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* Tradu��o: RobOpen *
Sr. Scott?
Isso mesmo. sr. Gunn? Por favor sente-se.
Por que o encontro aqui, sr. Scott?
Eu queria um lugar onde n�o � prov�vel sermos vistos.
Entendo.
- Deixe-me servir uma bebida. - Obrigado.
Para o que vamos brindar?
Ao seu manejo criterioso de um problema muito dif�cil.
Realmente? Que problema?
Chantagem. Sou advogado, sr. Gunn.
No in�cio desta noite, eu recebi um telefonema
de uma jovem, Marion Venner.
Ela queria que eu cuidasse de um caso para ela.
- Nos encontramos no apartamento dela. - No apartamento dela?
Ela insistiu. Estava muito preocupada.
Quando cheguei l�, descobri que ela estava bebendo muito.
Ela me ofereceu uma bebida, e eu aceitei.
N�o demorou muito para ela chegar ao ponto.
- Ela queria lhe chantagear, � isso? - Por estar sozinho com ela.
Claro, ela iria elaborar a hist�ria quando levasse para minha esposa.
Eu entendo. Quer que eu fale com a srta. Venner?
Gostaria que voc� argumentasse com ela, sr. Gunn.
N�o � f�cil argumentar com chantagistas.
Ent�o negocie com ela. Fa�a-a falar.
Incriminar-se. Voc� ser� minha testemunha.
Pago a taxa que voc� quiser.
Certo, sr. Scott. Verei o que posso fazer.
Este � o meu n�mero privado e o endere�o da Marion Venner.
Corte!
Como voc� tem passado?
Um pouco nervoso.
Isso geralmente acontece quando se ronda um apartamento escuro.
O que voc� est� fazendo, me seguindo?
N�o, mas parece que eu deveria.
Eu sempre saio perdendo nesse neg�cio.
Desonesto. Sempre desonesto.
Se quer saber o que estou fazendo aqui, por que n�o pergunta?
O que voc� est� fazendo aqui?
N�o posso dizer a voc�.
Voc� achar� a vista da janela um pouco vazada, tenente.
Eu achei que estaria.
Desculpe minha curiosidade, mas o que voc� est� fazendo?
A bala definitivamente veio deste apartamento.
Bala?
A que matou a mulher do outro lado.
Mulher do outro lado quando?
No in�cio desta noite. Um daqueles assassinatos deliciosos.
Mulher boa, sem nenhum inimigo no mundo, marido amoroso.
Ela foi at� a janela e bang!
A garota que morava aqui se chamava Marion Venner.
Morava?
Sim, acho que ela fez uma pequena viagem.
A mala e todas as roupas dela sumiram.
O que mais voc� sabe sobre Marion Venner?
Nada.
Sabe, acabei de ter um pensamento encantador.
Porque n�o lhe prendo por homic�dio, levo para a delegacia
e talvez voc� me conte sobre Marion Venner.
Tenente, esses pequenos sentimentos de inseguran�a est�o voltando.
- Pete, eu quero essa garota. - Eu samb�m.
- Cliente? - Para um cliente.
Se a pegarmos primeiro, voc� ter� que devolver o dinheiro ao seu cliente.
Al�, sr. Gunn.
Ah, sr. Scott
Vou ter que pedir para voc� falar baixo.
O quarto da minha esposa fica do outro lado do corredor.
Entendo.
Bem, acho que n�o h� mais necessidade de cautela, sr. Scott.
Parece que Marion Venner resolveu o problema da chantagem.
Por qu�?
A pol�cia parece pensar que ela cometeu um assassinato.
Assassinato?
Um tiro foi disparado do quarto dela.
Matou uma mulher do outro lado.
� incr�vel.
Eu sabia que tipo de mulher ela era, mas assassinato?
As pessoas cometem assassinatos por v�rios motivos diferentes.
Seja qual for o motivo, agora � um caso de pol�cia.
No que me diz respeito, est� tudo acabado.
Bem, nem falamos sobre a taxa ainda.
Oh, por favor.
N�o h� taxa s� para passar por um apartamento.
� muita gentileza da sua parte.
De jeito nenhum.
Se eu puder ajudar em outro momento, me avise.
- Boa noite. - Boa noite.
� hora do seu rem�dio, querida.
Voc� sabe o que o m�dico disse.
Voc� tem que seguir a receita, Laura.
Voc� vai tomar isso na hora certa, n�o vai?
N�o gostar�amos que nada acontecesse com voc�.
N�o gostaria, Anthony?
Laura!
Ah, vamos ser honestos.
Sou um fardo.
Tenho sido h� muito tempo.
E n�o sou exatamente a esposa mais jovem do mundo.
Laura, n�o vamos repetir isso.
N�o deve ser uma boa vida para voc� desse jeito.
Laura, por favor.
Eu n�o poderia culpar voc� se voc� decidisse me deixar.
N�o vou lhe deixar, Laura.
Isso nunca me ocorreu.
Aconteceu uma vez.
Foi h� muito tempo.
Todos os nossos argumentos t�m que voltar a isso?
Eu compensei aquilo para voc�.
Tenho sido um bom marido.
�s vezes...
�s vezes o qu�?
�s vezes eu n�o sei o que fazer.
Devo chamar um m�dico?
Deve?
Bem, n�o me pergunte.
Voc� sugeriu isso.
Eu n�o sugeri. Foi s� um pensamento.
Certo.
Certo o qu�? Devo ou n�o devo?
Bem, voc� quer ligar para um?
Pode ser uma boa ideia.
- Faria voc� se sentir melhor? - Possivelmente.
Doente?
N�o.
Oh?
Pensei que voc� poderia estar.
Oh.
- N�o? - N�o.
A �ltima vez que veio aqui t�o cedo, voc� tinha um caso de sarampo alem�o.
Bem, talvez eu esteja s� esperando por um cliente em potencial.
Voc� nunca esperou por nada em potencial.
Nada?
N�o clientes.
Seus clientes chegam sempre na hora ou um pouco mais cedo.
E voc� est� sempre alguns minutos atrasado.
Voc� me conhece muito bem, n�o?
- Tenho estudado sua t�cnica. - E?
D� o tipo certo de resultado.
Que bom que voc� aprova.
Eu aprovo qualquer coisa que d� o tipo certo de resultado.
- Oh? - Hum-hmm.
Bem, voc� certamente n�o est� doente.
N�o.
Nem esperando por um cliente.
N�o.
Como voc� est�?
Livre como o vento.
Voc� est� brincando.
Nada a fazer a n�o ser convencer a Mother a deix�-la sair mais cedo.
Ah, Pete.
Vou levar voc� para um bom jantar.
Fa�a uma grande fogueira.
Tome um banho.
Ah, Pete.
Pete, telefone para voc�.
Oh.
Eu n�o estou.
Disse que era importante.
Quem disse?
Sr. Scott.
Bem.
Bem?
Ok.
Diga a ele que j� vou.
Al�?
Sr. Gunn, aqui � Anthony Scott.
Acabei de receber not�cias de Marion Venner.
Ou ela n�o sabe ou n�o se importa de ser procurada pela pol�cia.
Ela quer que eu a encontre.
Onde?
Hotel Westburn, rua 11, quarto 309.
Certo, irei l� assim que trocar de roupa.
N�o entendi.
Deixe para l�.
Como voc� faz isso?
Fa�o o qu�?
A �ltima vez que lhe deixei, havia um buraco de bala na janela.
Agora encontro voc� com uma bala no corpo.
Veja, tenente...
Como voc� faz isso?
Sob qual estrela macabra voc� anda?
Apenas sorte, eu acho.
Final de Marion Venner.
Pelo menos deixou uma nota de suic�dio.
Esta � a raz�o pela qual ela matou aquela mulher.
N�o tenho certeza se acredito na sua tese.
Bem, est� tudo aqui.
Delirium Tremens. Ela era alco�latra.
Escute isso.
As coisas rastejando em minha dire��o, rostos por toda parte, rindo, gritando.
Uma terr�vel na janela.
Peguei a arma, disparei.
Esse � um caso bastante inst�vel de Delirium Tremens.
O que quer dizer?
Num minuto ela est� fora de si,
no minuto seguinte ela percebe o que fez, faz as malas e vai embora.
Delirium Tremens pode acontecer dessa forma.
-Sim, eu sei. -O que est� tentando construir?
Aah, s� pensando.
Precisa de uma carona?
Tenho meu pr�prio carro.
Uh, me perdoe.
Posso ter uns trocos para cigarro?
N�o sei.
Bem, quando voc� acha que poder� ter uma decis�o?
� muito tarde.
O que isso tem a ver?
Normalmente n�o abro a caixa a esta hora da noite.
Veja, amigo.
Ajudaria se eu lhe mostrasse minhas credenciais?
Bem, voc� parece razoavelmente respeit�vel.
Obrigado.
Vire as costas.
Obrigado.
Voc� foi muito cordial.
Bem, o que se pode fazer?
Uh, falando em cordialidade,
voc� parece o tipo de cara
que pode ter um interesse paternal em seus inquilinos.
E voc� parece um sujeito muito pr�spero.
A que horas o 309 fez uma liga��o esta noite?
Nunca fez.
Tem certeza?
Tenho certeza.
Positivo?
Veja, ela nunca fez nenhuma liga��o.
Eu n�o a reconheceria se ca�sse sobre ela.
Eu nem sabia que ela estava no quarto.
Bem, ela teve que se registrar, n�o foi?
Veja, senhor, meu lanche est� esfriando.
Mas farei isso mais uma vez, e chega.
Como eu disse � pol�cia,
esse sujeito liga,
diz que precisa de um quarto para a prima.
Ele vai mandar a mala dela com o dinheiro do aluguel.
Um pouco depois,
o cara da empresa de mudan�as aparece com a mala.
Ele me d� dois e meio pelo quarto.
Eu dou a chave para ele.
Ele leva a mala para cima
e ponto final.
Qual � o nome da empresa de mudan�a?
O que estou gerenciando?
Uma sociedade de ajuda aos viajantes?
Quem percebe essas coisas?
Ele era um bom homem,
de boa apar�ncia, de macac�o.
Obrigado.
Voc� foi muito �til.
N�o foi f�cil.
Pete, o que voc� est� tentando ganhar?
Voc� n�o est� me contando nada de novo.
Quando deixei voc� no quarto do hotel,
desci ao sagu�o,
e Joe tinha acabado de interrogar o funcion�rio do hotel.
Esse quarto foi alugado por um primo.
Voc� encontrou o primo?
Fazendo uma verifica��o.
Claro, n�o sabemos o nome do primo,
mas estamos fazendo uma verifica��o.
O que voc� descobriu?
Gra�as � voc�, estraguei
uma caneta Sharp.
D�-me $1,98.
Tenente, est� convencido de que foi suic�dio?
Pete, n�o fico satisfeito quando algu�m morre.
Mas voc� se importa se eu seguir as regras?
Tem alguma hist�rico sobre a garota?
Voc� pode chamar isso de hist�rico.
Ela n�o era ningu�m, uma biscate.
Trabalhava no bar do Kerry na rua 17.
Gar�onete.
Algum amigo, parente?
Ningu�m pr�ximo,
exceto um namorado, um lutador chamado Moreland.
Qual � o endere�o dele?
Voc� n�o est� satisfeito com o modo como fazemos as coisas aqui?
Digo a voc� depois de falar com Moreland.
N�o vejo onde isso � da sua conta.
Pode tornar-se assunto de muita gente, Moreland.
Marion est� morta.
Quando?
Essa noite.
A pol�cia est� operando com a teoria de que ela se matou.
Ela n�o faria isso.
Por que voc� diz isso?
Oh.
N�s �amos nos casar.
T�nhamos planos.
Eu ia fazer uma luta.
Um evento principal.
Ela acreditou em mim.
Ela sabia.
N�o sou muito velho.
Eles me prometeram uma luta.
Ela n�o pode estar morta.
Ela n�o pode!
Sinto muito, Moreland.
Eu...
Eu n�o entendo.
Eu simplesmente n�o entendo!
Ei, Sammy,
levante a ponte.
l� vai o seu duplo.
Obrigado, George.
Voc� estava dizendo?
Eu estava perguntando.
Marion Venner?
O que h� para contar? Ela trabalha aqui.
Cuida da pr�pria vida. Muito boa pessoa.
Bebe pesado?
Voc� trabalha em um restaurante. Voc� come.
O que voc� �, representando as unidades ou algo assim?
Tem que beber muito para ter Delirium Tremens.
Ela vive em uma garrafa.
Ent�o, qual � o seu ponto?
S� estou tentando descobrir como ela morreu.
Morreu? Ent�o � por isso que a pol�cia me queria.
Eles falaram com voc�?
Sim. Recebi uma liga��o.
Queriam-me na delegacia.
Disse a eles que estava de plant�o. Iria l� quando terminasse.
Morta, hein?
� muito ruim.
Como eu disse, Marion era uma boa pessoa.
Voc� acha que ela poderia se matar?
Voc� acertou.
Ela tinha um grande problema com a bebida.
Como aconteceu?
Atirou em si mesma, talvez.
Atirou em si mesma?
Esse � um belo truque.
Gostaria de saber quem segurou a m�o dela.
Segurou a m�o dela? O que voc� quer dizer?
Ela ficou travada em uma loja de bebidas.
Esteve no hospital algumas vezes.
Finalmente teve um derrame e quase paralisou a m�o.
Eu a ajudava com os cheques de pagamento.
Voc� sabe, guiar a m�o dela.
O que voc� quer dizer, ela n�o podia escrever?
Como eu disse,
ela mal conseguia assinar o pr�prio nome.
Obrigado.
N�o foi sensato da sua parte vir at� aqui, sr. Gunn.
Sr. Scott, essas cenas podem ser longas e tediosas.
Por que n�o poupamos um ao outro o problema?
Eu n�o entendo.
Por que voc� a matou?
Matei?
Como ela poderia assinar o nota de suic�dio com a m�o paralisada?
Voc� est� tentando me pegar, sr. Gunn.
Acabei de chegar do bar do Kerry.
O barman me disse que um homem com a sua descri��o
esteve com Marion esta noite cedo e saiu com ela.
Ele est� errado.
Eu nunca estive l�.
A pol�cia pedir� ao barman para identific�-lo cara a cara.
Uma testemunha ocular, sr. Scott.
Voc� sabe o que isso significa.
Foi por isso que voc� matou a mulher do outro lado.
Ela tamb�m era testemunha ocular, n�o?
Engra�ado.
Voc� est� sozinho porque n�o h� nada para voc� em casa.
Voc� entra em um bar,
conhece uma garota.
A garota errada.
Tudo isso na casa dela.
Foi verdade sobre a chantagem.
Ela queria dinheiro ou ent�o iria para minha esposa.
E a arma?
Est�vamos discutindo.
Ela apontou uma arma para mim.
Tentei afastar dela e...
Disparou.
Vi a mulher do outro lado.
Ela tinha visto tudo.
O que eu poderia fazer?
Atirei.
E ent�o voc� tirou o corpo da Marion do apartamento?
Pensei que seria f�cil.
Vestir um macac�o,
levar o corpo dela para o hotel.
Eu estaria fora disso.
Coisa engra�ada, sr. Scott.
Voc� quase escapou impune.
Mas quando eu estava saindo do hotel,
fiquei sem cigarros.
* Tradu��o: RobOpen *
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