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- Deite aqui comigo, m�e. - Tudo bem. N�o tem nada.

Calma, calma, calma.

Calma.

M�e?

Pronto.

M�e?

M�e!

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

SEM SINAL

Pronto, pronto. J� passou.

N�o tem nada. N�o tem nada.

N�o tem nada.

N�o tem nada!

M�e...

O OUTRO LADO

"Cemit�rio",

do grego "koimeterion", ou "quarto".

N�o � curioso? A morada dos que dormem.

Dessa forma, n�s, os vivos, estamos acordados?

Ou estamos em algum sonho, em que a realidade nada mais �

do que o cemit�rio de nossas consci�ncias?

Hoje � um dia especial.

Hoje, falaremos do despertar, de ver al�m, do dom da profecia.

E, para isso, chamamos um convidado, um ilustre veterano,

do que carinhosamente chamamos de grande fam�lia paranormal.

Estamos atr�s dele h� muito tempo.

Hoje, pela primeira vez no universo dos podcasts,

vamos entrevistar o professor Carlos de Celis.

Atravesse o umbral. Eu sou Nacho Nieto.

Bem-vindo a... "O Outro Lado".

Agora, insere algum efeito? Alguma coisa pra...

- Sim, mestre. Est� aqui. - Certo.

Olha...

Ent�o, uma introdu��o. Bem din�mica, com muitos cortes.

- � perfeito pro YouTube. - Perfeito, ent�o.

Mestre, � o De Celis.

- De Celis, agora? - Sim.

- Mas falta meia hora. - Tudo bem.

- N�o estou pronto. Eu atendo? - Sim.

- Professor. - Nacho.

- Como vai? - Perd�o, eles mudaram o hor�rio.

J� vamos entrar no ar. Se n�o for agora...

- Sim, um segundo. - Certo.

- � r�pido. Podemos gravar? - Sim.

- Grave. - Est� gravando.

Professor Carlos De Celis, bem-vindo a "O Outro Lado".

- � um prazer, Nacho. - Obrigado por nos atender.

- Nos perdoe pela insist�ncia. - De jeito nenhum.

Um "videocast" � um meio t�o v�lido quanto qualquer outro

para difundir o paranormal.

Carlos De Celis � diretor e fundador da prestigiada revista Aura.51,

e tamb�m ex-colaborador do m�tico Dr. L�pez Estrada.

Agora, estou na Nueva Era, com Gorka Romero.

Ele est� em todas. O senhor est� em todas.

Onde tiver um mist�rio, o Carlos De Celis estar� l�.

Vamos falar do seu �ltimo livro.

- Estamos quase prontos. - Um momento. Eu...

"As 20 Profecias Mais Famosas da Hist�ria,

de Nostradamus a Edgar Cayce."

Isso, Nacho. Ent�o, vamos l�.

Minha primeira pergunta �:

em um mundo t�o incr�dulo quanto o nosso,

ainda existem pessoas com o dom da profecia?

Bem, primeiro de tudo, precisar�amos definir o conceito...

N�o estou ouvindo.

Espera um pouco... N�o estamos te ouvindo.

N�o estamos ouvindo.

O senhor... O senhor consegue me ouvir?

- N�o precisa gritar. - Ele n�o est� ouvindo.

Ser� que � do wi-fi? Seu sinal est� ruim a�?

D� pra mudar de lugar pra ver se melhora o sinal?

Espera...

N�o consigo ouvi-lo.

N�o d� pra ouvir. N�o mexe em nada.

- Pode me ouvir agora? - Sim, sim!

Agora eu estou ouvindo. Fique bem a�.

- Mais ou menos. - Ent�o, fala! O que voc� dizia?

- O que voc� ouviu, Nacho? - N�o ouvimos nada.

Mas eu perguntei se hoje ainda existem pessoas

- com o dom da profecia. - Bem, vamos l�.

- Na minha opini�o... Grandes. - Ele congelou, olha.

- Como se estivesse pausado. - Eu n�o sei, mestre.

- Espera... - Que s�o verdadeiros idiotas, sabe?

Eu perdi a resposta de novo.

Que pena. Achei muito interessante. Pode repetir s� a resposta?

- Voc� est� ouvindo ou n�o? - Carlos, voc� tem cinco minutos.

Espera. Eu estou em uma chamada!

Dani, n�o d� pra consertar?

- Deu pau! - Deu pau?

Dani, quem? � Carlos, Carlos.

- Eu sou Carlos... - Carlos? Carlos?

Essa coisa de "videocast" � um lixo!

Eva, Eva!

Nossa, eu n�o acredito!

Est� tudo bem. Foi s� uma tontura, s� isso.

H� quanto tempo n�o dorme?

Desse jeito n�o d�. Voc� est� caindo.

E da�? Vai pra sua casa, viver a sua vida.

Isso precisa parar. Eu vou ligar pro programa.

N�o ligue pro programa, merda. Nem pense nisso.

Est� bem.

Eu n�o vou ligar.

Que desastre. Foi p�ssimo.

Tudo bem, mestre. D� pra usar.

Quando voltou, deu pra entender. Eu vou editar tudo.

- Dani, n�o posso pagar a mais. - Mas vai acabar pagando.

Monetizar v�deos � mais dif�cil do que eu pensava.

Monetizar � dif�cil, mas o programa de hoje vai bombar

- porque o De Celis � popular. - Sim.

- E quanto a mim, � um aprendizado. - Muito obrigado.

O que � isso?

� de quando eu trabalhava com o Estrada.

- E como era? - O Estrada?

- N�o, trabalhar na TV. - Era legal, eu acho.

- Voc� devia pegar todas! - Bem...

Havia um erotismo do set, mas...

- N�o vai atender? - N�o espero ningu�m.

� da �poca de Es Fenollar?

� o Gorka Romero. Sou f� dele!

- �? - Trabalhou pra ele?

Pra ele, n�o. Com ele.

Estou um pouco cansado. A gente conversa amanh�.

- Ele � t�o famoso. - Sim, com certeza.

- Como ele era? - Ele tinha mais cabelo.

- Mais? - Sim.

Chame-o pro podcast. Quero conhec�-lo.

Deixa pra amanh�.

N�o me sinto muito bem e quero ir para a cama.

Pra cama, n�o! Eu te vi chegando.

- Tchau, Dani. - Tchau, Juana.

- Juana, o que est� fazendo aqui? - Vim te fazer sair � for�a.

Eu j� ia ligar pra dizer que n�o posso ir.

N�o, hoje voc� precisa ir.

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida

Bravo!

Isso!

Isso! Isso!

- Vou fazer 49 anos, Juana. - Tanto faz, n�o �?

Nacho, que bom te ver!

O r�dio paranormal sente muito a sua falta, Nacho Nieto.

- Eu duvido muito. - Como assim?

Voc� � importante, um jornalista como poucos.

Voc� foi aluno do Dr. Estrada. Muitas pessoas lembram disso.

Ele � um Mestre.

Surpresa!

De todos os seus ex-colegas de r�dio.

Cara...

Um colete novo, porque o seu j� est� surrado.

- Que surpresa. - Um brinde ao seu pr�ximo caso...

- A um novo Es Fenollar. - A um novo Es Fenollar!

Vamos beber!

Nacho, Nacho... O seu �ltimo v�deo j� foi postado.

J� tem 400 visualiza��es e 50 coment�rios.

Hoje, n�s recebemos o De Celis.

- Acho que vai viralizar. - Claro.

Olha, n�o ficou t�o bom.

- Era para parecer experimental? - O que foi?

Ainda existem pessoas com o dom da profecia?

Na minha opini�o, s�o dois... Pessoas com seus... Gente que...

E outras que mentem,

inventam hist�rias que n�o s�o reais, enganam os outros...

Que s�o verdadeiros idiotas, para ser honesto.

- A galera � foda. - "Foda"?

Nos coment�rios, um diz:

"No minuto 9:35, parece que ele teve um derrame."

Bem, o pessoal gosta... O pessoal gosta de esmiu�ar.

"Epilepsia nervosa", o outro falou.

- O v�deo � um pouco estranho. - Este foi longe demais.

"Que inutilidade trazer o De Celis e fazer essa merda", em mai�sculo.

Para com isso! J� chega.

� o De Celis.

Sr. Carlos?

O senhor viu?

N�o, professor. Est� tudo bem.

Como afetaria a sua imagem?

N�o...

Eu n�o quero isso. Ningu�m quer isso, n�o.

Sim, sim. Pode ser.

Vamos excluir agora mesmo.

Est� bem.

Boa noite, boa noite.

- Ent�o... - Que fome!

- Muito bem, ent�o. - Vamos comer.

O primeiro peda�o...

A� est�o eles, os olhos de Charles Manson.

Os olhos do mal.

Alguns diriam que s�o os olhos da loucura.

Mas o que � loucura?

Os loucos s�o apenas... Pessoas doentes?

Ou s�o pessoas capazes

de entrar em contato com outros planos da realidade,

inacess�veis para pessoas comuns, como voc� ou eu?

N�o. Voc� agora, n�o.

A SOMBRA DO MIST�RIO

O que veremos agora � praticado na Am�rica Latina h� mil�nios,

mas � a primeira vez que � registrado para a TV.

� um ritual de ayahuasca, o cip� do morto.

A ayahuasca � uma erva muito potente e tamb�m muito perigosa.

Por isso,

o ayahuasquero me deu essa rel�quia que eu levo no pesco�o.

Um amuleto usado por ca�adores de on�as-pintadas peruanos

para que os esp�ritos os protegessem.

Certamente, uma pe�a �nica no mundo.

Obrigado, professor.

Decidi me submeter ao rito,

pois para explicar uma experi�ncia, � sempre melhor viv�-la voc� mesmo.

A ayahuasca mostra o seu potencial ap�s a ingest�o de v�rias doses.

O canto foi interrompido pela �nsia de v�mito dos presentes,

incluindo a minha.

Meu corpo rejeitou violentamente a mistura.

Senti um desconforto profundo, uma dor aguda em todo o corpo.

No entanto, mais tarde, fui tomado por uma sensa��o de paz e clareza,

como nunca havia experimentado antes.

Ent�o, eu senti nessa jornada

a presen�a v�vida de minha falecida m�e.

M�e?

Senti uma car�cia na bochecha.

M�e?

�s vezes, deve-se estar preparado para cruzar para o outro lado

e ousar, em suma, ser voc� mesmo.

Nacho.

� voc�!

Claro. Mas nunca acreditou em mim.

Desculpa.

Me perdoe. Desculpa.

N�o � a sua hora. Por que fez isso?

Por qu�?

E por que n�o?

Se eu tivesse um caso real, um caso aut�ntico...

Est� tudo bem, n�o sofra.

Volte. E fa�a o que for preciso.

O que for preciso? Eu n�o sei.

Voc� saber�, pois n�o voltar� sozinho.

Agora, v�.

Volte.

Volte.

Volte... Agora!

Juana?

Nacho, cara...

Por mais que esteja mal, isso n�o se faz.

Por que n�o me pediu ajuda?

O que est� fazendo aqui? Como...

Quando voc� foi embora ontem, eu senti algo estranho.

Eu fui � sua casa, entrei...

E te encontrei inconsciente, ca�do no ch�o,

em uma po�a de v�mito e urina que ser� dif�cil de limpar.

Que vergonha.

N�o � a primeira vez que te vejo vomitado.

- Mas mijado, sim. N�o �? - Mijado, sim.

Desculpa, Juana. S�rio.

Nacho, como me garante que n�o far� isso de novo?

O qu�? Eu confundi a dosagem.

S� tomei mais comprimidos do que receitaram.

Voc� contou? Os meus pais sabem?

N�o, n�o se preocupe.

Voc� pode dizer a eles que confundiu a dosagem.

Obrigado, Juana.

"Obrigado", o caralho, Nacho!

Vou ficar de olho pra ver se n�o vai fazer isso de novo.

E n�o reclama.

Mesmo superlotado, eles te arranjaram um quarto aqui.

E quando receber alta, v� direto pra casa.

- Certo. Obrigado. - Eu vou te ligar, ouviu?

Cuide-se, Nacho.

Esse fungo parasita se reproduz no c�rebro da formiga

para controlar seus impulsos nervosos,

for�ando-a a subir at� o final de uma planta

onde o animal finalmente morre.

A partir da�, triunfante, o parasita dissemina seus esporos.

N�o apenas insetos, mas tamb�m camundongos e felinos

podem cair nas garras dos predadores silenciosos da Natureza.

- O que foi? - Nacho? � a Martina, sua prima.

- O que voc� quer? - Falar com voc�.

- Abre. Eu n�o vou demorar. - N�o posso. Estou ocupado.

Nacho...

O que �? O que � t�o urgente?

- Eu n�o gosto de incomodar... - Sim.

- Mas voc� n�o me atendia. - Sim, claro. Sente-se.

- Obrigada. - O que voc� quer?

Liga o ventilador. Fede igual chiqueiro aqui.

Martina, por favor. O que foi?

� a Eva, minha vizinha.

- O que foi? - Nem te conto.

A casa dela est� com problemas, que voc� j� conhece.

Que eu j� conhe�o?

Primo, voc� sabe. Barulhos, coisas mexendo, batidas...

Eles est�o t�o apavorados que nem dormem mais.

- E da�? Por que me procurou? - Ela n�o me deixa ligar pro programa.

E � uma parada sinistra. Tipo os lances do seu amigo, o Gorka.

Ele n�o � meu amigo, e eu tamb�m n�o posso.

- Vamos... - Nacho!

Ela est� desesperada, ela tem um filho pequeno!

Me fala se isso � normal.

Olha.

N�o tem nada!

- Ela deve estar brigando com o marido. - Com o marido?

O marido est� morto, ele caiu de uma janela.

Tem um fantasma l�, que matou um cara

e vai matar todo mundo, se n�o fizermos nada.

Voc� tem que ir, Nacho.

O qu�?

Que eles v�o morrer. Foi o que eu disse.

E a�, voc� vem?

Diga que sim, rapaz. Anda.

- Sim. - Sim? Nossa, que anima��o!

Eu ligo pra voc�? Ou voc� liga pra mim?

- Sim. - Sabe onde eu moro?

- Sim, claro. - Voc� est� bem, Nacho?

- Adeus. - Nacho, Nacho!

Muito bem.

Eu j� vi de tudo, mas devo admitir que isto...

Isto me comoveu.

Vamos, vista-se.

Ao trabalho. Vamos.

Mas voc� est� morto!

E voc� parece morto. Anda, vista-se.

Isso � um sonho?

Sim, � um sonho.

Doeu? Ent�o, n�o � um sonho.

- Vamos, prepare-se. - Pra qu�?

- Pra ir � casa dos fen�menos. - Como a minha prima disse?

Ela inventa as coisas. N�o deve ser nada!

� outro grande caso. Outro Vallecas.

- S�rio? - Cara, voc� tamb�m acha isso.

Cad� aquele jornalista que queria dominar o mundo?

Cad� o Nacho Nieto t�o promissor que trabalhava comigo? Cad�?

- Estou aqui. Estou aqui! - Sim, e eu tamb�m.

Ent�o, entre naquela casa e cumpra o seu dever.

Nieto, � melhor ter culh�es, porque a vida n�o vai facilitar.

E tira esse pijama, por favor. Tem cheiro de mijo e fracasso.

Anda, vai.

Anda, queima isso.

Anda!

Eu vou tirar a roupa aqui, na sua frente?

Est� com medo? Eu n�o sou bicha.

- Esse termo � ofensivo agora. - Eu n�o sabia que voc�...

- Eu n�o sou homossexual. - Ent�o, quem se ofendeu?

A comunidade n�o est� aqui, mas...

- Que comunidade? - N�o sei, n�o sei...

Por favor, deixe-me em paz.

Dr. Estrada?

Ainda est� a�?

Estou aqui, como voc� pediu.

Talvez queira que eu olhe porque a bichona � voc�.

Roupas do lixo? Minha Nossa.

- Agora, re�na sua equipe. - Quem?

Sua equipe. Voc� n�o tem uma equipe?

Sim, claro.

- Esse idiota � a sua equipe? - Eu tinha mais gente no r�dio. Agora...

- Certo. - Boa noite, Dani.

Um "poltergeist"? Nossa! Valeu por me chamar, Nacho.

- Que animado. Ele usa drogas? - Foi em cima da hora.

Tudo bem. � sexta � noite, eu estou � toa.

Por que est� feliz? Precisa mostrar quem manda.

- Eu mando. - O qu�? Sim, claro.

- Fa�a o que eu mandar, por favor. - N�o. Sem "por favor".

- Sem favor. - Certo.

E adiciona um "cacete".

- Fala: "Cacete! Cacete!" - Cacete!

Isso.

Vamos.

Isso, caralho. A testosterona ajuda muito na gest�o de equipes.

Voc� trouxe as aberra��es, e eu pedi que n�o, n�o a essa hora!

N�o precisa ser grosseira.

Eva, este s�o o meu primo Nacho e o assistente dele.

- Ol�. - Deixe-os entrar. Est� tudo bem.

Mas n�o queremos nada.

Voc� � muito intrometida.

Quando os fen�menos come�aram?

Os fen�menos?

- Eu n�o quero a imprensa aqui. - N�o, eu...

- O qu�? - Eu n�o trabalho mais na m�dia.

- Ele n�o era do r�dio? - Voc� n�o era da R�dio Nacional?

Sim, 11 temporadas. Um �timo programa.

- Mas n�o mais. - J� fazem duas temporadas.

- Eles te demitiram? - Eles te demitiram?

Eu n�o fui demitido. S� n�o renovaram meu contrato.

E da�? Voc� simplesmente n�o recebeu indeniza��o.

N�s podemos ajudar, � s�rio. N�o citaremos nomes, tudo bem?

N�o, v�o embora.

Ela n�o quer que os vizinhos fofoquem.

Fale mais alto.

Se tiver fantasmas em casa, podemos investig�-los.

Fale baixo.

Essas coisas assustam mesmo, mas d� pra resolver.

Certo, certo. Tudo bem. Entrem.

Cinco minutos. Em sil�ncio.

Muito obrigado. Obrigado.

Obrigado.

N�o. Voc�, n�o. Voc� vai espalhar pro pr�dio.

Bem, como est�o vendo, � uma casa normal...

Est� tudo bem, viu?

Estou sentindo o cheiro. Pergunte quando a criatura sai.

Tem alguma hora em que os fen�menos se intensificam?

Olha, n�o � sempre,

mas quando acontece, � por volta das 23h.

- Que sorte. Viemos na hora. - Sorte, nada. Eu senti.

Ent�o, onde �?

Eles s�o mais intensos em algum c�modo?

No nosso... No meu quarto.

- M�e, quem s�o esses homens? - Est� tudo bem. J� falo.

- Pe�a para ela te levar. - Podemos ver, por favor?

S� se sa�rem logo depois. Est�o assustando meu filho.

Muito obrigado. Obrigado.

Pe�a pra ele gravar.

- Dani, voc� poderia... - Vai ser educado de novo?

- Pegue o telefone e grave. - O qu�?

- Tudo. - Certo, certo.

- E diga: "Cacete!" - N�o.

- Eu n�o tenho que gravar? - Sim. E n�o a deixe ver.

- Est� tudo bem? - Sim, �timo, obrigado.

- � aqui? - Sim.

Eu n�o uso mais. Estamos dormindo no sof�.

Aconselho ficar longe de casa por alguns dias, se puder.

- Est� frio aqui. - Bom pra uma assombra��o.

O term�metro. Voc� n�o trouxe um term�metro?

A oscila��o de temperatura � um sinal quantific�vel comum.

N�o � a sua primeira vez.

Eva, voc� tem um term�metro?

A oscila��o de temperatura � um sinal quantific�vel comum.

- Nossa! Nacho, voc� � um mestre. - Sou experiente nessa �rea.

Merda.

M�e? M�e, o que foi?

Fique a�.

- Foi o gato? - Bem pensado.

- Eu vi um portador. - Que ast�cia.

N�s t�nhamos um gato, mas ele sumiu h� um tempo.

Pensamos que ele voltaria...

M�e?

M�e, a porta se fechou!

- M�e! - Rub�n!

- M�e, socorro! - N�o se preocupe! Calma, Rub�n.

- M�e... - Estou aqui!

- M�e, socorro! - Nossa, parece grave.

- M�e! - Ajuda aqui, droga!

- M�e, socorro, m�e! - Puxa!

- Estou puxando! - Puxa!

- M�e! - N�o abre!

- M�e, n�o consigo abrir! - Puxa mais forte!

- N�o consigo mais. - M�e!

- Calma, Rub�n... - M�e!

M�e!

Rub�n!

Rub�n!

Droga, droga...

Rub�n? Rub�n, Rub�n...

Rub�n. Rub�n...

Ele gravou?

Voc� gravou? Gravou?

Fora da minha casa!

Fora da minha casa! Fora!

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