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Qual � a emerg�ncia?
J� ningu�m sabe o que � verdade.
N�o � o fim do mundo, mas conseguimos ver...
A electricidade...
A moeda j� n�o vale nada...
As cidades est�o a arder.
Pandemias...
O tr�nsito est� em pesadelo.
Estamos a ficar sem �gua...
Do que est�o � espera? Dirijam-se para o terminal.
A humanidade tornou-se desonesta, aterrorizando-se.
Furiosa: Uma Saga Mad Max
H� grupos de ladr�es por todo o territ�rio.
O solo est� envenenado. Agora s� vivemos meia-vida.
Enquanto o mundo cai � nossa volta,
como enfrentamos as suas crueldades?
O POLO DA INACESSIBILIDADE
Este � para mim.
Aquele � para ti.
Temos de voltar agora.
Cheg�mos muito longe,
Furiosa!
N�o te mexas.
Valkyrie, senta-te aqui.
N�o te mexas at� voltar.
S� invis�vel.
Ouviste isto?
A Furiosa! Levaram a Furiosa!
- Eu posso ir contigo. - N�o, eles precisam de ti aqui.
- Ningu�m pode saber deste local. - Ningu�m saber�.
Que as estrelas estejam contigo.
Atr�s de n�s, est� atr�s de n�s!
N�o fujas!
� a mota trov�o. � a mota trov�o!
Pensava que a tinhas desabilitado.
E foi o que fiz!
Quem vem atr�s de n�s?
Quem �?
� o teu pai? � o teu pai?
- � a rapariga, � o que ele quer! - Encontr�mo-la do nada?
- Temos carne de cavalo! - Isso n�o prova nada!
Mas quando vir a rapariga,
vai perguntar de onde veio
e vai dizer que vamos ser n�s a cuidar dela.
N�o vamos voltar a ser enganados.
N�o vamos voltar a ser enganados.
Nunca mais vamos ser enganados!
Aquele monte de merda!
Trago isto para o Dementus! Para o Dementus!
O que trazes aqui, Toe Jam? Est�s aqui sozinho.
S� falo com o Dementus.
- Tira as m�os! - Solta-a!
Fui eu que a encontrei, � minha!
Larga-a!
- � forte, n�o lhe sinto a dor. - � minha!
- Onde a encontraste? - Devolve-a!
- Onde a arranjaste? - Devolve-a!
D�-ma, eu levo-a por ti.
Ela vem de um lugar de abund�ncia!
Do que est�s a falar?
Um lugar de abund�ncia! Tem de tudo!
- S� falo com o Dementus! - De onde �s?
De onde �s?
Onde a encontraste?
N�o digo. Dementus est� c�.
N�o digo. Dementus.
Boa morte.
O JRL Stryker's Lucky 7 original era alimentado por um �nico
motor de avi�o cil�ndrico com uma cilindrada de 2.8.
Entre 50 e 70 quilos.
Levem-na!
Dementus, olha o que trago!
D�-me aqui uma ajuda.
Como te chamas? O que te chamam?
Vive num lugar cheio de abund�ncia.
Posso ver?
Uma vida plena e saud�vel, para todos n�s.
Diz-nos de onde �s, crian�a. Diz ao teu amigo.
T�m l� de tudo.
Como � que sabes isso?
Disseram-me.
Disse que viu tudo com os pr�prios olhos.
E onde est� ele?
Vamos ouvir o que o Toe Jam diz.
Tragam-no para dentro.
O lugar onde a encontraste. Era incr�vel, n�o era?
Tinha de tudo, n�o era?
�gua, comida, tudo.
Conta-me.
Est� engasgado. Pendurem-no de cabe�a para baixo.
Desenha o caminho, desenha uma seta, uma seta.
Est�s a ter um dia dif�cil. Um dia horr�vel.
Deves estar exausta.
S� quero que fa�as uma coisa. Que descanses.
N�o tens que nos dizer nada.
N�o tens de dizer nada, prometo. S� tens de descansar.
Amanh�, levo-te para casa.
Sigo as marcas que te trouxeram c� e levo-te a casa.
Levem-na, d�em-lhe de comer, lavem-na. Usem a melhor �gua.
Voc�s os dois, fiquem de olho nela,
mantenham-na segura e n�o deixem ningu�m aproximar-se dela.
Para tr�s, para tr�s!
N�o!
Por favor, n�o digo nada.
N�o vou dizer nada, nadinha.
Disparem, disparem!
- Disparem! - Disparem!
A culpa n�o � minha.
Est� tudo bem.
Est�s a sangrar.
Ouviste isto?
N�o acredito.
Como � que conseguem seguir-nos?
Vai para terrenos altos e luta bem.
Se n�o te encontrar daqui a um dia, vai para casa.
Orienta-te pelo sol e pelas estrelas.
Quando houver vento, usa-o para cobrir os teus rastos.
Furiosa, �s uma Vuvalini. Vais fazer o que te digo.
Fa�as o que fizeres, por muito tempo que demores,
promete-me que encontrar�s o caminho para casa.
Planta esta semente. Protege o lugar verde.
S� preciso disto. Promete-me.
Esta tarefa estar� sempre contigo.
� volta! Temos de ir � volta!
Encontrem um caminho � volta!
M�e!
Conta-me!
Ela � a tua m�e.
Boa!
�s forte?
Conta-me!
Diz-me de onde vieste e paramos.
Furiosa!
Para que lado �?
Aponta na direc��o certa e levo-te a casa.
Pronto, n�o desvies o olhar.
N�o podes desviar o olhar.
Tiveste a tua oportunidade.
Homem da Hist�ria, uma palavra de s�plica, por favor.
- L�grimas. - L�grimas humanas.
As secre��es da vida cont�m
�leos, sais, prote�nas e hormonas do stress.
As l�grimas de alegria e de tristeza
t�m diferentes composi��es qu�micas.
Sim, a tristeza � mais...
requintada...
�cida.
AS LI��ES DO DESERTO
Agora os teus seguidores t�m de lutar por quem te matar.
Quero dar as boas-vindas a todos que vos trouxeram aqui,
para fazerem parte deste grande bando.
Bem, temos um problema.
H� muitos de voc�s.
E s� s�o cinco motas.
Como � que escolhemos quem � apropriado?
Quem tem as bolas, os test�culos para andar com Dementus?
V�o ter que me mostrar quem voc�s s�o.
Sim, porque hoje dan�amos ao som de Darwin.
Hoje vamos fazer um ursinho de peluche com cinco motas.
Aos seus lugares!
Preparados! V�o!
N�o tens de ver se n�o quiseres.
� melhor fechares os olhos.
At� podes pegar no urso, se quiseres.
Pertencia aos meus pequenos.
Vamos p�-lo em seguran�a.
Senhora e senhores. Liguem os motores!
Sabes conduzir?
Eu posso ensinar-te.
Eu preencho-te a mem�ria. Podias tornar-te num Homem da Hist�ria.
Tornavas-te inestim�vel.
E o Dementus cuidaria de ti.
Navega��o pelas estrelas.
Uma indica��o do caminho pela refer�ncia
das estrelas e dos outros corpos celestes.
Vou ficar curioso, chefe.
Bem, vamos verificar.
Isto � Valala? Estou em Valala?
O que � uma Valala?
Valhalla, o grande sal�o dos ca�dos.
Um para�so para her�is mortos.
Ainda bem para ti.
Estamos � procura de um s�tio de abund�ncia.
O que � abund�ncia?
Abund�ncia! Um s�tio com tudo!
Ter uma quantidade copiosa de qualquer coisa!
O que � uma quantidade abundante?
Um monte de coisas. Quero muita coisa boa.
A cidade!
A cidade?
Foi onde nasci!
Tem de tudo! Uma quantidade gigantesca
de �gua doce e coisas verdes.
Uma grande quantidade de produtos e vegetais e �gua.
E onde podemos encontrar essa cidade?
Talvez, por ali.
O que � isto?
� sangue do c�u. Chamou-vos c�.
Contemplem o poder do Dementus!
Dementus "o vermelho" e o seu grupo de destrui��o
est�o aqui para vos cercar! Ou�am bem o que vos vai dizer.
Voc�s todos que protegem esta magn�fica cidade,
t�m uma escolha. Uma escolha muito boa.
Quero os vossos l�deres. Quero aqueles que vos dominam.
Tragam os vossos l�deres e atirem-nos c� baixo.
Atirem-nos c� para baixo e evitar�o sofrimento e tristeza.
Eles exploram-vos, escravizam-vos,
lavam os p�s com o vosso suor e sangue.
E n�o vos d�o nada em troca.
Escutai esta verdade:
eles s� mandam porque voc�s escolhem segui-los.
O poder � vosso, voc�s s�o livres de escolher.
Venham ter comigo, venham ter comigo com a vossa dor.
E vou dar tudo a dobrar. Vou dar a �gua que voc�s todos quiserem.
Vamos partilhar a nossa riqueza. Voc�s ir�o governar comigo
num novo esplendor de um novo deserto!
Eu rezo por ti, meu querido. A s�rio que sim.
Porque o Big Jilly vai apanhar-te,
cortar-te as m�os, vai desfaz�-las e depois d�-tas a comer.
N�o vai sobrar nada, comparado com o que o Sr. Norton quer fazer.
O Sr. Norton odeia os mand�es.
Depois, temos o Sr. Harley e o Sr. Davidson.
N�o h� poder absoluto
e est�o aqui mais mil malucos para ir atr�s de ti.
E n�o h� um caralho que possas fazer para o impedir.
N�s s� temos um pedido.
De todos os guerreiros que est�o aqui, escolhe um.
Porque faria isso?
Para continuarmos as negocia��es, tens de fazer a escolha.
Um aleat�rio, qualquer um.
S� um.
E se optar por n�o escolher ningu�m?
Dessa forma nunca ir�s saber a verdade.
O meu mec�nico escolhe!
N�o, � direita!
Tu �s o escolhido!
Sejam testemunhas!
Entre n�s est�o 172 guerreiros das trevas.
Qualquer um, se tivesse sido escolhido, teria feito o mesmo.
Qualquer um morrer� para dar a sua vida pelo Immortan Joe.
� por isso que �s um tolo, voc�s s�o todos uns tolos.
Eu sou o Scrotus.
Eu chamo-me Erectus e somos os filhos do Immortan Joe.
E agora, vamos matar-te.
Quando as coisas correm mal, temos que nos adaptar.
Tu �s como eu.
- Chegaram. - N�s somos fortes.
Uma m�quina de guerra, totalmente carregada.
� da cidade do Immortan.
CIDADE DA GASOLINA
Comida e bebida antes do amanhecer.
Roubam tudo.
Este � o nosso destino.
Estamos mesmo na terra das oportunidades.
Observa isto.
Viva Dementus!
Combust�vel para todos, o suficiente para muitos meses!
Isto � mesmo um grande dia!
Sim, sim, estou prestes a torn�-lo bem mais brilhante.
Tu, tira o capacete e o casaco.
Porque queres tirar isto ao Octoboss?
Sim, faz o que ele te manda.
Est�s a questionar a minha autoridade?
Anda l�, cobre-te com isto.
R�pido.
Faz isto a mais dez dos teus homens.
Quanto mais, melhor.
Mortiflyer.
Quem quer ser um rapaz de guerra?
O que foi?
A patrulha est� de volta, parece que est�o a ser atacados.
Abrimos os port�es?
N�o, alguma coisa est� mal.
Tenho de abrandar!
N�o, mais r�pido, tens de ir mais r�pido!
Eles n�o abrem os port�es!
N�o est�o a acreditar!
Disparem.
Fa�am com que pare�a verdade!
O que disseste?
Ele disse para fazermos com que pare�a verdadeiro.
O que est�s a fazer?
N�o, estou s�...
Tu �s uma merda, Dementus!
Merda!
Abre os port�es!
Leva isto ao Immortan Joe!
Apanha!
O Dementus quer conversar!
Tens a certeza?
Sim, deixa-o vir.
Revistam-no, sem armas.
Iremos ouvir o que ele tem para nos dizer.
E matamo-lo no mesmo instante.
Pronto...
O Dementus vermelho elogia-te pelo teu estilo,
por concordares com este tipo de negocia��es.
Se n�o voltarmos ao p�r do sol, explodimos a Cidade Gasolina.
� com isto que vais salvar a Cidade Gasolina.
E o c�digo de seis n�meros s� existe no c�rebro do Dementus.
Ele quer o dobro! O dobro de tudo!
Um tanque de �gua para meio tanque de gasolina!
N�o posso fazer isso, � imposs�vel!
Ent�o ele vai levar com isto na cabe�a!
O dobro do leite da m�e e o dobro dos hidroponis!
O dobro das fa�scas!
Dupliquem as batatas e o dobro dos combatentes!
Os meus rapazes precisam de muita prote�na.
Por favor, d�em-lhe o que pede!
O deserto n�o vai aguentar.
Faz as contas.
Por favor, Immortan!
Meu irm�o!
Roubei-te o brinquedo!
N�o aguento muito mais tempo!
O Rictus trata disto, pai!
Vou espremer-te o sangue!
Sim, f�-lo!
Seu idiota!
Esqueci-me dos n�meros!
J� sei, j� sei! J� me lembrei.
O prazer fez-me esquecer.
N�o fa�am isso a um homem com um c�rebro fr�gil.
Quem � essa?
Esta.
� minha filha.
A pequena D.
A mini Dementus.
Ela n�o � parecida contigo.
Sim, tem as perfei��es da m�e e as minhas imperfei��es.
Onde est� a m�e?
Uma mulher magn�fica.
Feroz, inteligente e tomou conta dela
t�o cruelmente que n�o cumpriu ordens.
Ela parece p�lida.
Tu � que est�s p�lido! Ela � perfeita!
N�o � como a gen�tica absurda dos teus filhos.
Bem, est� p�lida porque lhe tiro sangue
para o pudim de sangue que preparei para ti.
E quem �s tu?
Sou o mec�nico org�nico. O cura-tudo.
N�o tenhas d�vidas. Ela tem a vida plena.
Nunca foi tocada pelo homem nem pela doen�a.
Queres ficar aqui na Cidade?
Se te deixar ficar, vais crescer
e ser uma mulher saud�vel, podias ser uma das minhas mulheres.
N�o, ela � minha filha.
Seria como um casamento real, uma liga��o de dinastias.
Durante a minha vida toda, protegi-a
do sol, do vento, dos olhos maldosos! N�o!
Ser�o ligados pelo sangue.
N�o, n�o est� � venda. � minha.
O que me dizes, menina?
Ela n�o fala desde que a m�e morreu, � muito triste.
Ele � o teu pai?
N�o.
Ele matou a minha m�e.
� verdade, � verdade. E digo-te que isso endureceu esta crian�a
para sobreviver a todas as tristezas
que possam surgir no seu caminho.
Fi-lo por ela.
Vou aumentar o envio de �gua, mas s� um ter�o.
Vou aumentar a tua comida em um quarto, mas s� nas batatas.
Receber�s a tua entrega uma vez a cada dez dias, mas s� se
as minhas m�quinas regressarem em
seguran�a com gasolina de alta qualidade.
De acordo.
E eu vou ficar com a menina que n�o � tua filha e com ele tamb�m.
Caso contr�rio, temos guerra.
Se te portares bem, eu porto-me bem.
Protegerei a Cidade Gasolina
e ser� t�o impenetr�vel como esta cidade.
Estabilidade criada a partir de um mundo em caos.
Tu. Eu. N�s.
A partir de agora, serei tratado como o Grande Dementus.
Governador amado dos motoqueiros.
Senhor Guardi�o da Cidade Gasolina.
Tenho de ir embora, n�o posso deixar rebentar a Cidade Gasolina.
Que dia! Que acordo! Que dia!
Estiveste muito bem!
O Dementus � fodido.
Est� tudo bem, vais ficar bem.
Pronto.
Isso, manda a pequena para a �gua.
Vamos, est� quase. J� consigo ver a cabe�a.
Isso, �s muito inteligente. Uma �ltima puxadela.
Mais uma, mais uma.
Aqui est� ele.
� um menino? � um menino?
Isto? Lamento, chefe.
Dar-te-ei uma vida completa, sei que consigo.
Tr�s tentativas e vais embora.
Rictus!
Por favor, deixa-me ficar.
N�o te preocupes, amor. Vais ser uma excelente m�e de leite.
O que � isto?
- Rictus, perdeste alguma coisa? - S� estou a olhar...
- Para o qu�? - Nada.
N�o, n�o me mintas. Est�s a preparar alguma.
N�o fiz nada.
O que fazes aqui?
Pensei ter visto algu�m a correr, a fugir.
Mas foi s� um sonho. Um sonho chato.
Espera! O cabo est� solto!
Prende-o!
Vai l� baixo!
N�o, tem de ser algu�m mais pequeno!
Tu!
Vamos!
N�o, ele!
�s corajoso, rapaz!
Homem-trav�o!!
�s o novo operador.
A CLANDESTINA
Em fila, em fila!
Bem-vindos � Casa dos Motores Sagrados!
Vamos fazer algo poderoso e vamos usar estas pe�as suplentes.
Dois motores V8, um motor perfeito
com mais de 2800 pe�as encontradas,
e n�s vamos montar isto tudo.
Vamos construir algo bonito.
E estamos a fazer isto para quem?
Para o Immortan Joe, que nos ressuscitar� deste mundo.
Est�s pronto para ser mec�nico?
Immortan!
- E tu? - Immortan!
E tu?
Diz o nome dele!
Ele n�o fala.
Onde j� vi isto antes?
Ele � um especialista, muito �til.
Que molezinho!
Temos trabalho a fazer!
Vamos construir uma m�quina de guerra,
a melhor gritadora do deserto!
A maior, a mais forte, a mais r�pida!
Immortan!
Immortan!
Vamos construir uma contrac��o para defender a traseira.
Vamos chamar-lhe Bommy Knocker.
� o Praetorian Jack?
Fez o maior n�mero de corridas na Estrada da F�ria.
E sempre trouxe de volta o esp�lio.
Praetorian!
O que se passa?
Porque est�s t�o t�mido? � s� mijo.
Os irm�os loucos tinham raz�o. � uma m�quina poderosa.
A maior, a mais r�pida, a mais forte...
e � a que vai mais longe.
Aqui vamos n�s.
Temos fan�ticos � nossa frente!
Fan�ticos! Est�o com o Dementus.
J� n�o, actuam sozinhos.
Contacto!
Avan�ar!
Contacto � direita!
Vai, vai!
� o motor dois.
V�o l� cima, precisamos de combust�vel!
Preciso de mangueira e abra�adeiras!
Abra�adeiras, r�pido!
E a mangueira, tamb�m!
Mec�nico!
Tenho de ligar o Boomy Knocker!
O qu�?
O Boomy Knocker!
Ainda n�o.
� direita, � direita!
Mec�nico, est�s a�?
Agarra-te bem!
Rapaz do mijo, rapaz do mijo!
Acho que atingiram o radiador!
Vai correr bem, Jack. Estou a caminho.
Bebe, Larry! Bebe isto!
Vamos!
O Boomy Knocker! Activa o Boomy Knocker!
- Agora? - Agora!
Vais parar e sair.
P�ra!
Se est�s a tentar fugir da cidade, acredita que o resto � pior.
O �nico local seguro � a Cidade Gasolina.
Agora est� nas m�os do Dementus.
Um palerma que n�o consegue controlar o pr�prio grupo.
E � o que h�.
N�o h� mais lado nenhum.
Isto � o deserto.
Onde quer que penses que estavas a ir, j� n�o existe.
Foi um dia dif�cil.
Eu perdi o meu comboio.
Perdi a minha tripula��o.
Tenho de come�ar de novo.
E come�o a pensar que tenho de come�ar contigo.
Tens boa vis�o.
V�s a jogada e n�o perdes o controlo.
Podes ter pouca experi�ncia, mas o facto
de seres selvagem pode ter um prop�sito.
Se me deres tempo,
ensino-te tudo que tens a saber sobre a Guerra na Estrada.
Se sobreviveres a tudo que enfrentarmos juntos,
ter�s as habilidades necess�rias para ires onde quiseres.
Sem perguntas.
Guarda-a.
Ou deita-a fora.
IDA PARA CASA
Que as estrelas estejam contigo.
Tu e eu, pequena.
F�BRICA DAS BALAS
Est� tudo conferido, at� � �ltima gota de leite.
- �ptimo. - N�o, n�o est� bem.
Aquele bocado de pus anal, Dementus,
est� a destruir a Cidade Gasolina,
e culpa todos menos a ele pr�prio.
Diz ao Immortan Joe que temos que nos reunir.
Uma reuni�o de guerra.
Sen�o, vamos acabar mal.
Aqui est� a arma que pediste.
Paus de trov�o, balas, tudo carregado.
Para ti.
Para as tuas viagens,
a tua demanda acabou.
Est�s livre para ir embora.
Comida, �gua, carros,
tudo que precisares.
Eu ajudo-te a arranjar tudo.
D�-me um tempo.
N�s escoltamo-vos at� l� dentro.
R�pido!
Acabou o tempo!
Acabou o tempo!
Cidad�os da Cidade Gasolina!
Eu quero o mesmo que voc�s.
Eles est�o a preparar as balas para atrair a Cidade Gasolina.
Temos de corrigir as coisas!
E esta noite, vamos tratar disso!
�s tu que mandas aqui?
Podes falar comigo.
Est� bem.
Tenho uma mensagem para o Immortan Joe.
Estamos a enfrentar problemas.
N�o podemos continuar a fazer entregas.
Toda a gente est� a dizer que estamos a ser enganados
com estas trocas.
Todos dizem que a culpa � minha.
Mas a culpa � de todos.
Quero fazer uma reuni�o com os senhores da guerra.
Eu, ele, o povo daqui,
e o idiota da f�brica das balas.
Ao meio-dia na Cidade, daqui a tr�s dias.
Certo.
Pronto, � melhor irem embora.
N�o sa�mos daqui sem os nossos cami�es cheios de gasolina.
� melhor irem j�!
T�m de sair daqui, sigam-me!
Ao meio-dia, na Cidade, daqui a tr�s dias.
Sejam pontuais.
Levaram um tanque cheio de �gua,
e duas mil mamas de leite da m�e,
e regressam sem nada!
Nem uma gota de gasolina!
Ele voltou a enganar-nos!
Temos que o matar!
J� o dev�amos ter matado � mais tempo, dev�amos t�-lo esmagado!
Pai, d�-me a m�quina de guerra,
enche-a com tudo que tivermos,
e eu acabo com ele de uma vez!
Como fazemos isso sem que ele destrua a Cidade Gasolina?
Constru�mo-la de novo.
Isso ia demorar gera��es, seus idiotas!
Mais constru�amos de novo!
� por causa da forma como pensas que ele nos lixa.
Est�s com medo da loucura dele!
Vamos fazer desta forma:
conservamos cada gota de gasolina,
desligamos todos os ve�culos, todos os geradores,
desligamos todas as bombas de �gua,
incluindo sif�es dos aqu�feros.
Assim que amanhecer,
vamos para a f�brica das balas com os tanques vazios,
depois, regressem com todas as muni��es que conseguirem trazer.
Quero todas as balas e todas as armas de fogo,
de todos os calibres e tamanhos,
e toda a infantaria preparada.
Fa�am sinal � torre de vigia. Vamos fazer-lhes sinal de l�.
Inferno e aleluia! Vamos levar m�sica at� l�!
Este s�tio
no fim do teu mapa dos segredos.
Onde �?
A minha m�e e o meu pai
eram soldados.
Mesmo quando o mundo caiu,
queriam lutar por uma causa honrosa.
Mas nunca aconteceu.
Eu quero ajudar-te a encontrar este s�tio.
Onde quer que seja.
Vem comigo.
Est�s pronto?
Quero as vossas motas.
Ponham-nas na traseira do V8 e prendam-nas bem.
Assim que estiver feito,
levem a comida, combust�vel e �gua que for poss�vel carregar.
Ent�o e n�s?
Voc�s v�o no cami�o-cisterna.
Ent�o e eu?
Tu foste promovido, vais na traseira.
Na m�quina de guerra?
Claro.
O que est�s a fazer?
H� algum problema?
Tu conduzes o V8.
Eu conduzo a m�quina de guerra.
Hoje n�o, hoje vais seguir-me.
Tu vais comigo.
Na frente?
Na frente.
Assim que carregarmos as armas no cami�o,
trazes o cami�o de volta.
De volta a casa?
Para a Cidade?
Sim.
Queres ver o que isto consegue fazer?
Liga o segundo motor.
Emboscada!
Ele tem refor�os!
Atr�s de ti!
Onde est�o? Conseguem v�-los?
No alto, � esquerda do port�o!
D�-me isso!
Carrega-me a arma, r�pido!
Vamos para Este durante 3 dias. Assim que passarmos a escarpa,
e o p�ntano, levamos as motas pelas dunas at� l� chegarmos.
At� l� chegarmos?
O escavador, vamos usar o escavador!
N�o temos tempo!
Al�m, al�m!
- Esta ainda est� viva! - Boa!
R�pido!
Viram aquilo?
Viram como lutaram um pelo outro?
Este pequeno ex�rcito duas pessoas!
Para onde iam?
T�o cheios de esperan�a!
N�o h� esperan�a!
N�o h� para eles, n�o h� para voc�s, nem para mim!
No dia que conquistei a f�brica das balas, voc�s destru�ram-na!
Eu tinha a Cidade Gasolina e a f�brica das balas,
e dessa forma podia ter destru�do a Cidade!
Podia reinar o deserto, e que deserto teria sido!
Seria um lugar bem melhor para todos n�s!
N�o!
Voc�s...
Voc�s partiram-me o cora��o!
Partiram-me o cora��o.
N�o � justo!
Transformaram-me num Dementus negro.
E o Dementus negro n�o pode ser brando!
Foi o pre�o que paguei para ser o vosso l�der!
Foi o pre�o que todos pag�mos para sobreviver no deserto!
N�o podemos ser brandos!
Tem de haver retribui��o!
Justi�a e retribui��o!
Quero que ela veja tudo!
Prende-a!
N�o, amigo, � o outro bra�o!
O que foi, ficaste brando?
Smeg!
Chega, chega!
Vamos acabar com isto e vamos para casa.
Volta a dormir.
Eu vou curar-te o bra�o.
Fica!
Aqui ir�s encontrar a paz!
Sou a Furiosa.
Sou a Praetorian Furiosa!
O que te aconteceu?
H� sinal dele?
N�o, mas aconteceu alguma coisa na Cidade Gasolina.
Acho que est� a destruir a Cidade Gasolina.
Tretas!
D� uma vista de olhos.
N�o apareceu na reuni�o e agora isto?
� falso, n�o h� vantagem poss�vel.
N�o dev�amos ter esperado aqui.
Porque continuamos � espera? Vamos para a Cidade Gasolina!
Ele n�o est� na Cidade Gasolina.
Onde est� o Praetorian Jack?
Onde est� a nossa m�quina de guerra?
- Est� na f�brica das balas. - Mentira!
Est� a apoderar-se da f�brica das balas e depois vem para aqui.
Como sabes isso?
V�m com ganchos de escalada e escadas, quer tomar a Cidade.
E n�s vamos para a f�brica das balas e enfrentamo-lo!
Se a Cidade Gasolina est� a arder, � l� que est�!
Ele quer atrair-vos para l�, quer que a Cidade fique indefesa.
- Ent�o ficamos aqui. - Temos tr�s escolhas.
A escolha do covarde � ficar aqui e
deixar que o Dementus brinque connosco.
A escolha do tolo � ir ter com
o inimigo invis�vel a caminho da f�brica das balas.
E a escolha do guerreiro � ir � Cidade Gasolina e esmag�-lo!
Sou eu quem escolhe!
Vamos faz�-lo pensar que vamos para a Cidade Gasolina.
Se o encontrarem, � meu.
Est�o a ir para a Cidade Gasolina.
Que palermas.
Tenho um grande desprezo por eles.
Senhores, est� na hora!
Est� na hora de ir para a guerra! Est� na hora de retomar
o que � nosso! Vamos para a Cidade!
Sempre houve, h� e haver� guerra.
Os Sum�rios lutaram contra os Elamitas.
Os Sax�es contra os vikings.
E foi assim que as hist�rias cresceram. Houve a Guerra
das Rosas, das Laranjas, as Guerras do �pio,
a Guerra de Um Dia, Seis Dias, Mil Dias.
Norte contra Sul, Este contra Oeste.
A primeira, segunda, terceira, incont�veis
guerras de religi�o e esp�rito justo.
A Guerras do Petr�leo, a Guerra da �gua, a Guerra
Nuclear das Tr�s Na��es, a Batalha das Cidades Pr�speras.
E agora a Guerra do Deserto dos 40 dias.
Olho por olho, dente por dente.
Raiva alimentada pela dor.
Preciso de um carro.
N�o h� aqui nada, nem uma mota.
Levem-me l� baixo.
O que vais fazer?
Eu tenho um carro.
Mal posso esperar que o vejas.
N�o � maravilhosa?
Olha para isto, esta roda deve dar.
Apertem-na, apertem-na!
A cada segundo perdido, aquele palerma afasta-se ainda mais.
Tamb�m quero combust�vel, quero todo o combust�vel.
Quero �gua e uma arma.
O palerma pode fugir, mas n�o se pode esconder.
Vai funcionar.
Scrotus. Scrotus!
O que foi?
Vais precisar de boa comida.
Espetada de c�o.
Vamos levar tudo.
Como assim, "vamos"?
Vou contigo.
N�o, n�o vais. Vais atrasar-me!
Vou certificar-me que o palerma do Dementus � morto!
N�o, n�o vais. Vais ficar aqui com o C�o.
O que foi isto?
O mais sombrio dos anjos.
O quinto cavaleiro do Apocalipse.
AL�M DA VINGAN�A
Quem s�o?
Algu�m competente e magoado.
O que achas que querem?
Querem-me a mim sem o meu grupo.
Vamos esperar aqui e fazer-lhes uma armadilha.
- Temos de voltar para tr�s. - N�o, temos que nos separar.
N�o temos tempo para despedidas.
Fizemos muitas coisas incr�veis juntos.
Adeus.
Encontraste-me.
Est� tudo avermelhado.
Tu �s uma aberra��o.
Podias ter-me matado durante a noite, mas n�o o fizeste.
Por isso, deves estar a outra coisa.
E �s aquela tal coisa?
N�o tenho nada comigo, n�o sou ningu�m.
Sou teu.
Lembras-te de mim?
Que cria��o incr�vel.
Conseguiste sair de uma sepultura mais funda que o inferno.
E s� h� uma coisa que pode ajudar-te e n�o � a esperan�a.
� o �dio.
N�o h� vergonha no �dio, � uma das grandes for�as da natureza.
Isto n�o foi a esperan�a, foi o instinto.
Ent�o, hoje � o dia da minha morte.
H� quinze anos atr�s, existiu uma mulher.
Afinal ainda h� mais.
- Lembraste dela? - N�o fa�o ideia.
Era ruiva.
Era a tua m�e?
Era a tua irm�, implorou, gritou?
N�o me consigo lembrar da lista.
Mesmo depois do que lhe fizeste, ela era magn�fica.
Tu estavas l�.
A minha inf�ncia, a minha m�e.
Quero-as de volta.
Claro que queres.
Quero-as de volta!
Foi assim que me senti. A minha pr�pria
fam�lia, as coisas lindas.
Foram-me tiradas de forma t�o injusta.
Tamb�m sinto o mesmo que tu.
Tamb�m quis vingan�a. Uma barriga cheia de vingan�a.
Se me � permitidos.
Se o tiro for dado na nuca,
a pessoa que leva o tiro n�o vai saber o momento exacto da morte.
� a minha pr�pria tortura, mas tudo conta.
Esse tiro vai transformar o meu c�rebro
numa nuvem cor de rosa t�o r�pido
que nem vou ouvir o barulho que fez.
Mas ou�o eu. Vou ouvi-lo at� aos meus �ltimos dias.
Claro que sim.
E vou sentir o coice da arma na m�o.
Claro.
Vou lembrar-me da tua cara
� medida que as lesmas abrem caminho pelo teu c�rebro
tirando-te aquilo que chamas de mente e as tuas mem�rias.
Fazendo com que a minha m�e se liberte das algemas.
Brilhante, eu morro e tu ainda vais ficar a chorar
pela tua magn�fica m�e.
�s bem idiota!
Nunca vais conseguir equilibrar o sofrimento deles.
Devolve-a.
N�o posso! O que tu queres, minha querida,
s�o os meus gritos de ang�stia, ang�stia sem fim.
E se te pudesse dar isso, dava.
Mas n�o tenho medo do Para�so, nem da vingan�a do Inferno.
O meu limite da dor � muito alto.
Outra vez! Tu �s uma...
Se n�o consegues faz�-lo r�pido, ter� de ser lentamente.
Mas nunca vais conseguir nada daquilo que queres.
Pequena D.
Tenho estado � tua espera.
Tenho estado � espera de algu�m como tu, digno de mim.
O Senhor resolveu as coisas.
Somos s� dois malucos malvados aqui no deserto.
Se fizeres isto, faz em condi��es e ficas como eu.
- Eu n�o sou como tu. - Tu �s como eu, j� est�s morta.
Para nos sentirmos vivos procuramos novas sensa��es,
qualquer sensa��o,
para fazer desaparecer a tristeza e o mau humor.
Abandona-nos por um instante, mas depois volta.
E temos de fazer tudo de novo.
E precisamos de mais. Cada vez precisamos de
mais, at� que o excesso nunca � suficiente.
N�s j� estamos mortos, pequena D.
Tu e eu.
A quest�o �:
tens a capacidade de o tornar �pico?
Ela tirou-lhe a voz e passaram o resto do dia em sil�ncio.
H� quem diga que ela fez mais do que dar-lhe um tiro.
Dizem que o matou
de uma forma mais adequada.
Dizem que houve actos perversos e mutila��es de esp�rito.
Mas a verdade � esta:
sussurrado a mim pr�prio pela pr�pria Furiosa.
Nas profundezas da Cidade, no alto dos jardins
existe uma �rvore diferente de qualquer outra.
O solo � humano.
Os nutrientes s�o humanos.
Os vermes comem-lhe a carne morta.
Era um Eco, a crescer a partir de um ser vivo.
Este � o nosso primeiro fruto, mas n�o � para ti nem para mim.
Cada um de n�s, � sua maneira, desaparecer� deste mundo.
E depois, talvez, poder� haver algu�m bom que o trate bem.
Traduzido por: Helder Smith
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