All language subtitles for Three.Violent.People.1957.DVDRip.XviD.AC3[PT-BR]-Mirao.Portugues

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Original subtitles

TRINDADE VIOLENTA

Legend by: Mir�o

Acontecem v�rias vezes por dia, Capit�o...

essas brigas entre os nossos soldados que voltam e os aventureiros do Norte.

E toda vez, � um confederado que acaba na cadeia.

Meu conselho � n�o se envolver.

N�o tenho inten��o de me envolver, Sr. Carleton.

Vamos, parem com isso.

Sil�ncio.

Andem at� a Junta Militar, homens.

- Andem. - Haver� outro dia.

Por que n�o volta para o lugar de onde veio?

� melhor voc� sair da rua.

Senhores, por favor, dispersem.

Deveriam prender os rebeldes. Assoviando o hino Dixie. Ora essa!

Eles devem obedecer �s leis do Governo Provis�rio.

Aqui est�o. Os US$ 850 em esp�cie da sua letra de c�mbio.

- Obrigado. - Acho que vai achar isso justo.

E agora, Capit�o...

ficarei bastante agradecido se me deixar pagar uma bebida.

Parece uma boa id�ia.

Encha os copos de novo, gar�om.

L� v�m uns esnobes metidos. Vamos nos divertir.

Bom dia, Sr. Carleton, Cap. Saunders.

U�sque, por favor.

Senhores, como dizia, esses sulistas aqui...

s�o uma ra�a estranha.

Sim, senhor, uma ra�a bem estranha.

N�s os chicoteamos pra valer...

e os fizemos gritar "tio" bem alto.

E agora ainda querem agir como se fossem t�o bons como n�s.

Ei, voc�.

Ouviu o que eu disse?

Sim, claro, senhor. Fala bem claro. A sua voz � bem alta.

Dilig�ncia chegando. Uma nova leva de belezocas para o sal�o de baile.

Vamos gente, vamos dar uma olhada.

Rebelde, novas garotas chegando. Voc� n�o quer nem dar uma olhada?

N�o, agrade�o gentilmente.

Viu o que eu disse? Apenas uma ra�a bem estranha.

Obrigado, Cap. Saunders.

Voc� anda muito mais calmo.

Disseram que antigamente voc�...

teria destru�do o lugar.

Foi inteligente n�o se ofender.

Eu me ofendi, Sam.

Como voc� disse, ando mais tranq�ilo.

Obrigado pelo u�sque, Sr. Carleton. Bom dia, senhores.

Vamos!

De onde venho, cavalheiro algum deixa uma garota sujar seus sapatos finos.

Salte, minha bela!

Voc� eu n�o ajudo.

Agora voc�, querida.

Achei que voc� fosse uma delas.

Bem, vai ter de descer mesmo assim. Venha.

N�o pode falar assim com uma dama sulista.

Agora escute, amigo...

Permita-me, senhora.

Melhor n�o entrar na briga, senhorita.

Fique de lado.

Para tr�s, estou passando. O que acontece aqui?

Este rebelde berrou que insultaram uma dama.

- A� come�ou a bater em n�s. - Especialmente em mim.

- Ningu�m insultou dama nenhuma. - Quieto!

Prenda este homem, garoto. Vou em seguida fazer a acusa��o.

Veja bem este uniforme, senhor..

e nunca mais me chame de "garoto".

Ser� que um oficial da Uni�o permitir� que digam que n�o sou uma dama?

Perdoe-me, senhora. Sil�ncio!

Eles a insultaram, senhora?

E bateram no meu marido quando me defendeu.

Agora escutem...

Sargento, se aquele homem insistir, prenda-o..

O resto de voc�s v� embora. Vamos, andando...

Obrigada.

Talvez dev�ssemos levar seu marido ao hospital militar.

Melhor n�o. Se puderem lev�-lo ao nosso quarto.

Quarto 110.

Claro, senhora. Sargento, pegue os p�s.

Voc�s dois, os ombros. Cuidado.

Com cuidado, por favor

Obrigada.

Com licen�a, senhores.

H� algo mais que possamos fazer, senhora?

- N�o, obrigada. - Podem ir, homens.

Tenente, eu pego essas coisas.

Obrigada.

Cap. Colt Saunders, 14� Cavalaria.

Deve ter muito orgulho do Cap. Saunders, senhora.

Disseram-nos em West Point que...

a carga da 14� Cavalaria Confederada em Round Mountain...

ficar� na hist�ria ao lado da cavalaria do Gen. Bl�cher...

no entardecer de Waterloo

O Cap. Saunders nunca fala muito da guerra.

Deve faz�-lo falar, senhora. A 14� Cavalaria era famosa.

- Obrigada de novo, Tenente. - A seu dispor, senhora..

Tenha um bom dia, Tenente.

- Sra. Saunders? - Sim?

Deixe-me ajud�-la com essas botas. S� queria dizer, senhora...

que n�o deve julgar as pessoas do Norte...

por esta ral�, esses aventureiros.

N�o somos todos assim.

Esses pol�ticos baratos que correram para c�...

para tirar proveito do caos...

Senhora, o que digo �, n�s soldados...

Estou certa de que nenhum sulista ir� julg�-lo mal, Tenente...

ou gente como o senhor.

A seu dispor, senhora.

Bom dia.

- Tenente. - Senhora?

N�o creio que precisar� delas.

- Bom dia, senhora. - Bom dia.

Pois n�o, senhora?

- Queria ver a Senhorita LaSalle. - A Senhorita Ruby LaSalle?

Sim.

Eu a trarei aqui se esperar um pouco, senhora. Sente-se, por favor.

Obrigada.

Acordei hoje cedo e o cinto com meu dinheiro tinha sumido.

Ent�o voc� flertou com uma das dan�arinas...

e agora a cabe�a d�i e o dinheiro se foi. O que foi?

- Uma dama a espera no escrit�rio. - Quem �?

N�o sei. Quando disse "dama", falei s�rio.

- Vigie o bebum, Tod. - Certo.

- Madame, a senhora disse... - Sim, eu disse, n�o disse? Matty.

- Queria me ver? - Senhorita LaSalle...

tenho algo a dizer que pode ser constrangedor para n�s duas.

N�o quero ofender, mas...

Sua velha bruxa!

Seu cabelo est� muito loiro.

Fica melhor quando est� mais ruivo.

Lorna, recebeu minha carta?

Temia que n�o fosse receber por causa dos correios de hoje.

Querida, � como eu disse: Esta cidade � uma mina de ouro.

Os aventureiros roubam uma fazenda por dia.

Vou me calar. Sente-se e me conte tudo que aconteceu a voc�.

Nada diferente acontece. � sempre a mesma coisa.

A garotinha da fam�lia rica que leciona na escola...

s� para passar o tempo.

Posso voltar a lecionar de novo.

Lecionar � chique.

Crian�as cuidadosamente selecionadas, claro.

Aposto que os senhores se batiam...

para mostrar como podem ser polidos diante de uma dama de verdade.

Voc� foi criada de forma diferente da maioria de n�s. Foi � escola e tudo.

Sempre imagino como acabou de bra�o dado com algu�m como eu.

A fome � um motivo bem poderoso...

e voc� � a pessoa mais gentil com quem j� estive de bra�o dado.

Falando em fome...

eu n�o a espero num futuro imediato.

Pode colocar isso aqui no seu cofre? Isso pesa uma tonelada.

O ouro � pesado, mas ainda gosto muito dele.

Dar uma de pobre, por�m orgulhosa, deve funcionar.

Vou querer um quarto.

Tenho de sumir uns dias.

Por causa do zangado senhor que antes era dono dos US$ 900?

Sim.

Um tipo grande e selvagem chamado Colt Saunders. Voc� o conhece?

Colt Saunders?

Onde voc� o deixou?

Dormindo em paz, espero.

Escute aqui. Ele vai destruir esta cidade, n�o pelo dinheiro.

Toda terra daqui at� o Texas � dele.

Mas porque os Saunders s�o desse jeito.

Uma vez ele seguiu um ladr�o de gado at� o M�xico por 20 vacas magras...

quando era dono de milhares. Sempre querem matar ou morrer...

quando se julgam certos. E eles sempre se julgam certos.

N�o entende, Lorna? Quando ele acordar e vir...

Agora me escute.

Eu tenho um quartinho no s�t�o.

Vamos coloc�-la l� at� decidirmos o que fazer.

Vou fazer um recibo.

Fa�a para o Cap. Colt Saunders.

Est� louca. Estou dizendo, � melhor correr at� o s�t�o e se esconder.

N�o, quero o melhor quarto que tiver.

Apenas fa�a o recibo para o Cap. Colt Saunders.

H� um ditado no Texas...:

" O Rio Grande muda de curso...

mas os Saunders n�o".

- Ol�. - Estava inconsciente.

Aquela briga foi r�pida demais para apresenta��es.

- Sou Colt Saunders. - Senhorita Lorna Hunter.

Bem, agora que voc� est� bem...

- Minha cabe�a est� girando. - Ai, nossa.

Sempre quis ver o que as mulheres carregam nas suas bolsas.

Seu selvagem!

Seu animal!

Acalme-se.

N�o me importo de dar uma parte, mas n�o tudo.

- Deixe-me ir, seu... - Selvagem? Animal?

Seu papa-capim!

Muito bem, anjo, onde est� o dinheiro?

Vai me devolv�-lo ou terei de arranc�-lo de voc�?

Sabe, US$ 900 � demais...

para servi�os t�o mal prestados.

Bem, senhor, j� levantou e est� bem.

- Sim, senhor, d� pra ver sua sa�de. - Voc�, garota.

Traga-me o vinho mais gelado daqui. O melhor, me ouviu?

Sim, senhor.

- Devo trazer um pente, senhora? - N�o.

- Agora, vamos tratar disso com modos. - Com modos?

Devolva a bolsa. Depois tomamos um vinho gelado...

e acertamos tudo.

Por fim come�o a entender...

o motivo de sua conduta insana, Capit�o.

Voc� acha que roubei algum dinheiro seu.

N�o vamos dizer "roubar". Uma bolsa com US$ 900 em ouro sumiu.

- Quando se lembrar onde est�... - Capit�o, olhe na mesa.

Achei que seu dinheiro ficaria mais seguro no cofre l� de baixo.

Senhorita Hunter, n�o sei como come�ar...

Sim, senhor, Capit�o. Obrigada.

Quem est� no meu quarto?

Ningu�m, senhora, verdade. O Capit�o n�o est� l�.

Posso presumir que os mesmos servi�ais...

subornados para arranjar isso...

tamb�m foram subornados para ignorar isso.

Senhorita Hunter, o Gen. Robert E. Lee assinou uma declara��o formal...

para provar que eu era oficial e um cavalheiro.

Agora, por favor, jante comigo esta noite.

D�-me uma chance de provar que ele n�o deu falso testemunho...

ao assinar minhas ordens.

Me parece que voc� foi longe demais ao envolver o General.

Imaginei que iria aparecer de novo...

depois do seu comportamento ultrajante nesta tarde.

Tenho umas coisas para explicar.

- Ap�s uma ta�a de vinho. - N�o, eu...

Bem.

- N�o est� esquecendo seu suborno? - Um sinal especial.

Jantar em 10 minutos.

Pode n�o querer jantar comigo, Capit�o, depois do que direi.

Vou me arriscar.

Obrigada.

Primeiro, � melhor prepar�-lo.

Sabe, sou uma mulher emancipada.

- Claro. - Sim.

Tive a sorte de freq�entar escolas...

com id�ias progressistas.

- Posso choc�-lo. - Vou ficar de guarda.

Estou procurando marido e o eliminei como candidato.

Como candidato a qu�?

A casamento.

Considerei tudo e o risquei da minha lista.

Riscou? Nem sabia que estava numa lista.

Diga-me, como pode ter eliminado minha candidatura...

quando n�o sabe nada sobre mim?

Ao contr�rio. Voc� briga pelas ruas.

Est� acostumado a acordar sob circunst�ncias tais...

que seu dinheiro pode ter sido levado por uma mulher.

Francamente, Capit�o, n�o est� qualificado.

Assim, por favor, n�o tente manter nossa rela��o al�m desta noite.

Est� claro que n�o combinamos um com o outro.

Boa noite, Capit�o.

E obrigada pelo vinho. Estava delicioso.

Agora escute, querida...

Devia saber que, em t�o pouco tempo, chamaria uma mulher de "querida".

- Senhorita Hunter... - Boa noite, Capit�o.

Voc� tem o casamento todo acertado...

como lan�amentos num livro-caixa, n�o tem?

Esqueceu do principal ingrediente: O amor.

Ah, n�o. Pretendo demonstrar grande afei��o pelo meu marido.

- Afei��o e respeito? - � claro.

Prevejo que este homem passar� muito tempo longe de casa.

N�o, n�o passar�.

De forma nenhuma deixei o amor fora de meus c�lculos.

O amor vem com o tempo...

com compreens�o e respeito.

N�o sei como algu�m pode ser t�o bonita e pensar t�o errado.

- N�o compreendo. - A meu respeito.

N�o perco tempo brigando nas ruas. N�o tenho tempo a perder.

Acabei de passar quatro anos perdendo uma guerra.

Tenho uma fazenda pra cuidar e uma fam�lia a criar.

Busco uma mulher que...

Uma esposa.

Est� buscando um marido. Espere s�.

Senhorita Hunter, quer se casar?

De todos n�o-rom�nticos de sangue-frio...

Isso n�o foi como fazer um balan�o calculista, n�o �?

N�o.

- Volto depois. - N�o, pode servir.

- Volte depois. - Sim, senhor.

N�o, fique. Capit�o.

- Mas o jantar, senhor. O que eu fa�o? - Coma.

Capit�o.

N�o sei. Simplesmente n�o sei.

- Vamos, n�o caia. - Espere um pouco!

Ruby, onde posso achar um pastor?

Quatro portas rua abaixo.

- Vamos, temos de nos casar. - N�o.

- N�o quer se casar? Disse... - Ah, sim.

- Quero me casar. - Mas n�o comigo, n�o �?

N�o. Quer dizer, sim, quero me casar com voc�.

Mas n�o assim, Colt.

Quero vestido branco, v�u e um buqu�...

e tudo mais para me lembrar.

Eu sei. Eu sei, mas...

n�o volto h� cinco anos � Bar T. Quero ir para casa.

Quero muito ver minha terra de novo.

Se puder abrir m�o dos adornos, eu agrade�o.

Tudo bem.

Espere bem aqui.

Senhorita Hunter...

- Ruby, n�o sei seu sobrenome. - LaSalle.

Como vai?

Senhorita Hunter.

Espera por mim? Aqui?

Entendo o que diz sobre os Saunders serem violentos.

Ele acaba...

Ruby, voc� me ouviu? Ele vai se casar comigo. Comigo!

Voc� ouviu?

- Espera que eu lhe d� parab�ns? - Por que n�o?

- Espero que esteja feliz por mim. - Feliz por que vai se estrepar?

� bobagem. � um sonho, querida. Nunca acontece.

Pois homens que n�o temem armas, �ndios ou cascav�is...

temem risinhos �s suas costas.

Sempre haver� algu�m de cabe�a fraca e boa mem�ria para...

lembrar da garota que trabalhou na Selma's em Baton Rouge...

ou na Tess' em S�o Francisco.

E quando seu homem ouvir esse riso, vai desejar estar morta.

Estou dizendo, Lorna, se esconda.

Fuja da cidade, fa�a alguma coisa, porque isso n�o vai dar certo.

Tenho de acreditar que sim.

Eu preciso.

Estarei aqui, querida, quando chegar rastejando de cora��o partido...

porque seu nobre Capit�o viu que fez um mau neg�cio.

N�o serei um mau neg�cio pra ele.

J� vi o outro lado da rua. Vai ser dif�cil me desencorajar.

Todo dia cuidarei para que tenha feito um neg�cio muito bom.

O pastor est� pegando as roupas.

Deixe-me ser a primeira a parabeniz�-lo.

Se soubesse rezar, eu rezaria.

As montanhas s�o muito lindas.

H� vales escarpados l� que tiram seu f�lego.

Lugares onde, se voc� soubesse as palavras certas, falaria com Deus.

- Que coisa mais tola. - N�o.

- Voc� ama as montanhas. - Bem, eu as conhe�o.

Eu deveria. Uma vez as atravessei a p�. Levou 24 dias.

- Se perdeu? - N�o.

Meu av�, ele me criou, sabe.

Meus pais foram mortos no levante apache de 39.

Quando tinha 15 anos, o velho e eu cavalgamos at� Mesa Grande.

S�o nove dias com bons cavalos.

Ele me deu um rifle, 30 cartuchos, um saco de sal e voltou...

levando meu cavalo junto.

Conheci essas montanhas atravessando-as a p�.

Quer dizer que ele o abandonou nessa imensid�o?

- Imagino como n�o morreu de fome. - Tinha um rifle, lembra-se?

O que foi?

� s� o Sr. Perca tentando se soltar.

- Colt, deixe-o ir. - Deixe-o...

Por favor.

Tudo bem.

Ele j� est� na toca dele contando � mam�e como nos enganou.

Deixe-o ir. Estou feliz.

- Por que quis isso? - N�o sei.

- A Bar T. - Parece uma esmeralda.

Foi assim que minha av� a chamou ao v�-la pela primeira vez, daqui de cima.

La Esmeralda, como dizem em espanhol.

� claro, ningu�m a chama assim.

� conhecida como Bar Teimoso, por causa do vov�.

- Colt, hombre. Gracias a Dios. - Inocencio.

Gra�as a Deus que voltou.

Tem cinco anos que se foi.

- Muito tempo. - Ei, vaquero.

A Sra. Colt Saunders.

Lorna, meu velho amigo, o gran vaquero da Bar T...

- Inocencio Antonio Ortega. - Como vai?

Bem-vinda, se�ora, e muitas felicidades.

Obrigada.

Espere aqui. Fique aqui, ou vai cair em alguma coisa.

Acho que ainda consigo me achar.

Pronto.

A casa parece pior do que imaginei.

O Inoc�ncio nunca foi um bom dono de casa.

N�o se desculpe. Vai dar tudo certo.

Estes s�o meus av�s. Uma coisa de fam�lia.

Cedo ou tarde, todos os Saunders mandam pintar um quadro.

Esta � a cadeira!

Assim que endireitarmos as coisas aqui e encomendarmos a mob�lia...

pode jogar isso fora e arrumar uma cadeira...

N�o posso permitir!

Quando pintarem nossos retratos, vou me sentar na mesma cadeira.

Se�ora...

temos um ditado em espanhol...

que um cora��o feliz � tudo o que se pode pedir a Deus...

pois � a verdadeira alegria.

Meu cora��o est� feliz.

Voc�, tamb�m, tem um cora��o feliz.

- Seus olhos mostram. - Demonstro tanto assim?

O brilho da verdadeira beleza num rosto feminino...

s� � aceso pelo primeiro amor.

Primeiro amor.

� verdade. Nunca me apaixonei antes.

Est� aqui h� muito tempo, Inocencio?

Muito tempo?

Eu nasci aqui. Meu pai cavalgava com ele todo dia.

Pode me ajudar a n�o cometer muitos erros?

Claro, se�ora..

- Vou ajudar de todas as formas. - Obrigada.

Amigo...

ningu�m arrumou uma vassoura em todo tempo em que estive fora?

O quarto parece ter abrigado uma fam�lia de ratazanas no inverno.

A coisa andou ruim, hombre.

Havia muito a fazer, e poucas m�os para ajudar.

Talvez amanh� possa enviar algu�m a Tres Rios...

e trazer uma mulher para cuidar da casa. Quem sabe a Maria volta!

- Claro, vou traz�-la. - Bueno.

- Boa noite, se�ora. - Boa noite, Inocencio.

Anos de p�, eu receio.

Voc� est� com uma express�o estranha.

- A bagun�a, imagino. - N�o.

� uma sensa��o.

Como se pela primeira vez na vida fizesse parte de algo.

Norte, sul, leste e oeste.

Voc� olha para os lados como seu av� fazia toda manh�.

Por que n�o? Um vaqueiro vive conforme o clima.

Toda manh�, o c�u mostra seu futuro.

Umas nuvens sobre a Sierra Diablo. A chuva vai come�ar cedo este ano.

N�o temos de nos preocupar com a grama.

Mas para os animais, n�o � bom.

N�o gosto de lhe dar isso.

Desde que lhe escrevi, os pol�ticos j� vieram duas vezes.

N�o acharam a tropa de cavalos escondida nas montanhas.

E o gado?

Eu os deixo o mais espalhado poss�vel.

Mas acharam a maioria e levaram.

Tanto assim?

Mas o mais importante, Colt...

na noite passada tomei a liberdade de n�o lhe contar algo.

O homem n�o deve ouvir m�s not�cias na primeira noite...

com a noiva na casa dele...

mas seu irm�o est� aqui..

O Cinch voltou pra casa?

A Fazenda Bar T � lugar para o Cinch?

N�o sei.

Mas se serve para ele ou n�o, ele apareceu aqui h� dois meses.

Voc� n�o mudou em cinco anos.

Nem voc�.

Ao contr�rio, aprendi a ser humilde.

Aprendi em Nova Orleans.

Foi l� que meu dinheiro acabou.

Voc� come�ou com o bastante para durar muito tempo.

Eu me apressei.

Voc� vai falar algo sobre isso.

N�o tem nada escrito que diga que tenho uma parte da Bar T.

O vov� deixou claro no testamento...

que eu s� teria aquilo que voc� julgasse que eu deveria ter.

O vov� tinha muita considera��o por sua estatura moral.

Voc� acha que tenho direito a uma parte?

Claro que sim.

� um prazer fazer neg�cio com um homem de car�ter.

� melhor do que ter um contrato.

Queria minha parte agora, se puder dar um jeito.

De prefer�ncia em ouro.

J� est� aqui h� dois meses. Sabe bem como est� a fazenda.

Voc� podia vender. Existem compradores.

Cada um deles com uma sacola cheia de dinheiro ianque.

E voc� sabe que n�o farei isso.

Tinha pensado nisso.

Principalmente depois do Inocencio dizer que voc� voltou com uma mulher.

Voltei com uma esposa.

N�o falei querendo ofender.

Quando vou conhec�-la?

Tenho de ver a contabilidade com o Inoc�ncio. A� eu apresento.

Bom.

O que disse � sua noiva sobre mim?

Esqueci de falar de voc�.

Um esquecimento bem pensado.

Posi��o desconfort�vel, n�o �?

Mesmo sentada, a vov� parecia uma flecha pronta pra sair do arco.

Ela sempre sentava assim...

antes de vir como um raio puxar minhas orelhas.

Sou Beauregard Saunders. Me chamam de Cinch. Sou irm�o do Colt.

Irm�o do Colt?

N�o sabia que ele tinha fam�lia.

Ele me disse que esqueceu de falar.

Sou a ovelha negra da fam�lia, sabe.

Ningu�m esperava que eu voltasse.

Quando parti, disse aos quatro ventos...

que nem cavalos selvagens me arrastariam de volta.

- Deixe-me ajud�-lo. - Fa�a-me um favor?

Nunca me ajude em nada em que n�o ajudaria um homem com dois bra�os.

Desculpe-me.

- Pode fazer outro favor? - Se puder.

N�o pergunte em que batalha da guerra perdi meu bra�o.

Essa pergunta deixa toda minha nuca eri�ada.

Tudo bem, n�o perguntarei.

Desculpe. Quase lhe ofereci uma bebida.

Cinch, prepare-me uma bebida.

Virou tudo, sem piscar.

- Por que piscaria? - N�o sei.

Sim, eu sei.

Me pareceu que voc� falava como se eu fosse uma tola.

- E n�o suporta isso? - � meu ponto fraco.

Fiz um favor pra voc�, lembra-se?

- Pode retribuir? - Claro.

Como voc� se tornou a ovelha negra?

Acredito que a Terra � redonda.

- N�o! - N�o ria.

Essas id�ias perigosas ainda n�o foram aceitas na Bar T.

Sabe, voc� � bem-educada. Sei como provar isso.

Como faz?

Gente sem educa��o vai logo dizendo: "Como perdeu seu bra�o?"

Pessoas bem-educadas se co�am de curiosidade, mas n�o perguntam.

Estou curiosa. Como perdeu seu bra�o?

Pergunte ao Colt.

Fui no barrac�o procur�-lo, mas n�o estava l�.

Vejo que j� se apresentaram.

- Sim, nos apresentamos. - E brindamos ao casamento.

- Casou com algu�m melhor que voc�. - Certamente que sim.

Querida, tenho de visitar uma fazenda aqui perto.

Odeio pedir que viaje quando mal chegou aqui...

mas ser� uma chance de conhecer melhor a Bar T.

- Tudo bem? - Claro, querido.

- Leve o bastante para um pernoite. - Vai na fazenda do tio Hoyt?

Mais parentes que n�o conhe�o?

N�o, o Cinch � toda minha fam�lia.

Vance Hoyt. N�s o chamamos de tio desde crian�as.

Desde que o vov� morreu, o Tio Hoyt � conselheiro de metade do Texas.

Ele vai aconselh�-lo a lutar.

Partiremos assim que estiver pronta.

Olha, n�o fique falando demais sobre brigas, est� bem?

N�o quero assustar a Lorna.

Acho que n�s dois vamos ficar brancos de medo...

antes de a Lorna se assustar.

N�o � t�o tolo pra achar que uns fazendeiros armados...

possam deter o Ex�rcito dos Estados Unidos.

Pode pegar dois cavalos para a charrete, Cinch?

Podemos levar esta. S� comecei a desfazer a mala.

O que achou dele?

Gosto dele.

Claro que estava surpresa...

- e meio assustada. - Assustada?

Qual o problema, Colt? Por que n�o me falou dele?

Deveria ter lhe contado.

N�o esperava que ele...

Deveria ter lhe contado.

�ramos crian�as quando aconteceu.

Crian�as cavalgando perto da base do moinho de vento...

l� no lado sul.

O Cinch ficou com o bra�o preso nas engrenagens do moinho de vento.

Tive de amputar o bra�o dele...

e traz�-lo de volta.

As pessoas fizeram um estardalha�o disso como se eu fosse um her�i.

Que terr�vel, para voc�s dois.

Sabe, � a primeira pessoa a perceber que me magoei naquele dia.

Voc� tem um instinto que a faz entender tudo.

Isso � muito importante.

- Se�or Colt. - Deixe-me segur�-lo, se�or.

- Quanta alegria. - Gracias.

Fiz o caminho mais longo. Queria que visse os cavalos.

Colt, veja aquele pequenino.

� uma bela potranca, filha daquele garanh�o de crina escura ali.

Ela tem as marcas dele.

- Posso chegar perto? - N�o.

A �gua fugiria para as montanhas. Eles t�m medo de gente desmontada.

Al�m disso, acho que ela nunca viu uma roupa dessas antes.

- � uma camaradinha teimosa. - Bela �gua, hein?

Que ador�vel. Pernas compridas.

Vou tirar isso e deix�-la voltar para a m�e dela.

Se�ora, posso lhe apresentar meus cinco filhos?

Luis, Asunci�n, Rafael, Pedro e Juan.

Como v�o?

Prepararam uma sauda��o de boas-vindas para a senhora.

Fale para a se�ora do jeito que lhe ensinei.

Se�ora, bem-vinda � Bar T.

- Esqueci, papai. - Esqueceu?

Cabe�a de bagre. Voc� envergonha o seu pai. Parece um ignorante.

Cad� suas maneiras, muchacho? Depois de tudo que lhe ensinei.

Agora preste aten��o. Observe.

Farei novamente para voc�.

Graciosa dama, agora que a senhora veio aqui...

o sol nascer� toda manh� pelas verdejantes encostas das cordilheiras.

A grama ser� mais verde.

O cereal dourado vai florescer mais cedo.

E a lua nascente pintar� as montanhas com mais luz prateada...

por causa de sua presen�a aqui. E assim, se�ora...

bem-vinda � fazenda Bar T...

e a um lugar em nossos cora��es.

Obrigada. Muito obrigada a todos.

Muito bem, muchachos, ao trabalho.

Tchau.

A casa n�o � grande coisa, mas o tio Hoyt � um homem e tanto.

- Onde est� Vance? - Quem?

Vance Hoyt.

N�o est� aqui. Quem s�o voc�s?

- Sou Colt Saunders. - Sim, da Bar T.

Finalmente voltou da guerra?

- � a Sra. Saunders? - Sim.

Sou o Vice-Comiss�rio Cable.

Quando um cavalheiro se apresenta � minha esposa...

mesmo quando � o cavalheiro que se apresenta, ele fica em p�.

Pe�o desculpas, Sra. Saunders.

Nestas montanhas perdidas, por vezes se esquece a educa��o.

O bom no Texas � que sempre haver� algu�m para lembr�-lo disso.

Comiss�rio Harrison.

Comiss�rio, o Capit�o e a Sra. Saunders da Bar T.

Sra. Saunders. N�o quer se sentar, por favor?

N�o, obrigada.

- Capit�o, que bom que voltou. - Comiss�rio.

Algumas coisas tiveram de esperar at� sua volta.

- Onde est� Vance Hoyt? - N�o sei.

Para ser direto, o Sr. Hoyt tomou a atitude mais irracional...

quanto a um imposto cobrado dele pelo Governo Provis�rio.

Sr. Cable, pode pegar um desses panfletos, por favor?

Fomos for�ados a cumprir um mandado.

O Hoyt sumiu, uma situa��o bem chata.

N�o � do tio Hoyt sumir por causa de um papel legal.

- Ele era seu tio? N�o sabia... - N�o, todos o chamavam assim.

Vamos torcer para que tudo d� certo.

Capit�o, os seus assuntos pessoais no tocante � nossa Comiss�o...

eu tenho tratado com seu capataz e seu irm�o, que �...

digamos, um rapazinho sincero.

Agora que voc� voltou, acho que tudo funcionar� melhor.

O que vai funcionar melhor?

Capit�o...

sugiro que leia isso cuidadosamente.

� a Lei de lmpostos do Governo Provis�rio do Texas...

do qual sou Comiss�rio Distrital.

Como soldado, sabe que as guerras s�o caras e devem ser pagas.

Mas por favor, n�o fa�a como tantos texanos...

que nos acusam de confiscadores. N�o somos.

Simplesmente temos de executar as ordens que nos d�o.

Agora, se o senhor e a Sra. Saunders aceitarem nossa hospitalidade...

acho que � hora da ceia.

N�o, obrigado, Comiss�rio.

- Bom dia. - Bom dia.

� o rifle para b�falos do tio Hoyt.

Dizia que esta arma colonizou o Texas e acalmou os comanches.

Sempre disse que iria me dar quando se fosse.

Tamb�m pode dar a ele essa velharia se ele quiser.

J� n�o vai servir pra muita coisa.

Obrigado.

Capit�o, Sra. Saunders.

Capit�o.

Pode esperar na charrete, Lorna?

� dif�cil de acreditar, aqui no meio do nada.

N�o me recordo de conhec�-lo, senhor.

Desculpe-me, poderia jurar...

Estou excedendo minha autoridade ao lhe mostrar isso...

mas veja como um ato de amizade.

� a avalia��o sobre a qual seu imposto ser� calculado.

Sei que a quantia � absurda e irreal...

mas n�o passo de um empregado do Governo Provis�rio.

US$ 16 mil?

Como disse, sei que a quantia � irreal.

Voc� j� levou o gado da Bar T.

Como tamb�m disse, sou apenas um empregado do Governo Provis�rio.

Imagino que posso esperar sua visita, Comiss�rio.

Pode sim.

Certamente se divertiu ao voltar de Austin.

- Ol�, Cable. - Arrumou uma garota l�, eu acho?

Bem, voltei sem matar os cavalos, se � o que quer dizer.

- Diga, quem estava na charrete? - O Capit�o e Sra. Saunders.

Uma flor do velho Sul, cavalheiro.

Saunders da Bar T?

Homem, quase cometi o erro do s�culo.

Tomei a Sra. Saunders pela garota...

com quem flertava em St. Louis.

Uma das garotas de Ruby LaSalle, Lorna Hunter.

- Homem, que erro. - Lorna? Sem enganos, homem.

Acabei de ouvi-lo cham�-la de Lorna.

Imagino se ele sabe.

Aposto que n�o. Claro que n�o. Os velhos sulistas presun�osos.

Adoraria dizer a ele.

Queria ver a cara dele quando descobrir.

Cavalos cansados, rifles prontos...

homens conversando onde mulheres n�o podem ouvir.

Aqui � dif�cil para as mulheres.

- Um caf� fresco, se�ora. - N�o quero, obrigada.

Se n�o precisar de mim...

Nada mais. Obrigada, Maria. Pode ir.

- Buenas noches, se�ora. - Boa noite, Maria.

Obrigado.

O que decidiram na reuni�o?

N�o sei se � heredit�rio ou � o meio-ambiente.

S� gente teimosa vem para o Texas?

Ou o ar do Texas deixa todos teimosos?

Votaram por lutar.

Tire essa tamb�m.

- Vou pegar outra x�cara. - Est� bem.

Melhor p�r um pouco disto.

Obrigado.

Sabe, o fato de que homens morrem her�is...

n�o muda o fato de que morrem antes da hora.

Todos na sala sabiam das chances.

E deram a �nica resposta que um texano conhece.

Mas nenhum deles parou pra pensar que tinham fam�lias em casa.

Talvez estivessem certos quanto a parte da decis�o.

E voc� tamb�m. E a Lorna?

N�o acha que a opini�o feminina deva ser considerada?

Acho que sou a �nica aqui qualificada para dar a opini�o feminina.

Estou cansada de n�o ser ouvida.

� o certo, Lorna.

Espere, deixe-me.

N�o espere para me contradizer se o que digo � pior do que parece.

Esses aventureiros escroques...

querem tomar toda grande fazenda desta parte do Texas, e tomar�o...

se o Governo Provis�rio continuar no poder por muito tempo.

Uma sa�da � lutar contra eles...

e esperar que um governo honesto assuma em Austin...

a tempo de salvar os fazendeiros.

O Colt dir� que � uma chance em cem. Certo, Colt?

Mais que isso. Uma em duzentas, eu diria.

A outra sa�da � pegar e correr..

Resta um pouco do gado, mas o mais importante...

h� 300 cavalos escondidos nas montanhas.

Cavalos valem o peso em ouro no Dep�sito do Ex�rcito em Sedalia.

Pod�amos lev�-los l� e encarar o mundo de bolso cheio e sem medo.

E deix�-los tomar a Bar T?

O que � a Bar T? Apenas montanhas, riachos e vales.

Poderia ser na Calif�rnia...

no M�xico, ou outro lugar. Isso � a Bar T.

Colt, estou dizendo a verdade?

�, voc� est�.

Acho que deveria decidir, Lorna.

Primeiro, quero tentar explicar algo...

que eu mesmo n�o entendo.

Na guerra, meu regimento lutou pela primeira vez...

�s margens do Rio Potomac.

Quatro anos depois, ainda est�vamos lutando numa margem de rio...

1.300 km ao sul

N�o posso mais fugir.

Uma vez na vida, use o bom senso.

N�o tem nada na hist�ria da Bar T que signifique algo pra Lorna.

Ela tem o direito de ir embora e come�ar uma vida nova...

come�ar suas pr�prias tradi��es com sua pr�pria fam�lia.

� muito compreensivo da sua parte, Cinch.

Mas algo me diz que se decidirmos ir embora...

o homem que iria comigo seria diferente do homem com quem casei.

E isso me assusta mais que os planos dos aventureiros.

Voc� � boa demais para qualquer Saunders.

Boa noite.

Voc� monta a cavalo cada vez mais como uma texana.

Obrigado, Inoc�ncio. Amanh� corremos de verdade, querida.

Poeira de muitos cavalos perto de Mesa Verde.

Vamos esconder os cavalos.

A sela est� solta.

Por que est� suando? N�o � um dia quente.

- N�o sei se funcionar�. - Claro que vai.

Voc� ofende a mulher do Saunders, ele saca e eu atiro nele.

- N�o sei. - N�o tem de saber nada.

O Saunders est� tentando fazer com que os fazendeiros lutem.

N�o podemos permitir.

N�o se preocupe, vou atirar antes de ele sacar a arma do coldre.

N�o vamos deix�-lo ser morto, vamos, Sr. Comiss�rio?

Olhe para ele. Suando num dia desses

- Cap. Saunders. - Visita social, Comiss�rio?

De certa forma, Capit�o. Pode chamar assim.

Sempre leva uma patrulha da cavalaria quando faz uma visita?

Sargento, pode mandar seus homens dar �gua aos cavalos perto do moinho.

- Podem pegar feno daquele monte. - Obrigado, senhor.

Sargento, diga a seus homens para n�o cruzarem o riacho ao leste.

� uma regra nossa.

Capit�o, nosso prop�sito ao vir aqui era examinar sua casa...

pra ver se havia bens tribut�veis que n�o examinamos...

como uma grande tropa de cavalos.

Se partirem logo ap�s darem �gua aos cavalos...

podem chegar antes de escurecer, Comiss�rio.

Capit�o, se n�o nos quer na Bar T, n�o vamos for�ar nada.

Pediremos um mandado.

Esta comiss�o sempre opera sob total legalidade.

Foi por isso que trouxe o Ex�rcito, pra ver a legalidade.

Sra. Saunders. Posso cumpriment�-la, senhora?

Bom dia, Sr. Harrison.

S� um instante, Capit�o.

- Sr. Massey. - Sim, senhor?

Venha c� um instante, por favor.

N�o creio que j� conhe�a meu assistente administrativo.

- Sr. Massey, Cap. Saunders. - Senhor.

- Muito feliz de conhec�-lo, Capit�o. - E a Sra. Saunders.

- Posso apresentar o Sr. Massey? - Como vai?

A Sra. Saunders e eu j� nos conhecemos, l� em St. Louis.

- Voc� se lembra, Lorna? - N�o, n�o me lembro.

Mas Lorna, n�o pode ter esquecido.

- Sinto muito. Nunca o vi antes. - Mas...

A Sra. Saunders j� disse duas vezes que n�o o conhece, senhor.

N�o force as coisas.

Lorna, tem de se lembrar de mim.

Era a gente, sabe, da equipe do Gen. Butler.

Voc� e Floss e o resto...

da casa de Ruby LaSalle.

- Cuidado com o ruivo. - Abaixe a arma.

Desejo ver que tudo � legal.

A tempo, Sargento.

Fale com eles.

J� estava pronto para mandar o ruivo para os urubus.

Durante minha discuss�o com o Sr. Massey, ningu�m interfere.

E n�o importa o resultado, ningu�m atira no Sr. Massey.

Ent�o, Sr. Massey...

continue o que estava dizendo.

Pare com isso, Colt!

Foi um engano, Sr. Massey.

Eu me lembro de voc�.

Era um dos her�is de baixo escal�o escondidos na equipe do Gen. Butler...

enquanto homens melhores eram mortos na batalha.

Bom dia, senhores.

Nunca me deixe v�-lo ao sul de Mesa Verde.

Pegue seu chap�u.

Aquele miser�vel covarde de voz tremida.

Viu os olhos dele? Estavam cheios de medo.

N�o poderia ficar l� e v�-lo ser morto.

Acho que terei de mat�-lo uma hora.

Mas por qu�? Qual o sentido de mat�-lo?

Por qu�?

Por um lado estou feliz. Feliz que voc� saiba.

Vou procurar desgarrados por algumas semanas.

H� uma dilig�ncia indo para Mesa perto da uma. O Cinch vai lev�-la l�.

Eu me ajoelharia se soubesse que iria adiantar.

N�o vai.

Porque tudo depende...

de como voc� vai me olhar agora.

Olhe para mim!

Pelos servi�os prestados.

O homem que atirou a primeira pedra est� galopando pelas montanhas...

coberto pelo manto da ira justa e cuspindo fogo santo.

- Estou sendo b�blico. - N�o seja.

N�o � muito dinheiro. Nem boas maneiras.

Em dois dias, podia roubar uma dezena de cavalos.

Em nove dias, pod�amos levar os cavalos a Sedalia.

Seria bastante dinheiro, Lorna.

Se quer ser desnecessariamente razo�vel sobre o assunto...

temos a reclamar parte dos bens da Bar T.

Daria o mundo por

Um momento de ternura

Um momento

Em seus bra�os

Canta lindamente, Asunci�n.

Luis, � sua vez de vigiar os desgarrados.

Capit�o, iria adorar poder montar o garanh�o...

de crina e cauda escura.

- Claro. - Queria ir com ele a Tres Rios.

Lupe vai ficar de boca aberta.

Vai a Tres Rios?

Cabe�a de bagre, o pai de Lupe vai mat�-lo.

A m�e de Lupe vai mat�-lo.

Os irm�os de Lupe v�o mat�-lo, seu Casanova.

- O amante de Lupe vai mat�-lo. - O marido de Lupe vai mat�-lo.

Vai parecer rid�culo fugindo de Tres Rios.

Talvez eu parecesse rid�culo. Estava apaixonado.

Ou achei que estava.

- O grande amante. - Ele estava apaixonado.

Deixem o baixinho em paz.

Se acha que est� apaixonado, � a mesma coisa que estar.

- N�o, pai? - N�o, n�o � a mesma coisa.

Se estivesse mesmo apaixonado...

seria como mudar de ouro para chumbo...

de bom vinho para �gua lamacenta...

de ar da montanha para o fedor dos est�bulos.

Se o amor verdadeiro chega, o homem fica mais forte.

Os olhos dele melhoram e ele pode ver bem adiante.

E no lugar do tempo passar r�pido...

ele fica parado.

Isso, muchachos, � um momento de �xtase.

Isso � o verdadeiro amor.

Muito bem, muchachos, acabamos a ca�a de cavalos.

Agora selamos os cavalos e voltamos pra casa.

Os dois se foram.

A Maria me contou.

H� dois dias. Com os cavalos e v�rios cavaleiros.

O vento sul sempre traz o cheiro da s�lvia.

Cheira bem.

Ela carrega seu filho.

Meu...

Precisamos de cavalos descansados.

N�o � melhor esperar os primeiros raios de sol e mat�-los daqui?

Por que correr riscos?

Afinal, s�o apenas ladr�es de cavalos.

Apenas dois ladr�es de cavalos.

Os outros s�o s� vagabundos. O Cinch os pegou.

- N�o dever�amos mat�-los. - N�o, a n�o ser que tenhamos.

N�o teremos. Vai funcionar. Vamos esperar a alvorada...

quando ainda est�o acordando e selando os cavalos.

A� pegamos os tratadores.

Agora, � melhor a gente dormir um pouco.

Asunci�n, faz o primeiro turno? Me acorde em uma hora.

- Posso tomar mais um caf�? - Sim, senhora.

A senhora quer mais caf�.

Rafael.

Leve a se�ora de volta � Bar T.

- N�o vou voltar. - Se for preciso, amarre-a.

Por que n�o tenta ent�o!

- Me d� isso. - N�o, por favor, se�ora.

Devo fazer o que mandaram.

Tudo bem.

Nada mudou, n�o �?

Cinco anos e ainda digo: "N�o pode bater no seu irm�o.

�Ele � seu irm�o, e s� tem um bra�o�.

�N�o pode bater no seu irm�o. Ele s� tem um bra�o�.

Falou como um Saunders.

Se voltar de novo � Bar T, eu mato voc�.

Eu pego isso.

Acha que pode me manter aqui contra minha vontade?

Pode estar certa que sim.

- Se tivesse uma arma... - N�o tem.

Mas n�o se preocupe.

Quando pe�o m�sica, sempre pago o artista...

goste ou n�o da can��o.

Aquela tropa de cavalos vale cerca de US$ 30 mil. Eles s�o seus.

Assim que o beb� puder ficar com uma bab�, pode ir...

com os cavalos.

N�o tem como ganhar esse dinheiro nesse tempo...

com nada que saiba fazer. Neg�cio fechado?

Fechado.

� o melhor acordo que j� vi.

Porque, sabe, um beb� n�o pode evitar quem seu pai �.

Mas um dia posso olhar para aquele pobrezinho...

e lembrar que seu nome era Saunders.

Seria medonho odiar um beb�.

Ent�o temos um acordo.

Vendo o beb� pelo dinheiro, certo?

Claro.

O beb� j� est� aqui.

Sei que estou atrasado.

Vim assim que seu homem chegou.

- Tem gordura de ganso? - Gordura de ganso? �leo de oliva.

Quer que este anjo cheire a ganso?

N�o importa. O que tiver.

Aqui.

� uma gracinha. Parece com voc�.

Un momentito, hombre, s� um pouco.

Um filho nasceu.

Devemos brindar com um pouco de poesia antes de beber.

- Sa�de ao... - Passei a noite em claro.

Preciso da bebida, n�o da poesia.

Sem brinde.

O insulto � desnecess�rio.

Um homem deve fazer o que precisa.

Claro.

E ele vai agir com honra, se for homem.

Mas nem todos machos s�o homens.

Voc� foi untado naquele quarto. Bebemos a um filho homem.

Lamento que precisei de 30 anos pra ver que me enganei.

Ela est� bem, Colt.

Aos felizes pais.

Como se sente, Sra. Saunders?

� um belo menino.

� melhor peg�-lo, Maria.

Trinta anos...

� uma vida.

Minha vida.

Isso � algo de que voc� n�o faz parte.

Digo de novo: Um homem deve fazer o que precisa.

Tenho pensado no M�xico ultimamente.

Depois de levar a se�ora � dilig�ncia...

eu vou embora daqui.

Vou levar meus filhos comigo...

e ir para o M�xico.

Pode achar outro gran vaquero para voc�.

Ei, Comiss�rio.

Aquele Saunders de um bra�o, o que o irm�o p�s pra correr...

acabou de aparecer.

� estranho ele vir aqui.

Ouvimos que seu irm�o botou voc� para correr.

Bem, Saunders, devo dizer que estou surpreso de v�-lo aqui.

- Lembra-se do Cable, n�o lembra? - Sim.

Lembro de quando o vi pela primeira vez na Bar T...

com sua arma bem para baixo.

Engra�ado, os exibidos que se acham os melhores atiradores...

usam as armas assim.

Ol�, Cable.

N�o se importa de sair, n�o �? Quero falar com seu chefe.

Pode esperar na varanda.

Com licen�a, Cable.

Agora, Sr. Saunders, o que o traz?

A aurora e os coiotes est�o prontos para correr para suas tocas..

Seu governo provis�rio est� se desfazendo, hein? E voc� fugindo.

Sem roubar a melhor fruta da �rvore...

- Bar T. - O que quer, Sr. Saunders?

No Texas, � um costume oferecer uma bebida...

quando um homem cavalga 300 km para ver algu�m.

� melhor aprender as maneiras do Texas, Harrison.

Se � que vamos ser s�cios.

A posse est� acima da lei.

Se estivesse na Bar T, seria dif�cil, quase imposs�vel, tir�-lo de l�.

Especialmente se f�ssemos s�cios.

E se Colt Saunders estivesse morto.

Quando ouvir tr�s tiros, saber� que deu certo.

Quando ouvir tr�s tiros, saber� que deu certo.

E se ele mat�-lo ao v�-lo?

A� vou morrer, e voc�s podem correr para um sal�o...

onde podem contar �s dan�arinas como s�o desesperados...

com suas armas pra baixo, quase nos joelhos.

Tr�s tiros r�pidos. Boa sorte..

Claro que n�o desejo ser s�cio daquele rebelde.

N�o.

Os dois irm�os morrem.

- Mas depois, algu�m pode... - Teremos de cuidar disso tamb�m.

Qualquer testemunha pode causar problemas no futuro.

Tem a mulher.

� claro. Vamos matar todos..

Claro.

Se�or Colt.

Meus irm�os e eu queremos dar adeus.

� claro que o papai diria melhor.

Nossos cora��es est�o tristes, Se�or Colt...

mas devemos ir.

A se�ora sair� num instante, Se�or Colt.

- Se�ora? - S� um pouco, Maria.

Queria lhe dar isso. � a nota da venda dos cavalos.

- Tamb�m queria lhe falar. - Muito j� foi dito. Demais.

Bem, tenho pensado em voc� e no beb�...

e como se sente pela crian�a.

Vai ter problemas para vender os cavalos sem isso.

N�o vou vender os cavalos.

Precisar� deles para manter a fazenda.

- Se est� levando meu filho... - N�o estou levando o beb�.

Quero que ele tenha a Bar T.

� mais do que jamais poderia dar a ele, ent�o...

Colt, me escute.

Quando for criar a crian�a, tente se lembrar de algo.

Tente se lembrar que as pessoas n�o s�o perfeitas. Elas n�o s�o.

Elas cometem erros. E quando cometem, elas sofrem.

Elas pagam. Dentro delas, elas pagam.

Ent�o, quando ele cometer seus erros, e ele vai...

tente lembrar disso para perdo�-lo.

- Lorna, espere. - Se�or, um cavaleiro se aproxima.

- Saia. - Mas o cavaleiro � o Se�or Cinch.

Disse que me mataria se pusesse meus p�s na Bar T.

Estou na Bar T e est� armado.

Tem motivos para vir aqui?

Talvez tenha voltado para pegar algo que era meu.

- Ol�, Lorna. - Ol�, Cinch.

N�o preciso dizer que � linda. Continuar� sendo aos 80.

� desse tipo de beleza.

M�os pra cima! Todos.

Lembrem-se, s�o uma fam�lia grande.

Haver� muitos para lamentar o tolo...

ou os tolos. O primeiro que se mexer.

Agora cuidado, muito cuidado.

Tirem esses cintur�es.

Vamos.

N�o voc�, Colt.

Fique armado.

Vaquero, de costas pra parede. �ndale!

Agora, todos bem quietos.

Tem sido um her�i desde o dia que me carregou do lado sul.

Desde ent�o, fiquei � sua sombra. O aleijado e seu irm�o mais velho.

- Sempre achei que voc� era loco. - Devagar, gran vaquero.

Agora, her�i...

tem at� a garrafa esvaziar para sacar.

Depois eu o matarei a sangue-frio...

esteja ou n�o com a arma na m�o.

Vamos, saque, hombre.

Isso n�o seria bom para o her�i: Uma mulher na linha de tiro.

Saque!

- Eu n�o posso. - N�o pode.

Deve ser �timo ter uma mulher que se importe tanto se voc� vive ou morre.

Este � o fim do u�sque.

Saque ou vou mat�-lo!

N�o posso.

Tudo bem.

Venceu, seu velho bode.

Ningu�m mova um m�sculo.

Muito bem, todos voc�s, levantem as m�os.

Para tr�s.

Voc�, tamb�m.

Bem alto.

Isso.

D� um chute.

- O Comiss�rio disse para prosseguir. - Ele n�o quer que saiam?

N�o. Aqui dentro.

- R�pido, cubra este lado. - Certo.

Vamos!

Se�ora.

Nem se assustou.

Ele est� bem.

Ele se foi.

�s vezes, um Saunders n�o vive direito...

mas sempre morre direito.

Pobre Cinch.

Legend by: Mir�o

Fim

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