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� o segundo s�culo depois de Cristo:
um imenso imp�rio, se estendendo aos limites do mundo conhecido
e sua pedra angular nas cidades espalhadas pelas sete colinas nas margens esquerdas do Tibre.
A voz de Roma foi sempre temida em cada cidade sob o seu dom�nio.
Mas, a cidade eterna era um mito inalcan��vel
para o povo espalhado da Bretanha aos limites long�nquos da �sia.
Os mestres do mundo e suas villas no Mar Mediterr�neo,
descansavam de suas guerras lucrativas, de seus esfor�os pol�ticos,
e do t�dio de n�o terem mais nada a conquistar.
Certo ent�o, como a hist�ria de Appius Lucanus terminou?
Assim que ele recebeu a peti��o,
o Imperador respondeu que arrumaria para ele um excelente posto com a tropa.
Como um remador em suas trirremes?
Marcus!
Sauda��es, Senador Lucidius. - Sauda��es.
Como voc� n�o est� no pal�cio, Fabricius?
Voc� n�o teme que algu�m vai roubar o seu lugar ao lado da Imperatriz?
Eu entendo. Penso que devo partir agora.
Cortes�os tem percep��es r�pidas nos dias de hoje. - Bom dia, Senador.
Bom dia, Marcus! - Voc� est� me deixando em perigo.
� esse ponto que eu queria falar com voc�, Marcus. - Qual � a pressa?
Eu estou em Roma h� apenas 3 meses. Deixe eu me livrar do fedor desses b�rbaros.
Marcus, eu ainda posso ajud�-lo a obter do Imperador
um compromisso a um posto que ser� do seu agrado.
Nossa fortuna j� n�o � grande o bastante para te assegurar um futuro.
Muito bem. Vamos ouvir onde voc� quer me mandar.
Mas n�o a Bretanha, muita neblina. - O que voc� diz da Alemanha?
N�o! Voc� consegue me ver em um pa�s onde as mulheres p�em gordura de ovelha no cabelo?
Bem... Il�ria? - Eu tenho credores l�. Muito arriscado.
S�ria n�o. Palestina est� em paz no momento.
Arm�nia? Sim, por que n�o? Arm�nia!
Arm�nia? E o que eu tenho que fazer l�?
P�r fim a uma revolta de gladiadores.
Depois de alguns dias, voc� ser� um proc�nsul.
� um pa�s pequeno com uma guerra pequena.
Arm�nia � certamente o lugar para voc�.
E eu gosto at� do nome: Arm�nia. Soa como o nome de uma am�vel mulher, n�o?
Oh, � um lugar maravilhoso: mulheres am�veis, banquetes... - Ca�a? - Ca�a!
Plan�cies ricas, verdes e ondulantes, fontes de �gua doce fresca,
tudo o que voc� poderia querer!
Florestas abundantes, ricas plan�cies relvadas, fontes de �gua fresca!
Certo, Tio Lucidius, a sua descri��o se encaixa perfeitamente.
Escreva isso, "Arm�nia est� dividida em tr�s partes: rochas, rochas,
e rochas."
N�o era para uma escolta ter vindo de Ctesifonte?
Eu n�o posso culp�-los por ficarem em casa. Venha, levantaremos acampamento entre as rochas.
Os imperadores conquistaram alguns territ�rios incr�veis!
L� est� Tiburtius voltando.
Marcus! A escolta foi enviada para Cr�sipo! - O que houve?
Ali abaixo entre as rochas, capturado!
Ao cavalo! - Tenha cuidado, h� muitos. N�o seremos capazes de lidar com eles sozinhos!
Depressa, vamos!
Vinicius! Eu pensei que tivesse visto algo l� em cima. Olhe!
Asclepius! Asclepius! Eles nos trar�o apenas m� sorte. Liberte-os!
Volte para os seus filhos, Ramnes. - Eu estou pensando neles!
Quando voc� tiver executado esses romanos, Roma ainda estar� de p�.
Eu disse volte para dentro.
Sua esposa � mais esperta que voc�, Asclepius.
E voc� mais do que ela como todos os que est�o prestes a morrer. - J�piter decide quando algu�m morre.
Ent�o J�piter decidiu que voc� estar� morto antes do cair da noite.
N�s devemos seguir em frente, Ramnes. Prepare a carro�a.
Quando essa vida ter� terminado? - Quando a Arm�nia estiver livre.
E todos os seus escravos libertos.
Eu sei que � duro para voc�. - S�o nossos filhos, Asclepius.
Eles nunca tiveram uma casa. Eles n�o sabem nem ao menos como brincar.
E eles riem t�o raramente.
Eu �s vezes temo que eles tenham se esquecido como. E ent�o, depois de tudo,
e se n�s nunca ganharmos a vit�ria?
Ainda ser� melhor do que matar gladiadores na arena.
Homens que n�o s�o inimigos.
Voc� sabe que tenho raz�o, Ramnes.
Eu te seguirei. V�?
Olhe o que Aros planeja.
O que �? Voc� comeu sua refei��o?
Toda? Ah! O qu�? Voc� quer brincar?
Venha aqui!
Coloque isso para l�. Veja s�, voc� ficou sujo.
V� para aquele lado e aguarde pelo meu sinal.
Um romano!
Um romano!
� uma legi�o! V� embora, Ramnes!
N�o, n�s vamos ficar com voc�! - Salve as crian�as! Depressa! V�! V�!
Asclepius! Asclepius!
Vamos! Depressa!
Covardes! Covardes!
Vinicius, comece a abaixar o acampamento. - Bom, Marcus. Voc� a�!
Que bonita! - N�o toque em mim!
Voc� n�o deveria ter feito isso. Esse lugar n�o � para voc�.
Eu odeio os romanos mais do que voc� os odeia, Asclepius.
Apenas tente n�o se mexer. Voc� perdeu muito sangue.
Talvez quando n�s tivermos capturado Asclepius, n�s terminaremos a guerra.
Voc�, depressa com esses curativos. N�s estamos partindo.
Ele n�o pode se mover! Morrer�! - Se ele morrer, ser� um a menos.
Onde voc� est� indo?
Marcus!
Voc�! Amarre-a com os outros.
Voc� n�o tem outro lugar para isso?
Ei, voc�! Amarre-a.
Um monte de mulheres luta por Ascl�pius, n�o? - Eu n�o entendo a estrat�gia.
Mulheres sempre se deram bem com os romanos. - De onde ela �?
Seu pai era um grande m�dico em Ctesifonte.
Por que voc� luta com Asclepius?
Porque eu odeio voc�s. Foi a primeira coisa que aprendi quando era beb�.
Vamos! Seus cavalos! - Depressa!
Para um fora da lei e um bandido, ele parece ser querido por muita gente.
Eu n�o acho que n�s sejamos t�o amados. - Infelizmente, nada fizemos para ganhar a confian�a deles.
Deveras, n�s ainda somos inimigos, invasores.
Voc� a�! Traga os prisioneiros para a pris�o!
Asclepius que n�o me ou�a, mas esses romanos n�o parecem t�o ruins como os outros.
Sim, mas eles s�o romanos do mesmo jeito. - Mexam-se! Mexam-se voc�s duas!
Vamos!
Vamos, pregui�osos, um pouco mais de energia!
Est� certo, Astarte, me deixe bonito!
Eu n�o quero que esse Marcus Numidius diga em Roma
que me encontrou desleixado como alguns provincianos.
O que voc� pensa? Ele ser� um desses romanos com a lei em sua toga
que s� luta, mata e fica b�bado? Ou ele ser� como voc�?
Eu n�o conhe�o essa nova gera��o. Eu espero que ele n�o seja chato.
Marcus, aqui estamos.
Eu apresento o tribuno de Roma, Marcus Numidius.
Salve, Cr�sipo! Roma sa�da voc� na pessoa de meu fino tio, Lucidius.
Voc�, meu caro! Deixe-me olhar para voc�.
O que o velho Lucidius est� fazendo?
Voc� sabe o que voc� me trouxe � mente?
o rosto da menina pela qual brigamos quando �ramos jovens.
A juventude n�o � apenas uma quest�o de anos. - � sim! � sim!
Voc� descobrir� quando o tempo chegar. Venha, Marcus.
Amira, princesa da Arm�nia. E esse � Borcalla.
Seu conselheiro, e ministro. - Salve a voc�, poderoso mestre!
A Roma Imperial resplandece de seus olhos e eu me curvo a isso.
Eu temo que ele quebrar� sua espinha. Diga a ele para se levantar.
Voc� � espirituoso e bonito, romano.
Dois dons raros que quase nunca s�o encontrados juntos.
Esse � um cumprimento que eu j� esperava, mas � sempre prazeroso vindo de uma mulher como voc�.
N�o concorda?
Voc� n�o se aborrece com surpresas. - � por isso que n�s nos daremos bem.
E agora s� falta o Rei.
Venha conhecer o supremo comandante dos arm�nios.
Eu j� conheci o Rei: eu estou olhando em seus olhos.
Osroe, rei dos arm�nios. - Salve, oh, Rei!
Salve, soldado!
Osroe! Marcus Numidius n�o � somente um soldado, ele � um poderoso romano.
Ent�o se ele � um romano, � um amigo, Amira? - Sim. Todos os romanos s�o nossos amigos.
Quanto tempo voc� vai ficar em Ctesifonte? - Isso depende de voc�, voc� � o rei.
N�s devemos nos retirar agora.
Se voc� desejar ver o rei novamente, amanh� � noite haver� um banquete.
Eu estarei l�. - At� amanh�, tribuno. - Amanh�.
Amira...
Eu n�o queria te deixar sem olhar para voc� uma vez mais.
E voc� me chamou pelo meu nome. Um sinal de amizade, Marcus Numidius.
Ah, Lucidius! A velha raposa.
Ele deveria ter vindo tamb�m. N�s ter�amos feito um belo trio.
Conte-me a �ltima fofoca. Como est� a velha Roma nesses dias? - Entediante. - Me conte!
A taverna do Nesce ainda fica atr�s do templo da Vesta? - Demolida.
O Imperador est� limpando Roma, como ele diz. Destruindo velhas causas e construindo novos pal�cios.
Essas manias dos tempos modernos!
Com licen�a, mas h� algo que eu n�o entendo.
Como um homem como voc�, com seus la�os em Roma vive no meio dessa desola��o?
Pense no seu tio Lucidius.
Em Roma, eu ainda estaria afundado no mesmo estado de sua mediocridade
Na Arm�nia que voc� desdenha, por outro lado, eu sou rico,
temido, respeitado, at� considerado s�bio.
O que C�sar tem que eu n�o tenho?
N�s temos os mesmos inimigos. Mas eu tenho a vantagem de saber quem s�o os meus.
Eu sei que eles vivem fora desses muros, mas ele os t�m como convidados em seu pr�prio pal�cio.
N�s dois temos um ex�rcito e um reino.
E eu tenho mais cavalos do que posso usar, bem como escravos e servos.
E eu tamb�m tenho meu est�dio e meus gladiadores como ele.
Olhe ali!
� esse o grande banquete que voc� me prometeu? O pal�cio est� deserto.
N�o pode estar vazio uma vez que voc� est� aqui, Marcus Nimidius.
N�o � melhor s� n�s dois?
Voc� n�o considera perigoso se voc� est� verdadeiramente s�?
Como voc� v�, n�o estou s�.
Eu prefiro voc�.
Para um soldado n�o h� um inimigo real se ele n�o for poderoso na batalha,
n�o tiver belas mulheres em cada rua e riquezas para trazer para casa.
N�o h� nada disso na Arm�nia exceto eu mesma.
Devemos continuar conversando? - Sim.
Porque quando voc� retornar para Roma, voc� contar� aos seus amigos a velha ladainha de soldado.
N�o. Eu n�o quero que voc� se lembre de mim desse modo.
Voc� gostaria de vir � Roma comigo? Uma mulher como voc� deveria experienci�-la.
� um convite curioso. Eu vou pensar nele.
Roma!
Um dia eu te direi como eu a imagino.
Mas aqui h� muito mais, eu te asseguro.
As suas patr�cias n�o perderiam a cabe�a por uma joia como essa aqui?
Olhe o que eu posso fazer com isso.
Pe�a, Marcus Numidius.
Pe�a o que quer que deseja e todo desejo seu ser� satisfeito.
Todo desejo meu, Princesa? - Amira! Amira!
N�o me sinto bem, Amira. Eu chamei mas ningu�m respondeu.
Voc� tem raz�o, Osroe. Voc� tem raz�o!
Amanh� eu mandarei chicotear os servos.
Um rei nunca deve ser deixado sozinho, deve?
Um rei � muito importante mesmo se ele for pequeno como voc�.
Com poucos meses de idade, ele j� tinha doen�as s�bitas e desmaios.
Estou gripado, Amira! - � melhor que eu o leve para seu quarto.
Voc� esperar�, Marcus?
N�o, fique comigo, Amira, n�o me deixe s�!
Talvez voc� deva ficar com ele, Amira. Boa noite, Rei. Fique melhor.
Boa noite, soldado.
Pare aqui! Eu quero caminhar.
Volte para o pal�cio.
Ah, Lucanus! Caminhando tamb�m? - Voc� se importa se eu vier com voc�?
Claro. Por que voc� quer vir? - Eu n�o confio em te deixar ir sozinho.
Por qu�? - Marcus Numidius, aqui no Oriente, � como em um formigueiro:
voc� toma ci�ncia de sua exist�ncia assim que voc� pisa em um.
Eu nunca me senti mais tranquilo em toda a minha vida.
Em Ctesifonte, todo mundo fora do pal�cio tem duas caras.
Voc� deveria conhec�-los. Eu gostaria que voc� conhecesse as pessoas
como eu fa�o de tempos em tempos.
� um bom conselho, Marcus. Voc� deveria segui-lo.
Aonde voc� vai? - Para onde voc� disser!
O que � isso? - Coisas para vender. - S� esse pouco?
Meu jardim n�o produz muito mas eu estou feliz de todo modo.
Eu n�o protesto nem contra o governo nem contra os deuses.
E eu estou feliz de poder viver nessa bela cidade.
N�o o deixe te enganar. Ele est� mentindo.
Deixe-me ir! Ajuda!
Voc� est� me machucando! Pare!
Saia! Fora!
Por que voc� fez isso? Por que eles te bateram?
Eles me odeiam porque eu trabalho para Cr�sipo: uma pobre, feia, an� armeniana!
Se eu n�o encontrar um homem rico para me proteger. - N�o se preocupe, a gente te protege.
Meu senhor!
Voc� � romano, n�o? - Sim.
Faz tempo que est� longe de Roma? - S� alguns dias.
Voc� j� ouviu falar em Tessus?
Um homem jovem, alto e loiro. Ele � meu filho.
Tessus? Bem, o que ele faz em Roma? - Ele � um gladiador.
Eles o levaram de mim sete anos atr�s. E eu n�o ouvi nada sobre ele desde ent�o.
J� aconteceu de voc� v�-lo?
N�o, lamento muito. - Voc� tamb�m n�o. Ningu�m. Ningu�m.
O que � a minha vida agora sem ele?
E isso ainda n�o � nada.
Agora, eu vou te levar para um lugar onde voc� ver� algo diferente. Vamos.
Eu n�o entendo, as pessoas sofrem mas n�o protestam. - Venha, Marcus.
Talvez voc� encontre sua resposta dentro de voc�.
Voc� n�o pode entrar a�! - Quem disse? - Se voc� entrar, voc� n�o vai sair!
Volte aqui!
Alto! - Perdoe-me. Os deuses levaram embora sua raz�o.
Eu j� disse uma vez para parar a�.
Eles s�o mais r�pidos em lutar um com o outro do que em nos ferir.
Voc� a�! Romano!
Cale-se! - N�o, deixe-o falar.
Se voc� est� � procura de popularidade,
voc� faz bem em procur�-la aqui. Esse � o verdadeiro povo de Ctesifonte!
Um povo infeliz, como voc� pode ver!
Voc�s nos trouxeram a esse estado! Veja sua nobreza!
O que voc� quer? Ser libertado entre os seus rebeldes?
E voc� pensa que n�s dever�amos te receber como um famoso her�i conquistador?
Voc� ouve essa ova��o?
Agora, eu vou te apresentar alguns dos mais entusiasmados.
Voc� j� conquistou o velho louco Carabet!
Outro muito feliz em te conhecer: Teki, culpado de ter dado uma saca a menos de trigo
aos homens que lhe exigiram seu tributo! V� aquele homem com a m�o no ar?
� o seu modo de amaldi�oar. Seu nome � Burdick!
Eles cortaram sua l�ngua fora quando ele tinha 12 anos de idade!
E cada um desses homens tem uma hist�ria diferente para contar.
Se o que voc� disse � verdade, eu mostrarei a voc�s o real sentido da justi�a de Roma.
Mas se n�o for verdade, se arrepender�o!
Vamos, Asclepius est� te contando a verdade? - Por que voc� pensa que eu te trouxe aqui?
Libertem todos esses homens! - Espere, tribuno.
Voc� est� tomando uma grande responsabilidade.
Eu n�o vou admitir que as nossas leis romanas sejam mal conduzidas.
E quanto � responsabilidade, eu estou pronto a aceit�-la!
Voc�s ouviram o que ele disse! Levem as ordens adiante!
Como eles te colocaram entre as mulheres?
Deixe-me falar! Voc� est� bem com as mulheres. Elas n�o t�m que ficar com os cachorros.
Ou�a, tribuno! Ou�a essa l�ngua!
Que pena, um rosto t�o belo n�o cont�m nada al�m de vinagre.
Essa garota... Eu quero que seja trazida ao meu quarto.
Ser� feito. - Eu prefiro ser chicoteada at� a morte aqui! - Sil�ncio!
A garota pastora parece ser uma amiga tamb�m. Por que voc� n�o a liberta tamb�m?
Desse modo elas podem se ajudar.
Se voc� tiver algum des�gnio para mim... Besta feia! Voc� pode esquecer!
Na verdade, eu... - Mulheres...
Eu gosto delas um pouco mais... voc� entende? - Muito bem.
Traga ambas para o pal�cio.
Me solte! - Tenha cuidado! Voc� a machuca! - Eu vou te matar!
Liberte todas essas mulheres.
Um homem forte, inteiramente sem ambi��es. - Bem?
Eles tendem a ser honestos. Voc� nunca pode adivinhar o que far�o a seguir.
Marcus Numidius � um soldado. O que conta s�o suas rela��es importantes com Roma.
� para l� que os seus pensamentos voam, Princesa?
Roma n�o � Ctesifonte.
Ele me convidou para ir com ele. - Tenha cuidado.
Roma vai manchar at� mesmo uma beleza como a sua.
Vai te destruir com sua indiferen�a.
Depois de alguns meses de sucesso, voc� ser� rapidamente esquecida.
O que voc� fez � inconceb�vel: libertar os prisioneiros.
Por que voc� pensa que eles estavam l�?
Eu n�o sei. Eles n�o tinham feito nada. - Isso � o que voc� diz.
Os descontentes s�o como ma��s podres. Leva apenas um para estragar outros cem.
Voc� n�o entende que por 30 anos eu estive definhando nesse pa�s,
construindo sobre a areia, jogando um jogo de �dio, fac��es e embargos!
Se um seixo dessa constru��o for tocado,
ou mesmo um pequeno ramo for removido, tudo vir� a desmoronar.
Voc� sabe o que aconteceria se uma revolta eclodisse?
Voc� tem uma guarni��o que poderia cont�-la.
Minha guarni��o � in�til exceto por agir como minha escolta em cerim�nias oficiais.
E em rela��o � 17� legi�o? - Est� a tr�s dias de marcha daqui.
Mal chegaria a tempo de nos render honras funer�rias.
O que voc� espera? Feche os meus olhos e aceite a injusti�a!
Esse � um pa�s muito misterioso e dif�cil de governar.
Aqui o sorriso e o �dio se misturam.
Beba!
Voc� primeiro. - Eu? - Sim.
Em Roma n�s usamos gatos para isso quando n�s temos suspeitas. - Muito bem.
Voc� enlouqueceu? Espere aqui!
V�? Era veneno e era para n�s bebermos.
Agora voc� v� o que � o Oriente? - Eu n�o gosto do seu Oriente, Cr�sipo.
Eu vou lhe fazer mudar de ideia.
Uma exibi��o gladiatorial romana! Voc� ver� como Asclepius luta.
Mas ele � um rebelde. Ou voc� mata um inimigo ou o liberta!
E por que eu deveria fazer um m�rtir ou manter um rebelde vivo?
A morte de um gladiador � a mais an�nima e a menos provocativa.
E ent�o, quando voc� pensa nela, � a mais adequada.
A morte como um espet�culo!
Os homens que perecem em batalhas s�o desperdi�ados:
ningu�m os v� morrendo sozinhos em um campo de batalha sem espectadores.
Acredite em mim, o mundo parecer� diferente se voc� olhar por esse lado.
Certo, Marcus. Eu deixo voc� domar sua pequena serpente.
S� tenha cuidado, agora que voc� sabe que ela � venenosa.
Eu decidi o que fazer com voc�. - Comigo? N�o!
O que voc� esperava? Eu decidi te usar onde voc� pode ser �til.
Eles me disseram que voc� entende de rem�dios, � verdade?
Voc� se importaria em cuidar de uma crian�a muito doente?
Se for uma crian�a romana, n�o! - Bem, e se for o seu rei?
Eu n�o acredito em voc�. - Seus olhos acreditar�o quando v�-lo.
Asclepius � forte e astuto. Ele pode muito bem passar a primeira prova��o.
E estragar os nossos planos.
Se isso acontecer, Bart, ele n�o deve sair da arena vivo!
Voc� pode considerar o homem morto.
E voc�, pode considerar isso seu.
Osroe! Voc� tomou todo o rem�dio, n�o �? - Sim, mas estava ruim.
Eu n�o quero mais.
Voc� � bonita, Zahar. Eu gosto de voc�. - Voc� gosta? - Certamente.
Tome um pouco disso.
Por que a tia Amira nunca brinca comigo?
Porque a princesa est� ocupada governando.
O que significa governar? - Osroe! - Governar significa tentar...
Vamos brincar um pouco mais? - Por favor, n�o me chame de rei!
Marcus nunca diz rei. Apenas Osroe ou garotinho.
Eu prefiro assim, significa que somos amigos.
Osroe! - Osroe!
Osroe!
Harmonia! Eunay! Cuidado!
Leve-o de volta para o pal�cio. Depressa!
Por qu�? Isso � monstruoso!
Harmonia! - O que �?
Osroe, o rei! Eles est�o o envenenando!
O que voc� est� dizendo? Voc� est� louca? - Eu tenho provas, estou certa disso!
Eu preciso de uma po��o especial para salvar o garoto, � necess�ria. Voc� pode me ajudar!
Eu? Eu sou apenas uma pobre e ignorante escrava. - Mas voc� tem permiss�o para sair dos muros.
Eu estou sendo vigiada de perto. - Diga-me o que fazer.
Voc� conhece Zarbaszed? Aquele velho que coleta ervas e faz rem�dios. - Sim.
Diga a ele que eu enviei voc� e que eu...
Ramnes! O resto est� aqui.
Depressa! Fa�a essas trincheiras! Elas s�o as nossas �nicas defesas!
Nem um �nico romano deve escapar ou n�s teremos a legi�o toda nas nossas costas!
Asclepius e Bart, a vez de voc�s!
Eu conhe�o sua fama, Asclepius, mas a minha � t�o grande quanto a sua.
Reze para os seus deuses.
Eu n�o vou perder hoje. Muita gente aposta em mim.
E eu nunca vou trair a confian�a de C�sar e do meu novo patr�o, Cr�sipo.
Eu vou cortar sua cabe�a fora no terceiro ataque.
Boa sorte, Asclepius. Se voc� viver, eu te vejo depois.
Por qu�? O que aconteceu? Onde est� o Bart?
Eu inclu� uma leve varia��o no seu espet�culo. Eu espero que voc� goste.
Mas isso � assassinato! - Sente-se!
Uma luta magn�fica! Magn�fica!
Eu precisava de um gladiador morto, Amira. N�o de um her�i.
� melhor que a gente volte ao combate m�o a m�o.
Seu assassino! Sua pele n�o vale nem 100 sest�rcios!
Escute os gritos daqueles idiotas. Voc� ouve? Eles procuram por uma carca�a!
Ainda nenhum sinal deles.
Bem? - Nada ainda.
Por qu�? - Voc� v�, Marcus,
eu falei com voc� sobre a morte como espet�culo. Mas Ctesifonte n�o � Roma.
Todos esses homens pertencem a mim.
Voc� est� aqui. L� est� o sentinela. Seja r�pido. - Espere por mim aqui.
O que voc� trama, belezinha? - Os jogos me entediam.
Ent�o voc� decidiu encontrar uma outra divers�o, n�o?
Se voc� tiver um tempinho, romano. - Eu sempre tenho para uma bela garota como voc�.
Eu fico pensando para quantas outras voc� disse isso.
Deixe-me ir! Deixe-me ir!
Por aqui! Me siga!
Olhe! Olhe! Ele vai mat�-lo!
Por que voc� chora, Zahar? Voc� deveria estar contente.
Asclepius � um rebelde. - Ele n�o � um rebelde! Ele � um dos seus s�ditos!
Um soldado que teve que morrer n�o ao te defender, mas ao entret�-los!
Zahar! Espere!
N�o, Lucanus! N�o!
Asclepius! - Ramnes! - Voc� est� a salvo. Sua espada.
Marcus! Marcus! O governador est� morrendo.
Olhe para eles, Marcus. S�o os mesmos que voc� libertou.
Voc� tem raz�o.
Al�m do mais, � bom morrer como um her�i diante de todas essas pessoas.
Eu n�o sei a quem culpar, mas eu juro para voc�... - A legi�o, Marcus!
Resta apenas a legi�o.
N�o fale. Eu vou te mover daqui. - J� � tarde agora.
Tudo est� escurecendo...
Para frente! R�pido! Sigam-me!
Saiam da cidade!
Retirem-se antes dos refor�os!
Depressa! Depressa! Avante!
Vamos! Vamos!
Tire essa plebe daqui! Tome conta da tropa, eu vou para a legi�o!
Passos largos!
Marcus, fuja, � uma armadilha! - Avise a legi�o!
Ent�o � verdade?
Voc� est� partindo? - Sim, n�s estamos indo: eu e meu ouro.
Voc� vai me deixar em um momento como esse? - � a melhor hora para isso.
Sem Marcus Numidius e a legi�o romana, Asclepius vai nos p�r em peda�os.
Que covarde � voc�! - Sim, e eu n�o o nego.
Bem, se voc� n�o quer aceitar a ajuda oferecida... - Os citas?
Eles vir�o se voc� desejar. - E nunca partir�o.
Eu vejo que voc� n�o tem f� em mim. E no meu povo.
Al�m do mais, eles est�o t�o longe. - N�o tanto quanto voc� gostaria.
Rastes!
Quem � ele?
Um homem sempre pronto a vender inimigos ou inimigos a pedidos.
� Rastes. Ele pode conseguir quantos homens voc� quiser.
O suficiente para cobrir a plan�cie, Princesa, desde que o nosso pacto esteja claro.
Cada homem morto custar� o dobro dos vivos.
E os cavalos e mulas... - O pagamento deve ser em ouro, Amira.
Com certas garantias que n�s chamaremos de... oficiais.
Minha palavra n�o basta?
Tente me entender, Princesa: h� um rei na Arm�nia.
E Roma decide por ele, agora que o governador Cr�sipo est� morto.
Quem os romanos enviar�o?
Ser� ele seu amigo? Ou seu inimigo?
No segundo caso, o pequeno Osroe pode at� repudiar a princesa Amira.
E quanto a n�s?
Quem nos pagaria pelos nossos mortos? - Bem, voc�s ainda est�o indecisos?
Asclepius n�o � um criminoso procurando a liberdade. Ele � um rebelde!
Que gostaria do trono da Arm�nia.
Esse trono poderia ser facilmente nosso.
O �nico obst�culo para a sua seguran�a e o seu triunfo
� apenas um garoto.
D� uma boa olhada ao redor, romano.
Essa � a �ltima chance que voc� vai ter de ver o sol.
Pare! Pare esse cavalo!
Continue! Desamarre-o!
Voc� ainda quer rir?
� a �nica arma que me resta.
Voc� � um homem cruel e perigoso para o seu pr�prio povo.
Eu estava enganado em n�o te matar!
Voc� n�o fala da coragem mas da ignor�ncia.
O que voc� sabe de mim? - O bastante para te conhecer.
Voc� merece a morte que Cr�sipo escolheu para voc�.
A morte de um escravo!
N�o, n�o, Asclepius! Ele libertou os prisioneiros, voc� n�o deve esquecer isso!
O que voc� ganha o matando? Quando ele estiver morto, n�o ter� utilidade. - Quieto!
Voc� n�o entende que s� ele pode nos salvar?
Se a legi�o vier ser� um massacre terr�vel.
E n�s n�o vamos ter ganhado nada al�m de sangue pela nossa revolta.
Amira certamente triunfar� de um modo ou de outro.
Talvez esse romano nos trate com justi�a.
Se voc� pudesse traz�-lo para nossa causa.
Deixe-o ir.
Eu te aviso, voc� est� perdendo o seu tempo.
Espere antes de julgar.
O destino de um povo est� em jogo, Marcus Numidius.
E voc� vai nos ouvir at� o fim.
Por que � t�o escuro? Me d� sua m�o. Acenda uma l�mpada!
Ajude-me a me levantar.
Voc� sabe que eu te amo, n�o �, Amira? Eu te amo tanto.
E voc� tamb�m me ama, n�o? - Sim, Osroe.
Eu n�o tenho medo quando eu estou com voc�.
Frio! Como se fosse inverno. Amira!
Tome conta dele!
Amira, eu sinto tanto frio!
Chame Zahar! Deixe-me v�-la!
Eu n�o posso!
Eu n�o posso mais aguentar! � terr�vel essa coisa que eu fiz!
Se ele continuar me chamando eu vou enlouquecer!
Coragem, minha rainha, uns poucos momentos te separam do trono.
� hora de terminar para sempre as l�grimas dessa crian�a.
Eu o odeio! Eu o odeio por me fazer sofrer tanto! Eu tenho medo dele!
Osroe! O que aconteceu com ele?
Ele estava muito bem. Ele estava brincando quando de repente come�ou a tremer e gemer.
N�s o trouxemos aqui. - Por que n�o me chamaram? - Amira estava com ele.
Traga o unguento de Tyrian e uma coberta quente. E um jarro cheio de �gua.
Zahar!
� voc�, Zahar? Eu me sinto t�o doente!
O que voc� tomou? O que eles te deram? - Nada, Zahar.
Osroe, eu estou aqui.
Aqui pr�xima a voc�. Sinta as minhas m�os nas suas.
Conte-me uma hist�ria legal.
Que vai me fazer dormir.
Chame Amira, de uma vez. O rei est� morrendo!
N�o me deixe s�! Estou com medo!
N�o, Osroe, eu n�o vou te deixar s�.
Se os deuses forem gentis conosco, voc� vai ter uma boa noite de sono e um feliz despertar.
Voc� deve beber isso agora.
Queima!
Por qu�? Queima! - Sua vida est� se reduzindo a cinzas. Beba!
Osroe! Osroe!
Me ajude! N�o me deixe s�, Zahar!
Queima... queima!
E quantos anos voc� tinha ent�o?
17. E desde ent�o eu n�o fiz nada al�m de matar.
Em todas as arenas do imp�rio. Um homem diferente a cada dia.
Um completo estranho atr�s de uma m�scara de ferro.
Eu me acostumei a matar como uma foice que m�i a uva.
E ent�o eu conheci Ramnes.
Ela havia sido uma escrava vendida para a L�bia.
Eu sou de um vilarejo aqui por perto.
Um dia as tropas de Amira vieram para os nossos port�es.
E n�s saudamos eles com p�o e sal de acordo com os nossos costumes.
Eles queimaram a vila toda. Mataram os velhos e deportaram os jovens.
Foi a� que eu escapei e que comecei a luta contra Amira.
Eu n�o queria que o nosso povo continuasse a se sacrificar
para os caprichos de uma mulher corrupta e um ministro sem sangue arm�nio.
� terr�vel. Eu nunca acreditei que as coisas pudessem ser assim.
Nem voc� nem Roma poderiam saber o que estava acontecendo aqui.
Mas lembre-se: a justi�a est� do nosso lado!
Talvez eu ainda possa fazer algo.
Mas voc� ter� que ter completa f� em mim, Asclepius. - O que voc� quer?
Apenas uma coisa: minha liberdade.
Esse � um pedido muito s�rio. - Eu sei.
Mas � o �nico modo com o qual eu posso resolver sua seguran�a e essa guerra.
Quais s�o suas inten��es?
Falar com Amira com a autoridade de Roma.
Eu tenho mais de uma corte em Ctesifonte liderada por Lucano.
Ser� o suficiente para garantir minhas decis�es.
Voc� pensa que eu posso confiar em um romano que lutou contra n�s?
Um romano que voc� convenceu, Asclepius. Pela minha palavra e a de Roma, n�o vou te trair.
Eu vou deixar voc� ir.
Mas se voc� n�o retornar em 3 dias, o sangue deles estar� em sua cabe�a.
Porque eu os matarei com minhas pr�prias m�os, um por um.
Essa � a espada de ferro e de ouro.
Mesmo assim, que o seu reinado seja poderoso e pr�spero.
Essa � a �gua da sagrada primavera.
Mesmo assim, l�mpidos sejam seus atos no trono.
Essa � a terra do seu imp�rio.
Proteja-a e defenda-a enquanto voc� viver.
E essa � a coroa que eu coloco em voc� no nome do povo armeniano.
Acabe com essa coroa��o, padre!
Bem-vindo de volta, romano!
Voc� talvez n�o saiba que o Rei Osroe est� morto.
Eu n�o estou falando com voc� mas com Amira!
Em nome de Roma, eu te ordeno a deixar essa terra e esse trono!
Eu temo que a sua confian�a em Roma seja de algum modo exagerada.
Eu devo assumir todas as responsabilidades e poderes
at� que um governo leg�timo seja constitu�do!
Mas o meu governo j� � leg�timo.
N�o cabe a voc� decidir. S�o minhas as seguintes ordens:
a pris�o imediata de Burcalla e o seu ex�lio! Vamos acabar com essa farsa!
Voc� tem raz�o. Vamos p�r um fim nisso. Mas n�o do modo que voc� gostaria.
A �ltima cena mudou.
Citas! Prendam esse homem!
Pobre Marcus, entre todos os seus outros dons, voc� tem o da inexperi�ncia.
Algo muito perigoso seja na guerra, seja na pol�tica.
� uma pena. Mas eu sou compelida a te executar.
Voc� traiu o seu pr�prio pa�s!
� v�o argumentar com um homem que est� morrendo.
Voc� o executar� antes do amanhecer e ir� pendur�-lo nos muros com uma flecha em seu peito.
� uma pena que Asclepius n�o tenha te matado.
Nesse caso, n�s poder�amos ter te dado um belo funeral.
Voc� n�o est� satisfeito, Marcus Numidius?
Roma ficar� muito contente em ter um novo her�i. E um novo m�rtir.
Leve-o embora!
N�o o execute j�.
Se as coisas derem errado, n�s poderemos oferecer a cabe�a dele em troca.
Harmonia! Sou eu, Zahar!
Depressa, abra! Abra, pelo amor dos deuses!
Zahar!
Voc� aqui a essa hora? O que �?
Marcus Numidius foi capturado. Amira ir� mat�-lo!
Como? Marcus Numidius foi capturado!
O que aconteceu? - Lucanus est� vivo!
Eu o mantive escondido aqui. Eles teriam o matado.
Marcus est� no pal�cio. - O que aconteceu com ele? - Eles ir�o mat�-lo!
O que voc� vai fazer? - Eu n�o posso abandon�-lo!
Mas voc� est� s�! - Mande Zahar de volta! A sua aus�ncia n�o deve ser sentida.
Lucanus tem raz�o. Melhor voc� ir agora.
Eu vou seguir o funeral at� a tumba dos reis. Me encontre l�. Depressa!
Ent�o voc� pretende mesmo ir? - Sim.
Voc� n�o est� feliz em se livrar de mim?
Eu voltarei, n�o se preocupe. Ervas daninhas nunca podem ser mortas!
Lucanus!
O que voc� faz aqui? - O mesmo que voc�.
Bom. V� e atraia um pouco mais para perto.
Bom, � a minha vez.
7!
Vamos!
Marcus!
Marcus! - Aqui!
Estou aqui, Lucanus!
Ele est� morto! - Depressa, dentro da pris�o!
Lucanus! Lucanus!
Os refor�os est�o chegando. - H� algum outro caminho? - Por aqui!
Lucanus, vamos! - Sim!
Marcus! Voc� v� pelo port�o oriental.
E eu vou por aqui. Vai ser mais dif�cil para nos levarem.
Bom. Onde devemos nos encontrar novamente? - Na tumba dos reis.
No o�sis de Akkerzhan. - Certo. Que os deuses nos ajudem!
Harmonia!
V�? Eu voltei.
Eu nunca falho em manter minhas promessas.
Eu quero partir com um sorriso.
� por isso que eu voltei para voc�.
Voc� n�o deve chorar. - Eu n�o posso evitar.
Se voc� me ama, voc� n�o chorar�. - Te amar?
Eu te amei mais do que a qualquer um em minha vida.
Veja, n�s somos sinceros na presen�a da morte.
Voc� nunca falou comigo desse modo.
Eu tenho certeza que ter�amos uma vida feliz se pud�ssemos ter ficado juntos, n�o?
N�s ter�amos uma casa,
e filhos... Belos como voc� e fortes como eu.
De noite, sentados,
diante de nossa porta, esperando por mim. � essa noite, Harmonia.
Veja, Harmonia!
Eu estou vindo para casa... para voc�.
Aqui estou.
Sim. E eu corro para o seu lado quando te vejo.
Voc� ri e n�s come�amos a brigar como sempre fazemos.
V�? Ele respira, est� vivo!
Ele est� vivo! Est� vivo!
Ele est� salvo! O rei est� salvo!
Marcus!
Marcus!
V� como tudo � simples? Voc� me ama.
Eu n�o sei mais de nada. Sempre houve uma luta dentro de mim.
Eu deveria te odiar. - Mas j� est� feito. Agora que voc� est� certa sobre n�s.
Eu tenho que explicar tantas coisas para voc�.
Mas voc� foi ferido! - N�o � nada. - Eu te curarei eu mesma.
Meu amor.
Voc� tem certeza que a po��o vai mesmo funcionar? - Tenho. N�o se preocupe.
Parece quase imposs�vel.
Marcus.
Deite-se aqui. Voc� deve descansar.
Sim. Eu tenho que esperar at� o cair da noite.
Eu devo triunfar.
Se eu n�o chamar a legi�o a tempo, ser� uma massacre para Asclepius.
Sim, eu te chamarei ao p�r do sol.
H� um longo caminho pela frente noite adentro. - Sim, Marcus.
Eu acredito que no meu cora��o, eu sempre te amei, caro Marcus.
Querido!
Zahar! H� um pelot�o de citas vale abaixo!
E se eles vierem por aqui?
Por aqui! Capturem-na!
Osroe!
Marcus! Voc� aqui?
Zahar estava l� fora e um monte de homens a agarraram e arrastaram para longe!
R�pido, Osroe! N�s temos que chegar � legi�o romana custe o que custar!
98... 99...
100. - Correto.
Esse homem olha para o meu ouro como se j� fosse dele.
Voc� preferiria deixar Ctesifonte sem prote��o?
Pare!
Eis uma bela prisioneira. - Deixe-a entrar!
Bem, � a amiga fiel de Osroe.
Vamos, tente! N�o desista!
Eu n�o posso ir mais longe, Marcus. Eu n�o posso.
Venha! Eu te levo.
Fale! Se voc� n�o quiser ser chicoteada!
Eu n�o tenho nada a te dizer, Princesa.
Essa mulher n�o � a rainha da Arm�nia!
O Rei Osroe ainda est� vivo e em m�os romanas! - O rei est� vivo?
E quem quer que o traia vai pagar por essa trai��o com a pr�pria vida!
Levem embora essa louca mentirosa! N�o deixem-na falar com ningu�m! - Levem-na!
O rei est� vivo.
O que voc� sup�e que isso significa?
Eu acho que posso adivinhar.
A legi�o est� muito longe e ningu�m diz que o romano pode chegar a ela.
N�s fazemos bem em come�ar a eliminar nosso inimigo mais fraco.
Asclepius? - Sim.
Mas n�s n�o podemos nos permitir o desperd�cio de for�as.
N�s vamos trabalhar para que Asclepius venha e se renda voluntariamente.
A melhor coisa para n�s seria ir embora daqui. Voc�s est�o livres agora.
Mesmo se o romano puder resolver tudo,
sempre ser� melhor para voc� evitar Ctesifonte.
O que voc� teme? - Muita gente te odeia.
Qual � o problema? - Uma tropa de mercen�rios!
Eles est�o vindo para c�!
Os citas!
Voc� � o chefe Asclepius? - Sim, eu sou. O que voc�s querem?
Reconhece isso?
O que aconteceu ao tribuno? - Ele est� morto.
Fale! - Osroe est� morto tamb�m.
Amira quer seu fim, Asclepius e todas as cabe�as dos chefes com voc�.
A parte mais pobre da cidade est� cercada pelos citas.
Se voc� n�o se render, eles v�o queim�-la. Todos v�o morrer!
Mas voc� n�o deve ir, Asclepius! - Cale-se!
N�s estamos prontos para morrer! Voc� deve lutar!
Quieto, cachorro!
Voc� tem um dia.
Se voc� n�o se render, voc� vai ver chamas das montanhas.
Para onde voc� vai, Asclepius? - Para Ctesifonte.
Eu n�o posso permitir que eles massacrem tantas pessoas.
N�s convocaremos as tribos da montanha. - O que n�s podemos tentar agora?
Asclepius! - D� isso ao meu filho.
Para se lembrar de mim.
N�o! Ele n�o pode ir para morrer dessa maneira!
O tribuno Marcus Numidius!
A legi�o!
Se eu continuar, eu vou mat�-la.
Eu te queimarei viva! Voc� salvou o rei mas n�o vai se salvar!
Asclepius se rendeu!
R�pido! Sigam-me!
Eles levaram Asclepius!
Vamos! Bloqueiem a estrada! Vamos!
Parem-nos! N�o os deixem passar!
Conduzam os chacais para fora da nossa terra! Saiam! Fora!
O povo se revoltou! Eles liberaram Asclepius!
C�es! N�s vamos dar um fim em todos!
Avante! Avante!
Os citas est�o vindo!
Fujam! A legi�o romana! Keesla morreu!
N�o!
Parem! Parem!
Covardes! Parem!
N�o!
N�o!
Saia do meu ouro! - Venha e pegue-o!
Maldito!
N�o! - Zahar!
Zahar!
Amada, por que voc� quer se sacrificar?
Porque eu ainda te odeio, Marcus Numidius.
Asclepius!
Marcus, eu confio Ramnes a voc�.
Eu confio meus filhos e todo o meu povo a voc�.
S� voc� pode... devolver a eles a liberdade!
Deixe Roma pagar honra a esse her�i.
Deixem-no ser enterrado como o l�der de seu povo.
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