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O privilégio do serviço militar parece se esvair
a cada batalha que passa,
e o que fica na alma não é a glória do combate,
mas os horrores deixados em seu rastro.
Estou ansioso para saber o que virá depois,
se irei morrer ou viver para ver a vitória.
Ainda assim, não sou do tipo que sucumbe ao medo,
e embora ver tantos mortos me faça titubear,
estou resoluto por saber que, se eu cair ao lado deles,
terá sido para servir a uma causa nobre.
36 HORAS DE GUERRA
Não!
Isso foi um tiro de pistola.
Eu estava pensando, por que ainda não mandaram alguém com novas ordens?
Caramba, já estamos aqui há quase três dias.
- Dois. - Que mais parecem uma semana.
Quando os tiros começarem, vai sentir falta dos dias que passamos cavando.
Que pedra teimosa essa aí, Wilson. Deixe-me ajudar.
Não, eu dou conta.
Cuide de você mesmo.
Morton, por que nunca vemos você escrever pra sua mulher?
Me faz pensar que você está preocupado, como se soubesse de algo que não sabemos.
Eu adoraria poder escrever pra minha esposa,
mas estou ocupado fazendo o seu trabalho, enquanto você fica aí, perdendo tempo.
Sozinha naquela sua casa de campo em Massachusetts,
ela deve estar solitária.
Espero que não se esqueça de você.
Gosta do som da sua própria voz, não?
Não me incomoda.
Minha esposa, Gale, é forte.
Muito mais forte do que você, Clark.
É melhor não falar dela de novo.
Sabe, se a gente quisesse realmente ganhar esta guerra,
deveríamos boicotar o tabaco dos sulistas.
Esse não é dos sulistas. Nós cultivamos lá em Maryland, onde é úmido.
Estão cultivando em Nova York também, acredita?
Transformaram uma plantação de tabaco
no Sul em prisão pra confederados capturados.
Colocaram os escravos como vigias pra deixá-los com medo.
Assim parece que estão ganhando. Não é demais?
Como sabe de tudo isso?
Mantenho os ouvidos abertos.
Frente de ação. Me dá um cartucho, preciso de um cartucho.
Wilson. Meu Deus, Wilson.
Pra baixo! Abaixem-se!
Droga. Por que trouxeram um cadáver pra cá?
- A pistola! - Dá um pouco d’água pra ele.
- Precisa suturar, vai sangrar até morrer. - Estou bem, preciso ir.
- Vocês continuem aí. - Não, fique.
Você ouviu o homem, Clark.
- O quê? - Cave!
O que está fazendo? Tire isso dele!
Não está carregada.
Deixe-o segurar.
Vire-o.
- Qual seu nome, soldado? - Jackson, senhor.
Terceiro pelotão de infantaria do Mississippi.
Que bom que nos encontrou, Jackson.
Meu nome é Morton. Este é Conrad. Somos de vários lugares.
- O corte parece limpo. - É fundo também.
Ele está sangrando por dentro. Vá pegar seu kit.
- Viu muita luta, soldado? - Um pouco.
Segure isso. Pressione.
Ele precisa de um cirurgião.
Um cirurgião, isso significa...
Vamos dar um jeito em você, não se preocupe.
Do que está falando? Não podemos ajudá-lo.
- Não temos o necessário aqui. - Pretende deixá-lo sangrar até morrer?
- Precisa de um cirurgião, vamos levá-lo. - Para o hospital de campanha? Um negro?
- Bom, ele... - Mesmo se o atendessem, chegaria lá morto.
- Fica a uns oito quilômetros. - Nunca saberemos sem tentar.
Não vão atendê-lo. Não entende? Não depois deste massacre.
Não vejo ninguém carregando uma maca desde ontem de manhã.
Se quer ajudá-lo, vai ter que ser aqui.
- Eu os vi... - O que ele disse?
O que você viu?
Soldado, responda. O que viu?
Se eu contar,
- vão me deixar aqui pra morrer. - Deixe de brincadeira, garoto.
Jackson,
não vamos deixar você aqui para morrer,
mas precisa nos contar o que viu.
- Por que eu deveria confiar no senhor? - Vai deixar que ele fale assim com você?
Ingrato desgraçado. Já sei, vou fazê-lo falar na porrada.
Tem alguma coisa a dizer, garoto? Tira a mão de mim!
- Tudo bem! - Do alto do desfiladeiro,
eu conseguia ver por cima da neblina.
Tinha pelo menos uns três regimentos.
Imagino que vão se espalhar por estas colinas no máximo amanhã de manhã.
Juro pela minha vida
que foi isso que vi.
Amanhã de manhã?
Daqui a nove horas.
Isso não muda nada.
Ainda temos um trabalho a fazer e este soldado precisa de um médico.
Jesus Cristo, o que deu em você, Morton?
Ele disse a verdade, e não é muito auspiciosa pra ele.
E aí? Saímos daqui, voltamos e achamos as colinas tomadas pelo exército rebelde?
Não. Se formos rápidos, podemos voltar bem antes.
Deixando o trabalho inacabado aqui? Não é do seu feitio, Morton.
Olha pra ele. Já está meio morto mesmo.
Seríamos acusados de abandonar nosso posto sem um bom motivo.
Você tem algo a dizer?
Acho que ele deveria ter uma chance.
Por que ele deveria ter uma chance, enquanto os outros não tiveram?
É tarde demais pra eles agora. Mas ele ainda está vivo.
Não seria certo deixá-lo morrer como todos os outros.
"Como todos os outros"? Aqueles homens deram suas vidas.
Por isso mesmo, não entende? Seria um pecado deixá-lo morrer.
No fim das contas, as coisas estarão melhores pra ele quando isto acabar.
Ei, você.
- Você era livre antes de se alistar? - O que isso tem a ver?
- Muito, eu diria. - Ele é um soldado como você e eu,
- e é só isso que ele deve ser pra você. - Pode ser, mas...
Mesmo assim, me pergunto o que ele estava fazendo, vagando por aqui sozinho.
Eu não soube de nenhuma unidade de homens de cor por aqui. Vocês?
- Acho que ele poderia estar desertando. - Ele pode ter se perdido do resto.
A unidade dele, o terceiro do Mississippi, está vindo atrás de nós desde Vicksburg.
- Vicksburg? Foi antes que Clark e meus... - Tudo bem.
Pelo que sei, se é escravo, não precisamos pôr a dele vida acima de nossas ordens.
- Você devia se ouvir, você me dá nojo! - Não vê que é a coisa certa a fazer?
Não sei se é a coisa certa a fazer! Significaria abandonar nosso posto
e desobedecer nossas ordens. Não sei se isso é certo!
- Vocês podem cavar, eu mesmo vou levá-lo. - Vai levar coisa nenhuma!
Ele teria que ir de maca! Precisam ser dois homens!
Não sabemos se há mais casacos cinzas esperando por nós na névoa. Um o pegou.
Não sabemos pra onde estão indo. Poderíamos dar de cara com eles.
Se Jackson estiver certo sobre os rebeldes, eles virão por aquela estrada,
e o hospital fica pra lá.
- Você acha que vale o risco? - Sim.
- Não acho que devemos deixá-lo morrer. - Provavelmente já deixamos.
Nunca saberemos se não o levarmos.
Conrad, você vai levá-lo.
E, Clark, já que se mostrou tão ruim pra cavar, você também vai.
- Por que é você que decide? - Prefere uma votação?
Morton e eu vamos ficar aqui e terminar,
e vocês estarão de volta antes de anoitecer.
De volta? Acha que pode nos fazer levá-lo pra lá e depois enfrentar a volta?
Clark, prepare uma maca para Jackson.
Olhe,
estamos presos nesta neblina, esperando pra matar, talvez pra sermos mortos.
Isso nós não podemos decidir.
Mas a vida daquele homem, se ele vai viver ou morrer,
isso depende de nós.
Há honra nisso.
- Honra? - Isso mesmo.
- Não viemos aqui cavar buracos, Clark. - O que viemos fazer, então?
Clark, estamos aqui para atender a um chamado maior.
- E eu sei que isso vive dentro de você. - Pois eu acho que não.
Bem...
A honra causou a morte de quase todos que conheci!
E eu sou leal à União, tanto quanto vocês! Eles dizem pra onde devo atirar, eu atiro!
Não tenho preferências neste jogo!
Mas não sei o que algum homem de cor já fez por mim, e não quero morrer por eles!
Então eu vou fazer uma maca para o garoto,
vou carregá-lo por oito quilômetros até o hospital!
Só peço que parem de me tratar feito um merda o tempo todo
só porque tenho algum interesse em salvar a minha pele!
E vou tirar aquela pistola dele.
Pegue debaixo do braço.
Calma.
Pegue pouca terra. Pouca terra na pá.
Três, dois, um, vai.
Jackson.
Não vá morrer agora, garoto.
Isso, assim. Um, dois, três.
Vamos!
Esperem.
Empurrem!
Empurrem!
Empurrem.
Precisamos andar rápido.
Não baixem a guarda.
Vá em frente, você é livre.
Droga!
Ganhamos 20 metros. Estamos prontos pra ir daqui até Browning.
- A droga do sinalizador nos revelou. - Bom trabalho, rapazes.
Jackson, ainda está contente por ter vindo?
Eu sempre quis estar na linha de frente.
Se liberassem um fuzil pra você, seria muito bom contar com sua força.
Sim, senhor.
Vamos na outra direção, tentar alcançar a brecha no arame farpado?
- O amanhecer é daqui a duas horas. - Agora é a nossa chance.
Nunca mais vamos chegar tão perto.
Precisamos fincar estacas daqui até Browning, e aí chegar até a brecha.
Vamos, rapazes.
Espere!
Boa tentativa. Pode comer isso.
Amarrem-no.
O que ele tem aqui? Cigarros.
Você está sozinho? O que está fazendo aqui?
Tem outros? Você está explorando?
Vamos, responda. Sprechen Sie Englisch?
Responda! Sprechen Sie Englisch?
Morton!
Pegue seu dicionário, Wilson.
Pergunte se ele está sozinho.
O que está fazendo aqui? Desertou?
Não consigo ler, está escuro, as letras são pequenas demais.
Allein?
Allein du bist...
- Droga. - Morton, precisamos entregá-lo, não?
Ainda não terminamos de passar o arame farpado.
Senhor, o protocolo manda entregá-lo como prisioneiro de guerra.
- Podemos mantê-lo aqui até terminarmos. - Cortará nossas gargantas assim que puder.
- Não se estiver amarrado. - Ele pode gritar e revelar nossa posição.
Clark tem razão, não podemos arriscar. Não numa noite clara como esta.
- Os chucrutes podem ler até nossa mente. - Ele se rendeu pra nós.
- Wilson, o protocolo nessa situação... - Não há protocolo, só um trabalho a fazer.
Com todo o respeito, senhor, não tem autoridade pra executar um prisioneiro.
Ele não é um prisioneiro a menos que eu o capture como tal.
No momento, ele é só...
Só um chucrute que pulou na nossa trincheira.
Não podemos matá-lo assim.
Minhas ordens são passar o arame e levar vocês de volta a salvo, e vou cumpri-las.
Então, o que vamos fazer, cabo? O senhor precisa decidir.
Partir o pescoço dele.
Temos duas opções, pelo que vejo.
Podemos fazê-lo prisioneiro e continuar passando o arame farpado
ou executá-lo agora mesmo.
Pessoalmente, sou contra matar um homem desarmado,
sobretudo um que se rendeu para nós.
A decisão não é sua.
Perdão, senhor, mas não podemos executá-lo assim. É simplesmente imoral.
É envolvimento demais pra você?
Não tenho muita instrução, mas acredito que requer mais coragem
- poupar a vida de um homem do que matá-lo. - Somos soldados, não viemos salvar vidas.
Morton, nós não estamos aqui só passando arame farpado,
estamos representando os EUA.
Quem somos nós?
Somos cruéis e injustos?
Ou justos e valorosos?
Vamos votar.
Quem é a favor de poupar a vida deste homem?
- Espere aí, não estou pronto pra votar. - O que preocupa você?
Como sabemos que ele não vai nos sabotar?
Porque ele sabe que tem mais chance de sobreviver se for feito prisioneiro.
Bem, eu digo que temos mais chance de sobreviver se ele estiver morto.
- Estou com Morton nisso. - Bem, não adiantou muito. Empatou.
E Jackson? Ele não vai falar?
- Não podemos deixar Jackson votar. - O que você acha?
Está brincando?
Ele não sabe o que é certo, não pode dar opinião.
Jackson, posso fazer uma pergunta?
O que está fazendo aqui?
- Senhor? - Pelo que está lutando?
Pelo mesmo que vocês.
Pela democracia.
Eu digo
que devemos entregá-lo vivo.
Por que não dá logo um título de eleitor pra ele?
Vocês desrespeitaram minha autoridade e isso constará do meu relatório.
Mas se é pra ser assim,
temos que fazer turnos pra vigiá-lo,
ou seja, vamos passar o arame mais devagar.
Eu faço o primeiro turno.
Mexam-se.
Wilson, fique aqui um minuto.
O que foi isso?
Não dei nenhum motivo para você sabotar minha autoridade.
Você tem razão, estamos representando o nosso país,
mas a última coisa que precisamos aqui é de um pacifista.
Não sei você, mas eu estou tentando voltar vivo pra casa,
e você está pondo esse objetivo em risco.
Só quero matar esse desgraçado e pôr um fim nisso.
Não vai dizer nada?
Acho que já falei o suficiente.
Estamos perdendo tempo.
Senhor, o cabo me mandou vigiar o alemão.
- Precisam da sua ajuda lá. - Bem, você parecia estar indo muito bem.
Obrigado, senhor, mas acho que o senhor faz melhor.
Tudo bem, então.
Certo, fique de olho nele.
Então você estava entendendo tudo.
Eu li o velho Twain quando menino.
Ele é meio complicado.
Vejo que Wilson tirou o lenço da sua boca.
Mas suponho que você ainda não tenha falado.
Eu inventei aquela história do cabo ter me mandado vigiar você, sabe.
Queria falar com você. A sós.
- O que foi? - É o alemão, senhor.
- Ele te atacou? - Ele falou, senhor.
Falou? O que ele disse?
- Desde quando você fala alemão? - Em inglês, senhor.
Ele disse que um destacamento está vindo pra cá pra passar pela brecha
e está muito perto de nós. Ele estava explorando.
Besteira.
Besteira. Você está mentindo.
- Eu ouvi com esses ouvidos. - Covarde.
Agora sei por que não te deram um fuzil.
Ele não mentiu.
Eles virão. Pela brecha.
Pela abertura no arame farpado.
- O que está acontecendo? - Nada.
- Vamos logo. O tempo está passando. - Ele falou?
Você já causou problemas suficientes por uma noite. Vamos voltar ao trabalho.
Jackson, o que ele disse?
Besteira. Ele está mentindo!
- A brecha no arame. Eles vão passar. - Quê?
- Ele fala inglês? - Quem vai passar?
- Um destacamento de ataque. - Não deem ouvidos a ele.
Ele só quer nos induzir a deixar a brecha aberta pros colegas dele passarem amanhã.
Não estou mentindo. Eles virão!
- Quem está vindo? - Um destacamento de ataque alemão.
Ele está mentindo! Não percebem?
- Como sabe que eles virão pra cá? - Eles procuram brechas no arame farpado.
Bem, não tem mais brecha. Nós já consertamos.
Faltam dez metros.
Vimos vocês todos voltando. Ficou uma abertura.
- Então eles passarão por ali. - Senhor, confiando nele ou não,
- somos alvos fáceis aqui. - Deveríamos dar ouvidos a ele, Morton.
É nossa escolha mais segura.
Clark, vá terminar de consertar o arame.
Cabo, com todo o respeito, mas por nada eu vou lá para fora.
Você confia no chucrute? Você mesmo disse que todos eles são traiçoeiros.
Disse, mas também não vou apostar minha vida nisso.
Conrad,
vamos terminar. Eu e você.
Acho que não é boa ideia, Mort. Eles chegariam bem em cima de nós.
O que está acontecendo?
O que está acontecendo?
A palavra dele vale mais que a minha?
Se ele estivesse mentindo, nós logo saberíamos.
E aí, o que aconteceria com ele?
Nós nunca vamos voltar pra casa.
Não podemos deixá-lo viver.
Não entendem? Só Deus sabe quantos de nós ele já matou.
Não podemos tomar a liberdade de poupá-lo só pra nos sentirmos melhores.
A questão não é essa, senhor. Precisamos pensar em nós mesmos.
Ele não vai te machucar, Morton.
Entendi. Vejo que eu mesmo vou ter que fazer isso.
- Pare! - Por favor!
- Não esqueçam contra quem estão lutando. - Se o senhor der um tiro, morremos todos!
- Baixe essa arma! - Morton,
precisa falar mais baixo e largar essa arma.
Cabo, se disparar essa arma, estamos todos mortos.
Tire esse negócio da minha cara, senhor! Se der um tiro, vamos morrer! Morrer!
Vão me agradecer quando recobrarem o juízo.
Só rezem para que eu não os denuncie por covardia diante do inimigo.
Largue a arma! O senhor sabe que vamos morrer!
Wilson, estou tentando proteger vocês.
Estou tentando proteger vocês.
Para trás. Parem com isso.
Faço isto pela sua proteção.
Puxe-o pra baixo! Tire-o do arame!
Estamos com você, Morton. Vamos ajudar você.
- Fica comigo, cabo. Fica comigo. - Vamos ajudar você.
Jackson, tire-o de lá!
Fique comigo, cabo, comigo.
- Traga-o pra baixo. - Não consigo soltá-lo.
- Vou te soltar. Vou te soltar, cabo. - Vamos, Jackson.
Peguei.
MANUAL DE OPERAÇÃO DE COMBOIO
CORPO DE MARINHA DOS EUA
K, aqui é 6A. Como me ouve?
K, aqui é 6A. Como me ouve?
K, aqui é 6A. Como me ouve?
K, aqui é 6A. Como me ouve?
Já são cinco minutos sem comunicação.
Acabei de consertar essa merda.
- Alguma notícia do comboio? - Não, senhor, nada ainda.
- Tomara que os alcancemos logo. - K, aqui é 6A. Como me ouve?
Droga.
- Dá pra abaixar essa merda? - Não! Não, deixe tocar!
Deixe tocar. Ajuda meu sangue a fluir.
É a última vez que deixo esse desgraçado trazer essa merda numa missão.
A última vez!
Eu nem ouço esse lixo.
- Conrad, abaixe o volume. - Certo.
Está ligando pra namorada?
Não, cara, e preciso te contar de uma carta que recebi.
Ela está te traindo?
O que ouve, então, sargento? Mozart?
Na verdade, é isso mesmo. Mozart, Clifford Brown, Madonna.
- Madonna! - Um pouco de tudo.
Menos esse lixo.
- Onde estamos, doutor? - Uns 160km a leste.
- Chegaremos lá em menos de duas horas. - Era menos de duas horas há uma hora.
- Caramba, uma estrada. - É uma merda.
Não tem muito trânsito aqui.
Sabe, sargento, antigamente,
eles tinham uns impérios agrícolas em toda esta região.
O Iraque, o Irã, a Síria, era tudo verde.
Aí exploraram demais o solo e tudo virou pó.
- Clark, você prestava atenção na escola? - Sim, senhora.
- Mandavam bem na agricultura aqui. - Quer saber?
Acho que devíamos dar esses CDs do Conrad pra eles.
Acho que eles iam gostar.
Conrad, não se preocupe, eles já têm CDs. Não têm comida nem água, mas...
Não é à toa que estão furiosos,
porque eles tinham os maiores impérios do mundo
até que uns gringos malditos apareceram e deram uma surra neles.
Dominação total, irmão!
Espero que o povo dessa aldeia esteja doente e faminto,
porque preciso ganhar pontos como herói, cara! Vamos pontuar!
Vamos dar uns tiros também! Me deixa usar essa .50, cara!
Vamos fazer contato, cara!
Danem-se essas drogas de missões humanitárias. Vim aqui matar o inimigo,
não distribuir giz de cera, mapas, essas merdas.
- Pedirei um teste de sanidade para Clark. - Gale, quando Clark volta pra casa?
Não sei, vão ter que aguentá-lo mais um pouco.
- Vão sentir a minha falta. - Eu vou sentir, cara.
- Eu volto dia três. - Sou seu melhor atirador, sargento.
Lembro quando eu ficava contando os dias.
Alguns de nós têm algo esperando em casa.
Você tem, sargento.
Vocês precisam ver a foto do marido de Gale.
Gale, por favor, posso mostrar a foto do teu marido pra eles? Ele é muito lindo.
Eu prefiro mulheres, mas quando vi a foto, comecei a questionar essa preferência,
e gostaria de compartilhar essa imagem com os outros cavalheiros neste veículo,
se não se importar, Gale. Por favor, deixe-me mostrar.
Conrad, dá uma olhada na napa deste cidadão.
É o maior nariz que já vi na vida! Que narigão!
É um monumento lindo.
Dá uma olhada. Espera, quero mostrar para o Wilson.
- Wilson, olha este nariz. - Lembre-se, Cirano foi um grande poeta.
Meu Deus do céu. Gale, vou dizer uma coisa:
quando você cair em si, prometo que serei o melhor marido que você poderia ter.
Vou te amar pra sempre, no melhor e no pior, e serei melhor do que...
Como é mesmo o nome dele? O nome do teu marido?
Sargento, dá uma olhada nisto.
- Acho que tenho algo que vai te agradar. - K, aqui é 6A. Como me ouve?
Sete minutos sem comunicação.
Este?
- Sim, toque esse. - Este?
- Sim, esse aí. - Certo.
Eu consigo consertar, só um segundo.
- O que pensa que está fazendo? - Só um segundo, sargento.
- Eu não vou acender! - Isto é para o senhor.
- Aqui, dê aqui. Entregue. - Droga.
O que eu falei? No meu veículo não, droga.
Eu nem acendi!
K, aqui é 6A. Como me ouve?
O que está fazendo? Volte lá pra cima. Volte para seu posto! Cara!
Larga isso aí!
Merda!
Droga, essa foi forte!
- Alguém está ferido? - Vamos revidar?
- Quê? - Fique aqui! Fique aqui dentro.
Droga!
Doutor, sua perna.
Esses são meus pentes, doutor. Meus pentes de .50.
- Olha o que os putos fizeram no meu carro. - Droga, cara.
- O que me cortou? - Merda.
Que bosta, cara!
Merda.
- O que está vendo, sargento? - Não sei.
Aqui é Charlie, Lima, Alfa, Romeo, Kilo.
- CO Juliet, Alfa, Charlie, Kilo, Sierra... - Doutor, sua perna está...
Sargento?
- Você está bem? - Sim, sargento.
Doutor, como está essa mão?
Não sei se é minha mão ou meu ombro.
Estamos separados do nosso comboio, não sabemos nossa localização exata.
- Solicitamos evacuação. Me ouvem? - A perna dele está ferrada.
- Você está bem, doutor? - Gale, a que distância estamos?
Da última vez que olhei, estávamos a 80km do portão.
- Não tem nada lá fora pra nós. - Precisamos deitar no chão.
- Puxe a aba. - Derreteríamos.
- Droga. - Certo, calma.
Pronto. Aqui.
Eco três, aqui é Charlie, Lima, Alfa, Romeo...
Sargento...
- Juliet, Alfa, Charlie... - A perna do doutor está...
- Aqui, sargento, vou... - Clark, alguma resposta?
- Não, sargento, ainda não recebi nada. - Continue tentando!
Estou tentando pelo satélite, não vem bosta nenhuma. Vou tentar o celular.
Eu pego. Certo.
- Vai, toca, droga! - Calma aí, garoto.
Não tem sinal nenhum, sargento. Estou tentando...
- Conseguiu? - Sim.
- Sargento, eles vão vir nos buscar, certo? - Vão mandar alguém, não vão?
Não podemos contar com isso.
Suba lá e veja se consegue enxergar alguma coisa.
- Doutor, sua perna está presa. - Tudo bem, está presa.
- Não consigo tirar, está... - Não tem nada lá fora, sargento, só...
Só terreno plano por quilômetros, nenhum esconderijo.
Droga! Contato à esquerda!
Contato à esquerda! Merda!
Merda!
Merda! Consegue vê-los, Gale?
- Não sei, não sei! - Merda!
- Merda, eles têm uma lançador de granadas! - Sargento, atire!
- Volte lá pra cima! Vamos dar cobertura! - Eu te dou cobertura!
- Acertou? - Sargento?
- A bala saiu? - Não tem sangue.
Só consegui ver o clarão dos tiros, sargento. Contei três atiradores,
mas pelo som, poderia ser uma aldeia inteira atirando.
- Você está bem? - Fique de olho no lançador de granadas.
Está com a granada dentro, pronta pra ser lançada. Fique de olho nele.
Não tem nada lá fora, cara! Acho que os acertamos!
Não fazemos ideia do que está lá fora.
- Está se aguentando, doutor? - Eu vou ficar bem.
- Alguém está indo para o lançador! - Droga!
- Acertei ele! Acertei! - Pronto, cabo!
- Ainda estão tentando chegar ao lançador! - Desgraçados.
- De onde estão vindo esses merdas? - De valas no terreno. Estão protegidos.
- Cabo, veja se este GPS ainda funciona. - Sim, sargento.
- Droga. - Que porcaria.
Eles só precisam dar um tiro
com o lançador de granadas e estamos mortos.
- Precisamos chegar nele primeiro. - Está a uns 100 metros.
Bem, é mais arriscado deixá-lo abandonado ali.
Se querem tanto chegar nele, deve ser o único que têm.
Eu poderia lançar uma granada, sargento.
Detoná-la daqui. É um lance fácil. Eu consigo.
Eu sei que você consegue.
Mas podemos precisar daquele lançador.
Eu vou.
Ótimo. Vou com você.
Esperem, por que estamos indo lá?
- Cabo, não me ouviu? - Eu sei, queremos o lançador, mas...
- O que acontece... - Vocês podem fazer contato lá fora.
- Quê? - Podem fazer contato lá fora!
O que acontece se eles derem aquele tiro? O que acontece?
Vamos ficar aqui dentro. Vamos pensar um instante.
Que tipo de contato você acha que vamos receber se ficarmos aqui?
- Uma granada. - Se explodirmos o lançador
e ficarmos aqui, isolados, o que acontece?
O que eles vão fazer? Eles estão vindo.
Nós os atingimos primeiro. Entendeu?
Sim, sargento.
Vê se acha seus colhões. Ache-os!
- Certo? - Sim, sargento.
- Conrad, você nos dá cobertura. - Positivo.
Se começarem a atirar, acabe com eles.
Vocês fiquem de olho naquela janela. Não queremos que eles nos cerquem.
E mantenha esses dois na linha até eu voltar.
Clark, cuide do curto alcance.
Pronto, sargento?
- Doutor? - Sim.
Parece limpo!
Jesus!
Não vejo nada lá fora, Clark. Só areia e poeira!
- Como está tudo aí fora, sargento? - Calmo até agora. E vocês?
Só vemos um mar de areia, Sargento, mas Conrad vê vocês pela .50.
- São 50 metros, se aproximando. - Droga.
Contato! Vou atacar!
Droga, a areia está levantando! Perdi contato visual com Gale!
- Devo atirar? - Está vendo os nossos?
Droga, acertei alguma coisa! Sargento, vocês estão bem?
Alguém caiu, vocês estão bem?
- Manda ver, Conrad! - Atira, droga!
- Está enxergando? - Droga! O que estão dizendo, Clark?
- Pra esquerda! - Consegue ver?
Agora não consigo! Eu os perdi!
Consegue vê-los, Conrad?
Não estou vendo bosta nenhuma! Só tem areia lá fora, Clark!
Conrad, tente enxergar alguma coisa! Não vejo droga nenhuma na alça de mira!
Cessar fogo, Clark! Não consigo vê-los!
- Continuem atirando! - Clark, cessar fogo, não estou enxergando!
- Continuem atirando! - Consegue vê-los?
- Estão atirando no lançador! Fiquem aí! - Vou acabar com eles!
Acertei alguém! Mas não sei quem foi, droga!
- Acho que foi um inimigo! - Acertou?
- Acho que acertei alguém! - Atirando pra repelir fogo inimigo!
- Não tenho contato visual! - Sargento, me ouve?
- Droga. - Cadê eles?
- Droga! - Droga digo eu!
Sargento, me ouve?
Droga! Sargento?
- Agora! - Gale está ferida!
Sargento! Cadê o sargento?
- O que aconteceu, droga? - Eles lançaram a droga da granada.
- Quê? - Lançaram a droga da granada!
Jackson, você está bem?
- E você, está bem? - Me deixa.
Respire.
- Espere. - Vamos.
- Pressione! - Segure isso.
- Lançaram a granada! - Eles têm um atirador
que conseguiu acertar a granada? É uma pontaria muito boa, cara!
- Respire, Gale, respire. - Merda!
Tudo bem.
- Segure isso. - Sargento, eles têm um atirador de elite!
Sargento, que diabos estamos fazendo aqui? Eles têm um atirador muito bom.
- O que acha que estamos fazendo? - É que estamos parados aqui no veículo...
- Este é o lugar mais seguro pra nós. - Seguro, cara? Olha pra droga do doutor!
- Olha pra Gale, cara! - Onde isso aconteceu?
Onde, Clark? Lá fora! Então nós vamos ficar aqui!
Entendeu? Cabo, você entendeu?
Sim, sargento.
Senta a bunda aí e vamos pensar direito. Calma.
Doutor.
- Consegue andar? - Talvez com uma muleta.
- Que bosta. - Doutor, sua perna está quebrada?
Doutor, vamos ter que dar um jeito de tirá-lo daqui.
Vai ter que ser com muito cuidado, porque se eu sangrar depressa demais,
vou desmaiar, e não vai ser bom pra ninguém, acreditem.
Tem algum jeito de fazermos isso sem que você desmaie?
- Precisamos pensar em algo, porque... - Pode deixar isso comigo?
Ei, Gale,
se não der certo com o teu marido
e eu não me entender com a minha namorada,
vamos prometer um ao outro que iremos pra Paris.
Quando voltarmos do alistamento.
Podemos ir como amigos.
Não me façam rir, dói.
Me dá um?
Acha que tua namorada finalmente te traiu?
Se ela estiver trepando com alguém agora, vou ficar tão puto.
Sinceramente, seria muito zoado.
Todos precisam se hidratar.
Doutor.
Tome.
Sargento.
Se eu soubesse que minha namorada está me traindo,
juro por Deus, eu sairia daqui com as armas cuspindo fogo,
mataria todo muçulmano que eu encontrasse
e salvaria todos aqui sozinho.
Clark, mandei se hidratar. É uma ordem.
Não pode me mandar beber água, sargento. Seria como me mandar mijar.
Estou pouco me lixando para teu mijo. Mas ninguém vai desmaiar sob meu comando.
Beba a droga da água.
Sabe, fumar tanto me deu uma baita sede.
Assim está melhor.
Doutor, precisa beber também.
Não existem ateus em trincheiras.
Nos últimos dias da tempestade no deserto, o céu estava assim.
Preto e vermelho.
Cheio de uma fumaça linda, tudo ardendo, sem motivo.
Foi uma das coisas mais lindas e horríveis que já vi na vida.
Por que diabos ainda estamos aqui?
Pelo petróleo.
Vejo movimento, sargento.
- Quantos são? - Vejo cinco silhuetas.
O que estão fazendo?
Parece que estão desarmados, só...
andando em volta dos destroços do lançador de granadas.
Estão recolhendo seus mortos.
E o que vamos fazer? Vamos ficar...
Ficar parados aqui? Atacá-los? O que vamos fazer, sargento?
Não, vamos deixar que recolham seus mortos. Somos humanos.
Droga, cara.
Temos que manter isso.
Precisamos de uma nova posição.
Agora precisamos de uma nova posição. Primeiro mandou ficar no veículo.
Agora estamos no veículo e não estão atirando em nós. Por que precisamos sair?
Cabo, eu estava errado.
Estava errado sobre ficarmos aqui.
Estava errado sobre o lançador de granadas, todos sabemos disso.
E estava errado sobre não hastear a bandeira vermelha
assim que nos separamos do comboio.
Isso tudo é culpa minha.
Mas sei que estou certo quando digo que precisamos decidir
se podemos deixar esta situação ao acaso
ou escolher.
Podemos esperar aqui até às 6h para ver se o comboio volta,
e rezar para que volte,
mas enquanto isso, aqueles desgraçados lá fora
vão se aproximar.
Quanto tempo acha que vão levar pra perceber que estamos nas mãos deles?
Se o comboio não chegar às 6h amanhã...
Não podemos esperar mais.
Algumas centenas de metros, naquela direção,
há um desfiladeiro.
Se conseguirmos chegar lá, podemos atirar neles enquanto avançam.
Eles virão pra cá e usarão o veículo como abrigo.
Isso significa que precisamos levar
ou destruir tudo que possam usar contra nós.
Conrad, inutilize a M2. Agora.
Sabemos que eles têm pelo menos um bom atirador. Isso foi comprovado.
E não podemos presumir que seja um só.
Vai ser arriscado.
Vai ser um tiroteio à moda antiga.
Depois que terminar,
podemos começar a pensar em voltar pra casa.
- Alguma pergunta? - Então vamos abandonar o veículo?
Não está nos ajudando muito agora.
Amanhã às 6h.
Sargento, se não sairmos daqui antes do amanhecer, estamos mortos.
Doutor, vamos ter que tirá-lo daí.
Vai doer demais, mas cedo ou tarde temos que arrancar sua perna daí.
É a minha artéria tibial.
O canto afiado da caixa perfurou minha perna
e está pressionando a artéria. Posso senti-la latejando.
Assim, se me tirarem muito abruptamente ou no ângulo errado,
a artéria vai rasgar e meu sangue vai jorrar bem rápido.
Podemos fazer alguma coisa pra ajudar? Como vamos tirar você?
Estou aberto a sugestões.
O canto da caixa de munições está preso sob a barra.
O único jeito de tirá-la é arrancá-la, mas isso não é uma boa ideia, doutor?
O que podemos fazer é lixar o canto dela.
Aí conseguiríamos tirá-la um pouco mais devagar.
Vai demorar, mas acho que consigo.
Acho que é nossa única chance.
Bem...
Parece que é o certo, então.
Bem, eu...
Eu tenho cinco pentes.
- Tenho todos, mas a .50 está quase vazia. - Eu tenho dois.
- Droga de dedo nervoso. - Eu gosto de matar inimigos.
Tenho oito pentes cheios.
Obrigado, doutor.
Deus abençoe você, doutor.
Às 6h, amanhã.
- Certo. - Vamos tirar você daí, doutor.
Consegue ver algo?
Ainda não.
- Merda, movimento! Cubra minha retaguarda! - Merda!
Vamos! Continuem andando.
- Vamos, acompanhem a gente! - Merda, não consigo ver nada!
- Alcancem a gente! - Os tiros estão vindo do nada!
Não sei de onde estão vindo, sargento! Precisamos correr, já!
Quer que eu assuma, Conrad?
- Mexam-se! - Está vendo algo, Gale?
- Não, não vejo nada! - Poupem munição!
- De onde estão atirando? - Não sei!
Não sei, não conseguimos ver nada! Estamos indo!
Não descarreguem as armas! Poupem munição!
- Da direita! - Que droga!
- Devemos parar? - Vamos!
Onde você os viu, Gale? Consegue vê-los, Conrad?
- Fui atingido! - O que você disse?
Merda! Minha perna!
Conrad, levanta!
Droga! Fui atingido!
Amada Gale,
ganhamos meias novas hoje pela primeira vez em 12 semanas.
Não confunda o que digo com uma queixa, eu não ousaria queixar-me a você.
Mas espero que a console saber que minha ausência a poupa do fedor dos meus pés.
Agora que está sorrindo, posso continuar com a carta.
O velho Wilson e eu fomos destacados para cavar com dois jovens de outra unidade.
Um deles, um rapaz de Maryland, me enerva, mas penso que você o acharia divertido.
Às vezes me envergonho dessa minha intolerância com pessoas bem-humoradas.
Do outro rapaz eu gosto muito.
Ele tem bom coração.
Tivemos que cavar e preparar trincheiras de defesa,
e a nossa tarefa parece grande demais para apenas quatro homens.
Sinto meus ombros rangerem a cada vez que levanto a pá.
Temo estar me tornando o velhote que você sempre disse que sou.
Isso é tudo por enquanto, Gale.
Por favor, mande uma flor. Devem estar brotando agora.
Morton.
O pior na guerra é saber que, por mais que você tente,
não pode proteger as vidas de quem está ao seu redor.
Nunca esqueci a noite em que perdemos Morton,
e penso que, se eu tivesse agido diferente, ele poderia rever a esposa.
Isso me assombra todo dia.
E eu penso naquele alemão,
só um garoto assustado fugindo do seu destino, como nós,
e me pergunto se ele conseguiu voltar.
Às vezes imagino que alguém bate à porta, ou que chega uma carta,
ou que eu o reencontro,
para silenciar esses pensamentos inquietos e encontrar alguma paz.
Eu vi movimento ali em cima agora!
Doutor!
Vamos, peguei você!
Tudo certo, Conrad?
- Conrad, olha pra mim. - Clark, não consigo, não vejo nada.
- Continue sem mim! - Fica comigo.
Conrad!
Vamos! Vamos tirar você daqui, você vai voltar pra casa!
Gale! Droga!
Ainda não acabou! Vamos conseguir voltar pra casa!
Sargento, acabou? Acabou?
36 HORAS DE GUERRA
EM MEMÓRIA DE CHARLES UNDERWOOD EXÉRCITO DOS EUA, 2a GUERRA MUNDIAL
E DE TODOS OS QUE SERVIRAM
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