All language subtitles for Missão Condor 2023 WEB-DL

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Original subtitles

São bombardeiros. Uns 300 deles.

Estão provando a artilharia antiaérea alemã.

Acertamos um deles.

Ele está vindo para cá.

Victor, Bravo, 45. Aviões a caminho no setor Heinrich.

Não queria estar na pele desses idiotas.

Líder Caubói, aqui é o Caubói Três.

Perdemos dois motores.

Senhor, o terceiro motor já era!

Will, está ouvindo? Will, você me ouve?

Will!

- Está aí? - Os motores estão pegando fogo!

Will, coloque todo mundo na sala de rádio.

Os motores estão em chamas. Precisamos abandonar o posto.

Vamos ficar no avião. Vamos aterrissar.

Preparem-se para o impacto.

Estabilizem o avião.

Mil pés!

Estamos a 900 pés!

Posição de impacto!

Preparem-se para o impacto!

Droga!

Droga, mas que caramba! Cacete, que droga!

Onde estamos?

Bom lugar é que não é.

Nas instruções, disseram que os alemães não têm soldados nesta parte da França.

Isso é bom.

É, mas eles tinham artilharia.

Cadê o Will?

Will!

Will.

Venha, amigo.

Vamos, o capitão precisa de você.

Não estávamos apontando para o alvo.

É, eu estava distraído, mas estou dizendo...

Onde está o Pete?

Ele está morto.

Bosch e Littleton também estão mortos.

Meu Deus!

Senhor...

onde estamos?

Bom, a artilharia nos acertou próximos ao Reno,

então começamos a cair

na direção sul-sudeste.

Então, provavelmente,

estamos em "Buvier".

Bouvier.

Estamos a uns 64km daquela Alemanha maldita.

Senhor, a linha de frente está bem próxima daqui, não?

Se formos em direção ao oeste, encontraremos aliados.

Não seria incrível? Will!

- Você fala francês? - Sim.

- Sabe atirar? - Sim.

Kelly, pegue um rifle e uma pistola sinalizadora.

Escute, quero que vá até aquela casa.

Se houver alguém lá que fale francês, deve ser um aliado.

Quero que vá ao sótão

e, se vir alemães, mande um sinalizador,

mas atire baixo para não verem, certo?

Você entendeu?

E o que nós faremos?

Quero que desmontem o avião.

Peguem o que puderem carregar. Vamos caminhar para longe.

Vá para a droga do sótão.

MUNIÇÃO

Vamos, tirem tudo o que puderem daí. Andem!

Achou uma rota?

Olha...

Patton não ocupou St. Dizier há alguns dias?

São apenas uns 190km naquela direção.

Nossa linha de frente deve estar perto de lá.

- Daremos um jeito. Vamos! - É...

Olhem, um sinalizador!

Alemães! Pessoal, eles têm um daqueles tanques.

Metralhadoras laterais?

Sim, vamos fingir que fomos abandonados.

É a nossa única chance.

Prepare as metralhadoras, abaixe-se e espere meu sinal para atirar, certo?

Andem logo!

Olá?

Meu nome é Coronel Martin Bach,

do Esquadrão de Proteção da Alemanha.

Vocês devem nos conhecer como o SS.

Vocês devem se render a mim.

Quantos de vocês estão aí?

O sistema elétrico de vocês falhou.

As suas armas não funcionam.

Somente a sua metralhadora lateral direita pode nos atingir.

E, agora, ela está sem munição.

Então,

quando eu contar até três,

digam quantos homens estão aí dentro

ou estilhaçarei o avião com o meu tanque.

Quantos homens estão aí? Dou-lhe uma...

Dou-lhe duas...

- Dou-lhe três... - Cinco!

- O que houve com o resto? - Todos morreram.

O artilheiro de cauda, da torre esférica...

Estão todos mortos.

Os artilheiros laterais morreram na queda também.

Como os artilheiros laterais morreram?

Estavam sem cinto de segurança.

Mas que estúpidos.

Presumo que saibam que não há chances de escaparem.

Sim, nós sabemos.

Que bom. Saiam lentamente, um de cada vez.

E fiquem em frente à asa.

Qual era o alvo de vocês?

Vocês são prisioneiros do Terceiro Reich.

Sabem qual a utilidade dos prisioneiros para a Alemanha?

Nenhuma.

Para nós,

vocês são insetos que devem ser esmagados.

Então...

vou perguntar mais uma vez:

qual era o alvo de vocês?

Este é um avião bombardeiro, correto?

Correto.

Vocês e os outros 200 bombardeiros que sobrevoaram por aqui, há pouco,

estavam a caminho de bombardear um alvo na Alemanha, certo?

Certo.

Qual era o alvo do bombardeio?

Jerry, tome aqui o seu alvo, seu desgraçado!

Qual era o alvo de vocês?

Eu sou o piloto.

Era uma estação de triagem em Munique.

Obrigado.

O exército do General Patton está a caminho de Commercy?

Ou está a caminho de Nancy?

Eu não sei.

O exército do General Patton

está a caminho de Commercy ou de Nancy?

Vá se ferrar.

Fiquem atentos!

Você e você...

vão para o meio do gramado.

Andem!

Sim, senhor.

Parem!

O General Patton estava a caminho de Commercy?

Ou não?

Nós não sabemos.

Somos tripulantes, não sabemos do posicionamento de tropas.

Diga. Você deve saber.

- Salve seus homens e me diga. - Eu não sei!

Eu não sei. Eu...

Talvez Munique.

Ele deve estar em Munique.

Munique?

Qual é o próximo alvo de vocês?

Eu juro... Eu juro que não sei.

Está bem. É Stuttgart.

É mentira! Diga a verdade!

Eu não estou. É Stuttgart.

Preste atenção, deve ser Stuttgart.

Se Patton trouxe o exército para cá, deve ser Stuttgart.

As estações abastecem o exército alemão.

O esquadrão bombardeiro continuará a bombardear as estações

até que Patton tome uma atitude.

- Acredite... - Chega!

- Pare. - Deixe-os em paz.

Você está só supondo.

Não!

Não. Não...

O exército do General Patton está a caminho de Commercy ou Nancy?

Vá para o inferno.

Não pense mais

Não chore mais Por causa do seu azar

Menina, corra Para os jardins novamente

Assim o beijos que você não quer Não a alcançarão

Nem o luto dos outros Nem o plantio das mulheres que choram

Menina, corra sem razão Corra, minha menina Manuela

Existe um lugar lindo Onde sua mãe ainda a espera

Menina, corra sem razão

Com seu casaquinho e sua dor

Menina, corra sem razão

Minha pobre menina Manuela

Para chorar não precisa Tanto luto nem rigor

Você que sempre Foi loira como o sol

Menina, corra sem razão

Corra, minha menina Manuela

Existe um lugar lindo Onde sua mãe ainda a espera

QUATRO HOMENS MORTOS

MAIS DESAPARECIDOS. POSSÍVEL CONEXÃO COM BERLIM

Quem está com fome?

Devem estar com fome, não?

Já se passaram 15 horas.

Está com fome?

Está envenenado?

Não sei quem pensa que somos, mas não posso ajudá-lo.

Sou gerente de uma agência de empréstimos próxima à praça.

Se quiser um empréstimo, posso aprová-lo para você.

Mas não tenho nada mais a oferecer.

Eu fabrico automóveis.

Na linha de produção,

insiro o alternador no cofre do motor.

Posso trocar o alternador do seu carro de graça.

Gerhardt Kohler?

Sim.

É austríaco?

Sim, sou da Áustria.

Emilio?

Tenho orgulho de ser da Argentina.

- Seu sotaque é argentino? - ¡Sí!

Emilio!

Emilio!

Xingue em espanhol.

Não tem orgulho de ser argentino, certo?

Marinha?

Parece ser um oficial da Marinha.

Ministério do Interior do Terceiro Reich.

Eu era um administrador de políticas educativas.

Vivo aqui em paz.

Já faz nove anos.

Diga o que quer. Peça o que quiser.

Quantos nazistas vieram para cá?

Para a Argentina?

Qualquer lugar da América Latina.

Foram mil?

Mil foram ao Uruguai.

Mil foram à Bolívia.

Três mil foram à Argentina e quatro mil, ao Brasil.

É, foi o que o último rapaz me disse.

Dez mil nazistas deixaram a Alemanha.

Estou procurando um homem:

um coronel do SS,

Martin Bach.

Você veio até a Argentina

para sequestrar dois administradores políticos

e perguntar se eles conhecem um coronel?

É, mais ou menos isso.

Você o conhece?

Deve haver uns mil Martin Bachs no Reich.

Ainda espera que saibamos de qual está falando?

Coronel Martin Bach do SS.

Ele estava no leste da França em agosto de 1944.

- Acho que era perto de Strasbourg. - Não o conheço. Sinto muito.

E você?

Conhece o Coronel Bach?

Como é? Não entendi.

Não dá para entender, Emilio!

- Não... - Não dá para entender!

Não. Eu não...

- Cadê o Coronel Bach? - Eu não sei!

Você é louco.

Você é louco!

Não há como saber onde o Coronel Bach está!

É sério, não tem como saber.

Ele pode até ter morrido.

Ele não morreu.

O Coronel Bach embarcou em um navio cargueiro

na Itália, há nove anos.

O navio iria a Buenos Aires.

Eu sei, porque o padre simpatizante do nazismo

que o deixou embarcar me disse

logo antes de eu o enforcar.

E você vai matar todo alemão na América do Sul

até encontrar esse Coronel Bach?

É o plano.

PASSAPORTE

Quer outra dose de uísque?

Quero.

Notei que já esteve aqui esta semana.

Está esperando um amigo?

Não, eu só...

Só vim beber.

Seu sotaque...

Você é da França?

Suíça.

Então é suíço.

Você é de qual parte da Suíça?

De Saint Lucien.

Nunca ouvi falar.

É bem pequena.

E fica perto de onde?

Fica perto de Zurique.

Nunca visitei.

Sabe o senhor na outra ponta do bar? Ele já foi à Zurique.

- Javier! - Perdão...

Não quero ser mal-educado, mas prefiro não ser incomodado.

Achei que você quisesse fazer amizades.

Hipolito.

O que você quer, gordo dos infernos?

Eu queria que você fosse atropelado por um ônibus,

mas não tenho tanta sorte.

Este senhor veio de Zurique. Falei que você já esteve lá.

Você veio de Zurique?

Morei lá por três anos por causa da universidade.

É a minha cidade preferida no mundo todo.

Eu poderia morar lá.

As mulheres...

Elas são lindas.

É, são mesmo.

Mas o que você veio fazer na Argentina?

Vim a trabalho.

Com o que você trabalha?

Bananas.

Meu pai cultiva bananas no Brasil.

Na Suíça?

No Brasil. Nós moramos lá.

Achei que estava falando da Suíça.

"Oi, pessoal. Venham comprar bananas da Suíça." Não?

"Bananas da neve especiais cultivadas em Zurique!"

Um brinde!

À Suíça.

E às bananas cultivadas no Brasil.

- Foi um prazer conhecê-lo. - Então...

Conte-me sobre o Brasil.

É verdade o que dizem sobre as bananas do Brasil?

E sobre as mulheres?

O quê?

O que fazem com tantas bananas?

Eu sabia!

Eles tinham que fazer algo com tantas bananas, não é?

Ei, não comam as bananas deste restaurante!

A hostess enfiou todas no rabo.

O que você quer de mim? Eu não tenho nada.

Eu não tenho nada. Por favor!

- Quem é você? - Um missionário.

- Missionário? - É, isso...

Eu juro que vim construir uma igreja luterana.

Você é alemão.

Sim, mas sou luterano.

E por que tem uma arma?

É para minha defesa pessoal. Já fui assaltado três vezes aqui.

O que havia no envelope que você fez desaparecer como mágica?

Eu... não posso contar para você.

O próximo tiro será na sua cabeça.

Não, não, não... Era o nome de uma prostituta.

Rosita Rossi. Eu não ia dormir com ela, sabe?

É um mal-entendido.

Eu sou um bom luterano, eu ia rezar pela alma dela.

- Está mentindo, caramba! - Não estou, não estou mentindo!

- Eu juro que não é mentira. - Você é um nazista dos infernos!

Meu Deus! De forma alguma!

- Não! - É um nazista de merda!

- Não sou, não! - Admita!

Deus me perdoe!

Deus me perdoe!

- Cale-se e admita, seu desgraçado! - Não! Não!

- Três! - Não, não...

Eu juro. Por favor, não.

- Dois! - Não me mate. Acredite.

- Um! - Não, por favor! Não!

- Zero! - Por quem está procurando?

Por quem está procurando?

Um oficial do SS.

O Coronel Bach.

Coronel Bach?

Coronel Bach. Deixe-me pensar.

Homem de meia-idade, mais alto do que a média,

ele é magro...

Você não descreveu ninguém. Adeus.

Martin!

É isso.

Martin Bach.

Onde ele está?

- Eu não sei. - Onde ele está?

Não há saída.

Não se mexa.

- Quem é você? - Fique quieto!

Coloque sua arma no chão.

Devagar ou eu atiro.

Chute-a para cá.

Você mora aqui?

- Quem é você? - Eu estou com a arma,

eu faço as perguntas.

Você mora aqui?

- Sim. - O homem que você agrediu no bar

disse que era da Suíça, mas é americano.

Sim, sou dos Estados Unidos.

Quem é o homem que você perseguiu?

- É o meu pai. - Você perseguiu seu pai?

Como você me encontrou?

Eu segui o seu carro.

Eu o vi sair de lá com aquele homem.

Eu sei que ele está aqui e não acho que seja o seu pai.

- Quem você acha que ele é? - Sei que ele é Albert Vogel.

Quem é Albert Vogel?

Se você estiver protegendo o Albert Vogel,

farei com que vocês dois sejam extraditados.

- Você não vai se dar bem. - Nossa, extraditado?

Quem diabos é você? Extraditado para onde?

Para Jerusalém, onde pagará pelos crimes deles.

Você veio de Israel?

Não importa quem eu sou!

Se estiver com Albert Vogel, entregue-o agora!

Escute.

O homem com que você me viu é o meu pai.

Nós vendemos bananas.

Sabe por que finjo ser suíço?

Sei que há muitos alemães por aqui,

então escolhi um país com que eles não se importam.

- Mãos ao alto! - Não! Pare!

- Mãos ao alto, idiota! - Não atire!

Ele é surdo.

- Como é? - Meu pai... ele é surdo.

- Mentira! Desgraçado! - Ele não pode ouvi-la.

Escute...

Você invadiu uma casa.

Está mirando em cidadãos americanos.

Se eu ligar para a embaixada dos EUA,

a polícia que colabora com os nazistas a prenderá

ao descobrir que uma espiã israelense

quer extraditar um de seus colegas.

O que acha que vai acontecer com você?

Por que você tem uma arma?

Somos assaltados com frequência.

Se eu descobrir que ele é o Albert Vogel,

vocês dois vão morrer!

Por que você subiu, caramba?

- Ela ouviu seu sotaque. - Eu tinha que fazê-la ir embora.

Era o único jeito.

Eu meio que torci para você improvisar.

E você improvisou.

Como conhece o Coronel Bach?

Eu o conheci aqui.

Em Buenos Aires.

Acho que foi há um ano.

Foi em uma festa de Natal.

- Ele está aqui? - Não, ele mora na Bolívia.

Diga onde, ou vou atirar.

Daí você vai atravessar montanhas

e desertos para bater à porta dele

e atirar nele sem dizer nada?

Os alemães alocaram milhares de guardas

para proteger seus interesses por aqui.

Se você perambular pelo deserto, eles vão encontrá-lo

bem antes de você o encontrar.

Se quiser ver o Coronel Bach,

precisará da minha ajuda para encontrá-lo.

O que você quer em troca?

Por acaso, temos um interesse em comum.

Também tenho que ir à Bolívia.

Vamos viajar juntos.

Se eu estiver em perigo,

nós jogamos o seu jogo.

Eu finjo ser seu pai surdo da Suíça,

o seu sócio na venda de bananas.

Qual perigo?

Bom, mulheres de Jerusalém com metralhadoras?

Ou algo equivalente.

Por que eu?

Por que não pedir aos alemães, já que há tantos deles?

Bom, os alemães também querem me matar.

É complicado.

Mas os soviéticos não querem.

Aquele envelope continha o local de um contato

que me levaria em segurança a Moscou.

Ele vive em um campo de aviação remoto na Bolívia.

E, por acaso,

esse campo de aviação não fica muito longe

de onde está o seu Coronel Martin Bach.

Se quiser encontrar o seu alemão,

leve-me ao meu russo.

Como chegaremos lá?

O próximo barco parte em cinco horas.

Passaremos pela foz do rio em direção ao norte.

Os alemães monitoram os campos de aviação e os principais portos,

mas podemos dar a volta

pelo Paraguai e não sermos vistos.

A capital de Assunção é um risco, mas, se conseguirmos,

podemos chegar à Bolívia por vias secundárias.

Eu preferiria ir de avião,

mas é mais seguro contratar alguém local

para nos guiar até o ponto de encontro.

Duvido que nossa amiga israelense nos encontre por lá.

Então...

você é o Albert Vogel?

Em carne e osso.

O que aquela mulher quer com você?

O que você fez?

Nada!

Eu sou um físico nuclear.

Um dos melhores do mundo.

Eu fiz parte da equipe que estava desenvolvendo

uma bomba atômica para a Alemanha.

Os soviéticos querem me recrutar para trabalhar para eles.

E ela quer impedi-lo?

Ela trabalha para um serviço secreto

chamado Mossad.

Jerusalém quer me extraditar para me enforcar por crimes de guerra.

Mas o meu maior problema é que os alemães daqui

me acham inútil.

Eles preferem me matar,

se isso me impedir de ajudar a Rússia.

Ou os EUA.

- Que trágico. - Os nazistas querem me matar.

Isso faz de mim seu aliado.

Você fazia bombas para o Hitler.

Se confraternizou com nazistas, você é um nazista.

O homem que faz o objeto

não é responsável pelo homem que o usa.

Se eu fizer uma faca de manteiga,

e você a enfiar na garganta de alguém,

eu viro um assassino?

Faca de manteiga?

Hitler teria usado sua bomba atômica em pessoas comuns.

E seu país fez isso duas vezes, não foi?

Foi diferente.

Não somos o Hitler, somos os mocinhos da história.

Duzentos mil japoneses mortos devem pensar o contrário.

Eu juro por Deus que vou atirar nessa sua cara nazista idiota!

Diga mais alguma coisa

e eu acabo com você. Isso acaba aqui e agora.

Controle-se.

Eles observam tudo em todo lugar.

Preciso de você vivo por enquanto.

Leve-me, em segurança, ao russo,

que eu direi exatamente onde o Coronel Bach está escondido.

É, daí você viverá feliz na Rússia,

fazendo bombas que explodirão bem no meu quintal.

Dizem que o homem que busca vingança

deve cavar dois túmulos.

ASSUNÇÃO PARAGUAI

Bem-vindo ao hotel Asunción.

Veio a trabalho ou a passeio?

A trabalho.

Bananas.

Do Brasil?

Sim, do Brasil.

Seu sotaque parece ser da Suíça.

Muitos suíços vêm para Assunção a partir do Brasil.

É verdade.

O que deseja, madame?

Veio a trabalho?

É, vim a trabalho.

Estamos conversando.

Onde está o Vogel?

Meu pai está lá em cima, no quarto.

Aquele homem não é o seu pai. Vocês não se parecem em nada.

Está me seguindo porque não nos parecemos?

Eu sei que ele é Albert Vogel.

Você nunca viu uma fotografia dele, não é?

Você só tem uma descrição, nada mais.

Como eu suspeitava...

Então você anda por aí torturando todo alemão que encontra

até que admitam serem o Vogel?

Dê um lápis para ele!

ALEMÃES

"Bom" tarde!

- Maxi! - Olá, Sr. Ziegler.

Maximiliano.

Maximiliano!

Quero o que eles estão tomando.

E eu quero...

um Pisco Sour.

Sour!

- Max... - Três Pisco Sours.

Oi.

Vocês já provaram o Pisco Sour?

Não, nunca.

Não? O Maximiliano faz o melhor Pisco Sour da América do Sul.

Conhaque, limão, açúcar, bitters.

- E um ovo. - É, um ovo.

Maximiliano?

Tres más.

Por minha conta.

Não precisa.

Eu sei que eu não preciso,

mas eu insisto.

- Ele insiste. - Obrigado. É muita gentileza.

Vocês são daqui do Paraguai?

- Não, da Alemanha. - Deutschland!

- Da Alemanha? - Mas como?

Nós somos da Alemanha.

Eu sou de Freiburg.

Freiburg?

Meu tio mora em Gundelfingen!

Eu morei em Bollschweil, do outro lado da cidade.

Que incrível!

Vocês todos são da Alemanha?

Não, eles são da Suíça.

São do lado francês. Não falam uma palavra de alemão.

O pai dele é...

Ele não ouve.

- Bom, saúde! - Saúde!

Aos nossos novos amigos.

Maxi!

Que maravilha.

Então estão aqui a trabalho?

Sim, nós cultivamos bananas no Brasil.

Mas é difícil transportar bananas a partir das selvas de Porto Velho,

então viemos em busca de uma transportadora.

Meu pai foi a Porto Velho antes da guerra...

- É uma cidade perigosa. - Sério?

Há muitos foras da lei.

Foras da lei?

Como no Velho Oeste.

Selvagens tentam roubar as suas bananas.

- Não, não. É perigoso demais. - Perigoso?

Guardas viajam com o trem

aos depósitos de bananas em Porto Velho.

Atiramos em tantos bandidos que o resto desistiu de tentar.

Então você atira neles

enquanto tentam subir no trem.

É o Velho Oeste.

É o Velho Oeste!

Eu nem...

Bom, está ficando tarde.

Vamos embora?

Nein! Nein!

Ainda é cedo.

Cultivadores de banana começam a trabalhar cedo.

Não, eu insisto.

- Vamos tomar mais um drinque. - Só mais um drinque.

A não ser...

que você tenha um pênis.

Se tiver, pode ir embora.

- Pode ir. - É!

Olha, me perdoem.

Se precisarem ir mesmo...

Precisamos. Obrigada pelas bebidas, senhores.

Tchau.

Tchau!

Estarei aqui se mudarem de ideia.

Ela tinha uma baita bunda.

Meu Deus do céu!

É mesmo, mas ela estava com o suíço.

- Ele não estava com ela. - Por que diz isso?

Ele estava se esforçando demais para impressioná-la.

Aquela história do Velho Oeste?

Ele fez parecer perigoso só para impressioná-la.

Eu já visitei Porto Velho.

Os trilhos foram totalmente tomados pela floresta.

A ferrovia foi arruinada.

Não passa trem naqueles trilhos há uns 30 anos.

E caí no papo dele.

Ele nem deve vender bananas.

Eu nem acho que ele seja suíço.

Alertem os postos avançados.

Não deixem que saiam da cidade.

Agora!

Como ele sabia que eles estavam chegando?

- Como é? - Como ele sabia sobre os alemães do bar?

Ele deve ter visto da janela.

E simplesmente soube que eram alemães?

Diria que as metralhadoras alemãs foram uma pista.

Nós fugimos de gangues nazistas o tempo todo por aqui.

Não é difícil identificá-las.

Eu não tenho medo de alemães.

Sei bem identificá-los.

Mentiroso! Você não é surdo. Seu mentiroso do caramba!

- Abaixe a arma! - Porco mentiroso!

Não atire em mim!

Você é o Albert Vogel, admita!

Acalme-se e abaixe a arma.

Admita! Diga que é Albert Vogel!

Por favor, vamos conversar. Eu...

- Eu vou matá-lo, juro por Deus! - Abaixe a droga da arma!

- Como nos encontraram? - Sei lá.

Você os avisou?

- Não. Eles estão atrás dele também. - Meu Deus!

Não vamos conseguir fugir deles.

E nem precisamos.

Estão nos alcançando.

- Atire neles! - Não cambaleie tanto, seu idiota!

Diminua a velocidade!

- O que disse? - Desacelere, eu tenho um plano.

- Se eu desacelerar, vamos morrer. - Desacelere!

Eles vão nos alcançar.

Mantenha essa velocidade.

Eles têm um lançador de foguetes.

Droga!

Estabilize.

Mantenha assim!

Por que está viajando com um nazista?

Por que está ajudando um nazista a escapar?

É complicado.

Ele é um nazista! Que parte disso é complicado?

- Não sou nazista! - Diga isso ao tribunal em Jerusalém.

Ele não vai a Jerusalém.

- Quem disse? - Eu disse!

Fizemos um acordo, está bem?

O Vogel é só um peão no jogo dos nazistas.

Tenho negócios inacabados com um nazista de verdade,

um coronel do SS responsável pela morte de muitas pessoas.

- Vogel está me ajudando a achá-lo. - "Um nazista de verdade"?

O cientista nuclear do Hitler não é nazista o suficiente para você?

- Temos um acordo. - Não há acordo nenhum!

Você será enforcado.

Olha...

a coisa está feia.

Não dá para consertar hoje à noite.

Mais alemães como aqueles virão atrás de nós.

Eles não vão desistir.

Passamos por um galpão.

Vamos achar um carro e sair de vista.

Decida, agora, se você será um empecilho.

Ou vai me matar por causa do nazista?

Para eu poder matar mais nazistas.

Nazistas mais importantes, nazistas que agiram,

não um assistente de laboratório que nem os alemães querem.

"Assistente de laboratório"?

Foi o que ele disse?

Não vou machucar o Vogel por enquanto.

Mas eu quero saber quem são os outros nazistas.

Tudo bem.

Antes, vamos achar outro carro.

Ziegler.

Eles fugiram.

Encontramos a equipe que tentou segui-los.

Estão todos mortos.

Ache-os e descubra quem são.

Voltarei à Bolívia pela manhã.

Mais uma coisa.

Achamos isto à beira da estrada.

Não é um dos nossos.

Isto é hebraico.

Só há uma razão para isto estar por aqui.

Só podem estar atrás de uma pessoa.

Krekeler.

Senhor?

Traga-os até mim, está bem?

Entendido.

Passamos a noite aqui.

Os alemães devem estar procurando por nós.

Está quase pronto.

Não temos tempo para isso.

Está pronto?

- Só preciso da chave. - Ligue logo, então.

O que é isso aí?

Uísque.

Foi uma noite longa.

- Que diabos? - Vou levar o Albert Vogel.

Se tentar me impedir, vou atirar em você.

Dê a partida.

Há nazistas mais importantes do que o Vogel!

Cite um nazista que causou mais impacto na América do Sul

do que o Vogel, ou saia do caminho.

Heinrich Himmler.

Heinrich Himmler?

O arquiteto da destruição de milhões de judeus na Europa.

- Heinrich Himmler está morto. - Está errada.

Seu mentiroso.

Ele se matou há 10 anos.

Ninguém vira a mão direita do Hitler,

o engenheiro do extermínio

de milhões de judeus, sem fazer certos contatos.

Um homem que dizia ser Himmler

se rendeu aos britânicos,

mordeu uma cápsula de cianeto de potássio e morreu.

Mas ele não era o Himmler.

Era só um fanático pelo partido que se sacrificou pela causa.

O verdadeiro Himmler se escondeu.

Um mês na Áustria, seis meses em Florença.

De lá, ele se disfarçou de padre e pegou um navio para a Argentina.

Ele está na América do Sul há 10 anos.

Ele está construindo um império em total segredo:

empregando membros do partido nazista;

recrutando veteranos alemães para um exército de elite;

controlando uma rede de espiões e oficiais em todo o continente;

e eliminando qualquer ameaça que se apresente.

Os homens do bar

procuravam ameaças para o Himmler.

Eles estavam procurando você.

Por que está me contando isso?

Não posso construir, sozinho, uma bomba para matar Himmler.

Ele quer me matar,

para que os russos não me contratem.

Diga onde ele está.

Se eu contar, você não terá por que me manter vivo.

Mas, por acaso,

vocês estão procurando dois homens

que estão juntos na Bolívia.

Estão em um complexo chamado "O Ninho da Águia".

Por quê?

Bach é o chefe de segurança do Himmler.

Nosso acordo ainda está de pé.

Leve-me ao meu contato russo, em segurança,

e eu o levo ao Coronel Bach.

E você...

Você prenderá Heinrich Himmler.

Não.

É o Heinrich Himmler!

Eu sou um zé ninguém!

Se Heinrich Himmler está aqui, não posso prendê-lo sozinha,

mas posso prendê-lo agora. E é o que vou fazer.

Ligue o carro.

Isto aqui...

Isto é um transmissor.

É só um interruptor

conectado a uma bateria.

Se eu apertar esse interruptor,

o carro vai explodir.

- Como é? - Você

e o grande segredo do Himmler

vão morrer neste galpão.

Não dá para transformar o carro em uma bomba.

Pegue a corda e amarre-a,

ou matarei todos nós!

Passe o transmissor, então eu a amarrarei.

Cuidado.

Desgraçados!

Vocês vão pagar por isso!

Vamos logo!

Acha que é o único que perdeu algo por causa dos nazistas?

Covarde dos infernos.

Certo, então vamos caminhar?

Caminhar?

Para a sua sorte, eu sei pilotar.

Aquela aeronave não tem permissão de pouso!

Acho que a história da banana não funcionará aqui.

Vem na minha.

Se me reconhecerem, atire neles.

Calma aí!

Diga onde o Coronel Bach está.

Você me deve essa, caso algo aconteça.

Ele estará no Ninho da Águia, protegendo Heinrich Himmler.

Fica em uma floresta a 20km ao oeste de uma cidadela chamada Tarija.

Fica no quilômetro 167.

- Boa tarde. - Quem é você?

De onde você é?

Você não tem autorização para pousar aqui.

Tenho uma mensagem importante para Heinrich Himmler.

Onde está seu rádio?

Você não tem autorização para pousar aqui.

Qual é o seu nome?

Você não precisa saber meu nome.

Você precisa saber

que eu tenho uma mensagem importante para o Ninho da Águia!

Se eu me atrasar...

Qual é o seu nome?

- Schnelling. - Porque alguém

chamada Schnelling quis saber o meu nome,

farei com que a matem antes do pôr do sol!

Qual é o seu nome?

- Johann. - Johann!

Quer ser morto até o fim do dia?

- Não. - Sendo assim,

você tem cinco segundos para dizer onde o rádio está!

Está na cabana ali no fim da pista.

O operador de rádio está lá.

Posso ajudá-lo?

Eu gostaria de comprar uma caixa de uísque.

Eu tenho...

Eu tenho escocês e canadense.

- Que código mais ridículo. - Não fui eu que inventei.

Albert Vogel...

Pois não?

Você só deveria chegar na semana que vem.

Espero que eu não esteja incomodando.

Não.

Coloque na boca.

O que é isto?

É cianeto.

Não entendi.

Tenho meus motivos.

Não se uniu aos soviéticos?

É complicado. Coloque na boca e morda.

Se está com os alemães, por que não atira em mim?

Porque faria a maior bagunça!

Você vai se matar. Morda logo.

Se você se uniu aos alemães, quero fazer um acordo.

Posso fazer uma bomba,

uma bomba atômica para Heinrich Himmler.

Só há um homem neste continente que pode fazer uma bomba para Himmler.

Se você

atirar nesse homem,

desejará nunca ter saído de Moscou.

O que você quer?

Quero falar com Himmler ao telefone.

Se ele negar,

eu aceito o cianeto.

Oi.

Quero falar com o Ninho da Águia.

Você aí!

Está com o piloto?

Sabia que o protocolo nos manda atirar

em qualquer um que pouse aqui sem autorização?

Se o piloto não tivesse falado do Himmler,

teríamos matado vocês.

Eu sei.

Não faça nada.

Sim.

Pode falar.

Himmler?

Posso fazer uma bomba atômica.

É só me acolher

e me dar alguns assistentes

que eu farei uma bomba.

Com uma bomba atômica, o senhor controlará tudo.

Controlará o Chile, a Bolívia e a Argentina.

Poderá controlar a América e os soviéticos.

O senhor poderá

controlar o estado judaico.

Posso construir um reator atômico em um ano.

Se não tiver uma bomba atômica até o próximo Natal,

poderá fazer o que quiser comigo.

Bem-vindo ao Reich, Vogel.

Obrigado, Himmler.

O americano que está no avião quer matar Heinrich Himmler.

Não se mexa!

Não é divertido ficar na cadeira.

Sabe, você tinha razão.

Naquele dia, no barco,

quando disse que eu confraternizo com nazistas.

É verdade.

E com orgulho.

Heil Himmler.

Oi, judeuzinho.

Ele não é judeu.

- Não é judeu? - Não.

Ele é dos EUA.

Mas que curioso.

Tem certeza de que não é judeu?

Você fede a judeu.

Olha, não sou detetive,

mas acho que usaria esta arma para atirar em alemães.

Para atirar em mim, talvez.

Não sou detetive, mas vejamos

quantas perguntas consigo fazer você responder.

Toda vez que eu não gostar da sua resposta,

vou puxar o gatilho.

Qual é o seu nome?

William Spalding.

Quem você quer matar?

Os alemães.

- Alemães? - Isso.

Alemães...

Sabe, eu sou um alemão,

então não gostei da sua resposta.

Quais alemães?

- Himmler? - Não.

- Klaus Barbie? - Não.

Droga!

Coronel Martin Bach.

O Bach?

Por quê?

Ele merece morrer.

Mas que droga!

Eu não gostei da resposta.

Você é da CIA?

Não.

Eu sou o único que quer matar Martin Bach.

Eu não ligo para o Himmler,

você ou qualquer outra pessoa.

Só quero matar o Martin Bach.

Por que está atrás do Martin Bach?

Vá se ferrar!

Há uma agente do Mossad

e um homem dos EUA tentando chegar ao Ninho da Águia.

Impeça-os!

É a sua judia?

Pelo seu bem, espero que não.

Parece que sua sorte acabou.

Não se mexa.

- Vou atirar nele. - Seria um favor para mim.

Onde está Albert Vogel?

Não reconheço o som desse motor.

Presumo que você tenha vindo de carro

e que Vogel tenha fugido com ele.

Não é?

Veja só!

Você achou que poderia matar Heinrich Himmler,

mas, agora, você morrerá como qualquer outro judeu!

Como os outros que foram jogados nas covas em Freiburg.

Você é de Freiburg, não?

Prendemos milhares de judeus daquela cidade.

Nós os alinhamos e os executamos.

Um após o outro.

E rolamos todos eles até as covas com o resto dos ratos.

Ele está no Ninho da Águia.

Albert Vogel está no Ninho da Águia.

Cale a boca ou eu atiro!

Fica nas montanhas, a 20km ao oeste de Tarija.

Vou atirar em você!

Fica no quilômetro 167.

- Pare de falar! - Himmler está lá também!

- Você sabe o que fazer. - Cale a boca!

Tchauzinho, judia.

Eu perdi meu irmão.

E os meus tios. Prisioneiros soviéticos em Birkenau.

Himmler e o pessoal dele

mataram todos eles.

Eles os colocaram em caminhões e os levaram para as câmaras de gás.

Se tiver a chance de matar o Himmler,

mate-o.

Vão.

Como soube onde eu estava?

Não sabia. Eu segui o Ziegler.

Até aqui?

- Como? - Eu vim de carro.

- Eu deveria agradecê-la. - Agradecer?

Quem é você, caramba?

Esse tempo todo, você protegeu o Vogel

melhor do que todos os alemães deste deserto poderiam proteger.

Por que quer tanto achar o Bach?

Pelo mesmo motivo que você quer matar o Vogel.

Quilômetro 167?

Quilômetro 167.

Por que me disse aquilo?

Ele ia atirar em você.

Você arriscou sua vida por mim.

Passei 10 anos

destruindo tudo que me impedisse de achar o Coronel Bach.

Está na hora de parar.

O Coronel Bach merece morrer?

Sim, ele merece.

Para a sua sorte, eu sei pilotar.

Vamos!

Saúde.

- Saúde. - Saúde.

Estão prontos?

Sabem o que tem aqui dentro?

Ninguém?

Sabe o que é isto?

Edmund?

Gostaria de contar para eles?

Essa, Sr. Himmler, é uma caveira ariana.

E onde nós a encontramos?

Nos Andes, em ruínas arqueológicas obscuras.

Quem a encontrou?

Fui eu, Sr. Himmler.

Isso explica o Tiwanaku.

O que é um Tiwanaku?

Aquilo é o Tiwanaku!

O sítio arqueológico mais famoso das Américas.

E fica só a 600 quilômetros daqui.

Edmund e eu passamos 20 anos tentando provar

que ele foi construído por homens arianos.

E, finalmente, conseguimos.

E cadê o resto?

É aí que está.

Essa raça humana é da cidade de Atlantis.

Eles viveram em prosperidade há milhares de anos até que...

uma lua antiga colidiu com a Terra e destruiu Atlantis.

O mundo congelou e eles só puderam sobreviver

no alto das montanhas andinas da Bolívia moderna,

onde construíram o Tiwanaku.

E, finalmente, temos a prova.

- Para mim, é só uma caveira. - Não, de jeito nenhum!

Não é só uma caveira. É uma caveira ariana!

Sabemos que os nativos daqui

não construiriam algo complexo como o Tiwanaku.

A montanha está cheia de caveiras fracas e alongadas.

Esta é uma caveira ariana.

Percebem como é mais larga e redonda?

Finalmente, temos provas.

Não poderia ser um índio de cabeça grande?

Gerhardt! Sabe como isso é importante?

É a caveira de um companheiro alemão.

É um ancestral nosso!

A essência do patriotismo alemão está nesses ossos.

Há 10 mil membros de um Reich milenar

vivendo no continente povoado por alemães ancestrais

há vinte mil anos!

Senhores,

o Terceiro Reich não acabou.

Ele está só começando.

Não temos um exército.

Não precisamos de um exército.

Nós temos Albert Vogel.

Ainda não.

Sabem que o senhor está aqui.

- Quem? - Mossad.

Os espiões judeus?

- Quantos? - Um.

Os judeus sabem onde estamos, quem somos e como nos encontrar.

Eles estão com um americano.

Deve ser magia negra.

É possível.

Descobrimos alguns cacos próximos à caveira,

que podem ter sido quebrados em um ritual de convocação de espíritos,

tipo esse judeu ou quaisquer outros demônios.

Martin!

Você é o Chefe da Segurança, não o SS.

Também não é a minha operação.

Heinrich, você tem um delator.

Algum de vocês foi à cidade de Assunção recentemente?

Eu fui.

O quê? Por quê?

Estou procurando nativos mortos, há um ano, nas montanhas.

Eu precisava de contato humano.

Contato humano? Prostitutas?

Não foram só prostitutas. Cuidei dos suprimentos e da logística.

Para quem você contou sobre o Ninho da Águia?

Vou contar até três. Um!

- Não contei a ninguém. - Dois!

Heinrich!

Não sou idiota! Eu não abri o bico!

- Três! - Um piloto!

Contei, sem querer, a um piloto.

Eu tinha tomado umas taças de vinho durante o voo.

Foi só para um homem!

Não sou idiota o suficiente para contar às prostitutas do Paraguai

que estou desenterrando caveiras para os nazistas foragidos do Hitler

que estão no Ninho da Águia!

Coronel, encontre o judeu.

O que nós vamos fazer?

Um judeu e um americano

contra milhares de guardas no Ninho da Águia?

As chances estão contra eles.

O que acontece se informarem ao resto do mundo sobre o Ninho da Águia?

Se passarem a informação para Israel

e, por alguma razão, Israel acreditar neles,

levará anos para organizarem algum tipo de ataque.

Até lá, já teremos a bomba.

Os EUA estão tão preocupados com os soviéticos

que não pensarão duas vezes

quando a bomba do Albert Vogel explodir no Texas.

Os dois países vão se destruir.

E a sagrada Alemanha renascerá das cinzas.

Coronel Bach?

Os guardas da estrada estão mortos.

Levaram tiros.

Foram encontrados na troca de guarda.

Soe o alarme.

Leve Himmler para o esconderijo.

Klaus! Uwe!

Tirem-no daqui depressa!

Feche a porta.

Venha até a minha porta.

Cadê você?

Você é o judeu ou o americano?

A outra pessoa está com Himmler. Solte a arma.

Quem é você?

William Spalding.

Por que está aqui?

Vim atrás do Coronel Matin Bach do Esquadrão de Proteção alemão.

Mais conhecido como o SS.

O que quer comigo?

Você se lembra de onde estava no dia 30 de agosto de 1944?

Na verdade, não.

Estava no leste da França.

É, pode ser.

Estava em Bouvier?

Estava na fazenda com o bombardeiro B17 e um tanque?

Foi uma guerra longa.

Mas você se lembra.

Não é?

Foi há muito tempo.

Você se lembra de matar seis homens a sangue-frio?

Você estava lá?

Era um dos tripulantes?

- Parem! Parem! - Abaixem as armas ou eu atiro!

Abaixe o rifle!

Abaixem as armas.

William Spalding, vá embora.

Há três guardas na sala

e mais centenas deles do lado de fora da fortaleza.

Se disparar a pistola,

eles vão ouvi-lo

e você morrerá na hora.

Vá embora agora

e continuará vivo.

Identifique-se!

- Droga. - Identifique-se ou vamos atirar!

Saia do veículo e se identifique,

ou vamos atirar em você!

Não atirem! Estou saindo.

Estou com Heinrich Himmler!

Eu vou explodir os miolos dele!

Façam o que ela mandar.

Eu não vou embora.

Então por que ainda não atirou?

Eu quero ouvir uma confissão.

Uma confissão?

Tudo bem, eu confesso.

Durante a guerra,

um avião em rota para jogar uma bomba em meu país

caiu perto de mim.

Como o inimigo estava avançando em minha direção

e eu não tinha como transportar prisioneiros,

tive duas opções:

eu poderia deixá-los lá e continuar,

possibilitando que achassem outro avião

e terminassem a missão,

ou, em vez disso,

eu poderia matá-los para impedir que o fizessem.

Eu escolhi matá-los

para salvar a vida dos meus soldados

e do povo da Alemanha.

Na verdade,

você não é diferente de mim.

Você estava no avião,

jogando bombas em homens e mulheres enquanto dormiam tranquilos.

- Não. - Você fazia isso,

pois, se não o tivesse feito,

esses homens e mulheres acordariam,

teriam se vestido

e construído mais aviões

para jogar bombas em você enquanto você dormia tranquilo.

Eu assisti a tudo o que você fez.

Eu não deveria deixá-lo viver.

"Deixar-me viver"...

Talvez, esse tempo todo,

você que precisasse vir se confessar para mim.

Você vai morrer pelo que fez.

Você não tem o que confessar.

Você seguiu todos os instintos

que eu e qualquer outro homem, durante a guerra, teriam seguido.

E, agora, você cruzou o continente por causa de uma confissão.

Veja onde você está.

Você será responsável

por capturar Heinrich Himmler!

Você não é um covarde.

Você é um herói.

Tire o seu carro da estrada.

Deixe o carro onde está.

Nada disso! Façam o que ela mandar.

Se você matar o Himmler,

você morrerá também.

Saiam do caminho!

Fiquem onde estão!

Saiam do caminho!

Solte-o ou morrerá.

Obedeça a judia ou vou mandar matá-lo!

Solte-o ou morrerá.

Albert Vogel!

Vou mandar fazerem picadinho de você

e servirem você aos cães

se você não obedecer a judia e não se afastar.

Vão se ferrar, nazistas desgraçados.

Para o Ninho da Águia agora!

Tudo o que precisa fazer

é sair por aquela porta

e desaparecer.

O mundo todo reconhecerá sua coragem.

Os jornais dos EUA proclamarão seu nome.

"William Spalding, o herói americano que capturou Heinrich Himmler."

Sabe...

confissões só ajudam os mortos.

Você está renascendo hoje

como um herói.

Se eu fosse um herói,

nós dois estaríamos mortos.

Nós dois podemos viver.

Vá, saia daqui.

Nós não merecemos viver.

Albert!

Saia do carro!

Fique à vista!

Calma.

Não atirem.

Então você matou o alemão.

Sabe que, se atirar em mim,

não sairá daqui vivo.

Bom...

Acho que você tinha razão.

Sobre o quê?

"Um homem que quer vingança deve cavar dois túmulos."

Mãos ao alto!

Mãos ao alto ou vamos atirar!

Tire a pistola do bolso

e coloque-a no chão.

William.

A garota morreu.

Você não tem nenhuma carta na manga.

Por favor,

tire a pistola do bolso

e coloque-a no chão.

Devagar!

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