.
Isso � tudo.
- Boa noite, Maggie. - Sim, doutor.
Boa noite.
VlDA E MOMENTOS DE NlCHOLAS BEDERAUX
POR CLARlSA BEDERAUX
C. BEDERAUX DIARIO PARTICULAR
N�O SE ATREVAM A ABRI-LO
VlDA E MOMENTOS DE NlCHOLAS BEDERAUX
BY CLARlSA BEDERAUX
Nicholas Bederaux lll nasceu em 21 de novembro de 1848,
em Landskren, na propriedade familiar, perto de Viena.
Eu s� era uma menina que n�o tinha nem cinco.
Esperava que papai me dissesse que tive um irm�ozinho.
N�o sabia por que parecia t�o aborrecido
at� que soube que minha m�e morreu no parto.
Nicholas estava destinado a n�o conhecer sua m�e,
muito menos seu pai.
Um ano depois, meu pai,
quando voltava da Am�rica no "Brazilian Queen",
decidiu acabar com a vida.
Jurei ent�o que seria o pai e m�e de Nicky
enquanto viv�ssemos.
Eu tentei, Deus sabe,
mas n�o era f�cil.
Nicky parecia ter o diabo no corpo.
Allida era a criatura mais doce e bela do mundo.
Conhecemos ela no ver�o que passamos em Stonyglade.
Morava com seu pai numa cabana no campo.
Desde o principio, Nick
achou-a encantadora.
Nick.
N�o � lindo?
N�o acho que exista nada t�o bonito como um campo de margaridas.
Se contenta com muito pouco. Terei que te mostrar o mundo.
Sim? Quando?
Mais cedo do que pensa. Agora n�s precisamos conversar.
Bom. Vamos sentar aqui.
Muito bem. Falar sobre o qu�?
Eu tive uma conversa com o seu pai.
Eu lhe disse o quanto a admiramos Cissie e me.
Voc� � t�o gentil.
E gostar�amos de fazer algo por voc�.
J� fizeram muito por meu pai e por mim.
Sugeri que deixasse voc� vir a Europa conosco.
Europa?
- Gostaria disso? - N�o sei.
Seria uma experi�ncia enriquecedora. Veria os lugares e tesouros hist�ricos.
Isso sairia perdendo com a compara��o.
Oh, n�o!
Arte e cursos de idiomas.
E em Par�s, poder�amos comprar vestidos. Poderia se tornar numa dama distinta.
Acho que n�o gostaria disso.
Poderia ser a beleza deste s�culo.
Nick, pare de me provocar.
Poderia ser divertido, Cissie e voc� � muito gentil.
� t�pico de voc�. Mas...
- O que? - N�o poderia ir, claro.
O que diria meu pai?
Disse que n�o podia negar que tivesse esta oportunidade.
N�o acredito. Perguntarei a Cissie.
- Eu vou correr. - Nada disso.
Venha, Nick!
Querida e doce Allida.
Era t�o jovem.
Se emocionou tanto ao conhecer Par�s.
Nick era maravilhoso com ela.
Embora n�o quisesse mim�-la.
Por um tempo, o Louvre parecia nosso segundo lar.
Nenhum dia durava o suficiente para o que Nick preparava para ela.
As vezes, parecia cruel for�ando-a tanto, e confesso que nesse momento n�o percebi...
sua ambi��o por ela
Mas sabia que, em Vermont, tinha encontrado uma j�ia, e estava decidido a polir e montar com perfei��o.
N�o, senhorita.
Ou�a o intervalo. � uma nota perfeita.
E depois de dois longos anos, e nunca esquecerei essa noite, ...
Allida foi apresentada � sociedade de Paris.
Usava um vestido desenhado pelo pr�prio Charvet.
E num sal�o de belas mulheres, n�o havia uma que se igualasse.
E que orgulhoso estava Nick dela. N�o queria demonstrar, ...
mas eu sabia. Conhecia esse seu costume ...
de levantar os olhos quando algo lhe agradasse muito.
Estava t�o orgulhoso!
Querida...
Nick!
- Estou t�o feliz. - Eu sei.
Querida, esta noite n�o � nada, s� o come�o do que pode ser uma vida maravilhosa.
Nick!
N�o h� nada que n�o possamos conseguir, voc� e eu.
Nada.
Voc� e eu, Allida.
Sabe o que quero dizer?
Querida.
Me daria a honra de se tornar minha esposa?
Nick, est� brincando.
Nem um pouco.
� algo que nunca disse a uma mulher. Eu te amo.
- N�o posso pensar? - N�o precisa responder agora.
Nick, estou t�o agradecida.
N�o, por favor.
Uma vez disse que estava agradecida.
N�o quero que essa id�ia influencie tua decis�o.
- Entende? - Sim
Gostaria de ficar aqui um pouco. Se importa?
Tr�s semanas depois, Nick e Allida se casaram numa capela na margem direita,...
com s� alguns de seus amigos pintores que marcou o final de nossa estadia em Par�s.
Hoje foi o aniversario de Allida.
Nick deu-lhe um colar de precioso jade branco Nick lhe deu um colar valios�ssimo de jade branco.
Ela n�o conhecia seu valor, s� estava feliz porque era seu presente.
O colocou enquanto cantava uma can��o antes do jantar.
"O amor � um garoto t�mido
A rudeza lhe d� medo.
� a liberdade que o guia
- Vamos, Allida. Continue. - N�o. J� chega.
N�o � por sua voz. Quando canta podemos te admirar.
Prazer completo.
Certo. N�o vi seu colar de jade.
Tome.
- Ora! Mas Nick! - � bonito, n�o?
- Cada desenho � diferente. - N�o tinha visto.
Ol� a todos.
Ol�, Nick. Bela noite para uma festa.
- Alec! - Feliz aniversario.
Olha o que eu trago
lnsignificante, mas atento.
Na verdade, N�o aceitam cheques, Nick .
Ent�o coloquei na sua conta.
- Est�o murchas. - N�o. S� cansadas.
S�o bonitas. Muito obrigada.
Como sabia que prefiro as margaridas?
Soube ao te olhar.
H� tamb�m algumas palavras.
Deve ser escritor, claro.
"Diga o nome e conhecer� pela forma dos l�bios.
Ent�o como posso dizer Allida?"
- N�o que seja genial, mas... - Ao menos, � curto.
- Um dia vou termin�-lo. - Quanto talento por aqui esta noite.
Podemos pintar um quadro, esculpir uma figura, escrever um soneto, ou deixar que Allida seja as tr�s coisas.
- Alec, andou bebendo? - Nem uma gota. Eu juro.
Mas agora poderia beber algo.
- O jantar est� servido, senhora. - Obrigada, Frank.
Isso foi um trago r�pido.
Nick me pediu esta noite para pint�-la
Fico contente por voc�, e sei que o far� muito bem.
Quer com a roupa que ele desenhou.
Eu a pintaria como est�.
Sim, e deveria vestir...
O que fez com o colar? � t�o crian�a...
Nick ficar� zangado se perdeu.
Alec! Me ajude a procurar.
- O que? - Meu colar.
Deixei aqui quando entrou. Deve estar por aqui.
Voc� tem certeza?
Estava nas minhas m�os quando me deu as margaridas.
N�o pude acabar o poema diante de Nick e dos outros.
- Quer ouvi-lo agora? - Claro, Alec.
"Ent�o, como poderei dizer Allida,
se a simples palavra em meus l�bios deixa claro?
Eu te amo"
N�o deve escrever essas coisas sobre mim.
Claro que n�o.
Venha, me ajude a procurar.
- Te falei que tenho um trabalho? - N�o. Qual?
- Uns artigos sobre o M�xico. - Vai l�?
- Quando? - Agora mesmo.
Sentiremos sua falta.
Na verdade n�o vou realmente. J� tentei.
Voc� tentou?
Aceitei o trabalho. Fiz as malas. Fui na esta��o.
- Nunca sirvo para nada. - Alec...
O poema de antes n�o eram s� palavras.
� um poema est�pido. N�o posso escrever sobre voc�.
- Por favor, Alec. - Tento, mas n�o posso.
Quero expressar como voc� �. Sei que voc� � quente, simples, e brilhante por dentro.
N�o � a grande dama da casa. � a terra, e tudo o que cresce e respira.
E quando n�o estou com voc�, o mundo est� vazio.
- Voc� me ama? - N�o.
- N�o ama Nick. - Sim, eu o amo.
- N�o. Estou certo. - Por favor, Alec.
Querida, vai haver coment�rios, se n�o subir logo.
Clag amea�a dar cambalhotas em Cissie se n�o subir.
Acho que bebeu muito.
N�o � m� id�ia, amar Nick.
Est�vamos procurando meu colar.
- Acho que estava aqui. - Est� comigo.
Me desculpe que seja t�o descuidada.
- Bobagens, querida. Vou guard�-lo, certo? - Sim, Nick.
- Alec me dizia que talvez v� ao M�xico. - Quando se decidiu?
Ainda n�o resolvi. Na verdade n�o vou.
- Temperamentais esses artistas, n�o? - Muito.
- Nick, eu acho que � hora de que... - Alec!
Est� bem, Allida.
Posso ficar no mesmo lugar que Clag?
Sim, tem champanhe l� em cima. E h� u�sque na biblioteca.
U�sque?
Acho que acertou em cheio, eu adoro, Nick.
Diga-me, sua impertin�ncia aumenta sua atra��o?
N�o, Nick.
Por que interrompeu? Seria interessante discutir a quest�o.
O intelecto nunca compensa o f�sico, n�o querida?
N�o fa�amos uma cena esta noite.
Allida, querida.
Detenha Clag. Est� se comportando muito mal. Amea�a subir numa dessas armaduras.
N�o � divertido? Mas n�o podemos permitir, certo?
Vai se ocupar de seu outro guerreiro, querida.
Allida.
Nick e Alec. Ele ficou...
Nick!
Cissie desmaiou.
O que est� fazendo aqui? Leve-a para cima.
Sim, senhor. Cuidaremos dela.
Eu sinto muito. Ficarei bem.
Al�?
Dr. Bailey? � Allida Bederaux.
Dr. Bailey, se Nick subir para ver o menino...
Se subir amanh� enquanto estiver aqui, Tente segui-lo. Veja se pode...
Hunt! Que diabos?
- Deixe-me entrar. - Est� b�bado?
Me meti em confus�o, e deve ser importante, porque me seguiam.
Claro, os an�es. Te perseguem sempre. E de manh�, brincam nos p�s da cama.
Olha.
Diga-me.
Sim. E agora, o que te digo?
Ah. Sua �tica m�dica. Bobagens!
Deve haver esc�ndalos mais deliciosos...
Quando soube da morte de Cissie, n�o te disse que a conhecia.
Pois bem. Vim no trem com ela.
- E por que n�o disse? - N�o me pergunte. N�o sei.
Estava surpreso, impressionado, se prefere. E eu queria pensar.
Quer dizer que tem que ver com Bederaux?
Eu n�o sei.
Continue.
Ela havia decidido n�o ficar com Nick.
Me perguntou por um hotel, e trouxe suas bagagens ao meu.
Ent�o, ouvi dizer que ela havia morrido de um ataque card�aco.
� simples assim. Tinha muito medo, mas o qu�?
Me sentei ao seu lado no trem, e essa mulher n�o sofria do cora��o.
Voc� est� sugerindo...?
N�o sugiro nada. S� falo.
Ent�o, morreu de causas naturais.
E agora tenho sua valise no meu banheiro.
E um homem com uns sapatos estranhos me segue.
Sua valise?
Sim, misturou com minhas coisas. E lhe mandaram minha valise.
O que descobri esta noite.
Olhei o que tinha. N�o devia, mas fiz.
Dentro estava o di�rio de Cissie, e algo que estava escrevendo:
"Vida e Momentos de Nicholas Bederaux".
Eu li.
Esta noite vivi esse di�rio.
Vivendo a estranha vida de Nick e sua irm�.
Conhece a historia?
Muito bem.
N�o � muito bonita.
Sua m�e morreu quando ele nasceu. Seu pai, que o odiava, suicidou no ano seguinte.
Foi criado por sua irm�, que sem saber, odiava ele tamb�m.
Sacrificou sua vida para ele.
E Allida...
Sim, eu sei.
Te disse que n�o gostei dele a primeira vez que o vi.
E quanto mais o conhe�o, menos eu gosto.
Tem algo que n�o encaixa.
Como um acorde musical sem uma nota b�sica.
Quer dizer que o homem est� louco?
N�o como entende por loucura.
� razo�vel, l�gico...Inclusive brilhante. Mas em guerra.
Com o que ou com quem? N�o sei. Talvez com a vida.
Se � assim, teria sido melhor que tivesse acabado no come�o.
Para voc�, � claro. Est� apaixonado por sua mulher.
- Se pudesse dizer... - O que?
N�o. Eu n�o posso lev�-lo a s�rio.
Veja? Ele se foi.
Quantos sapatos estranhos acha que tem nessa cidade?
Olha, est� cansado. Tem trabalhado muito, vasculhando muitas mentes estranhas.
Vai, e pe�a que mandem a valise de Cissie.
Seu nome n�o precisa aparecer.
Mas minha valise tem meu nome.
E dai? Voc� n�o sabia que se tratava de sua irm�.
Por isso n�o mencionou.
Talvez tenha raz�o. Esquece o que te disse. A menos que...
A menos o que? N�o vai me dizer que est� assustado.
N�o. Mas se eu tiver raz�o deveria estar.
- Sair� desta. - Boa noite, Clag.
- Pode subir para a biblioteca. - Obrigado.
Posso ajud�-lo?
Estou procurando o boneco do menino.
N�o dormir� at� que o tenha.
Aqui est�, Sr. Gregory. Eu o tenho.
� doloroso para uma crian�a ir dormir querendo algo.
Obrigada.
Mas voc� n�o � o Sr. Gregory, certo? Claro que n�o.
Sou t�o m�ope que me esque�o. Desculpe.
Para estar certa com um cavalheiro t�o bonito...
N�o � de admirar.
Desculpe, amigo, o filho estava com sua manha na hora de dormir.
Sim, as vezes a gente se surpreende.
Tiramos a escada normal para ampliar a parede.
Allida descer� em um momento, espero.
- Como est�, Bailey? - Como sempre, eu diria.
Parece cansado. Uma semana dura?
- � falta de sono. - Agora pode relaxar.
Por n�s. E isso pode ser o primeiro de muitos.
Ah! Aqui est�.
- Boa noite. - Sinto muito. Tive que...
Sim, sim. N�s sabemos.
Leva seus problemas maternais muito a serio.
lnsisto que os deixe enquanto o menino dorme.
- Um Xerez, querida? - Sim, Obrigada.
Um menino de cinco anos deve protestar as vezes. N�o concorda?
Sou meio antiquado. Como as m�es e os filhos.
Ver� quando tiver seus pr�prios filhos.
Allida l� tudo sobre educa��o de filhos. Resultado: uma crian�a mimada.
Faz cinco anos? Como se chama?
Alec.
Alex?
Alexander.
Um grande nome para um beb�, n�o?
Alexander, o Conquistador.
- E quer estar a altura de seu nome. - Me serve outro Xerez?
Mas, querida, n�o terminou o outro.
Voc� sabe? Allida, �s vezes...
- Sim? - O jantar est� servido.
Obrigado.
- Quer outro? - N�o, obrigada.
Uma das poucas coisas que nunca pude mudar nesta casa, � a sala de jantar do t�rreo.
Mas talvez quando Allida e eu estivermos velhos, teremos elevadores que funcionem como devem.
At� l�...
Cissie celebrou aqui minha idade adulta.
- Pobre Cissie. - Nick, n�o pensemos nisso.
Sinto muito.
Absolutamente encantadora.
Allida arruma as flores muito bem. Principalmente com as margaridas.
Mas n�o fui eu, Nick.
Pedi rosas amarelas. Deve acreditar em mim.
Claro que acreditamos, minha querida.
Talvez tenham acabado, ou estivessem murchas, ou talvez n�o seja �poca...
nesta esta��o do ano, ou o florista confundiu as caixas, ou talvez voc� pediu,...
O que importa?
As vezes, o poder da mente. A auto-hipnose, n�o � isso, Bailey?
As vezes tem muita confus�o com essa terminologia.
Normalmente, as coisas tem uma explica��o l�gica.
Mr. Nick.
Ter� que subir. Grita quando me aproximo.
Vai ficar doente.
Isto � rid�culo!
As mulheres est�o transformando isso num manic�mio. Se continua assim, terei que mand�-lo embora.
N�o gosto de ouvir choro de uma crian�a
- A uma crian�a, n�o. - Nick, deixe-me.
Sinto muito. Ter�o que me desculpar. N�o me esperem.
Acabo de lembrar que tenho que telefonar.
Devo telefonar para uma paciente antes das 9.
O telefone est� na biblioteca.
Frank.
- Por aqui. - N�o se preocupe. Sei onde est�.
...quando escurece, come�am a sair as bruxas, saem para enfeiti�as as pessoas.
S�o bruxas feias.
E quanto mais bonitas s�o de dia, mais negras e feias se tornam quando escurece.
E o que querem, s�o crian�as como voc�.
Eu, n�o, pai.
N�o, voc� n�o. E sabe por que?
Porqu�?
Porque pai sabe tudo sobre bruxas, e colocou umas grades m�gicas para te proteger.
Mas n�o deve dizer a ningu�m. � um segredo.
Nunca diga a Deria ou a mam�e.
- Deria � uma bruxa feia, n�o? - Sim.
Mas menos perigosa que uma bonita.
- Essas s�o as mais perigosas. - Mam�e � bonita.
Pai. Vi uma! Entrou.
Muito bem.
Sim, claro. Irei em seguida.
Os m�dicos n�o somos bons hospedes por isso.
Eu tenho uma meia hora.
Voc� com seus pacientes, eu com os meus.
Acho que Nick tem raz�o, Allida.
Se preocupa muito por seu filho.
Provavelmente tem alguns medos. Mas, quem n�o tem?
Disse algo de que sonhava com tigres debaixo da cama.
Bom, isso n�o me parece t�o anormal.
De certo modo, todos temos tigres debaixo da cama, n�o acha?
O que quer dizer, Bailey?
Em ambos casos, o tigre representa algo que n�o entendemos, ou algo ou algu�m a quem tememos.
Entendo.
E como nos livramos desses fant�sticos tigres?
No caso do menino, conversando com ele, convencendo de que os receios s�o infundados.
No nosso caso, o problema � muito semelhante. Possivelmente um pouco mais complicado.
Quer dizer, quando se trata de um homem violento.
E ent�o?
Ent�o, talvez voltemos ao m�todo selvagem de enfrentar-se com o tigre real.
E matar esses nossos tigres. � isso?
N�o, n�o estou de acordo com voc�.
� psicologia. Aceite, ou n�o. Como quiser.
Voc� aceita?
Tem que ir mesmo?
Sei que entende. Obrigado por seu convite.
Voltar� outro dia?
Na primeira oportunidade. Adeus.
- Vou ao clube. Posso te levar? - Obrigado.
Adeus, querida.
Apenas falou depois do incidente das flores.
E costuma falar t�o encantadoramente.
Tive que colocar uma desculpa.
Oh, tive que colocar tantas desculpas.
Eu acho que j� cheguei no limite.
Sim, eu percebo.
Poder� convencer-lhe que venha ver-me? Talvez possa aconselhar.
- Est� falando s�rio? - Absolutamente s�rio.
Muito bem. Farei o que puder.
Continua? Eu des�o aqui.
- Posso te levar. - Prefiro andar.
- Amanh�? - Farei o que puder.
- Boa noite. - Boa noite.
O menino se chama Alexander.
Um nome grande para uma crian�a, n�o?
Alexandre o Conquistador.
Alec me trouxe flores, margaridas.
Voc� n�o � o Sr. Gregory, n�o? Claro que n�o.
O artigo est� assinado por A. Gregory.
Alec. Alexander.
Alexander Gregory.
Allida? � Hunt.
Estou no Stanley's.
Um restaurante pr�ximo da sua casa.
Voc� pode vir aqui? Eu tenho que v�-la.
Sim, tem uma entrada privada. Te esperarei ali.
Muito bem.
Sente-se.
- Confia em mim? - Sim.
Tem que sair dessa casa.
- Estou aterrorizada. - N�o deve ficar, entende?
N�o deve ter medo nunca mais. Agora estamos s�s.
Sim. O que viu quando subiu?
Falava tranquilamente com o menino.
N�o. Est� fazendo algo a Alec.
- N�o me deixa entrar l�. - N�o, Allida.
Tem que estar tranq�ila para me ajudar.
Agora me diga. Quem era Alexander Gregory?
- Oh, n�o! - Diga, por favor.
Nick disse que foi culpa minha.
Que era como se eu mesma o tivesse empurrado na frente da carruagem.
O que quer dizer?
Foi na noite do meu anivers�rio.
Alec ficou at� tarde, e insistiu em ir andando.
Nevava forte e Nick o acompanhou parte do caminho.
- E ent�o... - Sim?
Eu n�o sei.
N�o o encontraram at� a manh� seguinte.
Ele havia sido atropelado.
Entendo.
Aquela noite, Alec disse que me amava.
- Foi a �nica vez. - Voc� o amava?
Oh, n�o!
Mas eu n�o sabia o que estava acontecendo.
De repente, tudo parecia ter mudado.
E depois, Nick subiu.
Tinha o rosto mais jovem e fresco.
E pela primeira vez, tivemos um momento de felicidade.
Entendo.
E todo esse tempo, Alec estava l� fora, sob a neve.
Foi id�ia de Nick chamar de Alec ao menino, n�o?
Sim, ele insistiu.
N�o deixe ele se livrar do menino, por favor.
Eu n�o envio margaridas a mim mesma.
E Alec est� morto. N�o pode ser ele.
Sabe por que te imaginei com margaridas?
Porque eu te amo.
Alec, tamb�m. Por isso pensou nelas.
Nick sabe o que sente por mim?
Sim, sabe.
Hunt, n�o me permita te prejudicar.
Voc� n�o poderia.
Nada do que fa�a pode me prejudicar.
Allida.
Vou ver se Nick continua no clube.
Vou chamar Clag. Pode esperar aqui?
Clag, escute com aten��o.
Feche-se na cabine.
Eu n�o posso. Se fecha do outro lado.
Quem a fez est� desequilibrado.
Ou�a! Quero saber se Nick est� no clube.
Quem? N�o conhe�o.
- Ou�a. Nick est� a�? - Sim, claro.
Certo. Preste aten��o. Quero que me chame quando ele sair.
No momento em que ele sair.
Quando sair? Por que voc� n�o pede? Est� aqui mesmo.
N�o, Clag! N�o o mencione. Simplesmente, esquece.
Olha, faz tudo ao contrario. Voc� diz "obrigado",
e eu digo "esquece". Entende?
Clag. N�o te chamei. Entende? N�o te chamei!
O que voc� acha? Diz que n�o me chamou.
Tem que voltar.
N�o tenha medo, tem que passar a noite com o menino.
- Sim farei. - S� um pouco.
Clag, Lembre-se do que eu disse antes.
Agora eu acredito que Bederaux matou Alec Gregory, e pode ter matado sua irm�
e acho que ele certamente quer me matar. Se alguma coisa me acontecer,
por favor veja � seguran�a de Allida e da crian�a
Entre.
- Quero que guarde isso. - Sim, doutor.
Diga a Mitchel que mande-a rapidamente se eu morrer.
Sim, doutor.
Os Bederaux continuam sem responder.
Quanto tempo faz que chamou a senhora?
Umas duas horas.
Me deixou preocupado.
Agora o menino e voc� estar�o a salvo.
Nick me disse que viesse aqui v�-lo.
Sugeri que viesse me ver.
Pretendia que n�o estava muito...
Mas n�o tinha nada. Cr� em mim, n�o?
Sim, querida.
Nunca houve nada, exceto um medo que n�o podia explicar.
Eu sei.
- Creio que Cissie entendeu. - Sim.
- Conhecia Cissie? - Sim.
Na noite que voltou, me sussurrava pelas escadas: "Deve ir, Allida. Deve ir".
E quando Nick foi buscar �gua, ela estava tentando me dizer algo,...
mas n�o recuperou f�lego. Foi terr�vel!
N�o parava de dizer: "Agora entendo, agora sei." E ent�o, Nick me mandou descer.
- N�o pense nisso. - Fiz o que me pediu.
Dispensei os criados, exceto Deria.
E Nick foi viajar.
- Foi viajar? - Sim. Tinha que ir a Boston.
Vamos pegar Alec.
Tenho um lugar no campo para ambos.
Sim?
Uma mensagem.
Desculpe.
LlNEAS MARlTlMAS DA COSTA LESTE
N�o � nada. Vamos.
N�o posso te dizer como me sinto.
- N�o deveria me sentir assim. - N�o, querida.
Pela primeira vez na minha vida...
Caro Bailey.:
este barco � o anticl�max do Brazilian Queen de meu pai, mas servir�.
Quando ler isso, estarei no meu camarote,
a caminho da Porta do Inferno. Um nome apropriado.
Talvez possa me trazer de volta,
mas essa decis�o colocar� a prova seu valor.
Est� em suas m�os decidir qual ser� o futuro de Allida.
Se concorda comigo...
- Hunt. - Sim querida?
Por que Nick foi embora?
Eu n�o sei.
...comigo, Allida lembrar� seu marido
como um homem desafortunado
que cumpriu sua fatalidade, como seu pai fez antes.
Cordialmente, Nicholas Bederaux.
Faz frio. Acenderei o fogo.
Tivemos que apagar a caldeira. Tem que ser consertada
Vou acender para voc�.
Olhe-me.
Eu n�o tenho medo.
Chamarei Clag.
Quero que fa�a umas coisas.
- Posso? - N�o. Eu vou.
Me ligue com a rua 38, 3424.
O Sr. Claghorne est�?
Bem, sou o Dr. Bailey.
Que me chame quando retornar.
Rua 38, 7098. � muito importante.
Obrigado.
� surpreendente como executa tudo o que planejei para voc�.
N�o ser� imprudente, n�o?
Isto faz mais barulho que milho estourando, e lhe impediria de se encontrar com Allida.
Ella est� a salvo, eu prometo.
Bom.
Bom! Temia que colocasse resist�ncia.
Mas isso est� bem.
Antes de mais nada, d�ga-me onde conheceu Cissie.
E como soube de Alec. Me fascina.
� como descobrir que h� novas pe�as de xadrez.
Mas posso jogar com elas, como ver�.
Desde que encontrei sua valise, soube que estava metido nisso.
Est� completamente louco, Nick. Sabia?
Quem sabe qual dos dois � o louco?
"Se algu�m tivesse um momento de prud�ncia, nesse momento, desapareceria deste mundo".
Mas louco ou n�o, sou um assassino. E voc� sabe.
Eu soube pela 1� vez quando tinha 4 anos. O cozinheiro disse:
"este menino matou seu pai e sua m�e."
E eu matei Alec, � claro.
Mas n�o me matar�, Nick. Sou t�o obstinado como voc�.
Te conhe�o. Conhe�o sua mente, e posso dialogar com voc�.
Sim, � claro. Eu li seus livros.
Isso vai ser interessante.
Quando veio, foi para me enfrentar?
Ent�o foi por Allida.
Alec tamb�m tentou lev�-la embora.
Soube que ia atr�s dela quando falou sobre as margaridas.
Como soube das margaridas?
N�o sabia. Me vieram na cabe�a quando a vi.
- Ent�o, era porque a amava. - E ainda amo.
N�o, n�o Nick. N�o vai atirar agora. N�o acabou de jogar comigo.
Sua mente funciona assim, certo?
Eu tamb�m sei como funciona a sua.
Mas se enganou com Cissie. N�o me disse nada.
- Cissie te amava. - Pobre Cissie.
Teve que chegar quando entregavam as margaridas de Allida.
Ent�o entendeu meus planos.
N�o podia me arriscar que soubesse de Alec.
Ent�o, matou ela.
Deixei a natureza seguir seu curso.
Assustei-a.
Adoraria me livrar de todas as mulheres.
De fato, me aliviar� livrar-me de mim mesmo tamb�m.
- Tenha cuidado. - Terei.
Minha nota te pegou desprevenido. Voc� n�o � est�pido.
Se fosse assim, n�o se dirigiria at� a sala.
N�o, Bailey. N�o pode fazer.
Mas vejo em seus olhos que tentar�. E assim � como tem que ser.
Com Alec falhei. N�o houve tempo.
Voc� e seus tigres imagin�rios. Isso me confirmou que estava perto.
Como acabar� com voc� mesmo?
Muito simples.
Acreditaram que me suicidei nesse barco. Fiz parecer convincente.
E se me v�em entrar ou sair daqui, mudei minha apar�ncia.
� a roupa de Frank, o mordomo. Frank est� muito longe daqui.
Tem um problema de uma ficha criminal.
Deria passa a noite fora.
Disse que era l�gico, inclusive brilhante. E �, Nick.
Mas tamb�m � uma loucura. Voc� n�o percebe?
Dez minutos, talvez. N�o mais.
Ent�o te deixarei, ileso, e sairei desta casa. Ou seja, aparentemente, Frank sair�.
Voc� ficar� resgatando Allida. Descobriram que a caldeira estava com problema.
� de g�s, claro. Sente? O g�s � ligado e desligado. Realmente fatal.
Tem uma estufa no quarto do menino, e possivelmente encontraram o g�s aberto.
Diga-me, Bailey. O menino � meu ou de Gregory?
- Isso � o que o impulsiona. - Responda!
- Est� completamente louco, Nick. - Responda!
O menino � seu, claro. E Allida deve ter te amado no come�o.
Por ai, n�o!
N�o � o que planejei.
Volte para ela. N�o sobra muito tempo.
Desculpe senhor, o numero est� fora de servi�o.
- Engra�ado! Est� certo de que deixou esse n�mero? - Sim, senhor.
Dos Bederaux.
Onde acha que �?
Parece que � em algum lugar de Murray Hill.
- Apressem-se com a mangueira. - Tragam para c�.
- Quem tiraram? - Acalme-se.
Quem �?
Uma mulher e uma crian�a. Eles s�o muito bem.
E dois homens. Um talvez viva.
- Qual? - Venha, talvez voc� saiba.
Por aqui.
N�o se sabe.. Pergunte ao m�dico.
Se conhecia eles, queremos que identifique.
Quem � voc�?
McDonald. Gabinete do Procurador.
- E meu filho? - Est� bem.
E Hunt?
Bem, n�o se preocupe.
Agora descansa. Tudo est� bem.
Veja? Esta bruxa era uma bruxa muito boa, e tinha um vestido azul e sapatos vermelhos,...
cabelo como voc� e olhos azuis.
- Como minha m�e? - Sim, talvez.
E de noite se divertia voando em sua vassoura vermelha,...
procurando o que tinha perdido de dia.
Um gatinho, um filhote de cachorro e...
Um menino como eu? O que encontrou ontem?
Vamos, e te conto tudo.
- Disse a senhora quem eram seus hospede? - N�o, senhor.
- Quando acabar, que nos procure. - Sim, senhor.
Me disseram que o caso foi encerrado.
Sim. Eu vim por minha conta. Espero que n�o se importe.
- Estou confuso. - Sim?
O Sr. Bederaux desaparece do barco de Boston. Se suicida, se prefere.
E na casa, a velha senhora identifica o mordomo.
� curioso, exceto pelo cad�ver, esse mordomo parece n�o existir.
Mas eu continuo com isso. N�o acha que est� exagerando?
Em casos de destrui��o excessiva, tem uma identifica��o que n�o falha.
Os dentes.
Encontrou o dentista de Frank?
N�o, mas do Sr. Bederaux, sim.
Sabe o que est� fazendo? Amea�ando o futuro de meu filho.
Foi Bederaux quem morreu na explos�o. Criminalmente insano.
Colocou um nome nele. E agora? Voc� e sua verdade!
N�o permitirei que o fa�a.
Meu filho n�o viver� uma vida de terror como a de seu pai.
Lutarei contra quem seja.
Sra. Bederaux!
N�o tem porque lutar contra mim. A admiro muito.
E tem raz�o. N�o pensei no menino.
S� estava especulando.
N�o achamos nada para mostrar ao dentista.
Tudo est� em ordem, senhora.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.