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Pela primeira vez na TV,
teremos o depoimento de um exorcista oficial,
reconhecido pela Igreja Cat�lica Espanhola,
o Padre Gabriel Rodero.
- Bem-vindo, padre. - Obrigado.
Bem, padre,
como podemos saber se algu�m est� mesmo possu�do?
Primeiro, devemos ter certeza de que n�o � uma doen�a mental.
Doen�a mental. � outro mist�rio, n�o �?
- O mist�rio da mente. - Imagino que sim.
Uma vez descartada, digamos, a "explica��o racional",
e confirmada a presen�a do mal,
por que o Diabo, tantas vezes, prefere os jovens?
Porque s�o presas f�ceis.
For�as que n�o entendemos convivem conosco
e n�o � prudente perturb�-las.
O Dr. Estrada vai me ver?
Vai ver e ouvir. Voc� o ouvir� pelo fone.
Nacho, voc� vai se sair bem.
N�o � isso. Estou com d�vidas.
Olha, Nacho, se contarmos tudo agora,
n�o teremos mais nada e voltaremos com uma fraude.
N�o queremos isso.
Se dosarmos a informa��o, teremos duas bombas, entendeu?
Hoje, vamos compartilhar o caso. A garota � uma curandeira.
Na pr�xima semana, diremos que estivemos pesquisando
e que descobrimos a fraude dela. Pronto! Duas bombas em vez de uma.
- � perfeito: o caso e sua refuta��o. - Isso n�o � mentir?
N�o, Nacho, n�o � mentir. � gest�o da informa��o.
N�o somos policiais, somos investigadores...
- Mas n�s j� sabemos agora! - Isso mesmo, foque no agora.
� a magia da TV, n�o �? � tudo sobre a narrativa.
Ent�o, vamos l�. �nimo.
- Vamos. Primeiro epis�dio hoje. - Voc� est� ao vivo...
- Agora! - Nos despedimos
porque o nosso colega, Nacho Nieto, est� em Menorca.
Sem mais delongas, parceiro, voc� conseguiu ver?
Voc� viu o milagre da cura com seus pr�prios olhos?
Vamos, fale!
N�o se acovarde!
Nacho, que ind�cios temos de que o caso possa ser verdadeiro?
Muito boa noite, Dr. Lopez Estrada.
A crian�a � uma curandeira.
Sim, n�s vimos com os nossos olhos.
O OUTRO LADO
- E a�? Est� se sentindo melhor? - Melhor.
Certo.
Mas, Juana, o que aconteceu com voc� l� dentro?
N�o sei. Quero ir embora.
- J� est� bem? Quer ir? - N�o.
Nacho, Nacho... N�o a pressione.
Haver� muito tempo para contar tudo o que houve.
Olha, Juana,
quando voc� ficar melhor...
Bem, sempre que quiser, voc� ser� bem-vinda na Nueva Era,
estar� cercada de amigos, sem press�o...
- N�o, n�o, n�o. - Por favor, deixe-a em paz.
- N�o precisa decidir agora. - N�o � hora disso!
- Quer que eu v� com voc�? - Nacho, eu preciso ficar sozinha.
- Cuidado. - Obrigada.
- Juana, depois nos falamos! - N�o temos nada pra falar.
Essa garota n�o era sua produtora?
Eu soube que havia sido demitido da R�dio Nacional.
- Eles n�o me demitiram, eu fui embora. - Durante as demiss�es, n�?
Momento perfeito, n�o �? Momento perfeito.
Sim.
Olha, Nacho, a Espanha merece saber o que aconteceu aqui.
- Eu preciso levar algu�m ao meu show. - Voc� fala pela Espanha?
Ela pode contar quando quiser, e onde quiser, at� mesmo no meu canal.
- Para todos os seus 128 assinantes. - E com muita honra.
Prefiro 128 pessoas com uma mente cr�tica a...
A 1.145.000, com 7,8 por cento de "share".
Tem um pouco mais de Espanha a�, n�o acha?
N�o quer vir � Nueva Era e nos contar?
Pense em como isso vai trazer visibilidade para o seu canal.
E, bem, sei que voc� n�o liga, que voc� � diferente,
mas quem vai ao programa acaba ganhando dinheiro.
E ganha bem.
Na verdade, eu n�o ligo pra isso.
Olha, Nacho, eu vou ter que contar, com ou sem voc�.
Mas prefiro que seja com voc�.
- Voc� descobriu, n�o foi? - Isso mesmo, eu descobri.
� claro. Bem, venha e...
Vamos agitar as coisas, como nos velhos tempos.
� uma �tima oportunidade
para mostrar como trabalha um verdadeiro profissional.
Quer arruinar o show dele? S� tem um jeito: por dentro.
- Tem certeza, Martina? - Claro. Ele � o l�der.
Ele sabe muito de tudo isso. Confia.
- E onde o achou? - No Reddit.
O problema � que estou praticamente aposentado
e n�o d� para realizar um exorcismo da noite para o dia.
Primeiro, a diocese precisa autorizar.
Depois, fazemos o pedido ao Vaticano
e, assim que tivermos a aprova��o,
iniciamos uma investiga��o completa e uma papelada deve ser preenchida.
Estamos falando de meses, sen�o anos de espera.
N�o sei se posso viver anos nessa situa��o. N�o d�.
Padre, � que a nossa experi�ncia foi muito ruim.
As pessoas tentam se aproveitar.
- Quem? - Jornalistas, pesquisadores, n�o sei.
Aproveitadores, curiosos...
Ela teve que expuls�-los. E o pessoal da TV � o pior.
Sobre a TV... N�s t�nhamos uma boa televis�o antes.
Agora, est� cheia de aproveitadores.
Mas por voc�, eu...
Por voc�, eu faria hoje mesmo.
� que eu tenho uma reuni�o com uma paroquiana
para ver se ela me ajuda com uma doa��o
pra resolver um problema de mofo.
- Eu teria que fazer a doa��o? - N�o, nada disso.
Embora me ajudaria bastante a limpar a minha agenda.
Pular a papelada n�o seria como fazer isso ilegalmente?
- De certo modo, sim. - Mas vai funcionar?
- O dem�nio n�o pede a fatura. - Que dem�nio?
O dem�nio! N�o � uma infesta��o demon�aca?
N�o, n�o � isso. � um esp�rito, um fantasma.
Ent�o, precisa de uma limpeza, uma limpeza espiritual.
Isso. O senhor n�o poderia fazer?
N�o, n�o. A Igreja n�o limpa.
Deus n�o � um aspirador, senhora.
Come�amos a limpeza, acendendo as velas em frente ao espelho.
Onde achou esse v�deo?
- Em um site de im�veis. - S�rio?
As pessoas fazem isso antes de alugarem um ap�.
Tamb�m acenderemos o incenso.
Depois, os tr�s lim�es em linha reta,
perpendiculares ao espelho.
- Perpendiculares. - Como?
Perpendiculares!
Com a ponta virada para o espelho ou a maior parte do lim�o?
- E isso importa? - Importa!
Se for de um jeito, os esp�ritos saem. Se for de outro, eles entram! Eva...
Quando estiver pronto,
olhe-se no espelho e repita as seguintes palavras...
- O que � isso? Que l�ngua � essa? - Acho que n�o � latim. Hebraico?
E precisa falar em hebraico com os esp�ritos?
N�o sei se � um encantamento judeu,
mas se funciona pra ela, vamos tentar, por favor.
Essa fuma�a � normal, Martina?
N�o tinha incenso no mercado. Eu trouxe o que tinha.
- O que � isso? - Tomilho. Era o que eu tinha.
O tomilho � bom para infec��es e eu pensei: "N�o vai fazer mal."
Isso � uma piada! N�o d�.
Martina, me ajuda!
- Martina... - Eva! Eva!
- Me ajuda, me ajuda... - Eva! Solta!
Pronto, calma.
Calma, Eva.
Cardeal Cardona. Voc�s j� sabem.
Na semana passada, mais de um milh�o de telespectadores,
mais de um milh�o se juntaram a essa investiga��o emocionante.
Temos novidades sobre o caso do s�culo
e, acredite,
s�o chocantes.
Estou te esperando. Nueva Era.
Decis�o muito boa, muito boa.
Porque, olha, tem muita merda na internet,
mas a televis�o ainda � refer�ncia. �, ou n�o �? Estou falando!
- Bem-vindo, Nacho Nieto. - Obrigado. Boa tarde.
Por aqui, por favor.
Voc� n�o fez muita TV, Nacho. Mas a TV � sobre presen�a.
O conte�do � importante, mas n�o � fundamental.
� o equil�brio, o olhar.
� fundamental ser determinado.
Olhe para a c�mera, nos olhos do espectador,
mas n�o muito intensamente,
porque voc� pode apertar os olhos e deixar o espectador desconfort�vel.
Eu queria que desse pra fumar na TV. � muito �til, comunicativamente falando.
Como segura o cigarro, as baforadas, os sil�ncios que a fuma�a cria...
� uma forma de comunica��o.
� como a linguagem dos leques, s� que com cigarros.
Embora muitos estejam vendo,
dirija-se a um �nico espectador, apenas um.
Mas cuidado, n�o daqui. Daqui.
Quer que eu entre?
Quer que eu te veja fazer xixi?
� algum fetiche seu?
Por favor, n�o aguento mais!
Foda-se a minha vida!
O que eu fiz pra receber esse castigo?
Reuni�o de pauta. Vamos nos preparar, por favor.
� preciso se abrir devagar, sem deix�-los entrarem em voc�.
- O que voc� sentiu? - Bem...
Que n�o era uma mulher. Era um homem.
Tamb�m n�o senti uma mulher, comida ou inteira.
Sim, mas eu vi uma senhora l�.
Ela n�o estava l�. Voc� a levou.
- O qu�? - Ela est� sentada ao seu lado.
Ela diz que cuida de voc�, que salvou a sua vida.
N�o!
- O que foi? O que foi? - Ali, ali!
- O que voc� viu? - Merda! Como eu paro isso?
N�o d� pra parar, s� pra controlar.
Voc� vai comigo �quela casa para ver.
Eu te ensino. N�o se preocupe.
Lu, por que ainda est� aqui?
Por que n�o vai embora?
Ela n�o vai te ouvir, ela j� foi.
- Pra onde? - N�o sei. Eles v�m e v�o quando querem.
Quinze segundos.
Dez, nove, oito, sete, seis...
Hoje, temos um programa muito especial da Nueva Era.
N�s respondemos ao chamado do paranormal e, pela primeira vez,
estaremos ao vivo no local dos acontecimentos.
Um antigo teatro de bairro,
repleto de vizinhos de uma comunidade humilde
que foi confrontada com o inexplic�vel.
Obrigado por virem.
A poucos metros de onde estamos,
em um apartamento modesto deste bairro oper�rio de Barcelona,
est� ocorrendo um caso de fenomenologia espectral,
talvez o mais importante da Espanha at� agora, neste s�culo.
Infelizmente, a inquilina n�o quis estar aqui conosco hoje.
� totalmente compreens�vel.
Este programa, o Nueva Era, se simpatiza com o sofrimento dela.
Mas temos o prazer de receber o investigador que descobriu tudo.
Nacho Nieto.
Nacho Nieto. Como vai, tudo bem?
- Bem, obrigado. - Conte-nos,
o que est� acontecendo naquele apartamento?
- Bem, � um caso bastante t�pico. - Bem, t�pico...
Parece que todos n�s temos um fantasma em casa. T�pico, n�o sei.
O que quero dizer � que o caso segue um padr�o muito...
Bebe, bebe. Vai te dar tempo pra pensar.
- Com licen�a. - N�o tenha pressa, meu amigo.
O caso de hoje n�o � f�cil.
Eu quis dizer que � um caso bem can�nico,
que segue os passos da casu�stica cl�ssica documentada.
- Para falar geralmente... - Diga o nome dele.
Gorka, temos a morte traum�tica da inquilina anterior,
algumas obras que parecem desencadear a fenomenologia
e a presen�a de um filho adolescente.
Caracter�sticas comuns, como sabe, de outros casos semelhantes.
�timo, j� deu seu recado.
- Por isso � um caso t�pico. - Olhe para a c�mera.
Acho que os telespectadores n�o devem ter um fantasma em casa.
Boa resposta. Isso.
Bem, pode at� ser divertido, mas esse caso fez duas v�timas.
- Vamos tentar ser delicados, se der. - Sim, claro.
- Claro, claro. - Diga-me, Nacho,
que ind�cios temos de que o caso possa ser verdadeiro?
Nacho, que ind�cios temos de que o caso possa ser verdadeiro?
Nacho?
Como assim?
Estamos lidando com um caso de intera��o transdimensional.
N�o sei. Porque ainda n�o determinei que n�o � uma fraude.
Bem, sim, eu entendo, mas...
Eu testemunhei os fen�menos.
Eu estive l� e, para mim, os sinais s�o muito claros.
Sinais, sim. Mas n�o temos provas.
N�o devemos nos deixar levar pelo "ultracientismo"...
Acho que essa palavra n�o existe.
Olha, eu te respeito muito porque � um pesquisador �ntegro.
- Obrigado. - Mas, nesse caso, provas s�o provas.
Eu estava ao seu lado quando sua parceira, Juana...
N�o, ela deixou claro que n�o quer ser mencionada.
- Sim, claro. - �timo.
Mas, Nacho, eu n�o posso esconder dos meus f�s e do meu p�blico
o que vi com os meus olhos.
Algo que eu n�o vi em 20 anos de profiss�o.
Um caso de possess�o, claramente.
Ou um colapso nervoso, uma crise psic�tica... N�o sei, Gorka.
Dev�amos investigar antes de mostrar no programa.
Ent�o, obrigado.
Quando tiver algo pra contar, a casa � sua. Muito obrigado.
Mas n�s temos algo pra contar. Algo concreto.
Um documento que estava...
Preciso te dizer algo.
Eu n�o tenho um programa t�o importante quanto esse,
nem tantos recursos. � s� um canal no YouTube.
Mas posso olhar para o meu p�blico
e dizer que n�o vou mentir s� pra ter mais visualiza��es.
Isso...
Bela pausa, meu amigo.
Isso eu juro a voc�s. Eu posso.
N�o sei do que est� falando.
Estou falando do caso Es Fenollar.
Mas n�o � um caso de 30 anos atr�s?
De uma garota que curava pessoas? N�o lembro o nome.
Eu lembro como se fosse ontem. O nome dela era Diana.
Mas ela n�o curava as pessoas.
Esse caso � de 30 anos atr�s e n�o sei por que estamos falando disso,
quando nesta mesma noite, a poucos metros...
Era uma engana��o.
E voc� e eu descobrimos.
Bem, o nosso amigo Nacho Nieto est� sob muita press�o...
Mas decidimos esconder e mentir para a Espanha.
E ao Dr. L�pez Estrada tamb�m.
Talvez voc� esteja mentindo,
porque as pessoas precisam saber que voc� est� omitindo
que n�s, supostamente, refutar�amos isso em uma semana.
- Mas, claro, quem poderia... - Claro.
Quem iria prever aquilo?
O que o Antonio Ribes, o pai da menina, prop�s?
Ele me deu 80 mil pesetas para me fazer de cego
para que a garota me curasse na frente dos jornalistas
para deixar tudo mais espetacular.
- Por que o desfigurou? - Pra ocultar a identidade dele.
Sim, mas � televis�o, Nacho.
Se ele n�o aparecer, v�o achar que ele precisa esconder algo.
Mas ele precisa esconder algo: a identidade dele.
N�s prometemos.
E vai manter o combinado que fez com um vigarista?
- Viram as not�cias? - O que foi?
Acabou de morrer de um ataque card�aco fulminante.
Os servi�os m�dicos de Prado del Rey tentaram ressuscit�-lo,
mas o jornalista chegou sem vida ao Hospital Gregorio Mara��n.
� foi assim que nos deixou Alberto L�pez Estrada,
nascido em Burriana, Castell�n, em 1945, psiquiatra por forma��o...
Pode gravar um filme porn� a� porque acho que o seu programa j� era.
Diretor de revistas e programas de TV,
seu primeiro contato com a televis�o aconteceu em 1971...
E n�o tem nada a ver com o programa de hoje,
aqui, neste velho teatro...
A garota cometeu suic�dio.
Diana Rivas Andreu. Ela tinha 12 anos.
Ela acreditava que poderia curar as pessoas.
O golpe durou mais dois anos,
at� que ela descobriu que seu pai a usava para roubar dos vizinhos.
Ela n�o suportou a verdade, nem a vergonha,
e se jogou nos trilhos do trem.
N�s n�o dissemos nada.
- Canalha! - Aproveitador!
Fora! Canalha!
Puta merda. Caralho!
Caralho! � o meu primo.
Que coragem!
�, foi mesmo.
Ligue para ele agora.
N�o devia t�-los deixado entrar.
Fala pra ele voltar.
N�o posso ligar para ele. Ele est� no teatro.
Ent�o, vou ligar para o amiguinho dele.
Pe�a pra passarem uma reprise dessas s�ries que ningu�m quer ver!
Mas o programa acabou, eu n�o ligo!
Se quiser, eu mesmo falo com o Conti. Liga pra ele que eu falo!
N�o estou nem a�!
Como ousa?
Eu te convido e voc� me ferra desse jeito?
Voc� n�o � ningu�m. E ser� ainda menos.
Eu s� disse a verdade. Como o doutor ensinou a n�s dois.
L� vem voc� com "a verdade" e o doutor.
- O Dr. Estrada est� morto, n�o entende? - N�o para mim.
Voc� � muito burro. Olha.
- O qu�? - Viu onde eu guardo?
Junto com o lixo. Como adere�o.
Ele te disse que s� tinha um?
Ele tamb�m me disse isso.
Mas o idiota esqueceu e comprou outro pra mim.
Sabe por que n�o uso?
Porque eles s�o falsos e feios.
- Gorka, Gorka... - O que foi agora? Redes sociais?
- Sim. - Viramos "trending topic"?
Sim, mas do tipo ruim.
Deixemos pra depois.
Nieto, Nieto.
Desculpa.
O que eu posso dizer � que, embora o amuleto n�o fosse aut�ntico,
tamb�m n�o foi nada barato.
Sabe, o que eu queria na vida era ser como voc�,
mas acontece que eu j� era como voc�, um mentiroso.
Existem muitos tipos de verdades.
Uma verdade � que � falso, admito.
Mas outra verdade � que, mesmo sabendo que n�o � aut�ntico,
foi muito �til pra voc�. - S�rio?
Vai falar do Dumbo agora?
"Dumbo"?
N�o vi. � para crian�as, n�o �?
- Juana, por que est� aqui? - Vamos � casa da Eva.
Ela quer que voc� volte.
A Lorena e eu vamos descobrir o que tem l�.
Ela vai me ajudar.
Voc� disse a ela para se abrir assim? Se n�o sabe do que fala, cale-se.
- Nacho, posso tirar uma foto? - Claro.
- Obrigado, Nacho. Voc� � �timo! - D� um "ol�" para o Instagram.
- Ol�. - Obrigada.
- Vamos? - Vamos, vamos.
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