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AMBASSADOR EAST
SALA DAS �GUAS
Espere um pouco.
O pescador completo.
Amanh� ser� um grande dia.
Cliffy, como vai? Est� se preparando para a escola amanh�?
- Sim. - Ou�a, boa sorte.
Eu disse a ele: " Hector,
a televis�o � um narc�tico.
Sua masculinidade vai acabar
se voc� assistir televis�o o tempo todo".
- � uma droga. - Exatamente, uma droga.
L� est� ele, um jovem, s� 67 anos.
E seus olhos j� est�o virando far�is.
Chegou a tal ponto que
praticamente tenho de arrast�-lo para cama.
� o que acaba conosco.
Ei.
Estes s�o os Dumpys, de Cincinnati.
Dunphys.
Ele faz lindos cart�es de convalescen�a, e ela escreve os versos.
Voc�s t�m algum cart�o indecente?
Ainda n�o, Sra. Peache.
Isso parece delicioso.
Por que n�o espreme um pouco de lim�o a�?
D� um toque especial.
Viva a vida.
Agora, onde?
- Est� tudo sob controle, Stan. - Oi, papai.
Ela n�o tem mais acesso �s chaves do quarto.
N�o posso fazer isso. Ela � minha m�e.
J� expliquei isso. Tudo n�o passou de um mal-entendido.
�timo. Griffith n�o � o gerente deste hotel. Eu sou. Confie em mim.
A fia��o no 405 est� pronta. Terminarei o 406 amanh�.
Quando?
- Depois do almo�o. - � muito tarde.
- O que quer? Milagres? - Espere.
- Marty, espere, por favor. - Ela n�o est� na sala das �guas.
- N�o sou onipresente. � meu intervalo. - Ela est� no bar.
- Sozinha? - Tenho de sair. Reuni�o do sindicato.
Ligo mais tarde, certo? �.
Tchau.
Para onde ele foi?
Venha.
Como sempre, este hotel funciona como uma m�quina bem lubrificada.
- Voc� tem tempo parajantar? - Arrumarei um tempo.
- Sim, Griffith? - Sr. Peache, as coisas est�o ruins.
O quarto andar est� um desastre.
A Sra. Dunphy no bar. Seu marido recebeu propostas de uma senhora,
e sabemos quem � ela.
A su�te do senador Byrum foi reservada duas vezes.
Cuidarei da Sra. Dunphy e do senador,
e voc� cuida do quarto andar.
E voc�, meu jovem, ainda tem de comer.
Tentarei jantar com voc�.
Ol�, senhorita.
Viu? � a Sra. Dunphy?
Fazia outra id�ia da senhora. � maravilhosa. Este deve ser seu pai.
Morcego, morcego!
Desculpe.
- Eu o assustei, querido? - N�o, eu a vi.
N�o viu, seu mentiroso.
- Ningu�m prev� ataques de morcegos. - Eu sabia que ia acontecer.
N�o bata em uma mulher. Os homens que acham que elas gostam se enganam.
V� embora antes de bater nela.
Solte o travesseiro. Solte-o.
� isso.
Pare.
Certo, eu desisto.
Pestinha. Nunca segue meus conselhos. Olhe o que tenho para voc� hoje.
Tome. Um caderno novinho, um pacote de papel,
canetas,
l�pis e uma borracha.
Sempre adorava o primeiro dia de aula.
Adorava ir �s papelarias. Elas cheiram t�o bem!
- Madeireiras tamb�m. - E livrarias.
Sim, nada cheira melhor que um bom livro novo.
M�e!
Como soube que eu voltei?
Exagerou no Gard�nia das Selvas.
Esse cheiro atraiu milhares de homens para minhas garras.
Suas garras
� o assunto do serm�o de hoje, sobre o qual j� falamos v�rias vezes.
Gosto mais da parte "n�o dever�s".
M�e, o hotel n�o � meu. Sou s� o gerente.
N�o se desvalorize. O que seria deste lugar sem voc�?
Teria um novo gerente. Griffith me vigia como um abutre.
Aquele fracote ensebado.
Ele me disse que voc� estava paquerando um cara de Cincinnati,
casado, m�e.
Est�vamos conversando. Bebemos alguns drinques. Foi muito inocente.
A esposa dele ficou l� o tempo todo.
Para onde sugere que iremos depois que nos expulsarem deste hotel?
Para o Asilo dos Atores. Serei residente e voc�, gerente.
- Cliffy ser� o ajudante de gar�om. - Eu me aposentarei.
N�o, voc� vai para a escola. E tente agir como um estudante.
Vou descer e tentar agir como um gerente de hotel.
- E, m�e... - Sim, Larry?
Pelo amor de Deus, tente
agir de acordo com sua idade.
Espero que ele aja de acordo com a dele. E voc� tamb�m.
- Tentarei. - Sim. N�o vou tentar. Tente voc�.
Acabe com eles, campe�o.
Busco voc� �s tr�s.
Bom dia.
Podem se sentar, por favor?
� meu lugar.
Desculpe.
A sala de supervis�o � a dez. Podem se sentar, por favor?
E peguem um bom lugar, pois ser� seu durante todo o semestre.
- A sala de supervis�o � a dez. - Est� reservada.
O jovem de blusa azul? Escolha uma carteira e sente-se.
Obrigada.
Est� reservada?
Veja debaixo da mesa.
Tem chiclete que est� a� desde a pr�-hist�ria.
- � mesmo? - E o pior n�o � isso.
O que me assusta s�o as melecas.
As mais novas podem transmitir hepatite.
Shelley, o que voc� acha de sairmos hoje � noite?
Pergunte ao Moody.
- Quem � o novato? - N�o sei. � pequeno. Pergunte de onde �.
- Pergunte voc�. - Vamos.
Voc� n�o estava na turma do Sr. Sanford ano passado?
- N�o, sou novato. - Desculpe. Ele � novato.
Senhoras e degenerados, Moody.
N�o aplaudam, joguem dinheiro.
Todos estamos emocionados por ter o Sr. Moody conosco
nessa grande aventura que se inicia chamada "segundo ano".
Guardei lugar para voc�.
Muito obrigado. Willie, quer se sentar aqui?
Voc� cresceu bastante durante o ver�o, garota.
- Onde conseguiu esse lindo cabelo? - No Kmart.
- Kmart. - Qual � a gra�a?
Desculpe, Sr. Moody, est� dif�cil conseguir um lugar?
Eu tinha um, mas esse idiota o pegou.
- Cheguei primeiro. - Conversa fiada.
Se n�o h� lugar a�, ficarei encantada em t�-lo aqui na frente comigo.
Allen Bloomingthal.
- Cindy Russ. - Passe para a outra carteira.
Ricky Linderman.
Ele foi internado.
Algu�m sabe se Ricky Linderman est� na escola?
Espero que n�o.
- Quem � Linderman? - Ningu�m. S� um assassino em massa.
Algu�m sabe se Ricky Linderman est� ou n�o na escola hoje?
Talvez esteja escalando o Empire State.
Obrigada.
Clifford P-e-a-c-h-e.
- Pronuncia-se "Peach" ou "Peachy"? - Peach.
Eu sabia que ele era fruta.
- O que disse, Melvin? - Melvin?
N�o atendo mais por esse nome, Clarice.
Tudo bem. Por que n�o me chama de Srta. Jump? Como devemos cham�-lo?
M. Big M. Gosto assim.
A abreviatura � BM?
Certo, esse garoto vai levar.
Voc� � corajoso, mas n�o vai viver por muito tempo.
Voc� e eu teremos uma conversinha depois da aula.
Certo?
O que voc� disse ao Moody foi est�pido.
Ningu�m o humilhou antes. Espero que voc� escape dessa.
Segure isso, por favor.
N�o deixe que ele o pegue sozinho na entrada ou nas escadas.
- Coloque sobre o aqu�rio. - Principalmente nos banheiros.
Tento nunca ir ao banheiro aqui.
- Como voc� faz? - Eu seguro.
Evite ingerir l�quidos.
- Isso � rid�culo. - Voc� acha?
Dizem que um garoto foi jogado pelajanela e est� em coma agora.
- Que rid�culo. Quem disse isso? - Muita gente.
E chutaram o olho de outro cara.
Totalmente nojento. Nunca encontraram o olho.
Como estamos?
O que temos?
- Voc� j� fez isso antes? - Sim.
- Foi Moody quem fez? - O qu�?
Chutou o olho do cara.
N�o vou dizer que sim, nem que n�o,
mas � melhor voc� pagar a ele dinheiro por prote��o.
- Voc� paga dinheiro por prote��o? - Pode acreditar.
Muitos garotos pagam. Todo dia, ele pega o dinheiro de nossa merenda.
Agora que trago merenda de casa, ele quer pegar meu dinheiro do �nibus.
- N�o deve deix�-lo fazer isso. - Eu sei, mas gosto de respirar.
Vamos.
V�o trancar em 15 minutos.
Vamos dar uma festa depois da aula. Voc� ser� o convidado de honra.
- Sim, mas o carro est� me esperando. - Eu sei.
Tenho um presente para voc�.
Espere um pouco.
De agora em diante, ser� um d�lar por dia, entendeu?
D� o fora.
� o Peachpit.
O que me diz?
Estou tentando fazer amizade. N�o quer ser nosso amigo?
- Certo. - E eu?
- Aperte as m�os de Dubrow. - Como vai?
Em que escola estudava antes de vir para c�?
- Southside Academy. - Custa muito dinheiro estudar l�.
- Voc� � rico? - N�o.
- N�o precisa ter vergonha de ser. - N�o tenho.
- Eu sabia que era rico. - N�o sou mesmo.
Ou�a, amigo. � �bvio que voc� tem grana.
Mas voc� tem bom senso?
Falo s�rio. Voc� tem bom senso?
Acho que sim.
Eu tamb�m. Se tiver, vai saber que n�o est� na Academy.
Se estuda em uma escola como esta, vai precisar de um guarda-costas.
Sabe, Ricky Linderman est� na nossa sala de supervis�o.
Conhece Linderman?
� um psicopata. Ele ficou louco.
Acabou com um garoto.
Atirou na cabe�a dele.
- Estourou seus miolos. - Por que ele faria isso?
Talvez porque o garoto fosse um chato.
Caras como Linderman perdem o controle depois de um tempo.
Assim, sabe?
E a� � que voc� nos procura. Somos guarda-costas. Est� interessado?
- N�o sei. - Para voc�, ser� barato. Um d�lar.
- Um d�lar por dia? - Sim. Cobramos isso de todos.
Pode pagar todo dia ou toda semana. Do jeito que quiser.
Onde conseguirei um d�lar por dia?
Dinheiro da merenda. N�o vai querer comer aquela porcaria.
- Cobram 50 centavos por aquela droga. - � um roubo.
60 se quiser dois leites.
Pelos mesmos 60 centavos, ou dois leites,
voc� quase paga por nossa prote��o.
Tudo o que precisa fazer � arrumar os outros 40 centavos.
N�o darei o dinheiro da merenda. Preciso comer.
Precisa comer?
Venha c�.
Vou lhe dizer uma coisa.
Coma isto.
De repente, ele muda de id�ia.
- Separem-se. - Koontz. L� embaixo.
- Peguem ele. - Eu o peguei, Peachy.
N�s o pegamos.
Vamos.
Esperem.
Vamos, acelere!
Para onde voc�s v�o?
Vamos.
Tchau.
O que h�? Quem s�o esses caras?
Uns garotos da escola que querem me matar.
Gostaria de falar com o Sr. Dobbs, por favor.
Sim, chefe de opera��es.
Este � o Sr. Griffith. Subgerente do Ambassador East.
N�o, ele vai querer falar comigo quando souber do assunto.
Diga-lhe que � muito importante.
Sim, vou esperar.
O fogo. N�o o apague.
Cuidado com as costeletas. N�o as queime.
- Bon app�tit. - Obrigado.
Spiro.
Acho que gostaria de saber que minha sopa estava fria.
Qual a temperatura?
Muito engra�ado.
E isso chegaria... muito bom.
Ele �...
Espere. Sabe quem chegar� em quarto lugar amanh�?
N�o sei. Talvez Lucky Lou.
Saber as probabilidades � uma ci�ncia, e n�o adivinha��o.
- E o Primo ltt? - �.
Tive uma id�ia.
Por que n�o faz as malas e vai embora?
- Pegue uma bala. - M�e.
Onde voc� estava �s cinco?
�s cinco... deixe-me pensar. Tomei um drinque.
O cara que voc� deu de cima no bar � um evang�lico da televis�o.
Por isso parecia t�o azedo.
Azedo? Deveria ter visto a cara de Griffith quando ficou sabendo.
N�o podemos aceitar isso em...
N�o � a que vimos ontem � noite, �?
- � a de blusa vermelha. - Sem blusa.
- Deixe-me ver. - N�o, voc� � muito novo. S� tem 14.
- Tenho 15. Deixe-me ver. - Voc� tem 15. Essa �... tem 15?
Sim.
Eu deveria saber, certo?
� esse trabalho de 24 horas por dia. Sinto muito.
Ouvi dizer que teve problemas com uns garotos hoje.
N�o se preocupe. Seu pai ligou e fez um esc�ndalo por causa deles.
Voc� ligou para a escola? Que �timo, agora v�o mesmo me matar.
- N�o v�o matar voc�. - Eles j� acham que sou fruta.
O diretor vai falar com os garotos e resolver as coisas.
E se eles tentarem alguma coisa,
voc� acerta os olhos, certo?
Com toda for�a. Cegue-os. Acabe com a coragem deles.
N�o acho que ceg�-los � a solu��o para esse problema.
Ent�o chute o saco deles.
Isso funciona.
N�o.
Sou mais velho. Preciso mais disso.
- Como pode saber? - Ele n�o entendeu uma piada.
N�o acho extors�o, de verdade ou de mentira, engra�ado.
Certo. Sim, eu sei...
Talvez tenha fugido um pouco ao controle.
- Com certeza. Pior para voc�. - Sim.
Posso suspend�-lo.
Mas como as aulas mal come�aram e ningu�m saiu machucado,
serei bonzinho e s� lhe darei uma semana de deten��o.
Certo? Agora andem.
As coisas s�o menos protegidas aqui do que em Southside, mas n�o desanime.
Elas s�o tamb�m mais abertas.
N�o chore toda vez que algu�m o olhar de lado.
Certo, filho? Vamos, fora daqui.
Voc� me causou problemas.
As pessoas n�o fazem isso aqui.
Ent�o � melhor voc� colocar um olho nas costas,
pois n�o vai saber quando acontecer�.
Romeu e Julieta.
Romeu e Julieta eram garotos que gostavam muito um do outro.
Mas n�o podiam fazer nada, porque viviam em uma sociedade
em que s� podiam fazer algo depois de casados.
Ainda � assim.
Romeu e Julieta � uma pe�a sobre amor, sexo e pessoas prontas a morrer por isso.
Sim, e estou morrendo por isso agora.
N�o posso fazer nada. Estamos falando de amor e arte.
Encrenca.
Aquele � o Linderman.
Voc� tem permiss�o?
Tem permiss�o. Obrigada.
Pode se sentar na frente, se quiser.
Deus, por favor, fa�a com que ele se sente na frente.
N�o atr�s de mim.
Terei um ataque card�aco, juro por Deus.
Cuidado com o jogo bruto. � s� um treino.
Vamos, � basquete, mexam-se.
Se eu fosse voc�, falaria com o diretor.
Desculpe, mas Sharon � uma cadela.
Ela tem um �timo quadril.
�.
- E cabelo bonito tamb�m. - � pintado, mas n�o importa.
N�o importa como as louras ficam louras, contanto que fiquem.
A apar�ncia f�sica n�o � tudo, mas ajuda.
- Sim, ela � bem bonita. - �.
Ela me olha e sabe que sou um cara que n�o aceita n�o como resposta.
- �? - Sim, � �timo.
Ela enxerga o poder.
Mas ela n�o est� atr�s de poder.
Meu contador me diz que seu primeiro pagamento atrasou.
N�o � mesmo? �, n�o �?
Isso mesmo.
N�o vou pagar. � isso, ent�o, sabe...
Vamos, cara. Vamos comer alguma coisa.
Posso lhe pedir uma coisa?
Por favor, � importante.
Espero que n�o fique bravo, mas quer ganhar dinheiro?
H� uns caras, talvez os tenha visto no banheiro,
que est�o tentando me fazer pagar por prote��o.
De qu�?
Deles mesmos, � claro, mas n�o � o que dizem.
Dizem que est�o protegendo a mim e os outros garotos de...
principalmente de voc�.
- De mim? - Sabe que eu sei que n�o � verdade.
Pelo menos, acho que n�o,
mas � por isso que tive essa id�ia.
- Que id�ia? - De voc� ser meu guarda-costas.
Talvez os outros garotos queiram pagar tamb�m.
Eu poderia fazer seu dever tamb�m. Sou bem inteligente.
Mas pelo menos n�o estou pagando por extors�o.
N�o estou interessado.
Bom dia, Srta. Peache. Como estamos hoje?
- N�o se sente bem? - Eu me sinto maravilhoso.
Bom dia, m�e.
Griffith, bom dia. Quer caf� da manh�? � f�gado.
N�o, obrigado. Vim para lhe dizer que recebemos uma liga��o do Sr. Dobbs.
- Sr. Dobbs? - Chefe de opera��es.
- Ele vem nos visitar. - Alguma raz�o em especial?
N�o sei.
- De que se trata? - Adivinhe.
Meu Deus!
Que bom ouvi-lo fazendo as ora��es, querido.
S� estou brincando. Est� bom.
- Tudo bem na escola? - Sim, �timo.
Tem certeza? Posso ligar para o diretor de novo.
Est� tudo bem, papai. Estou bem. Est� tudo perfeito.
O qu�, vai viajar?
- Onde o Linderman fica? - Talvez no abatedouro.
- O que h� com ele? - Pelo que ouvi dizer, muita coisa.
Mas, para come�ar, dizem que estuprou uma professora.
E que atirou em um policial.
Sei que � verdade que ele matou um garoto.
H� um ano. A sangue-frio. Estourou seus miolos.
- N�o acredito. - Ent�o pesquise. Est� nos jornais.
Ainda n�o acredito.
"Ele n�o teria parado a�, por nada menos importante que respirar,
pois era um tipo de corrida espectral,
e chegar ao final era altamente desejado.
Ele sentia que o caix�o que vira estava correndo atr�s dele;
e como se estivesse pulando, de p� sobre a parte mais estreita,
sempre a ponto de ultrapass�-lo e pular ao lado dele,
talvez levando seu bra�o,
buscando aquele que o evitava.
Tamb�m se escondia nas soleiras,
esfregando os ombros horr�veis nas portas e as arrastando at� suas orelhas,
como se estivesse rindo.
Entrou em sombras na rua, deitado de costas para faz�-lo trope�ar.
E durante todo o tempo, pulava atr�s dele, tentando alcan��-lo,
para que quando o garoto chegasse � sua porta, estivesse semi-surdo."
N�o, quer dizer...
Onde est� minha grana, ruivo?
Achei que n�o tinha de pagar, porque Clifford n�o pagou.
De que voc� me chamou?
De nada.
- Voc� o ouviu, certo, Reissman? - Sim.
O que est� fazendo? O que h�?
O que est� fazendo?
A partir de agora, Reissman vai pagar. E voc�?
Soltem-me.
Algu�m ajude, por favor... Soltem-me.
Soltem-me. Vamos.
Agora � sua vez? V� em frente.
N�o tenho o dia todo, seu grandalh�o filho-da-m�e e burro.
Sim, senhora. Sim.
Pode me dar uma Coca?
Shelley, quer ir ao cinema hoje?
Acho que sim. � claro.
Ent�o se divirta enquanto estiver l�.
O que h� a�?
- Onde est� sua limusine? - Voc� � algum suicida?
Deveria ter planejado antes. � um homem morto. Veja s�.
Quero apresentar-lhe meu guarda-costas.
Se quiser alguma coisa comigo, fale com ele primeiro.
O que voc� estava dizendo mesmo?
D� o fora.
Vamos. Damos conta dele.
Ele � todo seu, Big M.
V� em frente. Mostre a ele como voc� � dur�o.
E voc�s, caras? Damos conta dele. Ele � um idiota.
Quem � fruta agora?
Boa sorte.
O que me dizem? N�o me deixem aqui. Agora n�o.
Melvin, seus servi�os de prote��o n�o ser�o mais necess�rios.
A ningu�m. Entende o que digo?
Pode ir agora.
Voc� me deve um ano de almo�o.
Que dia �timo. Viu Carson fazer o gesto para ele? N�o adorou?
N�o vamos descansar at� ele pagar tudo o que tomou de todos.
Acabou?
O que h�?
N�s n�o faremos nada.
- Entendeu? - Mas n�o somos?
Pensei que f�ssemos um time agora.
Pensou errado.
O time deles � lento,
mas o nosso...
Vamos.
Vamos...
Vamos.
Certo. Voc�s...
At� amanh�.
Aguardo ansiosa pela pr�xima vez.
Karen, n�o me ligue hoje � noite.
- De onde voc� saiu? - De l�.
- O que achou? - Foi bom.
Gostaria de conversar sobre um dos garotos da nossa turma.
Tentou perguntar a algum dos garotos na nossa turma?
� Linderman.
- Ricky Linderman. - �.
O que quer saber sobre Ricky Linderman?
Todo mundo tem medo dele.
N�o quero ter, mas essas hist�rias sobre ele...
- O que voc� acha dessas hist�rias? - N�o podem ser todas verdadeiras.
Sei que alguma coisa aconteceu. Gostaria de saber o que sei?
Sim.
H� mais ou menos um ano,
ele tinha um irm�o mais novo que estava brincando em casa,
foi ao arm�rio de seu pai, encontrou um rev�lver carregado, brincou com ele,
o rev�lver disparou acidentalmente e ele se matou.
E, infelizmente, foi Ricky quem encontrou o corpo.
E n�o acho que tenha se recuperado disso.
� a �nica hist�ria que conhe�o.
Mas e as hist�rias sobre ele matar um tira e quebrar pernas de professores?
Eu n�o as conhe�o.
S� sei o que contei a voc�.
Isso o ajudou?
Acho que sim.
Est� reservado?
Qual � o nome disso?
Lixo.
Pode me passar o sal?
S� estou pegando o sal.
Talvez n�o sejamos um time. Talvez eu estivesse errado.
Mas achei que se algu�m lhe fizesse um favor, voc� devesse outro a ele.
- Voc� n�o me deve. - Devo sim.
Voc� n�o precisava ter feito aquilo, mas fez assim mesmo.
Pensei que significava amizade. Voc� nem aceitou dinheiro.
- Para onde vai? - O show acabou.
Que show? N�o era um show.
Suma.
- S� quero... - Sempre consegue o que quer?
Essas coisas v�o prejudicar seu crescimento.
Acelere um pouco. Vamos.
� noite, nem os tiras andam por aqui.
Da pr�xima vez que quiser fazer algo assim, chame um detetive.
- Siga-o. Vamos. - � m�o �nica.
- Siga assim mesmo. - A rua � m�o �nica.
O que est� fazendo? Vamos.
Volte aqui com um d�lar.
- O que h� com voc�? - Tem um d�lar?
- Por que n�o vem aqui? - D�-me um d�lar.
Por que voc� est� me seguindo?
Eu j� disse. Pensei que pud�ssemos ser amigos.
N�o podemos.
Sei o que aconteceu com seu irm�o e tudo mais.
Sabe?
� claro. Quer dizer, poderia ter acontecido a qualquer um.
Pare com isso.
- Ricky. - O qu�?
Onde estou e como saio daqui?
Vamos.
Para onde vamos?
- � sua? - Sim.
- � fant�stica. Voc� a usa muito? - Nunca. N�o funciona.
- Gosta dela? - Sim.
- Suba. - N�o.
Vamos, suba.
� mesmo?
Cuidado.
Qual � o problema com ela?
N�o encontro o cilindro certo.
N�o � mais fabricado.
Estou a montando h� um ano e s� falta a porcaria de um cilindro.
- Voc� a construiu? - Reconstru�.
Quase.
- E sua m�e? - Morreu h� uns anos. Acidente de carro.
- Que pena. - Minha av� mora conosco.
N�o conhece ningu�m como ela. � bem velha, mas age como uma crian�a.
Fica b�bada e paquera os caras.
- Voc� est� brincando. - N�o.
- Ela parece �tima. - Ela � mesmo.
Temos de ficar de olho nela, porque ela se mete em encrencas.
Talvez ela tenha medo de ficar velha, de morrer.
N�o, acho que ela tem medo de n�o estar viva.
Meu pai tinha um daqueles. Era assim naquela �poca.
- O que seu pai faz? - V� televis�o.
O que acha disso?
Quase.
N�o exatamente.
Ele s� tinha nove anos.
Eu praticamente o criei desde que ele tinha dois anos.
Ele me enlouquecia.
Eu o mandava se sentar, ele se levantava.
Eu o mandava fazer o dever, ele lia hist�rias em quadrinhos.
N�o conseguia comer sem cuspir em voc�.
E roubava em lojas tamb�m.
Entrava em uma loja e sa�a com metade dela no bolso.
Era um bom garoto, mas dava trabalho.
Coitadinho.
� ela, Sr. Dobbs.
Tenho de ir.
Ol�, Sra. Peache. Este � o Sr. Dobbs, chefe de opera��es do hotel.
- Como vai? - Oi, bonit�o.
Griffith me falou muito sobre voc�.
� mesmo?
Sente-se. Tome um drinque.
Nunca pago por eles, sabe o que quero dizer?
Isso � que � vida.
Sim, � interessante.
Devo ter conhecido milh�es de pessoas.
O �nico problema � que nem tantos jovens. A maioria, adultos.
Quando quiser trocar, estou �s ordens.
Que vista. � bom para ver as estrelas?
Estrelas, a Lua...
e outros corpos celestiais.
Certo.
- Que horas s�o? - Umas sete.
Aquela � a Linda.
Ent�o sua estadia aqui foi prazerosa?
Muito.
- Tudo certo com o quarto? - Perfeito.
E o servi�o foi adequado?
Mais que adequado.
- Obrigado. - De nada.
Quando nos visitar� de novo?
Na sexta.
- Acho que teremos quarto dispon�vel. - Espero que sim.
- Papai? - Tenha um bom v�o, Srta. De Clu.
Isso � seu. E sua chave?
- J� a entreguei. - � claro.
Dois dias para o ar-condicionado. Se esquentar, os clientes n�o gostar�o.
E se trabalh�ssemos � noite?
A� seria s� um dia sem o ar-condicionado.
- � noite? - � noite. Eu ficaria grato.
Peache falando.
Obrigado.
Minha m�e?
Onde?
� grave?
M�e? A senhora?
- O que �? - N�o se afobe, ele est� bem.
N�o sabia de suas limita��es.
Eu o avisei, mas ele disse que era um animal.
D�-me isso.
Sabe quem � ele?
Voc� est� em apuros agora. Ela finalmente conseguiu.
Quer parar de ficar em cima de mim?
Saia de perto. S� estou me recuperando.
Voc� sabe mesmo dan�ar, querida.
Voc� n�o � de todo ruim, Dobbsie. S� est� um pouco fora de forma.
H� muito tempo n�o dan�o ou me divirto tanto.
- Senhor, eu... - V� embora.
Posso falar com voc� um segundo?
Sente-se.
Eles est�o se dando bem.
Por que voc� n�o vai verificar as reservas de amanh�?
Melhor ainda, por que n�o faz uma reserva para voc�?
Arrume um hotel confort�vel onde possa ir e escaldar os p�s
ap�s um longo dia � procura de trabalho.
- Mas eu... - N�o se preocupe. Ficaremos bem.
- Quer um emprego? - Agora...
suba at� seu quarto e descanse um pouco,
porque temos a noite toda pela frente.
Certo. Mas esteja aqui quando eu voltar em uma hora,
ou irei atr�s de voc�.
Quarto 735, se eu n�o estiver aqui.
Voc� gerencia um hotel bem divertido aqui.
Obrigado.
Voc� � o Linderman?
Gostaria de uma dan�a? Vamos...
M�e? N�o.
Vamos jantar.
Fa�a assim.
Relaxe o pulso.
�tima linha do cora��o.
Tem muitas namoradas?
N�o, senhora.
Estou falando do futuro, espertinho.
Voc� tem inclina��es intelectuais.
Est� falando do futuro tamb�m.
Tenho de acertar alguma. Tem certeza de que a m�o � sua?
Queria poder negar.
- O que houve com seu pulso? - Nada.
Acidente.
Deixe-me terminar.
Abra.
Voc� est� entre amigos.
Vejo uma longa linha da vida.
Muito boa, muito valiosa.
"Viver� mais tr�s anos antes de morrer."
- A minha est� partida ao meio. - Est�?
- �. - Voc� vai morrer.
Essas s�o as linhas de necessidade de afei��o.
- Voc� n�o tem nenhuma. - Para mim, parecem rugas.
- Esse cara � um man�aco sexual. - Socorro.
Playboy de verdade.
- As minhas dizem "me adorem". - O que est� tentando?
- E um polegar com junta dobrada? - � a melhor comida nesta �rea.
- Consegue tocar? - Eu estava procurando por voc�s.
Quero que conhe�am algu�m.
Este � Mike.
Este � Mike.
� o meu guarda-costas.
O que acha, amigo?
Moody me disse que voc� � dur�o.
Um assassino de verdade. � verdade?
Bate em garotos?
Estupra mulheres? � verdade?
Ouvi dizer que matou seu irm�o e se livrou dessa.
- Conversa fiada. - � conversa fiada?
� conversa fiada?
Assassino, por que est� de joelhos?
Voc� � bicha?
Vamos, de p�.
Dur�o, hein? Vai me machucar?
Acha mesmo que vai me machucar?
Voc� n�o � t�o dur�o.
Achei que voc� disse que ele era dur�o.
Sim, veremos.
O que � isso aqui?
O que �? Isso vai fazer... A corrente vai torn�-lo dur�o?
Revista de dur�o? Ei, ele l�.
Ele foi educado.
Voc� n�o � t�o dur�o, �?
N�o � t�o dur�o, �?
Vamos.
Vamos, mostre do que � capaz.
Sim. Perdedor. Uma verdadeira amea�a.
Por que n�o vai acabar com ele?
Ei, assassino, para onde vai?
Essa � sua moto durona?
Essa � sua moto durona?
N�o parece t�o durona.
Acha que sou dur�o o suficiente para andar nela?
Vamos, saia. Quero dar uma volta tamb�m.
Eu disse para sair.
Vejamos o quanto ela � durona.
- N�o! - Venha c�.
Peguem ele. Solte-me.
Ele vai acabar com... N�o.
Pensei que voc� disse que ele era mau. N�o parece.
- N�o. - O que vai faz�-lo reagir?
Levante-se.
Deixe-o em paz. Vamos.
Que coisa chata. Ligue para mim quando precisar de verdade.
Gosto de trabalhar pelo dinheiro.
Quer que eu acabe com voc�?
Sim ou n�o?
Sim, ele quer que eu acabe com ele.
O que est� fazendo? Devolva a moto. N�o fa�a isso.
O que est� fazendo? N�o!
Isso!
Voc� est� bem?
O que houve? Por que n�o brigou?
Para onde vai?
Vamos, para onde est� indo?
H� algu�m a�?
- Sim? - Oi. Ricky est� em casa?
- N�o. Quem � voc�? - Um amigo dele, da escola.
Ele deveria ter voltado h� horas. Sabe onde ele pode estar?
N�o.
- Ou�a, qual � seu nome? - Clifford.
Se o vir, diga que estou muito preocupada e que deveria vir para casa.
Como subiu aqui?
Preciso de dinheiro.
Onde voc� esteve? Procurei voc� por toda parte.
Tem algum dinheiro?
Vamos, me d� algum dinheiro.
S� tenho seis d�lares.
Obrigado, voc� � um bom garoto.
Que �timo. " D�-me dinheiro. Obrigado. Tchau." Que classe!
Para onde voc� vai?
Espere.
Espere.
Droga, espere!
- Quer ir mais devagar? - V� para casa.
Tem uma casa e fam�lia legais. Deixe-me em paz.
- � a briga, certo? - N�o consegui brigar. E da�?
Eu nunca quis ser o guarda-costas de ningu�m. Eu o avisei.
N�o consegue brigar por causa do que houve com seu irm�o, certo?
- O que voc� sabe? - � uma p�ssima desculpa. N�o � nada.
Cale-se.
N�o conversou por mais de um ano. Anda por a� como um macaco.
- Cale-se. - Fez uma moto para fugir sem raz�o
e deixar um idiotajog�-la no lago.
Tudo por algo que voc� n�o teve culpa.
Qualquer um poderia ter encontrado seu irm�o. Aconteceu que...
Cale-se. Eu n�o o encontrei.
Eu o matei.
Atirei nele.
Nossa!
Est�vamos sozinhos em casa brincando com a arma do meu pai.
Eu estava me exibindo como um idiota.
Ele me pediu para segur�-la e eu disse que ele n�o tinha permiss�o.
Ele ficou com raiva, me agarrou e a arma disparou.
Meu Deus, eu estava rindo quando ela disparou.
O sangue espirrou da lateral de sua cabe�a e ele nem percebeu.
Sabe com que ele estava preocupado?
Ele estava com medo de apanhar do papai quando ele chegasse.
A �ltima coisa que ele me disse...
Ele disse: " voc� vai ter de assumir a culpa dessa vez".
Nem isso eu fiz direito.
Menti. Coloquei a arma em sua m�o e disse que o encontrei assim.
Droga!
Nunca contei isso a ningu�m.
N�o foi sua culpa. Voc� n�o fez de prop�sito.
Desculpe. Sei que tem boas inten��es.
Decepcionei a todos. Sou assim.
V� para casa.
Onde � o enterro?
- N�o pode ser t�o ruim. - � pior que nunca.
Levaram meu dinheiro do �nibus. Jogaram meu almo�o no sanit�rio.
Chamaram minha m�e de nomes que nunca ouvi antes.
Vou sair da escola. N�o me formarei nunca mesmo.
- Para onde voc� vai? - Acho que para casa.
Vamos, vou pagar um drinque para os dois.
- Ele deve ter tentado ligar. - Ele voltar�. S� precisa pensar.
- Espero que tenha raz�o. - Estou sempre certa.
Vai aprender isso sobre mim. Um dia, chegar� e dir�:
"Shelley, querida, voc� tem sempre raz�o".
Olhe ali. � o Linderman.
Tirou a moto de l� sozinho?
Eu sei. Que pergunta idiota.
Eu estava com muito medo.
Onde encontraram minha moto? Andaram pescando?
Obrigado, mas vou lev�-la agora.
Voc� � mesmo um idiota.
Est� mexendo com o Moody de novo?
Voc� est� come�ando a me irritar.
N�o cause problemas, certo?
Saia da frente.
Voc� tem tr�s segundos para sumir. Desapare�a.
Sem a moto.
� do Moody agora.
Um.
Dois.
Alguns caras nunca aprendem.
Certo, pegue.
Vamos.
- Certo. - Vamos.
Vamos.
Vamos, levante-se.
Maldito!
Levante-se.
Devagar. Defenda-se.
Vamos.
Acabe com ele.
Vamos, acabe com ele.
Vamos, bata nele, garoto.
Quer apanhar? Vamos, sua bicha. Vamos, fracote.
Acerte o nariz.
Voc� � um ser humano incr�vel, sabia?
O qu�? Precisa de seu maldito guarda-costas? Vamos.
Acabe com ele.
Certo.
Acerte o nariz.
Meu nariz!
Voc� quebrou meu nariz.
Acho que quebrei mesmo.
- Voc� quebrou meu nariz. - Quebrou mesmo.
Voc� tamb�m.
Fica melhor assim.
- Meu nariz... - Quer uma maca?
Precisa de uma maca?
Certo.
Isso.
Uma luta realmente impressionante.
Voc� n�o � meu amigo.
N�o me toque.
- Posso fazer uma pergunta? - � claro.
Tive uma id�ia. Voc� lutou bem ali.
Ser� que voc� queria ser meu guarda-costas?
Posso pagar 50 centavos por dia, fazer seu dever. Sou bem inteligente.
N�o estou interessado.
- Bom, um d�lar por dia. - Um por dia?
- Infla��o, amigo. - Infla��o?
�.
Espere um pouco.
Legendas Visiontext: Renata Guedes
Resync por Jaf em 11/01/2024
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