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Original subtitles

Nascemos para sobreviver...

... num mundo repleto de perigos.

As dificuldades tornam-nos mais fortes.

Sonhamos sonhos imposs�veis

e concretizamo-los.

Mas n�o somos um.

As lutas da Humanidade moldam o nosso destino.

E nessas lutas...

... nascem novos mundos e novos futuros.

No caos de um planeta implac�vel, a maioria das esp�cies so�obraria.

Mas para uma, todas as pe�as se encaixar�o.

E um conjunto de chaves abrir� um caminho

para a Humanidade triunfar.

Esta � a nossa Hist�ria,

a Hist�ria de todos n�s.

A HUMANIDADE Os Inventores

No in�cio dos tempos...

...o Universo nasce, numa explos�o.

Com ele, todos os �tomos dos nossos corpos.

Gal�xias incont�veis e in�meras estrelas.

E, em volta de uma delas,

um planeta azul, a nossa Terra.

Nenhum outro planeta conhecido tem atmosfera e �gua em estado l�quido...

...as condi��es necess�rias para a vida.

13 mil milh�es de anos depois de o Universo surgir,

nasce uma esp�cie �nica:

A Humanidade.

Agora, nas pradarias da �frica Oriental,

come�amos a lutar contra as dificuldades.

Um bando de irm�os.

O seu l�der � o antepassado gen�tico de toda a Humanidade.

Todos os homens vivos, hoje, partilham uma por��o do seu ADN.

5 cm mais alto do que um Americano atual,

� um atleta natural, um ca�ador inato.

� aqui que vive:

O Vale do Rift, na �frica Oriental.

Um laborat�rio f�rtil para a vida.

Na sua mira, mil quilos de carne,

o suficiente para alimentar a sua fam�lia de seis, um m�s.

Em breve, ser�o sete.

A mulher com quem partilha a vida espera o seu primeiro filho.

Vis�o estereosc�pica para avaliar com precis�o as dist�ncias.

M�os h�beis.

Velocidade b�pede.

Mas n�o tem as armas naturais dos outros predadores de �frica.

N�o corre mais do que uma chita,

n�o tem a for�a de um le�o

nem os maxilares que esmagam ossos de uma hiena.

Por isso, inventa.

As ferramentas tornam-me melhor.

As armas tornam-me mais poderoso.

Tem de se deslocar sobre dois p�s.

Tem de libertar as m�os.

Libertar as m�os para trabalhar com ferramentas muda tudo.

N�o h� outra esp�cie, no planeta,

que use armas e ferramentas, como n�s.

A capacidade do homem de projetar poder

� a chave para controlar o nosso mundo.

Passaremos os pr�ximos cem mil�nios

a aperfei�oar armas que matam, � dist�ncia.

H� uma oportunidade limitada.

Disp�e de meio segundo.

� o momento em que, se conseguir explodir e agir corretamente,

come, sobreviver�.

Se a desperdi�a, morre.

Preparar a matan�a,

a grande chave da nossa sobreviv�ncia.

A 148� C, uma fa�sca:

O fogo.

O nosso planeta � o �nico local conhecido, no Universo,

com as condi��es ideais para o fogo arder.

� o elemento que faz de n�s quem somos.

Cozinhar os nossos alimentos d�-nos um segundo est�mago,

fora do nosso corpo.

Come�amos a digerir as gorduras, os hidratos de carbono, as prote�nas,

antes de mastigarmos os alimentos, o que facilita a sua digest�o,

ou seja, o nosso est�mago diminui e o nosso c�rebro cresce.

Uma melhor nutri��o estimula o c�rebro humano.

Ao longo de dois milh�es de anos, mais que duplica de tamanho.

Com bili�es de liga��es.

� a estrutura mais complexa do Universo,

que nos permite pensar,

comunicar

e amar.

Pode dizer-se que a sociedade, qualquer tipo de sociedade,

come�ou com o cozinhar da carne, sobre as chamas.

Mas o homem n�o � sempre o ca�ador.

O fogo protege-os de outros predadores,

mas este casal ter� sorte, se chegar aos 30 anos.

O seu filho por nascer s� tem 50% de hip�teses de se tornar adulto.

H�, talvez, apenas 10 mil humanos, no planeta,

menos do que as pessoas que nascem numa hora, hoje.

Dispersos em grupos pequenos e isolados,

sempre � beira da extin��o.

Mas h� cerca de 70 mil anos,

algumas centenas de pioneiros sa�ram de �frica;

foi o in�cio de uma aventura extraordin�ria.

Todos temos uma liga��o com esses primeiros pioneiros

que ousaram deixar o seu territ�rio e ir mais al�m.

N�s, humanos, somos um grupo inquieto;

estamos sempre a olhar mais al�m,

e al�m pode significar oceanos, montanhas

ou continentes de dist�ncia.

Isso faz parte de n�s, est� no nosso ADN.

H� mais de 50 mil anos,

a Humanidade instalou-se no M�dio Oriente, na �sia,

na Austr�lia e na Europa.

Ao disseminarmo-nos,

uma ligeira mudan�a do eixo da Terra, que a afastou do Sol,

arrefece o planeta.

As temperaturas m�dias descem at� aos -10� C;

um ter�o do planeta fica coberto de gelo.

Glaciares com km de altura avan�am, pelo norte da �sia e pela Europa.

Agora, as dificuldades tornam-nos quem somos.

A poucas centenas de quil�metros da barreira de glaciares,

no que se ser� a Fran�a atual,

uma fam�lia sobrevive, no clima mais rigoroso que o homem conheceu.

O frio extremo � como algo vivo,

esgueira-se, descobre os nossos pontos fracos,

ergue-se do ch�o, aproxima-se de todos os �ngulos,

e esmaga-nos.

Criamos novas tecnologias para nos ajudarem a sobreviver.

Mas o nosso mundo � t�o trai�oeiro como sempre.

A m�quina assassina perfeita da natureza.

Velocidade m�xima: 58 km/h

As suas mand�bulas mordem com uma for�a de 105 kg por cm2,

o suficiente para esmagar ossos.

Os lobos s�o ca�adores de matilha, implacavelmente eficientes.

Tal como n�s.

Neste mundo gelado, a Humanidade d� um grande salto em frente.

O fogo transforma cavernas em habita��es.

Afiamos ossos de animais para criar as primeiras agulhas

e fazemos roupa costurada, pela primeira vez.

Para n�s, a roupa est� ligada � moda.

Para o homem da idade do gelo, por�m, serve para manter a pele quente,

para criar um microclima em volta da pele,

caso contr�rio, n�o sobreviver�.

Nas paredes da caverna,

a inven��o mais exclusiva do homem:

Imagens das nossas vidas e do nosso mundo.

Algumas das primeiras obras de arte.

Dizem: "Eu vivi. Tinha uma no��o da minha identidade.

"Sou algu�m."

� o in�cio do distanciamento cada vez maior do homem

das suas ra�zes animais, para se tornar uma nova criatura.

Pode ter sido o primeiro exemplo da individualidade.

Sabemos que sobrevivemos a esse per�odo.

Mas � bom ver provas f�sicas, tang�veis disso.

Alguns lobos t�m genes que os tornam mais d�ceis que outros.

S�o os antepassados de todos os c�es atuais.

O primeiro contacto inicial ter� sido feito por lobos,

que procuravam explorar uma nova fonte de alimento

e conseguiram conviver com pessoas, o tempo suficiente,

para comerem os desperd�cios lan�ados para tr�s da caverna.

O nosso inimigo da Idade do Gelo torna-se o melhor amigo do homem.

Consegue ca�ar, de noite, atrav�s do som, atrav�s do olfato.

Ouve as renas, no horizonte,

horas antes de nos apercebermos da sua presen�a.

� uma combina��o imbat�vel.

Nada pode deter os homens e os c�es, juntos.

� medida que o gelo domina o planeta,

a Humanidade avan�a.

Contra todas as probabilidades, prosperamos.

Ent�o, o planeta volta a aquecer.

Por volta de 10 mil a.C., a popula��o humana atinge um milh�o.

A neve converte-se em chuva.

H� 400 gera��es,

no M�dio Oriente,

uma mulher, cujo nome nunca saberemos,

d� vida ao futuro da Humanidade.

Os cientistas chamam-lhe a Nossa M�e Agricultora.

O que ela inventa altera o ritmo da Hist�ria Humana,

D� origem a cidades,

nova tecnologia, ci�ncia e imp�rios.

Mas tamb�m crime, pobreza, doen�a

e guerra.

H� 10 mil anos, nas colinas f�rteis do M�dio Oriente,

uma ideia gera o mundo em que vivemos, hoje.

A neve da Idade do Gelo converte-se em chuva de ver�o.

A Terra � o �nico planeta conhecido em que h� �gua em estado l�quido.

Cobre mais de 70% do globo;

� essencial para a vida.

Enquanto os homens ca�am,

as mulheres recolhem cereais selvagens.

Quase meia tonelada de sementes por cada 4000 m� de erva.

Todas as calorias gastas na recolha produzem 50, em troca.

O homem instala-se em redor de fontes ricas em alimentos.

Agora, em grupos de 60 ou mais.

E h� 10 mil anos, uma mulher faz uma descoberta.

A funda��o do nosso mundo moderno.

Sementes descartadas ganham raiz, no lixo.

Isso d�-lhe uma ideia.

Planta as suas melhores sementes, num peda�o de terra f�rtil.

Plantar as primeiras sementes � o primeiro passo rumo � civiliza��o.

Podem apropriar-se da paisagem e usarem-na para proveito pr�prio.

� mais uma garantia de que eles e os seus filhos sobreviver�o.

Ela cuida das sementes. Monda-as e rega-as.

A primeira agricultora do mundo.

Agora, 4000 m� de terreno podem alimentar 100 vezes mais pessoas

do que a ca�a e a recole��o.

A agricultura vai mudar tudo.

� a diferen�a entre haver apenas poucos milh�es de homens no planeta

e haver milhares de milh�es.

Uma nova colheita conquista o globo: O trigo.

De um �nico alqueire, fazem-se 70 p�es.

Em 3000 a.C., a agricultura chega ao sul da Inglaterra

e cria uma matriz para o futuro:

A aldeia.

As primeiras comunidades fixas da Humanidade.

E uma nova figura:

O l�der.

Inteligente, franco, carism�tico.

Os primeiros animais de cria��o,

porcos, ovelhas, cabras e gado.

� um ponto de viragem.

Em mil anos, a maioria dos animais dom�sticos que temos hoje

foi domada para proveito humano.

Domesticar e criar outros animais

� a chave do crescimento da nossa popula��o.

Mas a agricultura tamb�m abre uma nova frente de combate,

contra o inimigo mais persistente da Humanidade:

A doen�a.

Muitas das doen�as comuns que mais tememos: s�filis,

tuberculose, var�ola, peste bub�nica,

surgiram por vivermos em proximidade com os animais.

Com trabalho �rduo e uma dieta restrita,

tornamo-nos menos saud�veis

e mais baixos.

O homem comum mede apenas 1,62 m.

As mulheres apenas 1,52 m.

Possuir terras d� origem a um novo inimigo:

N�s pr�prios.

Na aldeia vizinha, as colheitas n�o vingaram.

N�o sei se j� tiveram fome,

mas a fome domina a nossa mente, de uma forma incr�vel.

Come�amos a ter alucina��es olfativas,

a cheirar coisas que n�o existem.

N�o se consegue pensar nem falar em mais nada.

Juntamo-nos e falamos sobre a pr�xima refei��o, quatro horas a fio.

Acabamos por recorrer ao canibalismo, devoramos os amigos;

toma conta de n�s.

Torna-se um confronto entre o que � seu e o que � meu.

A terra � minha, trabalhei arduamente nela,

concentrei o meu tempo, o meu esfor�o e energia nela.

Aprendi a cultiv�-la, a geri-la, ao longo das esta��es.

Se vem aqui, tentar roubar-ma, tirar-ma,

sem o meu consentimento, tenho de fazer algo,

ou morro.

A g�nese da guerra.

Um em cada dez esqueletos dos primeiros agricultores

revela sinais de viol�ncia.

Um agricultor pode morrer cinco anos antes

dos nossos antepassados ca�adores/recoletores.

A vida agr�cola traz outro salto para a Humanidade.

Novas formas de luto

e os prim�rdios da religi�o organizada.

Numa plan�cie no sul da Inglaterra, um monumento aos que perdemos.

Stonehenge.

A cren�a na vida para al�m da morte

inspira alguns dos maiores projetos de engenharia da Humanidade.

Na mesma �poca de Stonehenge,

a 3540 km de dist�ncia,

outro extraordin�rio monumento em honra dos mortos ganha forma.

O maior edif�cio da Terra, durante os pr�ximos 4000 anos.

Nas margens do rio Nilo, em �frica,

a Humanidade ergue uma das primeiras grandes civiliza��es.

O seu maior feito de engenharia...

... um vasto t�mulo em pir�mide,

para o fara� Qu�ops, deus-rei do Egito.

H� a sensa��o de que o monumento representa algo maior do que o homem.

Deve ser constru�do por um deus.

A estrutura mais alta feita pelo homem,

nos pr�ximos 4000 anos.

35 mil oper�rios,

sem ferramentas de ferro nem ve�culos com rodas.

Apenas escopros e serras de cobre macio.

Cidades inteiras constru�das para a m�o-de-obra.

N�o se trata de escravos.

Muitos s�o artes�os especializados, pagos em cereais e cerveja.

O respons�vel pela constru��o � Hemiunu,

Pr�ncipe do Egito, Primeiro-ministro

e um dos primeiros e maiores engenheiros da Hist�ria Humana.

Um desafio de log�stica, tornado poss�vel por uma �nica inven��o,

a chave para a maioria das conquistas da Humanidade:

A escrita.

Imaginem que tentam organizar 20 a 30 mil homens.

A �nica forma de o fazer � tomando notas.

Desenvolvida h� 5 mil anos, no M�dio Oriente,

a escrita � um prolongamento do c�rebro humano.

Podemos comunicar uns com os outros, � dist�ncia

ao longo do tempo.

A vis�o de Hemiunu re�ne uma for�a de trabalho nunca antes vista.

Tinha de se extrair, mover e colocar um bloco,

a cada dois, tr�s minutos, para construir a estrutura,

num dia de trabalho de dez horas. � de loucos!

S�o precisos 20 anos e dois milh�es de blocos de pedra,

cada um deles mais pesado do que uma carrinha,

erguidos 122 m acima do solo.

Os oper�rios organizam-se em grupos concorrentes.

As pessoas s�o inteligentes, percebem que temos uma natureza competitiva.

Dividiram os oper�rios em grupos e disseram:

"Voc�s arrastar�o estes blocos e voc�s, estes.

"Quem o far� mais depressa?"

Em cemit�rios em volta da pir�mide,

um em cada cinco esqueletos de oper�rios

revela ind�cios de les�es graves, devido a acidentes.

S�o precisos 20 anos e dois milh�es de blocos para a concluir.

Coberta com calc�rio polido e rematada a ouro,

no interior, cont�m uma c�mara f�nebre.

A pir�mide � uma m�quina da ressurrei��o,

onde o fara� Qu�ops viver�, entre os deuses.

Por todo o M�dio Oriente, erguem-se as primeiras cidades,

uma revolu��o na vida humana.

Kanesh, atualmente na Turquia moderna.

A cidade ergueu-se, em parte, para os agricultores viverem juntos,

n�o apenas os agricultores, mas quem lhes fazia as ferramentas.

A cidade d� origem a duas novas chaves do progresso humano:

o com�rcio e a ind�stria,

e a um novo tipo de homem: O empres�rio.

Imdi Ilum, um dos primeiros comerciantes que conhecemos,

na Hist�ria da Humanidade.

Negoceia um dos materiais mais raros e valiosos da sua �poca:

estanho.

O estanho � a chave de uma nova ind�stria.

Misturado com cobre, produz bronze.

Forte, afiado, � o metal que altera o rosto da guerra,

nos pr�ximos 2000 anos.

Por�m, o estanho � um dos metais mais raros do mundo antigo,

encontrando-se apenas em poucos locais distantes.

Amur � filho de Imdi,

s�cio, no neg�cio do pai,

numa miss�o comercial que alarga os horizontes da Humanidade.

A centenas de quil�metros de casa, transporta uma carga de estanho,

extra�do das minas do Ir�o e do Afeganist�o.

Come�amos a assistir � ascens�o do com�rcio internacional.

Quase h� 4000 anos,

os comerciantes como Imdi transformaram a escrita em algo novo.

Fizeram literalmente Hist�ria.

Centenas de cartas de Imdi, em placas de argila, sobreviveram.

Numa carta para um parceiro de neg�cios escreve sobre o filho.

"Amur s� se interessa por comida e cerveja.

"Tem de aprender a fazer o que se lhe manda.

"Tem de se tornar um homem."

O grande valor da inven��o do ato de escrita

deixava-nos a todos um registo, um rasto

do que conhecemos como a nossa Hist�ria, enquanto seres humanos.

Mas a virilidade de Amur est� prestes a ser posta � prova.

As pessoas transportavam o estanho ao longo de vastas dist�ncias.

Podiam obter um grande lucro, mas era extremamente arriscado.

Meia tonelada de estanho vende-se com um lucro de 100%.

Mas este � um territ�rio de bandidos.

O com�rcio e a ind�stria forjam novas liga��es pelo mundo fora.

Amur transporta uma carga valiosa, atrav�s de territ�rio de bandidos.

As pessoas que fizeram o mundo, ou que correram riscos,

foram as que n�o jogaram pelo seguro,

as que viram oportunidades, onde os outros apenas viam riscos.

O com�rcio abre novas fronteiras

e liga o mundo como nunca antes.

Come�amos a ver o in�cio do com�rcio e da especializa��o

de que Adam Smith falaria, milhares de anos depois,

em "A Riqueza das Na��es", em que cada grupo tem as suas aptid�es.

Com o bronze,

testemunhamos os prim�rdios da economia moderna.

Os comerciantes difundiram a civiliza��o pelo mundo,

ao ligarem o M�dio Oriente � �ndia, � Europa e mais al�m.

Mas o com�rcio do bronze e a luta pelo seu controlo

conduzem ao nascimento da guerra moderna.

Megido, no atual Israel.

16 de abril de 1467 a.C.

O novo fara� do Egito, Tutm�s III.

Jovem, ambicioso, sem provas dadas.

Senhores da guerra do M�dio Oriente dominaram a cidade de Megido,

a chave das redes comerciais do Mundo Antigo.

Ele foi preparado para isso

e, quando se torna fara�, desafiam-no.

N�o podemos esquecer que Megido era a for�a vital dessa civiliza��o,

das rotas comerciais.

Ele decidiu mostrar-lhes do que era capaz.

12 mil soldados.

Oficiais, regimentos,

pelot�es. Um novo tipo de ex�rcito.

A maioria � recrutada, agricultores chamados a combater.

Mas tamb�m h� profissionais treinados.

Tem�veis soldados n�bios, do atual Sud�o.

Todos aguardam as ordens do deus-rei.

N�o h� nada como ver o l�der � frente,

seja um fara� ou o General Patton.

Os homens que veem os seus l�deres avan�ar para a batalha,

arriscar a vida,

querem provar ao seu chefe que t�m estofo para vencer.

Esta � a primeira batalha registada, da Hist�ria da Humanidade.

"Sua majestade investiu, � frente do seu ex�rcito,

"num carro de ouro, adornado com os instrumentos de guerra."

Na B�blia, Megido dar� o seu nome ao Armaged�o.

O carro eg�pcio tem uma velocidade m�xima de 40 km/h.

O carro assemelha-se a um helic�ptero de combate.

Neste caso, o guerreiro � o arqueiro do carro.

Avan�am e disparam, em andamento.

Seria angustiante, ca�tico, numa �rea de quil�metros;

uma grande nuvem de poeira de confus�o.

S� isso deve ter aterrorizado o inimigo.

Come�ou a era das grandes guerras.

A luta da Humanidade por recursos

cria os primeiros grandes imp�rios do mundo.

O fara� do Egito Tutm�s III lidera um ex�rcito de 12 mil em combate,

pelo controlo da cidade de Megido.

Nunca foi posto � prova, � jovem, inexperiente.

Os seus homens n�o sabem o que esperar dele.

Por isso, ele tem de avan�ar, liderar a partir da frente

e mostrar aos seus homens que � o respons�vel, o l�der,

que dar� o exemplo, que correr� os primeiros riscos.

A virilidade seria posta em causa,

se n�o se estivesse � altura do deus-rei.

Os escribas eg�pcios registam o ponto de viragem.

"O inimigo fugiu para Megido, com medo."

Conseguiu neutralizar uma coliga��o de for�as muit�ssimo poderosa

e f�-lo com intelig�ncia, bravura, coragem.

Um poeta eg�pcio regista o destino do soldado comum.

"Jovens chamados a combater,

"uma crian�a arrancada do peito materno.

"Quando chega � idade adulta, os seus ossos estilha�am-se."

Os senhores da guerra rebeldes entregam os filhos como ref�ns.

Levados para o Egito,

se os novos s�bditos do fara� voltarem a revoltar-se,

eles ser�o mortos.

Tutm�s III expande o Imp�rio Eg�pcio como nunca antes,

1.035.995 km�.

Afirma:

"Expandi o dom�nio do Egito at� ao que o Sol abarca."

De uma esp�cie que lutou para sobreviver,

a Humanidade desbloqueou as chaves para controlar o nosso destino:

Fogo...

... agricultura...

... comunica��o...

... constru��o de cidades, cria��o do com�rcio,

e a arte da guerra.

Um homem pode, agora, controlar a vida de milh�es.

O homem com o poder de um deus.

Mas a era dos reis divinos est� a chegar ao fim.

Um novo material, extra�do da crosta terrestre,

transformar� o nosso futuro.

Novas tecnologias,

novas gentes.

E novas ideias: A Idade do Ferro.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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