All language subtitles for El.otro.lado.S01E02

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Original subtitles

Dr. Estrada?

Tchau, amor.

Sim? Al�?

Sim, sou eu.

N�o se preocupe, tia. Eu estou aqui.

Vou te ajudar.

Amor, eu estou bem.

- N�o estou sozinha. - N�o est�?

Voc� nunca esteve sozinha, tia.

Caramba.

Voc� o v�?

- Voc� consegue ver? - Acho que sim, tia. Eu consigo.

Amor, voc� v� tamb�m.

Assim como voc�, eu tamb�m consigo ver.

M�e...

O OUTRO LADO

Se me permitem, eu gostaria de mostrar a linha Excellence.

� mogno. Sairia por 3.800.

Vai com uma coroa de flores.

O mais barato n�o era ruim. Posso ver de novo?

Claro.

Nossa, parece um daqueles de filmes de caub�i.

� a nossa linha biodegrad�vel, sem verniz.

- Bem, se for biodegrad�vel... - Gastar muito n�o vale a pena.

Porque ela se foi, n�o �? Ela n�o est� mais aqui.

- Eu disse algo? - N�o, mas pensou.

Bem, eu estou com o papai. Eu levaria o mais barato.

Minha irm� teria desejado isso.

E como voc� sabe?

Porque s� eu ia v�-la, e eu n�o fazia ideia.

- Que desrespeito. - N�o desconte em n�s.

Eu vou esperar l� fora.

N�o, vamos decidir j�.

Bem, qual desses sai mais?

Em termos de custo-benef�cio, este.

Olha, o segundo mais barato, como sempre.

Ent�o, pode ser esse. Assim todo mundo sai no lucro.

Todo mundo sai no lucro? Est� comprando um carro?

N�o, n�o estou. Na verdade, eu preciso voltar ao trabalho,

- se ainda souber o que � isso. - Eu tamb�m trabalho.

- Mas sem ganhar nada? - Para!

� dif�cil pra ele "dinheirizar".

- Monetizar, m�e. � "monetizar". - Monetizar... E da�?

Olha, eu n�o quero tomar mais do tempo de voc�s, ent�o...

- Vamos para as homenagens. - Sim, por favor.

Escolham o segundo mais barato e escrevam o que tiver mais sa�da.

Nacho!

Vamos trabalhar?

- Voc� aparece quando quer, n�o �? - N�o, eu apare�o quando voc� quiser.

Certo.

Anime-se. Sua tia est� bem agora.

- Sim. Voc� a viu? - N�o, e n�o me importo.

Acha que a vida ap�s a morte � uma cidade onde todos se conhecem?

- Como vou saber? - Vamos l�.

Voc� s� precisa voltar �quela casa

e fazer medi��es de energia, gravar psicofonias...

- N�o. - O qu�?

- N�o. - Voc� � burro?

O que � isso? Est� falando comigo, mal-educado.

N�o estou ligando para ningu�m. � pra n�o acharem que eu sou louco.

Quem liga pra isso?

Nieto, voc� j� viu um caso t�o agressivo de infesta��o?

- N�o. - Se n�o investigar isso, vai perder.

E se arrepender� pra sempre.

Este caso � uma bomba.

Certo. Mas vamos com calma.

Desta vez, faremos do meu jeito.

E eu preciso ter a pessoa certa por perto.

S� n�o o viciado em drogas.

Fora!

- Esse v�deo foi editado? - N�o, Juana. Eu estava l�, eu vi.

- Nacho, isso s� pode ter sido montado. - Juana, isso a� � de outro n�vel.

Deixe-me ver de novo, porque...

Que gostosona, n�o �? Ser� que ela � mandona na cama?

O qu�? Voc� n�o a comeu?

Dez anos com ela no r�dio e n�o pegou nenhuma vez?

Pra que servem as produtoras?

- N�o sei. N�o para isso. - N�o para os feios, claro.

Olha!

Juana, a� est� ela.

Eva, Eva! S� um momento, por favor!

De novo? Para de nos assediar!

N�o � isso. Podemos falar sobre ontem � noite, por favor?

N�s filmamos tudo.

- � uma amea�a? - N�o.

� uma amea�a? Isso � ilegal.

N�o pode expor um menor! Voc� vai se ferrar!

Palha�o! Voc� � um palha�o!

N�o, n�s desfocamos os rostos e n�o citamos nenhum nome.

E quem � voc�?

- Perd�o. � a Juana. - Olha, eu sou a Juana, a...

Bem, eu sou a produtora do programa do Nacho.

Bacana.

- Vamos, Rub�n. - Eva!

Eva, por favor. N�o vou atrapalhar.

- Deixe-me em paz. - S� quero fazer umas medi��es.

Eu te ajudo com isso.

S�rio, � rapidinho.

Vamos.

Ela entrou, n�o �? Ela � boa.

E voc�s n�o...

N�o ser� nada invasivo. S� precisamos fazer alguns testes.

Testes de qu�?

N�o, n�o, valeu. Mas � a minha casa, n�o um circo.

Eu conhe�o o Nacho h� mais de dez anos. Ele � a defini��o de integridade.

N�o, j� chega. J� chega.

Pode deixar as sacolas a�.

M�e, eu n�o quero entrar em casa.

Seu amigo pode fazer alguma coisa?

Se tem algu�m que pode, � ele. Ele j� enfrentou muita coisa.

Bom dia.

- Bom dia. - Bem-vindos.

Sou o Antonio, pai da Diana.

Voc�s s�o do programa do Dr. Lopez Estrada?

Sim, isso mesmo. "A Sombra do Mist�rio".

- Eu sou Gorka Romero... - Gorka.

- E este � Nacho Nieto. - Prazer.

- O Ricard � o cinegrafista. - Oi. Prazer.

- Venham comigo. - Sim.

Entrem. Est�vamos esperando voc�s.

Voc�s v�o adorar. V�o adorar.

- Cuidado com o degrau! - Beleza.

E agora, vamos por aqui, subindo as escadas.

- Sente-se. - Muito obrigado.

Sr. Gorka... Por gentileza.

Cinegrafista?

- Come�aremos em alguns minutos. - Perfeito, perfeito. Muito obrigado.

Como vai?

� a segunda vez que venho aqui.

Eu tinha uma constipa��o grave. Mas a garota tocou minha barriga

e eu precisei correr, quase n�o cheguei em casa.

E eu sou de Es Fenollar.

- E � a sua segunda vez aqui? - Sim. Agora, � pelos joanetes.

Voc� n�o sabe quantas espinhas o meu filho tinha.

Mas a garota acariciou o rosto dele e olha como ele ficou bonito.

- E por que veio hoje? - Hoje, por causa do meu pai,

pela desorienta��o dele que piora a cada dia.

- N�o toque em mim, vadia! - J� chega.

Esteve, levante-se.

Cuidado. Muito bem.

Aproxime-se.

- Qual � o seu nome? - Esteve.

J� pode ver.

Por favor, feche a janela.

Eu consigo ver.

Eu vejo.

Eu consigo ver.

O que ele disse?

Eu consigo ver.

Eu consigo ver.

Ela restaurou minha vis�o!

Am�m! Am�m!

Que beleza. N�s tiramos a sorte grande.

- Fa�am o que for preciso. - Obrigado.

Um minuto, e j� sa�mos.

Tem alguma coisa, eu sinto.

Essa casa cheira... Cheira a um grande sucesso!

E tamb�m a guardado.

Gravadores.

- Para que isto? - Bem simples.

Vamos gravar em v�rios formatos.

Vamos deixar a casa em sil�ncio e ver se gravou alguma coisa.

Dani, pode arrumar o quarto, enquanto isso?

Trabalho de campo, m�tico. Vingadores Unidos!

� incr�vel que ele n�o suje a cal�a.

- Quando voc� se mudou? - Um ano atr�s, mais ou menos.

Fez alguma reforma quando se mudou?

N�o muito. N�s reformamos a cozinha.

- Posso ver? - Claro.

Muito bem.

� no final do corredor.

Certo.

Foi uma reforma grande?

Trocamos os azulejos e...

Bem, trocamos os arm�rios.

- Mas s� essa parte. - Isso � relevante?

- Alguns fen�menos ocorrem ap�s as obras. - Exato.

- Exato, o qu�? - Exato.

Alguns fen�menos ocorrem ap�s as obras.

As energias s�o reposicionadas quando a estrutura do pr�dio � afetada.

Foi antes ou depois do seu marido?

- O qu�? As reformas ou os fen�menos? - As duas coisas.

Primeiro, n�s reformamos.

Depois, os fen�menos come�aram e...

Bem, e depois, o Javier morreu.

Pergunte a ela da crian�a. Lembre-se do caso Xirivella.

- Seu filho est� bem? - Sim, meu filho est� bem.

Essa pergunta pode parecer um pouco estranha, mas...

Voc� tem um tabuleiro Ouija em casa?

N�o, n�o temos isso. O que voc� quer dizer?

O caso Xirivella!

Do Ra�l Zarzoso. Ele usou a Ouija e ficou zoado.

Teve de tudo. Vozes, presen�as, aportes, objetos em movimento...

- Eles ouviram raps tamb�m. - Raps?

- Hip hop? Como assim? - N�o. � um termo parapsicol�gico.

S�o batidas repetitivas, em sequ�ncia, tipo...

Sei.

A Martina n�o acha ruim que voc� passe esses dias com ela.

- Obrigada por perguntar. - Sim. Ela est� animada.

Sim, ela � t�o intrometida. Agora saber� tudo em primeira m�o.

- Voc� configurou os dispositivos? - Sim.

- Pe�a para ele checar. - Pode verificar?

Juana?

Voc� est� bem?

Sim, n�o sei. S� me senti um pouco tonta.

- Quer se deitar? Deite-se. - N�o, vai piorar.

- Uma �gua? - N�o.

Vou sair para tomar um ar.

S� vamos terminar aqui e descer at� o bar, pra esperar.

- Certo, certo. - Voc� est� bem?

Tudo bem.

Ela est� menstruada. Aposto.

O qu�? O que eu disse agora?

Menstruar � coisa de mulher, n�o �?

Voc� � uma dessas pessoas que sobem e descem l� da Eva?

Desculpe se estamos incomodando.

N�o, n�o me incomoda em nada. Mas tem muito barulho

e os vizinhos falam que � um fantasma, mas n�o sei.

- Como assim? - Os vizinhos est�o dizendo. Eu n�o sei.

Mas estamos aqui na escada. N�o quer entrar pra tomar um caf�?

N�o, n�o se preocupe.

N�o � inc�modo. A cafeteira j� est� pronta.

E preciso te dizer uma coisa. Entre.

- Certo, certo. - Entre.

Mas s� um.

Obrigado.

Que sandu�che grande.

Tem gosto de croquete. � uma omelete.

Tudo que passa pela chapa fica com o mesmo sabor.

Toma, pode abusar.

O caso "Chirivita"...

- O poltergeist de Xirivella. - Sim, isso.

Foi resolvido?

- Como? - Bem...

Os sobreviventes tiveram que sair de casa, n�o foi?

Os sobreviventes?

- Vejamos... - Droga, � o Gorka Romero.

Com licen�a. Pode aumentar o volume?

Eu dedico ao meu time.

Sem eles, eu n�o seria ningu�m. Eu n�o estaria aqui.

Eles est�o comigo desde o in�cio,

neste caminho marcado por uma b�ssola

do rigor e da honestidade.

E mais importante, o respeito pelo nosso p�blico.

Temos um p�blico muito inteligente, muito livre,

e sempre quisemos trat�-los com respeito e dizer a verdade.

Dizer a verdade, n�o importa qu�o ruim seja.

Ent�o, � pra voc�s tamb�m,

nosso p�blico da Nueva Era. Muito obrigado.

- Ele merece. Ele � uma fera. - Sim, do est�dio.

Ele n�o instala nada em um apartamento h� anos.

Eu vejo o programa dele e n�o acho t�o ruim.

Ele nunca checa as fontes,

e s� usa demagogia barata e explica��es pobres.

Ele n�o tem respeito pelo paranormal.

- Mas o programa � bem feito. - Bem feito...

O Holocausto tamb�m foi bem feito.

N�o, eu n�o discuto pol�tica, sen�o perco os clientes.

Pol�tica? O Holocausto?

Estou com a chinesa.

Por que ele ganharia um Ondas? S� os melhores ganham.

Ele diz o que os outros n�o dizem e as pessoas n�o gostam.

Nisso ele tem raz�o.

E o que os outros n�o dizem?

- Tem coisas que... - As elites nos controlam.

- Que elites? - As elites, caralho.

A CIA, o Bill Gates, as farmac�uticas...

- O IBEX. - Isso mesmo.

"Chemtrails", s�o todos iguais.

Se o Gorka fosse pol�tico, o pa�s iria pra frente, ouviu?

Um gestor nem de direita, e nem de esquerda.

Radical de centro.

Por causa do politicamente correto ningu�m faz o que tem que fazer,

por medo do que v�o falar.

GORKA ROMERO, PR�MIO ONDAS DE MELHOR APRESENTADOR

N�o negue que n�o foi incr�vel, Nacho.

O Estrada vai gostar.

N�o t�o r�pido. Pode ser uma arma��o.

Precisamos de uma entrevista s� com a garota.

S� com ela? Eles n�o v�o deixar.

� por isso que vamos pedir.

Se eles n�o deixarem, n�o v�o desconfiar.

Certo, certo.

Suponho que queiram entrevistar a garota, n�o?

- H� quanto tempo tem esses poderes? - Eu n�o tenho poderes.

A Nossa Senhora curou essas pessoas atrav�s de mim.

Sou s� uma ferramenta.

Ent�o, voc� v� a Nossa Senhora? Fale sobre ela.

Ela � bonita? De que cor � o cabelo dela?

- Eu n�o a vejo, mas a sinto. - Pode cortar?

Cara, o que est� fazendo?

- A entrevista! - Se a Nossa Senhora � bonita?

� por causa do p�blico, um detalhe a mais.

- N�o somos um tabloide, beleza? - Beleza. Beleza.

Ent�o, Diana...

N�o poderia ser que as pessoas acreditem tanto que voc� pode cur�-las,

que elas se curem

sem qualquer interven��o de Nossa Senhora?

Como?

Um cego pode voltar a ver s� porque acha que posso cur�-lo?

Bem, por exemplo.

Mas isso n�o pode acontecer, pode?

Bem, de qualquer forma, isso tamb�m n�o seria um milagre?

O milagre da sugest�o.

N�o sei. Acho que sim.

- Voc� pode dizer isso pra c�mera? - O qu�?

Seja o que for, � mesmo um milagre.

Seja o que for, � mesmo um milagre.

- �timo. - Vejamos...

De toda as curas que voc� fez, qual foi a mais especial?

Boa pergunta.

Voc� pode classific�-las, de algum jeito?

Da menor para a maior.

- E olhando para a c�mera. - Corta um segundo.

Que pergunta � essa?

Desculpe, voc� fez a pergunta. Eu s� traduzo para a TV.

Grave, grave. Ela est� entrando em transe.

Aproxime no rosto dela.

- O que faremos agora? - Bem, analisaremos a grava��o.

Primeiro, a onda sonora, para ver se algum som alto foi gravado.

- Dani, pare o gravador, por favor. - Entendido, mestre.

Quer outro caf�?

N�o, obrigada. J� tomei dois. Sen�o, n�o durmo.

Queria me dizer alguma coisa?

Ningu�m te contou sobre a senhora que morava nesse apartamento?

- N�o. - Bem...

Ela era uma senhora muito idosa. Seu nome era Dolores.

Ela morava sozinha, n�o falava com ningu�m.

E s� um sobrinho dela a visitava, muito raramente.

Entre uma coisa e outra, �s vezes, n�o a v�amos por um temp�o...

At� semanas.

A� tem alguma coisa, nessa parte.

Certo.

Isso mesmo. Uma batidinha.

Avisamos a pol�cia por causa do cheiro vindo l� de dentro.

Era um odor t�o forte, t�o nojento, que nem sei como descrever.

Nunca vou esquecer.

At� hoje, �s vezes, eu lembro e gruda no c�u da minha boca.

Meu Deus, que fedor.

Isso � normal?

Sai um cheiro dos canos, mas n�o � tanto.

Que horror.

Voc� n�o imagina o lixo que eles tiraram de l�.

Sacolas e sacolas, caixas de papel�o, comida podre.

Ela estava pegando coisas da rua e tudo mais.

Ela tinha s�ndrome de "Androgene".

- De Di�genes. - Sim, sim. Tanto faz.

Mas a primeira coisa que acharam foi a cachorrinha,

- que ainda estava viva. - Cachorrinha?

Uma cachorrinha que a Sra. Dolores tinha,

uma poodle branca, pequena, muito simp�tica.

Credo!

- Vou abrir aqui. - Por favor.

Os bombeiros, acostumados a esse tipo de coisa,

disseram que foi um dos piores casos que j� viram.

Eles sa�ram com a cara amarela.

De enjoo!

Mas a pior parte foi quando a encontraram

e eles viram o que havia acontecido.

Voc� nem imagina.

A Sra. Dolores estava deitada no meio daquele lixo todo

e com a cabe�a esburacada.

A cachorrinha havia comido toda a carne da cabe�a dela.

Pouco a pouco, dia ap�s dia, o bichinho precisava comer.

Ela deixou o cr�nio completamente descascado.

Essa n�o era a grava��o.

- Preciso ir. - Tudo bem. Tudo bem, menina.

Vem de l�.

- Est� vindo dali. - Da cozinha.

O que � isso?

Est� vindo de l�. Est� mais alto ali.

O que foi?

O que �?

Minha Nossa.

Precisa de ajuda?

Nacho?

V� embora!

Ali, ali. A manifesta��o � mais forte ali!

Caralho. Que viagem, cara.

Dani, sai! � perigoso. Cuidado!

Sai da�, seu louco! N�o v� que os canos v�o estourar?

Dani, Dani!

Voc� est� bem?

- Ele morreu? - N�o sei.

Chame uma ambul�ncia, por favor.

Dani! Dani!

- � o apartamento da Eva de novo! - Foi l� de novo!

Que maravilha.

Parab�ns, Nieto. Tirou a sorte grande.

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