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Uma Vi�va � Italiana (1973)
N�O CORRA PENSE EM SUA MULHER
SE PENSO EM VOC� N�O VEJO A HORA
Sim. Se eu penso em voc� n�o vejo a hora...
Considerando que o citado falecido Salvatore n�o deixou testamento...
automaticamente se enquadra no Artigo 544 do C�digo Civil...
...o qual diz: "na aus�ncia de filhos leg�timos ou naturais...
tomar�o posse do patrim�nio os ascendentes leg�timos do falecido.
...enquanto sua consorte receber� apenas o usufruto de 5/12 do patrim�nio.
- Bela porcaria. - � a lei, senhora.
- Est� bem. Agora fale, advogado. - Calma, senhora.
N�o podemos objetar o Artigo 544.
- "Dura lex, sed lex" - Dura ou leve � uma lei injusta.
- E por que injusta, senhora? - Em minha opini�o � just�ssima.
Voc� acha que seria bom que o meu falecido irm�o n�o poder ter pensado nos seus irm�os,
que t�m o mesmo sangue, hem?
- Deixar tudo para um estranho? - Ah, voc� chama de estranho?
Uma mulher jovem, bela, que deu seu corpo fresqu�ssimo a um velho?
- Mam�e, por favor! - Cale-se!
N�o � justo que o morto deixe s� usufruto para a vi�va...
enquanto comeu o fruto doce, suculento que ainda n�o estava maduro.
- Um p�ssego... - Cale-se, Tonico!
O fruto n�o interessa, Sr. Tabeli�o. O fruto j� foi bem pago.
- O qu�? E triturado? - Chega com isso de frutos e triturado!
Pensa que est� no mercado? Sabia que n�o estou � venda? Sauda��es!
N�o, n�o, senhora, por favor. Sua presen�a � indispens�vel.
- Katerina, espere. - Mas aonde vai?
- Fazer companhia a Katerina. - Logo agora voc� quer ir?
Est� louco? Que tipo de advogado voc� �? Fale.
Sim, � claro. Voc� precisa fazer uma peti��o.
Para seguir as regras legais que regulam a sucess�o.
Exatamente. O Artigo 544 por mim citado explica claramente, certo?
Sim. Caro tabeli�o, Se ele n�o foi examinado...
Que caso, advogado?
Vamos advogado, diga... o que espera?
O caso inclui que a c�njuge possa estar esperando um filho.
Um filho?
Sim, um filho. Finalmente, ele disse.
- Sim, mam�e, mas eu... - Voc� se cale! Deixe o advogado falar.
- � absurdo. Imposs�vel. - Nosso irm�o n�o pode...
- Penso que h� sa�da neste caso... - Sugeriria para mim o seu...
Deixe-me explicar.
Veja. Meu falecido irm�o, Salvatore, era...
- Era est�ril. - N�o. - Sim!
Por culpa de um pecado da juventude, meu irm�o n�o podia ter filhos.
- Voc� pode provar? - Como provar? Meu irm�o se envergonhava de falar nisso.
E para n�s isso � uma desonra.
- Resta apenas esperar. - Muito bem, espere e ver�.
- Mam�e! O que voc� quer esperar? - Eu ouvi.
N�o sabe nem o que esperar, pobre criatura.
Ela sabe. S� por que minha filha � fatalista. Quando o beb� chegar, ele chega.
Ent�o, para esperar o beb� mais de nove meses, n�o pode esperar.
- Na realidade s�o dez. - Dez meses?
- Que novidade � essa? - O tabeli�o aqui presente pode lhe dizer! Verdade?
O Artigo 232 do C�digo Civil � claro.
Levam-se 300 dias, quando se assume que a crian�a foi concebida durante o casamento.
- Assim? - � assim.
Aquelas duas acham que eu sou bobo, mas n�o v�o ter sucesso,
Uma vida ser destru�da por um morto!
Que est� olhando, idiota? Mexa-se!
Voc� est� me ouvindo? Viu o que me fez passar?
N�o se preocupe, n�s temos o Artigo 232 do nosso lado. N�o � isso advogado?
Sim, senhora, mas tenha calma. Sobretudo calma.
"Dura lex sed lex". O filho nascer�, apesar de voc�!
- Ah, sim? - Eu quero ver como!
Nascer�, nascer�. Uma cegonha vai traz�-lo. Aves fazem milagres no c�u...
N�o, minha senhora, n�o espere. De agora em diante eu vou observar.
Em sua casa essas aves n�o entram. Eu afirmo!
- E voc�, que faz? Diga alguma coisa. - Claro.
- Bom dia, Katerina. - N�o, n�o responda!
"Bom dia, Katerina" Que tipo de ajuda � essa?
- � uma quest�o de educa��o! - Ajude-se a si mesmo, siga-me.
Saia das nuvens!
Um momento!
Muito bem, advogado. A quest�o com o beb� salvou a situa��o.
- Esses arrogantes mereciam uma li��o. - Sim entendi.
- Mas n�o h� nenhum beb�... - �, advogado...
- �. - Como �? Mam�e!
Quero dizer que poderia ser. � a mesma coisa.
Entre, advogado n�o pode falar essas coisas na rua.
- Eu tenho um compromisso. - Voc� � o nosso advogado?
S� n�o vai nos deixar agora. Entre falaremos em casa.
N�o, mam�e, eu tenho meus sentimentos. N�o vou dormir como o primeiro que encontrar.
Mas quem lhe disse que deve dormir com o primeiro que encontrar?
- Se n�o for com o primeiro ser� com o segundo. - Pare, mam�e!
E lhe digo, advogado. Pare�o uma mulher f�cil?
-Na verdade... - Katerina o advogado defende nossos interesses.
E nossos interesses quais s�o? Voc� tem que ter um filho.
- Disse-o bem, advogado? - Mas claro?
Se tivesse um herdeiro, tudo iria se resolver mais f�cil!
- Mas desde que �... - Muito bem, advogado.
Voc� disse. Palavras sant�ssimas. Voc� ouviu, Katerina?
Se fizer um herdeiro. E o que est� fazendo? Voc� faz?
N�o podemos pensar nisso. Bom ou mau, Salvatore era meu marido.
E quero respeitar sua mem�ria.
N�o tenho nenhuma inten��o de me vender. Eu n�o sou uma prostituta.
Prostituta? Prostituta, n�o isso � ruim.
Minha Katerina, bilh�es n�o podem ser achados na rua.
Tem que fazer algum sacrif�cio para t�-los...
Admito que seja um sacrif�cio.
A prop�sito, advogado! N�o pode colaborar neste sacrif�cio?
- Entendeu-me, n�o? - N�o.
- Colabore... - Eu? Oh, senhora!
- Mam�e! Eu lhe pro�bo! - Pare.
O advogado n�o � mau! Bonito, viril!
Um belo homem!
Devemos tomar medidas de emerg�ncia. Contramedidas de emerg�ncia.
- E se colocassem um cinto de castidade? - Cale-se!
Ou�a que...
E se pusermos...
Por que n�o? Talvez eu traga um cinto de castidade. Que me importa?
- Est�o em jogo dez bilh�es! - Quinze.
- Voc� n�o sabe, mas � o suficiente. - Muitos...
E estamos cheios de d�vidas. voc� precisa coloc�-las em uma situa��o que n�o possa nos enganar
E como fazemos?
- Como... - Diga-me como!
Isolando-as!
Elas ficam em uma casa e eu vou cerc�-la com uma linha de homens.
Fique tranquila, nem mesmo o cheiro de homem elas v�o sentir.
Asseguro que nenhum homem com mais de dez anos ir� se aproximar da casa.
- Certo, mas o advogado Baldo? - Sim, voc� n�o pensou no advogado Baldo!
- Por que se preocupa? - � um homem.
- Mas que preocupa��o � essa? - Como?
- Voc� n�o percebeu? - N�o, o qu�?
O advogado Baldo... a garota aqui. O advogado Baldo n�o...
- Ent�o n�o � Baldo, � gay... - V�, v�!
- Eu n�o queria ofender, minha senhora. - Se eu soubesse estaria com outro advogado!
O que tem sexo com um advogado? Isso est� fora de suas atribui��es profissionais.
- Mas n�o � da minha conta. - Caia fora!
Desculpe-me senhora, eu apreciei sua oferta estou muito honrado, mas me entenda...
Sim, entendemos. Seu pica-pau n�o est�o funcionando.
- E voc� sabe o qu�? - N�o � para continuar, advogado.
Oh! Que cadela...
- Pensei que tinha achado um touro, mas... - Mas era uma vaca...
- Agora basta, n�o vamos pensar nisso. - N�o vamos pensar nisso mais?
Mas devemos pensar, e logo! Pouco tempo lhe resta, vinte dias!
Diga-me o que quer que fa�a, entregar-me a homens na rua...
Pare de falar bobagens dessa cabe�a sua!
Eu encontrei! Desta vez eu tenho um �s na manga!
Devem deixar pelo menos um m�s de luto na casa fechada.
Est� certo, um m�s de abstin�ncia � suficiente.
- Precisamos ser vigilantes, Nico. - N�s cuidaremos. At�, Vincenza.
- Um momento. - Qu�?
O empregado da casa. Voc� deve neutraliz�-lo.
Mas quem disse? Katerina com um empregado? � isso que est� pensando?
- Como sabe? - Eu sei?
Voc� acha que foi uma senhora fazer o trabalho?
E a mais honesta mulher do mundo se vende,
- ...� quest�o de pre�o? - Que diz? Eu n�o tenho pre�o!
- Nem mesmo por 1 bilh�o. - Mas por dez bilh�es?
Desgra�ado!
Se n�o fosse voc� eu lhe quebraria em duas!
- Ah, sim! Quebre-me em quatro. Respeite-me! - Calma!
- Eu a mato! - N�o, n�o fa�a isso!
Obrigado, estou aqui, meu irm�o e filho.
- Estamos em neg�cio... - Sim, estamos em neg�cio.
- ...esta noite discutiremos tudo em casa... - Esta noite...
- Por qu�? - O que eu fiz?
� por que sua m�e � uma mulher honesta.
Voc�s deveriam ser filhas da puta, talvez tiv�ssemos melhor sorte.
- Vamos, venha! - Estou indo!
Meu caro Giovanni, voc� tem que entender que somos duas mulheres s�s, indefesas...
� noite temos medo de morrer... Quem vai nos proteger?
- Temos guardi�es, senhora. - O que far�o se algum ladr�o aparecer?
Tio Cola tem 75 anos e uma h�rnia,
o tio Turi tem 70 anos e tem dor de est�mago, pobrezinho.
Precisamos de um homem jovem e forte para nos defender.
- Um como voc�. - Se a senhora quiser eu posso dormir aqui.
Muito bem, Giovanni. N�s gostar�amos. Inclusive aumentarei seu sal�rio.
Est� satisfeito?
N�o olhe isso assim, Salvatore, voc� me conhece. Sabe que eu nunca lhe enganei.
Voc� n�o ter feito o testamento meteu-me nessa situa��o.
- Estou indo para casa para avisar. - V� e ponha uma cueca limpa.
Ah, Giovanni, j� que vai em casa, aproveite e tome um banhozinho...
- Um banho? Por que, � feriado? - N�o, mas relaxa os nervos.
Isso servir� a seu novo trabalho.
- V�, meu filho, v�! - Eu vou, senhora.
Voc� est� maluca? Em sua opini�o eu preciso dormir com esse empregado?
- N�o farei nunca! - Eu sei, minha filha.
Se for derrotada agora, depois ser� pior. Por eu lhe digo?
Na escurid�o todos os homens s�o iguais. Pr�ncipes ou empregados.
O mundo continua rodando, minha filha.
- Ou�a meu conselho, � para seu bem. - Antes de casar com Salvatore era melhor.
E naqueles dias, voc� me fez desistir de tr�s noivos.
- E o que Salvatore me deixou? Nada. - Se as coisas correrem bem...
ou�a meu conselho, voc� ter� v�rios bilh�es.
Eu n�o posso!
Mas quando imagino a ideia de ser como animais me faz adoecer...
Mas que maneira de ver? Feche seus olhos e fa�a.
E depois de nove meses voc� agradecer�.
Vamos, rapazes. Mexa-se, Nico, mexa-se!
Ligeiro, todos sabem!
- Voc� fica aqui. - E ent�o que fa�o?
- Voc� vem comigo. - Est� bem.
Voc�, Nico, ao meu comando, nenhuma palavra, nem mais, nem menos.
Espere! Est�o vendo que lindo?
- Este � o mais perigoso de todos. - Beijo-lhe a m�o, Dom Tano.
- Venha c�. Aonde vai? - Para casa. A Sra. Francesca tem medo de ladr�es.
- Sim? E voc� que faz, elas mordem? - Eu vou pegar minha cueca limpa.
- Tomo um banho e volto para dormir na casa. - Sim?
Entendeu? Cueca limpa, banho...
Por que precisa de tudo isso? Para espantar ladr�es?
- A Sra. Francesca mandou! - Est� vendo, Katerina n�o se mistura.
Se voc� misturar, n�s terminamos. Entendeu?
- Que fa�o, posso ir? - N�o precisa ir a qualquer lugar!
- Quando voc� ganha por m�s? - Sessenta mil.
Abra a m�o! Tome, 60.000 e 10.000 de gorjeta.
- E tome um m�s de f�rias. - Dom Tano, eu...
Pegue suas roupas.
- Voc� entendeu? - Eu entendi tudo.
Um m�s? Dois meses. At�, Dom Tano!
E no se preocupe, no fim do m�s volte que lhe dou outro sal�rio!
Agora temos o morador e a cozinheira. Voc� cuida do jardineiro.
- Cuide dele. - Vamos.
- Lucia... - Sua b�n��o, Dom Tano.
- Aonde vai? - Fazer compras para a senhora.
� justo, precisam comer.
Ponha no ch�o e descanse um pouco. Muito bem.
- Agora voc� n�o pode mais entrar na casa. - Por qu�? O que aconteceu?
Nada, n�s n�o queremos nenhum movimento por aqui durante um m�s.
- Que movimento? - Estou brincando...
� melhor ir para casa.
- Tio Turi, Tio Cola... - Estamos felizes em v�-lo, Dom Nico.
- Como v�o passando? - N�o nos queixamos.
N�s somos como a sequoias...
Como as sequoias... vamos dizer.
Se fosse para ter um pouco de a��o... O que faz? Agora...
- Se eu tivesse oportunidade, eu daria tudo para... - Eu dormiria com ela...
- Voc�s t�m que estar brincando. - Brincando?
Quando a flor est� madura, floresce e precisa ser colhida...
E n�o estamos secos, n�o �?
- N�o muito. - O que significa que o nosso tronco est� para cima!
Fora daqui!
Por que voc� est� preocupada, minha filha?
N�o fique chateada. Torne numa experi�ncia agrad�vel...
- Olhe quem est� vindo! - Mexa-se, Nicola.
A que devemos o prazer da sua visita?
- Eu vim trazer suas compras. - E Lucia?
- Lucia est� doente. - Doente? - Sim senhora.
Seu m�dico recomendou alguns meses de repouso.
- E Carmela? - Carmela tamb�m.
- E os jardineiros... - Sim, senhora. Tamb�m os jardineiros.
Tamb�m os jardineiros...
- E Giovanni? - Giovanni n�o vem.
Est� com medo de ser contagiado por essa epidemia.
Voc� removeu todos eles. Estamos isoladas.
Somente por sua sa�de, senhora.
Se quiser pode contratar quantos empregados quiser... Se encontrar na cidade.
N�o h� empregados, apenas mafiosos como voc�.
N�o, senhora.
N�o h� mafiosos aqui. As pessoas s�o apenas generosas.
Colocamos as m�os antes de n�s mesmos para salvar o que est� na parte de tr�s.
Sim? Saia imediatamente se quiser salvar o seu traseiro...
caso contr�rio, eu vou chutar essa merda atr�s de voc�.
Basta! N�o suporto suas insinua��es!
Por que fala assim, Katerina, n�s confiamos em voc�!
Confia? Voc� teria feito de outra forma? Colocou-me num cofre!
Sou uma mulher livre. Irei sair imediatamente!
Muito bem, minha querida!
Partiremos esta noite! Vamos imediatamente!
A senhora pode ir quando quiser, mas Katerina n�o.
- Ela n�o pode. - E quem me pro�be?
Eu. Tenho que me preocupar com o futuro beb�.
Olhe. Meu advogado me conseguiu legalmente poderes de curador ao ventre.
- A qu�? - Leia!
- Do ventre! - Bem, digamos, da sua barriguinha!
Voc� n�o pode viajar.
A n�o ser para exames, coisa que eu duvido muit�ssimo.
Queremos que o sucessor de Salvatore nas�a saud�vel,
robusto, malandrinho com seu pai. At� logo.
- Vamos, Nico. Por que voc� est� se curvando? - Tchau, Katerina.
N�o, minha barriga d�i...
- Vamos, idiota. - � verdade, eu acho que estou resfriado...
Mam�e... eu mudei de ideia. Eu quero um filho.
Muito bem! Voc� se convenceu que bilh�es s�o bilh�es.
N�o � isso. Eu n�o posso suportar a ideia de um guardi�o de meu ventre.
Eles querem guerra? Pois v�o ter guerra!
Oi, Tonino!
Que aconteceu?
O que lhe trouxe a este estado? Com quem voc� brigou?
Covardes...
- O que foi, pol�tica ou futebol? - Que pol�tica ou futebol?
� vi�va de Santonnocito.
Eu deveria calar a boca e n�o dizer que ela quer engravidar.
Gr�vida, gr�vida?
Sim, por causa da heran�a. descobri, um milagre...
- Esta coisa � secret�ssima. - Ora, voc� queria deix�-la gr�vida mesmo?
E eu, como um tolo lhe disse: cretino miser�vel.
Ele me disse: "Eu posso lhe dar uma ajuda".
Eu disse a ele: "Eu sei exatamente o que fazer".
Ele me disse: Em dois � mais seguro. Eu estava com raiva e briguei.
Mas onde estou: Para onde eles foram?
O que voc� est� olhando, o que voc� v�?
Eu decidi ter um filho e eu irei ter.
Por qu�? Voc� agora � moralista?
Um chato sujo como voc�...
Coisas que eu tinha medo iriam me incomodar durante o sono...
Man�aco fetichista...
Isso me fez ter c�licas...
Esqueceu-se disso?
Depois de muitas noites lindas, nem mesmo fez um filho.
Tente entender, Salvatore.
Parece justo que seus irm�os devam receber todo o dinheiro?
Eles sempre lhe odiaram e se aproveitaram de voc�.
Pense como seria bom ter um filho. Filho de Salvatore Santonnocito.
Para todos os efeito seria como seu filho.
Pela lei e para os olhos dos outros.
Ah, n�o fica bem?
Quando leu o discurso que seu secret�rio fez para voc�... isso estava bem.
Admita que seja a mesma coisa.
Imagine que eu sou uma p�gina e algu�m est� escrevendo um discurso sobre mim.
N�o acha? Esse � o seu problema. Eu vou fazer isso de qualquer maneira.
Boa noite!
� melhor deste lado, � mais prudente.
Se voc� ficar olhando para mim assim, vou tranc�-lo em uma caixa.
Ou pior, eu vou lev�-lo para o quarto de mam�e.
Voc� viu, Tano? Katerina foi dormir.
Sim? Boa noite.
Tudo o que fazemos parece in�til. N�o podemos ir para a cama tamb�m?
Voc� est� brincando? Todas as precau��es s�o necess�rias!
Eu tenho uma cara cada 20 metros. Estamos seguros desta forma.
Podemos confiar neles.
- Trata-se de caras com v�rios atributos. - � por isso!
Precisamos de gente sem atributos... viu Tano?
- Entendeu? - Est� bem, mas...
Sim, mas eles n�o usam esses atributos...
S�o como... t�tulos honor�ficos... como o ap�ndice!
Sim?
Mas...
Olhe para este cara...
Finalmente voc� chegou! Virgem Maria!
Que aconteceu? Calma! Voc� est� incomodando Deus!
- Venha ver. Vieram ladr�es. - Ladr�es? Como isso � poss�vel?
Chame a pol�cia! Depressa!
Espere! Primeiro, vamos ver o que eles roubaram, e depois falar.
Calma! Vamos ver o que est� faltando. Confira tudo!
Parece que n�o est� faltando nada!
Olhe, n�o tem o dinheiro!
Era o dinheiro? Voc� poderia ter dito antes!
Voc� me assustou por nada!
- O qu�? Era tudo o que t�nhamos. - Eu sei...
Eu precisei para salvar a heran�a.
- Foi voc�? - Sim, mam�e, fui eu.
Para pagar os caras. Como iria me livrar dos empregados?
E sobre os cheques? Eles devem ser pagos.
N�o se preocupe com os cheques. Quem se importa?
Voc� paga mais quanto tem bilh�es. Comprarei o banco todo!
- � apenas uma quest�o de dias. O qu�? - Tano...
- Leia! - Deixe-me ver. Calma.
- Deixe-me ver. Onde? - Aqui.
- Obitu�rios. - Grand�ssima desgra�ada!
Ela iria nos comprometer a qualquer pre�o. Olhe.
Voc� sabe o que ela est� fazendo? Ela chama todos para a casa...
Todos homens... Ou�a.
A vi�va Katerina Prevosti, em sua grande dor, vai receber hoje, entre 4 e 5 horas,
... amigos e conhecidos que queiram honrar a mem�ria do falecido Salvatore.
Para discutir suas grandes virtudes como homem, cidad�o e capit�o da ind�stria.
- Quando eles o fizeram capit�o? - Depois de morto.
Minhas sinceras condol�ncias
Para a senhora tamb�m.
- Ent�o? - Tudo bem.
L�grimas de cebola.
- Pobrezinha... uma vi�va jovem. - E o meu marido com 85 anos...
- Uma grande perda. - Obrigada.
Um exemplo de virtude c�vica.
Muito bem.
Ele n�o conseguiu, como um homem jovem, imagine como ele est� agora ...
- O vestido parece pouco ousado... - Est� bom, eu vou fazer um desse quando voc� morrer.
Foda-se!
Meus p�sames... Devemos chorar por um homem rico e respeitado...
- ...como tamb�m pelo bom amigo. - Obrigada.
Ele n�o parece t�o ruim...
- Deve ser doce... - Sim como uma caixa de marmelada.
- Voc� n�o consegue ver que ele � um an�o? - Sim, mas os an�es...
... se voc� soubesse o que dizem sobre eles...
Eu n�o disse nada.
Ponha seu len�o para dentro!
Mas por qu�? Estou sentido!
Deveria estar lavado.
Eu estou junto com a sua dor.
Salvatore era um homem excepcional.
Sou Carlo Niscemi. Era muito amigo de seu marido.
Meus p�sames para voc� tamb�m, senhora. Foi uma grande perda.
Obrigada. Voc� � muito gentil.
Neste momento estou muito perto, senhora.
Muito.
Com licen�a.
Voc� gostou dele, n�o foi? Relaxe, eu entendi.
Rosalio...
- Espere! - A� est� voc�!
- Desculpe-me senhora, aonde vai? - N�o � da sua conta.
- Ent�o eu lhe acompanho. - Desculpe-me. N�o!
Aonde eu vou n�o preciso de ningu�m tomando conta de mim. Acompanhe seu irm�o.
- Vamos, Nicolino. - Eu n�o preciso ir.
Eu n�o preciso!
Tano, por que estamos aqui?
- Voc� n�o viu? Eu vi um movimento estranho.
Aquele homem jovem e bonito que Katerina recebeu t�o bem...
- Aquele estranho. - Perto de Katerina?
- � de Palermo. Era amigo de Salvatore. - Tem certeza?
- Katerina nunca o conheceu. - Melhor. Que est� fazendo?
Por que come o tempo todo? Est� com fome?
Voc� sempre bota comida na boca!
- Voc� veio aqui tamb�m? - Sim, senhora.
N�s queremos nos certificar que voc� n�o precisa de nada.
- Eu n�o preciso de nada. - � melhor assim, senhora.
Est� vendo, Tano? Ela n�o precisa de nada.
- Meu p�sames. - Obrigada.
- Meu p�sames, senhora. - Obrigada.
Adeus, Katerina. Estou a seu lado em seu sofrimento.
- Voc� continua a saudar? - Como Katerina est� bela vestida de luto!
Sim. Tudo � m�rito de Salvatore.
Por causa desses dois desgra�ados perdemos o �nico galo do galinheiro.
Eu sei de quem � a culpa, mas n�o se iluda.
Como se diz? Morreu o Papa, elege-se outro. � a regra, n�o?
- � a regra, n�o? - Sim, � a verdade.
Se vale para o Papa vale tamb�m para o "papai"!
- Senha! - Acabamos.
O que quer dizer? Voc� deve perguntar: se o herdeiro nasceu.
O outro responde: "estamos ferrados".
- Se o outro n�o responder... - Eu o agrido...
Muito bem. Tente!
- O herdeiro nasceu? - Isso mesmo.
- Que est� fazendo? - Estamos ferrados!
Agora est� bom. Estamos ferrados. - Desgra�ado!
Nunca fa�a isso, ou eu vou lhe bater!
Estas s�o as ordens! O que devo fazer ent�o?
Que idiota... Est� bem, est� bem...
Aparentemente voc� tem boa-f�.
Que tolos...
Diga-me quem lhe contratou?
Dom Nico, seu irm�o.
Entendi.
Fique de guarda...
Eu sou um guarda de seguran�a vigilante...
Quem �?
Droga! Sou eu.
- Voc�? - Sim...
Eu...
- Por qu�? - Porque...
Porque � dif�cil dizer...
Sim, mas entrar assim no meu quarto... como um ladr�o!
- Vai me dizer o motivo? - Sim.
Para roubar tudo o que puder. Tudo o que eu quero...
Boa noite.
- Roube tudo o que quiser... - Obrigado.
N�o grite. Paci�ncia, cinco minutos e eu estou feito.
N�o se mexa.
Fique quieta.
� bel�ssima, mas neste momento eu n�o posso parar.
N�o grite!
N�o grite. � um cofre.
Onde est�? Onde ele os colocou?
Cretino... Talvez por baixo da porta da frente.
Onde est�o? N�o grite!
Onde?
Olhe para eles?
Estou feliz. Finalmente!
Que pena! Mas eu n�o posso, tenho que ir.
- M�os ao alto! Coloque o p� no ch�o!
Senhora, n�o atire. Sou eu.
- Voc�? - Sim, senhora.
Desculpe-me. Eu lhe vi t�o furtivamente... e confundi com um ladr�o.
Sabe como se diz, senhora. A ocasi�o faz um ladr�o.
- Voc� roubou alguma coisa? - Tudo, senhora.
Assim t�o ligeiro?
Katerina estava entendendo, ela n�o me resistiu...
- Onde est� indo? - Dormir, senhora.
- Passe a noite com Katerina. - Eu n�o posso, senhora.
- A noite foi feita para o amor... - A noite � para dormir. Talvez amanh�...
- Espere! - N�o posso ficar.
- Como n�o pode? - Eu fiz o que precisava ser feito.
N�o sei o que eu poderia fazer mais. - Que tipo de homem � voc�?
- N�o vai tirar proveito de uma jovem mulher? - Desculpe, mas eu preciso ir.
- Mam�e est� doente e me espera em casa. - Katerina ama voc�!
Eu n�o penso assim, ela n�o disse uma palavra.
Espere! Voc� vai ver, Katerina...
Boa noite! Que ar fresco! Boa noite.
- Quem � esse? - Estamos bloqueadas, vigiadas...
- ...queimadas vivas. Voc� viu? - � guerra? Que aconteceu?
Agora n�o posso explicar. Por isso deve voltar para Katerina.
- � mais seguro. Voc� tem que ter confian�a. - N�o sei se Katerina confia em mim.
- Ela vai. Voc� pode ter certeza. - Voc�s s�o "partisans"? � guerra?
N�o somos "partisans". Tenha calma, confie.
Cretino...
Cretino. Queria rir de mim?
Quem ri por �ltimo ri melhor!
Katerina deve estar muito cansada. Depois de tudo que houve entre n�s...
Quando come�o, sou como uma tempestade, eu a devastei...
Talvez voc� esteja certo. Voc� deve prometer voltar amanh�.
Certamente, amanh� Katerina estar� satisfeita, eu estarei de volta.
Voc� ainda est� aqui? Cretino covarde!
E voc�, pare de falar com ele! Depois do que ele fez.
Calma! Voc� n�o queria que fizesse isso? Ele tinha que fazer!
Ele me amarrou e me amorda�ou!
Por que usou viol�ncia?
Katerina � muito honesta, mas n�o era necess�rio.
Ela n�o deixaria...
- Mas voc� minha querida, como sobreviveu? - Ela resistiu!
Voc� n�o entende, mam�e. Ele n�o me violou, mas sim o cofre.
O cofre? Por que o cofre?
Foi sim!
Eu pensei que ele era s�rio, mas...
ele � um ladr�o!
Espere! Agora eu entendo finalmente!
Eu n�o estou entendendo nada. Antes de atirar ou chamar a pol�cia, deixe-me explicar.
- � pouco para explicar? - N�o, � muito...
Eu estava l� indefesa, seminua... Ele me amarrou e me amorda�ou
e depois come�a a roubar!
Eu n�o tive escolha. Eu peguei aqueles malditos cheques de volta.
- Que tipos de cheques? - Eu n�o sou um ladr�o, senhora.
Eu poderia roubar dinheiro e joias, tudo. Como voc� viu eu roubei apenas os cheques.
- Nada. - � verdade.
- De fato ele s� roubou os cheques. - Somente cheques.
E voc�, entre eu e esse cheques vulgares, escolheu os cheques.
- Estava desesperado, senhora. Cinco anos atr�s,
... para pagar algumas d�vidas de jogo, apelei ao seu marido Santonnocito.
Ele me enganou com empr�stimos juros, juros sobre juros...
Ele me tomou dois laranjais, f�brica sucos, quatro quadras e 10 cavalos de corrida...
- ... E esta casa. Eu agarrei o pesco�o... - Ent�o a casa era sua,
por isso sabia onde era o cofre! - � natural!
Eu tive que pegar aqueles cheques para refazer a minha vida.
Chame a pol�cia, eu n�o me importo com nada.
Se isto � assim... eu n�o acho que seja apropriado. Hem, Katerina?
O qu�?
- Vejo que se chama Carlo... - Niscemi.
- � um nobre. - Bar�o.
Ah, que coisa rom�ntica! Temos um cavalheiro ladr�o!
- Por favor n�o me condene! - N�o o condene, Katerina...
Quero que me desculpe, Sra. Katerina.
Katerina, um bar�o!
- Bar�o uma ova! Fora! - Calma, querida!
- Est� certo, eu vou. Que m�o pesada... - Vou cuidar de voc�...
Vamos lhe mostrar que somos bem educadas e amig�veis.
Talvez seja melhor ir para seu quarto.
- Eu vou, mas se esse indiv�duo ficar... - Ela me chama de indiv�duo!
- Quem chama a pol�cia sou eu! - Sim, sim... querida da mam�e!
Desculpe-a, Bar�o. Quando Katerina est� zangada, n�o se pode falar com ela.
Vamos conversar... Posso cham�-lo pelo primeiro nome?
Seria um prazer...
- Posso lhe oferecer um drinque, Carlo? - � muito gentil, senhora.
Eu n�o bebo tiros... Armas me fazem medo.
Um pouco de licor para lhe reanimar.
- Minha cabe�a gira... - Acomode-se!
E agora eu consigo sentir sua m�o...
Voc� deve saber desde o in�cio... Katerina deve ter um filho.
Estou espantado, ela n�o est� barriguda.
Claro que n�o se v� ainda... Ela tem que faz�-lo... imediatamente. Entendeu?
- Esta noite? Eu n�o entendo. Minha cabe�a gira.
Eu irei lhe explicar.
Como meu falecido genro Salvatore,
ele pode estar bem e vivendo em paz entre os anjos,
mas o filho da puta morreu sem deixar um testamento...
- Se o herdeiro nasce? - Estamos ferrados.
V� e confira os outros.
- Vamos pensar um momento, Francesca.
Mesmo se eu quisesse, depois do que aconteceu, ela certamente n�o vai querer.
Eu vou cuidar de Katerina. Isto � um neg�cio...
Katerina ter� sua heran�a e voc� seus cheques.
Voc� sabe quanto meus cheques valem?
- Uma centena de milh�es... - Para isso, voc� deve pagar.
- Por qu�? Eu n�o sou um cavalo. - � a mesma coisa.
- Tome o pijama do meu genro! - O do morto? Tenho arrepios.
- Est� limpo! - Cheira a morto...
Chinelos e um roup�o... Voc� encontra o resto no banheiro.
Aqui est� seu material de volta, n�o posso. Eu prefiro ir para a cadeia.
- Talvez eu me mate. Estou fora. - Como vai sair daqui? De helic�ptero?
- Voc� vai voar? Estamos controlados. - Por qu�?
Estamos cercados. Voc� viu o que est� l� fora.
Eles s�o mafiosos. Voc� n�o vai querer um funeral.
- Eles v�o atirar em voc� no local. - O que devo fazer?
- Se voc� desistir, eu vou chamar a pol�cia. - Basta olhar como todo mundo me trata...
Por que se lamenta? Voc� tem comida e um lugar para dormir...
em troca de 30 dias com a mais desejada vi�va no pa�s.
- Mas eu n�o sei... - Como pode n�o saber?
Apenas me ajude a me tornar uma av� e voc� tem a minha b�n��o.
- Certo, vov�. Que tenho que fazer? - Voc� me chamou de av�?
V� ao banheiro prepare-se, bonito.
Enquanto isso eu cozinho Katerina.
- Cozinhe bem. - Sim.
A m�e � sempre a m�e!
- Se o herdeiro nascer? - Estamos ferrados.
Katerina est� tranquila e eu aqui!
E ent�o? Eu estou pronto.
Eu disse a ela que, para ter o que ele tinha, ele deve dar o que ele prometeu.
- Esque�a o passado, como diz a can��o. - Katerina est� agora � espera.
...mais apaixonada do que da primeira vez. - Como mais apaixonada que pela primeira vez?
Quando lhe viu pela primeira vez nas condol�ncias. Foi como um rel�mpago.
Eu entendo. Mas como estar apaixonada por mim?
Voc� disse a ela que voc� vai me dar os cheques se eu...
N�o, isso n�o. Se ela descobrir, acabou.
Por favor, n�o diga a ela. Ela acha que voc� est� apaixonado.
- Voc� a tem quente e pronto... - N�o deixe que ela esfrie. V�!
- Ligeiro! - N�o me empurre!
- V�, v�. Ligeiro... - Com licen�a!
- Desculpe, eu estava ansioso... - Para entrar no assunto, hem?
- Katerina! - Carlo...
- Katerina! - Carlo...
- Katerina! - Carlo...
- Katerina, posso? - O qu�?
Posso lhe chamar de Katerina?
Pode fazer o que quiser... Venha...
Um momento. Primeiro eu quero lhe explicar.
N�o precisa. Eu era casada.
- Eu sei tudo. - Sim? Tudo, tudo?
- Sim. - Mesmo...?
Se continuarem assim n�s n�o vamos cumprir o prazo.
- Ou�a, Katerina. - Para que servem palavras?
Nosso amor s� precisa de duas coisas. Pensamentos e a��o...
- Devagar? - N�o, quente!
Tem raz�o, Katerina. Precisa de a��o!
Eu vou atend�-la imediatamente. Espere um momento.
N�o quero nem me despir. Eu sou seu.
Agora voc� � minha... Voc� � quent�ssima!
Olhe como ferve!
Finalmente a justi�a triunfa!
Fiquem de guarda...
em cada buraco e por tudo!
A crian�a vai nascer de qualquer maneira.
Deus, Deus!
- Que houve? Que est� havendo, Carlo? - Nada.
Desculpe-me querida. Deve ser uma contra��o nervosa.
- Onde? Diga-me! - Como posso lhe dizer?
- Est� suando. Voc� est� quente... - Sim, a cabe�a est� quente, mas o resto...
- Onde, no peito? - N�o, mais para baixo.
- No est�mago? - N�o... Abaixo.
Eu juro que nunca aconteceu, Katerina. Eu juro! Nunca...
- Imagine! Imagine! - N�o se desaponte, cora��o!
- Eu amo voc�, eu lhe quero bem! - � exatamente isso.
E eu amo voc� tamb�m. Voc� � bela, deliciosa, maravilhosa...
- Eu n�o sei o que fazer. - Fa�a o que quiser, amor.
Com o qu�? Com o qu�? Eu devo ir. Katerina, eu devo ir embora.
- Aonde voc� vai? - Para longe. Qualquer lugar.
- Voc� deve esquecer essa vergonha. - Voc� n�o pode, a casa est� cercada.
Sim... os guardas l� fora! O que fazer?
� Deus! E como fa�o? N�o posso ficar aqui!
Voc� n�o pode entender que eu estou destru�do, eu n�o posso ficar.
- Calma, amor. - Como ficar calmo?
- Como fa�o? - Relaxe!
Katerina, meu amor. Eu quero retribuir seu amor...
eu quero, mas a vontade n�o basta.
� como o c�rebro n�o enviasse impulsos, entendeu?
- E ent�o? - Voc� deve desbloquear.
- Como se diz, eu devo lavar. - Onde?
Meu c�rebro. Por exemplo, pensando em alguma coisa.
Deixe-me acalmar. Por exemplo, quando eu era crian�a.
N�o. Quando eu era crian�a era pior.
Eu n�o sei, qualquer coisa. Tenho que desbloquear.
At� nos colh�es!
Esperemos que desbloqueie!
Descanse e se levante, eu volto j�. Espere-me!
E voc�, o que est� olhando? Est� feliz, n�o �? Tudo por causa daqueles imbecis dos seus irm�os!
Voc� n�o fa�a essa cara. Na primeira vez voc� fez a mesma coisa.
Havia emo��es. Tenho certeza que ele vai se recuperar.
N�o ria. Pois eu decidi, e por isso vai ser. Mesmo que eu tenha que coloc�-lo no gesso.
Talvez champanhe e ovos...
For�a e mais prote�na...
� melhor assim, d� mais for�a!
Como, t�o ligeiro?
- Seria melhor se eu n�o fizesse. - Por que, o que aconteceu?
- Por que, ela o rejeitou? - N�o, ele � que rejeitou!
- Ele, quem? - O c�rebro.
- Mas n�o era o c�rebro que deveria trabalhar. - Eu sei.
Em vez de me ajudar, come�ou a martelar na minha cabe�a.
Eu ouvi vozes que diziam: "Voc� � um mercen�rio, voc� se vendeu"...
"Mas como? Uma jovem lhe d� seu lindo corpo por amor e voc� quer ser pago?"
"Que homem voc� �?" Isso � que meu c�rebro dizia.
- Desse modo eu fiquei com um complexo. - Que complexo?
Complexo de prostituto. Senti-me com um prostituto. N�o posso ser pago por isso.
Que podemos fazer? Vou fazer uma omelete, algumas massas refrescantes, talvez...
Eu pus champanhe no gelo para celebrar...
e voc� fica todo sofisticado ante minha filha Katerina?
O que voc� est� falando?
Eu a comeria, eu amo Katerina.
- Eu faria de tudo para faz�-la feliz... - Ent�o tente.
- N�o posso. - Como n�o pode?
Com o complexo de puto eu n�o posso. N�o posso receber pagamento de mulheres.
Bem, com este complexo de puto... Ou�a com aten��o!
O qu�?
Se seus cheques fazem voc� ter escr�pulos, eu vou lhe dar de volta, e voc� n�o ter� complexo.
Parece uma boa ideia. Sim, sem cheques!
- Talvez eu os proteste no banco. - Todos eles?
- Todos. - Vai me arruinar completamente?
- Sim. - E me deixar sem um tost�o?
- Est� satisfeito? - Voc� curou meu complexo! Maravilhoso!
N�o me d� os cheque, mande todos eles...
Estou livre do complexo, estou de volta para Katerina ...
- Katerina... - Carlo...
Meu sangue est� fervendo. Estou normal novamente!
- Meu c�rebro foi desbloqueado! - Meu amor!
- Pense como... - Venha...
- Katerina, tenha paci�ncia, deixe-me for��-la... - Sim, mate-me...
Voc� vai se sentir como nunca se sentiu antes em toda a sua vida.
Eles v�o escrever sobre isso nos jornais... Katerina, minha vida ...
Estou t�o excitado...
� isso a�... Mate-me...
Eu n�o estou pronto ainda, mas eu sento novos impulsos...
- O que voc� est� fazendo na porta? - Voc� est� me perguntando?
- O que VOC� est� fazendo aqui? - Eu n�o fiz nada...
- Pior do que a primeira vez. - N�o � o complexo de puto, voc� tem um defeito...
- Que defeito? Eu funciono muito bem! - Duvido.
O complexo foi substitu�do por uma preocupa��o.
Eu sinto o meu c�rebro me bater. Uma voz me diz: "E agora como faz?
Voc� est� acabado, voc� n�o pode pagar os cheques."
No amor n�o se pensa, � por isso que eu falho com Katerina.
- Como voc� � sens�vel, meu filho! - Sim, sou sens�vel.
Em todo o caso, eu n�o tenho at� l�, deixe-me ir.
- Por favor, eu n�o posso. - N�o, n�o...
Voc� � a �nica carta na minha manga e tenho a inten��o de jog�-la.
- � apenas uma pequena carta. - Eu vou fazer um "ace".
- Se voc� for um homem... - Eu espero que voc� n�o tem nenhuma d�vida sobre isso.
Eu quero que seja assim...
Vamos dizer que seja suficiente para esta noite. Vamos para a cama.
- Para onde estamos indo? - N�o importa.
- Vamos, vamos. - Onde estamos?
- No meu quarto, voc� n�o pode ver? - Eu tenho que dormir no seu quarto?
- Sim, em minha cama. - N�o, na sua cama n�o posso!
Eu n�o quero que seja, mas eu tenho que ficar de olho em voc�.
- Voc� pode tentar fugir. - Eu n�o posso fazer isso, eu sou um cavalheiro.
- Eu vou dormir no guarda-roupa . - Pare com essa hist�ria!
- Voc� tem arma? Parece exagerada . - Entre e cale a boca.
- Est� carregada? - Claro que est� carregada.
De repente estou com sono... Boa noite.
Muito bem. Assim � melhor.
Eu me preocupo com voc�, Katerina...
N�o estou interessado na heran�a, eu quero � voc�...
S� voc� . Eu iria lhe fazer um beb�...
- Ei, idiota, acorde! - Qu�?
Eu devia lhe estrangular...
Voc� estava sonhando em engravidar Katerina! Confesse!
Eu estava apenas dormindo. Sonhar n�o � permitido?
- N�o! - Est� bem!
N�o � a primeira vez que sonhos podem se tornar realidade. Desgra�ado!
Venha c�! Eu lhe mato!
Eu serei amaldi�oado...
- N�o. O que h� de errado ? - Eu n�o posso ajud�-la...
- Ent�o, voc� � normal? - Claro que eu sou.
- Eu disse a voc�, mas n�o acreditou em mim . - V� para Katerina de uma vez .
Eu n�o posso, se eu falhar uma terceira vez, ela n�o vai me perdoar.
- Primeiro quero ter certeza. - Mais certo do que isso...
Agora eu n�o tenho certeza . Uma vez que eu v� l�, eu posso perd�-la...
Voc� est� certo, talvez voc� n�o v� se importar. Tente dormir .
Sempre que me coloca na cama , eu tenho um sonho er�tico...
Que sonho...
N�o. Eu o pro�bo de me seduzir .
� dif�cil resistir � tenta��o da carne depois de um longo jejum...
Eu preciso ganhar for�as... Eu sou uma m�e desnaturada!
Eu iria roubar doces da boca da minha filha.
O que isso importa? Isso fica em fam�lia... Venha...
- Pelo menos um pouco... - Deixe-me!
De qualquer forma, obrigada. Boa noite.
"Boa noite" uma ova!
- Voc� tem o dinheiro? - � claro que eu o encontrei.
- Por que voc� est� com raiva? - Porque � f�cil de entender.
Se eles descobrirem que n�o tenho dinheiro, eles passam para o lado do inimigo.
- Amanh� vou ao banco fazer uma retirada. - N�o h� mais dinheiro na casa...
O que posso fazer? Render-me? Ajudar Katerina ter um filho?
- Tente e eu vou tirar a sua vida! - Ent�o me deixe agir.
Precisamos conversar calmamente. Tomemos o exemplo de sua irm�.
Vamos, vamos, v�!
Venha, minha felicidade, tome algo para comer.
- Obrigado. Eu n�o estou com fome. - Se voc� n�o fizer isso , vai ser pior.
- Saco vazio n�o fica em p�. - Enfim...
- Um pouco de marmelada? - Faz-me mal. Eu n�o gosto disso.
Ent�o com manteiga?
Por que preciso de manteiga? Voc� n�o entende que eu estou apaixonado por voc�?
N�o � com manteiga, marmelada ou ovos que se resolve este problema.
- � outra coisa. - Como resolv�-lo? - Eu n�o sei.
Se voc� tivesse um apoio moral... Pense que voc� � um bilion�rio.
Eu n�o sou materialista.
Ent�o prefere que a minha heran�a v� para os meus cunhados?
- N�o. Eu n�o posso permitir isso. - Voc� quer que eu encontre outro pai?
N�o, isso n�o! Deus me livre!
Ent�o fa�a um esfor�o, concentre-se!
- Eu vou me matar... - Precisamos de um nascimento, n�o de uma morte.
- Eu quero cortar tudo! - N�o vai cortar nada, eu vou lhe ajudar.
- Fique tranquilo! Voc� vai ver. - Tudo est� morto.
- Eu disse que irei ajud�-lo. - Como voc� vai me ajudar?
N�o h� nada a fazer...
- Eu vou cort�-lo... - Imagine o que...
eu encontrei com os livros do meu marido!
Amor na panela. Arte da cozinha er�tica.
Eu dei uma olhada. Parece que alguns alimentos s�o milagrosos.
- Vou cozinhar para voc�. - Se voc� insiste, meu amor!
Voc� n�o entende? N�o � comida. O problema � outro.
Eu sei, eu sei. Vamos tentar.
- Eu n�o posso esperar aqui como uma cobaia. O que fazer?
- Tome um bom banho quente. - Sim?
- Dizem que relaxa os m�sculos. - Relaxa?
- Acho que vou tomar um banho fervendo, hem? - N�o exagere.
- Preste aten��o aos que est�o fora. - Sim. Eles s�o assustadores.
E pensar que com qualquer alimento tudo funciona.
Estes s�o os mist�rios da ferramenta humana.
Aqui eles aconselham a cobrir a cama com s�lvia, hortel� e manjeric�o .
Eles exageram. Voc�s devem fazer um filho, n�o uma carne apimentada.
Os �ndios recomendam test�culos de carneiros
...frito em doce de leite. Voc� acha que � assim?
Que nojento! N�o, n�o... Carlo precisa um pouco de ... ajuda.
- Senti em mim ontem � noite. - Voc� sentiu o qu�?
Bem... nada! Somente...
...incapaz de falar com voc�... manifestou-se comigo.
Que quer dizer, mam�e?
Quero dizer que n�o tenho nenhuma d�vida. Isso � tudo que existe. Voc� entendeu?
Como voc� p�de? O filho da puta.
Mas o que est� pensando?
Eu me abstive em seu beneficio. Pobre rapaz...
Ele estava muito desanimado...
Bom dia! Bom dia, Katerina. Eu me permiti lhe trazer alguma comida.
Sem empregados, ent�o achei que voc� iria gostar...
Obrigada, pode ir embora!
- Oh, Katerina derrubou tudo! - N�o, Katerina...
Nico � t�o bom, gentil, hem?
Para Katerina � outra coisa.
Voc� quer dizer que isto � para Katerina e nada para mim...
Mam�e, por favor! Se ele ficar, eu saio.
Fique aqui, vou ver Nico l� fora.
Katerina, cuidado para n�o queimar a coisa.
Ei Nico! Comendo uma cenourinha!
Melhora a vis�o. Muito bem! Vamos...
Diga-me uma coisa, Nico. Queria muito lhe perguntar uma coisa .
Voc� est� apaixonado por Katerina?
Ol�, Dom Nico!
Mas que diz, Dona Francesca? Que perguntas s�o essas aqui fora?
- � verdade ou n�o? - N�o posso falar aqui...
- Voc� tem que me ajudar. - Depois de t�-la ofendido e humilhado...
N�o fui eu, foi meu irm�o. Eu renuncio a heran�a.
Eu juro que vou trair Tano.
Se voc� me ajudar a me casar com Katerina, estou disposto a lhe fazer um filho hoje.
Voc� � t�o generoso, mas n�o precisamos disso.
- Katerina j� tem um filho. - De quem?
Quer saber de quem? Do seu falecido irm�o Salvatore.
� imposs�vel! Meu irm�o era est�ril!
- O que voc� est� falando? - Voc� n�o consegue encontrar um pai.
- Ah, sim? Ent�o o que fa�o? - Estou disposto a fazer um grande sacrif�cio.
- Para insultar a mem�ria de seu irm�o! - Insultar? Vou defend�-la...
Se voc� deve ter um herdeiro � melhor eu fazer isso, que outro, n�o?
Tudo ficaria em fam�lia...
...e a crian�a iria ter o mesmo sangue.
Muito bem. Voc� mostrou suas cartas. Agora eu vou mostrar as minhas.
Mostre-me , Dona Francesca!
Katerina esta enjoada de voc�, e eu vou expuls�-lo, mas mant�-lo como uma reserva.
Como diz o ditado: "O tempo resolve todos os problemas."
V� andar, v�!
Sr. Diretor, eu n�o entendo por que h� tantos problemas para emprestar alguns milh�es.
- Meu irm�o tem bilh�es neste banco. - N�s herdaremos dele.
S� no caso que n�o nas�a o herdeiro.
Meu irm�o n�o poderia ter um herdeiro. N�o lhe basta minha palavra de honra?
A palavra de honra era v�lida no passado, mas para o presente...
...� suficiente que ele tenha sido concebido no momento certo.
Voc� est� ignorando a minha palavra de honra e somente isso.
Voc� vai validar uma eventual desonra do meu irm�o.
Voc� n�o pode deixar algu�m colocar chifres em meu cunhado.
Eu n�o. Mas o que eu escrevo no documento?
O finado era impotente e a vi�va o est� traindo agora?
Eu entendi tudo. N�o h� necessidade de outras explica��es. Voc� n�o vai me dar o dinheiro.
N�o posso, n�o posso. Acredite.
Quando n�s herdarmos, eu vou demiti-lo, eu prometo.
- Enquanto que ningu�m nos incomode. - Alguma coisa aconteceu .
O seu irm�o, Dom Nico levou para Dona Francesca uma caixa cheia de comida.
O que h� de errado nisso? Ele fez compras para que elas n�o saiam de casa!
Cale a boca! Ele poderia insemin�-la artificialmente.
Ouvi dizer que s�o seringas f�ceis de usar...
- Quem iria us�-las, Nico? - Isso n�o, mas ele poderia ...
Existem seringas, mas o s�men tem que ser cientificamente preparado.
- Sim? - Claro.
Se assim for, significa que o meu irm�o poderia faz�-lo...
Que diabos fica tudo isso?
- Agora, onde Nico est�? - Ele foi para casa .
Ele disse que ia descansar para esta noite.
# Nico vai ficar belo para amar no castelo! #
# e faremos uma linda crian�a juntos... em mem�ria do meu irm�o... #
# Eu sempre estarei com voc�... #
- Isso iria me ajudar a digerir... Eu comi muito... eu me sinto pesado...
Desculpe-me.
- Que calor! - Est� quent�ssimo.
- � dif�cil... - Como � dif�cil... Como se sente?
- Eu me sinto sem for�as... - Fraca...
- Eu acho que chegou o momento. - Que momento?
Uma dose de u�sque dilata o est�mago...
- Eu vou beber tudo... - Eu vou lhe fazer companhia, eu vou beber tamb�m
Por favor, por favor...
- A Sra. Katerina n�o bebe? - � abst�mia.
Brindemos! Um brinde para a mam�e!
- Sa�de! - Devagar, o copo vai quebrar!
Sa�de!
� refrescante!
Sim, � dif�cil, eu me sinto quente...
Impaciente...
Sinto-me perturbado...
Carlutto...
- Conhece Danuzio? - Eu o conheci na �frica.
O vento come�a a esquentar tudo...
Escute!
Chove!
O sol est� nascendo...
...eu n�o vejo nada se n�o houver sol... Um copo...
- Eu amo este u�sque... - Outro copo para fazer voc� se sentir melhor...
Voc� pode desabotoar...
- Assim n�o, Carlutto... - Eu desabotoarei.
- Falando em Danuzio... - Vou abrir todos eles...
Hermione...
Eu n�o me sinto muito bem, vou me lavar e depois dormir.
- V� para a cama... - Com licen�a.
- ...e no meu quarto, naturalmente. - Naturalmente.
Ela abriu minha cal�a com o p�...
Fogosa!
Eu vi isso. Voc�, minha m�e, debaixo dos meus olhos...
- Voc� o seduziu, voc� o roubou de mim. - O que voc� est� pensando?
- Voc� deveria me agradecer. - O diabo que eu deveria!
Eu n�o preciso de suas instru��es!
O que voc� acha, voc� vai d�-lo para mim depois das instru��es?
Claro. Ele ser� um perfeito torpedeiro!
O que � isso? Mas que nosso? � todo seu!
Ah, que bobinha!
Ciumenta, at� com sua m�e!
- Por qu�? - � simples.
T�o b�bado, excitado, animado,
vai acreditar que eu estarei no meu quarto, mas...
- Mas eu vou. � isso a�. - Plantas , ervilhas, cebolas...
Eu misturei o u�sque com Gerovital.
De repente eu desligarei a corrente el�trica,
no escuro, ele vai subir na cama e lhe encontrar.
Pensando que sou eu... vai come�ar a trabalhar... Deixe para ele...
Dever� ficar calada!
E tenha cuidado, pois quem dorme n�o pega o peixe.
Se ele perceber que sou eu?
Se o peixe capturado for bom, logo ele se livra do complexo.
Tem raz�o. Obrigada, mam�e. Desculpe-me por n�o ter confiado em voc�.
Eu entendo. Uma vez eu estava apaixonada por um homem.
Felizmente para seu pai ele n�o tem mais chifres.
V� para a cama, n�o se atrase.
A felicidade da juventude... O que me pegou?
Eu me sinto eletrificada... fogosa... esta noite.
Pare!
- Se o herdeiro nasce? - Voc� est� ferrado... N�s estamos feitos!
- Voc� n�o me reconhece? - Onde est� Dom Tano?
Meu irm�o tem outras coisas para fazer, eu vou ver minha cunhada hoje.
...e recomendo, n�o quero ser incomodado! - Como assim?
Voc� deve ficar em guarda, o resto � comigo.
- O que voc� est� fazendo, Anuzzo ? - N�o se mova!
- Se o herdeiro nasce? - Estamos ferrados, eu entendo.
- Eu tenho cenouras. Quer um pouco? - Cenouras?
Isso faz bem � vista. Coma, coma, coma!
Como eu estou? Elegante?
- Voc� tirou o luto? - Voc� est� certo, eu n�o coloquei.
Como essas cenouras s�o grandes!
� melhor n�o comer mais. Elas melhoram a vis�o.
Eu ouvi um barulho suspeito. V� e confira. Eu controlo aqui.
- Fa�a um giro. Voc� ainda est� aqui? - Eu fiz um giro.
- Um giro de inspe��o! - Eu entendi.
Faltou luz! Mas eu acho pelo faro... n�o escapa!
Onde voc� est�? Eu n�o posso ver.
Onde eu estou?
Droga! Bati meu joelho! Quantas cadeiras existem neste quarto?
Tem mais cadeiras que camas.
Voc� j� est� aqui? Finge que est� dormindo?
O qu�? Primeiro voc� me excita na frente de sua filha...
...e depois finge que est� dormindo? Esta noite eu n�o terei miseric�rdia.
Hoje � noite devemos roubar o doce da sua filha.
Sim senhora. N�o fala? N�o responde?
Est� com medo Voc� n�o quer que Katerina saiba.
Vou dizer a Katerina que voc� est� roubando seu doce!
Vou dizer a ela , eu n�o ligo para o que aconte�a...
Espero que ela entenda, se n�o entender, que tenha paci�ncia...
Farei isso toda a minha vida...
N�o grite ou eu vou gritar tamb�m.
Vou chamar Katerina, os guardas, os bombeiros, a pol�cia, todos!
N�o grite. Cale a boca.
Voc� deve ficar calma e eu aperto sua bunda.
Sem fazer amor aqui. Isto � trabalhar para a felicidade de Katerina .
Muito bem, Francesca. Coopere!
Seja boazinha, Katerina...
Para mim, voc� � Katerina. Assim, Katerina...
Eu amo voc�, Katerina ...
Eu consegui, eu consegui.
Bendito seja o drinque que refor�ou a vara...
Agora posso dormir sossegada.
Voc� me fez t�o feliz, minha menina!
Desculpe, Salvatore. Voc� � um idiota.
- Qu�? - Katerina!
- Quem �? - Katerina!
Sou eu, Nico...
Eu estou aqui, Katerina. Foi o espelho...
A cama � por outro lado. Estou indo, Katerina...
Katerina, n�o fa�a barulho ou eles v�o nos matar.
Se voc� soubesse o quanto eu a amo...
Espere Katerina, estou indo... Quanto eu amo...
Vai ser suave. N�o se mexa...
Suave...
Por que voc� me rejeita, Katerina?
Sua m�e n�o lhe disse nada?
Eu vim para voc�, Katerina, para trabalhamos juntos...
Eu vim aqui para lhe ajudar...
Voc� vai ser minha...
Depois disso eu poderia me matar... O que me importa?
Quem morre de amor viveu tudo.
- Se a crian�a mijar? - O ber�o fica molhado.
- Eu nunca me lembro da minha senha. - Ganhei este idiota em uma loteria?
O que voc� est� fazendo?
Seu irm�o ouviu um barulho suspeito e eu estava procurando um intruso.
Meu irm�o � sempre confuso. Onde ele est�?
Alarme! H� algu�m na janela da Sra. Katerina. Ele est� descendo.
Droga! Vamos l�!
Que sorte. O plano deu certo. Ningu�m descobriu.
Pegue-o!
Espere ! Vamos ver quem �.
Vamos ver quem...
Voc�? Filho da puta. Onde voc� estava?
- L� em cima. - Onde? Na janela?
- De Katerina? Covarde! - Eu estava inspecionando!
- A melhor defesa � o ataque. - O ataque?
Eu suspeitava que algu�m estivesse l� e, em vez de n�o fazer nada,
...eu fui l� para conferir, para sondar... - S� por isso? Para sondar?
- Bem, uma vez que o... - O que voc� descobriu?
Eu entendo que a Sra. Katerina � uma mulher extraordin�ria.
Estupenda, maravilhosa. Se voc� a tivesse sondado como eu fiz...
Voc� n�o iria apenas ficar de guarda aqui. Eu lhe garanto.
- Ent�o, n�o precisa se preocupar. - Claro que n�o.
Tudo o que resta � esperar por nove meses.
O herdeiro nasceu!
Este � o adiantamento. Desculpe pelo atraso, mas temos de respeitar a lei.
- Eu entendo. - Espere um momento.
- Primeiro assine o recibo. - Finalmente eu lhe achei, Dom Tano!
- O que foi? - Estamos ferrados.
Por que voc� est� dizendo a senha? Desculpe-o, Sr. Diretor. Ele � um idiota.
Foi voc� quem me disse? Se o herdeiro nasce...
- Est� bem, n�o precisa, ele n�o vai nascer. - Sim, ele nasceu.
- Quem nasceu? - O herdeiro.
- Nesse caso, voc� n�o consegue nada. - � um erro!
N�o pode ter nascido!
A menos que... Nico...
Um filho! Um filho meu com Katerina!
Tano...vai me matar!
N�o, n�o...
- Traidor! - Espere, Tano.
- Eu lhe mato! Abra! - Espere!
Abra!
- O qu�? Eu n�o ouvi nada. - Eu quero explicar.
Se voc� mat�-lo, voc� vai para a pris�o!
� melhor a pris�o que um irm�o traidor!
- Saia! - Espere, Tano.
- Eu quero falar com voc� a s�rio. - Falem com calma!
N�o me irrite, Vincenza.
- Voc� est� me beijando? - Eu quero explicar.
Mexa-se, moleque!
Desta vez eu vou pegar fogo!
Espere!
- De quem � esse filho da...? - Da Sra. Katerina.
Voc� j� viu como ele � bonito? Parece exatamente com seu pai.
Com pai? Quem �? Fale!
Eu sou o pai! � meu filho! Todo meu!
- Seu? Pode confirmar? - Sim.
- Cretino! - Imbecil!
O que lhe interessa? � meu filho e n�o � de Salvatore,
a heran�a n�o � de Katerina. � nossa!
- Acredite! - Sim, � verdade!
N�s temos evid�ncias claras de que ele � seu filho bastardo.
O que voc�s querem? Fora!
Por que, Katerina? N�o est� feliz por virmos felicit�-la pelo nascimento do nosso sobrinho?
Katerina...
Eu tive que dizer ele � meu filho.
- Seu? - Que nasceu do nosso amor.
Voc� est� louco? Como voc� ousa dizer tal absurdo? Saia imediatamente!
Eu entendo. N�o precisa contar hist�rias. Estamos apaixonados.
Vamos casar e minha parte na heran�a ser� sua. Entendeu?
Entendo que voc� me d� nojo, como sempre.
Naquela noite, voc� falou diferente quando estava me segurando.
- O qu�? - Por que voc� insiste em negar tudo? Eu tenho a prova.
N�o, eu insisto. Sen�o eu vou process�-lo por cal�nia. De que prova voc� fala?
- Se voc� tiver provas, mostre-as. - O que voc� est� esperando?
- Mostre! - Eu n�o posso mostrar. � ela.
Eu n�o quero revelar coisas t�o �ntimas, os sinais, s�o tr�s!
- Idiota! Que sinais? Eu n�o tenho sinais!
- Sim! - N�o!
Em suas n�degas. N�o diga mentiras.
- Vamos nos acalmar. Mostre-me. - Devo olhar.
- Eu ou voc�, � a mesma coisa. - Eu sei onde eles est�o.
- O que voc� vai procurar? Deixe-me fazer isso, eu sou mulher!
Est� bem, olhe voc�, Vincenza. Virem-se, porcos.
Virem-se e n�o olhem.
Eu mal posso esperar para ver...
- N�o olhe. - Tem certeza de que ela tinha sinais?
- Tenho certeza. Muita certeza. - Entendi. Voc� tem certeza.
- Alguma coisa? - N�o h� nenhum sinal.
- Onde � que voc� viu? - Eles devem estar l�, olhe melhor.
Eles est�o l�, com certeza!
Estava escuro, mas eu pegava... eu os beijei!
O que voc� beijou? O que voc� viu? Ela n�o v� nada, voc� est� errado.
Como?
- Ele est� chorando? - N�o, ele nunca chora, � sempre o outro.
Outro? Mas que outro?
- Eu juro, Tanuzzo... - Fale!
Foi uma s�!
V�! Sen�o eu lhe mato!
Eu n�o posso. Pare!
- De quem � esse filho da...? - De Dona Francesca.
Apenas um poss�vel pai... Olhe para ele ! � o retrato de Don Nico.
Um, dois e tr�s.
- Sim, s�o eles. - Agora voc� est� feliz?
- Estamos ferrados. - Sim.
Nico, v� preparar os documentos. Deve-se casar comigo imediatamente.
Casar com voc�?
Meu filho deve ter um pai, mesmo um molambo de pai...
Bem, sim...
Por que essa cara? Agora a heran�a � de Katerina.
Veja, ela vai ser muito generosa.
Esperemos...
Olhe para eles, cretinos miser�veis... Eles foram embora.
E agora Salvatore, est� convencido de que eu estava certa?
Voc� queria um filho rico e aqueles idiotas tiveram o que merecem.
Pobrezinhos, sa�ram juntos.
Abracinhos... Melhor que est�o reconciliados.
� bonito ver pessoas em harmonia.
N�o h� mais problemas para eles.
Como se diz? Faz-me rir. � t�o engra�ado.
- O qu�? - Como o qu�? O destino.
Eu vim para roub�-la, voc� me d� um filho que n�o � meu, mas do seu marido.
Enquanto o seu cunhado acha que tem um filho com voc�, mas � com a sua m�e.
Assim, seu cunhado se torna seu pai e av� do seu filho.
E eu me tornei vi�va de um tio paterno que � o agora meu pai.
Que desastre!
- E voc� o que se tornou? - O homem mais feliz do mundo.
Ser� que isso tem que ficar aqui o tempo todo?
Mas no fundo tudo � m�rito seu.
Tradu��o das legendas: PARENTE - BRASIL
Legendas originais: cristiano.ferocci @ gmail.com BlackSeaTeam
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