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Ah, n�o, n�o!
N�o, n�o, n�o, n�o, n�o!
Quando voc� vai parar?!
Fa�am-na parar!
Em nome de Cristo,
deixe-me em paz!
Todos de p�! Todos de p� por sua emin�ncia, Juiz Jeffreys!
Isso que foi decisivo para mim.
Esse nome, George Jeffreys.
O Juiz Enforcador.
Ele ganhou sua reputa��o de bestialidade
nos, assim chamados, inqu�ritos sangrentos,
enforcando centenas depois que o Duque de Monmouth se rebelou contra James II,
se lembrar de sua hist�ria.
Mas estou divagando.
Madeira? N�o?
Bem, se n�o se importa eu quero...
Jeffreys era conhecido por ter um tipo de humor...
Como posso dizer? Um senso de humor �cido.
D� pra notar pelas transcri��es.
Existem, sabe, muitas delas. Registros de julgamentos.
E l� estava o velho George,
n�o t�o velho quanto se imagina.
Bem jovem, na verdade.
Sim, bem jovem.
L� estava ele, se divertindo a valer
antes de condenar os infelizes r�us a balan�ar.
Bem...
Uns anos atr�s, uma dessas transcri��es caiu na minha m�o por algumas libras.
Mas descobri conforme ia lendo
que era de um car�ter bem diferente do habitual.
Bem diferente.
John Martin, levante a m�o.
Que seja registrado que o prisioneiro, John Martin,
n�o tenho o temor a Deus diante de seus olhos,
mas movido e seduzido por instiga��o do diabo...
A acusa��o contra o prisioneiro era de assassinato.
...e com uma certa faca, no valor de um penny,
cortou a garganta da citada Ann Clark.
Ou seja, ele teria cortado a garganta de uma infeliz garota
e escondido seu corpo numa lagoa.
...contra a paz de nosso soberano e Senhor, o Rei,
sua coroa e sua dignidade.
Como se declara?
- Inocente. - John Martin era de boa fam�lia.
Boa casta.
Ouso dizer que se sentia bastante confiante de sua absolvi��o.
...t�o perto do bom veredito.
Sr. Dolben?
Com a indulg�ncia de Sua Excel�ncia, e dos cavalheiros do j�ri,
sou o conselheiro do rei na acusa��o ao prisioneiro.
Ouviram que o citado � indiciado pelo assassinato
de uma... de uma jovem garota.
Tais crimes os senhores talvez considerem nada incomuns.
De fato, lamento afirmar que por mais b�rbaros e antinaturais,
ficamos sabendo quase diariamente de casos desse tipo.
Pode ser, mas n�o precisamos ficar ouvindo esse murmurinho.
Sr. promotor.
H� certas caracter�sticas neste assassinato...
que o marcam como algo nunca antes perpetrado em solo ingl�s.
Enquanto o prisioneiro � um cavalheiro de posses,
a pessoa assassinada era uma pobre garota do campo.
E al�m disso, era algu�m a quem
a provid�ncia n�o dotara do pleno uso do intelecto.
O que quer dizer com isso?
Milorde, ela era o que se costuma chamar de
- uma inocente ou simpl�ria. - Ah, sim.
Algu�m que esperar�amos
que um cavalheiro dessa qualidade teria mais probabilidade de ignorar
do que de levantar a m�o contra ela de forma t�o horr�vel e b�rbara,
como iremos demonstrar.
Agora, para come�ar do come�o...
Adoraria que o fizesse.
No Natal do ano passado, o ano de 1683,
este cavalheiro, Sr. Martin,
tinha acabado de voltar para a p�tria
da Universidade de Cambridge.
Alguns de seus vizinhos o entretinham aqui e ali
em suas festas de Natal.
Voc� dan�a bem.
Melhor que suas damas de Cambridge, fidalgo?
Minhas damas de Cambridge n�o segurariam uma vela para ti, Sarah R. Scott.
� mesmo?
Mas quem � essa?
O que est� encarando?
Oh, n�o ligue pra ela, senhor.
Quem �? Ela arfa como um peixe.
� s� a Ann, senhor, Ann Clark. Ela trabalha aqui.
- Fazendo o que? - Empregada e faz-tudo, senhor.
Deixa ela pra l�...
Ela tem que dan�ar comigo.
N�o, senhor. S� a deixei descer
porque ela queria tanto ver as festividades de Natal.
Tenho que convida-la.
- N�o, senhor! - Tenho que convida-la.
N�o zombe, senhor.
Ela � lenta e abobada.
� s� uma dan�a, Sarah.
Srta. Ann,
me daria o prazer?
Ora vamos, Sr. promotor, n�o viemos aqui pra ouvir hist�rias de
festas de Natal em tabernas.
Daqui a pouco vai contar at� a m�sica que dan�aram!
De fato irei, Milorde.
O que?
Pois at� isso tem influ�ncia sobre o assunto em quest�o.
Bem, continue, continue, em nome de Deus!
Aceita a chave do meu cora��o
para nos unir e nunca mais separar?
Senhora, vai caminhar? Senhora, vai falar?
Senhora, vai caminhar e falar comigo?
O fidalgo est� se divertindo, n�o �?
N�o tem nada de divertido nisso, pobre menina boba.
N�o, n�o vou aceitar a chave do seu cora��o
para nos unir e nunca, nunca separar...
Ele vai virar a cabe�a dela.
Sim, n�o vou falar.
Sim, n�o vou caminhar e falar com voc�.
Eu lembro dessa cantiga, l� da minha terra, em Shropshire.
Mas isso n�o vem ao caso.
N�o duvido que seja a primeira vez que temos cantigas neste tribunal, n�o?
Em geral as dancinhas ficam todas pra Tyburn.
N�o �?
Disse que a m�sica era importante para o caso, Sr. promotor,
e parece que Sir Martin concorda com voc�.
Que h� com voc�, homem?
Est� com cara de quem viu um fantasma.
Mi...
Milorde,
s� fiquei surpreso de saber o qu�o triviais
e tolas s�o as coisas que trazem contra mim.
Triviais?
� o Sr. promotor que deve demonstrar se s�o triviais ou n�o.
- Sim, milorde. - Continue, senhor.
De fato, se o assunto n�o tivesse passado
da indulg�ncia de uma pobre �rf� para com um jovem cavalheiro,
tudo estaria muito bem.
Mas a partir de ent�o, passou a haver frequentes encontros entres os dois.
Pois a jovem ficou t�o contente de ter conseguido
o que ela acreditava ser um namorado,
que estaria sempre dispon�vel para ele.
E parece...
que tinham um sinal secreto.
Oh, vou comprar um novo alfinete de prata
para prender seu cabelo e sua fina musselina...
Senhora, vai andar?
Senhora, vai falar?
Senhora, vai andar e falar comigo?
Que beleza!
Bem, depois de tr�s ou quatro semanas
desse pequeno... entretenimento de John Martin, algo aconteceu.
Acontece que o sujeito j� estava noivo
de uma jovem da par�quia.
Um partido muito apropriado, se pensava.
Muito apropriado.
E com um dote consider�vel.
John Martin parecia ter se acertado para a vida.
Infelizmente para ele, no entanto,
surgiram boatos de seu flerte com Ann Clark
e, de repente, as coisas n�o eram mais t�o apropriadas, afinal.
Nem para a fam�lia da jovem,
nem, de fato, para a pr�pria mo�a.
E ent�o, de repente, n�o havia mais noivado.
Demonstraremos que depois desse desentendimento
o prisioneiro foi tomado de f�ria
contra Ann Clark, vista como causa de seu infort�nio,
ainda que ningu�m mais fosse respons�vel sen�o ele mesmo!
Ann Clark...
iria atr�s dele...
demonstrar com gestos e palavras atrapalhadas
o afeto que tinha por ele.
At� que se tornou,
em suas palavras,
a praga de sua vida.
Essa era a situa��o
at� o dia 15 de maio deste ano.
Nesse dia, o prisioneiro cavalgava pela vila,
como de costume, e topou com a jovem.
Mas, em vez de passar direto, como fazia ultimamente,
ele parou...
e disse... alguma coisa pra ela.
Algo que a deixou maravilhosamente contente.
E ent�o a deixou.
E depois daquele dia...
Ann Clark nunca mais foi vista.
E aqui chego num ponto em que n�o deveria ousar chamar sua
aten��o, mas que me parece fundamentado na verdade,
e apoiado por testemunhas merecedoras de cr�dito.
E que, senhores, a meu ver se constitui como
um grande exemplo da vingan�a de Deus contra o assassinato.
E que...
requerer� o sangue dos inocentes...
Bem?
Sr. promotor, qual � sua inst�ncia?
Sr. Dolben!
Para ser breve... senhores...
traremos testemunhos
de que Ann Clark foi vista depois deste dia 15 de maio.
E nas ocasi�es em que foi vista...
seria imposs�vel que ela ainda fizesse parte do mundo dos vivos.
N�o disse que era uma maravilha?
"E nas ocasi�es em que foi vista..."
"seria imposs�vel que ela ainda fizesse parte do mundo dos vivos."
Espl�ndido, n�o �?
Certeza que n�o quer um gole?
Sil�ncio! Sil�ncio!
Sil�ncio! Sil�ncio!
Sr. promotor, poderia ter guardado essa hist�ria por uma semana.
A� j� seria Natal,
e poderia assustar suas cozinheiras com ela.
Deveria saber que n�o � bem ocasi�o pra voc� se divertir.
Mas, por Deus, homem, est� falando de fantasmas
cantigas de Natal e companhia de taverna
enquanto a vida de um homem est� em jogo.
Vamos, Sr. promotor.
Talvez eu n�o devesse ser t�o �cido
mas deve admitir que est� tomando um rumo um tanto incomum.
Ningu�m sabe disso melhor do que eu, meu senhor.
Conhecia Ann Clark?
Sim, muito bem.
Ela era �rf�, senhor,
e a abriguei por caridade.
Ela era atraente?
N�o, de forma alguma, senhor.
N�o era nada atraente, pobre crian�a.
Era lenta e desajeitada.
Sua pele era grossa, como um bufo.
"Bufo"?
Milorde, acredito que seja um nome do campo para sapo.
Ah, um sapo!
Bem, continue.
Era uma crian�a bondosa e doce
e merecia algo melhor do que teve nas m�os dele!
Chega! Isso � para o j�ri decidir!
Que fa�am o que quiserem, s�o do seu tipo...
Poderia contar para o j�ri
o que se passou entre a senhora e o prisioneiro em maio passado?
Sim, senhor. Foi o seguinte...
Era por volta das 9h, uma noite depois de Ann n�o voltar para casa.
Eu estava trabalhando na estalagem.
N�o havia ningu�m l�,
exceto Thomas Snell.
E o clima estava horr�vel.
Traga-me cerveja!
Sim, fidalgo.
Est� ruim l� fora, n�o �, fidalgo?
Frio como beijo de bruxa.
Beijo de bruxa.
Noite ruim. Noite ruim.
Sim. Nunca fiquei t�o feliz com um dos bancos da senhora Arscott
como esta noite. Ela sempre se apieda
de n�s, vagabundos e perdidos, n�o �, fidalgo?
Falando nisso...
- est� atr�s de sua namorada, fidalgo? - O que?
Sua namorada, senhor.
Ann Clark.
Que diabos quer dizer?!
- Sinto muito, senhor. - Cale essa boca!
S� estava brincando.
Que tenho eu a ver com Ann Clark?!
- N�o, senhor. De fato, senhor. - Nem d� pra imaginar!
- Sim, senhor. - Uma vadia boba e um cavalheiro como eu?
- Absurdo. Todo mundo sabe disso. - Com certeza, fidalgo.
Sim, senhor.
Oh, que idiota eu sou!
Poderia me emprestar sua faca, fidalgo Martin?
Bom Deus, devo ter deixado l�.
- Perd�o, fidalgo? - Meu Deus!
Deixou onde?
Por que essa m�sica, mulher?! Por que n�o pode ficar quieta?!
Sinto muito, senhor.
S� estava passando pela minha cabe�a.
Ora, � ela!
- � Ann Clark! - N�o, � o vento!
- N�o h� como confundir essa voz. - N�o mais do que
de um enorme sapo-boi.
Por qu�? O que foi, fidalgo?
Ann n�o tem sido vista. Est�vamos preocupados. Vamos deixa-la entrar...
N�o, mulher, pelo amor de Deus!
O que? N�o est� feliz da pobre crian�a ter sido encontrada?
Thomas Snell, abra a porta pra ela.
N�o! Em nome de Deus!
...que a morte nos separe...
Ela entrou?
Eu ouvi a porta.
N�o.
N�o era a porta. Soou como...
Sim, o arm�rio.
Ora.
O que � isso?
Thomas Snell, venha aqui e me ajude.
Tem algu�m escondido neste arm�rio, e eu
- quero saber quem �. - N�o, n�o, n�o, n�o!
- Ann, � voc� a� dentro? - Pelo amor de Deus!
N�o!
- Que diabo! - E o que foi que saiu?
Um rato?
N�o, meu senhor.
Era maior que um rato, mas n�o consegui ver o que era.
Deslizou muito r�pido pelo ch�o e saiu pela porta.
Mas como era? Era uma pessoa?
Milorde, n�o sei dizer o que era, mas correu muito baixo
e era de uma cor escura.
E parecia...
errado.
N�o havia rastros no ch�o?
Sim, meu senhor.
Bem, ainda que seja de fato uma hist�ria bizarra
o que quer com essa evid�ncia?
Milorde, a apresentamos para mostrar o comportamento suspeito
do prisioneiro imediatamente depois do desaparecimento
da pessoa assassinada, e pedimos que o j�ri leve em considera��o.
E tamb�m...
a quest�o da voz ouvida fora da casa.
Hum, sim.
A voz.
Est� meio escuro aqui, n�o �?
Tragam luzes.
Agora, filho, n�o tenha medo.
Ningu�m aqui vai te machucar
- se falar a verdade. - Sim, se falar a verdade.
Mas lembre-se que est� na presen�a do grande Deus do c�u e da terra,
que t�m as chaves do inferno, e na presen�a
dos oficiais do rei, que t�m as chaves de Newgate.
E lembre-se tamb�m que a vida de um homem est� em jogo,
e que se mentir
e por causa disso ele chegar a um triste fim, n�o ser� melhor
que seu assassino.
Assim... fale a verdade.
Conte ao j�ri o que sabe.
Fale.
Onde estava na noite de 23 de maio?
- Era o dia anterior ao nosso banquete. - O que? N�o consigo ouvir.
Alto, rapaz.
Era o dia anterior ao nosso banquete e eu gastei seis pences l�.
Um m�s antes do solst�cio de ver�o.
Bem, filho, e o que estava fazendo, ent�o?
Cuidando das vacas na charneca, milorde, pro meu mestre.
Eu estava l� por volta das seis horas,
sentado junto a uma �rvore perto da �gua.
Continue, garoto.
Bem, senhor, estava bem perto da �gua, menos de dez jardas.
Ouvi como se um bast�o batesse em algo que fazia um som de afundar.
Me deixe em paz!
N�o, n�o! Me deixe em paz!
Me deixe em paz!
- Teve algum contato com o prisioneiro? - Sim, senhor.
Um ou dois dias antes, o prisioneiro,
quer dizer, o Sr. Martin,
sabendo que eu costumava ir na charneca,
me perguntou se eu teria visto uma faca perdida l� e disse
que me daria seis pences se a encontrasse.
Eu disse que n�o tinha visto, mas iria perguntar se algu�m viu.
Mas ent�o ele disse que me daria seis pences para n�o dizer nada.
E assim o fez.
E voc� costumava ver o prisioneiro
e Ann Clark juntos?
Sim, milorde. Vi Ann Clark esperando na charneca
pelo prisioneiro, ao longe, v�rias vezes
- desde o �ltimo Natal. - A observou com cuidado
pra ter certeza que era ela?
Sim, tenho certeza.
Por que tanta certeza?
Porque ela ficava pulando
pra cima e pra baixo, batendo palmas... como um ganso.
E ela era de um jeito que n�o podia ser ningu�m mais.
Qual foi a �ltima vez que a viu?
Depois...
Depois que o prisioneiro foi embora. Estava escurecendo
e eu estava ansioso pra voltar pra casa, pro meu mestre,
mas tinha medo de que se sa�sse de onde estava
o Sr. Martin, quer dizer, o prisioneiro
poderia me ver.
Fiquei mais alguns minutos junto � �rvore,
olhando para a lagoa.
E ent�o vi alguma coisa.
Vi algo escuro sair da �gua.
Correu bem r�pido
na mesma dire��o que o prisioneiro havia tomado.
E quem, pelo seu juramento, acredita que era?
Pelo meu juramento, senhor,
n�o poderia ser ningu�m mais sen�o...
Ann Clark.
Milorde, encerramos as evid�ncias para o rei.
Bem, senhor...
� hora de fazer sua defesa.
Bem?
Milorde...
N�o tenho muito a dizer, exceto que tenho a mais fervorosa esperan�a
de que o j�ri n�o esteja prestes a tirar minha vida
por conta do testemunho de camponeses que acreditam
- em qualquer coisa. - Cidade ou campo, John Martin,
a verdade surgir�.
- Claro. Eu quis dizer que... - O que, o que, o qu�?
O que quer dizer?
Desde que fui trazido para Londres, n�o houve o devido cuidado...
- Cuidado? - Para me manter seguro contra interrup��es
e... perturba��es.
- Foi perturbado na cadeia? - Muito perturbado, meu senhor.
- Pelo qu�? - Barulhos, senhor.
Barulhos e... e vozes.
Newgate n�o � um claustro nem um jardim de mosteiro.
Barulhos e vozes s�o coisas que se deve esperar ouvir.
- Primo, eu te pe�o... - O que?!
Bem, senhor, minha fam�lia � ligada � sua por casamento,
tenho uma tia-av� que...
N�o reivindique parentesco comigo, senhor!
Eu sou o juiz aqui.
N�o fa�o pr�-julgamentos.
N�o tenho olhos para ver nem ouvidos para ouvir,
exceto o que a lei me instrui,
"primo"!
Algo mais?
- Milorde? - Algo mais a dizer em sua defesa?
John Martin! H� algo mais que queira dizer antes que esses
12 homens bons e confi�veis consideram seu veredito?
Nada, Milorde.
Talvez n�o se surpreenda em saber que, depois de uma bem curta
delibera��o, o j�ri apresentou o veredito de culpado.
John Martin, foi considerado culpado do mais hediondo assassinato.
� a senten�a deste tribunal que seja enforcado
num cadafalso perto do local onde o fato foi cometido,
e essa execu��o ocorrer� no dia 28 de dezembro
- no Dia dos Inocentes. - Milorde...
posso pedir que meus parentes venham me ver antes do fim?
Sim.
Com todo meu cora��o...
que o mundo todo o visite, se assim desejar.
Ann Clark pode visita-lo tamb�m, no que depender de mim.
N�o diga isso. N�o diga isso, senhor!
- Sil�ncio. - N�o diga tal coisa!
N�o merece a ternura das m�os de ningu�m
por seu assassinato covarde e sangrento, que n�o tem nem est�mago para assumir.
Espero que ela fique com voc� dia e noite,
at� o seu fim.
13.
- 13! - O que foi?
13! H� 13 no j�ri!
- 13! - Sil�ncio!
13!
E assim conclu�mos o caso mais estranho que o juiz George Jeffreys
j� julgou.
N�o o encontrar� registrado nos anais oficiais.
Talvez...
por uma boa raz�o.
O peda�o de terra fica no oeste, e � um
dos menores lotes que poderia encontrar.
Poucos metros quadrados, sem qualquer port�o ou delimita��o.
Eu fui l� uma vez.
Poderia toma-lo por um pequeno jardim,
h� muito abandonado.
Exceto que fica longe da vila...
e n�o tem vest�gios de cultivo.
Dizem que um terr�vel assassino est� enterrado l�.
E chamam o lugar de "Perto de Martin".
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