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Est� acontecendo neste instante, aqui em Barcelona.
Hoje, apresento com exclusividade o caso de "poltergeist"
mais importante da hist�ria recente deste pa�s.
Claro que n�o daremos nomes, nem endere�os, a pedido da fam�lia.
Diga que a mulher seja vi�va. Um toque humano sempre ajuda.
- Por respeito a uma m�e vi�va... - M�e vi�va. �timo.
Vamos atender ao seu desejo.
Diga que o fantasma matou o marido.
N�o sabemos, mas quem sabe? "Possivelmente", pra n�o comprometer.
Os fen�menos acabaram com a vida do marido?
- N�o sabemos. - At� parece.
O que sabemos � que arriscamos nossas pr�prias vidas
para lhes trazer esta informa��o.
O t�cnico do programa, Daniel Carrasco, um grande profissional...
Sim, sim...
Encontra-se neste momento numa cama de hospital.
Mas fiquem tranquilos. Ele vai sobreviver.
Sou eu, sou eu!
Eles est�o falando de mim.
Veja.
Eles est�o falando de mim.
Vamos � cronologia dos acontecimentos.
Como sempre, uma morte traum�tica � o gatilho.
Uma idosa, a inquilina anterior,
acometida pela pior doen�a do nosso s�culo, a solid�o,
� encontrada morta no mesmo apartamento,
com toda a carne da cabe�a devorada pelo seu cachorrinho,
sem pele, ro�da.
A pol�cia fica chocada ao descobrir esse horror.
CR�NIO RO�DO
O apartamento � alugado pela fam�lia protagonista dos fen�menos atuais.
E aten��o: o pr�ximo fato n�o � trivial. Uma reforma � feita na cozinha.
A equipe de "O Outro Lado" gravou algo inexplic�vel h� dois dias.
Devo avisar que as imagens a seguir
n�o s�o recomendadas �s pessoas sens�veis.
� sua responsabilidade v�-las.
VISUALIZA��ES
CARAMBA!
O MENINO EST� BEM?
SUSTO!
REA��ES DO MENINO VOADOR
Isso � uma loucura!
Por favor... N�o percebe? Pegaram voc�. Usaram After Effects.
Olhe com os olhos, n�o com a bunda.
Est� em cima de alguma coisa, n�o est� flutuando.
Isso gerou uma pol�mica que precisamos resolver
e ouvir a opini�o das pessoas. Real ou fake? Vamos ver de novo.
MENINO VOADOR
O HOMEM QUE CAIU ERA DO MEU PR�DIO. CARDENAL CARDONA, 47. DE NADA.
Vamos, pessoal, vamos!
Gorka, temos o endere�o.
Tudo pronto para quando os convidados chegarem.
Nacho Nieto?
O OUTRO LADO
Aqui. Achei o que entupiu.
Como ele foi se enfiar aqui?
� a primeira vez que vejo isso.
Tire isso da� para o menino n�o ver. Vamos, saia.
- Mas... - Saia.
Voc� j� viu. Est� feliz?
Venha. O encanador resolveu o caso do fantasma.
Um cano entupido n�o explica o que houve com seu filho.
- Pegue suas coisas e v� pra casa. - Acho que posso te ajudar.
Voc� j� me ajudou bastante. J� vai!
O qu�?
O que est� dizendo? Quem � voc�?
Ele n�o d� sossego, mas vamos tentar mesmo assim.
- Quem merda � essa? - Ol�. Viemos por causa dos fen�menos.
Que fen�menos? Quem falou de fen�menos aqui?
Ele, no canal dele.
- Cuidado. Pode se ferrar. - Eu n�o falei nada.
- N�o dei nomes, endere�o, nada. - Nem precisou.
Esse vizinho postou uma foto num f�rum.
- Tamb�m quero investigar, se poss�vel. - Eu sabia.
Sabia que voc� ia me ferrar.
Olhem, voc�s foram enganados. N�o aconteceu nada aqui.
Algo aconteceu quando Nacho Nieto est� com voc�, certo?
- Tudo bem, Nacho? Ol�. - Gaspar.
- Voc� o conhece? - Sim, bem...
Vamos, man�acos. Saiam da minha porta.
- Man�acos? N�s? - Senhora, tenha respeito!
Sou Gaspar Barrachina, da revista Mundo Ignoto.
Muito bem.
Senhora, o seguro vai ligar pra avaliar meu atendimento.
- O que fa�o com o bicho? - Jogue no lixo.
- Bicho? - Espere. Posso ver rapidinho?
- O que � isso? N�o me grave! - E o bicho? Tem um bicho a�?
N�o me grave, estou trabalhando!
Nem pense mexer no meu lixo! Vamos, sai da�, cara!
- Acorde, ou eles roubam seu caso. - O caso vai ser resolvido.
- Eu e minha equipe estamos investigando. - Reconhece que h� fen�menos.
- Voc� � est�pido? - Eles j� sabem, n�o adianta esconder.
- Somos uns imbecis. - � para uso pr�prio...
Por favor, n�o gritem na minha porta. Fora daqui, afastem.
Um v�deo!
- Sou vizinho. - S� um v�deo.
Calma. N�o falem ao mesmo tempo, sen�o ningu�m se entende!
O grupo Lambda.
Juana? Voc� tem que vir.
Chegou quem faltava, os Mocedades.
N�o � justo, n�o � justo. N�s chegamos primeiro.
Sim, mas eles s�o do grupo Lambda, s�o mais velhos
e precisam ficar sozinhos para fazer seu trabalho.
E foi isso que o Sr. Nieto e a fam�lia decidiram.
Ent�o, chega. Podem vir hoje � tarde, das 17h �s 17h30.
N�o posso nesse hor�rio. � a hora que meu filho sai do jud�.
Isso n�o vai ser f�cil.
� o melhor que podemos fazer, acredite.
Eles d�o uma olhada e v�o embora.
� melhor do que ter todos plantados na porta de casa, n�o acha?
- Vou ficar vigiando o tempo todo. - �timo. Mostre que � indispens�vel.
Apare�a l� e marque territ�rio. Eles se acham muito espertos.
Bem, � o seguinte:
voc�s podem subir e dar uma olhada comigo por 40 minutos, certo?
N�o podemos dar nomes nem endere�os por respeito � fam�lia.
Se publicarem,
digam que foi o canal El Otro Lado que descobriu o caso, certo?
Posso gravar um v�deo para meu canal no YouTube.
- N�o falamos sobre gravar. - Como n�o?
- Nada de gravar v�deos. - Nem pra uso pessoal? Isso � rid�culo!
- Isso n�o faz sentido. - � proibido. J� avisaram.
Lorena, vamos indo.
Essa gritaria afeta muito voc�, e precisa estar receptiva. Vamos.
Nieto, n�s j� vamos. Esta senhora tem que descansar a ferramenta de trabalho.
Vamos sair do bar, por favor. Vamos esclarecer as d�vidas na casa.
Eva, n�o se preocupe. Est� tudo sob controle.
� aqui que marcam hora para o apartamento dos mist�rios?
E voc� ganha dinheiro com isso?
Ultimamente, n�o muito. Mas a verdade � que j� ganhei.
E voc� gosta mesmo dessas coisas?
Bem, elas me interessam.
Por qu�?
N�o sei.
Em casa, minha av� Carmen tinha certas qualidades.
- Qualidades? - De curandeira.
Ele conhecia plantas, colava ossos...
N�o cobrava, a casa sempre estava cheia de gente.
A filha dela, minha tia, me contou muitas hist�rias sobre ela.
Contou que ela tinha uma cruz branca no c�u da boca, uma marca de nascen�a.
E que uma vez, ela salvou um beb� que estava muito doente,
que n�o comia e mal conseguia respirar, porque tirou um mau-olhado dele.
Hist�rias.
Sim, hist�rias.
O fato � que uma vez eles sofreram um acidente de tr�nsito.
Minha tia devia ter uns 9 ou 10 anos.
Eles estavam numa estrada de montanha, o carro caiu num barranco
e ficou destru�do.
Dizem que minha av� morreu na hora.
Mas minha tia ficou presa no carro com ela.
Como ningu�m sabia para onde eles tinham ido, nem por qual estrada,
n�o foi o primeiro lugar onde procuraram.
E levaram tr�s dias para encontr�-la.
A partir daquele momento, minha tia come�ou a ver coisas.
Pessoas que tinham morrido, pessoas que iam morrer, coisas assim.
Eu era pequeno, ele me contava isso e me chamava a aten��o.
Aos poucos fui perdendo o medo e acabei me interessando por isso.
E voc�, como sua av� e sua tia... V� coisas?
N�o, eu n�o.
E o que voc� procura aqui?
Bem, � um caso muito importante.
E quero ajudar voc�.
Para n�o te decepcionar, j� que confiou em mim.
Desculpe.
Gaspar.
Voc� est� bem?
O banheiro, por favor? N�o me sinto muito bem.
- Caramba, Gaspar... - Que nojo!
Muito bem. Vou gravar em plano m�dio. Aqui est� bom?
Sim, claro.
Sebastian, isso � quartzo. Quartzo n�o, ele limpa.
Nossa, que erro! Pare�o novato.
- Desculpe, Aurora. - Esta sim.
Herderita verde, esta abre.
Vejam como preparam com carinho a chegada da m�mia.
Profissionais.
A verdade � que tamb�m n�o me sinto bem. Sinto enjoo, � estranho.
Estranho? Estranho � voc� limpando, e uma mulher olhando!
Prometa que vai ser o �ltimo show e que vai desmontar o circo.
Que tarde vergonhosa!
Eva, eles n�o s�o farsantes. Esse grupo � hist�rico.
S�o pr�-hist�ricos, lend�rios.
Ningu�m vem aqui amanh�, entendeu?
A situa��o � delicada. Ela est� brava.
Acalme-a.
Eva, a Lorena � uma m�dium muito boa.
Se houver uma presen�a aqui, ela far� contato com ela.
Com a velha. A da cabe�a sem pele.
Voc� acha que �...
O esp�rito da Sra. Dolores?
Pausa.
Finja que est� pensando.
E agora, concorde.
N�o tenho 100 por cento de certeza, mas as pistas apontam nessa dire��o.
Venha.
- Eu quero te mostrar uma coisa. - O truque da pausa n�o falha.
N�o falha. Agora ela d� uma pista, ou fode com voc�.
Bem, n�o achei que fosse importante,
mas quando mudamos, o apartamento estava vazio,
mas Javier encontrou esta caixa escondida atr�s do exaustor.
Sente-se.
E chamamos o sobrinho da falecida pra vir busc�-la,
mas n�o veio ningu�m.
- Eva! - Martina, que susto!
- O que foi? - Tem um homem querendo falar com voc�.
A esta hora?
Voc� n�o precisa de mim para isso que vai fazer?
N�o, pode at� ser chocante. Est� tudo bem, n�s cuidamos de tudo.
Fica tranquila.
O DIABO
- O que vai falar pra ele? - N�o vou fazer besteira. Observe.
- Bom dia, padre. - Bom dia.
- Pouca gente hoje, n�o? Que pena. - N�o, n�o...
S�o poucos, mas s�o muito fi�is.
� isso que importa. Nestes tempos a f� � escassa.
Queriam alguma coisa?
N�s somos rep�rteres da TV espanhola. N�o sei se o senhor est� ciente
do caso da menina que est� acontecendo do outro lado da pra�a.
- A menina... Sei, a menina. - Ela diz que a Virgem cura atrav�s dela.
- Bom, n�o sei... - A Virgem.
A Virgem. � que... A Virgem, bem...
Imagino que ela trabalhe mais aqui do que l�.
- Rapaz... - N�o seria bom avisar um superior?
Algu�m mais importante.
O superior direto aqui � o bispo.
O bispo? O senhor que disse, n�o eu. Acho isso meio invasivo.
Bom, n�o vou me meter onde n�o sou chamado. Ent�o...
Passe bem, padre. Muito obrigado por tudo.
De nada. V� com Deus. Mas...
Mas voc�s queriam alguma coisa ou n�o queriam nada?
Por que est� trazendo essas pessoas?
Viemos aqui pra documentar, n�o pra armar confus�o.
Nacho, sobre o que conversamos enquanto tom�vamos cerveja?
Que ela n�o estava gelada.
N�o! Que isto n�o era como F�tima. Que n�o d� pra comparar.
- E? - Vai ver se isso � como F�tima.
Acabei de contratar o melhor patrocinador.
- O Estrada n�o concordaria com isso. - Isso � o que vamos ver.
Vai atr�s.
Me ligaram de Madri.
Es Fenollar � �tima pra um programa tem�tico.
Eles me pediram mais cinco reportagens e duas conex�es via sat�lite.
Agora o pau do Dr. Estrada est� batendo na testa dele.
Olha, olha... N�o vai perder isso.
Ricardo?
Prepare-se. A coisa vai ficar feia.
Postais! Postais da menina curandeira.
- Por 100 pesetas ou 20 duros. Escolha. - Senhora, por favor, n�o...
N�o pode vender fotos da Virgem como se fossem figurinhas de futebol!
E voc�, n�o me grave!
Bendita seja sua m�o
O que essa menina tem?
Sobrasada! Sobrasada da Menina Santa!
Te cura e te alimenta!
S� de tocar em voc�, ela faz milagres
O pessoal da TV! Estes s�o os jornalistas da pen�nsula.
Falem dos milagres da santa. N�o se calem.
- Entre na fila! - N�o � pra ela curar, � um presente.
Elas s�o saud�veis, botam ovos. Ontem, houve um milagre: duas gemas!
Essa menina � uma santa. N�o percebe, padre?
N�o est� vendo a alegria do povo?
O que essa menina tem? Bendita seja sua m�o
O que essa menina tem? S� de tocar em voc�, ela faz milagres
Aloe vera, aloe vera E baba de caracol
� a menina m�dica Nossa menina curandeira
Ela tem rem�dio para tudo
Essa � para a menina curandeira!
Sou ateu, n�o acredito em milagre,
mas se a menina faz milagres aqui, em Es Fenollar, at� a morte,
- antes de ateu, sou de Es Fenollar! - Ela � uma santa!
- Viva a santa! - Linda!
- Viva Es Fenollar! - Viva!
Linda! Linda!
D� gosto ver profissionais cuidando disso.
Essas pessoas n�o sabem o que t�m nas m�os, senhora.
Elas n�o sabem o que fazem.
N�o t�m equipamento, nem conhecimento.
N�o s�o s�rias.
Voc� � muito gentil, mas n�o quero gente da TV.
Desculpe, Sra. Mart�n,
n�o sei o que lhe contaram sobre TV.
N�o estou falando de televis�o, n�o.
Estou falando da Nueva Era,
de Gorka Romero,
um profissional com 30 anos de experi�ncia nas costas.
O que � isso? Aqui n�o pode fumar.
Isto � um bar, n�o � uma boate!
Os velhos costumes...
Senhora, merece uma compensa��o.
E suponho que o Nieto deve ter dado uma recompensa pelo transtorno.
Como?
- Est� se referindo a qu�? - A casa � sua, senhora.
As pessoas n�o visitam os outros sem levar um presente.
Uma taxa.
Uma compensa��o financeira. Na Nueva Era essa � a nossa pol�tica.
Essa gente possui meios muito prec�rios.
Por outro lado, n�s somos apoiados por um grande grupo.
Tenho certeza de que podemos nos entender.
Olhe...
Desculpe, pode fazer a gentileza de me pedir outro caf� com licor?
E pode pedir o que quiser.
Voc� quer alguma coisa?
Eu n�o quero nada.
Estou precisando desse caf�.
Muito gentil, muito obrigado.
J� deveria estar aqui. Est� quase na hora.
Ela sempre chega na hora exata. Para n�o alterar as energias.
�.
Ela gosta um pouco disso tamb�m.
- Nacho! - Caramba, Martina! Que susto.
Que final de tarde! O que foi?
O homem que perguntou da Eva � o Carlos de Celis.
De Celis, aqui? O que est� dizendo?
A revista do Carlitos tem patroc�nio de um falangista.
- Agora n�o. - Agora n�o, o qu�?
Foi depois do Fantasma das Oliveiras, um caso parecido com este.
Agora n�o � um bom momento para De Celis vir aqui.
- O que ele quer? - Aqui, n�o sei.
Mas ele fodeu a vi�va. S� digo isso.
Eles est�o no bar, falando de dinheiro.
Com uma m�o ele gravava, e com a outra, mandava ver.
E eu n�o estava ouvindo, mas acho que ele queria
exclusividade do caso pra TV.
- Gorka Romero desgra�ado! - Liberaram o pagamento em dinheiro.
Mas a Eva disse n�o, certo?
- Tudo bem? - Temos que conversar.
Mas eles j� v�o come�ar, Eva.
Martina, muito obrigada pela ajuda. Qualquer novidade, eu te aviso.
Vem comigo.
Entra.
O que foi?
- Voc� acha que eu sou tonta? - Por qu�?
O que De Celis te disse?
Juana.
Pode vir aqui um momento, por favor?
Sim.
Esteban?
Venha, pode vir.
Olhe.
Olhe.
N�o!
Voc� est� bem, garota?
Voc� precisa entrar?
Talvez n�o seja um bom momento.
Oi, menina. O que houve? Calma.
Nada, nada. � que...
Eu quero tomar um pouco de ar, s� isso.
Voc� viu algo. O que voc� viu?
Como voc� sabe que eu vi algo?
Pelo seu olhar.
- Como assim? Que olhar? - Est� muito claro.
Voc� tem o dom.
Nunca tinha acontecido nada assim?
N�o, n�o...
Respire devagar.
Tem que se acostumar. No come�o � sempre assim.
� como ligar o r�dio.
� uma confus�o, tudo misturado.
Ent�o, voc� acha uma esta��o, se acalma e se concentra.
Basta se acalmar e se concentrar.
Eu s� quero sair daqui.
Olha, se a casa fez voc� se abrir, � por algum motivo.
Venha comigo, e se acalme.
Venha. Vamos.
- Boa noite. - Boa noite, Lorena.
Fica aqui tranquila. Isso n�o � nada, certo?
- Est�o preparados? - Estamos preparados.
Apaguem as luzes, que isso promete.
Voc� queria cobrar? Eu n�o sabia. Voc� podia ter me falado.
Tem dinheiro sobrando? Eu n�o tenho.
N�o � isso. Essas pessoas da TV n�o s�o como eu.
Quando pagam, eles ferram voc�. � assim que funciona.
Diga uma coisa. Quem � voc� para vir me dar conselhos?
N�o � isso. Calma. Vamos nos acalmar. Eu n�o falei isso.
Eu estou calma! N�o v� como estou calma?
Al�m disso, seu amigo me disse que resolveu um caso igual a este.
A casa pegou fogo. Isso matou o fantasma.
- Eva, estou aqui para te ajudar. - Est� aqui por voc�, como todos.
Para ver quanto vai ganhar. At� o seu amigo que acha que sou idiota!
Quando quiser.
Bem, vamos l�. O ambiente est� carregado.
�s almas que est�o nesta casa, se quiserem comunicar conosco,
eu vou ouvir voc�s.
Voc� est� aqui? Quer falar com a Lorena?
Espere, Sebasti�n.
Voc� est� aqui conosco?
Sim.
Voc� morreu nesta casa?
Sim.
Voc� quer nos contar algo?
O que voc� quer nos contar?
Est� doendo!
O que est� doendo?
Est� queimando...
N�s podemos ajudar voc�?
Puta! Puta m�!
N�o v� que se der a exclusividade, n�o vou poder investigar mais?
- E da�? - Esse caso � meu!
Viu? Essa � a verdade. Isso � a �nica coisa que te interessa.
Sim, sim!
Eu me sinto respons�vel e quero continuar ajudando voc�.
E se n�o investigar aqui, vou investigar l� fora.
O que vai investigar l� fora?
N�o sei. Vou at� a pol�cia. Vou atr�s do atestado de �bito da mulher.
- N�o! Nada de pol�cia agora! - Tenho contatos na pol�cia.
- Se soubermos quando a velha morreu... - Nacho! Nacho!
Nacho, n�o aguento mais. N�o aguento mais, Nacho!
S�rio!
Isso � uma tortura! � uma tortura! � uma dor de verdade, Nacho.
Realmente, n�o sobrou nenhum profissional nisso.
Podemos te ajudar?
Esta casa � minha!
Vou matar voc�!
Eu entendo a sua dor.
Diga o que podemos fazer por voc�.
Vou matar voc�!
Vou matar voc�!
N�o, por favor!
Vou matar voc�!
Esteban?
Voc� est� bem?
Esteban?
Est� morto.
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