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HIDRATANTE DO DIA HIDRATANTE DA NOITE
CHIA + ÓLEO DE PEIXE + FÍGADO DE BACALHAU
NÃO ENCHE!
Vamos acompanhar o tema de perto.
Ficaremos aqui o tempo que for preciso.
Dizem que os jornalistas esquecem. Nada disso.
Agora vamos virar a página.
Conosco aqui no estúdio...
Vamos receber este casal tão querido na ficção
e ex-casal na vida real: Ángela Trigal e Fercho.
Cheguem aqui.
- Olá! - Como você está linda!
Obrigada! Tudo bem?
Então esta é a primeira entrevista juntos desde a separação.
- É verdade? - Não!
É, sim.
- Que difícil... - Juntos, sim.
Trabalharem juntos depois de separados.
Como é isso?
É tranquilo. Sou muito profissional.
Faltam 20 capítulos e terminamos.
Mas vocês precisam gravar esses 20 capítulos.
Vocês têm que se ver todos os dias.
Não sei se o público sabe, mas eles passam 13, 14 horas gravando.
As séries são assim.
Deve ser difícil se cruzarem nos corredores,
estarem nas mesmas cenas, né?
Não só pelo Fercho, mas pela Chelu também.
Como é trabalhar com a namorada nova do seu ex?
Eu não conseguiria.
Eu consigo sem problemas.
Mas não viemos aqui pra falar disso, né?
- Claro que não. - Não.
Viemos falar do grande sucesso dessa série.
Está terminando,
e eu, como espectadora, estou viciada.
Acontece com você como atriz?
Tem planos para o ano que vem? Quais são?
Os meus são os melhores do mundo!
Conta!
Soube que você tem uma notícia ótima pra nos dar.
Não sei se já posso contar.
- Prefiro... - Pode! Não pode?
Pra olhar pro telão?
Vamos olhar pro telão, então.
O gráfico.
COM EXCLUSIVIDADE PARA FANNY
Não! "Amo a gente" e um emoji de um pintinho!
- Quê! - Você não é fácil!
- É o que estou pensando? - É.
- Estamos grávidos. - Meu garoto!
Meu amor, que maravilha!
- Parabéns! - Obrigado.
- Que alegria! - Estamos felizes.
Não... Parou, pessoal. Parou.
Parem um pouquinho. Então.
A Ángela descobriu isso no ar?
Pessoal, isso não se faz!
Falando sério.
Se fosse comigo, eu me matava.
Que isso! Não se mate, por favor!
O que faríamos sem você? Não faça isso!
Eu sei como é isso, sei como é a televisão.
Sei como é o seu programa.
Quero parabenizar a galinha com o pintinho no forno,
o cachorro que traçou a galinha...
Sério. Desejo tudo de bom pra vocês.
- Valeu. - Claro que sim.
- Nós todos desejamos. - Sim.
- Quantos meses, Fercho? - Três luas. Três meses.
Três meses?
Você queria ter tido filhos, Ángela?
Ela nunca quis filhos. Olha que eu insisti.
Por que não quer ser mãe?
- Não é pergunta que se faça. - Espera.
Estou com uma coceira danada.
Sabe como eu resolvo?
Com Vaginisol.
Hidrata e rejuvenesce as áreas secas.
Para que eles aproveitem. E nós também.
Vaginisol, pomada ou aerossol.
E este é um presente pra nossa convidada
Deixa que eu entrego.
Não estou com coceira!
O importante seria aparecer nos mecanismos de busca.
E conhecer o público-alvo.
Por exemplo, neste post, o que não ajuda muito é o contexto.
- Compete diretamente com o produto. - É meu.
- Seu? - Sim.
Concordo plenamente com você. De verdade.
Mas se bombardearmos sem parar clientes em potencial com conteúdo...
Talvez fosse bom criar um vazio para poder gerar o desejo, não acha?
- Eu tenho que atender. - É o seu?
- Alô? - Oi, como vai?
- Desculpa. - Não vieram buscar as meninas...
- Está compartilhando a tela. - Como?
Que idiota! Como... Tudo bem.
Vou ligar pra ele. Desculpa.
Desculpa. Meu marido não pegou as meninas na escola.
- Preciso ligar pra ele... - Para de compartilhar sua tela.
Pra podermos continuar a aula.
- Certo. - O número chamado não está disponível.
Tem que apertar o ícone.
Está compartilhando a tela do celular.
Beleza. Tá bom...
O...
Oi, grupo.
Alguém pode pegar minhas filhas na escola? O Ramiro esqueceu.
Obrigada.
Para de compartilhar. As meninas ficaram na tela.
- De novo, Ramiro? Eu não acredito! - Ei!
- De novo? - A tela!
Foi muito caro.
Táxi!
Então apaga a luz!
Espera um minutinho. Eu já venho com as meninas.
- Não, é outra viagem. - Só um segundo. Tudo bem.
Não esquece de me avaliar.
- Olá. - Mil desculpas.
- Não foi... - Oi.
- Não tive culpa... - Mãe!
- Tudo bem. - Me enrolei.
- Desculpa. Eu te trouxe... - Tudo bem.
- Um creme pros olhos. - Minha mochila.
- Dá umas batidinhas. - Entendi.
- Obrigada. - Eu que agradeço.
- Até amanhã. - Até amanhã.
- Fiquem aqui com a Norma. - Vamos esperar o papai?
Podem mexer em tudo, como fazem com minhas coisas.
Eu esqueci. Tenho uma chefe nova.
Dane-se! Perdi o curso agendado há meses.
- Eu já disse que esqueci. - Meses!
Quem são essas meninas?
Funcionárias novas, Rami?
- Eu aprovo tudo agora. - Claro.
Minhas filhas. Por quê?
- Oi. - Oi.
Vera, não lembra dela?
Ela é minha nova chefe, a Paola.
Não.
Que Paola? Não me lembro.
Paola Blecher.
Blecher!
Eu não te reconheci!
Também não te reconheci. Vera Lombardi!
Você melhorou muito.
Não estava ruim, mas ficou muito...
- Completamente diferente. - Você também!
Você mudou mesmo.
Eu tive um dia terrível hoje.
Você queria devorar o mundo.
Agora devorei uma lanchonete.
Mas que coincidência!
Acabou sendo a chefe do seu namoradinho da escola.
Que surpresa!
Não foi coincidência.
Eu ralei a vida inteira pra conseguir este cargo.
Não acredito. Que coisa incrível, né?
Há quanto tempo não nos vemos?
- Desde o concurso de Miss Tanga! - Isso! Eu ganhei de você!
Naquela época, ganhou.
Pois é.
Fez plástica na bunda, ou só na cara e nos peitos?
Não, a bunda é pura malhação.
Eletrodos, colágeno em pó, mesoterapia.
Uma grana, né?
Eu posso pagar.
Você sabe que...
a Vera faz uns cremes...
- Olha só! - Pois é.
Alo e-Vera. É ótimo. Com "colágena".
Coisa de mulheres.
Mas você não precisa de nada.
Imagino que tenham sido testados.
Seus cremes foram testados, amor?
Por que não testa pra mim?
Procura no espelho a vergonha na cara?
Há três meses, estávamos nadando com as merdas dos golfinhos em Punta Cana.
- Engravidou ela no aeroporto? - Você está magoada, mas passa.
Não estou magoada.
É que não consigo acreditar.
Você é tão aproveitador, tão cara de pau!
Com você, eu me sentia pouco homem.
Saía passando o rodo pra melhorar minha autoestima.
Foi mal.
Você é uma pessoa ruim, um ator ruim!
Como fiquei quatro anos com você? Era pra ser uma noite!
Te deixei bem satisfeita.
Vai ter que encontrar outro,
mas seja rápida.
Você adora esse joguinho!
Eu adoro brincar!
- Me solta! - Brinca comigo também.
Entra no jogo. Me chama que eu vou.
Tem pra todas.
Você ainda me deixa louco.
É mesmo? Vai ficar louco de dor!
O que houve?
O que aconteceu?
O que aconteceu?
Ai, está ligado!
Está ardendo! Está queimando!
- Tenho um sprayzinho... - Socorro! Olha o que você fez!
Fora!
- Fora. - Mamãe, o que você fez com a moça?
Não, meu amor. Não fiz nada! Não...
Mãe, não pode agir como uma louca.
Eu sei. A mamãe não está bem.
Sopra, Norma! Sopra!
Ángela!
Que emoção! Não acredito!
É a primeira vez que uma famosa vem aqui.
- Obrigada. - Que horror o que o Fercho fez!
Se ela está de três meses, ele te chifrou!
Olha, eu vim pra uma atividade que me convidaram.
Pro encontro das nervosas? Vai ser bom pra descarregar um pouco.
Mas que garota mais abusada!
Que coisa!
Olha, você pode fazer o que for,
que te trocam por uma de 20.
Você deve estar passando maus pedaços.
É cada uma que essa gente apronta!
Sim, então cala a boca!
É por ali.
Obrigada.
"Dizem que você é raivosa? Você surta do nada?"
O que é isso?
"Você tem pavio curto?"
Ferramentas para controlar seu temperamento explosivo." Claro.
Ángeles!
- Ángela. - Ángela Trigal! Você por aqui?
- Tudo bem? - Que incrível...
- Como você é linda! - Obrigada.
Oi. Meu nome é Vera.
Tenho uma empresa de cosméticos naturais e produtos orgânicos.
Se chama Alo e-Vera, por causa...
- Bem pensado! Sorte pra você. - Quero te dar um presente.
Quero te dar um presente, Ángela.
Sem compromisso, você posta um vídeo,
uma fotinho nas redes sociais e me marca: @alo_e-vera.
Depois você me dá.
Mas eu estou com ele aqui, você está de bolsa. Prontinho.
Não prometo nada. Não posso usar qualquer coisa.
Meus cremes não são qualquer coisa.
- Estou atrasada. - Eu também.
Vaca!
Chegaram.
- Um minuto. - Tudo bem?
Saquinho de lavanda. Pronto.
Saquinho de lavanda.
Não precisa, obrigada.
- Depois você pendura. - Tá.
Certo.
Celular no modo avião.
Ángela, senta aqui.
Hoje temos duas novas explosivas.
Vamos dar as boas-vindas a elas.
Meu nome é Cecília. Tenho 50 anos.
Estou aqui porque meu chefe me deu um tapa na bunda,
e arranquei três dentes dele com um peso de papel de mármore.
Eu agi certo?
- Agiu. - Não!
- Não! Não. - Não.
Não foi certo.
Mas acontece...
que reagimos porque estamos fartas.
Fartas de ter que estar sempre lindas, de alto astral,
de ter que estar felizes, lindas, jovens.
Estamos fartas. Mas cuidado com a reação.
É o que vamos fazer aqui.
Vamos aprender a usar ferramentas para controlar nossos impulsos.
Meninas, se apresentem rapidinho pras novatas.
Tá, eu.
Olá. Natalia, 47 anos, veterinária.
Meu chefe era um desastre.
Não era formado e se metia nas minhas consultas.
Um dia, ele quis botar um gatinho pra dormir.
- Ou seja, matar. - Escuta.
Era mais negócio matar do que botar no soro.
Uma hora em que ele se distraiu,
aproveitei que ele usava a calça meio baixa,
enfiei a agulha ali e botei ele pra dormir.
Me vinguei.
Vamos recuperar a sua licença.
- Vamos. - Outra vez.
Emilce.
Oi.
Meu nome é Emilce, tenho 25 anos.
Tenho a mão pesada.
Fizeram uma piada de mau gosto sobre o meu corpo,
e não consegui me controlar.
Eram três.
Felizmente, já receberam alta e estão em casa.
- Ela é faixa preta. - Teresa, tenho 50 anos.
Meu marido me trocou por um esqueleto de 30 anos.
Hackeei o celular dele,
apareci no restaurante onde estava comendo sushi
e tentei uma traqueostomia nele com um pauzinho.
Vera.
Bem, Vera, 45.
Minhas filhas me viram arremessar
um pote de creme na cara da ex-namorada do meu marido,
que é chefe dele.
O que te deixou com tanta raiva?
Tudo me deixou com raiva!
O babaca do meu marido esquece o que convém a ele,
e sobra tudo pra mim.
Não sei como as pessoas conseguem fazer tudo e bem feito.
Ainda por cima, ela jogou na minha cara
que antes era uma merda e agora é a chefe gostosona.
Tá, mas ela não fez nada com você.
O pecado dela é ser bem-sucedida.
Eu também sou bem-sucedida, tá?
Tenho duas filhas lindas, que eu amo e me amam. Um marido...
- Tenho um marido. - Parece que ganhou o Prêmio Nobel!
- Os chimpanzés também têm filhotes. - Exatamente!
- Um elefante também. - É.
O que quero dizer é que tenho uma família.
Ela está sozinha.
Ou dorme cada dia com um,
e isso te dá inveja.
Parem!
Lavanda! Todas vocês, cheirem, por favor.
- Saquinho de lavanda. - Tá. Ótimo.
E por que está aqui?
Ela queimou o ex.
Não foi?
Tive um problema pessoal,
que é de conhecimento público.
Mas o que mais me irrita
é que sou bem-sucedida, talentosa,
cuido do meu corpo há anos,
mas o que importa é se fui chifrada,
se fui trocada por uma fedelha, se estou velha para ter filhos.
- Qual é a sua idade? - A mesma de vocês.
Qual de nós?
Você constrói uma carreira,
e um rodapé de noticiário te derruba.
Sem falar nos insultos nas redes sociais.
Tem razão, Ángela!
O mundo exige que você seja jovem, bem-sucedida, linda sempre.
Os anos não podem passar?
- Não podemos envelhecer? - Não.
Podemos. Podemos ficar iradas. O que pega é a reação.
Não faz bem pra você. É como um bumerangue.
É um bumerangue que te acerta como uma intimação.
E você pensa: "De novo não!"
Lesões leves? Não, graves. Advogados.
"Eu passo. Não quero mais vir aqui.
O que preciso fazer?" Controlar minhas emoções.
Controlar a raiva. Sejam espertas, meninas.
Espertas.
Vamos comer no quilo. Mentira. Vamos relaxar.
Vamos fazer um exercício para ficar em harmonia.
Nem mais uma intimação. Levantem.
Sabe o que foi? Não sabia que era pra vir com roupa de ginástica como ela.
Não é roupa de ginástica. Como os famosos são desagradáveis.
Sim, claro.
Pra postar o seu creme, eu sirvo. Agora sou desagradável.
Não preciso de você pra nada. Estou muito bem sem seu post.
Não preciso de você!
- Vocês vão ser irmãs-guia. - Quê?
- Irmãs-guia. - Quê?
É um exercício muito fácil. Uma tem que controlar a outra.
Aqui e fora daqui.
Pra não perderem as estribeiras.
Troquem Whatsapp depois.
Agora vamos dar um abraço coletivo.
Vamos, e vamos...
Agora vamos tirar o sapato
e massagear os pés.
Uma mulher não virou dentista aos 80 anos?
Então por que Ángela não pode ser mãe?
Tem gente que diz
que a mulher não é completa se não tiver filhos.
Por que não ouvimos os especialistas?
Entra.
Você estava tão ansioso. O que quer me dizer?
- Notícias da emissora? - Nada.
Você leu o roteiro? Quero fazer um filme bom.
É enorme, tem umas 200 páginas. Não rola.
E teatro? Nada? Musical, peça infantil.
Eu me animo. Estudei teatro.
- Eu sei. Não tem nada. - Posso entrar?
Entra, por favor.
Espera!
- Então? - Eu tenho uma proposta.
Ele é cirurgião plástico renomado.
Vai lançar um tratamento de rejuvenescimento facial.
Ele quer que você represente o produto,
que vai ter uma megalançamento.
- Mas... - Trezentos mil dólares.
Fora a minha comissão.
- Isso tudo? Por quê? - Você tem que usar o produto.
E quem é ele? É famoso?
Edgardo Sánchez Leven.
O que acha?
Tenho um iglu na bunda.
Não experimentaria a última novidade da ciência?
Diz que eu topo.
Ser verdadeiramente ecológica.
Ser verdadeiramente natural.
Aloe...
Puta que pariu!
Ah, é mesmo.
- Oi. - Olá. Tudo bem?
Pode entrar.
Não repara.
Não...
Desculpa a bagunça, mas, na verdade,
eu estava criando conteúdo pras minhas redes sociais e...
Pois é.
Com licença.
Para de latir, Coco.
Cachorro da pandemia. Tá na cara.
Todo mundo queria um cachorro, mas quem limpa a merda? A mamãe.
Não sei como funciona. Não sei se...
Você tem que me vigiar, né?
- Não sei. - Não sei como funciona.
Entra, senta, fica à vontade.
Vou aproveitar pra...
Tenho que enviar uns pedidos. Tenho um monte de pedidos.
- Claro. Vai lá. - É que...
Então tá.
Qualquer coisa...
- Me chama. - Tá bom.
Oi!
Por que os seus olhos estão puxadinhos?
Fiz um tratamento pra ficar mais bonita.
- Doeu? - Não.
Ter as pálpebras caídas dói mais.
- Você tem maquiagem na bolsa? - Tenho.
Se eu te der um biscoitinho, você me dá?
Eu te empresto.
Dizem que alguns tratamentos de beleza são comparáveis à tortura.
Espera uns anos e vamos ver se tem a mesma opinião.
- O tempo é muito cruel. - O sistema é cruel.
Circulem. Vai se inteligente pra lá.
Tem alguma coisa queimando!
- Estou sentindo o cheiro. - Queimei o arroz.
- Que merda! - O que houve?
- Oi. - Papai!
- Oi, minha querida! - Merda!
Aviãozinho. Que cheiro é esse?
- Queimei o arroz. - Viu que todo mundo esquece coisas?
Você sempre engraçadinho.
- Me faz um favor? - Oi!
Essa é a Ángela, do meu grupo de controle da raiva.
Oi, Ángela.
Fica à vontade, tá?
- Puta merda! - Obrigada.
Me dá cinco minutos e já vamos.
- Teve notícias da Paola? - Continua internada.
Não acredito que foi testemunha dela.
Eu ia fazer o quê? A polícia chegou e eu tive que assinar.
Queria que eu pulasse da janela? Olha que estresse.
Você está estressado?
Nossa! Você?
Eu faço tudo e você fica estressado?
Até pra gastar dinheiro preciso de permissão!
Você está exagerando.
Você não entende, por isso eu surto.
Também sou culpado por explodir e jogar coisas?
Assume o que faz.
Vai se foder!
O que você disse?
Disse que você vai aprender.
Foi isso.
Senhor!
Vamos.
Ema.
Cadê a Ángela? Onde se meteu essa guria?
Essa guria está aqui, pronta pra gravar.
Paspalho sem colhões!
Fica calma. E eu faço o que agora?
Fica aqui, come alguma coisa.
- Não fala que é do grupo. - Os talentos já chegaram?
Ele esqueceu o talento no táxi.
Ri com essa sua cara de paisagem.
Vamos nos rasgar de tanto rir.
- Um café e um croissant. - Que engraçado!
Você também, né? Cai fora.
Fica se fazendo de sonso. Depois não reclama. Você também.
Te perdoo por que sou trending topic.
- TT. - Tarado tóxico.
Ema, vem. Arruma o set um pouquinho.
Diretor.
Oi, diretor.
Vamos. Quero ir embora logo.
- Estou com pressa. - E eu.
- Claro. - Pensei que, nesta cena...
Não pensa. Pensar é pra gente inteligente.
Você atua e eu aperto os botões.
Cada um na sua.
- Obrigado pelo uísque. - Imagina.
Bebemos na semana que vem.
- Trouxe outra coisa. - Adoro.
Trago a carta de bebidas?
Ou preferem ir ao bar da esquina e fumar um cubano?
Trouxe o cafezinho. Sou a nova maquiadora da Ángela.
Pode tirar um pouco do brilho?
Combina com o personagem.
Pega isto.
- Por favor, Ema! - Com licença.
- Por favor! - Diretor.
Então, Trigal...
estamos saindo da sala de cirurgia.
Você deixa o morto e vai embora.
E... é isso.
- Não faz cara de pena. - Exato.
- Você aproveita a situação... - É por aí.
- E aproveito essa vibe. - Exatamente.
- Ficamos aqui? - Muito obrigado.
- Adorei. - Ficamos aqui?
- Obrigado, diretor. - Prontos pra começar?
- Esta é a minha marca. - E esta é a minha.
E aquela é a minha câmera.
Mamãe.
Ação!
O sistema drenou pro fígado o sangue venoso do trato digestivo.
Nós o perdemos.
Não se torture.
A "anastomise" é irreversível.
- Quê? - O que foi?
- Disse "anastomise". - E daí?
- Anastomose portocava. - Quem sabe a diferença?
Trigal, pega leve!
- Ele disse "anastomise". É anastomose. - É irrelevante!
Continuem de onde pararam, da última frase.
Da minha?
- Isso. - Da minha.
- Vamos. - Fica no seu lugar.
- Silêncio pra gravar. - Que babaca.
Valeu, diretor.
Ação!
Ei.
Tudo bem. Não se torture.
A doença era irreversível.
- Sempre dá pra fazer alguma coisa. - Chega!
Corta.
Olha só, Trigal,
não faz cara de santa, Trigal!
Sexy.
Não fica tão amargurada. Precisa ser sedutora, caliente.
Um paciente acabou de morrer.
Fêmea, sedutora.
- MILF. Sabem o que é isso? - Não.
Uma mãe que eu adoraria comer.
Ótimo.
É tão difícil?
Há 20 capítulos eu tento salvá-lo. Como não vai me afetar?
Não interessa, Trigal. Faça o que eu digo.
- Obedece. - Quieta.
Anastomose portocava. Repete.
Sua vaca.
"é acusada pela querelante
Paola Feguers."
Blecher, querida. O que está lendo?
"causando lesões sérias e permanentes ao jogar ácido."
Tinha esquecido. Chegou essa intimação.
Uma intimação?
Tenho que ir ao tribunal? Essa mulher enlouqueceu.
Nada importante. Deve ser pra assinar um documento.
Amor, não pode falar com ela, explicar, fazer alguma coisa?
Ramiro, não podem ter sido os meus cremes.
Eles são feitos de pepino. É pepino assassino?
Pepino assassino!
Vai lá e explica isso.
Vem comigo e explicamos. Dizemos que foi um erro.
- Ela é sua ex e foi vingança. - Minha chefe.
- Também é sua ex. - Agora é chefe.
Se me demitir, não teremos renda.
Não.
Nem comigo você vai?
Se for em horário de trabalho, não.
Não? Claro.
É óbvio...
Eu adoraria saber
qual é o horário em que eu não trabalho.
Me manda um e-mail quando descobrir.
Oi.
Olá.
Obrigada.
Eu sabia. Por isso queria te conhecer.
Sabia o quê?
Você é uma estrela.
Você se destaca entre milhões de nadas, que não chegam aos seus pés.
Linda.
Quando fui morar no Amazonas com os Ianomâmis,
eles me entregaram este objeto.
É uma peça inestimável, que emana uma energia de juventude
que consegui replicar no meu Toxin Believe.
Toma.
Foi avaliada em, sei lá, um milhão.
- Porra! - Essa não!
- Não se preocupa, relaxa. - Desculpa!
Olha, agora...
a juventude emana daqui.
Antes era impensável. Unthinkable.
Agora é realidade.
Toxin Believe paralisa o envelhecimento celular, ponto final.
Pena que não inventou isso há dez anos.
Não, você é perfeita.
Ainda não é velha, mas está quase lá.
Você é bem direto!
Já fez uns retoques, não?
Alguns... sim.
Dá pra notar.
Mas isto é diferente.
Prometo deixar você cinco anos mais jovem pra sempre.
- É um tipo de mumificação? - Exatamente.
Está numa idade e num ponto na sua carreira
em que Toxin Believe é pura magia.
Olha.
Meu Toxin é o meu bebê.
E estou procurando uma mãe pra ele.
Você é tão linda.
E vou te deixar linda
pra sempre.
Believe.
- Oi? - Olá. Federico?
- Isso. - Sou Vera...
Lombardi. Perfeito. Venha, sente-se.
- Como vai? - Recebi isto.
Certo.
Sou Federico, defensor público.
É o que a Justiça oferece quando não pode pagar um melhor.
É brincadeira. Eu sou bom.
Não posso pagar um advogado, mas não sei por que precisaria.
Viram você jogar um creme na querelante, que argumenta que ficou deformada.
Mas meus cremes são naturais, têm coco, mel.
Estou testando jojoba com gengibre.
- Não tem produto químico. - Claro.
Vou te interromper.
Quero te ajudar, mas precisa dizer a verdade.
Não pode mentir.
Não estou mentindo.
Nem uma mentirinha à toa.
Não tem mentirinha à toa.
Não estou mentindo.
- Quem está mentindo é ela. - Certo.
Eu trouxe uma coisa.
- Espera, está aqui. - Tá.
O que é isso?
Esta aqui é a que prestou queixa.
Era a que prestou queixa, porque...
- É uma foto antiga. - É antiga. Espera.
- Mas espera um minuto. - Certo.
Agora, a que prestou a queixa é... esta.
- Opa! - Opa mesmo.
- Viu? - Vi.
- Tudo bem? - Tudo.
Olha este rosto
e olha este.
Olha estes lábios! Era uma tábua, e agora estes peitões.
- Enormes. - Isso é mentir.
- Era uma bosta antes. - Não, para.
Pra depor, isso de...
"era uma bosta, olha agora", isso não cola.
- Vai pegar mal pra você. - Depor como?
Primeiro vamos esperar os resultados da perícia.
Estou tranquila.
Mas é uma acusação criminal.
Como criminal?
Até seis anos de prisão por deformação facial permanente.
Tenho seu telefone. Vou almoçar e pôr mãos à obra.
Vamos ficar em contato. Ligue se precisar de mim, tá?
Já esfriou.
Posso ser presa por causa da Paola Blecher?
É homeopático?
Não, alopático.
Olá! Que bom que você voltou, Vera.
E lá vem a outra. As duas voltaram.
Oi. Que bom que ainda não começou.
Que bom que voltaram. Tudo bem?
- Bem. - Estou ferrada.
O que aconteceu?
Estou pagando o pato por ser idiota, impulsiva.
E fui processada.
- Não! - E posso ser presa.
É basicamente isso.
Não sei como isso vai se resolver.
Não vai "se resolver". Você tem que resolver.
Às vezes você não precisa fazer nada.
Não concordo. De jeito nenhum.
Aconteceu comigo.
Eu estava no fundo do poço
e conheci um homem maravilhoso, divino, superbonito, e rolou uma conexão.
Um médico, um cirurgião plástico.
Ele quer me contratar pra promover um produto.
Paga uma fortuna.
É um produto que reverte o envelhecimento.
- Em quantos anos? - Oito, dez. Depende.
- O que ele preenche? - O cérebro.
É um preenchimento, mas não é.
Ótimo. Muda tudo.
- Eu mudaria minha cara amargurada. - Meninas, parem.
O que tem a ver se sentir de um jeito e fazer as coisas?
Qual é o problema do tempo passar?
Olha as xamãs. Por que esconder o envelhecimento?
Porque eu posso.
Porque é um avanço da ciência.
Você não percebe o esforço que faz pra parecer mais jovem?
Será que a sua raiva não vem daí?
Vamos parar por aqui.
Não me vem com sermão, que não cola.
Está na cara que você não aceita a sua idade.
Claro que aceito,
mas me sinto mais jovem e quero aparentar isso.
Me sinto dez anos mais velha e não quero aparentar.
- Aparenta. - Vou te dizer uma coisa.
Pra que isso? Pra que se submeter a esse nível de tortura?
Pra alimentar o sistema que nos oprime?
Pra agradar aos outros?
Você alimenta esse patriarcado de merda.
Não, para.
Você vive falando da vida dos outros, das escolhas dos outros.
Gosto de parecer mais jovem.
O que te derruba, me levanta.
Eu vivo dos olhares dos outros.
E faturo muito graças a eles.
Já você montou este negócio porque te deram um tapa na bunda.
Hello! Todas nós já passamos por isso.
- Passaram a mão em você? Em você? - Várias vezes.
- Já passaram a mão na sua bunda? - E na sua?
Viu? E resistimos.
Você não tem nada pra me ensinar, vendedora de ilusões.
Xamã de circo. Garotas, caiam na real.
Beijos. Ángela saiu do grupo.
Não é possível!
Quero falar com a minha mãe.
Susy.
Qual é a emergência?
É que, de acordo com os testes que estou fazendo,
a fórmula que você me deu aceleraria a combustão.
Em que porcentagem?
Em 4% das pessoas
com hormônios que o relatório chama de G-7.
São hormônios que reagem à ansiedade,
raiva, fúria, etc.
Os hormônios loucos.
Certo.
Que se fodam!
Sempre há um grupo que se sacrifica pelos outros.
- É assim. Vamos continuar. - Não...
Não concordo. É preciso estudar mais.
- De acordo com os resultados... - Susy...
Os negócios não podem esperar.
Para de se preocupar com os outros. Esquece esses 4%.
Não!
Pensa em você.
Pensa nisso.
Está tudo bem.
Leva um cafezinho lá no consultório.
Certo, doutor.
Cadê o meu livro?
- Na geladeira. - Por quê?
Pra você brincar com a sua irmã.
Não pode fazer isso.
Claro que posso.
Estou ocupada, querida. Pode fechar a porta?
Os salões de beleza são um produto do heteropatriarcado.
Por isso eu não vou. Tchau. Fecha a porta.
Me dá um beijinho?
- Amo vocês. - Não tem pão?
Tem, na padaria.
- Tchau, mamãe! - Tchau, amor.
Ei!
Estou aqui.
Olá.
- Desculpa o atraso. - Tudo bem.
- Pode falar. - Tá.
O resultado da perícia não é definitivo, é ambíguo.
Como assim? Não te incrimina nem te absolve.
Tem uma querelante com a cara toda queimada.
Se fica nervosa, piora.
Não achei outros casos, mas é estranho.
- Alguém manipulou isso. - Como?
Pois é.
Estou no mato sem cachorro.
Pra dizer o mínimo.
Mas ainda não vão te deter.
- Me deter? - Te prender.
Mas, Federico, eu faço os cremes na sala da minha casa.
- Tá. - Olha no que ela me meteu.
- Sim. - Que rolo!
Ela quer me matar desde que ganhei o Miss Tanga.
Ei, parabéns.
- Valeu. - Mandou bem.
- Vou falar com ela. - Não pode.
- Claro que posso. - Não se atreva.
Garçom, um café.
Um gim-tônica.
Gim-tônica.
Minha musa.
Que alegria que atravesse comigo esse portal para o futuro.
O mundo vai amar você.
De onde veio isso?
Gosto de você.
Muito.
Também gosto muito de você.
E vou gostar mais ainda...
quando te deixar com a idade em que adoraria ter te conhecido.
- Que idade? - Segunda temporada.
Seu rosto... incomparável.
O que aconteceu não foi culpa sua.
As mulheres depois dos 40... ladeira abaixo.
Mas, agora, nós temos...
Toxin Believe!
- E aqui está o contrato. Olha. - Sim.
Está pronto.
Sim, está tudo certo. Rober já leu. Está perfeito.
Só tenho uma dúvida.
Sabe a parte em que você descreve a composição do nosso bebê?
Lá diz que, em caso de reações adversas,
eu teria que tomar um antipsicótico.
Não tomaria nenhum remédio se lesse os efeitos colaterais.
Sim, mas tenho tantos assessores na série
que sou praticamente médica.
- Doutora Miranda. - Sim.
Não, tudo bem.
Seu rosto. Olha.
Vai ser uma obra de arte assinada por mim.
Se vai.
Assina.
Vai.
Falta rubricar aqui.
Claro. Desculpa.
- O que faz aqui, louca? - Desculpa.
- O que faz aqui? Vai embora! - Desculpa...
Vim pedir desculpas. Trouxe flores.
Mas que cara de pau! Cai fora daqui! Fora!
Juro pelas minhas filhas que os meus cremes não foram.
- Enfermeira! - Não...
Pense na possibilidade de terem sido todas as plásticas.
- Você não era bonita. - Enfermeira!
Tá, eu vou embora, mas retira a queixa.
Traste, você me odeia não é de hoje.
- Fora! - Não, eu nunca te odiei.
Sobre o Ramiro, te livrei de uma roubada.
Isso simboliza o que perdura.
Todas essas fibras juntas formam uma trama inquebrável.
Um diamante também não se quebra.
Pra próxima. Quer dizer, adorei! Que lindo!
Tão... artesanal!
- Sim. - Né?
Mas...
como mãe do meu bebê, não pode usar essas porcarias...
Quero te dar isto.
Vinte e quatro quilates.
Que proposta mais confusa, hein?
Vamos tirar uma foto?
Vamos.
A luz é melhor aqui.
- Vai pra cama, querida. - Não.
- Anda, vai pra cama. - Não.
Vamos, tchutchuca. Escova os dentes.
- Boa noite. - Eu te amo.
Oi, Fede. É tarde, mas tenho novidades.
- Tudo bem. - Escuta.
Uma amiga minha do grupo de controle da raiva
acabou de postar uma foto na internet com um anel que tem o mesmo logo
que eu vi em uma das fotos no celular da Paola.
- Sabe onde é? - A vaca não disse.
Me manda a foto.
Não tenho. Devia ter ficado com o celular da Paola.
Não, a foto da sua amiga.
Conhecida. Claro. Espera. Eu já mando pra você.
O cara se chama Sánchez Leven.
- Mandei. Deve ser a clínica dele. - Passa o carregador?
- Vou olhar. - Tá.
- Bom trabalho. - Está sentada no cabo.
Me liga depois.
Tá.
Você não se toca de que estou no telefone?
- Você não enxerga? - Falando com quem?
Que diferença faz?
Continua no cursinho da raiva? Porque não está funcionando.
O que não está funcionando é a nossa relação, Ramiro.
Vai, Ludmila, apaga tudo. Não vou mais descer. Obrigada.
Ángela!
Ai, Jesus! O que está fazendo aqui?
Mandei um monte de mensagens em tudo que é lugar.
Te liguei e não te achei. Parecia que tinha me bloqueado.
Bloqueei mesmo.
Mas por quê?
Não é da sua conta.
Isso está ficando meio patológico.
Você está parecendo uma fã doida.
Espera, escuta.
- Vou salvar a sua vida. - A minha?
Isso.
Eu estive no hospital com a Paola, que continua internada,
fucei o telefone dela enquanto ela dormia
e vi umas fotos dela numa clínica e tal.
Depois você postou uma foto com o seu namorado,
o cirurgião, com um anel. Esse!
O que está fazendo?
Esse anel tem o mesmo logo da clínica da Paola.
Aí lembrei que você quer mexer no rosto.
Cuidado. A Paola está toda queimada.
A perícia do meu creme me inocentou.
De que diacho você está falando?
Eu entendo que você tenha problemas.
Não sou mais sua companheira.
Eu saí daquele grupo, mas você deve continuar indo.
Você está sobrecarregada, precisa de ajuda.
Não vou prestar queixa por ter entrado aqui
e invadido a minha intimidade, porque eu não quero mais problemas.
Estou bem assim. Vai embora.
Não me procura mais.
Fica na sua bolha doméstica caótica e ecologicamente correta.
Somos de mundos totalmente diferentes.
- Não, eu... - E pra te tranquilizar...
Eu não quis dizer isso no grupo,
achei que era de mau gosto.
Eu vou ganhar uma fortuna pra fazer isso.
É, você disse.
Deve ter escapulido.
Isso é uma revelação científica.
Não são cremes que você faz numa panela
na cozinha de casa.
- Vocês são loucos! - Tá.
Senhor! Isso é meio que...
O seu nível de arrogância, meu bem,
não tem...
- Por que eu vim aqui? - Exato!
Sabe por que eu vim?
Sabe por quê? Eu vim pra isto.
Sabe quem vai usar biquíni este verão?
Nós duas podemos usar biquíni este verão, gênio hegemônico!
Quem é esse Sánchez Leven?
Aí é que está.
O cara é testa de ferro
de um fundo de investimentos impossível de rastrear.
Por isso movimenta tanto dinheiro.
Mas ele nunca foi processado por negligência médica.
Mamãe! Olha pra mim!
Que legal, filha. Lindo!
Um médico que sabe que um tratamento não funciona insiste?
- Federico... - Olha, amigo da mamãe.
Nós ainda não temos certeza de que foi ele.
Vamos devagar.
Devagar como?
Eu vou presa,
e depois
apelamos contra um cara poderoso, que ninguém consegue rastrear?
Eu vou fazer todo o possível pra te ajudar.
Certo.
Está tudo bem...
Eu tenho que ir.
- Desculpa. - Não precisa se desculpar.
Qualquer coisa, me liga. Você tem meu telefone.
Qualquer coisa, tá?
Toxin, a juventude concentrada.
Believe...
Olá, meu anjo!
Como você está?
- Tranquila? - Não.
Você é perfeita.
Até seu exame de sangue... é perfeito.
Eu queria te perguntar
por que tanto exame, tanto monitoramento?
Fiz outros procedimentos, mas tanta coisa?
Não, isto é diferente.
É outra coisa.
É medicina de ponta.
Tomamos todas as precauções necessárias.
Você vai me fazer dormir?
Claro, pra sua tranquilidade.
Imagina se espirrar no meio do procedimento.
Não quer que eu fure seu olho.
- Não... - Não.
Agora vou botar isto em você.
Gera tensão, que é importante pro Toxin.
Assim posso trabalhar com precisão.
Assim. Ótimo.
Adoro perfeição!
Não quero ficar muito diferente.
Que nada. Vamos deitar.
Eu te aviso... e vamos.
Oi, Susy. Obrigado.
A magia começa agora.
O Toxin vai passar por aqui.
Ótimo. Perfeito.
Perfeito. Tudo bem?
Tudo. É que eu sou meio claustrofóbica.
Fica tranquila.
As mulheres não param de falar! Falam... Vamos fazer uma coisa.
Esquece a médica de mentira que você interpreta na série
e deixa comigo, que vai ficar tudo bem.
Agora preciso que você respire fundo.
Respira fundo. Assim.
Não, melhor não. Não...
Meu Deus, que sabotadora!
Aplica o Toxin nela. Eu vou checar os dutos.
- Sim, doutor. - Vamos começar.
CARREGANDO
Muito bem.
- Qualquer coisa, me avisa. - Sim, doutor.
CANCELADO
Imagine um mundo de jovens,
um mundo em que você decide a idade que quer ter,
como os filtros que você usa nas redes sociais,
só que real
e eterno.
Toxin.
Juventude concentrada.
Believe.
- Já acabou? - Já.
Como eu estou?
Um pouco inchada, mas isso passa.
Me mostra.
Você vê na sua casa, num espelho maior, mais à vontade.
Me dá o espelho, Susy.
Tudo bem.
Não!
Não!
Sou um monstro.
Estou desfigurada!
Fica calma.
O que eu faço pra ter meu rosto de volta?
Se você ficar nervosa, é pior.
Eu consegui dar um jeito, mas não conta pro doutor.
Eu vou ficar bem? Estou um monstro.
- Você tem que ir. - Tá.
Você tem que ir.
- Pra onde? - Vem. Eu te levo.
- Eu preparei tudo. - Sério?
Vem comigo.
Não conta pra ninguém que não funcionou.
Está entre os 4%.
O doutor anda com gente muito perigosa.
- Onde? O que é isso? - É aqui que nasce o Toxin.
É um projeto muito ambicioso.
Se esconde. Toma.
- Onde? - Ali atrás.
Ali.
Susy, cadê a Ángela?
Já faz quase uma hora que ela foi embora.
- Foi tudo bem? - Foi.
Os tecidos absorveram muito bem o Toxin.
Eu não falei?
Não precisava se preocupar, bastava acreditar.
Você cuida do pós-operatório. Vou dar um perdido.
Não faz nada com ela, doutor.
Nunca pensei em fazer nada.
Não é meu tipo, é intensa. Demais da conta!
Ángela?
O que houve...
- O que houve? - Você tinha razão.
Você fez!
Ai, não...
Então era o Sánchez Leven.
Sabia que era aquela clínica! Sabia! Eu te disse!
- E está feliz? - Não. Era aquela clínica.
Você tem que me ajudar.
Não posso ir pra casa.
Os jornalistas estão na minha porta.
O babaca do Fercho vai ter gêmeos.
Não dá pra te ajudar. Olha a sua cara. É impossível.
- Dá pra notar? - Claro que dá!
Você está lidando muito bem.
Obrigada.
Aí me explicaram que o produto que me aplicaram
tem um leve efeito colateral.
Se eu ficar nervosa, piora.
Igual à Paola.
E arde!
- Arde. - Vem comigo.
Não acredito.
Não acredito...
Por que eu não te escutei?
Sabia que era o Sánchez Leven. Que coisa terrível.
- Terrível. - É terrível.
- Simplesmente terrível. - Terrível.
Nossa, é terrível...
Eu posso beber?
Com certeza. Pior não vai ficar.
Sempre a mesma coisa!
Não sei o que vejo neles.
Pareço um personagem mal escrito.
Quanto mais babacas, mais eu gosto.
Você está chorando?
Ai, meu amor.
Senta aqui e se acalma.
Vamos pensar. Vou ligar pro meu advogado.
- Você contratou um advogado? - É um defensor público mesmo.
Oi, Fede. Confirmado, é o Sánchez Leven.
Você não quer que eu te empreste dinheiro?
Contrata um bom, famoso.
Guarda o seu dinheiro pra denunciar isso.
Não quero fazer nenhuma denúncia.
- Isso é uma máfia. - Claro que é.
Fraudaram a perícia do creme.
Eu falei na sua casa. Você me expulsou.
Desculpa!
Eu sou assim. Não sei.
Não me toco.
Vivo no meu mundo, com minhas coisas.
Devo ter algum problema.
Não acredito que esse filho da mãe
se aproveite de mulheres solitárias, mais velhas,
com baixa autoestima.
E acabei me ferrando por tabela. Uma panaca que nunca mexeu na cara.
Você tem um biscoitinho daquele que a sua filha me deu?
E, se tiver, um remedinho pra relaxar.
Um grama já resolve.
Andem, ou vão se atrasar pra escola.
- Ángela. - Eu não quero ir pra escola.
Anda.
- Quanto tempo eu dormi? - Quatorze horas.
- Estou melhor? - Está.
Achei que tivesse funcionado.
Tenho o telefone de várias ex-pacientes. A Teresa me passou.
- Meu avental? - Como ela conseguiu?
Na sala! Teresa é uma hacker autodidata.
- Quem vai levar a gente? - O papai!
Pra quê?
- Alguém precisa denunciar. - Tchau, te amo.
- Amo vocês! - Tchau, mãe.
Não quero que me vejam assim.
Ninguém vai te reconhecer. Vou fazer um café.
- Eu estou melhor? - Está. Vem.
Estou melhor?
Ela está vindo.
Oi, tudo bem? Te ligamos agora mesmo.
Viemos aqui porque... Me deixa explicar, caramba.
Mas por que você...
Há quanto tempo você está casada?
Quinze anos.
Como você aguenta sempre o mesmo homem?
Não conversamos muito e resolvemos tudo na cama.
- Que bom. - É bom mesmo.
Sei.
- Química. - Claro.
E não só na cama.
Na cozinha, quando as meninas não estão, ou no banheiro, quando estão.
Mas não o tempo todo.
- Entendi. Sei. - Sim.
- Sánchez Leven? - Leven?
- Lembram dele? - Vocês conhecem?
Deixa pra lá.
Eu gosto do outono.
- É lindo. - Me deprime.
- Gosto de ficar meio deprê. - Sério?
Você é dramática porque é atriz.
- Claro. - Claro.
Queremos perguntar sobre um cirurgião plástico.
Seu mamilo está aparecendo!
- Está de fora, mas... - Esquece.
- Mas... - Estava aparecendo.
Ele fez o seu peito?
Quando você fazia a ladra com aquele moreno de olhos verdes,
como vocês não transavam com aquele clima todo?
A gente transava.
Claro.
Sim.
- E com o Francisco Araujo? - Também.
Quando eu era pequena, minha mãe se vestiu de Coca Sarli.
Traje polêmico.
Minha mãe era um gênio.
Nancy?
Ángela. Ángela Trigal.
Essa foto é da minha última novela.
Mas eu queria ser mais bonita.
Por isso fiz tudo o que fiz.
- Você mudou a cor do cabelo? - Mudei.
Nancy, sou sua fã.
Vi todas as novelas, séries, filmes. Sou fã de carteirinha.
María Leone.
Mariana.
Clarita Guerrico, Copioli.
- Tantas. - Sou muito fã.
Agora eu tenho mais um motivo pra odiar o desgraçado que te...
Deixa quieto.
Meninas, eu estou ótima.
- Seu humor está maravilhoso. - Sim.
- Pois é. - Sim.
Conta tudo que você sabe sobre o Sánchez Leven.
Sim, claro.
Ele estava experimentando uma substância que era novidade,
que ele chamava de "meu bebê".
Naquela época, eu estava numa viagem estética
meio selvagem.
Por isso topei tudo isto.
Tudo estava indo muito bem,
até ele colocar os fios tensores.
Quando eu sorria, eles deslizavam, e dava para ver o arame.
Eu também coloquei fios tensores.
Parecem suspensórios, são muito traiçoeiros.
Eles se soltaram.
Não vou dar detalhes de como aconteceu, porque...
Não...
Mas quase arranquei o olho dele!
Vamos direto ao assunto.
Graças a esse cara,
o rosto dela pode explodir e eu posso ir presa, tá?
Por isso seu testemunho seria muito útil.
Você poderia contar sua experiência,
o que esse cara fez com você.
O que ele fez com a gente.
- Né? - Com você.
Se eu pudesse, teria feito alguma coisa,
mas é difícil incriminar alguém com tanto poder.
Claro.
Imagine se ele conseguir rejuvenescer a humanidade.
Vai ser o dono do mundo.
Vocês mesmas...
não injetariam qualquer coisa pra ter a juventude eterna?
Mas é claro!
Não sei, Nancy. Prefiro coisas naturais, sabe?
Dá pra reparar.
Mas como eu não sou rancorosa,
tenho uma coisinha pra vocês.
Pra... sei lá,
fazê-lo sofrer um pouco.
Humilhá-lo socialmente.
Colocá-lo na cadeia.
Ou meter a toxina no toba dele e tirar pela boca.
O que vocês acham?
- Ali. - Acho que não.
Vai.
Ai, minha unha.
Você vai e eu fico vigiando. É melhor.
Melhor pra quem? Vem logo.
Vem comigo.
Tá bom.
Cuidado! Uma câmera de segurança!
Vamos.
Anda logo.
- Não. - Vamos.
Vem cá! Você vai aonde?
- O que está fazendo? - Relaxa.
- O que está fazendo? - Vou desconectar.
Desconectar? Não joga essa pedra.
Isto não é novela. O que está fazendo?
Fica tranquila.
Quando fui ladra naquela novela,
a que eu transei com o ator principal...
- Estão vindo! - Onde?
Anda, vem logo.
Relaxa, deve ser um paciente. Vem.
Vem cá!
Vem cá!
Anda...
- Me ajuda. - Rápido.
Anda.
Depressa!
- Puta merda! - Aqui!
- Por aqui! - Pra onde?
Acelera...
Vem.
Senta aqui.
Já deu.
- Já chegamos? Que rápido! - Não. Chega desta loucura.
Você colocou minha vida em perigo.
- O cara tinha uma arma! - Nós duas corremos perigo.
Nós somos de mundos diferentes. Você mesma disse.
Segue com os seus personagens, seus filmes,
achando que é invencível.
- Eu fico no meu mundinho. - Tá, desculpa.
Eu achei que, com uma amostra, tudo seria mais fácil.
Claro, mas não.
Quando o Toxin for lançado e a cara das pessoas explodir,
talvez eu não vá presa
e volte à minha vidinha de merda.
Que sorte. Não tenho essa opção.
Achei que pudesse contar com você.
Eu não deformei a minha cara em troca de duas temporadas.
Coloquei uma grana no meu nome, e o idiota nem notou.
Eu mudei a senha dele. Ele não vai ter acesso.
Que bom, Tere. Você parou a tempo.
Esse é o segredo. Aprecie.
Ángela?
Olá.
Você sabe que te enganaram, né?
Você vai ficar assim pra sempre?
Espero que não.
Posso sentar?
Não sou rancorosa.
Com licença.
Obrigada.
Obrigada por me receberem.
Eu queria pedir desculpas por ter insultado vocês
e não ter escutado quando me disseram para não mexer no rosto.
Principalmente você, Vera, que me alertou que era o mesmo cara,
que ele era perigoso, tinha feito a cara da ex do seu marido explodir,
e eu não dei ouvidos.
Me desculpem, eu sou assim.
Me deixei levar por um palhaço assexual, um pênis fantasma.
Desculpem.
- Toma água. - Estou bem.
Sim.
A fórmula venenosa dele incendeia se você ficar nervosa.
O que o seu advogado disse?
Ele disse que...
sem uma amostra do produto, é difícil incriminar o sujeito,
e que devo me acostumar com a ideia de ir pra cadeia.
Isso não vai acontecer.
Vou conseguir uma amostra.
Como você vai fazer isso?
Vou ao lançamento.
Eu tenho que ir. Sou a mãe do bebê.
Com essa cara não. Não dá...
Vai virar a notícia da hora.
- Não estou nem aí. - Claro que está!
É perigoso. Tem câmeras, tem seguranças armados.
Eu vou com você.
Posso ir?
Saco muito de câmeras de segurança.
Eu topo.
Estou dentro.
Eu também vou.
Faz tempo que não vou a uma festa.
Beleza. Irmãs-guia,
em vez de reagir, vamos agir.
Vamos fazer justiça e cuidar umas das outras.
E acabar com a ditadura da beleza a qualquer custo.
Saquinho de lavanda.
Ángela.
- Tudo bem? - Tudo.
Chega!
- Parece uma pizza. - Meninas!
Esta é a entrada principal. Vamos invadir a festa e, automaticamente...
Tudo vai acontecer aqui.
- Vamos lá! - O que é isso?
Não estão matando baratas!
Atenção!
Caratê! Vai morrer!
Oi, meu amor.
Você é mágico! Estou louca pra te ver.
- Mandei. - Perfeito.
Quero ver a foto.
Com mais força.
Boa!
Boa!
Bravo!
Meninas, ele respondeu.
- E aí? - Emoji de foguinho.
Vamos queimar o rabinho dele!
A câmera de segurança do laboratório.
Não entendo.
O que é isso?
Um esquadrão sofisticado de espionagem farmacêutica
ou só duas loucas?
Duas loucas.
Doutor, os resultados ainda me preocupam.
Susy, por favor!
Já conversamos sobre sua intensidade!
Está tudo bem, tudo perfeito. Olha a foto que a Ángela mandou.
- Ramiro. - Oi.
Oi. Cadê as meninas, o Coco? Está tudo bem?
- Vou pegar umas coisas e sair. - Estão na casa da minha mãe.
Eu ia pedir comida.
Não dá. Tenho umas coisas pra fazer.
Não vai dar.
Eu te vi na praça,
abraçada com um idiota.
Bom,
primeiro, ele não é idiota.
Segundo, relaxa. Terceiro, é meu advogado.
E por que ele te abraçou? Advogados não abraçam.
Não generaliza. Esse abraça.
Sei lá, deve ter ficado com pena de mim.
Tá.
Eu quase morri, sabia?
Não tivemos nada.
Agora eu tenho que ir.
Mas preciso fazer uma coisa meio perigosa.
Você é perigosa.
Ai, meu amor!
- Espera. Dá um tempo. - O que foi?
Tenho que ir embora. É que...
Depois a gente...
- Mas... - continua.
- Mas... - Não dá. Foi mal.
- Acabei com o clima... - Quer que eu vá com você?
Se sentiu ameaçado mesmo!
Não...
Não, é que...
eu me viro sozinha.
Tenho uma roupa que... Não...
Tem que ser confortável pra você poder correr, chutar.
Principalmente correr.
- Fede! - Com licença.
- Desculpa te ligar a esta hora. - Como vai?
- Não tem problema. - Nosso defensor!
Ángela. Este é o Federico.
Eu te conheço?
- Não sei. Trabalho na televisão. - Vou começar a assistir.
Fiquei irreconhecível.
O que aconteceu?
- Aqui estão as provas de que eu te falei. - Ótimo.
Você vai conseguir reforços?
- Vamos tentar pegar uma amostra. - Não...
Acho uma má ideia.
Pode ser perigoso. Não sabemos quem estamos enfrentando.
Quem é esse cara?
Você o conhece. Na verdade...
Sei que não é da minha conta, mas você é tão linda!
Por que foi fazer isso?
- Por impulso, insegurança. Sei lá. - Imagina!
Você é advogado. Por que é...
- Defensor público? - Isso.
Gosto de ajudar. É uma vocação.
Gosto que os menos favorecidos tenham acesso a uma defesa.
Por mais complicado que seja o caso, quase perdido,
impossível, muito difícil, sempre quero ajudar.
"Vamos pra cima."
Que lindo! Que amor.
- Você também. - Temos que ir.
Queria uma roupa cômoda. Quero ficar confortável.
Pedi ao promotor pra revistar a clínica, que não está legalizada na Argentina.
- Ótimo! - Que esperto.
Você é que é. Não vão sozinhas.
Relaxa. Não vamos sozinhas.
Não.
Estes são os chips pra saber onde cada uma está.
São intravaginais?
Não, meu amor.
Agora é tarde.
Coloca na orelha. Vamos ficar conectadas.
Bluetooth.
- Olhem o celular. - O que foi?
Mandei o QR com o convite.
- Feito. - Pronto.
Gravou?
Vamos preparar a pólvora e revisar o plano. Fase um.
Passar despercebidas, principalmente a Ángela.
Fase dois.
Conseguir a amostra de Toxin e cair fora.
Fase três. Cortar o pênis de Sánchez Leven.
Beleza.
Brincadeirinha!
Até parece que a gente faria isso!
- Eu sabia! - Pois é.
Vou aumentar o som porque estou nervosa.
Somos nervosas.
Boa noite.
Obrigada.
Um, dois três. Testando.
Pronta.
Natalia, está pronta?
Camuflada como um animal prestes a atacar.
Não estou vendo o traste.
Nem eu.
O importante é conseguirmos a amostra sem dar na pinta.
Atenção, meninas.
Tem vigias na escada? Câmbio.
- Positivo. - Positivo.
Precisamos dar um jeito de chegar lá.
Ángela!
Ela foi sozinha. Estão ouvindo?
Estamos loucas pelo Toxin!
Pois é. Mal posso esperar!
Eu tiraria a pelanca dos braços. Balançam quando e dou tchau.
Tem jeito pra isso?
Removem o excesso de pele e enrijecem o músculo.
E os lábios? Depois dos trinta perdem...
As orelhas crescem, os peitos caem e a gordura vai pra barriga.
- Um horror. - Terrível.
Eu já fiz de tudo:
fio de seda, gosma de caracol, oxigênio, drenagem,
radiofrequência, laser não invasivo, invasivo, plasma.
Um pouquinho de Botox.
Avisei às minhas amigas: quando der pra notar, me avisem.
Vera, foco. Para de falar com a boneca de cera.
Oi, meu amor! Já cheguei.
Por que tão misteriosa?
Quero causar impacto com o resultado.
Confia em mim. Sou muito boa de sincronia dramática.
Cecilia, vê se ele tem o cartão de acesso ao laboratório.
Doutor!
- Quero saber uma coisa. - Tem uma velha me interrompendo.
Eu queria saber o custo-benefício e quantas vezes por semana...
Cecília, anda. O segurança está atrás de você.
Parabéns em nome de todas...
- Estou com dor de garganta. - Tá.
Estava procurando o banheiro. Com licença, querido.
Depressa!
Já nos vemos.
Believe!
Atenção, meninas.
- Onde vocês estão? - Aqui.
Tudo pronto.
O que aquele cara de bunda te disse?
Eu vou ferrar tanto com ele, mas tanto...
Meu medo se transformou em ódio feroz.
Que vontade de agarrar pelo saco e rodar que nem caubói!
Começou a fase dois: conseguir o Toxin.
Consegui a senha e compartilhei com o grupo.
O que está escrito? Não consigo ver.
Não sei. Estou bêbada.
A primeira palavra é "kiko" e a segunda é "navara".
Kiko na vara?
Morri, meninas!
Que droga!
- Como é que a gente abre? - Sai. Deixa comigo.
- Kiko... - Já sei.
Navara.
DIGITAR A SENHA
Eu sou um gênio.
- Essa é a fórmula. - Não!
Sim! Vem por aqui.
Olha só isso. Não é uma loucura?
Estes são os ovos da criatura.
Vamos ver.
Depressa. Sejam discretas.
Pode deixar.
Discreta não deu pra ser.
Ouvi barulho no laboratório. Lá embaixo.
Ei!
Intrusas no laboratório. Direi ao doutor.
Meninas, pegaram o Toxin? Alô.
Alô...
Alô!
Eu sabia que você era louca. Como todas!
Mas mais louca ainda.
Vou dizer uma coisa, meu Toxin faz milagres,
mas rosto como o de vocês não tem jeito.
Não tem graça! É muito triste!
- Eu vou primeiro. - Vai! Espera.
Minha perna.
Espera.
Espera...
- Conseguimos. - Quase.
Pronto.
Meu ciático. Puta merda!
- Tenho uma massagista ótima. - Sério?
Depois eu te dou o telefone.
Discretas...
Volta.
Desculpem, meninas.
O que você fez?
O que você fez comigo?
Seu Toxin é um engodo!
E você é um criminoso que se aproveita do nosso desejo de rejuvenescer.
Um gerontófobo misógino que vai se esborrachar numa parede!
- Já chega... - Chega nada!
O que ela quer dizer é que teve um efeito colateral.
Obrigada, mas temos que ir. Não queremos atrapalhar.
Tenho filhas pequenas. Vamos.
Aonde pensam que vão? A lugar nenhum!
- Olha, doutor... - Calma.
Calma, doutor. Vai ficar todo suado.
A onça está esquentando o meu saco.
Deixa a gente ir.
Eu juro que desapareço,
e ninguém vai saber que seu Toxin não funciona.
- Não... - Meu Toxin!
Solta ela!
Doutor, por favor.
Os investidores e a imprensa estão aqui. Solta ela.
- Solta ela! - Por que eu?
- Você está bem? - Como está meu rosto?
Doutor, estão esperando.
Você vem comigo.
Vigia a porta. Ninguém entra nem sai até a festa acabar.
Se a virem, estaremos encrencados.
Fui claro?
Foi.
- Vou sair! - Sim.
Ai, meninas...
Bem-vindos.
Bem-vindos a uma noite extraordinária.
Emilce, está me ouvindo?
Estamos presas na cozinha.
Gostaria de agradecer aos meus investidores, Big Money.
Mas que calor!
Vamos morrer.
- Todos nós, um dia. - Eles vão nos matar.
Vão nos estudar no necrotério.
- Não! - Eu li.
- Emilce! - Emilce!
- Ótimo, Emilce. - Emilce!
- Está morto? - Calma, não me viram entrar.
- Solta a gente. - A tesoura.
- Solta. - Anda.
Meu nariz está coçando.
Por onde a gente sai, meninas?
Eu não fui amarrada. Eu não ia dizer: "Faltei eu!"
Vamos que ainda temos a amostra.
Não temos nada. Ele bebeu.
Quê?
Por que você deu pra ele?
Pra provar do próprio veneno.
- Não... - Foi tudo em vão.
Esperem. Vamos pensar.
- Não temos provas? - Não.
Então vamos desmascarar o cara.
Vamos descer e fazer ele esquentar!
- É! - Ele bebeu o Toxin. Vamos.
- Tá, vamos... - Vamos.
- Vamos. - Não, você não.
- Por que não? - Não pode ir assim.
É melhor não me verem assim.
- Tá. - Eu fico.
- Vamos nos falando. - Ele já era.
- Se precisar, eu chamo. - Tá.
Cuidado aí.
- Vocês arrasam. - Sim.
Nós somos demais.
Por ter tido coragem de seguir minha inspiração.
Porque o mundo muda, muda rápido, e nós mudamos com ele.
Tanto que vamos hackear a natureza.
Isso aí!
Sim.
Talvez isso me transforme num deus moderno.
Você é nossa religião, Edgardo. Amamos você!
Grupo Dourado, obrigado.
Obrigado por impulsionarem uma mudança desta envergadura
na história da ciência!
No seu caso, é "envergamole", querido.
Está suando? Como o porco que você é!
Gosta de pele de onça?
Sabia que elas estão ameaçadas?
Igual a você, assassino!
Parece que vai explodir como um sapo, né, Susy?
Isso!
Susy, água.
Senhoras e senhores,
isto é Toxin Believe!
Vem...
- Vamos com as meninas. - Que horror!
- Polícia. - Corram!
Ele está aqui.
Muito bem.
Está aqui. Prendam, por favor.
Tirem uma foto dele.
Vem comigo.
- Pra onde? - Vem logo!
A câmera.
Vamos tirar uma foto aqui?
Diz "bandido".
Derrubamos a ditadura juntas.
Não tem nada pra ver. Liberem a área.
Olha o que nós fizemos.
Chega!
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Chegamos quase juntas.
Gostei!
- Gostou? - Gostei.
Tive a reunião com o seu investidor.
- E aí? - Foi muito boa.
- Que bom. - Você está ótima.
É que eu fiz uns retoquezinhos.
Bem leves. Estou como antes.
Melhor que antes.
- Não. - Vamos.
- Parece que chegamos cedo. - Que estranho. Somos as primeiras.
Parabéns, formandas!
Que surpresa maravilhosa!
O Grupo de Resgate!
- Tem comida. - Que festa linda!
- Comida, bebida. - Genial!
A Tití fez umas coisas gostosas.
- O diploma de vocês. - Que medo de olhar.
- Fede! - As formandas.
- Oi. - O que está fazendo aqui?
- Uma surpresa. - Que surpresa linda!
- Linda é você! - Tere...
Eu te dou o canudo, mas continua vindo mais um pouco, tá?
Alguém quer uma balinha?
Eu quero.
Espera um minuto.
- Eu gostei do advogado. - Já percebi.
- Às amigas. - E ao gim-tônica.
Ai, não! Acabei de começar meu detox.
- Saúde. - Saúde.
Música, Emilce. Vem me ajudar.
Vamos dançar.
- Vamos. - Vamos dançar.
O GRUPO DE RESGATE
Vamos!
Legendas: Rosane Falcão
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