All language subtitles for xtrillion

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Downloaded from YTS.MX

Official YIFY movies site: YTS.MX

- Mamã! - Já vou!

O papá está a fazer um vídeo.

Quantos anos tens, Nini? Um e meio.

- E tu, Rosa? - Três. Três e meio.

O que é o teu pequeno-almoço especial?

Pepitas de chocolate e cereais.

Sim!

- Estás pronta para ir? - Não quero ir.

Toda a minha carreira fiz filmes sobre pessoas e sobre o ambiente.

E sobre a sua ligação inextricável.

Gravei em mais de trinta países.

É uma situação muito exigente e perigosa.

Mas acho que isto é o meu maior desafio até agora.

Olá, amor. Cheguei.

Aqui estamos a meio da noite. Estou a caminho da pousada.

Estou muito nervosa por conhecer todas de manhã

e pelo que me espera.

Vou tentar dormir agora. Amo-te! Adeus.

Uma tripulação só de mulheres vai zarpar no Pacífico Norte.

Uma missão de investigação com duração de um mês.

Avaliará o impacto devastador do plástico nos nossos oceanos.

Destino, mancha de lixo.

Diz-se ser a zona mais densa de acumulação de lixo no planeta.

As mulheres do Sea Dragon vão estudar o impacto

da poluição do plástico na vida marinha

devido às toxinas dos plásticos e dos nossos corpos.

Esta mancha de lixo está mais perto do que a uma grande massa terrestre.

Emily Penn, comandante britânica, é embaixadora da Sky Ocean Rescue.

Emily Penn é a cofundadora da eXXpedition.

- Temos aqui a Emily Penn. Bom dia. - Bom dia.

A Emily investiga há muitos anos os danos dos plásticos nos oceanos.

Estamos a tentar perceber o impacto que o plástico está a ter

no nosso oceano, no nosso ambiente e também em nós.

É uma questão muito focada nas mulheres.

E então quis enfrentar isto com uma tripulação só de mulheres.

O que acha da viagem que a espera?

Estou muito entusiasmada, mas também muito nervosa.

Vamos trabalhar em dez projetos científicos a bordo

em parceria com outras instituições e universidades.

Olá, sou a Rowan, uma das cientistas a bordo.

Isto é um localizador muito porreiro

que vamos fixar num pedaço grande de detritos que vamos encontrar.

O que quero que saia desta viagem é uma ciência nova e incrível,

mas também, para as mulheres a bordo,

perceber o que podem fazer em terra.

A nossa tripulação tem mulheres incríveis.

São cientistas, jornalistas, artistas,

realizadoras e criadoras, mas não são marinheiras.

Como me sinto? São muitas emoções diferentes.

E não são todas boas.

É um grande desafio para mim. Enjoo no mar.

Vou estar longe da minha família durante cerca de um mês.

Tenho medo de tempestades,

mas também vou enfrentar medos de navegação.

Vamos atravessar o Pacífico Norte por uma rota raramente usada

para passar por um grande remoinho de correntes oceânicas

que atraem lixo de plástico e o prendem lá dentro.

Daí o seu nome, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico.

Duas tripulantes são marinheiras,

mas as outras foram escolhidas por serem especialistas na sua área,

não pela sua experiência no mar.

Chamo-me Kristine e isto vai ser a minha humilde casa

durante três semanas.

Isto é novidade para mim.

Só me afastei de uma baía cerca de uma hora.

Estar no Pacifico Norte durante três semanas

vai ser uma aventura nova e empolgante.

- Onde está a tua cama? - Aqui, é a número sete.

Vais partilhar o quarto com quem?

É a equipa de sonho, eu, a Ana, a Kristine e a Karine.

- E mais alguém. - A Kristine fica aqui.

- Aqui fica a Siri. - Sim.

- Vamos ver. - Uma boa equipa.

Sabem quando se mudam para um novo apartamento?

Têm de estudar a cozinha,

onde queremos as várias coisas, onde queremos os copos,

onde queremos os cereais, as especiarias...

Estou a tentar decidir onde quero as coisas.

Não tenho muitas prateleiras.

A previsão meteorológica é brutal.

Vamos apanhar ventos de 30 nós pela proa do barco.

E os próximos dias vão ser muito difíceis.

Vão sair completamente da vossa zona de conforto.

Em alturas desta viagem vão sentir-se muito mal,

mas olhem as pessoas em volta, cuidem umas das outras.

Isso ajuda muito.

Olá, minhas meninas. Vou para o barco amanhã de manhã.

Aqui é de noite. Veem?

Vou para o barco. Tenham um ótimo dia na creche.

Gosto muito, muito de vocês.

E vemo-nos muito em breve. Beijinhos.

Que bom presságio para nós!

- Vamos partir. - Está a acontecer.

Está finalmente a acontecer. Após tantos planos e tanto tempo.

DIA 1, 800 MILHAS NÁUTICAS ATÉ AO LIMITE DO GIRO

- Ainda veem terra ao longe? - Sim.

Olá, Andy. É a última vez que vamos ter rede,

até chegarmos a Vancouver, daqui a três semanas.

Nem acredito que não falarei contigo e com as meninas esse tempo todo.

Conheci as outras mulheres. Parecem muito simpáticas.

Sinto-me muito enjoada. O sabor da água é horrível.

Espremo limões para a água para saber melhor,

mas os limões vão acabar.

O mar já está mais picado do que esperávamos.

Espero que esteja tão picado que não nos permita trabalhar.

Bem, amo-te muito. Falamos quando chegar lá.

Não vás, Siri. Nunca mais voltas se entrares aí.

- Ficas presa na ciência para sempre. - Sim, no armário da ciência.

O que vais fazer para o jantar?

Não sei.

O que quer que tenhamos de fazer com tortilhas e molho picante.

Não me imagino a cozinhar aqui.

Não sei como vai dar.

Nem em terra cozinho. Vai ser mágico.

São 4h20.

Temos estado a revezar os três grupos de vigilância.

O nosso segundo turno começou agora.

Foi ótimo deixar a ilha e ver a terra pela última vez.

Todas nos tentámos habituar ao mar.

Tem sido muito agitado nas últimas 24 horas.

Estamos aprender como o estômago funciona no mar.

Umas com mais sucesso do que outras.

Foi maravilhoso chegar à doca pela primeira vez

e ver um grupo que só conhecia pelo Skype.

A antecipação foi uma das partes mais difíceis da viagem até agora.

É o desconhecido.

Não sabemos para onde vamos, o que fazemos.

Será que fiz bem a mala? Será que nos vamos dar bem?

Estou muito empolgada por ver uma parte do mundo que poucos veem.

Ouvimos falar muito dela nas notícias e nos "media",

mas será incrível ver por mim mesma o que há no Giro do Pacífico Norte.

Sou designer de embalagens.

Tenho de aprender onde os nossos bens vão parar,

onde os nossos plásticos vão parar e o que se passa lá fora.

Passei por esta parte do oceano

na primeira vez que dei a volta ao mundo de barco.

E não estava à procura de plástico, mas foi então que o encontrei.

O que estás a fazer, Kristine?

A lavar a roupa.

A vida a 45 graus.

Alguém quer descrever o cheiro aqui em baixo?

Cheira a...

...a legumes quase estragados.

Misturados com...

Mas não é mau. Não cheira mal, pois não?

O plástico foi criado porque era um material incrível

que duraria para sempre.

E nós fizemos isso, criámos um material que dura mesmo para sempre.

Nem acredito que vamos a uma área que, desde a década de 1950,

está a receber plástico.

É entusiasmante fazer parte deste empreendimento científico.

Bem-vindos ao laboratório.

É aqui que guardamos grande parte do equipamento técnico.

E dormimos.

- E tudo o resto. - E vivemos.

Sou investigadora na área dos microplásticos.

Trabalho em específico com tartarugas.

Acabei agora o doutoramento.

Quando comecei, ninguém investigava isto.

Nem sabíamos que era um problema na comunidade das tartarugas.

E agora cresceu exponencialmente.

A parte mais aplicável nesta viagem

é que estudo tartarugas depois de chocarem.

Saem dos ninhos nas praias e vão para zonas pelágicas.

Como o giro. E vêm para aqui para se criarem.

Antes, foi muito benéfico para a evolução,

porque era aí que estava a comida toda.

O seu ciclo de vida evoluiu

de modo a atraí-las para estas zonas de acumulação de correntes oceânicas.

Mas o plástico foi introduzido tão depressa

que lhe chamamos uma armadilha ecológica.

Portanto, as tartarugas estão presas na sua história de evolução.

Vão criar-se para estas zonas mais poluídas do mundo.

Poder visitar e ver o que há lá

permite-me estudar habitats de desenvolvimento

que poucas pessoas podem testar e ver.

Vai ser bastante...

...interessante, mas também muito preocupante.

Trabalho para a TOMRA, uma empresa norueguesa.

Faço estatísticas sobre reciclagem e dados ambientais.

E faço viagens como esta

e trabalho com outras pessoas de todo o mundo.

No fundo, falamos de como podemos ter uma mudança sistémica

para que o plástico não vá parar ao oceano.

O destaque das últimas 48 horas

é que nunca tive tanto medo de beber água

e de ir à casa de banho.

Mas tirando isso, foi incrível.

Disse a alguns amigos que era uma tripulação só de mulheres.

E eles: "O quê? Isso é possível?"

E eu respondi: "Bem, esperem e vejam".

DIA 3, 500 MILHAS NÁUTICAS ATÉ AO LIMITE DO GIRO

O que estás a cozinhar?

O que pensam todas da tempestade que aí vem?

Entusiasmada!

- Apreensiva. - Preparada.

Tchim-tchim.

Que loucura! Vi a tua cara toda iluminada.

DIA 5, 300 MILHAS NÁUTICAS ATÉ AO LIMITE DO GIRO

Siri, está na hora do teu turno.

A noite passada foi a primeira vez que me senti nervosa e assustada.

Acho que me apercebi de que estamos num barco no meio do oceano.

E só cá estamos nós.

Se alguma coisa correr mal, temos de nos salvar sozinhas.

O que se passa aqui?

Não sei bem.

Pediram-me ajuda para arranjar uma coisa, mas não sei o que é.

O compressor do frigorífico,

que está aqui,

estala de vez em quando.

Pensamos que pode estar sem refrigerante.

E é a terceira vez esta manhã que tento arranjar isto,

mas como estamos tão inclinadas, estou sempre a voar para ali.

E então eu estava a servir de cunha.

Ela estava a prender-me.

Sim.

Como está a previsão do tempo?

Há uma pressão baixa enorme perto de São Francisco.

E está a empurrar muito vento para esta parte do Pacífico.

Portanto, no fundo, estamos a tentar fugir dele agora.

Vamos adiantar-nos a ele antes que fique por trás de nós.

Queremos chegar à parte calma.

Para fazermos ciência!

DIA 6, 150 MILHAS NÁUTICAS ATÉ AO LIMITE DO GIRO

A última vez que vimos terra foi... foi no primeiro dia.

E desde então só vimos algumas aves e muitos peixes voadores.

Já viram algum plástico?

Sim, sobretudo ontem.

Reparei que estava sempre a passar por nós.

Vemos pedaços deste tamanho e pedaços maiores como baldes.

E fragmentos mais pequenos.

Há cinco minutos vimos onze pedaços de plástico.

E isso foi enquanto estava a comer, nem estava concentrada na água.

Mas mesmo assim vi-o a passar por perto.

45,6.

Vimos garrafas, fragmentos grandes de grades...

Sim, e pedaços mais pequenos. Não conseguimos perceber o que são.

Muitos embrulhos.

Não é um bom prenúncio para o que vamos ver.

Estava a preparar-me para ver muito plástico.

Não estava preparada para ver plástico

com esta frequência e tão cedo.

E no estado deste mar.

Ainda estamos com 45 graus. Não podemos fazer o que queremos.

Mas já estamos a ver plástico. Seria ótimo poder recolher amostras,

mas não conseguimos pôr o equipamento na água

por causa do estado do mar.

E a questão é que não temos visto terra ou outros barcos.

- Portanto, de onde vem? - Pois.

Temos aqui um albatroz que nos veio dizer olá.

Preferia não ver albatrozes aqui,

porque sabemos que mergulham até à superfície do oceano

à procura de lulas,

que são quase iguais a estes fragmentos brancos de plástico

que estamos a ver na superfície do oceano.

E sabemos que pegam nesse plástico e o levam para as suas crias.

DIA 7, LIMITE DO GIRO

Chegámos mesmo ao Giro do Pacífico Norte.

Não devia estar tão picado.

Como estamos numa área de alta probabilidade de plástico,

como podem ver ao nosso lado até com o mar neste estado,

queremos tentar arrastar.

Isto é a nossa rede de 333 mícrones.

Vamos fixá-la na ponta do arrastão.

E depois mantemo-la no sítio com estas abraçadeiras

para que não saia enquanto está na água.

E é aqui que as amostras serão recolhidas.

Talvez uma chave de fendas mais pequena.

Vamos usar uma rede de arrastão para recolher amostras à superfície.

E vamos compilar dados

sobre os poluentes dos plásticos que a superfície absorve

e também se alguma coisa cresce neles.

Pronto.

Era bom se parasse.

Temos de fazer com que caia direita.

Temos quase de empurrá-la como está.

Vamos largar ao mesmo tempo.

- Parece mesmo uma manta! - E agora é esperar trinta minutos.

Sabe muito bem fazer isto.

- Ciência! - Ciência!

Temos de ser precisas em relação aos tempos

para termos a mesma amostra cada dia que arrastamos.

Nem acredito nos pedacinhos todos que estamos a ver

agora que o barco abrandou e o sulco se desfez.

- Passam por nós a cada segundo. - Cada vez vejo mais.

Está por todo o lado. Nós estamos no meio.

Todo o oceano está interligado.

E o plástico que estamos a ver aqui pode ter vindo da América Central,

pode ter vindo do Japão.

E onde quer que larguem o plástico, pode ir parar a qualquer sítio.

Estamos aqui a tentar descobrir

quanto plástico há na superfície do oceano,

como afeta a vida marinha

e quais são as implicações tóxicas da presença desse plástico aqui.

E também como nos afeta a nós e aos nossos corpos.

É incrível que esteja a flutuar em três mil metros de água.

Bem, o que vamos fazer

é tentar contar e classificar os tipos de plástico que encontrámos.

Colocámos a rede nos filtros, nos três níveis de filtros.

Estão aqui os fragmentos maiores.

Estes são os médios e estes são os mais pequenos.

Vais ter de vê-los ao microscópio.

Vou ver os macro e microplásticos.

Os microplásticos são mais pequenos do que 5 mm

e os macroplásticos são maiores do que 5 mm.

- Olha, um peixe. - Sim, um peixe minúsculo!

Vamos dividi-los em categorias.

A primeira são as bolinhas.

São pedaços de plástico em bruto antes de criarem outros produtos.

A categoria seguinte é a linha.

Pode ser uma coisa que tenha caído de uma corda.

Fragmentos minúsculos de corda.

E depois fragmentos de plástico mais duro,

que é a maioria das nossas amostras.

Película é material de saco, é mais flexível.

E o esferovite é poliestireno, mas ainda não encontrámos nenhum.

Não vemos isso em arrastões na superfície

porque quando o poliestireno vai parar à água do mar,

como tem bolsas de ar, vai parar ao fundo.

Para a bomba!

Podem ficar aqui.

- Meu Deus! - Adeus!

E é aqui que guardo as amostras.

Há pedaços de plástico cada vez maiores.

Não param de vir. É de doidos.

Vi passar um pedaço grande de rede.

E algo que parecia ser metade de um balde.

Estamos literalmente numa das partes mais remotas do nosso planeta.

E em toda a água à nossa volta estamos a ver plástico.

A cada poucos segundos vemos algo que sabemos identificar a passar.

Isto é a última camada mais fina da rede do arrastão.

Não se vê o plástico todo a olho nu,

mas já estou a ver fibras azuis muito finas.

A flutuar.

De rede de pesca?

Pode ser uma rede de pesca, pode ser corda, pode ser...

...uma camisola que lavaram.

Vamos ter uma conversa rápida sobre o que aconteceu hoje.

Pela ciência.

Bem, quem é que ainda não viu?

Bem, o mar hoje está muito agitado,

o que significa que muito plástico é empurrado para baixo da superfície.

Nem todo está a flutuar à tona.

Já há muito plástico a ir ao fundo.

Há mais plástico nestas amostras do que encontrámos noutros giros.

Imaginem colocar óculos raios-X e ver todos os pedacinhos agora.

Quando brilhassem, como seria?

Se temos centenas só numa amostra.

Sinto genuinamente que estamos no meio do nada.

E como vemos tanto lixo? Fico estupefacta.

Como conseguimos tirar tanto com o mar tão picado?

Acho que é avassalador.

Imaginem uma peça de poliéster e quanto disso vai por água abaixo.

Se lavarmos uma camisola,

quantos pedacinhos de microplástico vão por água abaixo?

É toda uma escala nova. Nem conseguimos ver a olho nu.

São coisas que sempre vimos como sendo inocentes.

E aí é que está também. É muito barato.

Por um lado, é material barato.

Por outro, é caro como tudo, como podemos ver aqui.

- Olá. - Aquilo está louco e incrível.

- Está? - Vai ser um nascer do sol bonito.

As ondas estão enormes.

Nota-se.

À medida que avançávamos no mar, conhecia melhor as mulheres.

E todas tinham as suas histórias que as trouxeram até aqui.

Há cerca de seis anos, eu...

...despedi-me, mudei de curso,

deixei o apartamento, deixei o meu namorado

e mudei-me para o Havai para estudar ecologia industrial,

a ciência por trás da economia circular,

porque queria saber mais sobre as mudanças climáticas

e sobre como a forma como vivemos afeta o planeta.

Portanto, adoro o oceano.

Isto é da Noruega, da capital, Oslo, onde eu vivo.

O meu trabalho agora é mais estratégico.

E adoro fazer a pesquisa.

Aqui estou eu.

Agora quero explorar.

O mundo, oportunidades.

Tenho muitas ideias sobre como posso usar o meu...

...o meu talento.

De uma forma melhor do que faço agora.

Portanto, cresci na ilha de Mann.

É um sítio especial para crescer. Sou feliz por ter crescido lá.

Isto é a minha família.

Esta é a minha mãe.

É a mulher mais incrível que podem conhecer.

Desculpem, estou a chorar.

Deu-nos uma vida linda. Nunca tivemos dinheiro, mas ela...

Íamos tomar o pequeno-almoço, uma taça de cereais, na praia,

a caminho da escola,

ou dávamos um mergulho sempre que era possível.

Já tinha muita coisa a acontecer no exterior do meu mundo.

Acho que na escola tinha a cabeça na lua.

Andava só a passar o tempo.

Lembro-me de dizer que ia para ciências.

E eles: "Sempre estiveste em arte".

Acho que as minhas específicas são arte, física e têxteis.

Não estava nada pronta para estudar ciências.

E eles ficaram na dúvida. Mas tinha um professor que disse:

"Vai em frente, experimenta. Qual é o mal de experimentar?"

E foi o que eu fiz. Entrei em ciência dos oceanos.

E na palestra da primeira semana fiquei ali a pensar:

"Sim, é isto mesmo que quero fazer durante o resto da vida".

Foi um momento em que se fez luz. Sinto-me muito sortuda.

Não é coisa de somenos descobrir algo que adoramos e queremos fazer.

Um, dois, três.

Recebi um e-mail do meu marido hoje. Estou muito entusiasmada.

Disse que saiu com os nossos filhos no nosso veleiro no Lago Ontário.

E os meninos decidiram tirar uma amostra do lago com um balde.

Levaram o microscópio.

E até agora imitaram o que nós temos feito.

Normalmente vemos os meninos a imitar a mãe nos saltos altos,

mas os teus imitam a mãe com um coador e um balde de água.

- É incrível. - Fazer experiências é espetacular.

Gosto de me descrever começando por dizer que sou mãe,

porque uma vez mãe, nunca mais se deixa de ser mãe.

É uma coisa que nos acompanha depois.

Portanto, tive quatro filhos em quatro anos,

Não foi muito inteligente,

mas às vezes a vida reserva-nos uma surpresa.

E os gémeos foram essa surpresa.

Portanto...

Agronomia, para mim, é ensinar as melhores práticas

para os animais, para as plantas e para o solo.

E era essa a minha paixão, a ciência da agricultura.

Pude ser professora durante cinco ou seis anos.

Ensinei a próxima geração de agricultores.

Ainda tenho esse passado científico, esse interesse, essa paixão.

Ajudar a combater a poluição do plástico

é a melhor forma de interagir e partilhar com as pessoas.

Quando sabemos, preocupamo-nos. E se nos preocupamos, mudamos.

Fomos a primeira empresa a fazer garrafas com plástico do oceano.

Como designer quis contar a história,

quis explicar às pessoas que fazemos uma coisa incrível.

Vamos sensibilizar as pessoas. Isso é o mais importante.

Isso e levar os consumidores a pensar melhor nas compras.

"De onde vem este plástico? Porque está aqui? Porque é assim?"

DIA 9, CENTRO DO GIRO PACÍFICO NORTE

Parece uma coisa grande. Acho que é plástico.

- Não sei o que vamos ver. - A estibordo.

Acho que podemos deixar de acelerar.

O cientista Maximenko, para o qual estamos a trabalhar,

tem muito interesse em espécies invasivas.

E o problema destes detritos

é que quando se movem pelo nosso oceano,

agem um pouco como um recife de coral artificial,

porque as redes ou os pedaços de detritos

são a oportunidade perfeita para muitos organismos mais pequenos

crescerem neles e acabarem por criar toda uma cadeia alimentar no oceano.

Todos a viver de uma bola de rede.

E ele quer saber se isso significa que uma espécie costeira do Japão

consegue atravessar todo o oceano até um sítio onde não devia estar.

Deu-nos um localizador por satélite.

Quando tiramos o íman, começa a transmitir.

E ele está a trabalhar com a NASA

para conseguir seguir estas boias enquanto se movem.

E depois poderão acompanhar o seu movimento nas correntes.

E depois vão também mandar um barco grande para apanhá-lo

e, mais uma vez, estudar as espécies que estão lá.

Karine, fica atenta a tubarões.

Batam os pés, meninas!

Temos uma bola de rede!

- Está bom? - Sim.

- Que tal está a temperatura? - Ótima.

Instalámos o localizador.

E agora conseguimos vê-lo a desaparecer ao longe

com o localizador para o seguirmos por satélite.

Agora estamos só à espera do arrastão manta.

Depois vou pôr as luvas que não podem tocar em nada

e preparar-me para o desafio mental e físico

de atravessar um convés sem tocar em nada.

É muito difícil, mas felizmente a Siri vai levantar-me.

Em 2014,

atravessámos o Atlântico todo e mandámos analisar as amostras.

E todas estavam inutilizáveis. Estavam demasiado contaminadas.

Do barco, da roupa, de todo o tipo de coisas.

E ao longo dos anos adaptámos os nossos protocolos.

Temos formas diferentes de recolher as amostras

para evitar essa contaminação.

Este parece ter sido comido.

Aqui.

Este frasquinho aqui...

Sempre que fazemos um arrastão,

procuramos pedaços que têm coisas a viver neles.

E se parecer interessante ou se for algo que nunca vimos,

enfiamo-lo ali.

E depois ela faz o sequenciamento

e descobre que organismos estão a viver no plástico.

Como se chamam?

Plâncton. Um tipo de plâncton.

São muito porreiros e muito importantes.

Estão no topo da cadeia.

Se morrerem, todas as criaturas do mar morrem com eles.

Foi isso que os cientistas me ensinaram.

São muito porreiros.

Como estes plásticos são tão pequenos

e misturados com matéria orgânica na superfície do oceano,

muitos animais pensam que são comida.

E metem-nos no seu sistema,

o que significa que podem morrer à fome,

pois têm tanto plástico no estômago que não conseguem ingerir nutrientes.

E devido ao facto de estes plásticos serem feitos com químicos,

outros químicos aderem aos plásticos.

E isso também está a entrar na cadeia alimentar.

Alguns plásticos, quando foram produzidos,

tinham certos químicos para ficarem ou mais flexíveis

ou para terem propriedades de retardamento de chamas...

E sabemos agora que muitos desses químicos

eram muito tóxicos e prejudiciais para os humanos e a vida marinha.

Há provas de que até o plâncton está a ingeri-los.

E quando há plástico a ser ingerido por espécies na base da cadeia,

claro que isso afeta o resto da vida marinha,

mas também nos afeta a nós porque estamos no topo dessa cadeia.

Comemos peixe que pode estar contaminado

com químicos tóxicos nocivos vindos do plástico.

DIA 7, MEIO DO GIRO

Coitadinho.

Vamos inspecionar os intestinos.

Quanto ao resto dará um bom "sashimi".

- És vegetariana? - Não, não sou.

- Gostas de atum? - Se gosto de atum? Adoro.

- Atum cru? Atum cozinhado? - Atum?

- Sim. - Adoro.

Mas continuarias a adorar se estivesse cheio de plástico?

Provavelmente, não.

Espero não encontrar plástico.

Quando vamos comer isto, Anna?

Daqui a uma hora talvez.

Sushi!

Bem, temos dois tipos de sushi.

Soja, gengibre e sésamo.

E limão, alho e pimenta.

Delicioso!

Mais fresco do que isto não há.

Vou... Isto é parte do fígado. Vou tirar isto para ver melhor.

Olhem para isto.

- O que é? - Tem o fígado muito pegajoso.

- É o que ainda não comemos? - Não, é o que comemos.

- Foi o nosso almoço, malta. - Boa.

É possível que acumulem muitas das toxinas de que falamos.

Há muitos químicos no nosso oceano.

Poluentes orgânicos persistentes,

coisas como retardamento de chamas, compostos com fluor, pesticidas...

Quando entram em contacto com um pedaço de plástico,

pode aderir à superfície.

E são químicos que não queremos dentro de nós.

E dada a sua natureza persistente, nunca se vão embora.

Testei o meu próprio sangue em busca de 35 químicos

que foram banidos pela ONU

por serem tóxicos para os humanos e o ambiente.

E desses 35 químicos,

descobrimos 29 deles no meu próprio corpo.

São químicos que provocam cancro ou são disruptores endócrinos.

Imitam mesmo as nossas hormonas.

Impedem importantes mensagens químicas nos nossos corpos.

E em particular para as mulheres,

durante a gravidez essas hormonas são cruciais.

E podemos passá-la para os filhos pelo parto e pela amamentação.

Olá, sou eu.

Não sei porque estou a gravar isto. Só vais receber quando aportarmos.

Estou com muitas saudades vossas. Não paro de pensar nas meninas.

Quando as tive,

quando as amamentei

e aquilo a que estarão expostas durante a vida.

O que isso lhes fará.

Há tanto plástico hoje!

Sim, está a ficar mais denso.

Parece um nevoeiro denso, mas é plástico.

É difícil descrever em palavras, mas também em imagens e vídeo.

São minúsculos, apesar de serem manchas enormes.

Sim, a Sally viu passar uma cadeira ainda com as quatro pernas.

Há vestígios de humanos em todo o lado.

Acho que é o deitar fora.

Quando deitam uma coisa fora, é aqui que vem parar.

Não desaparece, mas vive no planeta, nos oceanos.

Neste sítio muito isolado.

Acho que é a magnitude disto tudo

que o torna ainda mais...

Não sei se o torna mais irreal ou mais real.

- Não sei. - Sim, surreal.

- Surreal? - Isto é muito surreal.

Navegámos centenas de milhas ao longo deste pedaço de água.

E quando olho para aqui agora,

sei pelo que tivemos no arrastão e pelo que vejo aqui

que cada centímetro deste pedaço de oceano

tem um fragmento de plástico, só que nós não o vemos.

Estamos a 800 milhas de terra agora,

mas temos este pequeno a divertir-se

com todos estes fragmentos de plástico.

Está decididamente a roer neste preciso momento.

Meu Deus, tanto plástico!

Parece uma pequena roda dentada.

Ou uma tampa. Talvez seja uma tampa.

Meu Deus! Olhem para isto. Não é horrível?

Sim. E vê-se pequenos peixes.

Diria que estão aqui mais de mil pedaços, sim.

- Estamos cercadas. - Eu sei.

Para onde quer que olhemos vemos outro pedaço de plástico.

Sim.

Faz-me pensar que estes fragmentos

são de várias coisas diferentes que foram parar ao oceano.

Quantas coisas tiveram de se desfazer para produzir tantos fragmentos?

Não acredito.

Acho que encontrei uma microesfera.

É uma daquelas esferas que estão em produtos cosméticos.

- É minúscula. - Mal se vê.

Acabei por me apaixonar pelo trabalho com as tartarugas.

Quando trabalhamos com elas nas praias de nidificação,

percebemos que no fundo estamos ao lado de um dinossauro.

E estão cá há tanto tempo que não vão evoluir depressa o suficiente

para lidar com isto tudo que estamos a pôr no ambiente.

Não vão evoluir depressa o suficiente para perceber que não é comida.

Se todos deixassem de usar plástico amanhã,

faria alguma diferença?

Já há imenso no ambiente.

Mas temos de fazer alguma coisa já porque só vai piorar.

E depois podemos tentar perceber que mal vai provocar

e tentar reduzir isso, no fundo.

Mas tem de acontecer algo já.

Foi a pior amostra até agora.

Estou a perceber que o problema

é totalmente diferente do que eu esperava.

Limpar isto é quase impossível.

Acho que muitas pessoas têm uma imagem da...

...Grande Mancha de Lixo como uma ilha literal de lixo,

uma ilha de plástico pela qual podemos caminhar.

Mas acho que é mais chocante ver este plástico pequeno.

Se pensar só em mim e todo o plástico que usei na vida...

E eu sou só uma pessoa.

E todo esse plástico ainda está no planeta.

Somos basicamente...

...esta pequena pinta aqui.

Atravessámos um fuso horário há dois dias.

- Estamos na terra de ninguém. - Sim, aqui mesmo.

- Está bom tempo para isto. - Sim, um tempo lindo.

Muito bom para fazer trabalho de terreno.

Fácil, quente.

Seco.

Está um bocado pesado, não é?

Sim, está muito pesado.

Sim, acho que todas bateram num muro.

Este plástico todo aqui... Não conseguimos limpá-lo.

Os pedaços são tão pequenos, são tantos

e estão tão interligados com a vida marinha.

Portanto, o trabalho começa em terra.

Plástico.

Foi incrível!

Sombras turquesa.

Sim, sinto-me muito melhor também.

- Tanta vida! - Sim.

Não há uma só resposta,

mas o lado bom é que podemos fazer muitas coisas.

Vamos tentar lembrar-nos de todas as soluções possíveis

que pensemos que façam o plástico deixar de ir parar ao oceano.

Mais uma vez.

Ou taxar o plástico ou reduzir impostos noutros materiais.

E já há vários países onde podemos importar...

...sacos de plástico biodegradável, dos quais já vamos falar.

Sem impostos. E o plástico normal tem um imposto alto na importação.

E as empresas grandes, como Tesco, Co-op e Marks & Spencer,

já têm produtos disponíveis que não usam embalagens.

As pessoas podem fazer essa escolha.

Isso é muito importante. Por muito cuidado que nós tenhamos,

se formos almoçar a um sítio assim, tudo vem coberto de plástico.

- Sim. - E o que fazemos?

O que é preciso para um supermercado deixar de usar embalagens?

O que precisamos para isso acontecer?

Acho que é através de legislação e da cultura popular.

A cultura popular tem de inspirar a legislação,

que depois imporá alguma coisa

para que os grandes supermercados façam mudanças.

E eu gostava de enfatizar que na Eslovénia e países balcânicos

há mercados de produtores.

Em vez de irmos a uma loja comprar plástico,

temos tudo em mercados de produtores e é muito barato.

Outra coisa que precisamos é uma melhor tecnologia.

Outra coisa evidente é o preço do plástico.

O plástico virgem é mais barato do que este tipo de plástico, claro.

Hoje em dia não pagamos o custo

de tirar materiais da terra e de transformá-los em plástico,

de transformá-los em alguma coisa e depois devolvê-los à origem.

Só vamos até aqui, e por isso é que parece tão barato.

Mas se pensarmos no custo do plástico em termos de todo o ciclo de vida,

claro que seria muito mais caro do que outros materiais.

Quando conheci a TOMRA, a empresa para a qual trabalho agora,

onde sou especialista em economia circular...

Mas o que nós fazemos, no fundo, é reciclar.

Temos máquinas que aceitam recipientes de bebidas,

garrafas, caixas ou pacotes de leite.

E há um depósito por isso, que normalmente é legislado.

E recebem o depósito de volta.

Portanto, esse recurso tem um valor, o que previne lixo no chão.

Na Alemanha têm esse sistema há algum tempo.

Têm uma taxa de devolução de 97% nas garrafas e nas latas.

E se eu não o reciclar ou atirar para o lixo,

vem alguém buscá-lo porque esse material tem valor.

E é fácil obtê-lo quando vamos a uma máquina.

E é por isso que há taxas tão altas de reciclagem.

Não é porque toda a gente na Alemanha e na Noruega o faz,

mas porque esse valor volta para o seu lugar.

É muito interessante porque reciclar não é só reciclar.

Podemos dizer que arder lixo é reciclar

porque também recicla energia.

Mas ter um sistema assim afasta o plástico de tudo o resto.

E assim não fica contaminado.

E podemos manter uma qualidade alta porque reciclamos todas as garrafas.

Não temos de usar plástico virgem para produzi-las.

A forma como falamos de reciclagem, em particular no Reino Unido,

nós não reciclamos mesmo, nós reduzimos.

Transformamos garrafas de plástico em canos ou tapetes.

E é um processo linear na mesma.

Vai parar ao aterro na mesma. Uma garrafa não cria outra.

É como se a palavra reciclagem precisasse de uma remodelação,

porque neste momento pensamos que reciclar é isso.

E eu concordo que essa reciclagem não é a solução.

- Falaste em bioplásticos. - Sim.

Há imensas coisas erradas nisso.

Decompõe-se mais depressa em microplásticos.

E isso não é ser biodegradável.

São apenas partículas pequenas que se formam mais depressa,

que podem ser ingeridas e ir parar ao ambiente.

Se entrarem em correntes de reciclagem,

danificam produtos de plástico que podem ser reciclados.

E é muito difícil distinguir o plástico biodegradável do normal.

Como é que as pessoas vão saber?

Além de tudo o que a Rowan disse,

o que mais me custa entender é o ciclo enorme de energia.

Mesmo que funcionassem,

mesmo que investissem milhares de milhões

em sistemas de compostagem em vez de sistemas de reciclagem,

e se tudo isso funcionasse,

mesmo assim estamos a ocupar terras para criar uma coisa.

Gasta-se imensa energia nesse tipo de agricultura.

E depois transformam-no em esferas de plástico,

transportam-nas, transformam-nas, levam-nas para lojas,

usam-nas durante dez minutos e depois voltam para o solo.

Do ponto de vista científico,

acho que não entendemos o suficiente neste momento

É cada vez mais difícil

encontrar pessoas dispostas a financiar estas investigações.

As pessoas exigem respostas, mas não há dinheiro para trabalhar.

Acho que a indústria tem a palavra,

porque são eles que produzem estes materiais todos agora.

E também é muito importante

manter o interesse junto da população.

Mas acho que mantemos interesse se fizermos progressos rápidos.

E se usarmos o design para o tornarmos desejável, certo?

- Exatamente. - Temos de torná-lo sensual.

Temos de manter o balanço e torná-lo sensual.

Fazer com que os consumidores o queiram e o exijam.

Se fizermos uma coisa melhor, as pessoas sentem-se atraídas.

E isso vai envergonhar as empresas que não o fazem.

O meu dia a dia atual é criar...

...embalagens lindas para fazer as pessoas comprarem.

Esta experiência foi genuinamente emotiva para mim.

Acho que puxar o arrastão e ver tanto plástico lá dentro,

mais de mil pedaços numa pequena amostra,

deixou-me a chorar, afetou-me mesmo emocionalmente.

E isso é algo que não posso anular. Mudou alguma coisa em mim.

Não posso viver da decoração do plástico.

Tenho de criar soluções para o problema do plástico.

E isso... Sim, isso mudou-me.

Qualquer pessoa tem algo de incrível e único.

Sim, todos podemos reduzir os nossos consumos,

podemos ter um impacto enorme na nossa vida e na vida dos nossos,

mas estou pronta para ir mais além.

Temos de subir a parada se queremos ver o mundo mudar.

Temos de passar ao nível seguinte,

temos de usar as coisas que nos tornam brilhantes

e perceber onde se cruzam com o problema.

Temos um nível enorme de sensibilização.

E o grande desafio é transformar isso em ação.

E acho que é aí que precisamos de um exército.

Precisamos de um exército de pessoas de todas as disciplinas.

POR FAVOR, ACORDEM-ME QUANDO VIREM TERRA

Acho que vamos ver terra hoje pela primeira vez após 19 dias.

Isto é a fronteira de águas internacionais.

Isto é o Canadá!

- Descreve o cheiro. - Sim, cheira a quê?

Cheira a...

Bem, ou cheira a terra ou aos depósitos das sanitas.

Michelle, o que achas do cheiro?

Cheira a mau hálito.

Olha para baixo.

Vê-se o contorno.

- Terra! - Terra!

Foi uma viagem incrível.

Só quando estamos aqui

e percebemos quantos dias temos de viajar de barco pelo oceano,

só quando sentimos o isolamento desta região

é que percebemos bem que nós é que fizemos isto.

E é essa mensagem que levo, que temos de fazer mais

para proteger o ambiente marinho e impedir que isto aconteça.

Aprendi imenso com todos a bordo.

Todos são especialistas nas suas áreas.

E então conseguimos colaborar de uma forma linda.

A força de todos é motivadora.

É uma situação em que rodear-nos de pessoas que fazem coisas ótimas

pode mesmo levar-nos a fazer coisas melhores também.

Sea Dragon, daqui controlo de tráfego 374.

- Ouve-me? Escuto. - Sim, ouço. Escuto.

Entendido. Quero confirmar se seguem para Vancouver, escuto.

Correto. Escuto.

Entendido. Qual foi o vosso último porto?

Honolulu, no Havai. Escuto

Terra! Terra! Terra, terra, terra!

- O que estamos a ver? - Terra, terra!

É terra! Por todo o lado!

Olá, sou eu!

Não acredito que não falo contigo há três semanas.

Tenho tanto para te dizer!

Estou a tentar... Ena!

O que é aquilo? O que é?

- Caramba! - Chegámos!

Estamos a largar âncora!

Conseguimos!

Vinte dias no mar.

180 horas noturnas

e 2688,4 milhas náuticas.

Equipa científica desliga!

- Hasta la vista. - Baby.

Milhões de toneladas de plástico acabam no ambiente todos os anos.

Poluem todo o planeta, desde o Ártico aos oceanos.

Uma amostra sugere que pode haver 500 mil fragmentos de plástico

por quilómetro quadrado no Giro do Pacífico Norte.

Desde a expedição,

estudos provaram que consumimos microplásticos e toxinas sem saber

através da comida, da água e do ar que respiramos.

Não se sabe ao certo o que isso significa para a saúde humana,

mas sabe-se que está a mudar a forma como os corpos funcionam.

As amostras foram distribuídas por projetos de todo o mundo,

criando pesquisas fundamentais para entender a crise do plástico.

O conhecimento traz poder.

"Foram microações que criaram este problema.

São microações que o resolverão." Emily Penn.

A mudança começa agora.

Eu fiquei chocada, e trabalho nisto há dez anos.

Mas encontrámos mais plástico no Pacífico Norte este ano

do que nas minhas outras viagens.

Acho que tem de vir de todas as áreas da sociedade.

Claro que tem de partir do topo, mas o povo também tem de agir.

O povo tem de mostrar que se preocupa e também faz algo.

O peixe pensa que é comida e come o plástico.

E o plástico fica preso no estômago e nos intestinos,

nas entranhas.

Aqui vemos um pássaro com a barriga cheia de plástico.

Chegou um albatroz para nos ver. Imaginem o momento mágico.

E vemos o "site" aparecer assim.

Na TOMRA sabemos que o lixo é um conceito antiquado.

São recursos para uma coisa nova.

Quando vamos a uma máquina devolver a garrafa ou a lata

e recebemos o dinheiro de volta,

isso é um exemplo lindo de economia circular,

porque nos ensina literalmente

o valor do lixo de forma muito concreta.

Sinto-me poderosa porque nós, como consumidores,

é como a indústria nos chama,

mas temos a capacidade de votar com o nosso dinheiro.

E temos realmente poder

porque eles olham para nós para verem o que queremos,

para perceberem que vazio no mercado é que têm de preencher.

Partilhar histórias é uma forma forte de mudar mentalidades.

E é uma boa forma de apoiar negócios e causas que fazem o bem.

Não há uma só solução milagrosa.

Temos de olhar para tudo

para chegar a formas de lidar com isto.

Seja através de design, pesquisa científica, tecnologia,

mudança de políticas...

É realizadora e está a fazer um filme para fazer campanha por isso também.

Muito obrigada por ter vindo falar connosco.

A bola de rede que a tripulação marcou

foi recuperada 336 dias depois pelo Instituto Oceans Voyages.

Tinha viajado 2378 milhas.

Para saber mais informação sobre a ciência realizada a bordo

e como pode fazer parte da revolução do plástico,

visite www.xtrillionfilm.com

Tradução e Legendagem: José Gonçalo Silva/Cinemágica, Lda.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.