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Zulu
Illuminati, Bilderberg, Ma�onaria...
Nomes diferentes para, talvez, a mesma realidade.
A ideia de um governo oculto, uma elite internacional,
a conhecida Nova Ordem Mundial.
Essas ideias n�o s�o novas, s�o t�o antigas quanto a humanidade.
Est�o perdidas nas brumas do tempo.
Quem det�m o poder econ�mico?
Tem algu�m por tr�s das guerras e das crises financeiras?
Podemos nos referir a quest�es muito mais concretas,
como qual pa�s recebe as Olimp�adas a cada quatro anos,
ou a realoca��o dos meios de produ��o. Quem decide isso?
Preste aten��o no nome que eu vou dizer agora.
"Skull and Bones", Caveiras e Ossos.
� o nome de um clube exclusivo...
Espero que isso n�o esteja por tr�s das demiss�es da f�brica, m�e.
- Sim, filho. Sim. - Quem acaba pagando o pato?
Soube da indeniza��o de merda que o Javier recebeu?
Bem, ele vai gastar tudo no bar da chinesa a� embaixo.
E a coitada da Eva, desempregada, ter� que pagar os impostos dele.
E outra, pra onde vai tanto imposto? Aqui para o bairro n�o �.
� pra bancar aqueles moleques que vivem no luxo �s nossas custas,
-e que n�o trabalham -Claro.
Porque s�o menores!
Trabalhar, eles trabalham. Porque rouba d� trabalho.
Eles estupram mulheres espanholas por prazer.
E as feministas n�o d�o um pio sobre esses estupradores.
N�o pode falar sobre isso, porque � politicamente incorreto.
E vai te causar problemas.
O OUTRO LADO
Esteban, querido, siga o cord�o de prata, n�o o perca.
- Podemos encerrar? - J� terminamos.
N�o se preocupe, Aurora. O Esteban vai ficar bem.
� por causa do morto ou porque voc� n�o transou?
Faz quanto tempo que voc� n�o...
Um ano? Dois? Mais?
Cinco? Mais de cinco?
Nossa! Estou surpreso que n�o tenha se matado ainda.
Falta saber da aut�psia,
mas parece parada card�aca por causas naturais.
- Boa noite. - Boa noite.
- N�o foram causas naturais. - Como � que �?
N�o foi uma morte natural!
Antes de encerrar a investiga��o, consideraremos todos os fatos.
Sim, de fato, levaremos em conta todos os fatos.
Tr�s mortes no mesmo apartamento, em menos de um ano. E a�?
- E teve o menino atacado por ratos. - Que ratos?
Era um cano entupido. O encanador j� foi l�, senhora!
N�o nos diga como fazer nosso trabalho. Vamos, andem.
� assim que eles resolvem.
Sobre a morte da senhora que morava aqui, derrame.
O marido morreu de acidente...
Voc�s n�o investigam o que n�o interessa, � isso.
Pare de falar bobagens! S�o eles que devem investigar.
S�rio, quero dizer, eu preciso ficar sozinha.
Ela ainda est� nervosa. Vai l�, macho.
A ci�ncia n�o explica tudo.
Havia uma presen�a aqui que matou Esteban.
- Todos n�s vimos e sentimos. - N�s vimos e testemunhamos.
- Voc�s viram um esp�rito? - Amigos, por favor.
Voc�s j� ouviram a dona do apartamento e a pol�cia.
- Por favor, saiam. - Todos para fora, exceto a dona.
N�o me incomodem mais!
Quem chamou esse homem para brincar de fantasma aqui?
Espera, quem faz isso � crian�a!
- Vamos... - N�o toque em mim!
- N�o toque em mim. - Vamos embora.
N�s somos profissionais de parapsicologia.
- Que �timo. - N�s n�o a desrespeitamos, senhorita.
Tudo bem, v� em frente. Continuem andando, por favor.
E disponibilizem-se nos pr�ximos dias, caso precisemos falar com voc�s.
- Sra. Mart�, a senhora tamb�m. - Est� tudo bem, Eva.
Me solta! O que est� fazendo?
Encostou e n�o quer soltar!
� pra voc� ir tamb�m, cara!
Vamos. Andem, por favor.
E n�o volte mais!
O que foi? N�o dormiu?
N�o lembrou que hoje era o funeral da nossa tia?
Estava contatando �vnis, marcianos e essas coisas...
- Por favor, Luis, n�o estou bem. - � normal que n�o esteja.
- Voc� ouviu? - O qu�?
- Batidas. - O qu�?
- Ouviu? - O qu�?
Pai, voc� ouviu?
- N�o ouviu? - O que, Nacho?
- Nacho, calma... - Estou calmo, me solte!
N�o est� ouvindo?
- Diga alguma coisa. - � o caix�o! � a tia!
- Como assim? - � a tia!
- Nacho, por favor. - Me solta! Ouviu?
- O que... - O que, Nacho? O qu�?
- N�o est� ouvindo? - O qu�?
Ele pirou.
Ouviu? � a tia!
- � a tia! - O qu�?
Est� a� dentro!
Ningu�m consegue ouvir? D� pra abrir? Abra, abra!
- Filho, por favor. - Por favor, papai? Voc� n�o ouve?
- S� eu estou ouvindo? - Isso � estranho at� para voc�!
Abra, abra! D� pra abrir?
Abra! Por favor, abra!
- Nacho! - Abra.
- Viu? Viu? - O que deu em voc�?
- Est�o vendo ou n�o? - Sim. Sim, estamos vendo.
Calma, m�e, calma.
Por favor, pode fechar de novo.
JANTAR: FRANGO EMPANADO ALMO�O: MASSA � BOLONHESA
Voc� nem precisa escolher.
� o que a mam�e mandar. "Almo�o" � almo�o. "Jantar" � jantar.
E, olha, "frango e macarr�o". Muito bem. Voc� tem 10 anos?
Nunca vai me deixar em paz?
Precisamos rever a grava��o da sess�o. Eu acho que vai pegar fogo.
N�o tem respeito por nada? N�o viu que morreu uma pessoa?
Quem, o velho? Foi, praticamente, eutan�sia.
E ele foi morto por um fantasma. Quer uma morte melhor do que essa?
N�o importa, n�o posso voltar. A Eva n�o vai me deixar entrar.
Ontem � noite, ela te deixou entrar. Onde h� fuma�a...
N�o importa mais.
Vai desistir? Cagou pra mim?
O que houve com voc�? Voc� era mais corajoso.
O que houve comigo?
Que, at� hoje, a minha m�e manda dinheiro escondido pra mim,
para o meu pai n�o ver. � isso!
Vejamos.
Voc� deve ter sentido de novo um tes�o enquanto investigava.
Porque esse caso foi �timo pra voc�.
Voc� at� conseguiu transar. Ou algo parecido com isso.
Voc� � um pesquisador puro-sangue.
Voc� � o jornalista que descobriu o caso Es Fenollar.
Olha, vamos rever a sua primeira entrada ao vivo.
- Talvez ajude. - N�o, � melhor n�o.
Vejamos... Deve estar por aqui.
N�o sei onde est�. Eu n�o gravei.
Voc� n�o gravou sua primeira entrada ao vivo? N�o minta!
Cuidado com o cigarro, essas fitas queimam como p�lvora!
N�o vai queimar!
� um cigarro espectral, est� em outro plano.
Parece novato.
Olha, est� aqui. Estava escondida. Por qu�?
- N�o, eu n�o quero ver. - Calma.
- Eu n�o quero ver. - Calma, caralho!
Vamos ver.
Nosso colega, Nacho Nieto, est� no local, em Menorca.
Sem mais delongas, parceiro, voc� conseguiu ver?
Voc� j� viu o milagre da cura com seus pr�prios olhos?
Nacho, que ind�cios n�s temos de que este caso � verdadeiro?
- Nieto... - Eu n�o quero ver! Chega.
- Me d� aqui. - Eu n�o quero ver!
- Merda! - Eu n�o vou assistir!
Me d� a fita, caramba!
Eu n�o quero assistir isso!
- O que est� acontecendo? - Essa fita estava escondida!
Eu n�o queria mais ver aquela garota!
Juana, onde voc� estava?
Sim. S� hoje? Onde?
Certo.
Estou indo. Obrigado.
Ela encontrou o sobrinho da velha morta.
Ent�o, pronto! A velha comida. Quando a sua intui��o j� falhou?
A SOMBRA DO MIST�RIO O CASO DE ES FENOLLAR
N�o, n�o...
- Me deixa. - N�o, por favor.
- Me ajuda, por favor. - N�o pode. N�o.
Por qu�? Vai te catar!
Com licen�a! Desculpe. Senhor!
Com licen�a, posso perguntar o que aconteceu agora?
Ele n�o quer deixar a garota me curar.
E por qu�?
Sei l�! N�o fa�o ideia. Pergunta pra ele.
E a garota n�o fica s� trabalhando.
Eu a vi na pra�a, pulando corda.
Ela n�o fica oito horas trabalhando!
E o meu caso nem � t�o dif�cil. N�o � de nascen�a, igual os outros!
S�o s� ligamentos, traumatologia! � um milagre pequeno.
Por que o pai n�o deixa a garota te curar?
Vai saber.
Quando �ramos pequenos, eu roubei a namorada dele.
- E o filho da m�e n�o me perdoou. - Deve ser isso.
- Algo mais? - N�o, muito obrigado. Mesmo.
Certo. Gorka, tem muito show e pouca subst�ncia aqui.
N�o temos nenhuma prova das curas.
Temos uma grava��o de um cego voltando a ver.
Precisa de mais provas?
Esse � o �nico caso real de cura que n�s mesmos testemunhamos.
Sim, e da�?
Ricard, poder�amos imprimir a imagem do rosto do cego?
- Claro, sem problemas. - Sim?
Nacho, do que mais precisa? N�s j� temos tudo.
- D� pra fazer isso? - Sim, d�.
Vamos l�. Certo, � aqui. � melhor eu falar com ele primeiro.
Vou ganhar a confian�a dele e quando ele relaxar, a gente ataca.
Vamos ver. Mas comece a gravar assim que ele abrir a porta.
Bom dia.
- Posso ajudar? - Manel!
Voc� recuperou a vis�o e perdeu o cabelo? Como assim?
- Eu n�o sei. - Espera, olha...
Olha, voc�s est�o na minha casa! N�o me filmem!
Eu soube que dirige um �nibus escolar
e eu queria saber... Deve ser dif�cil, sendo cego.
Mas n�o, claro! Voc� recebeu um milagre. Foi isso.
Eu n�o fiz nada de errado. V�o embora, por favor.
Temos tudo gravado, n�o �, Nacho?
Conte a ele tudo que preparamos para transmitir.
Temos uma grava��o de voc� cometendo fraude.
N�s podemos ir � pol�cia e ver o que eles dizem.
N�o cometi nenhum crime. N�o fiz nada de errado, nada.
Cuidado, Manel.
N�o sei se notou que somos da Televisi�n Espa�ola.
Nosso programa � visto por milh�es de pessoas, todas as semanas.
Podemos arruinar sua vida.
E o que voc�s querem tanto saber?
Ent�o... Quem te pagou pra fingir de cego?
O Antoni.
O pai da menina.
Minha tia era uma senhora normal, da vizinhan�a, como tantas outras.
Seu caf� pela manh�, seu jogo de cartas � tarde...
Normal.
Sim. O problema � que encontramos na casa...
Encontramos uma pista que pode nos levar a...
Preciso muito ir ao banheiro. Posso?
Claro, n�o segura. � horr�vel.
� ali, no final e � esquerda.
Eu vou falar uma coisa. Na semana passada, a gente...
O que foi? N�o consigo pensar com voc� rindo sem parar.
- O que foi? - Perd�o, perd�o.
Mas um cara disfar�ado de mulher... Isso me faz rir.
N�o � hora de achar gra�a de uma piada t�o velha, por favor!
O qu�? Velha? Eu sempre achei gra�a disso!
- Voc� n�o viu? - Doutor, por que est� aqui?
Agora mesmo, s� por divers�o.
N�o, para te ajudar. Para te ajudar.
Ficar rindo n�o me ajuda. Cale-se!
Olha, isso � uma pista de algo.
- Perd�o, Federico. - N�o, eu n�o sou Federico Segovia.
- Eu sou Sego, "A Alem�". - Beleza, Sego.
Sego estava me dizendo que a tia fazia leituras de tar�.
Sim, mas era s� para as amigas.
Minha tia era t�o legal
que separava as cartas ruins para n�o fazer m�s previs�es.
Mas havia um interesse no esot�rico.
O �nico interesse da minha tia era fazer companhia.
E beber anis com as amigas. S� isso.
Olha, alguns fen�menos que acontecem naquela casa...
Fen�menos? De que tipo?
Do tipo paranormal.
N�o me assuste. Eu fico toda arrepiada.
Estamos investigando. Vamos ver.
Ap�s a morte de sua tia,
ocorreram mais duas mortes em circunst�ncias indeterminadas:
do pai da fam�lia e de um investigador.
O pai da fam�lia morreu de qu�?
- De cirrose? - Como?
Ele bebia tanto que ainda bem que n�o cremaram,
sen�o n�o ia apagar mais.
O que...
Mas espera, voc�s acham...
que o esp�rito da minha tia matou essas duas pessoas?
Bem, � uma das hip�teses.
Minha tia era uma santa.
Como o esp�rito de um santo pode virar um fantasma assassino?
- Em casos de mortes t�o traum�ticas... - Traum�tica? Mas como?
Minha tia teve um derrame. Ela nem sentiu. Que trauma?
- Bem, a coisa da cachorrinha... - Sim, sim.
- Sim, sim, o qu�? - Sissi! Era o nome dela.
Com trocadilhos tamb�m? Esse cara � demais.
Quando algu�m morre com tanto sofrimento...
Ela comeu o rosto dela, e da�?
Tudo bem, minha tia ia amar.
Ela adorava a cachorra, e ia querer que ela comesse.
Ent�o, n�o teve nenhum trauma.
E agora, por favor. Com licen�a, eu preciso trabalhar.
- Podem ficar, se quiserem. - Obrigado pelo seu tempo.
Sego, "A Alem�"!
Boa noite, meus lindos.
Sabe por que sou Sego, "A Alem�"?
Porque entre as pernas tenho banana e rom�!
O que foi? N�o teve gra�a?
A teoria da senhora est� ruindo.
Precisamos voltar � casa da Eva.
- N�o, eu n�o volto l�. - Por qu�?
Nacho, sinto muito, mas...
Eu te ajudo no que for, mas n�o volto l�.
O que foi? Voc� est� bem?
Bem... Na verdade, n�o.
O que... O que aconteceu?
Nacho, acontecem coisas naquela casa.
Sim?
Eu vi coisas.
O que voc� viu? Me fala.
Movimenta��es, vis�es...
No come�o, pensei que estivesse louca,
mas quando falei com Lorena, a m�dium...
Ela perguntou se algo assim j� tinha acontecido comigo antes
e me lembrei de algo que j� havia esquecido.
Quando eu era pequena, tinha uma bab� chamada Lu�sa.
Juana, Juana!
- Juana! - Lu�sa, por que est� aqui?
- Te vejo em casa mais tarde. - Vem, vem! Por aqui!
- Lu�sa, por qu�? Eu n�o entendo. - Me ou�a.
E fala para as meninas n�o irem para aquele lado!
Vamos, depressa! Fala!
Maria, Lourdes, Ana! Esperem!
- O que voc� quer? - O que foi?
N�o temos o dia todo.
Chama! Fala pra elas virem por aqui.
Meninas, vamos por ali!
- Vamos por aqui. Vem! - Por a� � mais longe!
- Sai pra l�! - Sua chata!
Meninas, me escutem. Vamos por ali, por favor!
- N�o! - Voltem!
Bom dia, senhor...
Juana, eu n�o sabia disso.
Eu tamb�m n�o me lembrava.
Era uma mem�ria reprimida.
Como sua bab� sabia que haveria um atentado?
Esse � o problema.
A Lu�sa estava morta h� tr�s dias.
O qu�?
Ela teve um ataque card�aco.
Meus pais queriam esperar at� o fim de semana para me contar,
- porque eu a amava muito. - Isso significa que voc�...
Quero dizer, voc� tem... Voc� �?
A Lorena diz que sou uma esp�cie de r�dio fantasma.
A senhora serviu de exemplo.
E a casa me fez abrir.
Esta garota � um walkie-talkie. Leve-a para casa.
A casa a fez se abrir por um motivo.
Sempre tem um motivo. Voc� tem que ir. Voc�...
N�o, eu n�o me importo, Nacho. Isso me assusta.
- Juana... - Isso. Solene.
Pra mim, se uma sensibilidade foi despertada em voc�,
se n�o aprender a control�-la, voc� ter� medo para o resto da vida.
Muito bem. Bem Estudio 1.
E da�?
Eu n�o ligo. N�o, Nacho! E a Eva n�o nos quer l�.
Deixa comigo. Ela confia em mim.
Confia, �?
� o Gorka? � o carro do Gorka?
� o Gorka.
- Gorka! - Gorka.
Bem...
Gorka, perd�o. Posso tirar uma selfie?
Sim, sim, claro.
- Voc� � o melhor. - Obrigado.
Voc� n�o mede palavras.
Voc� diz o que os outros n�o ousam dizer, Gorka.
Muito obrigado.
Eu s� quero trabalhar com base na honestidade
e espero o mesmo de todo mundo.
- Gorka para presidente. - Sim.
Olha, esperem a�. Porque eu n�o sou pol�tico.
- Sou um investigador paranormal e... - Nossa, Gorka Romero?
Voc� se deu bem com o �vni de Han�ver.
- Cale a boca! - Cai fora, babaca.
N�o. Assim, n�o.
- Cuz�o. - Babaca.
Somos justamente as pessoas que sabem ouvir todas as vozes.
Incluindo a do advers�rio. Certo?
E ele tem raz�o. Eu estava errado.
E por qu�?
Bem, porque eu sou humano, eu n�o sou infal�vel.
Sabem em quem t�m que ficar de olho?
Naqueles que n�o admitem que est�o errados, �s vezes.
Como o presidente.
Bem... Foi ela quem disse.
Eu, n�o disse nada. N�o me ponham em apuros.
Olha, eu adoraria passar a noite toda com voc�s aqui, mas...
- O paranormal me chama! - Isso!
Voc� � o maior, Gorka! O maior!
Eu s� sou o maior por causa de voc�s.
- Nueva Era. Nueva Era! - Nueva Era!
Existem casos especiais,
fen�menos que te colocam frente a frente com o paranormal,
que chamamos de plano espiritual.
Eles n�o precisam estar em mans�es escuras e solit�rias.
Podem afetar habita��es humildes
como as de qualquer um de voc�s, ou esta.
Viemos a Barcelona para investigar, no lugar,
o caso de "poltergeist" mais importante da Espanha, em d�cadas.
O popular caso da Rua Cardenal Cardona.
Se n�o for o caso mais importante de toda a minha carreira,
deve ser o segundo.
Se eu fosse voc�, n�o perderia o programa desta semana.
Estamos esperando por voc� na Nueva Era.
- O que � isso? - N�o sei.
N�o sei, mas olha.
- Que cretino. - Merda.
� ele. Voc� tamb�m � m�dium. Eu te vi l�!
- M�dium? - Sim, eu tamb�m tenho um fantasma.
- � no apartamento 502. - O Mauricio?
Sim, o Mauricio. Ele enfiou os dedos na tomada e morreu.
Por que ele aparece na casa de Eva?
- Porque as paredes s�o finas. - Certo, vamos investigar.
Este bairro foi erguido por n�s, com nossas pr�prias m�os.
O que eles n�o nos disseram, ou n�o querem nos dizer,
� que foi erguido sem permiss�o em um assentamento cigano.
- O que isso significa? - Havia um cemit�rio cigano.
- At� quando a van vai ficar l�? - N�o � nossa.
- Tenho que descarregar o caminh�o. - Mas eu n�o fa�o ideia!
- Voc� anotou o que eu disse? - Sim.
Anote o que eu disse! Anota!
Sim, o que foi?
Eva, � o Nacho. Precisamos conversar. Abra!
O que aconteceu?
A luz! A luz!
- De novo? - Caiu.
Caiu a luz!
- � o fen�meno. - Foi na casa dela de novo?
Entre, a porta est� aberta. Vai.
Juana, Juana... Anda, vamos!
Vamos, Juana. Vamos. Entre. Entre e abra.
N�o sei se funciona assim.
Eu falei! Muitos plugues na mesma tomada.
Sem no��o! P�e a luz aqui. Cuidado com a cabe�a.
Vamos l�.
- Sente alguma coisa? - N�o me sobrecarregue.
- N�o? Vamos tentar na sala. - Nacho, por favor.
- Concentre-se. - Certo.
- Respira, respira. - Tudo bem.
Gorka.
Nacho Nieto? Quanto tempo!
Juana, o que est� acontecendo?
O que voc� fez comigo, vadia?
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