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O ASSASSINO DO CEMIT�RIO EFRUSCO
S�o ra�zes verbais?
Digamos que o c�rebro foi isolado,
e ligado com os conceitos de... dar, oferecer e sacrificar.
Esta noite sonhei com estas palavras.
Sonhei com uma esp�cie de ritual etrusco durante toda a noite.
N�o sei se era etrusco ou apenas... que estou influenciada por ti.
Passa uma noite comigo e logo ver�s como te consigo influenciar.
Mike...
Voltaste a romper com o Arthur... � isso?
Sabes uma coisa, Joana? Deverias de fazer o que faziam
as mulheres etruscas quando discutiam com os seus maridos.
Entregavam-se livremente ao primeiro homem que lhes aparecia � frente.
Mas tu...
H� dois meses que andas nisso. N�o est�s farta?
N�o � divertido, e nem estou farta.
Bem, n�o te zangues. Eu s� te queria animar.
Vamos, mulher, ri-te.
N�o me chanteis tamb�m tu.
O meu pai parece que vive noutro planeta
e o meu marido, desde que foi para It�lia, que n�o o consigo entender.
Oxal� que o meu pai n�o o financie nessas investiga��es.
Deixa-o I�.
Eu acho que o que precisas � de um pouco de distrac��o.
Queres jantar comigo hoje?
E estas fotos?
� a caligrafia do Arthur!
Foi ele que mas mandou.
S�o fotografias tiradas pr�ximo de Volterra.
- N�o, n�o, Arthur! - Joana!
O que tens?
Ceres, o t�mulo da Ceres.
Sr. Arthur, vamos almo�ar.
Vai tu, Masaccio, n�o tenho fome.
Que est�pidos os americanos.
Vou-me embora, ficas tu.
Qualquer dia uma cobra morde-lhe.
Esteja atento.
Obrigado.
N�o me agrade�a.
Essa serpente n�o o ia morder.
- Mas tu n�o �s italiano! - Americano.
Eu estudo o passado, os etruscos.
- N�o. Rasell, eles chamavam-se Rasell. - Eu sei.
Estou a ver que entendes muito de hist�ria antiga.
Vem, vou mostrar-te uma coisa.
Arthur...
Estou?
Joana?
Arthur! Adormeci e estava a sonhar...
Estava a sonhar contigo.
Era horr�vel.
Est�s em It�lia?
Vais voltar depressa?
Eu vou ficar, mas as caixas est�o prontas para as enviar amanh�.
Desculpa-me por ter-te feito acordar.
Mas, porqu� que n�o voltas j�?
N�o te posso explicar. � uma descoberta important�ssima.
Ouve, por favor, fala com o teu pai.
Diz-lhe que se n�o mandar o telex de confirma��o,
as antiguidades v�o c� ficar.
- Do que est�s a falar? - Depois explico-te.
Diz ao teu pai que se n�o h� telex n�o h� envio.
EIe vai entender.
Arthur, que hist�ria � essa?
Ou tu me dizes para qu� tanto mist�rio ou vai para o raio que te parta.
Descobri uma sepultura, numa gruta enorme.
O sonho de qualquer arque�logo. Uma sepultura intacta.
Um velho estranho levou-me at� a essa gruta.
Consegui localizar a sepultura.
Arthur,
h� um po�o na gruta.
Um po�o...
de onde sai um vapor sulfuroso
e com passadi�os laterais.
Sim.
E como � que tu sabes?
Sonhei.
Foi um pesadelo.
Eu estava nessa gruta quando se iniciava um estranho ritual sagrado.
Arthur?
Arthur, o que foi?
Arthur!
Arthur, fala comigo! Arthur!
Um louco, minha filha, ou um ladr�o.
A pol�cia italiana acredita que seja um ladr�o.
Quando o assassino entrou...
o Arthur estava ao telefone.
Talvez se tenha virado, viu-o e o outro matou-o,
por isso n�o � preciso que I� v�s.
J� estive a falar com a Heather Hull.
Ela vai mandar as coisas para a exposi��o
e se ocupar� de todo o resto.
Pap�, o Arthur estava � espera de qualquer coisa de ti.
Disse-me at� que, se n�o recebesse o teu telex,
as caixas n�o poderiam sair. Porqu�?
Este n�o � o momento para to dizer, mas o Arthur casou-se contigo
- pela minha funda��o e pelo meu dinheiro. - O Arthur es...
era um grande arque�logo.
Vamos deixar isso e n�o me fa�as falar de coisas desagrad�veis.
O que tens? N�o te sentes bem?
Pap�, ainda n�o me disseste o que procurava o Arthur.
S� queria 100.000 d�lares para escavar uma maldita sepultura
que tinha descoberto.
Ouve, a Heather regressa este fim de semana
e te dar� todos os detalhes.
E agora porque � que n�o vais para a quinta uns dias, para te acalmares
e regressas quando a Heather estiver c�?
Eu n�o me conformo apenas com as palavras da Heather.
E � por isso que vou para It�lia, agora, querido pap�.
Joana?
Calma.
Obrigada, Mike, por me acompanhares. Obrigada.
A condessa desce j�.
- Pede-lhes que a esperem um bocado. - Obrigado.
Esperaremos.
Disse o Dante que a condessa ouviu o professor Barnard gritar,
mas quando c� chegou j� o assassino tinha fugido.
Exacto.
A Sra. Barnard?
Eu sou a Maria Volumna.
Apresento-lhe o Mike Grant.
Muito prazer.
- Comiss�rio. - Condessa.
Quanto tempo o meu marido foi seu h�spede?
Uma semana.
O seu marido veio c� pela primeira vez para consultar uns documentos antigos
na minha biblioteca.
Compreendo.
Tem alguma ideia de quem, ou porqu� o tenham matado?
Creio que j� fizeram essa pergunta � condessa.
Deixe, parece-me perfeitamente leg�timo que uma esposa fa�a perguntas.
Sentem-se, por favor.
As portas e as janelas estavam fechadas.
N�s est�vamos no terceiro piso.
Quando o Arthur gritou, o Dante foi I� imediatamente.
Mas n�o estava I� ningu�m, e o Arthurj� estava morto.
Naturalmente que chamamos a pol�cia
que revistou todos os cantos da casa
pensando que o assassino estivesse escondido c� dentro.
Procuramos em todo o lado, mas n�o encontramos o menor vest�gio.
Talvez n�o tivesse sa�do.
Pode ser que nem sequer estivesse escondido.
Podia ser algum dos que ajudaram a revistar a casa.
A Sra. Barnard est� a dizer que pod�amos ter sido n�s a matar o seu marido,
o Dante e eu?
Tinha que ser muito forte para matar um homem daquela maneira.
Al�m disso, que motivo poderiam ter a condessa e o mordomo?
Aparentemente n�o havia ningu�m que tivesse um motivo para matar o Arthur
mas... algu�m o fez.
A hip�tese mais prov�vel � que tenha sido um ladr�o.
Entre.
A Srta. Hull pergunta pela Sra. Barnard.
- Mande-a entrar. - Por favor.
Ol�, Joana.
Querida, ainda n�o consigo acreditar.
Mike, n�o sabia que tamb�m estivesses aqui. Condessa.
- Como est�? - Ol�.
- Diz-me algo sobre essa sepultura. - Que sepultura?
O Arthur estava a dizer-me que tinha descoberto uma nova sepultura etrusca
quando... o mataram.
Eu n�o sei absolutamente nada.
Tens a certeza de que te disse exactamente isso?
N�s faz�amos as investiga��es sempre juntos.
Era o Arthur e eu, e �s vezes o Nick. Conhecem-no?
Nick Forte, Joan Barnard.
Nick � nosso motorista e guarda-costas que devia de proteger o Arthur.
- De quem? - Por favor.
Foi ideia do pai da Joana.
Meteu-se-Ihe na cabe�a que, ao haver aqui um com�rcio clandestino
em torno das antiguidades etruscas,
poder�amos acabar por ter algumas dificuldades.
A do Arthur � algo mais que uma dificuldade.
Aqui, em Volterra, as pessoas murmuram que, como o professor era
um profanador de sepulturas,
tinha sido atingido pela maldi��o dos esp�ritos.
O que � que voc� acha , condessa?
Anda a anos a estudar a fundo os antigos rituais etruscos.
Qual � a sua opini�o?
O universo � mais estranho do que se possa imaginar ou saber.
Comiss�rio, onde est�o os documentos do meu marido
e os seus bens pessoais? Onde est�o?
J� estivemos a examinar tudo, mas n�o h� nada que...
Eu quero v�-Ios!
Claro. Vamos mandar tudo para o hotel.
Por favor, trate da bagagem.
Velathri, significa Volterra em etrusco.
- Usavam o "th" como n�s. - Provem do "z" grego.
Joana, tenho que enviar as caixas. O teu pai pediu-mas.
Queres vir comigo?
N�o � preciso. Prefiro descansar um pouco.
- Bom, at� logo. - Espero n�o me demorar, chefe.
- Para a ag�ncia de transportes? - Sim, I�.
Ourivesaria e joalharia de Alberto Lenzi
Um joalheiro!?
Entre.
Ah, Mike.
Incomoda-te que eu entre ou preferes vasculhar sozinha?
Ainda n�o encontrei nada.
E o que esperavas? A pol�cia j� ter� revistado tudo.
O Arthur tinha descoberto algo muito importante
e esperava encontrar alguma pista, mais nada.
Talvez dev�ssemos Ier todos os seus apontamentos.
Pode ser algo claro para n�s, mas que n�o representasse nada para a pol�cia.
Algo sobre os seus estudos.
O Arthur queria o dinheiro do meu pai para escavar �s escondidas.
Olha, h� aqui uma frase com dois pontos de exclama��o.
- S�o doze. - Doze, o que s�o doze?
Joana, acho que est�s obcecada.
As frases etruscas, a sepultura...
- O que querer� dizer? - N�o tenho a menor ideia.
As cidades etruscas eram doze, se n�o me engano.
- Eram ou n�o doze? - Sim.
Doze cidades que governavam o pa�s, e juntas formavam a Dodec�polis.
Os magistrados da Dodec�polis reuniam-se nos casos graves
de emerg�ncia ou para pedir o conselho dos Iucumones.
Bem...
O Arthur sabia que as cidades etruscas eram doze.
Jamais o teria anotado com pontos de exclama��o.
Sim, tens raz�o. Deve ser outra coisa.
S�o doze!
Lembrar o Lenzi, joalheiro.
Aqui est�, minha senhora. N�o sabia a quem deveria de dar
quando soube que o professor havia sido morto.
Sabe? A minha empresa � muito s�ria. Estamos nesta �rea h� 200 anos.
N�o pretendia ficar com a j�ia, mas tamb�m n�o sabia a quem entreg�-Ia.
N�o compreendo porque n�o o deu � pol�cia!
Pois... n�o sabia...
Veja bem...
Agora entende, n�o � senhora? E muito antiga, tem um valor enorme.
- N�o a conhecia? - N�o, nunca a tinha visto, mas...
sinto como se fosse minha desde sempre.
N�o � que desconfiasse do professor, Deus me Iivre.
Um famoso arque�logo,
mas entender� que, esta j�ia � etrusca.
- Porque � que tem duas caudas? - Segundo a lenda,
era o s�mbolo de uma divindade.
O seu marido trouxe-me para que Ihe pusesse uma corrente.
Eu imaginei que seria uma oferta para si.
At� um cientista s�rio tem as suas fraquezas.
- Quer dizer que o meu marido a roubou? - N�o, n�o, roub�-Ia? Por favor.
O dono desta j�ia morreu h�, pelo menos dois mil anos.
O professor... como poderei dizer...
achou-a.
A necr�polis est� ali, constru�da sobre um precip�cio.
Isto poderia ser um aterro,
mas n�o se explica porque foi que o fizeram t�o pr�ximo do templo.
V�s isto, Mike?
Sobre a escadaria � o templo da rainha. Era o centro da Acr�polis.
Seguramente que o ter�s visto em fotografias, n�o �?
- Olha, parece-me fant�stico. - Sra. Barnard!
- Deixa ver. Quietas um momento. - Fotos n�o, estou cansada.
- Onde est�? - Ali.
Seria melhor que a Ievasses para Nova Iorque.
Desculpe.
- Retire-se da�, homem. - Sim, um momento.
Joana!
O que te aconteceu? Sentes-te mal?
Tenho tido umas vis�es horr�veis.
- Que vis�es? - N�o sei.
Agora estou aqui contigo. Vamo-nos embora.
Vejo longas sombras sobre o teu caminho.
Tens de ter cuidado.
- V�s mais claro com isto? - Claro, senhor.
Dias luminosos para ti e muita felicidade.
Obrigada, mas eu n�o acredito nestas coisas.
De verdade que n�o acreditas, dispensadora de presentes?
Como � que chamaste?
A pedra que apanhaste agora...
� um peda�o de vida.
Vais encontrar outras pedras, e conhecer�s tudo. O passado e o futuro.
Bem, j� chega. Ouviste? Disse-te que n�o acredito.
J� me deu mais do que eu mere�o. Muito obrigada.
Socorro, socorro! Est� ali um morto!
Benvinda at� n�s, dispensadora de presentes.
Tu, quem �s? Porque me chamas assim?
Tamb�m uma cigana em Cerbeteri chamou-me o mesmo
pouco antes de matarem um homem.
Eu n�o sei nada, sou apenas um pobre velho.
Porqu� dispensadora presentes? O que significa isso?
Est� escrito: "Conhece-te a ti mesmo".
A eternidade est� formada por ciclos de vida
e cada um deles � um dom. O meu ciclo j� estava no seu fim,
mas um homem querido por ti deu-me um pouco mais de tempo.
Que homem?
- Aquele que prolongou o meu ciclo. - N�o percebi.
EIe j� tinha terminado de desenvolver o seu pr�prio ciclo.
N�o � f�cil para os mortais chegar a entender os supremos
des�gnios dos deuses.
Est�s a falar do Arthur, n�o �? Tu sabes quem o matou?
Amanh� voltarei e ajudo-te a encontrar a Iuz.
Deve de ter algum sinal!
Ah, est� aqui.
Mas...
o sinal estava aqui nesta!
Devem de a ter posto na caixa errada.
Vamos abrir as outras.
Tens toda a noite para te entreteres.
A for�a tem que estar aqui.
Brincaram contigo, Mulligan, lamento.
Eu posso reparar isso se me deres um pouco mais de tempo!
S� pela nossa velha amizade: Dou-te duas semanas.
N�o tenhas medo.
Vem comigo.
- Que estranho � este s�tio. - Ver�s como reconheces o caminho.
Agora temos que subir por este carreiro.
Onde vamos?
Tu sabes onde vamos. S� tu sabes, oh, imortal.
Que barulho � esse?
A grande respira��o do Sharum.
Mas eu conhe�o este s�tio!
Sim, � a caverna.
O vapor.
N�o pode ser uma coincid�ncia. Eu sonhei com esta caverna.
Como � que � poss�vel?
� a primeira vez que c� venho. Eu nunca tinha estado em It�lia.
Jamais tinha c� estado. Nem sequer na Europa. Mas... eu sinto-me...
como se isto fosse... um regresso.
Os imortais regressam sempre.
Basta de mist�rios! Porqu� que me trouxe aqui?
Que s�tio � este? Quem �s tu?
Fala de uma vez.
Eu estava � espera, mas n�o sabia de quem,
at� quando te vi a ti.
Agora sei que, de quem eu esperava eras tu.
Eu sabia que um dia virias,
porque eu n�o tenho nem filhos, nem netos.
Eu sou o �ltimo.
Compreendes o que eu tento? Finalmente o tempo chegou.
O tempo de qu�?
Isso n�o sei. N�o mo perguntes.
� este o s�tio, mas n�o me perguntes que s�tio.
Eu n�o posso saber.
D�-me a l�mpada.
- Quero ver que s�tio � este. - Toma, � tua.
No meu sonho havia... havia qualquer coisa...
daquele lado,
como se fosse um grande arco,
uma entrada.
Doze!
Isso � o que significa, eram doze as caixas.
Socorro, socorro! Tira-me daqui!
Onde � que est�s? Quero sair daqui!
Tira-me daqui!
Tu n�o me ouves?
Eu quero sair! Ajuda-me!
Socorro!
Onde � que est�s? N�o me deixes aqui sozinha!
T�xi.
Bom dia.
Bom dia.
- Para onde vamos? - A Volterra.
Vai-lhe ficar muito caro!
N�o se preocupe com isso. Leve-me o mais r�pido poss�vel.
- Bom dia. - Bom dia.
- Como est�? - Pensava que me fosses esperar!
- Onde est� a Joana? - Por isso n�o o fomos esperar.
A Joana saiu do hotel ontem � tarde de t�xi
e ningu�m mais voltou a v�-Ia.
T�m carro?
Sim, est� estacionado ali.
J� avisamos a pol�cia para que iniciem as buscas.
Est� bem, deixa-me o carro. Tenho que ver algu�m sozinho.
- Trate do t�xi e das malas. - Sim, senhor.
J� chegaram as caixas? Estava tudo bem?
Nem por isso.
Pode ser que a condessa saiba onde est� a Joana.
A condessa? Quem sabe?
J� sabes que os nossos amigos s�o... perspicazes e desconfiados.
V�, n�o exageres.
Parece-me demasiado pensares que matei o marido da minha filha apenas por...
N�o s� por, mas tamb�m por...
Neg�cios s�o neg�cios, n�o �?
Agora quero ver a minha filha.
A s�rio que pensas que eu sei onde ela est�?
Totalmente convencido.
Bem, ela est� aqui, mas por pura coincid�ncia.
Sim?
- Traga a jovem. - Para j�.
- Teus guarda-costas? - Tudo legal.
Com os maus tempos que atravessamos, todos os cuidados n�o s�o demais
e temos que recorrer ao policiamento privado.
Diz-me, a Joana est� bem?
Pois... sem d�vida, melhor do que quando a encontramos.
Pap�!
Vai tudo bem, querida, agora eu estou contigo.
Era preciso fazer isto � minha filha?
Tu... n�o �s o homem que eu pensava.
Sim, claro, � verdade. Eu ajudo a introduzir droga nos Estados Unidos.
Eu sou apenas um pequeno elo da corrente.
Na vida, por vezes somos obrigados a escolher.
Tu mandaste matar o Arthur porque ele tinha descoberto!
N�o, Joana, eu jamais mandei matar algu�m.
"S�o doze", isso foi o que o Arthur escreveu na agenda dele.
Eu nunca cheguei a entender o que essa nota queria dizer,
at� ter encontrado a outra caixa.
E o Arthur tinha descoberto que as caixas eram doze e n�o onze,
e que a d�cima-segunda estava cheia de hero�na.
Por isso voc�s o mataram!
Est� bem, doze caixas, porque uma, com os objectos ficaria c�
e a outra, com a hero�na, seria enviada no seu lugar.
Sim, o Arthur tinha descoberto o tr�fico de droga.
Como? N�o sei. Acho que n�o foi o �nico a descobrir.
Algu�m, depois de roubar a caixa, o eliminou.
Tinham que o eliminar porque o Arthur era um perigo.
- Poderia ter-me feito chegar... - Quero acreditar em ti, pap�, mas...
como o mataram... como mataram o Nick?
Acho que quem matou o Arthur fez um pouco de teatro
para desviar as suspeitas da pol�cia.
Ou achas que os antigos etruscos iam-se chatear
e sair das suas sepulturas para cometer esses crimes?
O teu pai tem raz�o...
a menos que tu saibas algo que n�s n�o sabemos.
O motivo de tudo isto � essa caixa que vale uma fortuna.
Cont�m 150 quilos de hero�na pura. 70 milh�es de d�lares,
- e estamos a falar de sepulturas etruscas! - N�o � o dinheiro, � s� a morte.
Sim, a minha se n�o consigo recuperar a tal caixa.
Joana, tu sabes onde ela est�. Tu viste-a.
Como te disse, a vida obriga-te a escolher:
Ou tu me dizes onde viste essa caixa,
ou assinas a minha senten�a de morte. Tu, �s quem decide.
A caixa est� dentro de uma gruta.
N�o te preocupes, � todo blindado. E tu, fecha os vidros e arranca.
Est� bem, a Joana est� connosco.
- Falou de uma gruta. - Que mande refor�os ou eles matam-nos.
Muito bem, compreendido.
Tr�s homens no cruzamento de Roncola.
Masaccio!
Onde � que voc�s se meteram? Est�o quase a chegar!
N�o consegui liquidar essa intrometida!
Masaccio!
O que Se passa?
Que barulho � esse?
O que est�s aqui a fazer?
Quem �s tu?
Que diabos est� a acontecer?
D� a cara, Masaccio! Porque � que n�o me respondes?
Temos que nos despachar e retirar a mercadoria daqui!
Depois podes ir para o inferno se quiseres.
Podes fazer o que te der na gana com a tua parte, Masaccio!
�s um bastardo!
N�o tentes fazerjogo duplo comigo!
Juro-te que mas vais pagar, maldito!
D� a cara!
Eu n�o sabia que aqui havia uma gruta!
� incr�vel!
Espera, pode ser perigoso.
Vejam isto!
Este � o velho que me trouxe at� aqui.
Joana...
Venham!
Vejam isto.
Estes vapores agarram-se � garganta.
Meu Deus... Heather.
E esta era a que n�o sabia nada.
Devia de estar com o Arthur quando descobriram que as caixas eram doze
e decidiu apoderar-se da droga.
Para isso o Arthur era um estorvo.
Mas pap�, mataram-na do mesmo modo que ao Arthur.
E como ela n�o o podia fazer sozinha, arranjou uns s�cios bastante perigosos.
N�o vamos perder mais tempo. Diz-nos onde est� a caixa
antes que algu�m a fa�a desaparecer outra vez.
Claro, a caixa, o dinheiro!
Est�o aqui 2 pessoas mortas e outras 2 assassinadas de modo horrendo
mas a condessa s� pensa no seu interesse e no dinheiro sujo.
Agora estamos num lugar sagrado.
Esta gruta e os seus vapores s�o purificantes, n�o entendes?
Tem sido durante mil�nios, e tu s� pensas na riqueza.
Agora, sabes o que te digo, Maria Volumna? Segue o teu caminho.
Porque � que dizes estes disparates?
N�s, construtores de torres, n�s terrenos,
amos e senhores do ferro, filhos das c�lidas v�sceras da terra,
oh, Sharum, escuta-me.
As sete mil torres da Sardenha, os ciclos do tempo sem fim,
oh, Sharum, escuta-me.
Cuidado!
V�s ousastes profanar os lugares sagrados da M�e Terra!
Joana!
Sharum, morte aos profanadores!
Est� fora de perigo.
V� descansar, ou teremos que reanimar a si tamb�m.
- Posso v�-Ia agora? - N�o, est� sob anestesia.
Extra�mos-Ihe uma bala.
Estava junto ao cora��o. O que a salvou foi um pingente que trazia ao pesco�o.
Teve uma sorte incr�vel.
Ou um milagre, se preferir.
Lido, aprovado e assinado.
- J� terminaste? - Sim, senhor.
Assine aqui.
Pobre pap�.
J� se pode ir embora.
Se no futuro for necess�rio, ser� interrogada
atrav�s do Consulado.
Naturalmente que, se pudesse recordar algo mais sobre o sucedido...
gostaria de saber porque � que estavam a disparar contra voc�s
antes de a gruta se desmoronar.
Sim, farei todos os poss�veis para o ajudar,
porque agora, mais do que nunca, estou decidida a n�o sair daqui
at� saber toda a verdade.
Alto, alto, est� proibido!
N�o se pode passar daqui.
- Mas o que foi? - N�o se pode passar.
O terreno pode ceder.
Vamos ter muito cuidado.
Lamento, senhora, mas n�o posso deixar passar ningu�m.
Esta zona � perigosa,
e o afundamento deixou a descoberto uma sepultura etrusca sob a colina.
Ent�o deve ser verdade, � a do Arthur.
EIe jamais mentiria numa coisa destas.
- Esta � a prova... - Bom dia.
...de que o meu marido dizia a verdade.
A sepultura existe.
Oi�a,
eu SOU a esposa...
era a mulher de Arthur Barnard, o arque�logo.
Talvez tenha ouvido falar dele. S� queremos dar uma olhadela.
Lamento, senhora.
Tem de ir � Esquadra da Pol�cia de Volterra
e pedir uma autoriza��o. V�o-Iha dar com certeza,
mas sem isso eu n�o Ihe posso deixar passar.
� incr�vel. Desculpe, minha senhora, mas realmente � inacredit�vel.
Perd�o, mas a sua cara...
Estou mesmo surpreso. Meu nome � Paolo Domelli, e sou arque�logo.
Ando a estudar as pinturas de uma sepultura etrusca rec�m-descoberta.
Sei que pode parecer disparate, mas h� I� dentro uma pintura
que � o retracto vivo desta senhora.
Por favor, aceitem as minhas desculpas.
Paolo, n�o percamos mais tempo.
Professora, veja como � parecida.
Parece mesmo a modelo do retracto!
Eu sou a vi�va do Arthur Barnard.
Eu queria visitar a sepultura, mas n�o mo deixam.
Posso ir convosco?
Espere, um colega nosso n�o p�de vir hoje.
Temos uma autoriza��o para tr�s pessoas.
De certeza que a professora n�o se importar� que nos acompanhe.
Mike, importas-te?
S� lhes pe�o que tenham a gentileza de a acompanhar ao hotel
- depois da visita. - Oh, claro.
Divirtam-se.
At� logo, Joana.
- Mike, de certeza que n�o te importas? - N�o.
Tu �s a Iuz.
- Oh, � s� uma express�o etrusca. - Eu sei.
Que semelhan�a. Extraordin�ria.
O escorpi�o era teu.
Ceres...
Estamos a tentar decifrar essa inscri��o.
O alfabeto etrusco n�o � dif�cil de Ier porque deriva do grego,
mas o significado de muitas palavras ainda n�o est�o muito claras.
Eu sei.
A imortal Ceres...
Mulvanicce.
Mulvanicce pode significar: "consagrado".
Talvez possa I�-Io melhor daqui.
Pelo que sabemos Ceres foi a �nica mulher Iucum�n
que os etruscos tiveram.
Os Iucumones acreditavam que eram imortais.
Estavam convencidos que tinham ciclos de vida infinitos
durante toda a eternidade.
E agora ao ver-te a ti...
devo admitir que tinham raz�o.
Consagrado � imortal Ceres,
Iucumona, dispensadora de presentes, guardi� do tesouro sagrado,
- no banquete eterno. - Do tesouro sagrado!
Perd�o, mas...
porque � que disse isso?
Porque � o que est� escrito sobre a pintura.
J� Ihe disse que o meu marido era arque�logo.
E quanto ao dinheiro, estamos de acordo.
Sim. Dizia-nos que pod�amos deixar o carro aqui
e seguir o carreiro at� este ponto.
- Est� bem? - Sim, est� bem.
Vais ver como n�o haver� problemas.
Ah, Joana, entra.
Ora bem...
Estes s�o dois amigos...
que nos ajudar�o a ir buscar... o que tu sabes na gruta.
S�o profissionais.
- Ol�, chamo-me Gianni Andrucci. - Muito prazer.
N�s j� nos vimos antes. Sou o fot�grafo que estava com as modelos
em Cerveteri, quando o seu amigo, o senhor...
o Sr. Forte foi morto. Lembra-se de mim?
- Sim, acho que sim. - E este � o Enaldi.
Ent�o pronto. Vamos preparar a equipa e encontramo-nos
na estrada de Roncola.
- Bem, mas... e os fiscais? - N�o se preocupe.
Saberemos como evit�-Ios. Vimo-nos amanh�.
Eu n�o quero que a pol�cia te encontre com a corda.
Via Iivre.
Vamos.
Esperemos que n�o nos caia nada em cima.
Havia aqui uma passagem...
mas colapsou-se. Temos que cavar aqui.
- Tem certeza? - Sim.
Pelo menos que n�o h� muita rocha.
Pronto, vamos trabalhar.
� melhor voc� vigiar a entrada. Se vier algu�m, avise.
Est� bem.
Mais algumas pancadas e conseguimos.
Sim, � esta.
Os selos est�o partidos.
Estavam assim na primeira vez que a vi. E pensar que est� cheia de...
Bem, voc�s... ficam aqui. Eu vou I�.
Est� bem?
D�-me a lanterna.
- Est� vazia! - N�o � poss�vel!
Tenho a certeza de que estava cheia de...
- Mike, estava cheia. - Vem v�-Ia.
Joana?
Joana?
Joana?
Joana?
Paolo!
O que est�s aqui a fazer?
Desculpa, mas o porteiro n�o me quis deixar entrar
por isso tive de entrar pelo jardim.
Entra.
Estava a dormir muito bem. E o Mike, onde est�?
- Mike! - Creio que n�o est�.
Disseram-me que saiu e que deu ordens para n�o te incomodarem.
H� algum problema?
H� duas coisas que julgo serem importantes.
Uma, que a professora Sorensen j� decifrou inscri��o.
� o que tu tinhas dito. Sabes, a que est� no teu retracto...
ero dizer, a ima em de Ceres u que se parece contigo.
E a segunda?
A segunda � que essa sepultura j� tinha sido aberta antes.
A menos que os etruscos fumassem cigarros nacionais.
O qu�?
Encontramos uma ponta de cigarro numa tigela.
Paolo, pode ser de um dos teus t�cnicos e que a deixasse por esquecimento.
N�o, o tabaco tinha mofo.
Devia de I� estar, pelo menos h� dois meses.
A sepultura tinha sido visitada por algu�m antes da derrocada.
Se pensas que possa ser o Arthur, est�s enganado.
EIe n�o fumava.
N�o pensava tanto nele, mas nas pessoas que o acompanhavam.
Queres dizer que algu�m que fumava cigarros possa ter...?
Sim?
Senhora, queria avis�-Ia de que o inspector da pol�cia est� a subir.
Sim, j� chegou.
Obrigada, por me avisar.
- � o Sr. Mike Grant? - N�o, eu chamo-me Paolo Damelli,
colega dele. Eu sou arque�logo.
- � a Sra. Joana Barnard? - Sim, o que foi?
Lamento, mas tem de vir connosco, senhora.
Est� bem, para onde?
� que encontramos uma caixa com os selos de artes pl�sticas
como as que se enviaram para Nova Iorque h� um m�s.
VOU buscar um casaco.
Eu vou com voc�s.
Por favor.
A caixa est� ali. Descobrimos um buraco na parede.
AIargamo-Io e... estava ali.
Mas algu�m partiu os selos e roubou os objectos.
Nessa caixa nunca houve objectos etruscos.
N�o posso dizer mais nada.
Os certificados alfandeg�rios
confirmam-nos que sa�ram onze caixas de Roma
e que as onze caixas chegaram a Nova Iorque.
Sra. Barnard, eu acho que vai ter de nos dizer algumas coisinhas.
N�o abuse da minha paci�ncia. O que havia dentro desta?
Joana!
Joana!
Acalma-te, Joana.
Est�s ferida?
Mas...
n�o tens nenhum corte!
Ent�o...
- de onde veio este sangue? - Tenho frio.
Tenho uma manta no carro, vem.
Sinto como se o meu c�rebro estoirasse. N�o � poss�vel.
Pobre Mike, veio c� s� para ajudar-me.
Mas agora me lembro que, quando viu que a caixa estava vazia
n�o se surpreendeu. Foi como... como se j� o soubesse.
- E, voc�s estavam sozinhos? - N�o, estavam mais dois homens.
- E n�o sabes como se chamam? - Sim.
Um, que � o fot�grafo, chama-se Andrucci.
� esta a casa do Andrucci. Dizem que nunca c� est�.
Mas as luzes est�o acesas.
Vamos comprovar.
Pode ser que nos diga algo sobre o Mike.
Posso saber quem vem incomodar-me a estas horas?
- Somos amigos. - Eu n�o tenho amigos.
Por favor, queremos falar consigo.
Oh, Sra. Barnard, � voc�. Desculpem-me. Entrem, por favor.
Eu vou � frente.
Bem, apanharam-me enquanto eu fazia um trabalhito.
� noite fa�o aqui umas fotos sexys. V�o ver.
- H� pouco trabalho. - Ah, etruscos!
� que agora os etruscos est�o na moda.
Tens que mostrar mais a coxa. Assim. Muito bem. Isso mesmo.
E tu tamb�m, p�e-te um pouco mais de lado. Nessa posi��o.
Tu, chega-te mais para tr�s. Muito bem,
cinco minutos de descanso enquanto falo com estes amigos.
- Ainda bem. -J� n�o aguantava mais.
Vamos tomar um caf�?
Por favor.
� uma forma de estudar os etruscos mais divertida que a minha.
Faz-se o que se pode.
Ajulgar pelas pinturas, tamb�m as mulheres eram muito sexys.
Por aqui.
Eu estou atento � hist�ria.
Por favor, estejam � vontade.
Desculpem toda esta desordem. Nunca tenho tempo para limpar.
Bom, a que se deve o prazer da vossa visita?
J� sabe que mataram o Mike Grant?
Sim, desde h� pouco. Aqui morre gente como moscas.
- Querem vinho? - Eu n�o bebo, obrigada.
- Oi�a, que coisa � esta? - Um mineral.
Creio que obsidiana. Nunca tinha visto uma?
Olha, Joana.
Estas s�o as chamadas "pedras da vida".
N�o se sabe bem o que significavam para os etruscos,
mas quanto mais tempo ele tinha vivido e quanto mais importante ele era
maior quantidade destas pedras havia na sua sepultura.
N�o acho que indique a idade do falecido.
Deve de ter outro significado.
Se todas estas pedras prov�em de uma �nica sepultura,
significa que o seu ocupante tinha de ser muito importante.
� estranho, mas n�o vejo aqui nenhum copo etrusco!
O que � que tu usas como cinzeiro?
Ah, sabes, havia uma beata tua num dos copos do t�mulo grande.
Tu estiveste l�, n�o �?
Com o professor Barnard.
Bem, sim, isso veio de I�.
Apanhaste-o tu?
O professor Barnard, quando descobriu o t�mulo,
chamou o Masaccio e a mim porque queria come�ar as escava��es
naquele mesmo dia.
Mas n�s sozinhos n�o conseguir�amos.
Chamamos o Enaldi e mais alguns e fomos todos juntos.
Uns ficaram de fora a vigiar e n�s entramos.
Para qu� tantos, se s� havia uma parede de adobe?
O professor disse que aquela n�o era a sepultura,
mas sim, uma esp�cie de antec�mara e que tinha de continuar a escavar.
Depois disse que seria a descoberta do s�culo.
Fant�stico!
Meu Deus, que beleza!
H� aqui dentro uma fortuna! Uma fortuna!
Aviso-vos, n�o toquem em nada. Est� claro?
J� vos disse para n�o tocarem em nada.
Pode ser que o tesouro da Dodec�polis esteja aqui.
Vamos, toma.
O que tens?
Ajuda-me, ajuda-me!
Para fora, para fora!
H� que o tirar para fora, r�pido!
Era um ataque epil�ptico. Nunca me tinha acontecido.
O professor Barnard queria parar a escava��o.
Disse-vos onde queria que escavassem?
Creio que nem ele sabia onde.
Al�m disso, n�o Ihe deram tempo para tentar.
Mataram-no.
E o Masaccio, antes de morrer, disse-me que...
ele tinha encontrado o tesouro
e que a �nica coisa que faltava era poder vend�-Io.
Mas n�o eram antiguidades, nem eram objectos etruscos.
O que queria o Mike naquela noite que fomos � gruta?
N�o queria encontrar sozinho a caixa, pois n�o?
N�o, ele queria descobrir quem matou o professor e os outros.
Dizia que havia um segredo escondido I� dentro
e queria saber o que era.
Desculpem, vou buscar mais um pouco de vinho.
Parece que tens medo de tocar nisso.
' Eu... n�o tenho medo. E uma esp�cie de respeito.
� uma coisa sagrada. Eu sinto.
Desartis, vieram em desartis.
Desartis, n�o os incomodes.
Tens raz�o, tenho medo.
Quando tento tocar sinto que me faltam as for�as.
Pega nisso, Joana.
- N�o, n�o quero... - Pega.
Pega, vai-te ajudar a descobrir a verdade.
- N�o, Paolo, eu... - N�o queres saber a verdade?
O Andrucci sabe tudo. EIe vai-nos contar.
- Mas... eu sei que n�o voltar�. - Como?
Eu vou I� busc�-Io.
Gianni!
Gianni, onde � que mesteste?
Temos frio com esta roupa. Podemo-nos vestir?
Onde est� o Gianni?
- Est� bem? - Sim, estou bem, obrigada.
N�o est� na cozinha, e a janela est� for�ada.
Ou � um aldrab�o ou � idiota.
- Bem, agora o que fazemos? - N�o encontramos o Gianni!
Gianni!
- Desapareceu. - Est�s dizer que n�o est�?
N�o sei. Deve de ter fugido.
Porqu�? Do que havia de ter medo?
De falar, de deixar escapar algo, sei l�?
Se estava de acordo com o Mike, poderia...
ser um dOS assassinos.
EIe estava em Cerveteri quando mataram o Nick Forte.
- Tu achas que o Mike...? - N�o, eu n�o acho nada.
Tu estavas I�.
Tenho a certeza que a tua capacidade como m�dium te far� descobrir
muitas coisas diante da imagem de Ceres.
Vai-nos ajudar a sair deste labirinto.
Pega nas pedras.
N�o consigo.
N�o tarda e ser� dia.
Estavam... sobre a cabe�a da esfinge.
Joana!
Onde vais?
Joana!
Joana!
Estes gases s�o venenosos.
Joana, o que est�s a fazer? Queres morrer?
H� uma escada talhada na rocha.
O �ltimo grande poder, a esfera c�smica, o anti universo,
- a espiral do tempo... - Joana.
Onde est� o tesouro?
Joana? Que s�tio � este?
Encontraste! O sagrado tesouro da Dodec�polis!
Onde est� o tesouro?
Os cegos n�o sabem que a Iuz existe.
Mostrar-lhes seria in�til.
N�o a ver�o.
Paolo...
o tesouro est� a�.
Est� ali o fim e o princ�pio do tempo.
A mat�ria tem sinal contr�rio, o oposto.
Parece um enorme diamante.
Se fosse...
valeria mais que todos os diamantes da Terra.
Se pudesse...
N�o o toques, Paolo, n�o o toques!
Antimat�ria, anti gravidade! Se o tocas...!
Paolo, se o tocas.
Esse cristal est� completamente envolto no vazio,
protegido por uma for�a que � contr�ria � gravidade
e que recha�a o ar.
Se n�o, n�o poderia existir e se teria dissolvido no in�cio do tempo.
A mat�ria e a antimat�ria n�o poderiam coexistir
se n�o houvesse tamb�m a gravidade e a anti gravidade.
S� assim o universo consegue existir.
Desde quando tu sabes isso tudo?
� como se vozes antigas me falassem de dentro.
Vamo-nos embora daqui.
Isto tudo pertence aos imortais.
Tu �s a �ltima dos imortais.
Sim, tu... Agora diz-me onde est� o tesouro.
Desta vez vais dizer-me a verdade!
Se n�o... J� dei cabo do pesco�o a muita gente
e poderia faz�-Io a ti tamb�m.
�s tu quem matou o Arthur e os outros?
Sim, �s vezes com a ajuda dos que queriam a droga.
E agora queres matar-me a mim tamb�m!
Se realmente �s imortal n�o deves de ter nenhum medo, n�o achas?
Eu sou a guardi� do tesouro sagrado!
Se n�o me dizes onde est� escondido, ficar�s aqui por toda a eternidade.
O �ltimo conhecimento � o tesouro dos deuses!
Mike!
Desculpa-me, Joana, mas n�o sabia em que s�tio tu estavas.
Paolo Damelli, ficas preso por homic�dio.
Muito bem, Mike, mas n�o te vai ser muito f�cil.
O vapor do enxofre danifica as pistolas.
Solta-o, solta-o!
Solta-o!
Est� bem, bruxa!
Agora diz-me onde est� o tesouro, ou eu mato-te!
Onde est� o tesouro?
Sharum!
Tu � que quiseste. Morre.
Joana...
Mike...
Come�aste a estudar a hist�ria etrusca s� para espiar o meu pai.
Porque n�o me disseste que estavas na brigada de narc�ticos?
Al�m disso...
ainda n�o me disseste como come�aste a suspeitar do Paolo.
J� vais ver.
O Andrucci vendeu-me algumas fotografias feitas em Cerveteri
no dia em que mataram o Nick Forte.
Atr�s das mi�das havia algu�m a espiar.
O reflexo do sol sobre os �culos foi o que o atrai�oou.
Ent�o levei a fotografia � pol�cia italiana, fizeram amplia��es...
e conclu�mos que aqueles eram os �culos do Paolo.
- V�s? Reconheces a forma? - E verdade.
Por isso montei aquela pequena cena sobre a minha morte,
para o puder surpreender quando estivesse contigo.
E tu ainda n�o me disseste como fizeste para matar o Paolo.
Eu n�o o matei.
Est�vamos ali sozinhos, ele, tu e eu. Eu n�o fui.
Acho que �s bruxa.
- Nunca sei quando falas a s�rio. - Pois, ent�o n�o se fala mais.
Vamo-nos casar?
N�o gosto da ideia de casar-me com um pol�cia t�o suspeito.
Sou t�o suspeito que vou dar-te um beijo.
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