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* Tradu��o: RobOpen *
Alm�ndegas suecas em um fog�o japon�s?
Voc� sabe, para acreditar em um mundo.
Acredito em um homem.
Bem, mantenha a atitude.
Al�?
Sim?
Receio que isso n�o seja poss�vel no momento.
Veja, tenho companhia.
Oh, entendo.
Espere um minuto, gostaria de anotar isso.
Certo.
Veja, n�o poder�amos nos encontrar logo pela manh�?
Oh, entendo.
Certo.
Eu irei, chegarei l� assim que puder.
Certo.
Adeus.
O que foi isso?
Algu�m quer me ver.
Qual o nome dela?
Oh, uh...
� um homem.
D�-lhe meus cumprimentos.
Voc� � a garota mais desconfiada que j� conheci.
Isso � porque voc� levou uma vida t�o protegida.
Aqui, leia voc� mesma.
Nunca leio correspond�ncia de outra pessoa.
� s� um n�mero de telefone e um endere�o. Leia.
Eu morreria primeiro.
Vamos, controle-se. Pe�o-lhe que leia a nota.
Esque�a.
Certo, vamos esquecer isso.
D�-me isso ou quebro seu bra�o.
Cliente muito exigente.
Quer que voc� atravesse o rio para v�-lo?
Ele trabalha l�. Ele n�o pode tirar folga.
Hum.
Bem, eu n�o sei.
� isso que gosto em voc�.
Voc� � uma alma t�o confiante.
Tem a mente t�o aberta e...
E o qu�?
Mantenha esse fog�o aceso, hein?
Eu voltarei.
Feliz passeio de balsa, tigre.
Sayonara.
Preciso trocar de camisa.
Jantar para um.
Sr. Hines.
Sr. Gunn.
Ah, estou t�o feliz que voc� tenha vindo.
Veja, a contabilidade noturna n�o me d� muito tempo.
Voc� fez com que parecesse importante.
� muito importante para mim, sr. Gunn.
Estou com medo.
Agora sente-se, por favor.
Obrigado.
Na outra noite eu estava indo para casa tarde,
olhei pela janela do �nibus
e vi um assassinato.
Isso parece assunto de pol�cia.
Fui � pol�cia.
At� os levei para o quarto onde vi isso acontecer.
Um hotel barato em Bickford Hill.
E?
Eles n�o encontraram nada.
S� um quarto vazio.
Sr. Gunn, receio ter cometido um erro quando falei com a pol�cia.
Como � isso?
Eu disse a eles a verdade.
Eu estava cansado. Cochilei no �nibus.
E assim que acordei, vi isso acontecer.
Agora, temo que pensem que eu estava sonhando.
N�o � uma possibilidade?
N�o, senhor.
Ontem � tarde eu estava bem acordado
quando fui ao mercadinho comprar cigarros.
Quando sa�, vi algu�m me observando.
Era o mesmo homem que vi naquele quarto de hotel.
Voc� viu um homem cometer assassinato.
Agora voc� acha que ele vai tentar lhe matar.
� isso?
Ele vai chegar em mim, sr. Gunn,
a menos que voc� chegue nele primeiro.
Como � esse homem?
Bem, ele era um homem grande.
1,80m de altura, cabelos escuros, corpulento,
talvez 100kg.
E o endere�o desse hotel?
Colina Bickford 114.
Verei o que posso descobrir.
E como entro em contato com voc�?
Durante a semana estou aqui at� �s 11h30.
Espere.
Este � o meu endere�o residencial.
Resolver� logo, sr. Gunn?
Relaxe, sr. Hines.
Se ele soubesse onde encontrar voc�, j� estaria aqui.
Mas ele me encontrou do lado de fora do mercadinho.
Com licen�a, gostaria de algumas informa��es, por favor.
Claro.
Voc� tem um �nibus que passa na Bickford Hill esquina com a Segunda
por volta de quinze para uma da manh�?
Sim, � a linha 9.
Passa na Bickford Hill exatamente �s 12h36.
Bem, a que horas esse �nibus sai daqui?
12h16.
Obrigado.
Bela pincelada, Picasso.
Voc� usa a empunhadura intertravada ou sobreposta?
N�o me sinto solit�rio. Voc� devia ir embora.
Ainda quero saber sobre aquele hotel em Bickford Hill.
� uma ratoeira. Precisa de uma pintura.
Adeus.
Edward Hines jura que viu um assassinato cometido l�.
Andamos por a� com o Hines.
Verificamos o quarto do hotel.
Est� registrado em nome de George Johnson.
�nico problema, n�o h� sr. Johnson, n�o h� nada.
Voc� n�o pintou aqui.
Oh, obrigado.
Quanto tempo voc� acha que Johnson esteve l�?
Alguns dias. Obviamente, um tempor�rio.
N�o lhe parece engra�ado que ele tenha desaparecido?
N�o achei particularmente engra�ado, n�o.
Falaremos com o sr. Johnson, quando e se ele aparecer.
Voc� n�o parece realmente pensar que houve um assassinato.
Pete, sou completamente imparcial sobre tudo isso.
Encontramos um quarto vazio. Nenhuma evid�ncia de crime.
E Hines admite que estava meio adormecido quando viu.
Se ele viu.
Como sempre, tenente, voc� foi um monte de informa��es.
Sou s� um envernizador avulso.
Fa�o o melhor que posso com o equipamento limitado que tenho.
Pergunte-me, voc� faz um trabalho corajoso.
Pete, se por um minuto pens�ssemos que tinha havido um assassinato,
voc� n�o acha que n�s...
Amigos, sintonizem para um curso de exerc�cios de Robbie Collins.
Exerc�cio?
Exerc�cio.
Um de nossos vendedores est� preparado para visit�-lo agora
e contar tudo sobre isso.
Este curso...
Ah, isso � muito r�pido.
Meu nome � Gunn.
N�o quero nenhum dos seus folhetos.
Voc� n�o vai acreditar, mas eu fa�o esse exerc�cio.
Deixe-me colocar deste jeito. Meu nome � Gunn.
N�o sou um comercial de r�dio.
Voc� acha que poderia abaixar o volume?
O que h� de t�o importante para falarmos em sil�ncio?
Um homem chamado George Johnson.
Se voc� � policial, v� falar com os outros policiais.
Posso lhe interessar com uma nota de $10?
Muito obrigado.
Agora, supondo que comprei sua lealdade...
Sim?
Sobre Johnson, voc� deve t�-lo visto.
Deixe-me contar como administro meu neg�cio.
Eu pego $1,50 por um quarto.
N�o olho para cima. Posso reconhecer algu�m.
Ent�o a transa��o acabou.
Est� tentando me dizer que nunca o viu entrar ou sair do quarto?
Eu lhe disse. Se h� tiros, chamo a pol�cia.
O que voc� quer de mim?
Agora que voc� mencionou, gostaria dos meus $10 de volta.
Amigo.
Al�?
Posso lhe ajudar senhor?
Eu estava s� dando uma mordida com a minha senhora.
Voc�, ah...
Voc� parece ser o �nico mercadinho por aqui.
Penso que talvez voc� tenha algum neg�cio
com o hotel do outro lado da rua.
Com o hotel?
� problema nosso. Fazemos alguns neg�cios, ponto final.
Hum. Bem, ah...
Isso ajudaria?
Claro. O que voc� quer?
Uma pequena informa��o.
Um sujeito que morava no hotel do outro lado da rua.
Ele, ah...
Ele � corpulento, 1,80m, cabelos escuros.
Ele � um sujeito muito popular.
Lembra-se dele?
N�o, mas voc� � a segunda pessoa que me pergunta sobre ele.
Realmente?
Quem mais perguntou sobre ele e quando?
Oh, s� um homem algumas noites atr�s.
Como ele era?
Oh 50, 52 anos, n�o alto.
E ele disse que se eu visse o grandalh�o,
que eu passasse a ele um numero de telefone.
Qual o telefone?
Ele escreveu.
Aqui.
1927.
Foi o auge da minha carreira.
Eu praticamente encurralei o mercado de algod�o.
Em Pittsburgh, Mellon e Carnegie estavam tremendo.
Vez ap�s vez, John D. vinha me implorar
para que eu declarasse minha posi��o.
Jonathan.
Mexa com cuidado, devagar.
O aroma.
O bouquet � a ess�ncia do prato.
Desculpe, Elmo.
Uma gigantesca, desastrosa, quebra de colheita.
E eu, Elmo Barnes,
a v�tima mais tr�gica de tudo,
ca� do pin�culo.
Esfaqueado em meu algod�o por um gorgulho ousado.
Vamos comer.
Antony, estou pasmo.
O campo distribui suas riquezas para n�s
e voc� em troca,
desflora-o como uma senhora ca�da.
Tenha a bondade de recuperar o cont�iner?
N�o, espere. Eu mesmo farei isso.
Meio estranho, hein?
O que h� de t�o estranho?
H� pouco voc� tentou me vender que Hines viu um assassinato
e o assassino o estava perseguindo.
Voc� encontrou Hines morto. Aparentemente, o assassino chegou at� ele.
N�o tenho tanta certeza.
Voc� n�o gosta de suas pr�prias teorias?
Primeiro tenta me convencer de que a hist�ria de Hines � leg�tima.
Agora que tem um personagem, voc� n�o gosta mais.
Digamos que a hist�ria de Hines seja verdadeira,
que ele estava mesmo correndo para salvar a pr�pria vida.
Por que ele tentou entrar em contato com o assassino?
Exatamente o que ele estava tentando fazer no mercadinho.
Sua l�gica � incontest�vel, Philo.
No momento, estou consumido por problemas.
O que aconteceu com sua mesa?
Mandei secar, junto com meu terno.
Sobre Hines...
H� uma equipe no apartamento dele.
Se encontrarem algo, fique tranquilo, voc� ser� o primeiro a saber.
Jacoby.
Sim.
Onde?
Certo, j� vou.
Voc� encontrou algo na casa do Hines?
Encontrei algo num ferro velho de carros, perto do rio.
O corpo de uma garota, parece que foi estrangulada.
Aquele assassinato que Hines viu.
Ele disse que uma garota foi estrangulada.
Eu sei.
N�o toquem em nada, rapazes.
N�o impe�a os gendarmes e o dever que lhes foi atribu�do.
Bem, agora, meu querido tenente,
presumo que voc� queira uma fotografia minha para os jornais.
N�o est�vamos pensando nisso.
Na verdade, meu caro amigo,
tenho uma teoria sobre o desaparecimento da infeliz criatura.
Temos a sua hist�ria. Se faltar mais alguma coisa, falaremos com voc�.
Talvez voc� n�o saiba da minha forma��o em criminologia.
Em alguma outra hora.
Se assim posso dizer, senhor,
sua atitude n�o justifica qualquer assist�ncia adicional de minha parte.
Venham, meus meninos.
Deixe-os atrapalharem-se como quiserem.
Adeus.
Ent�o, atrapalhado.
Provavelmente � a mesma garota.
O Bickford Hill Hotel fica s� a alguns quarteir�es daqui.
Isso nos traz de volta para onde est�vamos.
Onde est�vamos?
Procurando por um homem chamado George Johnson,
que provavelmente n�o � George Johnson.
Bem...
Est� se juntando.
Embora devesse estar correndo para salvar a pr�pria vida,
Hines queria encontrar Johnson.
Ele n�o conseguiu, ent�o contratou voc� para isso.
Enquanto eu procurava, Johnson chegou a Hines.
A quest�o � como.
N�o acho que eles se conhecessem.
Ou Hines n�o teria usado aquele dono do mercadinho como contato.
Johnson nunca foi ao mercadinho,
ent�o ele teve que conseguir o endere�o do Hines.
Voc� estava dizendo, como?
N�o sei.
Talvez ele tenha achado um padr�o de comportamento,
de algum modo, rasteou.
S� teve que segu�-lo de algum lugar.
Hines afirmou ter visto a menina estrangulada �s 12h30 da manh�.
12h40.
Vejo voc� mais tarde.
Gostaria que meus motoristas se interessassem tanto pelos hor�rios.
Quer dizer que outra pessoa est� fazendo a mesma pergunta?
Quase as mesmas palavras.
O cara queria saber que horas o �nibus sa�a daqui
para chegar a Bigford Hill �s quinze para uma.
Oh. Corpulento, 1,80m, cabelo escuro?
Sim.
Veja, tenho um amigo que mora perto da esquina da Tremaine com a Wells.
A que horas o �nibus das 12h16 chega l�?
12h59.
Gostaria de falar com o motorista desse �nibus.
Ele est� na rota agora.
Em que ponto do percurso?
Ele deve chegar na esquina da 3� com a Travers em cerca de 17 minutos.
Voltando para c�.
Obrigado. Muito obrigado.
Ei, Mac, esse � o seu carro?
Este � o seu �nibus?
Se est� solit�rio, por que n�o entra em um grupo social ou algo assim?
Mas primeiro tire esse carro do meu ponto de embarque.
J� estou atrasado.
Eu gostaria de conversar com voc�.
Minha esposa tamb�m gostaria de conversar comigo.
Ela est� em casa esperando. Agora tire isso.
Os passageiros que pegou da balsa, por volta das 12h16,
por acaso voc� se lembra de um homem grande, alto, cabelos escuros?
Ei, doutor, esse � o �ltimo �nibus da balsa.
Est� carregado. N�o vou me lembrar de um sujeito.
Deixe-me colocar deste jeito.
Tenho certeza que ele estava neste �nibus.
Acho que ele desceu na esquina da Tremaine com a Wells.
Ele precisaria de transporte de volta.
- E da�? - Da�, na sua viagem de volta,
talvez voc� o tenha apanhado na esquina da Tremaine com a Wells?
Ah, sim, agora lembrei.
Sim, peguei um cara na viagem de volta, um grandalh�o.
Deve ter sido ele.
Certo, agora pense com muito cuidado.
Voc� se lembra de onde voc� o deixou?
Claro, Grover Circle. Foi a �ltima balsa a partir.
Obrigado.
Muito obrigado.
Diga, isso � agradecimento.
Ei, senhor, deixe seu carro onde est�.
Posso contornar facilmente.
Esta � a sua esta��o de m�sica a noite toda
com not�cias de hora em hora, de hora em hora.
Pr�ximo notici�rio em cinco minutos.
Espaguete no caf� da manh�?
Esta � a minha hora de almo�o,
e era o �nico restaurante aberto.
E aquela nota passada ao jornal?
Acabei de lhe dizer.
Os jornais da manh� ser�o lidos com sangue.
Dois assassinatos n�o resolvidos.
N�o podemos segurar tudo.
Os rep�rteres da delegacia j� t�m.
Talvez possa dar a eles uma pequena varia��o.
Como o qu�?
Como isso.
Um desenvolvimento interessante em um caso de assassinato.
O corpo de uma mulher n�o identificada foi encontrado esta manh�
em um ferro-velho de carros, na beira do rio.
A descoberta foi feita por Elmo Barnes,
um transit�rio que mora em um barraco na regi�o.
A pol�cia deve prender o assassino em breve,
na medida em que o sr. Barnes afirma que viu o assassino
e pode identific�-lo.
Passando para outras not�cias...
E assim, a m�o tr�gica da morte permeou a nossa morada.
Mas a noite de escurid�o est� desaparecendo.
O amanhecer chega.
V�o dormir, doces princesas.
Que os anjos cantem para voc�s em seu sono.
Elmo vai cuidar de voc�s.
Estou procurando Elmo Barnes.
Realmente, senhor, eu...
Elmo Barnes.
Eu ficaria feliz em passar uma mensagem.
Se voc� me der uma mensagem, eu a transmitirei a ele.
Voc� sabe quem eu sou.
Voc� � Barnes, n�o �?
Realmente, senhor, eu...
Bem, Johnson, qual � o seu nome?
Curtis Branch.
Suponho que voc� saiba a pr�xima pergunta.
Eu n�o a conhecia muito bem.
Acabara de conhec�-la em um bar.
Eu estava solit�rio, fui a um bar.
Por que voc� a matou?
Nenhum de n�s sab�amos beber.
Ela ficou hist�rica.
Me chamou de homem grosseiro e rude.
Ela me deu um tapa, gritou.
N�o sei o que aconteceu ent�o.
Algo.
N�o sei.
E Hines?
Ele...
Ele viu isso.
Eu fui at� ele.
Tentei argumentar com ele.
Ele me disse que custaria $10 mil.
Eu n�o tenho esse tipo de dinheiro.
Certo, leve-o para a delegacia.
Bem, seu cliente era um sujeito e tanto.
Sim.
Ele viu um assassinato.
No in�cio, ele era muito c�vico.
Mais tarde, ele teve um pensamento muito caridoso.
Talvez Johnson pagasse qualquer coisa para esconder um assassinato.
Bem, obrigado pela sua ajuda, sr...
Elmo Barnes.
Absolutamente nada, meu rapaz, uma mera bagatela.
Como afirmei anteriormente,
h� muito que me dedico ao interesse de servir a justi�a.
J� lhe contei sobre minhas fa�anhas
nas Ilhas Brit�nicas no in�cio dos anos 30?
Eu estava servindo como contato de intelig�ncia da Scotland Yard
a pedido de Sua Majestade a Rainha Vit�ria,
mulher ador�vel.
Bom dia, sr. Barnes.
Bom dia, cavalheiros.
* Tradu��o: RobOpen *
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