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Original subtitles

OS SIMPSONS

ESCOLA PRIMÁRIA

ÀS SEXTAS, AS CALÇAS NÃO SÃO OPCIONAIS

ATENÇÃO

É este o ambiente que queremos deixar aos nossos filhos?

Eles não merecem melhor?

Eletricidade, o combustível do futuro.

Estão a vê-lo?

Faça um test-drive ao Elec-Taurus e receba um brinde.

Os meus filhos merecem ver-me a receber um brinde.

Estou orgulhosa, pai.

Um híbrido não polui tanto e protege os recursos da Terra...

Isto é por causa do brinde, não é?

Mas gostei do que disseste sobre mim.

- Quer deixar de lado a gasolina? - Pode apostar.

Bart. Bom, é melhor calar-me.

Olá. Adoro o seu planeta,

e estou a pensar comprar um dos vossos carros elétricos.

É sempre bom conhecer pessoas preocupadas com o ambiente.

Que tipo de rebuçados?

Este motor silencioso facilita as conversas.

Sim, mas tem outros tantos problemas.

Atenção, estás a ir para o cais!

Tem calma, estamos num carro eléctrico.

Vêem? Está tudo bem.

Golfinhos!

Olá, meninas.

A água salgada deve fazer-lhe bem.

Lamento, o carro não era o que eu esperava.

- Pode dar-me o prémio agora? - Certamente.

- O que...? - Socorro! Acudam! Arde.

Não chegámos a abrir o envelope para ver o brinde.

Não abrimos? Que estranho.

Pensei que o fizemos mal saímos do carro.

Eu sei, mas não fizemos.

Bem, aqui está ele, podemos abri-lo e descobrir.

Perfeito.

Bilhetes para o cinema? Nem valeu a pena destruir o carro.

São passes para o test-screening de um filme novo com o Mel Gibson!

- E quem mais? - O que interessa? Mel Gibson.

Ele é um homem vulgar, Marge, tal como eu ou o Lenny.

Tu ou o Lenny já foram votados o homem mais sexy do mundo?

Quanto ao Lenny não sei.

Aliás, não se trata apenas da aparência dele.

A revista People diz que é um pai dedicado,

vai sempre à igreja, e gosta de arranjar coisas...

- Homer, vamos fazer amor. - Está bem.

- Estás a pensar em mim, certo? - Claro, Homie.

- Não estás a pensar em mim? - Agora já vou.

TEST SCREENING NÃO HÁ CÓPIAS PARA A NET

Calma, esperem, amigos.

Como é que adivinharam?

Tinha um rato. Obrigado.

Boa noite. Sou Edward Christian,

vice-presidente para as finanças e distribuições da Polystar Pictures.

Devíamos ter trazido a câmara.

Tenho hoje comigo o duo dinâmico:

William Milo e Robin Hannah,

que aprovaram todos os filmes de Shaquille O'Neal, até o Kazaam.

Que tal as pipocas?

- Precisam de sal. - Precisam de sal.

Seja como for, bem-vindos ao test-screening

do primeiro filme que Gibson realizou após Braveheart,

um remake do clássico de Stewart: Sr. Smith Goes to Washington.

Sabia que não devia ter rejeitado esse.

Quando o filme acabar,

distribuirei estes cartões para preencherem.

Depois vamos levá-los para Hollywood, na Califórnia.

E alteramos o filme segundo as vossas sugestões.

- Há perguntas? - Sim. Aqui, e obrigado. Olá.

Vai haver alguma borracha voadora neste filme?

- Não, receio que não. - Por amor de Deus.

O Mel Gibson está aqui?

Não. Como todas as estrelas, está em Hollywood,

em eventos de caridade para várias doenças.

- Eles gostaram? - Ainda não o viram, Mel.

- Como veio tão rápido de L.A.? - O Travolta trouxe-me de avião.

Agora tenho de o ajudar na mudança.

Esperou até estarmos a voar para me pedir.

Não precisava de fazer esta viagem. A sessão vai correr bem, confie.

Não sei. Este filme foi um erro.

Só falo. Não mato ninguém. Onde tinha a cabeça?

Não se preocupe. O William e eu achámos óptimo.

E acho que sabemos algo sobre a indústria do cinema.

Robin, tens de ver a versão alargada do Booty Call.

- É fantástica. - O quê? Melhor que a original?

Porque essa também foi boa.

E ele lutou por eles, pela única razão que um homem o faz,

por causa de uma simples regra:

Amar o vizinho.

Que tédio.

Não é aborrecido. Ele é arrebatado sobre o governo.

Ao menos a versão do Jimmy Stewart tinha o coelho

que geria o Savings and Loan.

- Excelente. - Aquele homem sabe empatar as coisas.

- Bom, não valeu nada. - Eu gostei.

Foi bom ver um filme onde resolveram tudo com palavras

em vez de balas e perseguições.

Dizes isso porque o teu querido entrava no filme.

Aposto que odiavas se eu e o Lenny fôssemos o Sr. Smith.

Queres parar com os ciúmes?

Oiçam, não quero que as pessoas me vejam.

Vou urinar atrás do contentor.

Vejam, é o Mel Gibson! Pessoal, vamos até lá!

- Olá, Mel. - Mel. Olá, Mel, viva.

Olá, Mel. Mel.

Olá a todos.

- Olá, Sr. Gibson. - Obrigado por terem vindo.

E sejam sinceros quando preencherem os cartões de opinião.

A honestidade é a base da indústria do cinema.

Nós seremos honestos. Nunca lhe mentiríamos, Mel.

Vai ser só o senhor que vai ler os cartões, Mel?

Irei ler o seu pessoalmente.

Já chega.

Direi ao Sr. Mais-Idiota-do-Mundo o que achei do filme.

- Gibson! - Sim, senhor?

- Tem um lápis? - Tome lá.

Obrigado. Perder tempo com um idiota...

Agradecido.

O teste foi um êxito, Mel.

O Capitão deu quatro "vivas". O Homem Abelha diz: "Muy bueno."

E tínhamos nós medo do público latino.

Sim. Sim. Sim. Preocupados.

Nem toda a gente deve ter gostado. "Adorei. Adorei. Adorei.

Adorei mesmo sem borracha voadora."

Ora aqui está:

"O seu filme foi mais chato que a missa.

Não se calou um minuto. Nem sequer matou ninguém."

- Raios, eu sabia. - Não se mortifique, Mel.

Este tipo deve ser doido.

Talvez. Ou talvez seja o único com coragem de dizer a verdade.

Dá a volta ao avião. Vamos para 742 Evergreen Terrace.

Mas prometeste ajudar na mudança. Bolas.

Olha a porta, Marge.

- Quero falar com Homer Simpson. - E eu consigo, amigo.

- Dá-lhe com força. - Bart, para.

Caluda. O Pai vai levar uma sova do Mel Gibson.

Dá-lhe cabo dos dentes.

Oiça, Gibson, estou farto de meninos bonitos,

como você ou o Jack Valenti que acham que podem ter todas.

Está a ver isto?

Simboliza que ela é minha propriedade e que sou dono dela.

Sr. Simpson, preciso da sua ajuda.

Tem razão sobre o meu filme, e quero que me ajude a melhorá-lo.

A sério? Quer a minha ajuda? Marge, ouviste isto?

O Mel Gibson quer a minha ajuda. O Mel Gibson.

- Mas, pai, não odiavas... - Silêncio.

O Homer não sabe nada sobre fazer filmes.

- Não subestime o seu marido. - Ela faz sempre isso, Mel.

Homer é um homem muito honesto, sem nenhum tato e insensível.

É verdade.

As pessoas gostam tanto de mim que nunca me criticam.

Vou em excesso de velocidade, os polícias não me param,

se não pago os impostos, as Finanças fazem-no por mim.

- Pobrezinho. - É horrível ser-se eu.

Despacha-te. Céus.

Não tenho muito tempo, Homer. Vem para Hollywood comigo?

- Conquistou-me com "olá". - Eu não lhe disse olá.

Hollywood, aqui vamos nós.

- Hollywood, chegámos! - Para de fazer isso, Mãe.

Polystar Pictures - NÃO HÁ MAIS PUDOR ARTÍSTICO

Uma carrinha. As estrelas sabem mesmo o que é bom.

- Que modelo é? Toyota Previa? - Dodge Caravan.

- Boa. - Vejam! Estão a fazer um filme.

O Robert Downey Jr. Está num tiroteio com a Polícia.

Não vejo câmaras.

Enquanto o Mel e eu trabalhamos, vão visitar a cidade.

Ouvi que as estrelas todas comem no Planet Hollywood.

- Posso ficar contigo, pai? - Desculpa, mas estamos ocupados.

O filme do Mel não vale mesmo nada.

A cena de abertura deve ser em passo acelerado.

Todos gostam disso porque tem piada.

Sr. Smith vem a Washington. Isso são más notícias.

E depois? Nós damos-lhe uma lição.

- Adeusinho. - Até depois.

- Vejam só. - Não me parece.

Aqui precisa de uma peça musical, onde experimenta os chapéus.

- Vemos o seu lado brincalhão. - Não.

- Sim, mas... - É não.

Para aqueles que sempre quiseram ver,

o famoso restaurante Brown Derby,

era ali que costumava ficar.

E à vossa esquerda é o célebre ponto onde Hugh Grant

filmou o filme Nove Meses.

Quer substituir o vilão por um cão?

Ninguém saberá o que se passa.

Saberão, se definir que o cão é demoníaco.

Tudo o que tem de fazer é mostrá-lo a fazer isto...

E as pessoas irão suspeitar do cão.

Isto não foi boa ideia, Homer. Lamento tê-lo trazido para aqui.

- Deixe-me pagar-lhe o autocarro. - Aqui está o seu maior problema.

A cena do discurso? Era a favorita do Jimmy Stewart.

E ajustava-se aos anos 30. O país andava bem nessa altura.

Todos gostavam de diálogos.

Mas agora, qualquer que seja o ano em que estamos, querem é ação.

E lugares com sítio para bebidas. Mas sobretudo ação.

Acha mesmo o fim aborrecido?

Mel, é a cena mais aborrecida que alguma vez vi.

- E não me é fácil dizê-lo. - Talvez seja algo insípido.

Vamos voltar a filmar o fim. Vou chamar a Maquilhagem.

- Veja se os camionistas vêm de graça. - É canja.

Onde está o miúdo com o meu latte?

Segundo o mapa,

esta casa pertence ao cão da série Frasier.

E é ali que Ellen DeGeneres e a Anne Heche vivem.

- Somos lésbicas. - Somos lésbicas.

SALA DE PROJEÇÃO

- Este novo final... - Que filmámos ontem.

É um pouco diferente, mas acho que gostarão.

Falta-lhe efeitos sonoros.

Ainda não adicionaram a piscadela do meu olho.

Está a soar desesperado. Passa-o, Louie.

Aqui vem o dois.

Não fui derrotado.

E vou ficar aqui e lutar por esta causa perdida.

Alguém irá ouvir-me. Alguém irá...

Creio que o senador terminou a sua intervenção.

Safe-se desta, senador Payne.

Proponho que limitemos o tempo de mandatos.

Eu apoio essa moção,

com uma vingança.

Quem concorda diga: "morram".

Sr. Smith, isto é extremamente não ortodoxo.

Sou o presidente dos Estados Unidos,

e exijo saber o que se passa aqui.

Feliz aniversário, senhor presidente.

SENADOR EUA

FIM

- Muito bom, não acham? - Você...

- Decapitou o presidente. - Aposto que não imaginaram essa.

Empalou um senador com a bandeira americana.

Por que o Sr. Smith matou toda a gente?

Foi simbólico. Ele estava zangado.

Mas isto ia ser o filme de prestígio do estúdio,

tal como Regresso a Howards End ou A Escolha de Sofia.

Esses filmes não valeram nada.

Só os vi para poder fazer sexo com a Marge.

Já agora, a missão foi cumprida.

Mas já comprámos cinco Globos de Ouro.

Não faço filmes para ganhar prémios, sobretudo tendo dois Óscares.

- Faço-os para pessoas como ele. - Sim, tipos como eu.

Afinal, quem é você?

As palavras "produtor executivo" dizem-lhe algo?

- Produtor executivo? - Já vemos.

Profanaram um filme clássico. Isto é pior que O Padrinho III.

Não digamos coisas que não sentimos.

Certo. Está bem, desculpe,

mas este filme nunca irá ver a luz do dia.

Estão a rebocar um Range Rover.

Não há nenhum...

Vamos, Homer. Temos de lançar um filme.

Temos de recuperá-lo ou seremos despedidos.

Sim. Sim. Sim. Despedidos.

- Dê-nos o filme. - Jamais.

E à vossa esquerda,

vêem Rainer Wolfcastle a filmar o seu novo filme:

O Resgate de Irene Ryan.

Põe-me no chão, imbecil.

- Jed! - Caluda, velhota.

E pare de me dar pontapés aí.

Cuidado. Vou passar. Homem ferido.

- Homer, uma mina. - Já vi.

- Adeus, Sr. Gibson. - Adeus, Gus.

ELA VAI TER UM BEBÉ... OUTRA VEZ!

- Já estou velho para isto. - Afinal que idade é que tem?

Dizem que posso fazer papéis dos 28 aos...

Desculpe ter perguntado.

- Raios, ali vêm eles. - Acabou-se, Homer.

Não devíamos ter medido forças com os executivos do estúdio.

Então? Vamos a animar essa cara australiana.

Ainda não acabámos.

MUSEU DO AUTOMÓVEL HOLLYWOOD

Os bonecos parecem reais.

Bem, fiz várias cirurgias, companheiro.

O Sr. Lamato disse que nos despedia,

se não parasses de incomodar os visitantes.

- Homer, o que fazes aqui? - Agora não. Preciso de um carro.

Tenho de salvar um filme forte mas polémico.

CARRO DO GUERREIRO DA ESTRADA

Olá. Rápido, Mel, suba.

Esqueça, Homer. Vamos dar-lhes esta estupidez.

Os filmes não são estúpidos.

Enchem-nos de fantasias de romance, ódio e vingança.

Arma Mortífera mostrou-nos que o suicídio é giro.

A minha ideia não era essa.

Antes de Arma Mortífera 2, nunca pensei em bombas na sanita.

- Agora verifico sempre a minha. - É verdade, ele faz isso.

Os filmes são assim tão importantes para si?

São a minha fuga à escravidão do trabalho e da família.

- Sem ofensa. - Que se dane. Vamos embora.

Chega para lá, miúdo.

Aqueles danos impensados,

certamente irão levar o museu à falência, amigo.

Cala-te.

TEATRO CHINÊS

TEATRO DO HOMEM CHINÊS

Mãe, tira-me agora uma foto para mostrar ao Milhouse.

Gastei o último rolo no homem que parecia a Juíza Judy.

Acho que os despistámos.

Esperem. Ali estão eles.

Deixem-me tentar algo. Conduz tu, Lisa.

- Mas o meu pai pode... - Eu disse tu.

Já os apanhámos.

Não. Matámos o Mel Gibson.

Todos vocês viram. Ele atacou-me com uma faca.

- Esperem aí. É um boneco. - Eu sei, mas vende bilhetes.

Vamos.

Bela ideia, Mel. Agora é a minha vez.

- O que está a fazer? - Estou cansado de fugir.

Fugiu no Braveheart? Fugiu no Payback?

Vamos mostrar àqueles engravatados quem somos.

- O que diabo é aquilo? - Bom, o da esquerda é o Mel Gibson.

Não sei quem são os outros dois.

- Conte-me o resto do seu plano. - É aquilo que fez no Braveheart.

O exército mostrou o rabo ao inimigo,

até eles não poderem mais e se renderem.

Não foi assim. Atacaram-nos e foi uma horrível batalha.

- Lembra-se? - Não vi, mas no cartaz...

Salte!

- Homer, sente-se bem? - Acho que sim.

Não.

O SR. SMITH GOES TO WASHINGTON UM FILME DE GIBSON/SIMPSON

Quem concorda diga: "morram".

O som digital deixa-nos mesmo ouvir o sangue salpicar.

Não entendo, Mel. Como consegue estar tão calmo?

Tenho o meu estômago às voltas.

Muito bem, é agora.

Vamos falar com o nosso público.

- Isto foi nojento. - Pior final de sempre.

Acho que vou vomitar.

Sou a neta de Jimmy Stewart e terão notícias do meu advogado.

Devíamos ter posto o cão com o olhar matreiro.

- Acabei com a sua carreira, Mel. - A culpa não é sua.

Acho que não há lugar na louca e dócil América de hoje,

para dinossauros intensos como nós.

Como é que o país perdeu o seu rumo?

Quando deixámos de torcer pelo homem com o lança-chamas,

ou uma arma que lance ácido?

Eu culpo a Internet e o regresso do swing.

Seja o que for, temos de preparar o próximo filme.

Que tal uma prequela a algo?

- Todos adoram prequelas. - Eu não.

Está bem. Sr. Difícil.

E uma escapadinha sexual,

onde você e os seus amigos, tentam a vossa sorte?

Não, espere. Um fantasma que ganha a lotaria.

Podia fazer de fantasma ou de agente da lotaria.

Então e o Indiana Jones? Alguém tem os direitos disso?

Mel! Caí.

Tradução: Patricia Freitas

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