All language subtitles for Inés of My Soul S01E08 (2020).pt

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified) Download
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Araucania, para lá do rio Biobio, 1552

500 km a sul de Santiago de Nova Extremadura

Olá, passarinhas.

Não vos assusteis.

Vamos divertir-nos um bocado.

És uma cadela.

Tu, cão "huinca".

Cão "huinca".

Não o mates!

Preciso dele vivo.

Quem és?

Não me reconheces?

Não...

Vai e diz a Valdivia que vá embora da sagrada terra araucana,

ou iremos com o meu exército a Santiago, e mataremos toda a gente.

Quem és?

Leftraru.

INÉS DA MINHA ALMA

És feliz?

Sim.

A única coisa que me parte em dois

é saber que Felipe não está connosco.

Finalmente, Inés.

Merece-lo. E tens um grande homem.

Estou muito contente por ti.

- Gómez... - Obrigada.

Pensei que estáveis no Sul.

Não perderia por nada a vossa festa de noivado.

- Os mapuches podem esperar. - Como está tudo, por lá?

O terreno é difícil e o inimigo não dá trégua.

Bem... Diverti-vos.

Parabéns, Dona Inés.

Obrigada.

Senhor governador.

Senhora governadora.

Dona Inés.

Dom Rodrigo.

Queremos trazer-vos os nossos melhores desejos e os da Coroa,

pela vossa união.

Agradeço a vossa distinta presença.

Ora essa, a honra é minha.

Dizei-me...

Sinto muita curiosidade.

É o meu primeiro casamento, no Novo Mundo.

Também o meu.

Contai-me...

Já escolhestes o vestido?

Como são as coisas, aqui? A vida em Santiago é tão aborrecida...

- Quereis um copo de vinho? - De bom grado.

Dizem que Dona Inés quer casar-se de branco.

De branco? Que descarada... Quem acha que é?

Porque vos incomoda isso, Dona Lucía?

Dona Inés foi a única mulher num forte militar, todos estes anos.

E sendo viúva...

Desculpai. Quis dizer: a única mulher branca.

Não foi sua intenção.

Estamos a ponto de entrar na fase final,

que nos permitirá a conquista de Arauco.

Uma flotilha, sob o comando do almirante Francisco Ulloa,

acompanhar-nos-á pela costa, para abastecer-nos,

enquanto nós avançamos por terra, subjugando as tribos,

como Augusto, nas Guerras Cantábricas.

O vivido em Santiago ensinou-nos

que não devemos concentrar-nos numa só cidade.

Certo.

Construiremos cidades fortificadas, à nossa passagem,

até ao nosso objetivo: o Estreito de Magalhães.

Um plano digno de Alexandre ou César, meu senhor.

Pretendeis fazer num ano o que levaria toda uma vida.

Os soldados da frente serão constantemente revezados,

enquanto outros destacamentos se ocuparão

da construção e defesa dos fortes.

Ninguém em Santiago quererá acompanhar-vos nessa aventura.

Vós,

tal como todos os soldados e cidadãos desta cidade,

fareis o que o governador ordene.

As empadas de Dona Inés...

... são deliciosas.

Já as provastes?

Rodrigo...

Deixa lá.

Se me permitis,

espera-me a única coisa que vale a pena ser conquistada.

Acho que terei de felicitar-vos.

Obrigada.

Não fosse por enviardes o meu noivo nas missões mais longínquas,

há muito que seria meu marido.

- Razões de Estado. - Pois...

Não serão ciúmes?

Há muito tempo que vós e eu não dançávamos juntos.

Sim.

Desde o Baile de Carnaval, em Cusco.

Vejo que vos lembrais perfeitamente.

Jamais poderei esquecê-lo.

Foi um dos maiores erros da minha vida.

Vós sempre dizíeis que éramos iguais.

Fortes, mandões e ambiciosos.

E foi precisamente essa vossa desmedida ambição

e essas ânsias de guerra que provocaram a morte de Felipe.

Eu também lamento a sua morte.

- Ou tomais-me por um animal? - Comportais-vos como tal.

Virgem Santíssima...

Aguirre...

O que aconteceu?

Quem te fez isto?

Não deixaram ninguém vivo, no destacamento.

Desfizeram Fernández em pedaços.

Arrancaram-lhe a pele, pouco a pouco.

Esfolaram-no vivo.

E também me disse que...

... nos matarão a todos, se atravessares a fronteira de Arauco.

- As vãs ameaças de um bárbaro. - Não, é mais que isso.

Há vários meses que esse Lautaro ataca as nossas tropas.

Na fronteira com Arauco e nos fortes a sul do Biobio.

Conhece as nossas táticas. Nunca nos ataca em campo aberto.

Pergunto-me de onde poderá ter saído.

Talvez algum dos índios que veio com Almagro.

E aparecer assim e agora, para nos combater?

Não.

Quem é Lautaro?

Um inimigo digno de matar.

Já devíamos estar prontos para avançar sobre Arauco.

Não estamos preparados para essa missão.

Pizarro conquistou o Peru com 100 soldados,

contra os 35 mil homens de Atahualpa!

Seria vergonhoso

que um punhado de selvagens nos detivesse.

Em Santiago, estamos a salvo, Dom Pedro.

Sois soldado, Quiroga! Capitão!

Esquecestes-vos da nossa missão?

Como soldado, apelo à vossa lucidez, de general e de estratega.

Peço-vos um ano. Um ano para nos prepararmos.

Já não tenho um ano, Sr. Quiroga. "Tempus fugit".

O tempo é um bem efémero, para os homens velhos.

Vai haver guerra.

Sei-o.

Vem aí Dona Marina...

... e o esquadrão infernal.

Importa-vos?

Os índios daqui são odiosos.

No outro dia, tive de mandar acoitar um,

porque se negou a ajoelhar-se ante a cruz.

Têm a mesma mentalidade que um asno.

O meu capataz quase o mata.

Recordo-vos, Dona Carmen, que esses "índios odiosos"

assediaram e assaltaram esta cidade, não há muito tempo.

Alguma inteligência terão, não vos parece?

Sim...

O famoso ataque a Santiago. Contaram-nos algo.

Dizei-me...

São verdadeiras todas essas histórias escabrosas

que contam sobre vós?

Que histórias?

Que vos vestistes de soldado

e cortastes a cabeça de meia dúzia de prisioneiros índios.

Exageros.

Foram só quatro.

Dom Pedro,

Chile e Santiago estão diferentes de quando fostes embora.

A cidade floresce.

Já não é só um forte militar numa fronteira perdida.

És um maldito cobarde, Gómez.

Enquanto tu e a tua princesinha índia

vos tornais ricos a comerciar com o Peru,

eu e os meus homens pagamos com o nosso sangue.

Calma.

Esse selvagem do Lautaro está a desafiar-me.

E quem é cavalheiro,

apanha sempre a luva.

Cega-vos a ânsia de vingança.

Não. Vingança, não.

Na nossa situação, combater é inevitável.

Por isso, vencer é indispensável.

- Quereis acabar com Lautaro. - Sim.

Mas não pensais nos vossos deveres como governador.

Hoje há famílias, em Santiago. Há homens, mulheres, crianças...

Tendes razão, Dom Rodrigo. Tendes razão.

Agora, há paz.

Os cidadãos de Santiago têm famílias e uma vida aqui.

Reuni-los a todos,

pois serão eles a decidir o seu destino

e o de Lautaro.

É tudo.

Só mais uma coisa, Gómez...

Como estais preocupado com a emboscada de Aguirre,

partireis amanhã para Forte Purén, na fronteira.

Tereis oportunidade de investigar vós próprios.

Algum problema, Sr. Quiroga?

Talvez desejeis acompanhar o vosso amigo.

Nenhum, senhor.

Leftraru,

estás a levar-nos para o desastre.

As tuas emboscadas só servem para provocar a fúria dos "huincas".

Morrem centenas de mapuches,

a troco de uns quantos soldados deles.

Um "huinca" morto...

... é um passo mais no caminho até à nossa liberdade.

Estás louco.

Só acabarás com o nosso povo.

O melhor é fazer um acordo de paz,

como fez Michimalonco.

Senhores soldados,

vizinhos de Santiago,

peço-vos, como vosso governador,

que me acompanheis numa grande missão:

conquistar Arauco.

- Não. - Não.

- Não. - Não.

Entendo-vos. Entendo.

Aqui, viveis seguros e em paz.

Pensais: "O que ganharemos com isso?"

"Porquê fazê-lo?"

Será para acabar com Lautaro,

que jurou matar-vos a todos

e às vossas famílias?

Não...

Lautaro está muito longe.

Acreditai.

Disse-me que viria aqui a Santiago

e nos mataria a todos.

Os "huincas" não são invencíveis.

Morrem e sangram, como nós.

Mas comportam-se como demónios.

Querem que aceitemos o seu Deus,

que está cravado numa cruz.

Mas esse não é o nosso Deus.

Querem que nos submetamos ao seu rei

e que sejamos seus escravos.

Será que...

... devo fazê-lo pela Coroa?

Ainda mais longe está.

Deveis fazê-lo, então, pelo vosso governador?

Deveis fiar-vos no que ele vos diga?

Não. Claro que não.

Alguém acreditou em Cortés,

quando foi conquistar o México?

Alguém confiou no meu senhor Pizarro,

quando se lançou à conquista do Peru?

Não!

Só uns poucos.

Os que rejeitaram a sua visão arrependeram-se!

Esta guerra...

... durará muitos anos.

E haverá tanto sangue

que tingirá de vermelho o rio Biobio.

Talvez possamos morrer,

mas jamais seremos criados!

no Sul,

há uma terra de provisão.

Campos férteis.

Ouro. Escravos.

Todas essas riquezas serão nossas.

Só é preciso ir e tomá-las!

O que me dizeis?

- Guerra! Guerra! - Guerra! Guerra!

- Guerra! - Guerra!

Guerra!

- Guerra! - Guerra!

- Guerra! Guerra! - Guerra! Guerra!

- Guerra! - Guerra!

- Guerra! Guerra! - Guerra! Guerra!

- Viva Pedro de Valdivia! - Viva!

Por Araucania!

- Por Araucania! - Por Araucania!

- Guerra! - Guerra!

Dom Rodrigo,

espero que a vossa lealdade à Coroa esteja acima de tudo.

Claro.

Pois temo que a vossa boda terá de ser novamente adiada.

Como vedes,

partimos imediatamente.

Como mandeis, senhor.

Maldito...

Louco tirano...

Enviou o pobre do Gómez a um desses fortes na fronteira,

só porque teve o valor...

... de contradizê-lo.

Inés...

Teremos de adiar o nosso casamento,

uma vez mais.

E o que importa um casamento,

quando está em risco a vida de tantos?

E se fôssemos embora?

O quê?

Porque não?

Vamos embora, juntos, para longe.

Comecemos uma vida nova, longe de Valdivia e suas ânsias de conquista.

Não.

Fugir, como se fôssemos delinquentes?

Rodrigo,

ganhámos o direito de viver aqui,

como homem e mulher.

Não vamos dar-lhe esse gosto.

Vai e cumpre o teu dever.

Juro-te que voltarei, Inés.

A campanha será longa; poderá durar anos.

Mas, mal regresse, farei de ti minha esposa.

E porquê esperar tanto?

Obrigada por vir; está como um demónio.

Está na cavalariça.

Pedro...

Sabes aonde vai?

Por favor, Francisco.

Ao casamento de Inés.

Senhor Rodrigo,

outorgas-te como marido e legítimo esposo,

por palavras do presente,

da senhora Dona Inés, que aqui está presente,

como manda a nossa Santa Madre Igreja Católica Romana?

Sim, outorgo.

Quere-la como tua mulher e esposa?

Sim, recebo-a.

Senhora Dona Inés,

outorgas-te como mulher e legítima esposa,

por palavras do presente,

do senhor Dom Rodrigo, que aqui está presente,

como manda a nossa Santa Madre Igreja Católica Romana?

Sim, outorgo.

Quere-lo como teu marido e esposo?

Dona Inés...

Dona Inés...

Sim, recebo-o.

Eu vos uno em matrimónio,

em nome do Pai, do Filho

e do Espírito Santo.

- Amém. - Amém.

Alerta! Alerta!

Ginete caído!

Ginete caído!

É o cavalo do governador!

O osso saiu do sítio.

Certamente, provocará uma infeção que alastrará para o sangue.

Algo se poderá fazer...

Sabes tão bem quanto eu que não se pode fazer nada.

A única solução é amputar.

Não!

Jamais!

- Pedro... - Não!

Jamais um aleijado conquistou um império!

Cai em razão, Valdivia. Queres morrer?

Trazei-a.

- Quem? - Sabeis quem.

Trazei-a!

Trazei-a.

Perdeu o juízo.

Prefere a morte, antes que um doutor o trate.

Deixai-nos fazer, Dona Marina.

Inés...

Inés...

Poderás salvar-me a perna?

Sim, Dom Pedro.

Graças a Deus...

Terei de endireitar-vos os ossos do pé.

Fá-lo.

Inés...

Inés...

Onde estás?

Inés!

Inés...

Amor...

Estás aí?

Inés...

Sim, estou aqui.

Sonhei que te perdia.

Estás aí?

- Estás aí? - Sim, estou aqui com vós.

Meu amor...

Parece-me que não vos faço falta aqui.

Se não vos importa,

retirar-me-ei.

Inés...

Não me deixes.

- Não me deixes, amor. - Estou aqui, Pedro.

Amor...

Meu amor...

Inés...

Inés...

Que bonita és...

Como pode ser que o tempo não passe por ti?

Ainda delirais.

Sabes que teria feito qualquer coisa, por ti?

Incluindo morrer.

Não é preciso chegar a tanto,

mas já que ofereceis...

O que seja.

Trazei Gómez de volta a Santiago.

Feito.

Será consciência pesada?

Não.

Quando te propus que casasses com outro,

fi-lo para salvar-te da Inquisição,

teriam vindo atrás de ti,

e da pobreza.

Assim, podias manter todas as tuas posses.

Mas saber-te casada com outro...

... produz-me uma dor atroz.

Amas mais a Quiroga do que a mim?

Não te amo com esse tipo de amor, Pedro.

Inés da minha alma...

O que mais valorizavas em mim, Pedro,

era a lealdade.

Não era?

Sim.

Ainda a tenho.

Mas, agora, devo-a a Quiroga.

Lembrai-vos que todos os novos reinos

se conseguem através das guerras,

e são ampliados graças às vitórias.

Que é direito das gentes repelir a guerra com a força,

e que a vitória...

... Só se alcança com a destruição do inimigo

ou com o seu despojo.

Ou com ambas as coisas ao mesmo tempo.

Ide em paz...

... e com a bênção de Deus.

Senhor...

Honrai o lema da vossa família.

Não duvideis. Assim farei.

Voltai com vida.

Pedro...

Ouve-me...

Jamais me separei de ti, e não penso fazê-lo agora.

Não, Aguirre. Preciso de quem guarde Santiago.

És a única pessoa em quem posso confiar.

Ficas a cargo.

Se é o que ordenas...

Não ordeno. Peço-to, como irmão.

Assim farei.

Cuida-te.

Voltarei com o meu escudo.

Ou em cima dele, como os espartanos.

Honra e glória.

Honra e glória, Aguirre.

Em frente!

Felipe...

Dou graças a Deus por estares vivo.

O que te aconteceu?

Voltei para os meus.

Nós somos os teus, Felipe, a tua família.

A minha família foi morta pelos espanhóis.

Amo-te como a um filho.

Tenho a minha própria família.

O meu dever é lutar pela sua liberdade...

... e pela do meu povo.

Tu és um dos nossos.

Adeus, mãe.

Avisai os nossos irmãos do sul,

do leste e do oeste

que os "huincas" vêm a caminho.

Vamos!

Santiago de Nova Extremadura, 1553

"Querida esposa,

"há um ano que parti de Santiago,

"mas parece-me uma eternidade.

"Valdivia prossegue os seus planos, de forma implacável.

"Fundámos sete cidades

"e temos 20 mil índios a trabalhar nas minas descobertas.

"A sua louca soberba não tem limites.

"Até deu o seu nome a uma cidade: Valdivia.

"Mas são as vãs ilusões de um louco.

"Quanto mais território ocupa,

"menos pode controlar.

"Tem de deixar soldados em cada cidade, para proteger os colonos,

"e destinar outros para explorar,

"castigar os indígenas e saquear as suas aldeias por comida.

"Estes não são os índios dantes.

"Algo mudou, neles.

"Lutam quase como os nossos soldados.

"E sempre o mesmo grito: Lautaro!

Lautaro! Lautaro!"

Catalina...

- O que viste, nas folhas? - Nada, "mamitay".

Diz-me o que viste.

Não queira saber.

Fala.

Vi...

... dois falcões...

... a sair do ninho...

... e a voar para sul.

Um deles...

... não chega ao seu destino.

Catalina...

Fala.

O falcão...

... que não chega...

... tem as penas douradas.

Parabéns, Quiroga.

Deste uma boa lição àquela chusma.

Não vi no Novo Mundo nada igual a estes guerreiros.

Retiravam ordenados.

Não fogem em debandada.

Nunca os vi lutar assim.

Parecia que...

... atacavam por esquadrões.

Sargento...

Trazei-me esse, o da armadura.

Sim, senhor.

Soldado...

Michimalonco...

Pergunta-lhe onde arranjou a armadura

e quem os ensinou a lutar assim.

Onde arranjaste essa armadura?

E quem vos ensinou a lutar assim?

Leftraru.

Diz que foi Lautaro.

Lautaro...

Pergunta-lhe onde está.

E onde está Leftraru?

Leftraru...

... é como a água e o vento.

É impossível de agarrar.

Diz que Lautaro é como a água e o vento,

e que é impossível de agarrar.

Isso é o que veremos.

- Alderete... - Senhor.

Lautaro.

Onde está?

Onde está Leftraru?

Fala, cão.

- Por Deus, Dom Pedro. - Sim, é por Deus que o faço.

- Onde está Lautaro - Onde está Leftraru?

Fala, cão!

Está em Tucapel.

Em Tucapel.

Fica a dois dias daqui.

Finalmente, ver-nos-emos cara a cara.

Fica perto do forte de Purén.

Podemos enviar um mensageiro, para explorar.

Não. Já não há tempo para isso.

Partimos imediatamente, Sr. Quiroga.

Temos muitos feridos. Não pretendereis que...

O meu esquadrão está de aviso, senhor.

Todos prontos para marchar, quando ordeneis.

Estais loucos?

Não sabeis que forças podereis encontrar.

Bastam-me as minhas, para acabar com esses selvagens.

Segui-nos com o resto do exército, assim que possais.

Sargento-mor...

Senhor.

Enviai um mensageiro a Purén.

Que vá com destacamento a Tucapel, onde se encontrará com Dom Pedro.

Sim, senhor.

Vamos, soldados! Em marcha!

Maldito louco...

Os exploradores já deviam ter voltado.

- Porque demoram tanto? - Não podemos duvidar, Jerónimo.

Ainda nem vimos o inimigo, e já nos inquietamos?

O que se passa?

Em frente.

Se não te temem, jamais te respeitarão.

O que dizes?

Voltamos para trás?

Jamais.

Em marcha.

Continuamos.

Dona Carmen. Dona Lucía.

- Mas eles acreditam no Natal? - Eles têm outras crenças.

- Isto é um insulto. - Precisamente: é um insulto.

Rezais pelo vosso marido?

Rezo pelos de todas.

Oremos.

Pedimos humildemente ao Senhor...

Alto.

Saiam. Para trás!

- Saí daqui! - Para trás! Para trás!

Vá, mexam-se!

Honra e glória!

Mexam-se!

Pois, como disse São Lucas:

"De que serve ao homem conquistar o mundo,

se, em troca, perde a sua alma?"

Morre, "huinca"!

Felipe?

Chamo-me Leftraru.

- Amém. - Amém.

Aprendeste bem.

Mas não o suficiente.

Inés...

Inés...

Tratei-te como um filho,

e pagas-me como um Judas?

Tu não podes ser pai de ninguém.

Inés...

Inés...

Inés...

Inés...

- O que estás a fazer, Pedrito? - Estou a fazer um cavalinho.

- Sim? - Sim.

Continuai, que eu já volto.

Rodrigo...

Inés...

Bem-vindo, Quiroga.

E Pedro?

Onde está Pedro?

Pedro?

Dona Marina.

O governador e as suas tropas foram atacados,

perto do forte de Tucapel.

Gómez foi um dos primeiros homens a chegar.

Por favor, diz-me que não é verdade, diz-me que não está morto.

Não pode estar morto.

Se eu tivesse ido com ele...

Não teria servido de nada, Aguirre.

Era o seu destino.

Não encontramos o seu corpo.

Só demos com isto.

Dona Inés,

acho que isto vos pertence.

"A morte, menos temida, dá mais vida."

Lautaro foi capturado e executado,

mas a semente da sua rebelião nunca morreu

e o povo mapuche nunca foi subjugado.

Pedro de Valdivia ficou a mais de 2000 km do Estreito de Magalhães.

Nem ele nem os seus sucessores jamais veriam cumprida

a sonhada conquista da Araucania.

Como governadora de Santiago,

Inés Suárez trouxe prosperidade ao Chile,

e construiu cantinas sociais, hospitais e escolas.

Inés viveu até aos 73 anos.

No seu testamento, dispôs que fosse enterrada

ao lado do seu amado esposo, Rodrigo de Quiroga,

na igreja de La Merced, actualmente Santiago do Chile.

Ali jazem juntos, desde então.

Tradução e Legendagem LUÍS M. A. FREITAS RTP - Produção

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.